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Relatório Mensal de Estatística – Janeiro de 2026 

Brasil bate recorde de exportação em dezembro, enquanto a China aumenta a produção da pluma.

15 de Janeiro de 2026

Na última quinta-feira, 15/01, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou o primeiro relatório de estatística do Cotton Brazil em 2026. Além divulgar que em dezembro de 2025 o Brasil bateu o recorde mensal em exportação de algodão, o documento mostrou o aumento no volume de produção da China e da Índia.  


Veja alguns dos principais destaques da publicação: 


Exportações – o Brasil fechou 2025 com um total de 3,02 milhões de toneladas de algodão exportadas. Somente em dezembro de 2025 o Brasil exportou 452 mil toneladas, o maior volume mensal já registrado. 


Produção global - A produção global está estimada em 26,0 milhões de toneladas, uma alta de 0,8%, em comparação a 2024/2025.  


Projeções de alta - Dentre os maiores produtores mundiais, é projetada alta na oferta chinesa (+545 mil ton), brasileira, (+381 mil toneladas) e indiana (+66 mil toneladas).  


Equilibrando a balança – Enquanto a China aumenta a oferta de algodão no mundo, fator que pode pressionar o preço da pluma no mercado internacional, o volume é reduzido em grandes produtores como Austrália (-239 mil toneladas), Turquia (-207 mil toneladas) e Estados Unidos (-108 mil toneladas). 


Demanda pela pluma – O consumo global de algodão tende a se manter estável em comparação com a safra passada, e foi projetado em 25,89 milhões de toneladas. 


Reservas de algodão - O USDA estima que em 2025/2026 os estoques mundiais serão de 16,22 milhões de toneladas, uma alta de 0,9% no comparativo com o fechamento da safra 2024/25.  


Acesse o relatório completo:  


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Relatorio_Mensal_De_Estatistica_Janeiro_26.pdf 

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Exportações de algodão batem recorde histórico e sustentam mercado brasileiro

Escrito por Celso Ferreira Nery

14 de Janeiro de 2026

Enquanto o mercado interno de algodão em pluma segue marcado por baixa liquidez, o ritmo das exportações brasileiras permanece intenso e em níveis históricos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que o Brasil embarcou 452,49 mil toneladas de algodão em dezembro de 2025, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.


No acumulado de 2025, o desempenho externo também foi recorde. As vendas internacionais somaram 3,026 milhões de toneladas, volume 9,1% superior ao de 2024, que até então detinha o maior resultado da história. O avanço consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra, impulsionado pela competitividade do produto nacional no mercado internacional.


Apesar do forte desempenho nas exportações, o mercado doméstico apresenta recuperação lenta. Pesquisadores do Cepea explicam que os negócios internos têm sido retomados gradualmente, em um ambiente ainda cauteloso por parte dos compradores. A recente queda da taxa de câmbio reduziu a paridade de exportação, o que, na prática, diminuiu o interesse comprador no mercado interno.


Esse cenário reforça um contraste importante no setor: enquanto os contratos externos seguem garantindo escoamento e sustentação à cadeia produtiva, as negociações domésticas avançam em ritmo mais moderado, aguardando sinais mais claros de demanda e ajustes nos preços.

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Mato Grosso sedia encontro sobre tecnologia para o algodoeiro

Evento técnico será realizado pelo Grupo de Experimentação Agrícola (GEA) da ESALQ/USP e conta com o apoio da Abrapa

14 de Janeiro de 2026

Na próxima sexta-feira, 16/01, o Grupo de Experimentação Agrícola (GEA), do Departamento de Produção Vegetal da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP), realizará o encontro “Desafios e tecnologias para altas produtividades do algodoeiro”. A iniciativa, que tem o apoio institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e outras entidades do setor, será sediado pelo Sindicato Rural do município de Primavera do Leste (MT), e começará a partir das 7h30.


O evento faz parte da 15ª Expedição Cerrado, a maior viagem técnica organizada por estudantes de Engenharia Agronômica do Brasil, e une a vanguarda da inovação tecnológica no campo para tratar de aspectos agronômicos, oportunidades de mercado e custos de produção, com foco na realidade do Mato Grosso. O fomento a responsabilidade social também faz parte da programação, já que o encontro irá recolher doações de alimentos para beneficiar comunidades da região.


Com três palestras técnicas, o conteúdo será focado nos principais desafios e soluções para o manejo do algodoeiro, abordando desde o aprimoramento genético e biotecnologia até as práticas de cultivo sustentável que garantiram ao Brasil o posto de maior exportador global de algodão no último ciclo.


Inovação e Liderança no Campo


Mato Grosso é responsável por cerca de 70% da produção nacional. Por isso, a escolha do município de Primavera do Leste para o evento reforça a importância estratégica da região. "O algodão brasileiro é referência mundial em rastreabilidade e sustentabilidade. Eventos como este são vitais para manter o padrão da pluma brasileira, permitindo que produtores e pesquisadores tenham acesso direto ao que há de mais moderno em tecnologia para a cultura”, afirma o Diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.


A programação destaca as novas tecnologias para o controle de pragas e doenças, além estratégias para reduzir custos e elevar a produtividade por hectare.


Inscrições


Como se trata de um evento beneficente, a entrada será feita mediante a doação de alimentos não perecíveis no dia da programação ou o pagamento de R$ 15, valor que será revertido na compra de alimentos para doação.


Para participar do evento as inscrições devem ser feitas até o dia 15 de janeiro através do formulário disponível no link: https://forms.gle/G96QeAaTnUnYpn4H9

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Abrapa anuncia início da adesão ao Programa ABR para a safra 2025/2026 

Associação convoca produtores do algodão para reforçar a agenda socioambiental do algodão brasileiro 

12 de Janeiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) anunciou a abertura oficial da temporada de inscrições das fazendas produtoras da pluma para participação no Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Na safra 2024/2025 o ABR cobriu mais de 80% da produção nacional de algodão, se reafirmando como um dos principais pilares da sustentabilidade da cotonicultura brasileira. 


A safra 2025/2026 marca mais uma oportunidade para ampliar a adesão ao programa e fortalecer a responsabilidade socioambiental do algodão brasileiro. Atualmente, o ABR representa o compromisso do setor com boas práticas ambientais e respeito às pessoas, premissas que têm elevado o padrão da cotonicultura nacional. O programa trabalha em benchmark com o Better Cotton Initiative (BCI), organização internacional sem fins lucrativos que licencia o algodão produzido de acordo com as melhores práticas socioambientais. 


Enaltecendo a cotonicultura responsável  


Criado para certificar as propriedades que produzem adotando condutas de sustentabilidade, o ABR estabelece os requisitos auditáveis que incluem gestão correta de recursos naturais, condições de trabalho adequadas, conformidade legal e implementação de práticas de melhoria contínua. O programa é conduzido pela Abrapa em parceria com as associações estaduais, que orienta os produtores em todas as etapas do processo. 


De acordo com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o programa se tornou um diferencial competitivo para os produtores brasileiros tanto no mercado internacional quanto no nacional. “O mundo quer saber como nosso algodão é produzido. Com o ABR, mostramos que o Brasil está preparado para liderar a oferta de uma fibra responsável, segura e alinhada aos padrões de sustentabilidade”, explicou o presidente. 


A Abrapa recomenda que produtores interessados procurem suas associações estaduais para iniciar o processo de adesão para a próxima safra. A expectativa da entidade é expandir ainda mais a cobertura do programa, consolidando o algodão brasileiro como uma referência global em responsabilidade socioambiental. 

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Abrapa divulga Relatório de Qualidade da Safra com avanços consistentes nos principais indicadores do algodão

Relatório de dezembro aponta evolução nos indicadores de resistência, comprimento, uniformidade e cor da fibra brasileira

12 de Janeiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou o Relatório de Qualidade da Safra 2024/2025 referente às análises realizadas em dezembro. O documento aponta uma evolução consistente nos principais parâmetros físicos e tecnológicos da fibra brasileira, o que tende a reforçar sua competitividade no mercado.


Os dados indicam que 72,04% das amostras apresentaram micronaire entre 3,7 e 4,2, faixa considerada ideal. Segundo o pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. João Paulo Saraiva, esse comportamento sinaliza uma fibra com características mais equilibradas.


“Esse resultado pode ser um indicativo de um algodão com bom conteúdo de celulose, o que tende a favorecer o desempenho da fibra no processo industrial”, afirma.


O relatório também destaca a melhora expressiva nos indicadores de resistência, comprimento e uniformidade. A safra apresentou 96,44% das amostras com resistência igual ou superior a 27,9 gf/tex, 78,25% com comprimento mínimo de 1,14 polegada (29 mm) e 94,08% com índice de uniformidade acima de 80%. Além disso, 78,73% das amostras registraram índice de fibras curtas inferior a 10%, indicando fibras mais longas e estáveis.


“Esses números indicam que a safra produziu fardos com qualidade intrínseca extremamente favorável ao mercado consumidor, e o mais importante é que essa participação vem crescendo de forma consistente desde a safra 2020/2021”, ressalta o gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima.


Em relação à cor, o relatório também apresentou desempenho positivo, com elevado grau de reflectância e baixos índices de amarelecimento. Do total de amostras analisadas, 86,15% registraram Rd igual ou superior a 75,0 e 79,6% apresentaram índice de amarelo inferior a 9,0. O tipo predominante foi o 31, que representou 42,7% da safra, enquanto 72,2% das amostras foram classificadas como tipos 11, 21 e 31.


Para Deninson Lima, “Este relatório mostra que a safra 2024/2025 pode ser considerada de excelente qualidade, o que pode auxiliar no consumo do algodão pelas fiações. É um avanço em relação aos períodos anteriores, embora ainda haja espaço para melhorias nos próximos anos”, concluiu.


Acesse o relatório completo no link:
https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Relatorio-de-Qualidade-Safra-24-25-31.12.pdf

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Após recorde na exportação de algodão, setor mostra otimismo com embarques em 2026

Associação projeta demanda firme em meio a cenário de preços mais baixos

08 de Janeiro de 2026

Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)




Líder no comércio global de algodão desde 2024, o Brasil consolidou sua participação como principal fornecedor da pluma no ano passado. As exportações atingiram o recorde de 3,03 milhões de toneladas, um crescimento de 9% sobre 2024.






Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), afirmou que o Brasil aumentou o volume de exportação mesmo em um cenário econômico desfavorável. Por ser considerado um item de segunda necessidade, o consumo de algodão no mundo tende a perder força em momentos de juros e inflação mais elevados.


“Não vemos a demanda crescer mundialmente, mas o que está acontecendo é que o Brasil está ganhando mercado em cima de outros países, seja porque eles deixaram de produzir ou por estarem carregando estoques”, disse Wajs. O dirigente também atribuiu o desempenho das vendas do Brasil ao trabalho de promoção no exterior desenvolvido por entidades setoriais.





“O algodão do Brasil é muito competitivo, tem boa qualidade e bom custo benefício. Num momento de dificuldade da economia, é um produto com essas características que ganha espaço nas fábricas mundo afora. O Brasil também passou a exportar algodão o ano inteiro, o que dá segurança de abastecimento aos compradores”, acrescentou.







Apesar do recorde no volume embarcado, as receitas com as exportações de algodão caíram 3,9% no ano, para US$ 4,9 bilhões. Essa queda refletiu principalmente o recuo dos preços do algodão na bolsa de Nova York, que acumularam baixa de 8%.







No ano passado, a China manteve-se como principal comprador do algodão brasileiro, com 512,4 mil toneladas. Na sequência apareceram Bangladesh (497,62 mil toneladas) e Paquistão (487,69 mil toneladas).







A Anea também destacou o comércio com a Índia, principal importador de algodão do mundo. As vendas brasileiras para aquele país cresceram 149% em 2025, com o envio de 251,3 mil toneladas, devido à isenção de tarifas implementadas pelos indianos.







“As taxas de exportação à Índia já estão em vigor novamente. Ainda assim, tivemos uma vitória neste ano [2025], pois esse é um mercado muito promissor. Nossa intenção é negociar com eles para conseguir alguma cota ou tarifa reduzida”, disse Wajs.







O presidente da Anea previu mais um ano de bom desempenho nas exportações. Segundo ele, a projeção da entidade está em linha com a divulgada recentemente pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O órgão americano previu que o Brasil embarcará 3,16 milhões de toneladas da pluma em 2026.







“A safra recorde do ano passado ainda está sendo beneficiada. Mesmo com a previsão de menor colheita na nova temporada [2025/26], temos um grande estoque de passagem e um excelente custo benefício para as fiações lá fora, que devem nos permitir fazer bons volumes de exportação nesses primeiros sete meses do ano”, ressaltou.






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Anea ressalta eficiência em logística e promoção no recorde de exportações do algodão brasileiro, em 2025

08 de Janeiro de 2026

O desempenho das exportações brasileiras de algodão em dezembro de 2025 impressionou até mesmo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados no último dia 06, o país embarcou 452,5 mil toneladas de pluma, volume que veio acompanhado de uma receita de US$ 707,4 milhões no mês. Trata-se de um recorde histórico, que, segundo a Anea, superou em mais de 28% o volume exportado em dezembro de 2024 e confirmou a retomada consistente observada ao longo do segundo semestre. O Brasil se mantém como o maior exportador mundial de algodão.


“Foi um resultado altamente positivo, com maior volume mensal da história, coroando uma retomada impressionante após um início de temporada mais lento, e ainda temos muito trabalho pela frente para escoar uma safra que também foi recorde”, explica o presidente da associação, Dawid Wajs, que credita parte do sucesso ao trabalho de promoção do algodão brasileiro no mundo, através do programa Cotton Brasil, que reúne Anea, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e ApexBrasil. Além disso, Wajs ressalta a participação de mais portos na logística brasileira, que segue ainda concentrada no Porto de Santos. “Mais do que dobramos os volumes embarcados pelo Porto de Salvador, reforçando a importância de uma logística mais equilibrada e resiliente para o setor”, destaca Wajs.


No acumulado de 2025, o Brasil exportou 3,03 milhões de toneladas de pluma, crescimento de 9% em volume na comparação anual. Mesmo em um cenário de preços internacionais pressionados, a receita total alcançou US$ 4,93 bilhões, mantendo o algodão entre os principais produtos da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

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