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Abrapa divulga primeiro relatório da safra 2025/2026 com plantio em ritmo acelerado e projeções positivas para exportações

Levantamento aponta redução de área na nova safra, recorde produtivo em 2024/25, avanço das exportações e crescimento dos estoques no Brasil

19 de Janeiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou o primeiro relatório da safra 2025/2026. O documento traz um panorama atualizado do plantio no País, do encerramento do beneficiamento da safra anterior, além das perspectivas para exportações, consumo doméstico, estoques e o cenário internacional do algodão.


Ainda segundo o boletim, a semeadura da nova safra já está em andamento e avança em ritmo consistente, especialmente nos estados produtores de algodão segunda safra, favorecida pela colheita mais rápida da soja em Mato Grosso.


Para a nova safra, a área plantada de algodão no País deverá apresentar redução de 5,5%, totalizando 2,052 milhões de hectares. O movimento reflete ajustes de produtores diante do cenário de mercado e custos de produção.


Exportações


As exportações brasileiras de algodão mantiveram desempenho expressivo. Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 452,5 mil toneladas, com receita de US$ 707,4 milhões. O volume embarcado foi recorde para o mês, 28,2% superior ao registrado em dezembro de 2024.


A China liderou como principal destino, respondendo por 32% do total exportado no mês. No acumulado de agosto a dezembro de 2025, o país asiático também ocupou a primeira posição, com 364,0 mil toneladas, equivalente a 26% do total embarcado. Para a safra 2025/26, a projeção das exportações é de 3,2 milhões de toneladas, alta de 13% em relação ao último ano comercial.


Consumo doméstico


O relatório aponta recuperação gradual do mercado interno. A produção têxtil acumulou crescimento de 6,8% entre janeiro e novembro de 2025, enquanto a produção de vestuário avançou 0,7% no mesmo período.


Estoques sobem no Brasil


Com a combinação de produção e exportações elevadas, os estoques finais de algodão no Brasil seguem em trajetória de alta. Para julho de 2026, os estoques são projetados em 835 mil toneladas, crescimento de 65% em relação à safra anterior.


Cenário internacional: produção global cresce e consumo segue estável


No cenário global, o relatório mensal do USDA, divulgado em 12 de janeiro de 2026, projeta produção mundial de 26,0 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 0,8% em relação à safra anterior.


Entre os principais produtores, destacam-se aumentos de oferta na China, no Brasil e na Índia, enquanto Austrália, Turquia e Estados Unidos devem registrar redução na produção. O consumo global foi estimado em 25,89 milhões de toneladas, mantendo-se praticamente estável.


Acesse o Relatório de Safra completo e veja todas as informações:


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Relatorio_safra_Abrapa.jan2026.vf_.pdf

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Cinco dúvidas frequentes sobre o Programa ABR

O programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) pretende aumentar o número de fazendas certificadas em 2026, e seu período de adesões está aberto até março

16 de Janeiro de 2026

Você sabia que o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) é o padrão nacional de certificação socioambiental da cotonicultura brasileira?


A cada nova safra, cresce o número de produtores interessados em aderir ao protocolo. E com isso, também surgem muitas dúvidas. O processo é complexo? Vale a pena investir? Muitas mudanças são necessárias na fazenda??


Preparamos esta publicação para responder as principais perguntas sobre o assunto!


O que exatamente é o Programa ABR?


O ABR é uma certificação de boas práticas na cadeia da cotonicultura, criada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com associações estaduais filiadas.


A adesão ao Programa Algodão Brasileiro Responsável atesta que a unidade produtiva promove uma gestão responsável do ponto de vista ambiental, social e de governança, garantindo:




  • conformidade com a legislação trabalhista e ambiental;

  • segurança e bem-estar dos trabalhadores;

  • manejo responsável do solo e da água;

  • gestão eficiente da propriedade.


Ao ser certificado, o produtor passa a ser reconhecido no Brasil e no exterior pela sustentabilidade e rastreabilidade ao longo da produção da sua pluma.


A certificação ABR é cara?


Não! A adesão ao ABR é um investimento acessível e proporcional ao tamanho e estrutura da fazenda. Boa parte dos requisitos exigidos pela certificação já faz parte da gestão dos produtores que cultivam com responsabilidade, como:




  • documentação legal em dia;

  • cumprimento de normas trabalhistas;

  • manutenção de áreas de preservação;

  • uso racional de insumos;

  • treinamentos de segurança.


Como ser parte do Programa ABR?


Quatro etapas complementares devem ser trilhadas pelas unidades produtivas que desejam obter a certificação ABR:




  1. Adesão
    As associações estaduais filiadas à Abrapa orientam e acompanham todo o processo de adesão dos produtores. O corpo técnico oferece treinamentos e suporte para a formalização da participação no Programa ABR.



  1. Diagnóstico
    As associações aplicam o checklistprévio do Programa ABR para avaliar a conformidade da fazenda. Caso sejam identificados ajustes necessários, é elaborado um plano de correção com metas específicas a serem cumpridas.

  2. Auditoria independente
    As unidades produtivas passam por auditoria realizada por uma equipe independente, que verifica o cumprimento dos requisitos do protocolo e a veracidade das informações prestadas.

  3. Certificação e licenciamento
    Com o laudo positivo dos auditores, a fazenda recebe a certificação ABR. Além disso, ao atender requisitos adicionais, pode se qualificar para o licenciamento Better Cotton (BCI), ampliando o reconhecimento internacional da produção.


É difícil se adequar às exigências do ABR?


O Programa Algodão Brasileiro Responsável foi estruturado levando em consideração a realidade da cotonicultura brasileira, respeitando as especificidades e características das diferentes regiões do Brasil.


A melhoria contínua é a base da certificação e incentiva a evolução das boas práticas ambientais, sociais e de governança das fazendas a cada nova safra, com apoio das associações estaduais.


Proibição de trabalho infantil, análogo à escravidão, indigno ou degradante na propriedade rural, assim como a liberdade de associação sindical e a proibição de discriminação de pessoas, são itens de cumprimento obrigatório.


Confira o grau de conformidade necessário nos demais critérios (contrato de trabalho; segurança, saúde ocupacional e meio ambiente do trabalho; desempenho ambiental; boas práticas agrícolas):




  • 85% na 1ª safra;

  • 87% na 2ª safra;

  • 89% na 3ª safra;

  • 90% na 4ª safra.


Como obter o licenciamento Better Cotton?


Desde 2013, o Programa ABR atua em benchmarking com a Better Cotton (BCI), que gere o maior programa global de sustentabilidade do algodão. A parceria permite que os produtores certificados pelo ABR recebam o licenciamento BCI.


Ele é o protocolo internacional mais relevante para atestar boas práticas adotadas na produção da pluma. Para obtê-lo, as fazendas devem cumprir critérios sociais e ambientais adicionais durante o processo de auditoria.


Ficou interessado em conquistar o selo ABR?


Procure a associação do seu estado e inicie o processo de adesão da sua fazenda!


Quem planta algodão com responsabilidade, colhe mais oportunidades.

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Movimento Sou de Algodão mira 1 milhão de peças rastreadas ‘da semente ao guarda-roupa’ em 2026

Iniciativa da Abrapa mantém a plataforma SouABR, com o objetivo de atestar que a cadeia da matéria-prima esteja alinhada às boas práticas ESG

16 de Janeiro de 2026

O movimento Sou de Algodão, criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), quer impulsionar ainda mais o uso do algodão rastreável “da semente ao guarda-roupa”, no País. A iniciativa, que completa 10 anos de engajamento pelo uso do algodão brasileiro, pretende chegar ao rastreio de 1 milhão de peças feitas com a fibra até o final de 2026.






Para isso, o movimento vai ampliar a participação de empresas do setor à plataforma SouABR, que disponibiliza dados de rastreamento do Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e atesta que a cadeia da matéria-prima está alinhada às boas práticas ESG. A adesão, voluntária, terá taxa de anuidade (entenda abaixo).

A meta é que, no segundo semestre de 2026, as companhias desse mercado façam adesão ao sistema e disponibilizem na plataforma os dados que envolvem a cadeia algodoeira de suas peças produzidas de ponta a ponta. A iniciativa quer dar conta da robustez da fibra no Brasil, o terceiro maior produtor de algodão do mundo.





O sistema, existente desde 2021, funcionava até então como um projeto experimental, com um número de empresas reduzido. Ao todo, 19 marcas e indústrias têxteis parceiras participaram da fase piloto e contabilizaram, juntas, pouco mais de 640 mil peças rastreadas, com dados acessíveis para o consumidor final.


(No projeto inicial), nosso convite foi para (algumas empresas da) cadeia têxtil trabalharem conosco para falar sobre os atributos dessa matéria-prima, que tem sustentabilidade e rastreabilidade no Brasil, mas que são pontos completamente desconhecidos pelo consumidor final”, explica a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, que é gestora do movimento Sou de Algodão.


A nova fase é de um programa consolidado, ressalta a diretora. “Em 2026, pretendemos receber todas aquelas empresas da cadeia têxtil brasileira que tiverem interesse em rastrear as suas peças e trazer a transparência completa para o consumidor final.”









Ela ressalta que, por exemplo, o País se tornou o maior fornecedor de algodão com licenciamento BetterCotton, uma das maiores iniciativas globais de sustentabilidade para a produção de algodão.


“O Brasil acabou se tornando um grande player (frente aos pares internacionais)”, diz a gestora. “Na última temporada, mais de 40% de tudo que comercializado no mundo com licenciamento BetterCotton vem de fazendas brasileiras. (Além disso), em torno de 81% da safra 24/25 é algodão produzido com certificação socioambiental do programa ABR.”




Como funciona o SouABR



O SouABR funciona como um mapeamento socioambiental da origem do algodão e permite ao consumidor final o acesso a dados de rastreabilidade total de peças confeccionadas com a fibra, com a chancela da Abrapa. Os produtos precisam ter o mínimo de 50% de algodão em sua composição para participar do programa.


As informações podem ser acessadas por meio de um QR Code presente nas peças, que exibirão dados de todos os elos da produção, desde as fazendas produtoras até a varejista do ponto final de venda. A checagem se dá na integração das informações com a base de dados da Abrapa.


“Em cada etapa, vamos amarrando as informações. Se em algum momento alguma informação não bate, o lote não se consolida, e aí essas peças não terão a rastreabilidade confirmada”, explica Ferraresi.


O processo utiliza tecnologia blockchain para impedir que sejam feitas alterações nas informações e para garantir autenticidade e integridade dos dados. O consumidor consegue visualizar informações detalhadas como: contato do produtor do algodão, nota fiscal de venda da fiação, número de lote das peças finais, histórico e fotografia das empresas, entre outros.


Mesmo com as condições de sustentabilidade atendidas pelas empresas, o processo de tecnologia e validação é mais complexa devido às dimensões da cadeia. Há coleções que chegam a envolver 17 fazendas e 21 produtores apenas em uma calça jeans, como o caso da C&A, por exemplo, cita a gestora.


“Nós enfrentamos muitos desafios porque esse é um programa completamente novo no Brasil. Rastrear produtos têxteis é muito diferente de rastrear alimentos, por exemplo, que tem uma cadeia muito mais curta. Mas estamos felizes com os resultados.”



Adesão ao rastreamento


O lançamento da nova “Política de Adesão do programa SouABR" foi feito no final do ano passado, em São Paulo (SP), durante o Congresso Internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Nela, foram estabelecidos critérios, responsabilidades e benefícios para as empresas participarem da cadeia rastreável.






Um desses pontos indica que, agora, as novas empresas participantes passarão a pagar para integrar a rede. Até então, a participação na plataforma, na versão piloto, era gratuita.

A taxa de adesão varia entre pouco mais de R$ 1,8 mil para microempreendedores individuais (MEIs) a R$ 7,5 mil para empresas de grande porte. Para as varejistas, a anuidade do SouABR será de a partir de R$ 77 mil por até 50 mil peças rastreadas.



Ferraresi diz que a medida tem o objetivo de garantir a manutenção do site, com equipe que mantenha os dados ativos e disponíveis. “Como trabalhamos com blockchain, há um processo de registro, manutenção e arquivamento dos dados e também de acompanhamento da atuação das empresas na plataforma, e isso demanda equipe técnica.”


O Sou de Algodão não estipulou uma meta para o número de empresas esperado para adesão à nova fase do SouABR, mas diz que o objetivo maior é chegar ao primeiro 1 milhão de peças rastreadas, se possível, em 2026.


“O sucesso do programa (para alcançar a meta) não depende só do nosso esforço, mas de o quanto a nossa indústria está preparada para um processo de rastreabilidade de ponta a ponta, tendo condições de trabalhar com esses dados - com qualidade e idoneidade. Então é um processo no qual a empresa precisa se adaptar.”



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Relatório Mensal de Estatística – Janeiro de 2026 

Brasil bate recorde de exportação em dezembro, enquanto a China aumenta a produção da pluma.

15 de Janeiro de 2026

Na última quinta-feira, 15/01, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou o primeiro relatório de estatística do Cotton Brazil em 2026. Além divulgar que em dezembro de 2025 o Brasil bateu o recorde mensal em exportação de algodão, o documento mostrou o aumento no volume de produção da China e da Índia.  


Veja alguns dos principais destaques da publicação: 


Exportações – o Brasil fechou 2025 com um total de 3,02 milhões de toneladas de algodão exportadas. Somente em dezembro de 2025 o Brasil exportou 452 mil toneladas, o maior volume mensal já registrado. 


Produção global - A produção global está estimada em 26,0 milhões de toneladas, uma alta de 0,8%, em comparação a 2024/2025.  


Projeções de alta - Dentre os maiores produtores mundiais, é projetada alta na oferta chinesa (+545 mil ton), brasileira, (+381 mil toneladas) e indiana (+66 mil toneladas).  


Equilibrando a balança – Enquanto a China aumenta a oferta de algodão no mundo, fator que pode pressionar o preço da pluma no mercado internacional, o volume é reduzido em grandes produtores como Austrália (-239 mil toneladas), Turquia (-207 mil toneladas) e Estados Unidos (-108 mil toneladas). 


Demanda pela pluma – O consumo global de algodão tende a se manter estável em comparação com a safra passada, e foi projetado em 25,89 milhões de toneladas. 


Reservas de algodão - O USDA estima que em 2025/2026 os estoques mundiais serão de 16,22 milhões de toneladas, uma alta de 0,9% no comparativo com o fechamento da safra 2024/25.  


Acesse o relatório completo:  


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Relatorio_Mensal_De_Estatistica_Janeiro_26.pdf 

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Exportações de algodão batem recorde histórico e sustentam mercado brasileiro

Escrito por Celso Ferreira Nery

14 de Janeiro de 2026

Enquanto o mercado interno de algodão em pluma segue marcado por baixa liquidez, o ritmo das exportações brasileiras permanece intenso e em níveis históricos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que o Brasil embarcou 452,49 mil toneladas de algodão em dezembro de 2025, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.


No acumulado de 2025, o desempenho externo também foi recorde. As vendas internacionais somaram 3,026 milhões de toneladas, volume 9,1% superior ao de 2024, que até então detinha o maior resultado da história. O avanço consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra, impulsionado pela competitividade do produto nacional no mercado internacional.


Apesar do forte desempenho nas exportações, o mercado doméstico apresenta recuperação lenta. Pesquisadores do Cepea explicam que os negócios internos têm sido retomados gradualmente, em um ambiente ainda cauteloso por parte dos compradores. A recente queda da taxa de câmbio reduziu a paridade de exportação, o que, na prática, diminuiu o interesse comprador no mercado interno.


Esse cenário reforça um contraste importante no setor: enquanto os contratos externos seguem garantindo escoamento e sustentação à cadeia produtiva, as negociações domésticas avançam em ritmo mais moderado, aguardando sinais mais claros de demanda e ajustes nos preços.

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Mato Grosso sedia encontro sobre tecnologia para o algodoeiro

Evento técnico será realizado pelo Grupo de Experimentação Agrícola (GEA) da ESALQ/USP e conta com o apoio da Abrapa

14 de Janeiro de 2026

Na próxima sexta-feira, 16/01, o Grupo de Experimentação Agrícola (GEA), do Departamento de Produção Vegetal da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP), realizará o encontro “Desafios e tecnologias para altas produtividades do algodoeiro”. A iniciativa, que tem o apoio institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e outras entidades do setor, será sediado pelo Sindicato Rural do município de Primavera do Leste (MT), e começará a partir das 7h30.


O evento faz parte da 15ª Expedição Cerrado, a maior viagem técnica organizada por estudantes de Engenharia Agronômica do Brasil, e une a vanguarda da inovação tecnológica no campo para tratar de aspectos agronômicos, oportunidades de mercado e custos de produção, com foco na realidade do Mato Grosso. O fomento a responsabilidade social também faz parte da programação, já que o encontro irá recolher doações de alimentos para beneficiar comunidades da região.


Com três palestras técnicas, o conteúdo será focado nos principais desafios e soluções para o manejo do algodoeiro, abordando desde o aprimoramento genético e biotecnologia até as práticas de cultivo sustentável que garantiram ao Brasil o posto de maior exportador global de algodão no último ciclo.


Inovação e Liderança no Campo


Mato Grosso é responsável por cerca de 70% da produção nacional. Por isso, a escolha do município de Primavera do Leste para o evento reforça a importância estratégica da região. "O algodão brasileiro é referência mundial em rastreabilidade e sustentabilidade. Eventos como este são vitais para manter o padrão da pluma brasileira, permitindo que produtores e pesquisadores tenham acesso direto ao que há de mais moderno em tecnologia para a cultura”, afirma o Diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.


A programação destaca as novas tecnologias para o controle de pragas e doenças, além estratégias para reduzir custos e elevar a produtividade por hectare.


Inscrições


Como se trata de um evento beneficente, a entrada será feita mediante a doação de alimentos não perecíveis no dia da programação ou o pagamento de R$ 15, valor que será revertido na compra de alimentos para doação.


Para participar do evento as inscrições devem ser feitas até o dia 15 de janeiro através do formulário disponível no link: https://forms.gle/G96QeAaTnUnYpn4H9

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Abrapa anuncia início da adesão ao Programa ABR para a safra 2025/2026 

Associação convoca produtores do algodão para reforçar a agenda socioambiental do algodão brasileiro 

12 de Janeiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) anunciou a abertura oficial da temporada de inscrições das fazendas produtoras da pluma para participação no Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Na safra 2024/2025 o ABR cobriu mais de 80% da produção nacional de algodão, se reafirmando como um dos principais pilares da sustentabilidade da cotonicultura brasileira. 


A safra 2025/2026 marca mais uma oportunidade para ampliar a adesão ao programa e fortalecer a responsabilidade socioambiental do algodão brasileiro. Atualmente, o ABR representa o compromisso do setor com boas práticas ambientais e respeito às pessoas, premissas que têm elevado o padrão da cotonicultura nacional. O programa trabalha em benchmark com o Better Cotton Initiative (BCI), organização internacional sem fins lucrativos que licencia o algodão produzido de acordo com as melhores práticas socioambientais. 


Enaltecendo a cotonicultura responsável  


Criado para certificar as propriedades que produzem adotando condutas de sustentabilidade, o ABR estabelece os requisitos auditáveis que incluem gestão correta de recursos naturais, condições de trabalho adequadas, conformidade legal e implementação de práticas de melhoria contínua. O programa é conduzido pela Abrapa em parceria com as associações estaduais, que orienta os produtores em todas as etapas do processo. 


De acordo com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o programa se tornou um diferencial competitivo para os produtores brasileiros tanto no mercado internacional quanto no nacional. “O mundo quer saber como nosso algodão é produzido. Com o ABR, mostramos que o Brasil está preparado para liderar a oferta de uma fibra responsável, segura e alinhada aos padrões de sustentabilidade”, explicou o presidente. 


A Abrapa recomenda que produtores interessados procurem suas associações estaduais para iniciar o processo de adesão para a próxima safra. A expectativa da entidade é expandir ainda mais a cobertura do programa, consolidando o algodão brasileiro como uma referência global em responsabilidade socioambiental. 

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Abrapa divulga Relatório de Qualidade da Safra com avanços consistentes nos principais indicadores do algodão

Relatório de dezembro aponta evolução nos indicadores de resistência, comprimento, uniformidade e cor da fibra brasileira

12 de Janeiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou o Relatório de Qualidade da Safra 2024/2025 referente às análises realizadas em dezembro. O documento aponta uma evolução consistente nos principais parâmetros físicos e tecnológicos da fibra brasileira, o que tende a reforçar sua competitividade no mercado.


Os dados indicam que 72,04% das amostras apresentaram micronaire entre 3,7 e 4,2, faixa considerada ideal. Segundo o pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. João Paulo Saraiva, esse comportamento sinaliza uma fibra com características mais equilibradas.


“Esse resultado pode ser um indicativo de um algodão com bom conteúdo de celulose, o que tende a favorecer o desempenho da fibra no processo industrial”, afirma.


O relatório também destaca a melhora expressiva nos indicadores de resistência, comprimento e uniformidade. A safra apresentou 96,44% das amostras com resistência igual ou superior a 27,9 gf/tex, 78,25% com comprimento mínimo de 1,14 polegada (29 mm) e 94,08% com índice de uniformidade acima de 80%. Além disso, 78,73% das amostras registraram índice de fibras curtas inferior a 10%, indicando fibras mais longas e estáveis.


“Esses números indicam que a safra produziu fardos com qualidade intrínseca extremamente favorável ao mercado consumidor, e o mais importante é que essa participação vem crescendo de forma consistente desde a safra 2020/2021”, ressalta o gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima.


Em relação à cor, o relatório também apresentou desempenho positivo, com elevado grau de reflectância e baixos índices de amarelecimento. Do total de amostras analisadas, 86,15% registraram Rd igual ou superior a 75,0 e 79,6% apresentaram índice de amarelo inferior a 9,0. O tipo predominante foi o 31, que representou 42,7% da safra, enquanto 72,2% das amostras foram classificadas como tipos 11, 21 e 31.


Para Deninson Lima, “Este relatório mostra que a safra 2024/2025 pode ser considerada de excelente qualidade, o que pode auxiliar no consumo do algodão pelas fiações. É um avanço em relação aos períodos anteriores, embora ainda haja espaço para melhorias nos próximos anos”, concluiu.


Acesse o relatório completo no link:
https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Relatorio-de-Qualidade-Safra-24-25-31.12.pdf

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Após recorde na exportação de algodão, setor mostra otimismo com embarques em 2026

Associação projeta demanda firme em meio a cenário de preços mais baixos

08 de Janeiro de 2026

Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)




Líder no comércio global de algodão desde 2024, o Brasil consolidou sua participação como principal fornecedor da pluma no ano passado. As exportações atingiram o recorde de 3,03 milhões de toneladas, um crescimento de 9% sobre 2024.






Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), afirmou que o Brasil aumentou o volume de exportação mesmo em um cenário econômico desfavorável. Por ser considerado um item de segunda necessidade, o consumo de algodão no mundo tende a perder força em momentos de juros e inflação mais elevados.


“Não vemos a demanda crescer mundialmente, mas o que está acontecendo é que o Brasil está ganhando mercado em cima de outros países, seja porque eles deixaram de produzir ou por estarem carregando estoques”, disse Wajs. O dirigente também atribuiu o desempenho das vendas do Brasil ao trabalho de promoção no exterior desenvolvido por entidades setoriais.





“O algodão do Brasil é muito competitivo, tem boa qualidade e bom custo benefício. Num momento de dificuldade da economia, é um produto com essas características que ganha espaço nas fábricas mundo afora. O Brasil também passou a exportar algodão o ano inteiro, o que dá segurança de abastecimento aos compradores”, acrescentou.







Apesar do recorde no volume embarcado, as receitas com as exportações de algodão caíram 3,9% no ano, para US$ 4,9 bilhões. Essa queda refletiu principalmente o recuo dos preços do algodão na bolsa de Nova York, que acumularam baixa de 8%.







No ano passado, a China manteve-se como principal comprador do algodão brasileiro, com 512,4 mil toneladas. Na sequência apareceram Bangladesh (497,62 mil toneladas) e Paquistão (487,69 mil toneladas).







A Anea também destacou o comércio com a Índia, principal importador de algodão do mundo. As vendas brasileiras para aquele país cresceram 149% em 2025, com o envio de 251,3 mil toneladas, devido à isenção de tarifas implementadas pelos indianos.







“As taxas de exportação à Índia já estão em vigor novamente. Ainda assim, tivemos uma vitória neste ano [2025], pois esse é um mercado muito promissor. Nossa intenção é negociar com eles para conseguir alguma cota ou tarifa reduzida”, disse Wajs.







O presidente da Anea previu mais um ano de bom desempenho nas exportações. Segundo ele, a projeção da entidade está em linha com a divulgada recentemente pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O órgão americano previu que o Brasil embarcará 3,16 milhões de toneladas da pluma em 2026.







“A safra recorde do ano passado ainda está sendo beneficiada. Mesmo com a previsão de menor colheita na nova temporada [2025/26], temos um grande estoque de passagem e um excelente custo benefício para as fiações lá fora, que devem nos permitir fazer bons volumes de exportação nesses primeiros sete meses do ano”, ressaltou.






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Anea ressalta eficiência em logística e promoção no recorde de exportações do algodão brasileiro, em 2025

08 de Janeiro de 2026

O desempenho das exportações brasileiras de algodão em dezembro de 2025 impressionou até mesmo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados no último dia 06, o país embarcou 452,5 mil toneladas de pluma, volume que veio acompanhado de uma receita de US$ 707,4 milhões no mês. Trata-se de um recorde histórico, que, segundo a Anea, superou em mais de 28% o volume exportado em dezembro de 2024 e confirmou a retomada consistente observada ao longo do segundo semestre. O Brasil se mantém como o maior exportador mundial de algodão.


“Foi um resultado altamente positivo, com maior volume mensal da história, coroando uma retomada impressionante após um início de temporada mais lento, e ainda temos muito trabalho pela frente para escoar uma safra que também foi recorde”, explica o presidente da associação, Dawid Wajs, que credita parte do sucesso ao trabalho de promoção do algodão brasileiro no mundo, através do programa Cotton Brasil, que reúne Anea, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e ApexBrasil. Além disso, Wajs ressalta a participação de mais portos na logística brasileira, que segue ainda concentrada no Porto de Santos. “Mais do que dobramos os volumes embarcados pelo Porto de Salvador, reforçando a importância de uma logística mais equilibrada e resiliente para o setor”, destaca Wajs.


No acumulado de 2025, o Brasil exportou 3,03 milhões de toneladas de pluma, crescimento de 9% em volume na comparação anual. Mesmo em um cenário de preços internacionais pressionados, a receita total alcançou US$ 4,93 bilhões, mantendo o algodão entre os principais produtos da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

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