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Abrapa recomenda dimensão e revestimento padrão para fardos de algodão brasileiro

O modelo preferencial é o chamado “fardo geladeira”, cujas dimensões e peso atendem aos requisitos logísticos e comerciais.

21 de Outubro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) recomenda a padronização dos fardos de algodão brasileiro para a comercialização nos âmbitos nacional e internacional. O modelo preferencial é o chamado “fardo geladeira”, cujas dimensões e peso atendem aos requisitos logísticos e comerciais. O Comunicado 03/2025 também indica o material para o revestimento dos fardos, em tecido plano ou malha de algodão de primeiro uso.


Leia o comunicado completo no link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Comunicado-Tecnico-N032025.pdf

 

 

 

 

 

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O algodão brasileiro foi destaque na Textile Exchange Conference 2025

Delegação brasileira coordenada pela Abrapa mostrou, com exemplos concretos, como o algodão brasileiro pode ser comprado com segurança, sustentabilidade e rastreado por marcas de todo o mundo.

21 de Outubro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) marcou presença na Textile Exchange Conference 2025, em Lisboa, Portugal. O intuito dos brasileiros no evento, considerado um dos mais relevantes do mercado têxtil mundial, foi claro: alertar para o aumento no consumo de fibras sintéticas e mostrar como a pluma brasileira pode contribuir para uma moda mais sustentável e saudável.


Fabio Carneiro, gerente de Sustentabilidade da Abrapa, explica que boa parte das ações atualmente discutidas pelo mundo todo para aumentar a sustentabilidade no consumo de roupas e produtos têxteis já está no cotidiano dos produtores brasileiros. “O interesse por práticas boas práticas de agricultura para a produção de algodão, incluindo práticas regenerativas, levou muitos visitantes ao nosso estande. Foi uma oportunidade fundamental de diálogo para escutar as demandas do setor e mostrar como o Brasil pode contribuir com diferentes certificações de sustentabilidade e rastreabilidade. ”, observou.


A conferência anual da Textile Exchange conecta marcas varejistas, organizações não governamentais e produtores de todo o mundo. Juliana Lopes, diretora de ESG, Comunicação e Compliance da Amaggi, participou da delegação brasileira representando o grupo, um dos maiores do país. De acordo com ela, o evento evidenciou que ainda há desconhecimento em relação a cotonicultura brasileira mundo afora.


“Percebemos que muitos se surpreendem com todo o trabalho que já é feito no Brasil quanto à rastreabilidade. Nas reuniões one-on-one com marcas, organizações não governamentais e outras instituições, vimos que poucos conhecem a legislação brasileira e o dia a dia do produtor. Nosso papel foi compartilhar todas essas informações”, pontuou.


Visão compartilhada por Camila Batata, gerente de comunicação e marketing da Scheffer, outro grupo importante no cenário brasileiro. “O que para nós é algo


básico e rotineiro precisa ainda ser comunicado para o mercado consumidor global. Fazer a rastreabilidade do algodão a partir da fazenda, por exemplo, é visto como algo inovador, embora seja a nossa realidade há muitos anos. Participar deste evento nos permite levar essa mensagem adiante”, disse ela.


Outro ponto de muito interesse foi relacionado com as boas práticas de cultivo. “A forma com que cuidamos do solo, o uso massivo de tecnologia nas lavouras e a agricultura regenerativa chamam atenção. São rotina das fazendas brasileiras, mas importantes segmentos do setor ainda desconhecem isso”, comentou.


O contato com marcas, ONGs e outras organizações setoriais também foi um exercício de escuta. “Ao mesmo tempo em que divulgamos nossas boas práticas agrícolas, a inovação e a liderança em sustentabilidade do algodão brasileiro, aproveitamos para ouvir as demandas do mercado para que o nosso produto continue atendendo às novas exigências da indústria e dos consumidores”, observou Luiz Carlos Bergamaschi, produtor de algodão e conselheiro da Abrapa.



Cotton Brazil


Há dois anos consecutivos, o Brasil é o maior exportador de algodão do mundo e o terceiro maior produtor. No ciclo 2024/25, encerrado em julho, o País embarcou 2,83 milhões de toneladas de pluma, 6% a mais que as 2,68 milhões de toneladas de 2023/24. A promoção internacional do produto é feita pela Abrapa com o programa Cotton Brazil, desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e com apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).



Textile Exchange


Neste ano, o tema da Textile Exchange Conference foi “Shifting Landscapes” (“Paisagens em transformação”), e o evento foi realizado de 13 a 17 de outubro, em Lisboa. A Textile Exchange é uma instituição sem fins lucrativos que fomenta o uso de fibras de menor impacto ambiental em todo o mundo – entre elas, o algodão.

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Inscrições para a Brazilian Cotton School 2026 entram na reta final

Curso oferece capacitação técnica e estratégica sobre toda a cadeia do algodão

21 de Outubro de 2025

As inscrições para a Brazilian Cotton School 2026 entram na reta final. Promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), a iniciativa se consolidou como uma das principais ações de formação e atualização profissional voltadas ao setor.
As aulas da terceira turma da Cotton School serão realizadas presencialmente de 9 a 27 de março de 2026, sendo uma semana em Brasília (DF) e, duas, em São Paulo (SP). Com uma programação abrangente, a escola oferece uma imersão completa no universo do algodão, passando por temas como sustentabilidade, qualidade da fibra, certificações, rastreabilidade e tendências globais de consumo. O conteúdo é voltado a profissionais, estudantes, pesquisadores e representantes de empresas que atuam nas diferentes etapas da cadeia produtiva.
De acordo com a organização, o objetivo da Brazilian Cotton School é fortalecer a competitividade e a imagem do algodão brasileiro por meio da qualificação de profissionais e do compartilhamento de boas práticas. “O conhecimento técnico é um pilar fundamental da nossa indústria, e a escola tem sido essencial para conectar ciência, mercado e sustentabilidade”, afirma Jonas Nobre, diretor-executivo da escola.
As cerca de 120 horas de aulas ministradas por mais de 50 mentores renomados na cotonicultura nacional, incluem visitas técnicas a fazendas de algodão, indústria têxtil e ao Porto de Santos. As inscrições seguem abertas até o final de outubro de 2025, com número limitado de vagas. Interessados podem acessar o site oficial da escola para consultar a programação completa e realizar a inscrição: www.braziliancottonschool.com.br


 

Serviço:
Evento: Brazilian Cotton School 2026
Data: de 9 a 27 de março
Local: Brasília e São Paulo
Formato: 100% presencial

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#OcupaPanda: Caminhos para eliminar o desmatamento das cadeias produtivas

Evento é encerrado com dia dedicado à produção sustentável e ao lançamento da Aliança pela Resiliência das Cabeceiras do Pantanal

21 de Outubro de 2025

Realizado pelo WWF-Brasil como preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o Ocupa Panda foi encerrado na sexta-feira, 17 de outubro, na sede da organização em Brasília, com um dia dedicado às cadeias Livres de Desmatamento e Conversão (DCF). Em cinco painéis, representantes da sociedade civil, do setor privado e do poder público discutiram caminhos para ampliar a contribuição do setor produtivo para a agenda climática a partir da eliminação do desmatamento nas cadeias de suprimentos de commodities.


Com intensa programação desde a última segunda-feira (13), o Ocupa Panda mobilizou a comunidade engajada na COP30, trazendo à tona discussões essenciais para o êxito da primeira Conferência do Clima sediada na Amazônia. O encerramento, dedicado às cadeias produtivas livres de desmatamento e conversão, reforçou a relevância desse caminho para acelerar a queda nos índices de devastação ambiental no Brasil e no mundo, rumo à meta de desmatamento zero.


Os painéis discutiram temas como o comércio verde, com foco na nova relação entre Brasil e China; a rastreabilidade das cadeias de commodities como vantagem competitiva para as empresas e os impactos positivos e desafios relacionados a compromissos setoriais como a Moratória da Soja e o termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público Federal (MPF) e frigoríficos, conhecido como “TAC da Carne”.


Foram debatidas também as inovações em modelos de financiamento verde para a cadeia de recuperação de pastagens degradadas, envolvendo o fomento à produção da sociobiodiversidade e pagamentos por serviços ambientais. No encerramento do evento, foi lançada a Aliança pela Resiliência das Cabeceiras do Pantanal.


Durante o evento, os participantes destacaram a formação de um novo eixo verde no comércio internacional, protagonizado pelo Brasil e pela China. Como maior importadora de commodities brasileiras, a China demonstra crescente preocupação com os efeitos da crise climática na produção agropecuária do Brasil, que podem comprometer a segurança alimentar e causar instabilidade nos preços dos alimentos no país do Extremo Oriente.


“Está acontecendo uma redistribuição dos polos de poder na política climática mundial. Enquanto os Estados Unidos abandonaram as discussões climáticas e a Europa retroagiu em seu protagonismo como grupo mais progressista nessas discussões, o Brasil e a China estão ocupando um espaço importante, de forma inteligente e consistente”, comentou Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil.


A China está eliminando cada um dos seus gargalos tecnológicos, mas não encontrou saída ainda para garantir a segurança alimentar nos próximos 20 anos. Isso pode ser uma oportunidade para o Brasil, de acordo com André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).


“Há uma nova geopolítica que pode representar uma forma diferente de se relacionar com a natureza, e o Brasil e a China podem ser precursores disso. Temos que fazer isso dentro de um novo modelo, que pressupõe a floresta em pé”, disse Guimarães.


Rastreabilidade na agropecuária
Representantes do setor privado e do poder público brasileiros expuseram, durante o evento, casos de sucesso de modelos de rastreabilidade das cadeias produtivas, como a plataforma de monitoramento da pecuária SRBIPA, do Pará, o Sistema de Fiscalização e Monitoramento do Agronegócio e da Vegetação Nativa (SIFMA-SELO VERDE), do Maranhão, e o programa SouABR, da ABRAPA, que usa tecnologia blockchain, em conjunto com a cadeia têxtil, para rastrear peças de roupa, desde o plantio do algodão certificado até a venda do produto final.


“As apresentações foram inspiradoras. O caso do algodão, por exemplo, mostra como a iniciativa privada pode atuar e que é possível ter uma commodity rastreada de ponta a ponta, dando transparência a todos os processos e agregando valor ao produto”, comentou Daniela Teston, diretora de Relações Corporativas do WWF-Brasil.


Para Daniela, porém, apesar das iniciativas exemplares, ainda há muitos desafios em relação à rastreabilidade das commodities. Um exemplo disso foi dado por Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade da MBRF, uma das maiores produtoras e exportadoras de carne do Brasil.


“Temos mais de 1.100 frigoríficos no Brasil que se dedicam à pecuária bovina e apenas 20% deles têm selo do sistema de inspeção federal - e elas têm 75% do mercado. Cerca de 75% da produção de carne fica no mercado doméstico, com grau zero de exigência socioambiental”, declarou Pianez.


Pactos setoriais e financiamento para restauração
Debatedores envolvidos com a implementação de dois dos acordos multissetoriais mais importantes para deter o desmatamento causado pela produção de commodities - a Moratória da Soja e a TAC da Carne - analisaram o histórico e os impactos positivos dessas iniciativas. De acordo com Pablo Majer, líder de Conversão Zero do WWF-Brasil, as exposições mostraram como esses acordos trouxeram muitos avanços para a agenda ambiental e muitos benefícios aos produtores, frigoríficos, traders e ao mercado nacional, com grande reconhecimento internacional.


“Estamos vivendo um momento desafiador. Por um lado, temos o contexto da COP30, falando de uma série de ações ambientais, da tentativa de fortalecer a agenda ambiental e climática, por outro lado, temos ataques diários à Moratória da Soja. É um momento delicado e complexo. Temos aqui um caminho muito claro para seguirmos juntos. É muito importante que todos os atores estejam envolvidos, o setor privado, o setor público, a sociedade civil e o setor produtivo, que é essencial para as nossas metas climáticas”, disse Majer.


Com mais de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, o Brasil detém um dos maiores potenciais do mundo para restaurar produtividade, reduzir emissões e aumentar a resiliência climática, destacou Laís Ernesto Cunha, analista Sênior de Conservação do WWF-Brasil, em um painel que discutiu políticas e instrumentos de financiamento verde já disponíveis e apresentou experiências de campo que conectam crédito, conservação e produtividade.


O painel contou com a participação de membros de bancos, representantes de órgãos públicos envolvidos em políticas de financiamento verde e executores de atividades produtivas sustentáveis. Segundo Laís, o debate demonstrou que é possível transformar em ativo o passivo das pastagens degradadas, integrando políticas públicas, instrumentos financeiros e experiências práticas de campo. “Hoje, falar em aumento da produção com desmatamento é perder credibilidade. Não é preciso derrubar nenhuma árvore para se produzir mais e melhor. A boa notícia é que há um caminho para isso”, afirmou.


Recuperação das Cabeceiras do Pantanal
Durante o lançamento da Aliança pela Resiliência das Cabeceiras do Pantanal, os debatedores mostraram a importância da região para a segurança hídrica e climática do Brasil e celebraram a união de empresas e organizações que atuaram sob a coordenação do WWF-Brasil para fortalecer a governança e a restauração dessa enorme área de Cerrado que abastece o Pantanal.


“Atuar na recuperação das Cabeceiras do Pantanal é fazer a coisa certa. Se estamos tirando recursos de lá, temos que devolver na mesma mediada”, afirmou Gabriel Serber, vice-presidente de Impacto Social e Sustentabilidade da Arcos Dorados, empresa que opera os restaurantes McDonald's na América Latina e faz parte da parceria no Cerrado.


Maíra Sugawara, coordenadora de Sustentabilidade Ambiental do Instituto Aegea, comentou a importância de os trabalhos serem baseados em dados científicos e da colaboração entre setores para fazer a diferença no território. A empresa atua há três anos em parceria com o WWF-Brasil na elaboração de estudos e projetos relacionados à restauração da paisagem na área das Cabeceiras do Pantanal, trazendo soluções para o enfrentamento dos desafios impostos ao saneamento na região.


“A parceria com o WWF-Brasil trouxe ciência e dados para nossa abordagem e atuação no território. Não é fácil aprovar grandes projetos de restauração em uma diretoria de empresa. O setor privado gosta de previsibilidade e segurança jurídica - e isso se constrói com dados”, declarou Maíra.


FIQUE DE OLHO!


Daniela Teston, diretora de Relações Corporativas do WWF-Brasil


“O setor empresarial tem um papel importantíssimo, fortalecendo a cadeia produtiva regenerativa, como as redes de sementes e a bioeconomia local, apoiando a tecnologia de impacto, mantendo o engajamento em coalizões multissetoriais. Mais que responsabilidade ambiental, estamos falando de estratégia inteligente de negócios. Regenerar as Cabeceiras do Pantanal não é só agenda ambiental, é justiça climática e inclusão social. Essa estratégia só será bem-sucedida se for construída com quem vive e cuida da terra: as comunidades tradicionais, os produtores rurais e os empreendedores comprometidos. Investir na regeneração é investir no futuro das nossas empresas, do nosso país e do nosso planeta.”


Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade da MBRF


“A ciência mostra que, para mitigar o risco do alto grau de degradação atual no Pantanal, é preciso cuidar das Cabeceiras, no Cerrado. Um caminho fundamental para fazer a recuperação de áreas degradadas nas Cabeceiras do Pantanal, tornando-as produtivas novamente, é fazer com que sejam rentáveis e que o produtor consiga mesclar sua atividade econômica com a cadeia de restauração, que também vai gerar renda. Não existe produção sustentável se ela antes não for rentável.”


Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil


“Muita gente acha que a China nunca vai incorporar critérios ambientais em suas decisões de compra de commodities. Mas começamos a aprender que a China olha com muita atenção os estudos científicos sobre os impactos do desmatamento e como isso pode prejudicar os negócios. Grandes compradores chineses de carne e soja do Brasil começaram a entender os impactos e passaram a incorporar critérios ambientais, ou ao menos exigir soja e carne livres de desmatamento. Toda essa questão sobre comércio verde é uma tendência colocada na relação diplomática entre Brasil e China - e os chineses virão à COP30 afirmar que essa é a tendência”.


André Guimarães, diretor-executivo do IPAM


“As prioridades na COP30 serão os debates sobre o multilateralismo, como avançar na implementação e como aproximar a agenda do clima da vida das pessoas. Quando falamos de floresta, segurança alimentar, trade, commodities, estamos falando de clima. Já mexemos demais com o planeta e chegamos a um momento no qual não há mais dúvidas, o caminho é um só: acabar com o desmatamento. Cuidar da floresta é manter a capacidade produtiva e também os preços dos alimentos. Nós vamos ter que produzir mais alimentos para uma população crescente, em menos áreas. Essa é a equação que se impõe”.


COMO O WWF-BRASIL ATUA
O WWF-Brasil tem o compromisso de contribuir para a construção de um futuro sustentável, em que o país avance rumo à neutralidade de emissões, com sua biodiversidade conservada e impulsionado por um modelo de desenvolvimento justo, inclusivo e responsável. Nossa estratégia está estruturada em quatro pilares:


Zerar o desmatamento e fomentar Soluções Baseadas na Natureza.
Fortalecer a conservação da biodiversidade.
Proteger direitos e promover o bem-estar de povos e comunidades tradicionais.
Promover um desenvolvimento de baixo impacto.


NOSSAS AÇÕES NA AGENDA DE CADEIAS LIVRES DE DESMATAMENTO E CONVERSÃO (DCF)
O WWF-Brasil atua em parceria com diversos setores e partes interessadas para alcançar a meta de desmatamento zero nos ecossistemas naturais — um passo fundamental para manter a temperatura global abaixo do limite crítico de 1,5°C. Para isso, além de incentivarmos a criação de Unidades de Conservação e a demarcação de Terras Indígenas, fomentamos o engajamento do setor privado, pois a crescente demanda por alimentos e a expansão das áreas agrícolas e de pastagens são alguns dos principais motores do desmatamento.


Baseamos nosso trabalho na ciência para substituir o desmatamento por estratégias eficazes de recuperação de pastagens degradadas, promovendo uma agropecuária sustentável e responsável. Também apoiamos o desenvolvimento das chamadas “finanças verdes”, buscando influenciar positivamente o mercado financeiro ao evidenciar os impactos econômicos, sociais e ambientais do desmatamento.


Outra frente estratégica é fortalecer a agenda de cadeias produtivas livres de desmatamento e conversão (DFC), para destravar o potencial do setor privado na contribuição à agenda climática, eliminando o desmatamento em suas cadeias de suprimentos de commodities.

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Sou de Algodão | SPFW N60

20 de Outubro de 2025

Com o tema “Trajetórias”, a Sou de Algodão, movimento que estimula o uso do algodão nacional, convidou seis nomes da moda brasileira para assinarem os looks de seu 4º desfile na semana de moda, onde o projeto se apresenta desde 2022.

Alexandre apostou em modelagens oversized e no xadrez quadriculado, algumas de suas marcas registradas, além de vestidos com ancas marcadas. Ana Luísa Fernandes trouxe o perfume artístico e circense de seu último desfile, com vestidos armados e maxilaços. Fernanda Yamamoto apresentou peças que combinam riscas de giz sobressalentes e tridimensionais a dobraduras inspiradas no origami, enquanto David Lee explorou aventais bordados com a flor do algodão. Na Amapô, o jeans assumiu o protagonismo em releituras de seus looks mais icônicos, agora reinterpretados em preto. O encerramento ficou a cargo de Weider Silveiro, com uma alfaiataria desconstruída que propõe um diálogo entre o masculino e o feminino.

Confira: https://vogue.globo.com/google/amp/desfiles/noticia/2025/10/sou-de-algodao-or-spfw-n60.ghtml

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Algodão brasileiro conquista a passarela: moda consciente e rastreável brilha na SPFW

20 de Outubro de 2025

O algodão brasileiro subiu à passarela da São Paulo Fashion Week (SPFW) com protagonismo renovado. O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou o desfile “Trajetórias” em sua quarta participação no evento, celebrando a força de uma cadeia produtiva que conecta sustentabilidade, inovação e design.


Com 36 looks all black, o desfile destacou o percurso do algodão rastreável e certificado socioambientalmente, cultivado em 82 fazendas de seis estados brasileiros — Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí. A coleção foi desenvolvida dentro do programa SouABR (Algodão Brasileiro Responsável), que assegura práticas de governança e responsabilidade ambiental e social em toda a cadeia produtiva.


“Você sabia que o Brasil é o terceiro maior produtor de algodão do mundo?”, questiona Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa, em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Na última safra, alcançamos o posto de maior exportador global de algodão e somos também o líder mundial em produção responsável. Metade de todo o algodão licenciado pela Veracoto vem de fazendas brasileiras.”


Ferraresi lembra ainda que a indústria têxtil nacional é a maior verticalizada do Ocidente e está entre as sete maiores do mundo. “Nosso setor é o segundo maior em transformação e geração de empregos no Brasil, com 1,34 milhão de postos diretos e 8 milhões indiretos, totalizando quase 10 milhões de pessoas envolvidas, sendo 60% mulheres. Isso mostra a relevância do algodão não apenas na moda, mas também na economia e na inclusão social.”


Para a executiva, o desfile simboliza uma conquista coletiva. “Em nosso quarto desfile na SPFW, a rastreabilidade do algodão brasileiro com certificação socioambiental assume o protagonismo. É uma trajetória que une produtores, indústrias e estilistas para mostrar que o futuro da moda é responsável e transparente”, afirma.


O desfile contou com tecidos desenvolvidos por seis indústrias têxteis brasileiras — Cataguases, RenauxView, Santana Textiles, Vicunha, Dalila e Fio Puro — representando todas as etapas da cadeia, da fiação à confecção. O conceito criativo e o styling foram assinados por Paulo Martinez, que escolheu o preto absoluto como metáfora de unidade: “O all black celebra a convergência de todas as cores e de todos os elos da cadeia. É um gesto de respeito e comemoração.”


Entre os nomes presentes na passarela estavam Alexandre Herchcovitch, Fernanda Yamamoto, Amapô, Weider Silveiro, ALUF e David Lee, cada um interpretando as infinitas possibilidades do algodão de forma única e autoral.

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Sou de Algodão: Como um desfile uniu a moda pela fibra da consciência?

Movimento traz seis estilistas, incluindo Alexandre Herchcovitch, em apresentação coletiva para mostrar trajetórias e o caminho do algodão brasileiro

20 de Outubro de 2025

Na elegância do preto, o algodão brasileiro vestiu a passarela do São Paulo Fashion Week, na noite desta sexta-feira 17, com a força de uma história coletiva. Sob o olhar do stylist Paulo Martinez, o movimento Sou de Algodão fez da unidade sua maior expressão: seis estilistas, seis narrativas, uma só matéria-prima. A cor única era síntese e ponto de encontro de todas as tonalidades possíveis, como se o preto guardasse em si o percurso de uma fibra que nasce branca no campo e ganha novas formas sob as mãos da criação de moda.


Com o tema “Trajetórias”, a coleção foi um convite a revisitar os caminhos da moda — do solo à passarela, da semente à peça final. Alexandre Herchcovitch, Aluf, Amapô, David Lee, Fernanda Yamamoto e Weider Silveiro apresentaram seis looks cada, todos em algodão 100% rastreável, cultivado com responsabilidade em 82 fazendas, por 61 produtores, em seis estados brasileiros. Tecidos vindos de indústrias como Cataguases, RenauxView, Santana Textiles, Vicunha, Dalila e Fio Puro compuseram um mosaico de texturas e intenções, costurando sustentabilidade e design em uma mesma trama.


“Queríamos contar as histórias das pessoas por trás das roupas”, disse Silmara Ferraresi, gestora do movimento e diretora de Relações Institucionais da Abrapa, a VEJA. E foi exatamente isso que se viu: um desfile que transformou dados e certificações em emoção estética, traduzindo a rastreabilidade em poesia têxtil.


O preto, escolhido por Martinez como fio condutor, uniu as diferenças, mas sem apagar as individualidades. Em um gesto de respeito, os seis criadores — três homens e três mulheres — encontraram um equilíbrio raro entre liberdade criativa e harmonia visual. A sobriedade da paleta revelou a potência da fibra natural, permitindo que o algodão falasse por si só: em alfaiatarias desconstruídas, drapeados esculturais, volumes, laços, camadas e cortes que respiravam leveza, e acima de tudo, propósito.


Silmara reforça que “a unidade entre os seis estilistas tem a ver com a identidade do Sou de Algodão, que engaja a cadeia têxtil de ponta a ponta — do produtor ao consumidor final”. A fala da gestora ecoa a essência da apresentação: uma celebração da rastreabilidade do algodão brasileiro com certificação socioambiental, que hoje cobre 80% da produção nacional e caminha para alcançar 100% até 2026, com uma plataforma aberta à transparência total.


Trajetória, responsabilidade e manifesto


Na passarela, o preto se fez manifesto. Era festa e consciência, como definiu Martinez — “um black tie simbólico para celebrar os 30 anos da semana de moda paulistana”. Mas também era futuro: um convite para pensar a moda como uma rede de colaboração, onde cada fio importa, cada história conta e cada peça carrega o peso leve da responsabilidade.


Como dizia Coco Chanel, “a moda não é algo que existe apenas nas roupas; está no ar, na rua, tem a ver com ideias, com o modo como vivemos”. No caso do Sou de Algodão, está também no campo, na ética e na escolha consciente de cada trajeto percorrido até chegar ao corpo. No fim, o que se viu foi um movimento de fé na fibra — na que veste, na que une, na que transforma em tempos que as trajetórias da moda querem durar dentro da maior transparência possível.


Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/vitrine/sou-de-algodao-como-um-desfile-uniu-a-moda-pela-fibra-da-consciencia/

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Rastreabilidade do SouABR é referência em evento da WWF em Brasília

O programa, que garante a rastreabilidade total em peças de algodão, foi apresentado em evento preparatório para a COP 30.

17 de Outubro de 2025

Diretora de relações institucionais da Associação dos Produtores de Algodão (Abrapa) e gestora do programa Sou de Algodão, Silmara Ferraresi apresentou, a convite da WWF-Brasil, as iniciativas do setor que garantem a rastreabilidade do algodão brasileiro. O evento “Alianças e Caminhos: Diálogos para a COP30” reuniu lideranças empresariais, governos, associações setoriais e organizações da sociedade civil na sede da WWF em Brasília, DF. O objetivo era articular caminhos concretos rumo à COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro de 2025.
Ferraresi participou do painel “Rastreabilidade como ferramenta de transparência, competitividade e acesso a mercados” para apresentar os programas da Abrapa que garantem a transparência do algodão brasileiro, da semente ao guarda-roupa, oferecendo ao consumidor final informações sobre a origem e todo o processo de transformação da pluma.


Rastreabilidade enquanto estratégia de valor
Durante a apresentação, Ferraresi introduziu os dois programas da Abrapa que conseguem garantir a rastreabilidade de ponta a ponta. O primeiro deles é o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), que usa uma etiqueta para monitorar individualmente cada fardo de algodão produzido no país, e inclui dados de origem, beneficiamento e qualidade. O segundo é o programa Sou ABR, que agrega ao seu blockchain os dados do SAI e faz a rastreabilidade da cadeia de custória do algodão, da indústria ao varejo, passando por fiações, tecelagens e confecções. Cada roupa feita com algodão rastreável, recebe uma etiqueta com um QR CODE que dá ao comprador o acesso a todo caminho feito pela fibra, das fazendas até as lojas.


A diretora da Abrapa destacou a união de forças dos diferentes elos da cadeia e a padronização necessária para que a rastreabilidade do algodão seja implementada com sucesso. “Padronização é fundamental. Ninguém consegue fazer rastreabilidade se não houver padronização ao longo da cadeia”. Para Ferraresi, o uso da GS1 facilitou o fluxo da rastreabilidade. “A GS1 foi adotada pelos nossos programas a partir de 2011, e até que essa utilização acontecesse enfrentamos muitos problemas para realizar a sistematização dos processos”, completou.


O gerente de Sustentabilidade da SLC Agrícola, Tiago Agne, destacou, durante o painel, as iniciativas de rastreabilidade adotadas pela companhia em diferentes frentes produtivas, com ênfase no algodão. “O algodão, de fato, é onde nós temos o maior potencial para a rastreabilidade completa, e a iniciativa da Abrapa mostra que isso é possível. A rastreabilidade é importante não só para que a gente possa atender os nossos clientes, mas também para que nós possamos melhorar a gestão interna da propriedade.”


Alianças, caminhos e diálogos
Para a Diretora de Relações Coorporativas da WWF Brasil, Daniela Teston, exemplos reais de transparência e rastreabilidade inspiram outras cadeias produtivas a seguirem o mesmo caminho. “A liderança da Abrapa no diálogo setorial torna a representação da entidade essencial para mostrar como o algodão brasileiro está se posicionando com rastreabilidade ponta a ponta mostram o caminho para outros setores avançarem na mesma direção.”, destacou Teston.


Além de dar destaque à rastreabilidade do algodão como uma estratégia de negócios indispensável para garantir acesso a mercados cada vez mais exigentes, o encontro articulou outros temas que devem ser destaque durante a COP30 no Brasil. Entre eles, a moratória da soja, a TAC da carne e a sustentabilidade das cadeias produtivas, que também tiveram painéis de diálogo.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 17/10/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #41/2025

17 de Outubro de 2025

Destaque da Semana - A demanda lenta e a oferta abundante resultaram em mais uma semana baixista no mercado de algodão. Uma recuperação dependerá de algum evento geopolítico relevante que leve os especuladores — hoje fortemente vendidos — a mudarem de posição. Fechamento (“shutdown”) do governo americano torna o mercado mais incerto.

Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 16/out cotado a 63,73 U$c/lp (-1,15% vs. 09/out). O contrato Dez/26 fechou em 67,65 U$c/lp (-1,00% vs. 09/out).

Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 774 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 16/out/25.

Altistas 1 - Na semana, os avanços no Oriente Médio contrastam com o aumento das tensões entre China e Estados Unidos. Entretanto, hoje circulou a informação que Trump deve se encontrar com Xi Jinping em duas semanas.

Altistas 2
- Suportes técnicos sólidos - Segundo analistas de mercado, o contrato Dez/25 mantém zonas de suporte entre 63,3–62,7 c/lp, que têm contido novas quedas. Esses níveis são vistos por alguns analistas como piso técnico de curto prazo.

Altistas 3 - Dólar mais fraco e expectativa de corte de juros - O Índice do Dolar caiu 1,15%, e o mercado precifica redução de 0,25 p.p. na taxa básica dos EUA, favorecendo commodities agrícolas e exportações.

Altistas 4 - Geopolítica: Trump e Putin tiveram uma ligação “muito produtiva” e acordaram reunião na Hungria sobre a guerra na Ucrânia. O gesto reduziu o risco geopolítico e trouxe alívio ao sentimento macro.

Altistas 5 - Plantio mais contido no Hemisfério Sul - Projeções indicam menor área no Brasil e Austrália em 2025/26, resultado de preços baixos e câmbio valorizado, o que reduz a pressão futura de oferta.

Altistas 6 - Cotação do ouro em alta recorde: o aumento do ouro indica busca por ativos seguros, o que pode sinalizar entrada futura de fundos especulativos em commodities agrícolas, inclusive algodão.

Altistas 7 - Demanda física ativa no Brasil - Algodão brasileiro segue competitivo com basis firme em +750 pts CFR Extremo Oriente, sustentando negócios pontuais mesmo com a queda dos futuros.

Baixistas 1 - Demanda têxtil global fraca - Fiações Asiáticas seguem com margens negativas ou muito baixas, limitando compras a somente curto prazo.

Baixistas 2 - Risco de squeeze em dezembro - Cresce o risco de squeeze no contrato Dez/25, devido ao desequilíbrio entre posições não fixadas dos produtores e da indústria. Com especuladores vendidos em proporção estimada de 7 para 1, a falta de cobertura pode acentuar a volatilidade caso não haja mudança fundamental.

Baixistas 3 - Tensões comerciais EUA–China aumentam - A guerra tarifária e novas medidas restritivas entre as duas potências seguem pesando sobre o sentimento e as compras asiáticas.

Baixistas 4 - Falta de dados do USDA - O shutdown interrompeu relatórios oficiais (vendas, estoques, on-call), reduzindo transparência e aumentando a incerteza.

Baixistas 5 - O shutdown já dura 15 dias*, impedindo novos cadastros no programa de empréstimo (loan). Sem acesso ao crédito, produtores precisam vender fisicamente, aumentando a pressão sobre o mercado spot. O loan funciona como proteção (“free put”), acionado com NY entre 63–64 c/lp, oferecendo piso de preço ao agricultor.

Baixistas 6 - Consumo americano desacelera - Dados de alta frequência apontam queda nas compras de bens discricionários (móveis, eletrônicos, eletrodomésticos) em setembro. A retração do consumo nos EUA limita o potencial de reação das commodities.

Baixistas 7 - Queda do petróleo: preços menores do petróleo (-6,5% na semana) tornam o poliéster (fibra sintética) mais barato, pressionando a demanda por algodão natural.

Agenda 1 - O Cotton Brazil, com apoio da ApexBrasil, participou da Textile Exchange Conference em Lisboa (13-17/out), realizando 15 reuniões com marcas internacionais para promover a sustentabilidade e rastreabilidade do algodão brasileiro.

Agenda 2 - Na próxima semana, a Abrapa integrará missão presidencial à Indonésia e Malásia, organizada em conjunto com a ApexBrasil, dois importantes mercados para o algodão brasileiro.

Agenda 3 - Na Indonésia, a entidade participará ainda do congresso da ITMF, uma das mais tradicionais organizações globais da indústria têxtil, com o diretor Marcelo Duarte como um dos palestrantes do evento.

Agenda 4 - De 28 a 31/out, o Brasil participa pela primeira vez do ITMA Asia + CITME, em Singapura, onde lançará o “Knowledge Hub” – plataforma online de orientação técnica para o uso da fibra brasileira – além da nova funcionalidade de rastreabilidade que permite a consulta por lote.

SPFW 1 - O movimento Sou de Algodão retorna à SPFW para seu 4º desfile em 17/out, reforçando a cadeia produtiva que une sustentabilidade, inovação e design com a coleção "Trajetórias".

SPFW 2 - O desfile apresenta panorama inédito da rastreabilidade com 82 fazendas, 61 produtores, seis estados e seis indústrias têxteis integrando a cadeia de custódia do algodão certificado ABR.

China 1 - Pesquisa de campo da BCO indica área plantada total de 3,15 milhões ha (+7,6% no ano) e produção nacional mantida em 7,415 milhões tons (+8,2%).

China 2 - A previsão de importações nesta safra foi reduzida para 1,2 milhão tons (-200 mil t). Com consumo mantido em 8,42 milhões e exportações em 20 mil tons, os estoques finais caíram para 6,36 milhões (-170 mil tons).

China 3 - Para 2024/25, a BCO mantém produção em 6,85 milhões tons e aumenta importações para 1,06 milhão. Com consumo reduzido (8,56 milhões) e exportações em 10 mil tons, os estoques sobem para 6,16 milhões (+30 mil tons).

Índia - A oferta da nova safra acelerou, com o equivalente a 15,2 mil tons de pluma levadas pelos produtores às algodoeiras até 15/out, maior volume para a data desde 2020/21.

Paquistão - Foram registrados negócios com algodão brasileiro safra 2025, tipo Middling 36 G5 a 650-675 pts sobre março e SLM 1-1/8" a 575-600 pts.

Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 91,1 mil toneladas nas duas primeiras semanas de outubro. A média diária de embarque é 10,8% menor em relação a out/24.

Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (16/10) foram beneficiados nos estados da BA (80%), GO (86,5%), MA (50%), MG (84%), MS (75%), MT (52%), PI (88,25%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 59,5%.

Preços - Consulte tabela abaixo ⬇

Quadro de cotações para 16-10

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Por Que o Algodão Precisa Voltar Ao Centro da Conversa sobre Sustentabilidade

Enquanto debatemos soluções para a crise ambiental, seguimos vestindo plástico e fingindo que não sabemos

17 de Outubro de 2025

Há anos o mundo fala sobre sustentabilidade. É tema de conferências globais, está no discurso das marcas e pauta decisões políticas. Mas, curiosamente, quando abrimos o guarda-roupa, a conversa muda: estamos cada vez mais cercados por fibras sintéticas derivadas do petróleo, que alimentam o fast fashion, liberam microplásticos nos oceanos e carregam consigo uma pegada ambiental silenciosa e preocupante.


Como produtora de algodão e líder de uma cadeia que tem o planeta no centro de sua missão, tenho refletido sobre esse paradoxo. O consumidor exige soluções mais verdes, mas consome fibras fósseis com a mesma naturalidade com que compra um copo descartável. É como se a urgência climática parasse na porta das lojas.


A verdade é que precisamos voltar ao básico e o básico é natural. O algodão, uma fibra ancestral, biodegradável e reciclável, nasce do solo, absorve CO₂ durante seu ciclo produtivo e retorna à terra sem deixar resíduos tóxicos. Ele não polui os mares com microplásticos nem se transforma em partículas invisíveis que contaminam o ar, a água e até o nosso corpo. Hoje, estudos já mostram a presença dessas partículas no sangue humano e até na placenta, um alerta grave que ainda tratamos com indiferença.


Essa indiferença tem nome e sobrenome: fast fashion. O modelo de consumo acelerado, baseado em roupas descartáveis e fibras sintéticas de baixo custo, transformou o vestuário em um produto de curta duração. E com isso, multiplicou a produção de resíduos e a exploração de recursos fósseis. O preço que pagamos por essa falsa acessibilidade é alto demais (ambiental e socialmente).


Transição para um consumo mais consciente
Ao mesmo tempo, é importante entender que a transição para um consumo mais consciente não significa abrir mão de tecnologia ou de estilo. Significa repensar escolhas. Significa olhar para a etiqueta de uma peça com a mesma atenção com que olhamos para o rótulo de um alimento. Significa compreender que uma decisão de compra é, também, uma decisão ambiental.


O setor do algodão tem feito sua parte. No Brasil, mais de 80% da produção já segue protocolos rigorosos de sustentabilidade reconhecidos internacionalmente, como o ABR e o BCI.


Investimos em tecnologias que reduzem o uso de defensivos, promovemos biodiversidade, integramos lavouras a sistemas agroflorestais e rastreamos a fibra do campo ao consumidor final. Tudo isso em um país tropical, onde os desafios de produção são muito mais complexos do que em regiões de clima temperado e, ainda assim, entregamos qualidade, rastreabilidade e responsabilidade.


Ação coletiva e coordenada entre os países produtores de algodão
Mas não podemos caminhar sozinhos. A transformação dessa realidade depende também de uma ação coletiva e coordenada entre os países produtores de algodão, que compartilham os mesmos desafios e os mesmos compromissos. Brasil, Estados Unidos e Austrália, três potências na produção mundial, precisam somar forças em um esforço conjunto de comunicação.


Devemos falar a mesma língua ao mostrar ao mundo que a produção de algodão moderno não é o passado da moda, mas o seu futuro sustentável. Quando unimos conhecimento, dados, narrativas e estratégias, nossa mensagem ganha escala, rompe barreiras geográficas e tem muito mais poder de influenciar consumidores, marcas e reguladores.


Precisamos reconectar o consumidor à origem daquilo que toca sua pele todos os dias. Precisamos colocar o algodão e todas as fibras naturais de volta ao centro dessa conversa global. Porque sustentabilidade não é sobre o que dizemos, é sobre o que vestimos. E cada peça que escolhemos é uma mensagem sobre o futuro que queremos construir.


*Alessandra Zanotto Costa é produtora de algodão e soja no oeste baiano e sócia-diretora no Grupo Zanotto. Filha de gaúchos que migraram do Sul do país para a Bahia, iniciou para valer sua história no agro em 2005 e consolida uma gestão centrada na sustentabilidade. Se posiciona como voz ativa no fortalecimento da participação feminina na liderança do setor e integra o comitê Women in Cotton, da International Cotton Association (ICA). Atualmente, é presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e do Fundo de Desenvolvimento do Algodão na Bahia (Fundeagro).


Leia mais em: https://forbes.com.br/forbesagro/2025/10/forbes-mulher-agro-por-que-o-algodao-precisa-voltar-ao-centro-da-conversa-sobre-sustentabilidade/

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