Voltar

Algodão brasileiro mira acordo comercial para avançar na Índia 

Kaique Cangirana, da CNN Brasil, São Paulo19/02/26 às 17:57 | Atualizado 19/02/26 às 19:03

20 de Fevereiro de 2026












Representantes do setor de algodão viajaram para a Ásia e participam das negociações para ampliar o comércio da pluma para a Índia, um dos principais polos da indústria têxtil global. A delegação liderada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) acompanha a agenda presidencial no continente e aposta na ampliação do Acordo de Comércio Preferencial para ganhar competitividade no mercado indiano.



O setor algodoeiro busca a redução das tarifas de exportação do produto nacional e a criação de cotas com tarifa zero, medidas que podem ampliar a competitividade da pluma nacional no mercado indiano.


A comitiva, composta por Cotton Brazil, a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e a ApexBrasil, terá reuniões com representantes do Ministério dos Têxteis da Índia para apresentar um estudo com perspectivas de produção e comércio entre os países.


Fernando Rati, gestor do Cotton Brazil, reforçou o trabalho da organização na análise de mercados e indústria têxtil global. “A expectativa do setor é que o algodão seja inserido entre os produtos para ampliação da preferência tarifária e que isso amplie a competitividade frente às outras origens”, destacou à CNN Brasil.


O Ministério dos Têxteis é a principal entidade indiana para negociações e políticas públicas do país no segmento, o que inclui o algodão de diversos agentes. Hoje, Estados Unidos e Austrália são os principais clientes da indústria indiana.


O gestor destaca que as negociações estão em patamar inicial, mas destaca os diferenciais competitivos do Brasil para avançar no acordo comercial. “O estudo que encaminhamos às autoridades demonstra a competitividade do agronegócio brasileiro, com um preço inferior de mercado e qualidade de fibra muito demandada pelos indianos”, afirmou Rati ao CNN Agro.


Os representantes do setor acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nas negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre o Mercosul e a Índia.


Segundo Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, a ampliação da participação brasileira na Índia reflete a construção de confiança com a indústria local. "Há espaço para aprofundar ainda mais essa parceria nos próximos anos”, afirmou.


Abertura comercial com a Índia


Além de se destacar como segundo maior produtor de algodão do mundo, a Índia também abriga o segundo maior parque industrial têxtil . Esta é a terceira vez que a delegação do Cotton Brazil realiza uma agenda estruturada no país.


O setor tem intensificado missões comerciais e técnicas à Índia, em um movimento alinhado à reorganização das cadeias globais e à estratégia brasileira de expansão no mercado asiático. Os resultados já se refletem nos números do comércio exterior.


Após a realização do primeiro Cotton Brazil Outlook, série de encontros para a promoção do algodão brasileiro realizado em 2024 nos polos industriais indianos, as exportações brasileiras de algodão para o país saltaram de 8 mil para 160 mil toneladas, elevando a participação do Brasil entre as origens exportadoras de 4% para 24%.


No mesmo período, Estados Unidos, Austrália e países africanos perderam espaço no mercado indiano. Durante o ano comercial 2025/26, o Brasil já embarcou 185 mil toneladas para a Índia.


Para o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella, a parceria entre Brasil e Índia vai além de fatores comerciais. “A cotonicultura brasileira alia produtividade a rigor socioambiental, hoje indispensável para a competitividade da indústria asiática. Ao entregar uma fibra rastreável e sustentável, o Brasil oferece mais do que uma commodity”, concluiu.


Algodão e mercado Têxtil 


A Abrapa projeta exportações de 3,2 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26, alta de 13% sobre o ciclo anterior. A China, responsável por 32% das compras brasileiras na última safra, deve seguir como principal destino.


Com embarques de 2,8 milhões de toneladas no ciclo passado, o Brasil consolidou-se como maior exportador mundial da pluma. Para a temporada atual, porém, a área plantada deve recuar 5,5%, para 2,05 milhões de hectares.


Mais da metade do algodão produzido no Brasil abastece o mercado internacional, com o país liderando as exportações globais. Atualmente, o mercado nacional consome cerca de 700 mil toneladas de algodão, mas quer alcançar o primeiro milhão de toneladas anuais até 2030, segundo entidades do setor.


As importações da indústria têxtil atingiram US$ 6,6 bilhões, resultando em déficit comercial de US$ 5,7 bilhões para a cadeia de vestuário. Atualmente, a indústria nacional consome cerca de 700 mil toneladas da pluma brasileira, mas a meta é, ao menos, chegar a 1 milhão de toneladas, segundo a Abrapa.


A indústria têxtil transforma fibras em fios e tecidos, enquanto a confecção utiliza esses insumos para produzir roupas e outros bens. Apesar de integradas, as duas atividades enfrentam volatilidade ligada ao preço do algodão, principal matéria-prima do setor.



Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Brasil negocia ampliação de acordo com Índia no setor de algodão

meta do governo brasileiro é expandir a lista de 450 produtos com descontos tarifários para até 4 mil no âmbito do tratado Mercosul-Índia

20 de Fevereiro de 2026







Uma delegação formada por representantes do Cotton Brazil, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da ApexBrasil acompanha a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, à Ásia. O objetivo é negociar a ampliação do acordo de comércio preferencial entre Mercosul e Índia, para, entre outras coisas, aumentar as exportações de algodão ao país, em vigor desde 2009.






A meta do governo brasileiro é expandir a lista de 450 produtos com descontos tarifários para até 4 mil, incluindo óleos vegetais, algodão, etanol, feijão e frutas, além de máquinas, equipamentos, terras raras, entre outros. Segundo a Abrapa, o foco do setor é reduzir tarifas de importação do algodão brasileiro de 11% e criar cotas com tarifa zero.





“Nós acreditamos que o potencial de exportar para a Índia com a redução das alíquotas pode chegar a 300 mil toneladas por ano. Isso representa em torno de US$ 500 milhões de receita para o Brasil só com esse destino o destino indiano”, afirma o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella. No ciclo comercial 2024/25 o Brasil exportou 160 mil toneladas de algodão para a Índia.







A Índia é um dos maiores produtores mundiais de algodão e abriga o segundo maior parque industrial têxtil do mundo. O setor tem intensificado as missões comerciais e técnicas à Índia desde 2024. Desde então, as exportações brasileiras de algodão para a Índia passaram de 8 mil toneladas para 160 mil toneladas, elevando a participação do Brasil entre as origens exportadoras de 4% para 24%.







“Nosso objetivo é fortalecer parcerias estratégicas, promover a rastreabilidade e a sustentabilidade da fibra brasileira e consolidar o Brasil como fornecedor confiável para a indústria têxtil indiana”, afirmou Fernando Rati, gestor do Cotton Brazil.







A comitiva empresarial terá reuniões com representantes do Ministério dos Têxteis da Índia para apresentar um estudo sobre sinergias entre os dois países na área.







Após a agenda presidencial, os representantes vão visitar os principais polos industriais indianos para a realização do Cotton Brazil Outlook, série de eventos e workshops para promover o algodão brasileiro.







As atividades começam em Nova Delhi, seguem para Ahmedabade e Coimbatore, tradicionais polos têxteis, e terminam em Mumbai, onde a agenda se estende até o dia 28.








Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa promove abertura de mercado europeu para a moda brasileira

20 de Fevereiro de 2026

Entre os dias 3 e 5 de fevereiro, os programas de promoção do algodão brasileiro da Abrapa, o movimento Sou de Algodão e o Cotton Brazil, marcam presença no Première Vision Paris, evento considerado uma das principais vitrines globais da indústria da moda.


Em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a entidade montou um espaço dedicado a designers brasileiros, reforçando o posicionamento do país como fornecedor de matéria-prima e design de alto valor agregado.



Uma das maiores vitrines da moda global


Reconhecida como um dos mais importantes eventos internacionais de insumos para a indústria têxtil, a Première Vision é realizada na capital francesa e reúne fabricantes, estilistas e compradores de diversos países. A feira apresenta inovações em tecidos, fios, acessórios e tecnologias sustentáveis, com uma curadoria rigorosa que orienta tendências e conecta criatividade à produção industrial em escala global.


A edição de fevereiro de 2026 tem como tema “Territórios de Savoir-Faire” (Territórios do Saber-Fazer), propondo uma imersão na identidade geográfica do artesanato e da indústria. A proposta é valorizar o conhecimento tradicional aliado à inovação, destacando modelos produtivos que respeitam o meio ambiente e as competências locais como pilares do futuro da moda.



Do campo à passarela


Nesse contexto, a Abrapa apresenta o algodão brasileiro sob o conceito “Brazil: from Farm to Fashion”, utilizando o tema dos territórios para consolidar o país como origem de excelência tanto da pluma quanto do design.


O espaço da entidade exibe looks do desfile Trajetórias, apresentado pelo movimento Sou de Algodão na última edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), que destacou a cadeia de custódia do algodão brasileiro. As peças são assinadas por estilistas como Fernanda Yamamoto, Weider Silveiro e Alexandre Herchcovitch.






Foto: Reprodução/Instagram @abrapabrasil




Transparência da fazenda ao guarda-roupa


A presença da moda brasileira na Première Vision é apresentada pela rastreabilidade integral da produção do algodão nacional. Por meio do programa SouABR, iniciativa da Abrapa que monitora a cadeia produtiva da semente ao guarda-roupa, o setor comprova transparência e conformidade com normas socioambientais, transformando a matéria-prima em um ativo estratégico para a exportação.


Ao integrar desenvolvimento tecnológico no campo e produção criativa na indústria, o algodão brasileiro marca presença na feira com design contemporâneo diretamente associado à preservação e à valorização de seu território produtivo.



Abertura de mercado para a moda brasileira


Com a consolidação do acordo entre Mercosul e União Europeia, a participação do Brasil na Première Vision ganha ainda mais relevância. A feira surge como uma plataforma estratégica para que a moda nacional comece desde agora a capitalizar a abertura de acesso ao segundo maior mercado consumidor do mundo.


A estratégia da Abrapa é posicionar o evento como vitrine para o algodão brasileiro, que já atende aos critérios de sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade exigidos pelo mercado europeu.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 20/20/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #07/2026  

20 de Fevereiro de 2026

Destaque da semana 1 - Nesta semana, durante o USDA Agricultural Outlook Forum 2026, o órgão americano apresentou suas primeiras projeções para a safra 2026/27, indicando área a ser plantada com algodão este ano nos EUA de 9,4 milhões de acres – valor superior aos 8,99 milhões de acres estimados no início de fevereiro pela pesquisa de intenção de plantio do National Cotton Council (NCC). Segundo o órgão, o consumo global deve voltar a superar a produção esta safra.

Destaque da Semana 2 – Começou a missão Cotton Brazil para a Índia. Com o objetivo de promover e valorizar o algodão brasileiro no país do sul da Ásia, uma delegação de produtores, executivos e exportadores realizará uma série de eventos, reuniões e visitas técnicas no país durante os próximos 7 dias. A missão começou em Nova Deli com a participação da Abrapa na visita do presidente Lula ao país, que contou com a inauguração do primeiro escritório da Apex Brasil na localidade.

Destaque da Semana 3 – A delegação do Cotton Brazil também teve reunião com lideranças do Ministério Têxtil da Índia, Invest Índia e representantes do corpo diplomático brasileiro, para apresentação do estudo de sinergia e complementariedade entre Brasil e Índia no setor do algodão.

Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 19/fev cotado a 65,73 U$c/lp (-0,4% vs. 12/fev). O contrato Dez/26 fechou em 68,27 U$c/lp (-0,3% vs. 12/fev).

Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 849 pts para embarque Mar/Abr-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 19/fev/26.

Oferta – A Cotlook estima a produção global de algodão em 26,16 milhões de toneladas em 2025/26, ante 26,37 milhões em 2024/25, representando recuo de aproximadamente 0,8% ano a ano. 

Demanda – A Cotlook projeta o consumo global de algodão em 25,10 milhões de toneladas em 2025/26, ante 25,51 milhões em 2024/25, indicando retração de cerca de 1,6% ano a ano.

Altistas 1 – No Agricultural Outlook Forum, o USDA apresentou a projeção que em 26/27, o consumo mundial de algodão volte a superar a produção (≈ 26,1 vs 25,3 milhões de toneladas), reduzindo os estoques finais globais para cerca de 15,5 milhões de tons e a relação estoque/uso para 59%. Esse leve aperto no balanço, depois de anos de oferta confortável, dá um viés moderadamente altista para o mercado no médio prazo.  

Altistas 2 – Para a China, o USDA projeta queda de produção de cerca de 7,6 para 7,0 milhões de toneladas em 26/27, ao mesmo tempo em que o consumo sobe levemente para 8,6 milhões de tons e as importações aumentam 25%, para cerca de 1,5 milhão de tons. A combinação de menos algodão doméstico e mais importação reforça o papel da China como importador-chave na próxima safra (26/27).  

Altistas 3 – Mesmo com área um pouco maior em 26/27 (9,4 milhões de acres, +1,3%), o USDA projeta produção americana ligeiramente menor, em torno de 2,96 milhões de toneladas (13,6 milhões de fardos), por causa de taxa de abandono mais alta e área colhida menor. Com exportações em 2,66 milhões de tons (12,2 milhões de fardos) e uso interno estável, os estoques finais dos EUA caem para 4,2 milhões de fardos (≈ 0,9 milhão de tons).

Altistas 4 - A pesquisa de intenção de plantio do National Cotton Council aponta para uma queda maior de área nos EUA (8,99 milhões de acres, queda de 3,2% frente à safra atual), com projeção de produção em 12,7 milhões de fardos (≈ 2,8 milhões de tons), o menor volume desde 2015/16.  

Altistas 5 – O USDA confirma o Brasil como maior exportador mundial pelo terceiro ano seguido, com embarques de 14,5 milhões de fardos em 2025/26 (≈ 3,2 milhões de tons), algo como 33% do comércio global. Mesmo com a produção brasileira recuando para cerca de 3,8 milhões de tons em 2026/27 (17,5 milhões de fardos), o país segue como principal fornecedor, seguido por EUA e Austrália.  

Baixistas 1 – O USDA destaca que, apesar do crescimento econômico global, o consumo de algodão está estagnado há quase 20 anos: desde 2007/08 não passa de ~120 milhões de fardos, enquanto o consumo total de fibras têxteis subiu de 337 para 520 milhões de fardos-equivalentes, puxado por fibras sintéticas. A participação do algodão caiu de mais de 35% para cerca de 22% da fibra têxtil mundial.

Baixistas 2 – O estudo mostra que, desde a crise de 2008, os preços relativos do algodão frente ao poliéster dobraram: a relação algodão/poliéster, que girava em torno de 1,0 antes de 2007, passou a média de 1,70 depois disso, com picos acima de 2,0. Essa vantagem de custo das fibras sintéticas faz com que, na ausência de forte preferência do consumidor, a indústria têxtil opte por poliéster e outras fibras artificiais. 

Baixistas 3 – Mesmo com a queda prevista em 2026/27, os estoques globais permanecem historicamente altos, na casa de 71 milhões de fardos (≈ 15,5 milhões de tons), o terceiro menor nível em 10 anos, mas ainda bem acima das mínimas registradas em ciclos de alta mais fortes. Esse colchão de oferta tende a conter movimentos mais agressivos de alta no curto prazo.  

Baixistas 4 - O contrato May/26 em NY continua preso em uma faixa estreita de 63–65 U$c/lb, com pequena perda semanal, mesmo após notícias de menor área nos EUA e ajustes de safra no Brasil. A incapacidade do mercado de reagir de forma consistente a fatores altistas reforça a leitura de manutenção de preços deprimidos.

Baixistas 5 - Relatório semanal de mercado nos EUA mostra que as vendas externas continuam abaixo da média sazonal e que os embarques ainda não atingem o ritmo necessário para cumprir a meta de exportações do USDA para 2025/26.  

Agenda - Até 28 de fevereiro, uma delegação brasileira formada por representantes do Cotton Brazil, da Abrapa, da Anea e da ApexBrasil cumpre agenda na Índia.

Agenda 2 - A Cotton Brazil terá reuniao com SWAK (Associação das Indústrias Têxteis da Coreia do Sul) e participação na agenda presidencial e ministerial em Seul em 23/Fev.

China 1 - Esta semana a China comemora a chegada do Ano Novo Chinês, com pouca atividade empresarial em todo o país. O sentimento para a volta do feriado é positivo, já que os últimos dados de PMI do setor têxtil de algodão indicam alta de 3,18 pontos em janeiro, indicando expansão da atividade, com aumento de novos pedidos e das taxas de utilização das fiações.

China 2 - No mercado doméstico, o CC Index foi cotado ao equivalente de 104,23 U$c/lb, enquanto o contrato Maio/26 na bolsa de Zhengzhou girou em torno de 95,40 U$c/lb, com preços de poliéster e viscose relativamente estáveis.  Essa relação de preços reforça que o algodão continua significativamente mais caro que as fibras sintéticas, o que favorece a substituição parcial por poliéster em alguns segmentos de fio e tecido.

Paquistão - As fiações seguem ativas na compra de pluma doméstica e importada. O fato de as fiações aceitarem basis firmes em um cenário de margens ainda apertadas indica necessidade real de reposição e reforça a atratividade de algodão de melhor qualidade, inclusive do Brasil.

Bangladesh - O mercado de fio se mantém firme: preços internos de fio em alta e melhores margens das fiações. Além disso, o recente anúncio do acordo comercial  com os EUA, que deve abrir espaço para acesso preferencial a têxteis com algodão americano, tende a sustentar a demanda por algodão.

Índia - Os preços domésticos de Shankar-6 subiram para cerca de ₹54.500 por candy (≈ 76,65 U$c/lb).  Com pluma retida em estoques públicos pela estatal CCI e preços domésticos elevados, o algodão indiano segue pouco competitivo, o que abre espaço adicional para importação de Brasil, EUA e Austrália, mesmo com a volta do imposto de importação de 11%.

Indonésia - Um pacote de 11 acordos comerciais com os EUA incluiu o compromisso de compra de algodão americano ao longo dos próximos anos. Esse movimento fortalece o vínculo das fiações locais com o algodão americano e tende a ameaçar a liderança brasileira nas importações do país.

Workshop - Entre 9 e 13 de fevereiro, a Abrapa realizou no CBRA o Workshop de Manutenção Uster HVI ClassingQ Pro, em parceria com a Uster. O treinamento reuniu inspetores dos 13 laboratórios do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), com foco na manutenção e operação dos equipamentos HVI, reforçando a precisão e a confiabilidade das análises da fibra. 

Exportações - As exportações brasileiras de algodão* somaram 149,2 mil toneladas nas duas primeiras semanas de fev/26*. A média diária de embarque foi 8,6% maior que no mesmo mês de 2025.

Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem, não houve alteração nos volumes beneficiados nos estados em que o processo ainda está em andamento. Restam apenas os estados da BA (99%) e MT (99%) para a conclusão do beneficiamento. Total Brasil: 99,09%.

Plantio 2025/26 –  Até o dia de ontem (19/02) foram semeados nos estados da BA (98%), GO (100%), MA (100%), MG (94%), MS (100%), MT (99%), PI (92,43%), PR (100%) e SP (92%). Total Brasil: 98,61%

Preços - Consulte a tabela de cotações e diferenciais abaixo.

Quadro de cotações para 19 -02

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Parceria entre Abrapa e Uster capacita inspetores para modernização da classificação do algodão

Workshop em Brasília reúne técnicos de laboratórios de todo o país para alinhar manutenção e automação de instrumentos HVI de última geração

19 de Fevereiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) sediou, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, o Workshop de Manutenção Uster HVI ClassingQ Pro, um curso técnico focado na manutenção e operação dos instrumentos HVI (High Volume Instrument) da linha 1000 Classing Q-Pro. O evento, realizado no Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), faz parte do terceiro pilar do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), focado na capacitação e geração de conhecimento. O curso reuniu inspetores de todos os laboratórios que integram o SBRHVI.

O treinamento, realizado em parceria com a Uster, líder mundial no fornecimento de instrumentos HVI (High Volume Instrument) para a classificação e análise da qualidade da fibra de algodão. teve como objetivo alinhar o conhecimento técnico sobre as funcionalidades mais modernas de automação e melhoria na análise da pluma. Durante cinco dias, profissionais dos 13 laboratórios que fazem parte do programa SBRHVI participaram de sessões teóricas e práticas voltadas para a manutenção preventiva e corretiva, visando garantir a assertividade dos resultados durante a safra.

Para o gerente de qualidade da Abrapa e coordenador do evento, Deninson Lima, o encontro está diretamente relacionado com a credibilidade da pluma brasileira no mercado externo.

"Esse evento é fundamental para promover um alinhamento sobre os processos de manutenção dos instrumentos HVI da principal fabricante, que é a Uster. O objetivo final é que, durante toda a safra, os laboratórios mantenham o mesmo nível de excelência, entregando resultados que deem cada vez mais credibilidade para o algodão brasileiro", afirmou Lima.

Troca de experiências e alta demanda

O workshop focou especialmente na tecnologia Q-Pro com Automic, sistema de automação para a análise de micronaire. A atualização é estratégica para laboratórios de alta produtividade, como o da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que processa volumes superiores a 4,5 milhões de amostras provenientes da região do Matopiba.

O analista de controle de qualidade do laboratório da Abapa, Iago Paixão, explicou a importância essa formação para os profissionais da região.  “O workshop está sendo bastante interessante para nós, pois é uma visão de um equipamento novo, e estamos aprimorando os nossos conhecimentos que poderemos repassar para os demais encarregados. É importante para a nossa região manter os nossos equipamentos bem revisados e a manutenção em dia. A expectativa do treinamento está sendo excelente. Muito aprendizado, muita informação sendo repassada”, esclareceu.

Equipes preparadas para a próxima safra

A integração entre as equipes operacionais também foi destacada pelos participantes como um ponto alto da programação. A troca de informações sobre falhas comuns e soluções técnicas visa reduzir o tempo de máquina parada durante o pico da colheita.

José Lúcio, gerente do laboratório da Coabra em Sinop (MT), destacou o impacto direto na prestação de serviço aos associados.

"Por sermos um laboratório novo e operarmos 100% com aparelhos Q-Pro, é essencial entendermos esse processo de automação. Estar aqui nos permite ser mais assertivos na manutenção diária e proporcionar uma melhor qualidade de serviço para nossos associados", explicou Lúcio.

O conhecimento compartilhado em Brasília será agora replicado nos laboratórios regionais, preparando as equipes para a demanda da próxima safra nacional.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Missão Cotton Brazil na Índia reforça expansão estratégica do algodão brasileiro na Ásia

Delegação de produtores e exportadores cumpre agenda na Índia, amplia participação de mercado e integra missão presidencial para avançar nas negociações comerciais entre Mercosul e Índia

17 de Fevereiro de 2026

De 17 a 28 de fevereiro, uma delegação brasileira formada por representantes do Cotton Brazil, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da ApexBrasil cumpre agenda na Índia, um dos maiores polos têxteis do mundo.


A missão tem como foco ampliar a participação do algodão brasileiro no mercado indiano, fortalecer parcerias comerciais e promover os diferenciais da fibra nacional.


“A Índia abriga um parque industrial de fiação altamente competitivo. Nosso objetivo é fortalecer parcerias estratégicas, promover a rastreabilidade e a sustentabilidade da fibra brasileira e consolidar o Brasil como fornecedor confiável para atender às exigências da indústria têxtil indiana”, afirma Fernando Rati, gestor do Cotton Brazil.


Índia é país prioritário na estratégia do Cotton Brazil


Segundo maior produtor e consumidor mundial de algodão, a Índia consolidou-se como parceiro estratégico do setor brasileiro. Esta é a terceira vez que o Cotton Brazil realiza uma agenda estruturada no país.

Os resultados recentes confirmam o avanço da estratégia. Na temporada 2024/25, o Brasil alcançou 24% de participação entre as origens exportadoras para a Índia frente aos 4% registrados no ciclo anterior. O crescimento foi impulsionado pelas missões realizadas em 2024 e pela maior competitividade do algodão brasileiro. No acumulado da temporada 2025/26 (agosto de 2025 a janeiro de 2026), o Brasil já exportou 185 mil toneladas para o mercado indiano.

“O avanço da nossa participação na Índia é resultado de um trabalho contínuo de relacionamento, presença técnica e construção de confiança com a indústria local. Há espaço para ampliar ainda mais essa parceria nos próximos anos”, afirma Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.

Para o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella, a consolidação da parceria vai além de fatores comerciais. “A parceria entre Brasil e Índia no setor algodoeiro é reflexo de uma produção que alia eficiência produtiva e rigor socioambiental, exigências indispensáveis para a competitividade da indústria asiática. O algodão brasileiro entrega qualidade, previsibilidade e conformidade, atributos cada vez mais valorizados pelo mercado indiano”, destaca.

Diplomacia comercial

A programação ocorre paralelamente à missão oficial do governo brasileiro à Índia. Representantes do setor algodoeiro acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nas negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre o Mercosul e a Índia.

A participação do Cotton Brazil busca contribuir para a redução das tarifas de importação do algodão brasileiro e para a criação de cotas com tarifa zero, ampliando a competitividade da pluma nacional no mercado asiático. A comitiva também terá reunião com a secretária-executiva do Ministério dos Têxteis da Índia para apresentar estudo técnico sobre a complementaridade entre as cadeias produtivas dos dois países.

Agenda técnica


A missão inclui ainda três edições do Cotton Brazil Outlook, com apresentação de dados de qualidade, conformidade e sustentabilidade do algodão brasileiro, além de workshops técnicos voltados às fiações indianas.
O roteiro passa por Nova Delhi, Ahmedabade, Coimbatore e Mumbai, reunindo compromissos institucionais e encontros com a indústria têxtil local.


Com a agenda, o Brasil reforça sua estratégia de presença contínua no mercado indiano e consolida o algodão brasileiro como fornecedor competitivo, rastreável e sustentável para um dos maiores polos industriais do mundo.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

SouABR encerra projeto-piloto e consolida rastreabilidade do algodão brasileiro na moda

Após quatro anos de operação, o programa idealizado pela Abrapa através do movimento Sou de Algodão entra em nova fase em 2026 com política estruturada e dados consolidados da cadeia produtiva

13 de Fevereiro de 2026

O programa SouABR, criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) através do movimento Sou de Algodão, encerrou em dezembro de 2025 o seu projeto-piloto, iniciado em 2021, consolidando-se como uma das principais plataformas de rastreabilidade da moda brasileira. Ao longo de 2025, o programa registrou seu ano de maior tração, com 319.647 peças rastreáveis produzidas, conectando campo, indústria e varejo por meio de tecnologia e transparência.


Criado para integrar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR) à cadeia da moda por meio da tecnologia blockchain, o SouABR permite acompanhar o percurso do algodão desde a fazenda até a peça final, oferecendo ao consumidor acesso às informações de origem por meio da leitura de QR Code na etiqueta e plataforma digital.


Resultados de 2025: números que traduzem impacto


De acordo com o Relatório Anual SouABR 2025, o programa contou, no período de janeiro a dezembro, com a participação de oito marcas e varejistas - entre elas, Calvin Klein, C&A, Döhler, Dudalina, Almagrino, Projeto50, Veste S.A Estilo e Individual -, além de uma ampla rede produtiva, formada por:




  • 110 produtores de algodão (com histórico de 140 produtores);

  • 168 fazendas (com histórico de 209 fazendas);

  • 50.095 fardos rastreados (com histórico de 87.088 fardos);

  • fiações, tecelagens, malharias e confecções habilitadas, integrando os diferentes elos da cadeia têxtil;

  • mais de 319 mil peças produzidas com rastreabilidade, com um histórico de 641.402peças desde 2021.


Além das marcas com operações ativas ao longo de 2025, o programa SouABR conta com outras varejistas cadastradas na plataforma, como Renner, Youcom e Reserva, que integram a iniciativa e permanecem habilitadas para futuras ativações e projetos de rastreabilidade.


Estes dados refletem o amadurecimento do programa, e também o engajamento crescente da indústria e das marcas com práticas de transparência, responsabilidade socioambiental e comunicação de origem.


“O SouABR nasce do entendimento de que rastreabilidade não é apenas tecnologia, mas construção de confiança. Ao longo do projeto-piloto, conseguimos estruturar processos, engajar os diferentes elos da cadeia e transformar dados em informação qualificada, capaz de valorizar a origem do algodão brasileiro e fortalecer a relação entre indústria, marcas e consumidores.”, afirma Silmara Ferraresi, gestora do Sou de Algodão e diretora de relações institucionais da Abrapa.


Moda, cultura e rastreabilidade na passarela


Em outubro de 2025, a Abrapa e o Sou de Algodão ampliaram o seu diálogo com o setor criativo ao realizar o desfile Trajetórias, durante a São Paulo Fashion Week (SPFW) N60. A apresentação reuniu 36 looks all black, desenvolvidos por seis estilistas parceiros, com peças 100% rastreáveis e integradas à plataforma SouABR - um marco simbólico, ao levar a rastreabilidade do algodão brasileiro para o centro da moda autoral e do calendário nacional.


Nova fase: política de adesão e expansão em 2026


Com o encerramento do projeto-piloto, o SouABR inicia, em 2026, uma nova fase estruturada, marcada pela implementação da Política de Adesão do Programa, lançada oficialmente durante o Congresso Internacional da Abit, no final de outubro de 2025.


A nova política estabelece critérios claros de participação, responsabilidades e benefícios para marcas e indústrias, fortalecendo o programa como uma ferramenta estratégica de engajamento, comunicação e valorização da origem do algodão brasileiro.


“A conclusão do projeto-piloto nos dá segurança para avançar. A política de adesão marca um novo momento do SouABR, com mais escala, clareza e impacto, ampliando a conexão entre quem produz, quem transforma e quem consome moda no Brasil”, destaca Gustavo Piccoli, Presidente da Abrapa.


Transparência como valor permanente


Ao longo de seus cinco anos de fase piloto, o SouABR se consolidou como um elo entre tecnologia, responsabilidade e comunicação, reforçando o compromisso do movimento Sou de Algodão e da Abrapa com uma moda mais consciente, transparente e conectada à sua origem.


Confira o relatório completo neste link.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Relatório Mensal de Estatística do Cotton Brazil: Exportações brasileiras cresceram 6% no primeiro semestre

Confira esse e outros dados no Relatório Mensal de Estatística da Abrapa

12 de Fevereiro de 2026

Projeção - As exportações brasileiras de algodão devem alcançar 4,08 milhões de toneladas no ano-safra 2025/26 de acordo com o USDA, alta de 10,3% com relação ao ano anterior.

Exportações - No primeiro semestre de 2025/26 as exportações brasileiras cresceram 6%, com aumentos relevantes para China, Bangladesh, Turquia e Índia.

Estoques - Apesar da estimativa de redução de 119 mil hectares de área plantada em 2025/2026, os estoques finais devem continuar crescendo no Brasil e estão projetados para atingir um recorde de 930 mil toneladas.

Portos brasileiros - No primeiro semestre de 2025/26, 9% do algodão brasileiro foi embarcado por portos diferentes de Santos, com destaque para o Porto de Salvador e de São Francisco do Sul.

Algodão no mundo - A produção global está projetada para crescer 92,5 mil toneladas, alcançando 26,1 milhões de toneladas, já que há uma safra maior na China.

Menos Consumo - O consumo global deve recuar 43,5 mil toneladas, para 25,85 milhões de toneladas, em razão da menor demanda principalmente no Paquistão.

Estoque global - Os estoques finais globais foram revisados para cima pelo USDA, alcançando 16,35 milhões de toneladas.

Acesse o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Relatorio_WASDE_USDA_IMEA_Fevereiro.pdf

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Nota de Pesar - Marcelo Logemann

12 de Fevereiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do empresário Marcelo Logemann, ocorrido ontem, 11 de fevereiro, aos 71 anos, em Porto Alegre.


Marcelo era membro da terceira geração de uma das famílias que participaram da criação do Grupo SLC, fundado em 1945. A operação agrícola do grupo nasceu em 1977, por iniciativa de Jorge Logemann, pai de Marcelo. Como acionista da companhia, esteve entre os que contribuíram para a consolidação da cotonicultura moderna no Brasil, colaborando para o fortalecimento e a profissionalização do setor.


A Abrapa expressa sua solidariedade aos irmãos Eduardo, Jorge Luiz, Ana e Elisabeth Logemann, aos demais familiares, amigos e colaboradores do Grupo SLC neste momento de perda. O setor algodoeiro reverencia sua trajetória e sua contribuição para o agronegócio brasileiro.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Relatório de qualidade de janeiro: Algodão brasileiro segue competitivo, confiável e alinhado às exigências do mercado

Dados mostram a manutenção de um padrão elevado de qualidade da pluma brasileira

11 de Fevereiro de 2026

Nesta terça-feira, 10 de fevereiro a Abrapa divulgou o primeiro relatório de qualidade do algodão brasileiro de 2026. Os dados publicados no relatório referente às análises de janeiro confirmam a consolidação de um perfil de alta qualidade na safra 2024/2025, com destaque para micronaire, resistência e comprimento.


O índice micronaire permanece amplamente concentrado na faixa ideal entre 3,5 e 4,9, com 94,7%, patamar praticamente estável em relação à safra anterior. A resistência da fibra apresenta desempenho ainda mais robusto, com 96,5% dos fardos acima de 28 g/tex, superando o resultado de 2023/2024 e confirmando ganhos consistentes na qualidade.


No comprimento da fibra (UHML), observa-se avanço contínuo, com 93,9% da produção atual atingindo ou superando 1,11 polegadas, frente a 92,1% na safra passada. Já o índice de fibras curtas permanece praticamente estável, com 79,4% dos fardos dentro do limite, resultado semelhante ao do ciclo anterior, sinalizando padronização e consistência na produção nacional.


Já os indicadores de cor mostram comportamento misto, enquanto o grau de reflectância recuou levemente em relação à safra 2023/2024, o grau de amarelamento apresentou melhora, o que pode indicar o impacto de fatores climáticos, mas que não compromete o padrão geral da pluma.


Para ler o relatório de janeiro na íntegra, acesse o link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Relatorio-de-Qualidade-Safra-24-25-Jan-2026.pdf


Para um comparativo completo de todo o histórico da qualidade da fibra, visite o B.I. do algodão brasileiro: http://bit.ly/48CQECy

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter