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Abrapa divulga Relatório de Qualidade da Safra com avanços consistentes nos principais indicadores do algodão

Relatório de dezembro aponta evolução nos indicadores de resistência, comprimento, uniformidade e cor da fibra brasileira

12 de Janeiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou o Relatório de Qualidade da Safra 2024/2025 referente às análises realizadas em dezembro. O documento aponta uma evolução consistente nos principais parâmetros físicos e tecnológicos da fibra brasileira, o que tende a reforçar sua competitividade no mercado.


Os dados indicam que 72,04% das amostras apresentaram micronaire entre 3,7 e 4,2, faixa considerada ideal. Segundo o pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. João Paulo Saraiva, esse comportamento sinaliza uma fibra com características mais equilibradas.


“Esse resultado pode ser um indicativo de um algodão com bom conteúdo de celulose, o que tende a favorecer o desempenho da fibra no processo industrial”, afirma.


O relatório também destaca a melhora expressiva nos indicadores de resistência, comprimento e uniformidade. A safra apresentou 96,44% das amostras com resistência igual ou superior a 27,9 gf/tex, 78,25% com comprimento mínimo de 1,14 polegada (29 mm) e 94,08% com índice de uniformidade acima de 80%. Além disso, 78,73% das amostras registraram índice de fibras curtas inferior a 10%, indicando fibras mais longas e estáveis.


“Esses números indicam que a safra produziu fardos com qualidade intrínseca extremamente favorável ao mercado consumidor, e o mais importante é que essa participação vem crescendo de forma consistente desde a safra 2020/2021”, ressalta o gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima.


Em relação à cor, o relatório também apresentou desempenho positivo, com elevado grau de reflectância e baixos índices de amarelecimento. Do total de amostras analisadas, 86,15% registraram Rd igual ou superior a 75,0 e 79,6% apresentaram índice de amarelo inferior a 9,0. O tipo predominante foi o 31, que representou 42,7% da safra, enquanto 72,2% das amostras foram classificadas como tipos 11, 21 e 31.


Para Deninson Lima, “Este relatório mostra que a safra 2024/2025 pode ser considerada de excelente qualidade, o que pode auxiliar no consumo do algodão pelas fiações. É um avanço em relação aos períodos anteriores, embora ainda haja espaço para melhorias nos próximos anos”, concluiu.


Acesse o relatório completo no link:
https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Relatorio-de-Qualidade-Safra-24-25-31.12.pdf

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Após recorde na exportação de algodão, setor mostra otimismo com embarques em 2026

Associação projeta demanda firme em meio a cenário de preços mais baixos

08 de Janeiro de 2026

Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)




Líder no comércio global de algodão desde 2024, o Brasil consolidou sua participação como principal fornecedor da pluma no ano passado. As exportações atingiram o recorde de 3,03 milhões de toneladas, um crescimento de 9% sobre 2024.






Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), afirmou que o Brasil aumentou o volume de exportação mesmo em um cenário econômico desfavorável. Por ser considerado um item de segunda necessidade, o consumo de algodão no mundo tende a perder força em momentos de juros e inflação mais elevados.


“Não vemos a demanda crescer mundialmente, mas o que está acontecendo é que o Brasil está ganhando mercado em cima de outros países, seja porque eles deixaram de produzir ou por estarem carregando estoques”, disse Wajs. O dirigente também atribuiu o desempenho das vendas do Brasil ao trabalho de promoção no exterior desenvolvido por entidades setoriais.





“O algodão do Brasil é muito competitivo, tem boa qualidade e bom custo benefício. Num momento de dificuldade da economia, é um produto com essas características que ganha espaço nas fábricas mundo afora. O Brasil também passou a exportar algodão o ano inteiro, o que dá segurança de abastecimento aos compradores”, acrescentou.







Apesar do recorde no volume embarcado, as receitas com as exportações de algodão caíram 3,9% no ano, para US$ 4,9 bilhões. Essa queda refletiu principalmente o recuo dos preços do algodão na bolsa de Nova York, que acumularam baixa de 8%.







No ano passado, a China manteve-se como principal comprador do algodão brasileiro, com 512,4 mil toneladas. Na sequência apareceram Bangladesh (497,62 mil toneladas) e Paquistão (487,69 mil toneladas).







A Anea também destacou o comércio com a Índia, principal importador de algodão do mundo. As vendas brasileiras para aquele país cresceram 149% em 2025, com o envio de 251,3 mil toneladas, devido à isenção de tarifas implementadas pelos indianos.







“As taxas de exportação à Índia já estão em vigor novamente. Ainda assim, tivemos uma vitória neste ano [2025], pois esse é um mercado muito promissor. Nossa intenção é negociar com eles para conseguir alguma cota ou tarifa reduzida”, disse Wajs.







O presidente da Anea previu mais um ano de bom desempenho nas exportações. Segundo ele, a projeção da entidade está em linha com a divulgada recentemente pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O órgão americano previu que o Brasil embarcará 3,16 milhões de toneladas da pluma em 2026.







“A safra recorde do ano passado ainda está sendo beneficiada. Mesmo com a previsão de menor colheita na nova temporada [2025/26], temos um grande estoque de passagem e um excelente custo benefício para as fiações lá fora, que devem nos permitir fazer bons volumes de exportação nesses primeiros sete meses do ano”, ressaltou.






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Anea ressalta eficiência em logística e promoção no recorde de exportações do algodão brasileiro, em 2025

08 de Janeiro de 2026

O desempenho das exportações brasileiras de algodão em dezembro de 2025 impressionou até mesmo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados no último dia 06, o país embarcou 452,5 mil toneladas de pluma, volume que veio acompanhado de uma receita de US$ 707,4 milhões no mês. Trata-se de um recorde histórico, que, segundo a Anea, superou em mais de 28% o volume exportado em dezembro de 2024 e confirmou a retomada consistente observada ao longo do segundo semestre. O Brasil se mantém como o maior exportador mundial de algodão.


“Foi um resultado altamente positivo, com maior volume mensal da história, coroando uma retomada impressionante após um início de temporada mais lento, e ainda temos muito trabalho pela frente para escoar uma safra que também foi recorde”, explica o presidente da associação, Dawid Wajs, que credita parte do sucesso ao trabalho de promoção do algodão brasileiro no mundo, através do programa Cotton Brasil, que reúne Anea, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e ApexBrasil. Além disso, Wajs ressalta a participação de mais portos na logística brasileira, que segue ainda concentrada no Porto de Santos. “Mais do que dobramos os volumes embarcados pelo Porto de Salvador, reforçando a importância de uma logística mais equilibrada e resiliente para o setor”, destaca Wajs.


No acumulado de 2025, o Brasil exportou 3,03 milhões de toneladas de pluma, crescimento de 9% em volume na comparação anual. Mesmo em um cenário de preços internacionais pressionados, a receita total alcançou US$ 4,93 bilhões, mantendo o algodão entre os principais produtos da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

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