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Assembleia da Abrapa reúne lideranças do algodão para traçar rumos estratégicos do setor 

Qualidade da fibra, sustentabilidade e governança estiveram no centro das discussões da reunião do Conselho Administrativo, realizada nesta terça-feira, 24. 

26 de Junho de 2025

Em um momento decisivo para o setor algodoeiro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu nesta terça-feira, 24/06, a 1ª Assembleia Geral Extraordinária do Conselho de Representantes da Abrapa para debater os principais desafios e prioridades da cotonicultura nacional. O encontro contou com a presença de lideranças do setor e representantes das associações de produtores, com uma pauta marcada por temas como qualidade da pluma, sustentabilidade e articulação internacional.

Para o Presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a realização da assembleia foi oportuna para o setor alinhar suas principais pautas e expectativas. “Na reunião nós discutimos temas que serão definidores para que o Brasil continue sendo o maior exportador de algodão do mundo e para demandar toda a produção do algodão brasileiro”, avaliou Piccoli. 


Foco na qualidade desde o campo 


Um dos principais eixos da reunião foi o fortalecimento do controle de qualidade da fibra. A Abrapa pretende ampliar a geração de estatísticas da safra 2024/25, promovendo maior transparência e disponibilização dos dados para o mercado e para fins técnicos. A entidade também vai intensificar os investimentos em treinamento de equipes e medidas de prevenção a problemas como a pegajosidade da fibra e a infestação por mosca branca. 


“O objetivo é atuar de forma antecipada para garantir que a pluma brasileira atenda aos padrões exigidos pelos mercados mais rigorosos do mundo”, afirmou o Diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero. 


Sustentabilidade como ativo estratégico 


A pauta ambiental ganhou protagonismo nas discussões, com o compromisso de fortalecer o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) em seis temas estratégicos: saúde e bem-estar do trabalhador, manejo integrado de pragas e solo, adaptação às mudanças climáticas, gestão hídrica, desenvolvimento regional e conservação da biodiversidade. 


A continuidade da parceria com a Better Cotton foi considerada estratégica para continuar a atender a demanda crescente dos mercados internacionais pela fibra sustentável.  


Governança e tecnologia: um novo comitê para fortalecer o setor 


Durante a reunião foi aprovada a criação do Comitê de Governança do Manejo da Resistência, que reunirá produtores ao lado de instituições como o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), o Instituto Goiano de Agricultura (IGA), a Fundação Chapadão e outras entidades do setor algodoeiro. O comitê atuará na articulação com o poder público para dar credibilidade e peso técnico às pautas relacionadas à eficiência produtiva, qualidade da fibra e custos de royalties ligados ao uso de tecnologias no campo. 


Promoção do algodão brasileiro 


As ações de promoção do algodão brasileiro também avançam. O programa Cotton Brazil, vitrine do setor para o mercado externo, anunciou que irá realizar missões com compradores e stakeholders internacionais em estados como Mato Grosso, Bahia e Goiás. Com forte presença de clientes asiáticos, o Diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, prepara a uma nova agenda internacional com foco nos mercados do Oriente Médio e da Ásia, com eventos previstos em Dubai e participação na ITMA, uma das maiores feiras da indústria têxtil asiática, que ocorrerá em Singapura. 


A Diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, responsável pelo movimento Sou de Algodão, que promove a fibra brasileira para o consumidor final, apresentou a campanha “Brasilidades”, que traz à tona todos os aspectos da cultura e moda brasileiras associadas ao algodão, buscando aproximar o uso da fibra ao dia a dia do consumidor. Ferraresi também falou sobre a próxima edição da Cotton Trip, de que levará influenciadores, jornalistas, representantes da indústria e setor público para conhecer todo o processo da produção de algodão na Fazenda Pamplona, do Grupo SLC, uma das maiores produtoras de algodão de Goiás.  

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Sou de Algodão marca presença no IFAMA 2025

Coordenador estratégico do movimento destacou a importância da transparência e da comunicação para conectar o campo ao consumidor final

25 de Junho de 2025

Nesta quarta-feira (25), o movimento Sou de Algodão esteve representado no IFAMA 2025 - 35ª edição da World Agribusiness Conference, realizada em Ribeirão Preto (SP). Como parte da programação, o painel “Do Campo ao Tecido: Tendências de Consumo até 2050” reuniu especialistas para discutir como as exigências por sustentabilidade, rastreabilidade e ética na origem dos produtos estão moldando o futuro do agronegócio global.


Com a moderação de Roberto Fava Scare, fundador da Harven Agribusiness School e também da empresa de consultoria Markestrat Agribusiness, Luciano Thomé e Castro, sócio-fundador e diretor da Markestrat e coordenador estratégico do Sou de Algodão, foi um dos participantes da sessão, que debateu os impactos dos novos comportamentos de consumo na transformação da cadeia.


Em sua apresentação, Luciano compartilhou o case do movimento, mostrando como a construção de uma narrativa transparente e conectada ao consumidor tem sido fundamental na valorização do algodão brasileiro. Além de Luciano, participaram do painel o canadense Dr. Sylvain Charlebois, professor na Universidade de Dalhousie e diretor sênior do Agri-Food Analytics Lab., e Carlos Pellicer, ex-diretor global de estratégia e inovação da UPL e presidente do Café Mió.


“Não basta apenas produzir com responsabilidade. Precisamos comunicar, envolver e gerar pertencimento. Iniciativas como o Sou de Algodão precisam ter um propósito claro e uma visão de longo prazo. Quase nove anos depois do lançamento do movimento, vemos como essa construção consistente começa a dar frutos reais, impactando toda a cadeia. Conectar o produtor ao consumidor final, com transparência e engajamento, é o que nos torna relevantes e agentes transformadores”, citou Luciano Thomé e Castro.


Além disso, ele ressaltou a importância dos pilares estratégicos de engajamento do movimento - educação do consumidor, promoção e negócios -, e apresentou ações realizadas, como parcerias com universidades e marcas de moda, experiências imersivas no campo e a atuação nas redes sociais, que aproximam o público final da realidade da produção da fibra nacional.


O painel integrou a programação do IFAMA 2025, evento internacional que reúne líderes, acadêmicos e profissionais do agronegócio para discutir os rumos do setor em um cenário cada vez mais guiado por transparência, inovação e responsabilidade socioambiental. Além de palestras e painéis, a conferência buscou promover a adoção de novas tecnologias e práticas entre os participantes, evidenciando o papel do Brasil como líder na produção de fibras e alimentos.


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Abrapa destaca protagonismo do produtor brasileiro na preservação ambiental durante Better Cotton Conference

Maior exportador mundial da pluma, fazendas de algodão brasileiras tem pelo menos 20% de área com vegetação nativa preservada

24 de Junho de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) destacou na edição deste ano da Better Cotton Conference a dupla função social do cotonicultor brasileiro: produzir fibras e alimentos e, ao mesmo tempo, preservar áreas de vegetação nativa no país. O evento, realizado pela Better Cotton Initiative em Izmir, Turquia, aconteceu entre os dias 18 e 19 de junho.


A mensagem foi o eixo central da apresentação feita pelo diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, na tarde desta quarta (18), durante o painel “O papel dos agricultores: Restaurando ecossistemas para um futuro resiliente”. Ele mostrou, em números, a contribuição do cotonicultor brasileiro tanto em âmbito econômico como ambiental.


O diretor da Abrapa também destacou que todas as fazendas certificadas pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) são anualmente monitoradas por certificadoras independentes de terceira parte. O ABR é uma certificação socioambiental que opera em benchmarking com o selo Better Cotton. Além disso, traders e parceiros comerciais internacionais acompanham de perto as práticas adotadas no campo pelas fazendas brasileiras, reforçando a confiança no algodão produzido no país.


Esse compromisso com a sustentabilidade e a transparência ajuda a explicar a posição de destaque do Brasil no mercado global: o país é hoje o maior exportador de algodão e o terceiro maior produtor mundial. O setor apresenta um alto índice de rastreabilidade e responsabilidade socioambiental, com 84% de toda a produção nacional certificada pelo programa ABR e pela Better Cotton, seguindo as melhores práticas de sustentabilidade. Outro diferencial é o modelo produtivo: cerca de 92% da área de cultivo de algodão no Brasil é conduzida em regime de sequeiro, o que significa maior eficiência no uso da água.


Código florestal brasileiro é um dos mais robustos do mundo


Durante o painel, Duarte também apresentou o cenário regulatório brasileiro. Pelo Código Florestal, os produtores de algodão no Brasil destinam no mínimo 20% da área de suas propriedades à preservação da vegetação nativa, seguindo uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo. Em Mato Grosso, principal estado produtor, esse percentual é ainda maior: chega a quase 40% de área preservada nas unidades agrícolas.


“O modelo brasileiro de cultivo do algodão é caracterizado por uma grande eficiência produtiva, alta produtividade e responsabilidade ambiental. Nossa safra é produzida em 0,2% do território brasileiro e seguimos rigorosas diretrizes de preservação ambiental, graças a políticas públicas sólidas e ao investimento privado do produtor”, argumentou Duarte.


Entre 1981 e 2025, a área plantada com algodão caiu 49% no país, enquanto a produtividade saltou em 1.200% e a produção total aumentou 557%, de acordo com dados da Conab. Atualmente, mais de 10 milhões de empregos diretos e indiretos são gerados na cadeia produtiva do algodão e indústria têxtil.


Além do cumprimento das exigências legais, produtores brasileiros de algodão desenvolvem ações voluntárias que reforçam o compromisso com a sustentabilidade. São projetos voltados à restauração da vegetação nativa, preservação ambiental e adoção de práticas de agricultura regenerativa, que vão além do que é determinado pelas políticas públicas. Exemplos dessas boas práticas foram apresentados pela Abrapa na Better Cotton Conference, com a participação de representantes de fazendas como Agro Penido, SLC, Amaggi e Scheffer. “O produtor brasileiro de algodão é um aliado estratégico na agenda ambiental brasileira e global. O futuro da agricultura está em equilibrar produção, rentabilidade e preservação. E o Brasil tem muito a compartilhar nesse caminho”, afirmou o diretor da Abrapa.


Better Cotton


A Better Cotton Conference é o evento anual da Better Cotton Initiative e tem objetivo de fomentar um futuro mais sustentável para o algodão mundial. O vínculo entre Abrapa e Better Cotton começou em 2013, quando as duas organizações começaram a atuar em benchmarking em seus programas de certificação socioambiental (ABR e Better Cotton).

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Do campo a SPFW: como o algodão quer reconquistar espaço e impulsionar um setor de R$ 33 bilhões

Sou de Algodão lança campanha para resgatar a conexão do algodão com a brasilidade e destacar sua relevância econômica e cultural, promovendo a fibra nacional no Brasil — e no mundo

23 de Junho de 2025

O Brasil deve produzir 3,7 milhões de toneladas de algodão em 2025, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Com alta estimada de 1,6% nas exportações, o país deve embarcar cerca de 2,83 milhões de toneladas da fibra para o mercado internacional — mantendo-se entre os principais fornecedores globais do produto.



Esse avanço embasa a nova fase da campanha "Brasiliadades", iniciativa do movimento Sou de Algodão, criada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para valorizar a cultura da fibra no Brasil — e no exterior.As exportações do algodão brasileiro vão para mais de 150 países, e os principais importadores são: China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão.


Segundo Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento, a campanha busca resgatar a conexão entre o algodão, a economia e a identidade cultural brasileira.


"O que consideramos extremamente relevante é recuperar essa noção de brasilidade ligada ao design e à moda nacional feita com algodão. Se olharmos para o uso de tecidos pela indústria, tanto no Brasil quanto no mundo, o algodão ainda é a fibra natural mais utilizada", afirma.



Na safra 2023/24, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu a liderança nas exportações globais de algodão, com 2,6 milhões de toneladas embarcadas. Agora, na temporada , o país encara novos desafios, especialmente diante da concorrência das fibras sintéticas, que ganham espaço por fatores como preço e disponibilidade.



O é a quarta maior cultura temporária do país, com valor de produção estimado em R$ 33 bilhões, mostram dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (SPA/Mapa).



Segundo a Embrapa, desde o final da década de 1990 e início dos anos 2000, o cerrado brasileiro se consolidou como a principal região produtora da fibra. Por lá, as cultivares precoces têm ciclo de cerca de 150 dias, as de ciclo médio entre 160 e 180 dias, e as de ciclo longo, mais de 180 dias.



Além disso, o ciclo do algodoeiro varia em função da cultivar e do ambiente. Quanto mais próximo à linha do Equador, mais curto é o ciclo.



"Queremos educar o consumidor sobre o que ele veste, e reforçar que o algodão brasileiro representa emprego, tecnologia e responsabilidade ambiental", diz Ferraresi.



Apesar do avanço no mercado externo, o consumo interno de algodão tem se mantido estável nos últimos cinco anos, oscilando entre 700 mil e 750 mil toneladas de pluma, segundo dados da Abrapa. No contexto nacional, a indústria têxtil continua sendo uma das mais relevantes da economia.



O setor conta com 24,3 mil empresas em operação e emprega diretamente cerca de 1,33 milhão de pessoas, com uma massa salarial anual de R$ 25,2 bilhões. Considerando empregos indiretos, a cadeia têxtil movimenta aproximadamente 10 milhões de postos de trabalho — sendo a maior parte composta por mulheres.



"Nosso setor não apenas gera empregos em larga escala, mas mantém a produção dentro do país, o que nos diferencia de mercados que migraram para a Ásia", ressalta Ferraresi.



Os dados também apontam para uma cadeia robusta: R$ 193,2 bilhões em faturamento no segmento têxtil e R$ 389,9 bilhões em confecção, além de R$ 16,5 bilhões em impostos e taxas arrecadados, segundo o Ministério da Fazenda.



No mercado interno, o . No entanto, no cenário global, a participação da fibra brasileira ainda varia entre 21% e 23%, sendo superada pelas fibras sintéticas.



Por isso, a Abrapa aposta na diferenciação da fibra nacional para ampliar sua competitividade e fortalecer sua presença no mercado internacional. Segundo Ferraresi, "é preciso destacar a qualidade, o valor agregado e a sustentabilidade da fibra nacional".



Nesse sentido, diz a executiva, o Brasil tem avançado como um dos maiores fornecedores de algodão responsável do mundo. Desde 2004, o país conta com um programa de rastreabilidade que garante a origem da produção.
Em 2012, foi iniciada a certificação de fazendas, que hoje atesta práticas sustentáveis no campo. "Conseguimos garantir a origem do algodão e como ele é produzido, com respeito ao meio ambiente e às pessoas", diz a diretora.



Algodão brasileiro



Além do consumo, a campanha 'Brasilidades' mira mudar a percepção do consumidor. Em uma pesquisa qualitativa realizada pela Abrapa, uma das entrevistadas disse que não usaria um vestido de algodão em uma festa de gala porque "lembrava chita".



O episódio, diz Ferraresi, ilustra o desafio de reposicionar a imagem do algodão no imaginário brasileiro. "Ainda precisamos trabalhar muito para mostrar o potencial e a sofisticação dessa fibra."
A ligação com a moda é uma das frentes da campanha. Durante a última edição da São Paulo Fashion Week, em outubro de 2024, o movimento levou à passarela uma gama de designs nacionais para mostrar o 'luxo' da fibra brasileira.



A ideia era mostrar que a fibra, além de tradicional, é versátil e pode compor peças sofisticadas. "Queremos mostrar que o algodão é uma fibra de alta moda, sem perder sua identidade e sua conexão com a cultura brasileira", afirma Ferraresi.



As projeções do setor para 2025 são positivas. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) , e Ministério da Fazenda, a produção têxtil deve crescer 2,6% e a de vestuário, 1,3%. O varejo do setor também deve avançar 1,3%.



Em termos de geração de empregos, a estimativa é de um saldo positivo de 8 mil postos na indústria têxtil e 10,5 mil na confecção apenas no primeiro trimestre do ano.



"Não é só sobre aumentar o consumo, mas valorizar a fibra essencial para a nossa história, para a moda e para a indústria brasileira", diz a diretora.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 21/06/2025

23 de Junho de 2025

Destaque da Semana - Semana marcada por importantes ações internacionais do setor do algodão Brasileiro no exterior, tanto na Coreia do Sul quanto no Congresso da Better Cotton na Turquia. Feriados no Brasil e EUA interromperam negócios ontem (qui, 19/6).


Algodão em NY - O contrato Jul/25 fechou nesta quarta-feira, 18/jun, cotado a 64,84 U$c/lp (-0,5% vs. 12/jun). O contrato Dez/25 fechou em 66,67 U$c/lp (-1,2% vs. 12/jun).


Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 991 pts para embarque Jun/Jul-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 18/jun/25).


Baixistas 1 - O contrato Dez/25 atingiu o menor patamar desde abril, pressionado por oferta abundante e demanda fraca.


Baixistas 2 - A produção no Brasil e Austrália permanece elevada. Na China, espera-se safra maior que 7 milhões de tons pelo segundo ano consecutivo.


Baixistas 3 - O consumo segue incerto diante de altas taxas de juros, tensões geopolíticas, conflitos armados, incerteza sobre tarifas e demanda fraca por fios.


Altistas 1 - Embora o USDA esteja projetando produção de 14 milhões de fardos este ano nos EUA, muitos analistas acreditam que essa previsão ainda está superestimada, especialmente diante das condições atuais de área e clima.


Missão Ásia 1 - A Abrapa encerrou com sucesso a missão na Ásia. Na segunda (16), o seminário Cotton Brazil Outlook reuniu os principais industriais têxteis da Coreia do Sul em Seul. O evento foi realizado em parceria com a SWAK, principal entidade do setor têxtil Coreano.


Missão Ásia 2 - O governador de MT, Mauro Mendes, prestigiou o evento com sua comitiva, assim como a embaixadora do Brasil na Coreia do Sul, Márcia Donner.


Missão Ásia 3 - A missão faz parte do programa Cotton Brazil, realizado pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e apoio da Anea. Antes de Seul, a comitiva brasileira composta por produtores e traders Brasileiros esteve no Congresso Chinês de Algodão em Guangzhou (China), e em Taipei (Taiwan).


Better Cotton Conference 1 - A Abrapa destacou durante a Better Cotton Conference a contribuição do cotonicultor brasileiro para o desenvolvimento sustentável do Brasil.


Better Cotton Conference 2 - O tema foi abordado pelo diretor da Abrapa, Marcelo Duarte, durante sua palestra no evento, que ocorreu nesta semana em Izmir, Turquia.


Better Cotton Conference 3 - O diretor da SLC Roberto Acauan participou de importante painel na plenária principal do evento. Roberto apresentou as ações do grupo para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.


Better Cotton Conference 4 - A delegação brasileira que participou do evento, com representantes da Abrapa e da Anea, ainda realizou importantes reuniões para nosso setor durante o evento na Turquia.


Better Cotton Conference 5 - A Better Cotton anunciou que se tornará um padrão regenerativo nos próximos 12 meses, atualizando seus Princípios e Critérios , implementando uma estrutura de relatórios baseada em resultados socioambientais.


Better Cotton Conference 6 - Nick Weatherill foi apresentado como novo CEO da Better Cotton , substituindo Alan McClay após 10 anos. Ex-diretor executivo da International Cocoa Initiative, Weatherill traz ampla experiência em sustentabilidade.


Better Cotton Conference 7 - O primeiro compromisso internacional de Nick como CEO será uma viagem ao Brasil em Julho , em parceria com Abrapa e Anea.


EUA - O plantio nos EUA está chegando ao fim. O trabalho está quase concluído em seis dos 15 principais estados produtores e 85% da área estimada foi plantada até 15/jun (5 p.p. a menos que a média de cinco anos).


China 1 - As importações de algodão pela China em maio somaram cerca de 40 mil tons. Desde Out/16 os números não eram menores que 50 mil tons. O volume acumulado em 2024/25 é de 1,05 milhão de tons (contra 2,9 milhões tons da temporada passada).


China 2 - Importações de fios de algodão pela China atingiram 100 mil tons em maio (-7% X abr/25 e abaixo também de mai/2024). No acumulado da temporada, o total é de 1,06 milhão tons (contra 1,3 milhão em 2023/24).


China 3 - Observadores locais continuam prevendo um aumento na produção chinesa de algodão este ano, mesmo com o clima mais quente em Xinjiang.


Paquistão 1 - O plantio já foi concluído em muitos distritos paquistaneses.


Paquistão 2 - Entra em vigor em 1º de julho o imposto de 18% sobre fios importados . Fiações paquistanesas já preveem aumento de preços no mercado interno.


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 71,9 mil tons na primeira semana de maio. A média diária de embarque é 10,3% menor que no mesmo mês em 2024.


Colheita 2024/25 - Até ontem (19/06), foram colhidos no estado da BA (6%), GO (30,55%), MG (25%), MS (2,25%), PI (9%), PR (75%) e SP (76,5%). Total Brasil: 2,42%.


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Supply Chain 4.0: certificação do algodão brasileiro é destaque em seminário

Silmara Ferraresi apresentou os avanços da Abrapa e do movimento Sou de Algodão em rastreabilidade na cotonicultura

23 de Junho de 2025

Na última segunda-feira (16), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Universidade de São Paulo (USP) promoveram o seminário Supply Chain 4.0 - Rastreabilidade Digital na sede da CNI, em São Paulo. Com o objetivo de discutir estratégias para novas tecnologias e modelos, o evento reuniu lideranças do setor industrial, especialistas em logística, tecnologia, compliance e sustentabilidade, além de representantes do meio acadêmico e do setor público.


Entre os destaques da programação, esteve a participação de Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, no painel “Tecnologias digitais e seus impactos nas certificações”. Ao lado de Carina Pereira Lins, gerente de sustentabilidade da Associação Brasileira de Automação GS1 Brasil e Alexandre Harkaly, sócio diretor estratégico de integração da QIMA, com moderação de Marcos Heleno Guerson, superintendente do IPEM/SP, Silmara compartilhou a trajetória da rastreabilidade no setor algodoeiro nacional, com ênfase nas certificações socioambientais e no papel da tecnologia para garantir a transparência da cadeia.


“Rastreabilidade é uma história de 20 anos no algodão brasileiro. A gente começou em 2004, com o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), identificando apenas a unidade de beneficiamento, e hoje conseguimos monitorar da fazenda até o varejo”, explicou Silmara. Em 2012, veio a criação do ABR (Algodão Brasileiro Responsável), o programa de certificação socioambiental, que, posteriormente, em 2021, uniu-se ao SAI e aos demais elos da cadeia têxtil no Brasil. Dessa união surgiu o SouABR, que oferece transparência da origem da matéria-prima, comprovadamente certificada na peça de roupa.


Segundo Silmara, a preocupação em assegurar toda a trajetória e a qualidade do algodão brasileiro para o mercado foi um dos principais motores de inovação da cadeia. “O nosso desafio sempre foi garantir que o algodão que chega lá fora realmente veio de uma fazenda certificada, com manejo ambientalmente correto”.


Durante sua apresentação, Silmara também demonstrou como o Programa SouABR e suas etiquetas inteligentes oferecem uma rastreabilidade completa e acessível. “Hoje, o consumidor escaneia um QR Code e percorre toda a trajetória da peça: ele vê a fazenda, a fiação, a tecelagem e sabe que aquele algodão tem uma história, construída com responsabilidade”.


Ela também destacou a complexidade dos primeiros projetos, e a importância da parceria com marcas como C&A, Renner, Reserva, Veste e Calvin Klein. “A primeira coleção com rastreabilidade do campo ao varejo levou quase 3 anos para sair do papel. Foi um exercício de confiança, maturidade e construção coletiva”.


Além da Abrapa, o seminário contou com apresentações sobre desafios de compliance, transparência, novas tecnologias, cases internacionais e caminhos para o desenvolvimento de projetos de inovação, com foco na rastreabilidade digital. A programação foi voltada a gestores e líderes de agroindústrias, especialistas de logística e supply chain, pesquisadores, startups, consultorias e representantes de entidades governamentais.



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Conflito entre Israel e Irã traz reflexos para cotonicultura brasileira

O produtor, que já lidava com os problemas causados pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, agora também terá que contornar os efeitos do conflito no Oriente Médio.

23 de Junho de 2025

A dependência externa de fertilizantes não é novidade para o Brasil. O país importa cerca de 85% dos insumos que utiliza em suas lavouras, incluindo os macronutrientes essenciais: nitrogênio, fósforo e potássio (NPK). No caso dos nitrogenados, a situação é ainda mais delicada. Aproximadamente 17% da ureia consumida no Brasil vem do Irã, um dos países diretamente envolvidos no atual conflito.


Mesmo que as unidades de produção de fertilizantes nos países envolvidos não tenham sido diretamente atingidas, o mercado global já sente os reflexos da tensão geopolítica. A produção de ureia no Irã, por exemplo, está temporariamente paralisada. Segundo dados da consultoria StoneX, o preço da ureia subiu cerca de 9% desde o início do ano, e há expectativa de novas altas se o cenário de instabilidade persistir.


Relação entre a cotonicultura e os fertilizantes


O algodão é uma cultura exigentes em termos nutricionais. Cultivado principalmente no Cerrado, em solos naturalmente pobres em nutrientes, depende de um manejo intensivo de adubação para garantir produtividade e qualidade da fibra. Além disso, seu ciclo mais longo — que pode variar de 140 a 180 dias — e o alto potencial produtivo fazem com que o consumo de fertilizantes por hectare seja superior ao de outras culturas.


De acordo com Márcio Portocarrero, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), mesmo com práticas como a rotação de culturas com soja e milho na entressafra, não há como alcançar os níveis atuais de produtividade no algodão sem o uso adequado de fertilizantes. “Uma possível crise global de produção de fertilizantes tem impactos expressivos para o setor. Os produtores precisarão avaliar com cuidado suas estratégias de manejo para mitigar perdas”, afirma.


Cenário internacional além dos fertilizantes


Além da questão dos insumos, o cenário internacional de comercialização também impõe desafios. A China é hoje o maior comprador de algodão brasileiro, respondendo por 49% das exportações na safra 2023/24. No entanto, o algodão importado pela China é, em grande parte, utilizado para a fabricação de produtos têxteis destinados à exportação, principalmente para os Estados Unidos.


Com a continuidade das tensões comerciais entre China e EUA, incluindo a possibilidade de novas tarifas sobre produtos têxteis chineses, a demanda chinesa por algodão importado pode sofrer redução. A produção doméstica de algodão da China já é suficiente para abastecer o mercado interno, o que reforça a preocupação dos exportadores brasileiros.


Reduzir a dependência da importação deve ser prioridade


Portocarrero avalia que o Brasil deve tomar algumas providências para diminuir o impacto da dependência de fertilizantes, uma delas é reativar, concluir ou ampliar fábricas de fertilizantes estratégicas, sobretudo de nitrogenados e fosfatados. Nessa linha, a Petrobras, já anunciou a retomada das fábricas de nitrogenados de Araucária (PR) e Três Lagoas (MS), bem como a intenção de aumentar as encomendas para as unidades da Unigel de Sergipe e Bahia.


No curto e médio prazo, as opções vão desde a diminuição das taxas de importação de fertilizantes à revisão das metas previstas no Plano Nacional de Fertilizantes para nutrientes orgânicos e organominerais. Além disso, investir no reaproveitamento de resíduos sólidos e dos chamados “remineralizadores”, que aumentam o efeito dos fertilizantes químicos nas lavouras.

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Cursos sobre qualidade do algodão capacitaram mais de 200 profissionais em seis cidades mato-grossenses

Os cursos de Inspetores de UBA foram promovidos pela Abrapa e pela Ampa nas principais regiões produtoras de algodão no estado.

17 de Junho de 2025

Neste mês de junho, mais de 200 profissionais foram certificados para atuarem nas Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBA) presentes no estado de Mato Grosso. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) realizaram cursos de capacitação para inspetores de Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) nas cidades de Rondonópolis, Primavera do Leste, Sapezal, Campo Verde, Campo Novo do Parecis e Sorriso.


O treinamento abordou as melhores práticas para a amostragem, identificação e embalagem do algodão, bem como os procedimentos para o envio das amostras para classificação e análise, tudo o que é necessário para garantir a rastreabilidade e o funcionamento do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


Foco nos requisitos técnicos e legais


Voltado para profissionais com experiência em usinas de beneficiamento de algodão, o objetivo foi abordar os requisitos técnicos e legais para garantir o bom funcionamento das algodoeiras. Nesse sentido, o curso tratou da Instrução Normativa nº 24, de 14 de julho de 2016, do Mapa, que define o regulamento técnico do algodão em pluma, o padrão oficial de classificação, os requisitos de identidade e qualidade, a amostragem, o modo de apresentação e a marcação ou rotulagem, nos aspectos referentes à classificação do produto.


De acordo com a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, o curso foi bastante abrangente e abordou desde o cuidado com o beneficiamento até o processo de rastreabilidade. Para ela, “o inspetor tem uma grande responsabilidade no processo que garante a rastreabilidade. Quando falamos sobre a Etiqueta SAI, por exemplo, estamos dividindo com ele o olhar do cliente, todas as suas expectativas e exigências em relação à qualidade do algodão brasileiro. Para quem trabalha nas unidades de beneficiamento, esse entendimento da relação entre os processos de qualidade e rastreabilidade é essencial. Por isso, é importante abordar temas relativos à etiqueta SAI, aos materiais utilizados, às dimensões dos fardos e à IN 24. Como o inspetor é quem responde pela veracidade do dado de origem, ele precisa aderir à cultura do processo, e é isso que nós transmitimos nos treinamentos.”


Para Edson Mizoguchi, Gestor de Qualidade da Abrapa, o papel dos inspetores de UBA é essencial para garantir a confiabilidade das informações referentes às amostras e aos fardos no Sistema Abrapa de Identificação (SAI) e no Standard Brasil HVI (SBRHVI). “O curso habilitou inspetores que serão responsáveis pela garantia da amostragem e análise corretas dos fardos de algodão nas UBAs e nos laboratórios, aumentando a credibilidade e a confiabilidade das análises.”


Beneficiamento do algodão em Mato Grosso


Esta é a primeira vez que Mato Grosso recebeu uma rodada do curso em seis municípios. O estado, que atualmente é o maior produtor de algodão do país, conta com inúmeras unidades de beneficiamento espalhadas pelos municípios que mais produzem algodão. Segundo o presidente da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Orcival Guimarães, a realização do treinamento de inspetores de UBA representa um passo importante para a credibilidade do mercado interno e internacional, na qualidade do algodão de Mato Grosso, atestada nos resultados das análises de HVI dos laboratórios mato-grossenses.


“Para um estado que ocupa a liderança na produção nacional de algodão, investir em capacitação como essa é estratégico. Ao formar inspetores preparados, as unidades produtoras e de beneficiamento reforçam seu compromisso com a excelência, a rastreabilidade e a competitividade no mercado nacional e internacional”, afirmou Orcival.


Certificação


Ao final do treinamento, todos os inspetores inscritos foram submetidos a uma avaliação para garantir a assimilação do conteúdo e poderem receber o certificado de conclusão. O curso foi supervisionado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e realizado pela Abrapa e Ampa em parceira com o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA).

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Abrapa reúne indústria têxtil sul-coreana em evento sobre o algodão brasileiro em Seul

Missão Ásia terminou nesta segunda (16) com a realização do seminário “Cotton Brazil Outlook”, que também contou com a participação do Governador do Mato Grosso, Mauro Mendes.

17 de Junho de 2025

Com saldo positivo, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) concluiu mais uma missão comercial na Ásia nesta segunda (16). Após uma semana de programação na China, a comitiva formada por produtores e exportadores brasileiros da Abrapa, da Associação Mato-Grossense de Produtores Algodão (Ampa) e da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), realizou em Seul, capital da Coreia do Sul, agendas de negócio e o seminário “Cotton Brazil Outlook”, voltado a promover o algodão brasileiro para as indústrias têxteis locais.


O evento foi realizado em parceria com a Spinners & Weavers Association of Korea (SWAK) e reuniu 40 industriais, entre os mais relevantes da Coreia. A SWAK é a principal entidade da indústria têxtil sul-coreana, representando cerca de 84% do consumo total de algodão do país e 95% do algodão importado pelo país asiático.


“O mercado coreano é bastante exigente e essa aproximação com os importadores é fundamental. Tanto que, nos dez meses do ano comercial 2024/25, já vendemos mais do que o volume registrado ao longo dos 12 meses de 2023/24”, ponderou o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella.


De agosto de 2024 a maio de 2025, o Brasil exportou 38,03 mil toneladas de algodão para o mercado sul-coreano – o que significa um aumento de 12,7% acima do realizado no ano comercial 2023/24 (33,73 mil toneladas). Além disso, de 2022/23 para 2023/24, houve um acréscimo de 18,4% nas vendas.


Esse cenário foi um dos itens abordados pelo diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, durante o seminário. Em sua apresentação, ele mostrou o status da safra atual de algodão no Brasil e os principais diferenciais da cotonicultura brasileira.


Já o presidente da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus, falou sobre o cenário da exportação de pluma brasileira. O consultor especializado no mercado têxtil global, Varun Vaid, da Wazir Advisors, abordou o cenário de demanda por têxteis e o papel do algodão na composição da matriz mundial.


Presença do Governo de Mato Grosso


O governador do estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, se uniu à Abrapa durante a Missão de promoção do algodão brasileiro, em Seul. O governador e sua comitiva oficial estiveram presentes no evento “Cotton Brazil Outlook”, e demonstrou satisfação com o trabalho que a Cotton Brazil está desenvolvendo no exterior. De acordo com o governador “o Cotton Brazil Outlook foi uma grande oportunidade para nós conectarmos a nossa capacidade produtiva do Brasil com o importante mercado asiático, e principalmente da Coréia do Sul. Este evento conseguiu unir os importantes players internacionais com os produtores brasileiros.”


A presença de Mauro Mendes durante a Missão foi essencial para representar Mato Grosso, que é o estado brasileiro que mais produz algodão, sendo peça importante nas exportações brasileiras de pluma. No ano comercial 2023/24, o estado respondeu por 63,4% dos embarques nacionais (1,69 milhão de toneladas de um total de 2,68 milhões de toneladas).


No ciclo atual (2024/25), que ainda tem um mês pela frente (julho), o percentual de participação de Mato Grosso aumentou para 63,6%. De acordo com dados de 10 de junho, 1,62 milhão de toneladas de algodão mato-grossense foram exportadas, num total nacional de 2,55 milhões de toneladas.


Além do governador do estado, a embaixadora do Brasil na Coreia do Sul, Márcia Donner Abreu, participou do evento realizado pela Abrapa e SWAK.


A Missão Ásia, que começou pela China e incluiu a cidade de Taipei (Taiwan) na agenda, é uma iniciativa do programa Cotton Brazil da Abrapa em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea). O objetivo é promover os potenciais do algodão brasileiro em escala internacional.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 13/06/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #23/2025

13 de Junho de 2025

Destaque da Semana - Ocorreu na China esta semana o principal evento anual do setor, o 2025 China International Cotton Conference. Este boletim traz um resumo das principais palestras e discussões do evento.


Algodão em NY - O contrato Jul/25 fechou nesta quinta 12/jun cotado a 65,14 U$c/lp (-0,3% vs. 05/jun). O contrato Dez/25 fechou em 67,47 U$c/lp (-0,8% vs. 05/jun).


Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 1.028 pts para embarque Jun/Jul-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 12/jun/25).


Altistas 1 - De acordo com o relatório do USDA (WASDE) de junho, a produção de algodão nos EUA em 2025/26 será de 14 milhões de fardos (3 milhões tons), abaixo do estimado em mai/25 (14,5 milhões de fardos) e do realizado em 2024/25 (14,4 milhões de fardos). É a segunda menor produção dos últimos 10 anos.


Altistas 2 - Os estoques finais nos EUA para 2025/26 estão projetados em 4,3 milhões de fardos (936 mil tons), uma redução acentuada em relação à estimativa de mai/25 (5,2 milhões de fardos).


Altistas 3 - A produção mundial foi estimada em 25,47 milhões tons (-178,5 mil tons em relação a mai/25). Com o consumo levemente menor, a projeção para os estoques finais caiu -344 mil tons, ficando em 16,7 milhões tons.


Baixistas 1 - Tensões EUA-China continuam altas. O novo acordo preliminar anunciado pelo presidente Trump (com 55% de tarifas sobre exportações chinesas e 10% no sentido inverso) foi recebido com ceticismo. O mercado acredita que os chineses não vão aceitar.


Baixistas 2 - O Banco Mundial reduziu sua previsão de crescimento global para 2,3% devido às tarifas e às incertezas. A projeção para os EUA caiu para 1,4%, para a Zona do Euro para 0,7%. No entanto, a China manteve-se com 4,5%, devido a estímulos internos.


Baixistas 3 - A demanda por algodão das fiações continuou muito fraca na última semana, impactada pelos feriados muçulmanos e pela incerteza em relação à economia e comércio mundial.


Atenção! Para receber mensalmente os dados de Oferta e Demanda do USDA no detalhe, participe do Canal do Cotton Brazil clicando aqui https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Missão Ásia 1 - Em missão à Ásia, delegação da Abrapa e Anea participou da 2025 China International Cotton Conference em Guangzhou (China) nesta semana. Durante o evento, foi promovido um coquetel Cotton Brazil, entre outras interações com clientes.


Missão Ásia 2 - Na plenária principal do evento, Marcelo Duarte, diretor da Abrapa e responsável pelo Cotton Brazil, fez uma palestra sobre avanços e principais diferenciais do algodão brasileiro.


Missão Ásia 3 - As percepções de mercado colhidas durante o evento foram via de regra baixistas, com pouco ânimo para negócios, margens ruins e cenário incerto.


Missão Ásia 4 - Os poucos negócios relatados foram com algodão do Brasil, que está muito em evidência no momento. Abaixo alguns pontos de destaque:


O clima entre os chineses é de muita insatisfação com os EUA. A apresentação do representante dos EUA no evento sequer foi aplaudida.


O ano de 2025/26 tende a ser de excesso de oferta no mercado global de algodão.


Mesmo com preços baixos, grandes produtores como Brasil, China e Austrália seguem incentivados a plantar, mantendo o volume elevado de produção.


Grandes safras na Austrália e Brasil (mais de 5 milhões tons juntos) devem limitar altas nos preços neste ciclo.


A China aumentou muito a produtividade e reduziu a necessidade de importar. Além disso, o país não emitiu cotas adicionais este ano ainda.


Neste ano, a safra na China está se desenvolvendo muito bem e pode ser maior que as 7 milhões tons do último ciclo.


Produtores dos EUA reclamam de altos custos e margens negativas. O ponto de equilíbrio seria acima de USc80/lp.


A safra dos EUA ainda está incerta, dependente do clima e furacões (ago/nov).


A demanda global continua incerta e fraca, impactada por tarifas, tensões geopolíticas e falta de confiança na cadeia de consumo.


A China seguirá como fator decisivo, tanto pela produção interna quanto pela política de importação. Um eventual acordo comercial com os EUA poderia estimular compras chinesas.


Sem acordos comerciais específicos com os EUA, a projeção do USDA de 12,5 milhões de fardos a serem exportados pelos americanos parece exagerada diante da concorrência da Austrália e do Brasil.


Podem ser necessários programas governamentais para apoiar o produtor dos EUA caso as exportações não se realizem como previsto.


O Brasil foi muito citado pelo enorme potencial de produção e crescimento contínuo da produção tanto em termos de quantidade quanto qualidade.


O crescimento da demanda global depende de reconquistar mercado perdido para fibras sintéticas, principalmente o poliéster.


O grande desafio do setor será encontrar um equilíbrio entre preços e rentabilidade ao longo da cadeia (do produtor ao varejo), garantindo viabilidade econômica sem perder competitividade.


Missão Ásia 5 - A comitiva visitou também o Haid Group, empresa especializada em alimentação animal. Em pauta, o investimento em uma planta de esmagamento de caroço de algodão no Brasil.


Missão Ásia 6 - A comitiva da Abrapa e da Anea foi acompanhada na China pelo adido agrícola brasileiro em Pequim, Leandro Feijó, que juntamente com o adido Jean Gouhie e equipe do MAPA, têm atuado em prol do setor na China.


Missão Ásia 7 - A agenda prossegue hoje em Taipei (Taiwan) e nesta segunda (16) em Seul (Coreia do Sul), com a realização do seminário Cotton Brazil Outlook, em parceria com a Spinners & Weavers Association of Korea (SWAK).


Missão Ásia 8 - A missão integra as ações do Cotton Brazil, programa da Abrapa em parceria com ApexBrasil e Anea para promover o algodão brasileiro em escala mundial.


Safra 2024/25 - No 9º levantamento da safra 2024/25 divulgado ontem (12), a Conab manteve a projeção de produção de 3,91 milhões tons (+5,7% acima da safra passada).


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 35,5 mil tons na primeira semana de junho. A média diária de embarque é 11,5% menor que no mesmo mês em 2024.


Colheita 2024/25 - Até ontem (12) foram colhidos no estado da BA (4,5%), GO (1,84%), MG (22%), MS (1,7%), PI (8,13%), PR (70%) e SP (63%). Total Brasil: 1,94%.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 05-06


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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