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Sou de Algodão participa da DW! Semana de Design de São Paulo e reforça diálogo entre moda, educação e cadeia produtiva

Movimento integrou a programação do Fashion Hub DW! com painéis sobre rastreabilidade, economia circular e os caminhos da moda autoral brasileira

27 de Março de 2026

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), marcou presença, pela primeira vez, na DW! Semana de Design de São Paulo, um dos principais festivais do setor criativo do país. Nesta edição, o evento ampliou seu escopo ao incorporar a moda como parte central da programação, por meio do Fashion Hub DW!, realizado entre os dias 19 e 22 de março de 2026 no Centro Cultural São Paulo (CCSP).


Com uma agenda inédita, o espaço reuniu universidades, profissionais do setor e convidados em torno de temas como design circular, processos produtivos e inovação. Representando o movimento, a gestora de relações institucionais Manami Kawaguchi Torres participou de dois painéis, levando ao debate a importância da rastreabilidade, da transparência e da conexão entre os diferentes elos da cadeia têxtil.


Para Manami, a participação no evento reforça o pilar educativo do movimento. “Estar em um espaço como a DW! é uma oportunidade de ampliar o diálogo com estudantes, profissionais e o público em geral, mostrando como a cadeia do algodão se conecta com a criação, a indústria e o consumo. O nosso objetivo é traduzir esses processos e aproximar as pessoas de uma moda mais consciente”, afirma.


Rastreabilidade e economia circular em debate com universidades


Na sexta-feira (20), Manami participou do painel “Criação, Ciclo de Produção, Transparência e Rastreabilidade”, ao lado de representantes da Unip e do Centro Universitário Belas Artes. O encontro reuniu docentes, estudantes e convidados para discutir diferentes perspectivas sobre o desenvolvimento de moda, da criação ao pós-consumo.


Convidada pela Unip, a gestora apresentou o programa SouABR, destacando como a rastreabilidade tem se consolidado como um elemento central para garantir transparência na cadeia produtiva. Durante sua fala, abordou o funcionamento do sistema e a importância de conectar informações de origem da fibra ao produto final, ampliando a confiança do consumidor.


Haroldo de Souza, coordenador geral dos cursos de Design de Moda da Unip, destaca que a presença do movimento no evento foi um desdobramento da relevância do tema. Segundo ele, “a participação do movimento Sou de Algodão na Design Week, representado pela Manami, foi um convite natural diante da relevância do tema da rastreabilidade na cadeia têxtil”. Ele acrescenta que “para a UNIP, é fundamental aproximar os alunos e a comunidade acadêmica de iniciativas que promovem transparência, sustentabilidade e responsabilidade na moda”, ressaltando que a contribuição do movimento trouxe um olhar qualificado, enriquecendo o debate e fortalecendo a conexão entre mercado e educação.


A professora mestra Isabela Almeida também enfatiza o impacto da participação no contexto do evento. Para ela, “a participação do movimento foi extremamente importante, pois estimula o diálogo entre as instituições de ensino, o mercado e a indústria”, especialmente em um evento aberto ao público. Ainda segundo Isabela, esse formato amplia as discussões sobre economia circular, permitindo a troca de diferentes pontos de vista e trazendo reflexões relevantes sobre processos criativos, produtivos e de rastreabilidade.


Moda autoral e trajetória profissional no centro da conversa


Já no sábado (21), Manami retornou à programação no painel “Sou de Algodão + Casa de Criadores: Percursos na Moda Brasileira”, ao lado de André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores. O encontro, realizado a convite da FAAP, trouxe uma reflexão sobre os caminhos da moda autoral no Brasil e o papel de iniciativas que conectam novos talentos ao mercado.


A conversa abordou desde a valorização da matéria-prima até a importância de plataformas que impulsionam jovens criadores, como o Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, que está com as inscrições abertas para a 4ª edição até o dia 12 de abril. A proposta foi apresentar ao público como projetos colaborativos entre indústria, educação e criação podem gerar impacto real na formação de novos profissionais.


Maíra Zimmermann, coordenadora do curso de Moda da FAAP e articuladora acadêmica do Fashion Hub DW!, destaca que a participação do movimento fortalece essa visão sistêmica da moda. “O movimento Sou de Algodão reforça a importância de toda a cadeia produtiva no fortalecimento e no posicionamento da moda brasileira, da matéria-prima à criação, com um compromisso claro com a responsabilidade socioambiental”. Ela também ressalta que iniciativas como o Desafio evidenciam uma atuação consistente, capaz de gerar impacto concreto na formação e no futuro do setor.


Ao final de sua participação, Manami reforçou o compromisso do movimento com a educação e a construção de uma moda mais consciente. “Participar de encontros como esse é fundamental para o Sou de Algodão, porque nosso trabalho passa por compartilhar conhecimento e fomentar novas formas de pensar a moda. Quando conectamos estudantes, mercado e indústria, conseguimos avançar de forma mais consistente, rumo a uma cadeia mais transparente, responsável e alinhada com o futuro do setor”, conclui.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão.


Abrace este movimento: 


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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 27/03/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #12/2026

27 de Março de 2026

Destaque da Semana 1 - O mercado de algodão encerra a semana com tom mais firme, sustentado por volume forte, melhora técnica e pela percepção de que o risco climático nos EUA (Texas) é real.


Destaque da Semana 2 - O aumento das tensões no Oriente Médio e a alta dos preços do petróleo adicionaram um viés mais altista ao mercado. Os embarques dos EUA foram os maiores da temporada, com compradores aproveitando os níveis atuais para alongar cobertura, enquanto a menor disponibilidade de embarque imediato do Brasil também ajudou a sustentar o mercado. O relatório de área plantada do USDA que sairá 31/mar é aguardado pelo mercado.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Fonte: Cotton Brazil.


Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 26/mar cotado a 71,52 U$c/lp (+2,7% vs. 19/mar). O contrato Dez/26 fechou em 73,64 U$c/lp (+2,3% vs. 19/mar).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 932 pts para embarque Mar/Abr-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 26/mar/26.


Oferta - A Cotlook estima a produção global de algodão em 26,35 milhões de toneladas em 2025/26, ante 26,37 milhões em 2024/25, indicando leve queda de aproximadamente 0,1% ano a ano. Para 2026/27, a projeção é de 25,11 milhões de toneladas, representando retração de cerca de 4,7% frente a 2025/26.


Demanda - A Cotlook projeta o consumo global de algodão em 25,35 milhões de toneladas em 2025/26, ante 25,51 milhões em 2024/25, indicando queda de cerca de 0,6% ano a ano. Para 2026/27, a estimativa é de 25,41 milhões de toneladas, sugerindo leve recuperação de aproximadamente 0,2% frente a 2025/26.


Análise de Mercado da Semana - Durante a Conferência de Bremen nesta semana, tivemos uma apresentação de Colin Iles, executivo responsável pela área de algodão da ED&F Man. Por isso, nesta edição, os pontos altistas e baixistas abaixo refletem a visão apresentada por ele sobre o cenário atual do mercado global de algodão.


Altistas 1 - O principal fator altista destacado foi o risco no Estreito de Ormuz, que elevou a preocupação com energia, fertilizantes e fretes. Esse choque pode aumentar o custo de produção agrícola e o custo de reposição da pluma no mercado internacional.


Altistas 2 - A alta do petróleo e do gás natural torna o poliéster menos competitivo frente ao algodão. Isso pode abrir espaço para recuperação parcial do consumo de algodão em misturas têxteis, especialmente na Ásia.


Altistas 3 - Segundo a apresentação, o preço do poliéster subiu fortemente na China e também avançou em outros polos têxteis relevantes, como Índia e Paquistão. Esse movimento melhora a competitividade relativa do algodão e favorece ajustes de mistura em algumas fiações.


Altistas 4 - Colin destacou que o posicionamento dos fundos vinha extremamente baixista, com os especuladores vendidos por 99 semanas consecutivas. Como esse nível de venda não tende a durar indefinidamente, a redução dessas posições pode dar suporte adicional aos preços.


Altistas 5 - Na semana anterior à palestra, houve a maior redução semanal das posições vendidas dos especuladores em toda a série acompanhada por ele. Esse movimento pode indicar início de mudança no sentimento financeiro sobre o algodão.


Altistas 6 - O aumento do custo de energia e fertilizantes pode elevar o piso de custo de produção da próxima safra global. Na visão apresentada, isso reduz a disposição dos produtores em vender a preços muito baixos e tende a levantar a base do mercado.


Baixistas 1 - O principal contraponto é que energia mais cara também pesa sobre o crescimento econômico e o consumo. Se isso reduzir renda disponível e gasto discricionário, a demanda por têxteis pode enfraquecer e limitar a alta do algodão.


Baixistas 2 - O aumento dos custos de energia pressiona diretamente as margens das fiações e de toda a cadeia têxtil. Esse aperto pode levar parte dos compradores a adiar compras de pluma ou reduzir atividade.


Baixistas 3 - Mesmo com a melhora relativa do algodão, o poliéster ainda continua mais barato em termos absolutos. Por isso, a substituição tende a ser apenas parcial e não muda sozinha o balanço global da fibra.


Baixistas 4 - Colin lembrou que o algodão vem perdendo participação estrutural para o poliéster há décadas. Ou seja, há uma melhora tática de curto prazo, mas o desafio estrutural continua relevante para o setor.


Baixistas 5 - Parte dos fundos ainda pode permanecer vendida porque a estrutura do mercado segue oferecendo carry atrativo para estratégias financeiras. Enquanto isso continuar, o processo de recuperação dos preços pode ser mais lento e irregular.


China 1 - Os futuros de algodão na bolsa de Zhengzhou inverteram a direção e encerraram a semana em alta generalizada. O contrato maio, referência do mercado, fechou com ganhos em três das últimas cinco sessões. Tanto o volume negociado quanto o interesse em aberto recuaram novamente.


China 2 - As condições climáticas na China são apontadas como favoráveis para o plantio nas próximas semanas, o que deve permitir bom avanço inicial da nova safra.


Índia 1 - Os preços domésticos do algodão subiram na semana, com o Shankar-6 aumentando ₹850 por candy, para ₹56.600 por candy (≈77,00 c/lb), enquanto o Punjab J-34 avançou ₹60 por maund, para ₹5.675 por maund (≈73,50 c/lb).


Índia 2 - As importações indianas de algodão em pluma foram de 75.198 toneladas em janeiro, queda de 71% frente a dezembro, mas ainda 27% acima do mesmo mês do ano passado. No acumulado de agosto a janeiro, os desembarques somaram 780.337 toneladas, com Austrália (25%), Brasil (24%) e Estados Unidos (15%) entre os principais fornecedores.


Paquistão 1 - O plantio de algodão ganhou impulso após o feriado de Eid e com condições climáticas predominantemente favoráveis com chuva. Há relatos de escassez de fertilizantes, e espera-se que os custos aumentem nas próximas semanas.


Paquistão 2 - Os preços domésticos do algodão subiram acentuadamente, com valores mais firmes desde antes do Eid e oferta restrita no mercado.


Bangladesh 1 - O retorno às atividades após o Eid foi lento, com compras limitadas de algodão, enquanto os preços de pluma e fio avançaram. Algumas fiações enfrentam dificuldades devido ao fornecimento limitado de energia, agravado pelo conflito no Oriente Médio, que tem elevado custos e causado atrasos logísticos com o aumento do diesel e redução da capacidade de carga aérea.


Bangladesh 2 - As importações de algodão somaram 120.117 toneladas em fevereiro, queda em relação a janeiro e também frente ao mesmo mês do ano anterior. O algodão brasileiro respondeu por 41% das importações.


Vietnam 1 - O ritmo de negócios desacelerou na semana, com compradores adotando postura cautelosa diante da volatilidade dos preços em Nova York. Os pedidos confirmados na última semana incluíram algodão brasileiro da safra 2025 (Middling 1-5/32”) a cerca de 77,00 centavos por libra, e lotes SM ligeiramente mais altos, além de algodão dos EUA cotado a 80,75 centavos por libra.


EUA 1 - O contrato maio/26 do algodão na ICE encerrou a semana a 68,18 centavos por libra, queda líquida de 52 pontos, após oscilar entre 66,65 e 68,76 c/lb no período.


EUA 2 - Os embarques semanais de algodão totalizaram 400.600 fardos, o maior volume do ano comercial, com destaque para Vietnã (164.100 fardos), Paquistão (60.500) e Bangladesh (40.300).


Agenda na Alemanha 1 - Uma delegação brasileira, liderada por Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, participou de uma agenda estratégica que reuniu dois fóruns centrais para o setor algodoeiro global: a 83ª Reunião Plenária do ICAC (International Cotton Advisory Committee) e a Bremen Cotton Conference.


Agenda na Alemanha 2 - Ao longo da semana, foram discutidos temas de grande relevância para o futuro do algodão, com destaque para demanda, sustentabilidade, políticas públicas, rastreabilidade, qualidade e posicionamento estratégico.


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 238,3 mil toneladas nas três primeiras semanas de mar/26. A média diária de embarque foi 26,2% maior que no mesmo mês de 2025.


Preços - Consulte a tabela de cotações abaixo:


Quadro de cotações para 26-03


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Abrapa destaca qualidade do algodão, perspectivas globais e rastreabilidade na Conferência de Bremen

A associação participa de três sessões plenárias sobre qualidade da fibra, dinâmica do mercado global e transparência na cadeia de suprimentos

24 de Março de 2026

Em um momento em que a indústria têxtil intensifica a busca por cadeias de suprimentos mais transparentes e responsáveis, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participa da 38ª Conferência Internacional de Algodão de Bremen, na Alemanha, de 25 a 27 de março. A associação destaca seu papel no avanço das agendas globais de sustentabilidade e rastreabilidade.

Considerado um dos fóruns globais mais relevantes do setor, o evento reúne especialistas e lideranças de toda a cadeia de valor do algodão para discutir o futuro da indústria. Nesse contexto, a participação da Abrapa reforça a posição do país como uma das principais origens mundiais de algodão, aliando avanços tecnológicos à transparência em toda a sua cadeia produtiva.

"O algodão brasileiro evoluiu para atender a um novo padrão global, que exige não apenas qualidade e produtividade, mas também transparência, rastreabilidade e sólidos compromissos socioambientais. Nossa presença na Conferência de Bremen reflete esse esforço contínuo para construir confiança e fortalecer conexões em toda a cadeia de valor têxtil global", afirmou Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.

Como parte da programação, a Abrapa participará de três sessões estratégicas, abrangendo temas que vão desde a qualidade e testagem da fibra até a dinâmica do mercado global e a crescente demanda por transparência na cadeia de valor têxtil.

Qualidade e Testagem do Algodão

Na sessão "Qualidade e Testagem do Algodão", o foco é na qualidade da fibra e os métodos de avaliação. O painel conta com especialistas como Mourad Krifa, da Kent State University, e Müge Ekizoğlu, da Izmir Commodity Exchange, além do brasileiro Deninson Lima, gerente de qualidade da Abrapa, que apresentará os avanços do algodão a partir das análises feitas nos instrumentos HVI utilizados no país.

Lima ressalta a importância de avaliar a incerteza de medição nos instrumentos HVI para a padronização laboratorial e seu impacto positivo no algodão brasileiro em termos de qualidade e posicionamento de mercado.

"Como requisito da norma ISO 17025, esse processo é muito importante, pois oferece uma visão global do sistema e ajuda a identificar áreas de melhoria. Isso permite a padronização de procedimentos entre laboratórios, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo", observa Lima.

Economia – Além do Fardo: a história do mercado

Em "Economia – Além do Fardo: a história do mercado", as discussões são em torno do panorama econômico do setor. A sessão reúne palestrantes como Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, juntamente com representantes de organizações como Cotton Incorporated e Cotlook, que analisam tendências recentes na produção, comércio e consumo global.

"Compreender o mercado de algodão hoje exige olhar além dos volumes de produção. Trata-se de conectar oferta, demanda, fluxos comerciais e, cada vez mais, as expectativas de transparência e sustentabilidade que estão remodelando os padrões de consumo global", disse Duarte.

Algodão Rastreável, Cadeia Transparente

Por fim, a sessão "Algodão Rastreável. Cadeia Transparente" aborda a rastreabilidade e a transparência em toda a cadeia de suprimentos. Os destaques incluem uma apresentação de Haroldo Cunha, ex-presidente da Abrapa e atual presidente da Associação Goiana de Produtores de Algodão (Agopa), sobre o programa SouABR, ao lado de especialistas internacionais como Terry Townsend, Katharina Schaus e Pramod Sonune, que discutirão desafios e avanços na construção de cadeias mais transparentes.

"O Brasil tem sido pioneiro na rastreabilidade do algodão, e essa liderança permitiu o desenvolvimento do programa SouABR, que possibilita rastrear o código de uma peça de roupa até a sua origem na fazenda. Isso significa conectar cada etapa da cadeia com transparência e confiabilidade, atendendo à crescente demanda global por informações verificáveis e seguras", afirmou Haroldo Cunha.

Sou de Algodão terá ativação no evento

Para explicar como o Brasil ainda segue como um dos maiores consumidores da pluma nacional, mesmo com a alta competitividade das fibras sintéticas, a delegação da Abrapa também apresentará na conferência o movimento Sou de Algodão, iniciativa de promoção do algodão no Brasil como um caso de comunicação e engajamento junto aos consumidores finais e a indústria têxtil.

De acordo com a diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento, Silmara Ferraresi, a presença do Sou de Algodão no encontro internacional reforça o papel da promoção como ferramenta de conexão entre os diferentes elos da cadeia. “Eventos como a Conferência de Bremen são espaços táticos para compartilhar experiências e ampliar o diálogo internacional sobre responsabilidade e inovação no setor têxtil”, explica a diretora.

Para Ferraresi, comunicação e transparência podem aproximar o consumidor das origens da fibra e valorizar o trabalho desenvolvido no campo, e o Sou de Algodão aparece como um exemplo de êxito nesta frente.

O Brasil em Bremen

Para os organizadores do evento, a participação da Abrapa no encontro reafirma a posição de protagonismo do Brasil na cadeia internacional do algodão. Segundo o diretor da Conferência, Axel Drieling, “o Brasil é um dos atores mais importantes da indústria do algodão e se tornou ainda mais significativo nos últimos anos”. Drieling também explicou que o Brasil se destaca pela produção de algodão de alta qualidade pela utilização de tecnologia de ponta para a análise e melhoramento da fibra produzida.

O pioneirismo do país no desenvolvimento da rastreabilidade completa da cadeia de custódia do algodão foi outro ponto citado pelo diretor, que ainda afirmou que “a participação do Brasil na Conferência Internacional do Algodão de Bremen é definitivamente um ganho para o evento”.

Confira abaixo a programação da participação brasileira na 38ª Conferência Internacional de Algodão de Bremen:

COTTON BRAZIL NA CONFERÊNCIA DE BREMEN

Local: Parlamento de Bremen, Alemanha Data: 25 e 26 de março de 2026

25 de Março


  • Qualidade e Testagem do Algodão

    • Horário: 13:30 – 15:30

    • Palestrantes: Mourad Krifa, Müge Ekizoğlu, Deninson Lima

    • Foco: Qualidade da fibra e métodos de teste



  • Economia – Além do Fardo: a história do mercado

    • Horário: 16:00 – 18:00

    • Palestrantes: Marcelo Duarte, Jon Devine, Graham Soley, Ruby McGrath

    • Foco: Tendências do mercado global e dinâmica do comércio de algodão




26 de Março

  • Algodão Rastreável. Cadeia Transparente

    • Horário: 11:00 – 13:00

    • Palestrantes: Haroldo Cunha, Terry Townsend, Katharina Schaus, Pramod Sonune

    • Foco: Rastreabilidade e transparência na cadeia de suprimentos




Para mais informações, visite o site oficial do evento: https://cotton-conference-bremen.de/

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Brazilian Cotton School inicia edição 2026 em Brasília, com imersão na cadeia algodoeira

O grupo de alunos acompanhou palestras dos especialistas da Abrapa e visitou uma das fazendas da região

20 de Março de 2026

A capital federal sediou a primeira etapa edição 2026 da Brazilian Cotton School, iniciativa voltada a qualificar especialistas envolvidos com o mercado de algodão para atuar no mercado nacional e internacional da pluma.  O programa, que reúne alunos de diversos estados e representantes de múltiplos segmentos que vão desde a produção agrícola e comércio internacional até a logística e áreas jurídicas, iniciou suas atividades na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com foco na imersão dos alunos desde o início da cadeia produtiva.


A iniciativa é fruto de uma aliança estratégica entre a Abrapa, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM).


A solenidade de abertura contou com a participação do Presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, que deu as boas-vindas aos participantes e reforçou a importância do papel da Cotton School na realização de imersões de excelência para profissionais que querem se aprofundar no setor algodoeiro e têxtil do Brasil.


Em seu discurso Piccoli ainda ressaltou que a posição da cotonicultura brasileira no mundo é resultado de um trabalho de campo aliado a tecnologia e sustentabilidade, “Vocês fazem parte de uma cadeia em que o Brasil hoje é referência. Somos o terceiro maior produtor de algodão e o maior exportador de algodão certificado do mundo. Essa posição é resultado de muito trabalho no campo, investimento em tecnologia e compromisso com a sustentabilidade”, afirmou o presidente.


Qualidade da fibra


O cronograma técnico na sede da Abrapa detalhou os programas nacionais dedicadas ao algodão, responsáveis por colaborar com a ascensão do Brasil ao topo da cotonicultura mundial.


A primeira palestra foi ministrada pelo gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, que apresentou em detalhes o histórico dos métodos de medição e o rigor dos laboratórios nacionais. Segundo Lima, "A palestra teve como foco mostrar o funcionamento do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) e como o programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) são determinantes para a confiança do comprador. É esse cuidado técnico que assegura a qualidade da nossa fibra em qualquer lugar do mundo", explicou.


Sustentabilidade, transparência e promoção


A conformidade socioambiental e a conexão com o consumidor final também foram temas centrais abordados pela Abrapa durante o curso. O gerente de sustentabilidade da entidade, Fábio Carneiro, detalhou as diretrizes de responsabilidade socioambiental que regem a produção nacional. Carneiro explicou que o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) não é apenas uma certificação, é a prova de que nossa produção respeita critérios sociais e ambientais rigorosos. “O programa ABR dá ao algodão brasileiro as garantias necessárias para que o produtor brasileiro seja reconhecido pelas boas práticas ambientais em todo mundo", pontuou Fábio Carneiro.


Já a Diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, dedicou a sua palestra a explicar o funcionamento dos programas de rastreabilidade do algodão, como o Sistema Abrapa de Identificação (SAI) e o SouABR que conecta a produção algodoeira ao varejo, gerando a rastreabilidade de toda a cadeia de custódia da pluma. Além disso, Ferraresi também falou sobre o movimento Sou de Algodão, o maior programa nacional de promoção do algodão brasileiro. Durante a sua participação, a diretora destacou a importância de conectar o consumidor final à origem do produto que ele acessa no varejo:


"Trabalhamos para que todos os programas de rastreabilidade levem ao consumidor final a transparência de produção e confecção de toda cadeia de custódia da fibra. Neste cenário, o programa SouABR reforça o vínculo da mercado com a origem, mostrando que a qualidade da pluma que exportamos é a mesma que veste os brasileiros", afirmou Ferraresi.


Do Campo ao Mercado Externo


A agenda em Brasília incluiu ainda uma visita prática à Fazenda Samambaia, propriedade do cotonicultor Carlos Moresco. Na unidade, o grupo observou o ciclo da lavoura e o funcionamento de uma Unidade de Beneficiamento de Algodão (UBA). Para Moresco, o contato com a origem é essencial para o profissional:


"É uma oportunidade de eles conhecerem o início de tudo, onde começa a produção, os cuidados que a gente tem com a sustentabilidade, com a qualidade, para que esse produto chegue na fiação com a melhor qualidade possível", ressaltou Moresco.


O encerramento do primeiro ciclo da Brazilian Cotton School ficou a cargo do time do Cotton Brazil. O grupo formado pelo diretor financeiro da Abrapa, Francisco Jr., pelos gerentes Fernando Rati, Renata Caixeta e Bruna Zanatta, sob liderança do diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou o modelo “Os Destinos do Algodão Brasileiro e o Papel do Cotton Brazil”. A apresentação foi dividida em duas partes, a primeira foi dedicada ao algodão brasileiro no mercado internacional e o histórico das exportações. A segunda mostrou as estratégias adotadas pelo programa de promoção que foram essenciais para levar o país ao topo das exportações mundiais, apresentando as estratégias utilizadas na abertura de mercados e fidelização dos importadores, com ênfase no trabalho desenvolvido junto aos países asiáticos. O time também falou sobre a parceria do Cotton Brazil com a ANEA e sobre o apoio da ApexBrasil.


Para Duarte a apresentação aprofundada do Cotton Brazil aos alunos da Cotton School é essencial para o algodão brasileiro continuar avançando. De acordo com o diretor, "O objetivo é que eles (alunos) possam conhecer os desafios e as oportunidades da atual posição do algodão brasileiro no contexto internacional e levarem esse conhecimento para o dia a dia de suas empresas”, enfatizou.


Após concluir o módulo inaugural em Brasília, o grupo de alunos seguiu para São Paulo. Durante as duas semanas a Brazilian Cotton School dará continuidade à segunda etapa do curso, mergulhando nas dinâmicas industriais e comerciais que completam a jornada da fibra.

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CTNBio libera cultivo de algodão transgênico no Pará após estudos da Embrapa

Embrapa Algodão concluiu não haver risco relevante para a diversidade de algodoeiros presentes no estado

13 de Março de 2026

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) decidiu retirar o estado do Pará da zona de exclusão para o cultivo de algodão geneticamente modificado (GM).

A decisão foi baseada em análises técnicas que avaliaram a ocorrência de espécies de algodoeiro no território paraense e o risco de cruzamentos com variedades transgênicas. Os pesquisadores concluíram que não há evidências da presença de algodoeiros silvestres no estado. As plantas encontradas estão associadas principalmente a ambientes modificados pela ação humana, como quintais, jardins, áreas urbanas e margens de estrada.

De acordo com o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, a abertura da nova fronteira para o cultivo de algodão é uma oportunidade para que os agricultores do estado possam diversificar as suas culturas e fortalecer a cadeia do algodão no estado. “Atualmente, o Pará é um dos estados brasileiros que produzem algodão de alta qualidade no Brasil. Essa atualização da zona de exclusão abre a possibilidade da cadeia do algodão se expandir localmente, e se tornar uma alternativa dentro da rotação de cultura para os produtores de soja e milho, por exemplo.”

Algodão presente em quintais

O pesquisador da Embrapa Algodão, Paulo Barroso, explicou que as só um município do Pará estava fora da zona de exclusção, Santana do Araguaia. Todos os demais não produziam algodão por não poderem cultivar algodoeiros geneticamente modificados. Explicou que há grande quantidade de de plantas de algodão mantidas pela população em suas casas. “A espécie mais comum no Pará é o Gossypium barbadense, historicamente cultivada na região e é atualmente mantida sobretudo como planta medicinal em residências urbanas e rurais. Outra variedade encontrada foi o chamado algodoeiro Verdão, pertencente à espécie Gossypium hirsutum, também mantido em pequena escala como planta medicinal e fora do sistema agrícola comercial”.

Para atualizar o conhecimento sobre a presença dessas plantas, pesquisadores realizaram cinco expedições ao estado, totalizando 78 dias de trabalho de campo. Foram avaliados 686 pontos em 86 municípios, com registro de mais de 2,5 mil plantas de algodoeiro. Nenhum indivíduo foi localizado em ambientes naturais, reforçando que a presença da cultura no estado depende essencialmente do cultivo ou manutenção humana para persistir.

Baixo risco de cruzamentos

De acordo com Barroso, outro ponto central para a tomada de decisão por parte do CTNbio foi o baixo potencial de fluxo gênico entre variedades transgênicas e os algodoeiros não cultivadas comercialmente. “Os pesquisadores observaram que, mesmo após décadas de coexistência entre diferentes tipos de algodão no Pará, a integridade genética dos algodoeiros presentes nos quintais permanece elevada”, pontuou.

Isso ocorre porque o algodoeiro apresenta taxas naturalmente baixas de fecundação cruzada e porque as plantas normalmente são mantidas isoladas em quintais ou separadas por barreiras físicas, como construções e árvores.

Potencial produtivo

Na prática, a decisão da CTNBio abre espaço para o desenvolvimento da cotonicultura em regiões com vocação agrícola, especialmente no sul e sudeste paraense, onde já existem áreas consolidadas de produção de grãos, sem a necessidade de abertura de novas áreas.

Para o gerente sênior de algodão da BASF, Warley Palota, a retirada do Pará da zona de exclusão representa uma ótimo oportunidade tanto para a indústria que produz sementes, quanto para os agricultores. “A liberação é uma oportunidade para todos os produtores do estado poderem utilizar uma nova tecnologia para a produção de algodão. O grande benefício para a indústria de sementes é a ampliação do mercado, e para o produtor é a abertura a possibilidade de utilizar sementes que facilitam o manejo”, afirma.

O gerente explicou que “As sementes geneticamente modificadas são resistentes às lagartas e aos herbicidas e colaboram com o manejo em relação às erva daninhas, o que consequentemente aumenta o volume produzido por manter o potencial produtivo das variedades”.

Desenvolvimento econômico

Palota também lembrou que o aumento da produtividade, gerada em parte pelas sementes geneticamente modificadas, também traz o desenvolvimento socioeconômico das regiões produtoras, além de representar um ganho no uso da terra.

“A expansão do cultivo assim como a produtividade traz desenvolvimento econômico para as regiões pela melhoria da produtividade. Há 15 anos atrás, quando ocorreu a autorização da comercialização da OGM no Brasil, foi observado um incremento exponencial da produtividade e isso também se deve a adoção da biotecnologia nas unidades produtoras de algodão”.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 13/03/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #10/2026

13 de Março de 2026

Destaque da Semana 1 - O contrato Dez/26 voltou a chamar atenção do mercado ao flertar novamente com o patamar de 70,00 US$c/lb, depois de ter estado mais distante desse no meio da semana. O mercado segue testando essa marca psicológica importante, que continua sendo uma referência central para fixação dos produtores.


Destaque da Semana 2 - O Brasil segue competitivo e com forte capacidade exportadora, o que ajuda a manter o mercado internacional abastecido. No acumulado de agosto a fevereiro, os embarques brasileiros somaram 1,99 milhão de tons, acima dos 1,90 milhão de tons do mesmo período do ano anterior.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Fonte: Cotton Brazil.


Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 12/mar cotado a 67,12 U$c/lp (+1,7% vs. 05/mar). O contrato Dez/26 fechou em 69,86 U$c/lp (+1,6% vs. 05/mar).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 858 pts para embarque Mar/Abr-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 12/mar/26.


Oferta - A Cotlook estima a produção global de algodão em 26,17 milhões de toneladas em 2025/26, ante 26,37 milhões em 2024/25, representando recuo de aproximadamente 0,7% ano a ano. Para 2026/27, a projeção inicial é de 25,08 milhões de toneladas, indicando nova queda de cerca de 4,2% frente a 2025/26.


Demanda - A Cotlook projeta o consumo global de algodão em 25,12 milhões de toneladas em 2025/26, ante 25,51 milhões em 2024/25, indicando retração de cerca de 1,5% ano a ano. Para 2026/27, a estimativa inicial é de 25,23 milhões de toneladas, sugerindo leve recuperação de aproximadamente 0,4% em relação a 2025/26.


Altistas 1 - A disparada do petróleo e do poliéster deixou o algodão relativamente mais competitivo, melhorando a relação de preço em favor do algodão para níveis não vistos desde 2020. O cenário pode estimular maior uso de algodão por fiações.


Altistas 2 - Na China, o diferencial entre os preços internos entre algodão local e importado segue alto, com o algodão chinês muito mais caro. Há fortes rumores de mercado que o país deve liberar em breve quota adicional de importação de 300 mil toneladas.


Altistas 3 - Fiações seguem ativas nas compras, diante de estoques muito apertados e da necessidade de manter as fábricas operando, mesmo com o choque geopolítico. Compras novas foram reportadas na China, Vietnã e Bangladesh.


Altistas 4 - O mercado passou a olhar com mais atenção o risco climático do novo ciclo, com plantio avançando no Sul do Texas e tempo ainda irregular em parte do cinturão produtor dos EUA. Qualquer problema de clima tende a ganhar mais peso nas próximas semanas.


Baixistas 1 - O WASDE de março levemente negativo para o quadro global ao elevar a produção mundial para 26,3 milhões de toneladas e os estoques finais para 16,63 milhões de toneladas. O relatório também reduziu o consumo global, reforçando a percepção de oferta ainda confortável.


Baixistas 2 - O ambiente financeiro global continua instável por causa do risco geopolítico causado pela guerra no Oriente Médio, com a alta do petróleo e do fortalecimento do dólar. Em cenários assim, commodities como algodão tendem a sofrer com menor apetite ao risco e com decisões de compra mais cautelosas por parte dos importadores.


Baixistas 3 - Na China, os preços do fio subiram, mas o ritmo de negócios permanece lento e os estoques de fios das fiações aumentaram ligeiramente. Ou seja, a melhora de custo do algodão frente ao poliéster ainda não se traduziu em uma reação ampla da demanda.


Baixistas 4 - Os estoques comerciais na China continuam elevados, com 5,477 milhões de tons ao fim de fevereiro, apesar da queda mensal. Além disso, os estoques em portos podem voltar a subir acima de 600 mil tons nas próximas semanas com novas chegadas.


Baixistas 5 - O mercado já espera o relatório de Prospective Plantings do USDA em 30/mar, o que tende a reduzir apetite por risco até que a área dos EUA fique mais clara. Enquanto isso, muitos participantes preferem operar dentro de intervalo e adiar decisões maiores.


China 1 - O Beijing Cotton Outlook (BCO) elevou a estimativa de produção chinesa 2025/26 para 7,78 milhões de tons e o consumo para 8,88 milhões de tons, com estoques finais projetados em 6,26 milhões de tons.


China 2 - O spread entre os preços domésticos e internacionais passou de 35 US$c/lb, fortalecendo o argumento a favor de nova quota de importação com tarifa variável. Se houver liberação antecipada de quota, a importação chinesa pode reagir mais cedo do que o mercado vinha esperando.


Bangladesh 1 – A demanda por importações de algodão aumentou recentemente, com fiações buscando garantir suprimentos diante da expectativa de fretes e bases mais elevados à medida que o conflito no Oriente Médio continua.


Bangladesh 2 – Apesar de boas vendas de fio, persistem preocupações logísticas: rotas marítimas importantes seguem fechadas ou severamente afetadas pelo conflito, gerando temores de escassez de energia, aumento de custos e atrasos no escoamento de têxteis e vestuário destinados ao mercado internacional.


Paquistão – O plantio de algodão avança nas áreas mais precoces das províncias de Sindh e Punjab, favorecido por condições climáticas quentes e secas nos últimos dias. O avanço dos trabalhos pode desacelerar temporariamente na próxima semana devido ao feriado de Eid.


Vietnã – As importações de algodão em pluma no último mês somaram 104.115 toneladas, queda de 32% em relação a janeiro e 40% abaixo do mesmo período de 2025. Os Estados Unidos foram novamente o principal fornecedor, com 39% do total, seguidos por Brasil (25%) e Austrália (13%).


EUA 1 – O relatório WASDE de março manteve inalterado o balanço de algodão dos Estados Unidos. A produção segue estimada em 13,92 milhões de toneladas, as exportações em 12 milhões e os estoques finais em 4,4 milhões.


EUA 2 – O contrato maio/26 na ICE registrou ganhos ao longo da semana. Após oscilar entre 63,62 e 65,78 centavos de dólar por libra, o contrato encerrou o período em 65,17 c/lb, acumulando alta líquida de 101 pontos na semana.


Agenda – A International Cotton Conference Bremen será realizada de 25 a 27 de março de 2026, no Parlamento de Bremen, na Alemanha. Considerada uma das conferências mais importantes do mundo sobre algodão e cadeia têxtil, o evento bienal terá 400 participantes de cerca de 40 países e acontece dentro da chamada “Cotton Week”.


Dialogues – A edição 2026 do Cotton Brazil Dialogues ocorrerá entre julho e agosto. A iniciativa reunirá representantes da cadeia global do algodão, especialistas do setor, marcas e organizações internacionais em visitas às principais regiões produtoras do Brasil.


Quality – A Abrapa divulgou o relatório de qualidade referente ao algodão beneficiado em fevereiro da safra 2024/2025. O levantamento reforça a consistência e a confiabilidade do sistema brasileiro de classificação da fibra.


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 87,9 mil toneladas na primeira semana de mar/26. A média diária de embarque foi 39,7% maior que no mesmo mês de 2025.


Beneficiamento 2024/25 - O beneficiamento foi encerrado no país, na data de ontem (12/03). Total Brasil: 100%.


Plantio 2025/26 - Até o dia de ontem (12/03), a semeadura foi praticamente finalizada em todos os estados. Restam apenas o estado Piauí (99%) para a conclusão do plantio. Total Brasil: 99,98%.


Preços - Consulte a tabela de cotações abaixo.

Quadro de cotações para 12-03 (1)


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Do campo à vitrine: projeto busca rastrear o algodão de 1 milhão de peças de roupa

Após fase piloto em parceria com marcas como Calvin Klein, C&A, e Almagrino, programa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão entra em expansão; objetivo é rastrear a origem do algodão para incentivar a adoção de boas práticas socioambientais

12 de Março de 2026

Bloomberg Línea — O algodão utilizado em uma única camiseta pode nascer no Mato Grosso, combinar fibras da Bahia ou de Goiás, virar fio no Nordeste, se transformar em tecido em outro estado e só então chegar a uma confecção antes de aparecer nas araras de uma loja.


Mapear esse caminho - e torná-lo visível ao consumidor - é o que o programa de rastreabilidade SouABR tem procurado fazer desde 2021, em um esforço para garantir que produtores rurais e intermediários seguiram boas práticas sociais, trabalhistas e ambientais ao longo da cadeia.


Após quatro anos de testes e mais de 640.000 peças rastreadas, a iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) entra agora em uma nova fase de expansão.


A meta é atingir 1 milhão de peças rastreadas até o fim de 2026, algo que dependerá menos de tecnologia do que de adesão de novas marcas ao projeto.


“Vai depender do compromisso da varejista. Mas com mais uma varejista, a gente já bateria um milhão de peças”, disse Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de relações institucionais da Abrapa, em entrevista à Bloomberg Línea.


A iniciativa nasceu fruto do movimento Sou de Algodão, um programa da Abrapa para incentivar o uso do algodão brasileiro. O objetivo é conectar e rastrear a cadeia do algodão como um todo, passando pela produção nas fazendas à fiação e ao processo de costura que abastece grandes varejistas. Marcas como Farm, Riachuelo e C&A estão entre as que já participaram da iniciativa.


Em 2025, o programa registrou seu ano de maior tração, com 319.647 peças rastreáveis produzidas e organizou as informações em uma plataforma digital - o consumidor pode acessar a cadeia responsável por cada peça a partir de um QR Code na etiqueta.


Durante o período de testes, o sistema buscou consolidar uma base de dados até então inédita sobre a cadeia produtiva, segundo Ferraresi.


“Quando rastreamos uma peça, às vezes encontramos algodão vindo de três ou quatro estados. A produção passa por diferentes etapas e pode cruzar o Brasil até chegar à roupa”, disse Ferraresi.


Uma cadeia ainda difícil de rastrear

O Brasil é o terceiro maior produtor de algodão do mundo, atrás apenas da China e da Índia, com uma safra que deve atingir 4,25 milhões de toneladas em 2025/2026, segundo dados da Abrapa.


A maior parte da produção (3,16 toneladas) é exportada, o que faz do país o maior exportador mundial da matéria-prima. A China é a maior compradora do produto brasileiro (29%), seguida de Bangladesh (15%) e Turquia (13%).

A rastreabilidade do algodão é complexa e muitas vezes mais difícil de ser realizada. Diferentemente de alimentos, cuja produção costuma envolver poucos elos até chegar ao consumidor, a fibra passa por uma sequência de transformações industriais antes de virar roupa.


Primeiro vem a produção agrícola e o beneficiamento nas fazendas. Depois, amostras da fibra são enviadas para laboratórios que analisam qualidade e características físicas. Em seguida, os fardos são vendidos para fiações, onde o algodão é transformado em fio.


O fio então é convertido em tecido ou malha, que só então segue para as confecções responsáveis que produzem a peça final.


“Rastrear fibra natural é muito diferente de rastrear carne ou hortaliça, por exemplo. A cadeia do algodão é longa e envolve muitos elos que precisam compartilhar informações”, disse a executiva responsável pelo projeto.


O programa SouABR tenta mapear cada uma dessas etapas. A plataforma registra dados desde o produtor rural até a loja. O consumidor pode acessar essas informações por meio de um QR Code na etiqueta da roupa, que revela o caminho da fibra ao longo da cadeia produtiva, da fazenda certificada até a peça final.

Do campo à moda

O projeto de rastreabilidade se apoia em iniciativas anteriores desenvolvidas pela Abrapa para estruturar e certificar a produção de algodão no país.


Desde 2004, o setor trabalha com sistemas de identificação de fardos de algodão produzidos no Brasil. Em 2012, foi criado o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), programa que certifica práticas socioambientais nas fazendas produtoras.


Com o intuito de aproximar a cadeia produtiva da indústria da moda nasceu o movimento Sou de Algodão.

“Quando lançamos o movimento, a ideia era falar não só com a cadeia têxtil, mas também com o consumidor. Queríamos mostrar os atributos do algodão e convidar toda a cadeia a construir uma rastreabilidade ponta a ponta”, disse Ferraresi.


A construção da plataforma começou em 2019 e envolveu empresas da indústria e do varejo que ajudaram a desenhar o modelo de rastreabilidade, conta.


As primeiras coleções rastreadas chegaram ao mercado em 2021. Uma das estratégias utilizadas na época que se perpetua até hoje é pensar em coleções com material certificado nas passarelas, como a Casa de Criadores, de moda autoral, para alcançar novos públicos.


“Às vezes são muitas pessoas envolvidas. Era isso que a gente queria mostrar também na passarela: que fazer rastreabilidade não é só dizer a origem ou a localização. Estamos falando de pessoas”, disse.


O desafio da cadeia


Apesar do avanço, ampliar a escala do projeto ainda depende de mudanças na indústria têxtil, explica a executiva. Isso porque a rastreabilidade só funciona quando todos os participantes da cadeia registram dados na plataforma.


“Não basta a varejista querer a rastreabilidade. Ela precisa convencer toda a sua cadeia de valor a participar: a confecção, a tecelagem, a fiação. Se um elo não registra as informações, a rastreabilidade da peça se perde”, explica Ferraresi.


Além disso, empresas precisam adaptar processos produtivos para garantir que utilizem apenas algodão certificado nas peças rastreadas - o que tende a aumentar os custos para produzir uma única peça.


“Uma fiação que entra no programa precisa segregar fardos certificados, registrar número por número na plataforma e acompanhar todo o processo. Isso exige adaptação e tem custo dentro da empresa.”


Apesar desse esforço, peças rastreadas geralmente são vendidas pelo mesmo preço de produtos convencionais, disse Ferraresi.


Isso ocorre porque o consumidor final ainda tem dificuldade em reconhecer o valor adicional de uma peça com origem rastreada.


Ao mesmo tempo, a indústria enfrenta a crescente concorrência de produtos vendidas por lojas online chinesas no mercado, cujos fornecedores produzem muitas peças com fibras sintéticas e tem processos produtivos de menor custo - o que resulta em produtos significativamente mais baratos.


“O sintético é o nosso maior concorrente e, na maioria das vezes, custa metade do que o algodão, o que é um grande desafio para competir”, disse.


Futuro do projeto


Em 2025, participaram do programa SouABR 110 produtores de algodão e 168 fazendas, responsáveis por 50.095 fardos rastreados na plataforma.


O sistema também envolveu fiações, tecelagens, malharias e confecções que registraram dados sobre cada etapa do processo produtivo.


Entre as marcas e varejistas que tiveram operações dentro do projeto-piloto estiveram empresas como Calvin Klein, C&A, Döhler, Dudalina e Almagrino.


A iniciativa agora entra em uma nova fase, com a expectativa de ampliar a participação de empresas da cadeia nos próximos anos.


Para Silmara, os números refletem o amadurecimento do projeto.


A iniciativa passa a operar com uma política formal de adesão paga a partir de julho de 2026, estabelecendo critérios e responsabilidades para empresas participantes.


Segundo a política de adesão do programa compartilhada com a Bloomberg Línea, a anuidade varia conforme o porte da empresa: R$ 1.200 para microempreendedores individuais (MEI), R$ 6.000 para microempresas (ME) e R$ 12.000 para empresas de pequeno porte (EPP).


Para as varejistas, os custos variam conforme a quantidade de peças rastreadas. A anuidade começa em R$ 77 mil para volumes de até 50 mil peças e pode chegar a cerca de R$ 2,5 milhões para empresas que rastreiem até 50 milhões de peças.


Além disso, há uma taxa única de onboarding para utilizar a plataforma que vai de R$ 1.875 para MEIs a R$ 7.500 para empresas maiores.


O modelo busca criar uma estrutura financeira para sustentar o programa - até então financiado pela Abrapa e pelo movimento Sou de Algodão.

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FAO e Brasil renovam aliança para fortalecer a cooperação Sul-Sul trilateral no Sul Global

O governo do Brasil e a FAO atuam juntos em diversas iniciativas de Cooperação Sul-Sul, impulsionando o desenho e a implementação de políticas públicas em áreas como agricultura familiar, alimentação escolar e desenvolvimento rural sustentável, entre outras.

12 de Março de 2026

O Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) assinaram, durante o 39º período de sessões da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, um novo acordo de cooperação técnica Sul-Sul trilateral para continuar trabalhando, juntamente com os governos dos países do Sul Global, pela transformação dos sistemas agroalimentares.


Com base em sua bem-sucedida experiência em políticas e programas de combate à fome e à pobreza, o Brasil mantém seu firme compromisso de compartilhar conhecimentos, experiências e lições aprendidas por meio da cooperação Sul-Sul.


A FAO conta com mais de 40 anos de experiência como promotora e facilitadora da cooperação Sul-Sul e da cooperação trilateral nas áreas de agricultura, segurança alimentar e nutricional.


Com este novo acordo, prevê-se ampliar a participação de instituições brasileiras no intercâmbio de conhecimentos e experiências para o fortalecimento de capacidades de países do Sul Global. Além disso, busca-se implementar novas iniciativas conjuntas e continuar contribuindo para o avanço das agendas regionais e globais que têm como objetivo erradicar a fome e reduzir as desigualdades por meio de políticas inclusivas voltadas aos que mais necessitam.


O documento foi assinado na última quinta-feira (05/03) pela diretora-geral adjunta da FAO, Beth Bechdol, e pelo diretor da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), Embaixador Ruy Pereira.


Ao longo dos últimos 18 anos, a FAO e o Governo do Brasil trabalharam juntos, com foco prioritário na América Latina e no Caribe, compartilhando conhecimentos e boas práticas por meio do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil–FAO.


Essa atuação conjunta tem promovido o fortalecimento de capacidades em áreas prioritárias como segurança alimentar e nutricional, alimentação escolar, agricultura familiar, fortalecimento de cadeias produtivas como a do algodão, desenvolvimento rural sustentável e governança da terra. A cooperação técnica de instituições brasileiras tem sido fundamental, juntamente as contribuições da FAO como plataforma neutra, facilitadora e catalisadora de políticas que podem ser adaptadas e ampliadas para outros países.


Além disso, foram incorporadas duas novas iniciativas que reforçam a cooperação: uma voltada ao fortalecimento dos sistemas agroalimentares urbanos dirigidos a populações vulneráveis, e outra focada na melhoria dos sistemas públicos de abastecimento de alimentos, ampliando o alcance e o impacto da cooperação na região.



Resultados


Ao longo da trajetória de cooperação entre a FAO e o Brasil, foram alcançados importantes resultados na América Latina e no Caribe, entre os quais se destacam:




  • A capacitação de mais de 40 mil profissionais em alimentação escolar, com impacto direto em1,6 milhão de estudantes de mais de 23 mil escolas, por meio da metodologia de Escolas Sustentáveis.

  • A criação da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES), que atualmente reúne 18 países e promove o intercâmbio de experiências e o fortalecimento de políticas públicas na região.

  • O fortalecimento de sistemas produtivos diversificados no âmbito do Projeto +Algodão, com a participação de mais de 100 instituições cooperantes. A iniciativa já beneficiou mais de14 mil famílias e cerca de 10 mil produtores, ampliando o acesso à inovação, aos mercados e contribuindo para a melhoria da renda rural.

  • O avanço na modernização dos sistemas de informação sobre a terra na América Latina e no Caribe, por meio do intercâmbio de experiências e boas práticas em governança territorial e uso sustentável dos recursos naturais.

  • O fortalecimento de políticas públicas para a agricultura familiar no âmbito da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do MERCOSUL (REAF).

  • O apoio ao fortalecimento da resiliência de países do Corredor Seco da América Central frente à mudança climática, por meio da introdução de inovações nos sistemas produtivos.

  • O incentivo à inclusão de mulheres e jovens, promovendo sua participação nos diferentes projetos.


Alianças estratégicas


A atuação na região tem contado com a participação de pelo menos 13 instituições brasileiras que compartilham experiências e políticas públicas bem-sucedidas, promovem o intercâmbio de boas práticas e fortalecem redes e espaços de diálogo sobre políticas públicas em nível regional e sub-regional, gerando benefícios mútuos entre os países do Sul Global.


Entre as instituições participantes estão o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização de Terras (Empaer-PB) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).


 

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CBA 2026 apresenta programação macro com foco em ciência aplicada, decisão no campo e conexão com o mercado

Evento aposta em plenárias técnicas, hubs especializados, workshops e minicursos para ampliar o acesso ao conhecimento e aprofundar debates estratégicos da cotonicultura

11 de Março de 2026







O 15º Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), que acontece de 22 a 24 de setembro de 2026, no Expominas BH, em Belo Horizonte (MG), divulgou a programação macro da próxima edição, estruturada para oferecer uma jornada completa de conhecimento técnico, científico e estratégico aos congressistas.


Com uma curadoria que prioriza a aplicabilidade da ciência no campo, o CBA organiza sua programação em diferentes formatos, plenárias, hubs técnicos, workshops e minicursos, permitindo que o participante escolha como aprofundar seus conhecimentos de acordo com seus interesses e desafios profissionais.


Plenárias estruturam o debate técnico e estratégico


As Plenárias ocupam um papel central na programação e estão divididas em dois formatos complementares. A Plenária Técnica é dedicada ao aprofundamento científico, reunindo conteúdos de ciência, manejo, inovação aplicada e soluções práticas para o campo. É um espaço voltado à atualização técnica e à tomada de decisão baseada em conhecimento, reunindo especialistas e um público altamente qualificado.


Já a Plenária Conexões amplia o olhar sobre a cotonicultura ao integrar conhecimento técnico a temas como mercado, estratégia, liderança, sustentabilidade e visão setorial, promovendo reflexões que conectam ciência, contexto econômico e futuro do setor. As plenárias acontecem nos três dias de evento, sempre no período da manhã, estruturando o início da programação diária.


 Hubs Técnicos aprofundam temas estratégicos da cotonicultura


No período da tarde, e atendendo a pedidos, a programação se concentra em 4 Hubs Técnicos, painéis simultâneos voltados a conteúdos mais específicos e aprofundados. Organizados por temas estratégicos da cadeia do algodão, os hubs permitem uma comunicação mais direcionada e qualificada, com públicos segmentados por interesse, aprofundando debates técnicos, apresentação de dados, experiências práticas e soluções aplicáveis à realidade da lavoura.


Workshops e minicursos ampliam a experiência prática


No terceiro dia do Congresso, o CBA dedica espaço exclusivo aos Workshops e Minicursos, formatos que estimulam a participação ativa dos congressistas. Os Minicursos oferecem palestras com maior interação com o público, permitindo perguntas, quizzes e aprofundamento em temas específicos. Já os Workshops são atividades práticas, em que o participante vivencia processos, troca experiências e aplica o conhecimento técnico na prática.


A estrutura da programação do 15º CBA reforça o compromisso do Congresso em oferecer mais tempo de conteúdo técnico, diversidade de formatos e uma experiência que vai além da palestra tradicional.


Ao longo dos três dias, os participantes poderão transitar entre ciência aplicada, debates estratégicos, aprofundamento técnico e experiências práticas, construindo uma jornada de aprendizado alinhada às demandas reais do campo e aos desafios atuais da cotonicultura brasileira.


Sobre o CBA


O Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) é o principal fórum técnico e científico da cotonicultura nacional. Realizado a cada dois anos, o evento reúne produtores, pesquisadores, empresas, consultores e lideranças do setor para discutir os principais desafios da produção de algodão no Brasil. A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição, workshops e espaços de troca entre os diferentes elos da cadeia produtiva.



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15º Congresso Brasileiro de Algodão abre inscrições em 1º de abril

Principal encontro da cotonicultura brasileira acontece em setembro, em Belo Horizonte, e reúne produtores, pesquisadores, estudantes e empresas de toda a cadeia do algodão

11 de Março de 2026



O 15º Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) abre oficialmente suas inscrições no dia 1º de abril, marcando o início da contagem regressiva para o principal encontro técnico- científico e institucional da cadeia algodoeira no Brasil. O evento será realizado de 22 a 24 de setembro de 2026, no ExpoMinas, em Belo Horizonte (MG), e terá como tema central “Algodão brasileiro, fibra natural: uma jornada com propósito, qualidade e transparência”.


Reconhecido como o maior fórum de debate da cotonicultura nacional, o CBA reúne produtores, pesquisadores, estudantes, empresas, técnicos e tomadores de decisão para discutir os principais desafios, avanços científicos, tecnologias e tendências que impactam o setor. A programação contempla plenárias, hubs técnicos, workshops e minicursos, apresentação de trabalhos científicos e uma área de exposição com empresas da cadeia produtiva.


As inscrições estão organizadas em diferentes categorias. São considerados filiados os associados ativos na safra 2024/2025 de uma das associações estaduais vinculadas à Abrapa — Abapa, Acopar, Agopa, Amapa, Amipa, Ampa, Ampasul, Apaece, Apap, Apipa e Appa.


Já os patrocinadores correspondem exclusivamente aos representantes das empresas ou instituições que estarão presentes na área de exposição do 15° CBA. A categoria estudantes é destinada a alunos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, que deverão anexar, no momento da inscrição, um comprovante digital de vínculo acadêmico, além de apresentá-lo fisicamente no credenciamento do evento; nessa modalidade, a inscrição é individual, para pessoa física, e não pode ser realizada por empresas.


A categoria destinada a autores de trabalhos científicos contará com o benefício de ter o mesmo valor de inscrição em todos os lotes. Por fim, a categoria não filiados contempla os congressistas que não se enquadram como filiados, patrocinadores, estudantes e autores de trabalhos científicos.


O Congresso contará com diferentes lotes de inscrição, com valores progressivos conforme a proximidade do evento, incentivando a inscrição antecipada. Os valores variam de acordo com a categoria escolhida, e todas as informações detalhadas — incluindo política de compras, regras e condições — estão disponíveis no site oficial do congresso.


A inscrição dá acesso à programação técnico-científica completa, às plenárias, às salas temáticas, workshops, minicursos, à área de exposição e aos espaços de relacionamento, coffee breaks e almoço. Além disso, o congressista ainda terá serviço de transfer inter hotéis – oferecido exclusivamente aos participantes e patrocinadores, que realizarem suas reservas nos hotéis oficiais através da agência oficial, o kit congressista e certificado – gerado online e poderá ser acessado a partir de dois dias úteis após o Congresso.


O pagamento poderá ser realizado via Pix, cartão de crédito à vista ou cartão de crédito parcelado, sendo que eventuais juros do parcelamento são de responsabilidade do participante.


Além das inscrições, o dia 1º de abril também marca a abertura do período de submissão de trabalhos científicos para o 15º CBA, que terá o regulamento disponível em breve. Pesquisadores, estudantes, professores, profissionais do setor e demais interessados poderão submeter seus estudos, que integram um dos pilares centrais do Congresso e reforçam o compromisso do evento com a ciência aplicada e a inovação no campo.


Mais informações sobre inscrições, categorias, valores estão disponíveis nas redes sociais e no site oficial do Congresso Brasileiro do Algodão: https://congressodoalgodao.com.br/inscreva-se/


Sobre o CBA


O Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) é o principal fórum técnico-científico da cotonicultura nacional. Realizado a cada dois anos, o evento reúne produtores, pesquisadores, empresas, consultores e lideranças do setor para discutir os principais desafios da produção de algodão no Brasil. A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição, workshops e espaços de troca entre os diferentes elos da cadeia produtiva.



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