Destaque da Semana - Congresso aprova pacote subsídio emergencial imediato de US$ 1 bilhão aos cotonicultores americanos. Enquanto isso, o mercado global de algodão segue pressionado, com o Índice A (média de preços na Ásia) em torno de 73 U$c/lb, patamar mais baixo desde 2020.
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Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 18/dez cotado a 65,66 U$c/lp (-0,62% vs. 11/dez). O contrato Dez/26 fechou em 67,15 U$c/lp (-0,68% vs. 11/dez).
Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 682 pts para embarque Jan/Fev-26 (Middling 1-1/8"; 31-3-36), fonte Cotlook 18/dez/25.
Altistas 1 - Os preços domésticos na China (CC Index perto de 97 U$c/lb) seguem com prêmio relevante sobre o algodão importado, mesmo após quedas recentes no Índice A. Esse diferencial mantém o algodão estrangeiro competitivo para as fiações chinesas, especialmente em lotes de melhor qualidade.
Altistas 2 - As importações de algodão pela China em nov/25 deram um salto para 120 mil tons (35% sobre mês anterior e 11% sobre ano anterior), sendo o maior número mensal desde jan/2024.
Altistas 3 - A China também importou em nov/25 150 mil tons de fios de algodão, maior número mensal desde dez/24. A melhora simultânea nas compras de fio e de pluma indica uma recuperação gradual da atividade têxtil na China.
Altistas 4 - ABRAPA projeta produção brasileira em torno de 3,83 milhões tons em 2026, 10% abaixo da colheita de 2025.
Altistas 5 - Em vários mercados asiáticos de fio (como Vietnã e Índia), há sinais de leve melhora no ritmo de negócios, com alguns aumentos marginais de preços e pequenos ganhos de margem.
Altistas 6 - As fibras sintéticas perderam competitividade relativa na China: o preço do poliéster recuou para cerca de 41% do valor do algodão, menor relação desde out/23. Essa compressão limita o espaço para novas substituições de algodão por fibras químicas no curto prazo.
Baixistas 1 - Pacote de ajuda emergencial dos EUA destina cerca de US$ 1 bilhão ao algodão, o que equivale a algo próximo de 14-15 US$c/lb (US$ 5 por arroba de pluma) para o produtor americano – um colchão de renda que tende a sustentar área, manter oferta elevada e atuar como fator baixista para os preços no médio prazo.
Baixistas 2 - A posição dos fundos em NY continua fortemente vendida: especuladores ainda carregam mais de 61 mil contratos líquidos vendidos, mesmo após recompras recentes.
Baixistas 3 - A projeção de consumo mundial de algodão para 2025/26 foi reduzida novamente, para cerca de 25 milhões tons, com recuo concentrado em Índia, Turquia e Vietnã. O relatório da Cotlook destaca que a produção segue superior ao consumo, mantendo a tendência de estoques em alta.
Baixistas 4 - Apesar de não terem sido divulgados os dados até a última semana de nov/25 ainda, as vendas externas dos EUA seguem modestas: na semana encerrada em 27/nov, as vendas líquidas de upland somaram cerca de 136 mil fardos, 7-8% abaixo da semana anterior e bem abaixo da média de quatro semanas.
Baixistas 5 - Há um grande volume de algodão não vendido ou não fixado nas mãos de produtores e traders, o que tende a gerar forte pressão de venda acima de 66-67 U$c/lb (basis Mar/26). Esse “teto” de oferta limita o potencial de ralis mais longos em NY no curto prazo.
Baixistas 6 - A política tarifária entre EUA e China continua pesando sobre o sentimento do setor: a Cotlook destaca que, desde o início de 2025, o Índice A oscilou em faixa estreita, mas sob tendência de queda associada ao impasse nas negociações comerciais. Sem sinais claros de acordo ou de estímulos ao consumo, o risco é de que os preços permaneçam deprimidos por mais tempo.
Oferta - A Cotlook elevou sua estimativa para a produção global de algodão em 2025/26 para 26,016 milhões tons (+410 mil tons), com aumento puxado principalmente pela China, onde a produção foi revisada para cerca de 7,7 milhões tons.
Demanda - A Cotlook revisou sua estimativa de consumo global de algodão em 2025/26 para 25,046 milhões tons (-1,8% vs 2024/25). Diante da maior produção, os estoques globais poderão subir 970 mil tons até o mesmo período de 2026.
China - A produção 2025/26 foi revisada para cerca de 7,7 milhões tons, após confirmação de produtividade acima do esperado em Xinjiang. Colheita e beneficiamento estão praticamente concluídos.
EUA 1 - As vendas e embarques de algodão americano seguem em ritmo moderado, com pouco apetite adicional de compradores chave (Vietnã, China, Paquistão), o que mantém basis mais baixo e parte da safra ancorada no programa de empréstimo (loan) do governo.
EUA 2 - Farmer Bridge Assistance (FBA): anúncio de novo apoio pontual à safra 2025; estimativas do farmdoc indicam taxa de US$ 115/acre para o algodão, o que equivale a cerca de 14-15 US$c/lb (US$ 5 por arroba) para o produtor americano.
EUA 3 - Calendário de recebimento: segundo o USDA, os pagamentos do FBA serão calculados sobre as áreas de 2025 declaradas ao FSA até 19 de dezembro de 2025 e deverão ser depositados até 28 de fevereiro de 2026, injetando caixa relevante no pós-colheita da safra 2025
EUA 4 - Com as recentes quedas nos preços internacionais, o montante que o produtor americano recebe de subsídio do “Loan” subiu para cerca de 200 pts. Com esse subsídio maior, o produtor dos EUA tende a aceitar bids mais baixos no físico, dando espaço para os tradings reduzirem os prêmios pagos e aumentando a pressão de baixa sobre o basis do algodão americano nas exportações.
Vietnã - A projeção de consumo foi reduzida para 1,6 milhão tons em 2025/26, refletindo margens apertadas nas fiações e exportações de vestuário mais fracas que o desejado. O Vietnã segue empatado com o Paquistão como quinto maior comprador da safra brasileira 2025/26 até nov/25.
Bangladesh - O consumo projetado recuou levemente para 1,7 milhão tons em 2025/26, ainda um dos maiores da Ásia, mas abaixo de anos de pico. As fiações seguem comprando algodão “aos poucos”, mantendo estoques enxutos por conta da combinação de pedidos incertos de confecção, custo financeiro elevado e competição de fios importados mais baratos.
Índia - A estimativa de consumo caiu para 5,23 milhões tons em 2025/26, enquanto o país explora intensamente a janela de importação com tarifa reduzida (até 31/dez).
SIGA 1 - A Abrapa lançará o Sistema Integrado de Gestão do Algodão (SIGA) a partir de 15/jan, plataforma digital que centralizará o acesso a todos os programas do algodão brasileiro, desenvolvida em parceria com as associações estaduais.
SIGA 2 - O sistema marcará um novo passo na modernização da gestão, rastreabilidade e sustentabilidade da cotonicultura nacional. O acesso será feito por siga.abrapa.com.br com as mesmas credenciais existentes, mantendo também o link antigo durante a transição.
Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 214 mil tons no acumulado das duas primeiras semanas de dez/25. A média diária de embarque é 27,4% maior em relação a dez/24.
Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (18/12) foram beneficiados nos estados da BA (97%), GO (100%), MA (84%), MG (99%), MS (100%), MT (91%), PI (100%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 92,63%.
Plantio 2025/26 - Até o dia de ontem (18/12) foram semeados nos estados da BA (52%), GO (45%), MG (60%), MS (40%), MT (1%), PI (38,9%), PR (100%) e SP (65%). Total Brasil: 13,76%.
Preços - Consulte a tabela de cotações e diferenciais abaixo:
Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com