Voltar

Relatório Mensal de Estatística – Janeiro de 2026 

Brasil bate recorde de exportação em dezembro, enquanto a China aumenta a produção da pluma.

15 de Janeiro de 2026

Na última quinta-feira, 15/01, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou o primeiro relatório de estatística do Cotton Brazil em 2026. Além divulgar que em dezembro de 2025 o Brasil bateu o recorde mensal em exportação de algodão, o documento mostrou o aumento no volume de produção da China e da Índia.  


Veja alguns dos principais destaques da publicação: 


Exportações – o Brasil fechou 2025 com um total de 3,02 milhões de toneladas de algodão exportadas. Somente em dezembro de 2025 o Brasil exportou 452 mil toneladas, o maior volume mensal já registrado. 


Produção global - A produção global está estimada em 26,0 milhões de toneladas, uma alta de 0,8%, em comparação a 2024/2025.  


Projeções de alta - Dentre os maiores produtores mundiais, é projetada alta na oferta chinesa (+545 mil ton), brasileira, (+381 mil toneladas) e indiana (+66 mil toneladas).  


Equilibrando a balança – Enquanto a China aumenta a oferta de algodão no mundo, fator que pode pressionar o preço da pluma no mercado internacional, o volume é reduzido em grandes produtores como Austrália (-239 mil toneladas), Turquia (-207 mil toneladas) e Estados Unidos (-108 mil toneladas). 


Demanda pela pluma – O consumo global de algodão tende a se manter estável em comparação com a safra passada, e foi projetado em 25,89 milhões de toneladas. 


Reservas de algodão - O USDA estima que em 2025/2026 os estoques mundiais serão de 16,22 milhões de toneladas, uma alta de 0,9% no comparativo com o fechamento da safra 2024/25.  


Acesse o relatório completo:  


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Relatorio_Mensal_De_Estatistica_Janeiro_26.pdf 

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Exportações de algodão batem recorde histórico e sustentam mercado brasileiro

Escrito por Celso Ferreira Nery

14 de Janeiro de 2026

Enquanto o mercado interno de algodão em pluma segue marcado por baixa liquidez, o ritmo das exportações brasileiras permanece intenso e em níveis históricos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que o Brasil embarcou 452,49 mil toneladas de algodão em dezembro de 2025, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.


No acumulado de 2025, o desempenho externo também foi recorde. As vendas internacionais somaram 3,026 milhões de toneladas, volume 9,1% superior ao de 2024, que até então detinha o maior resultado da história. O avanço consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra, impulsionado pela competitividade do produto nacional no mercado internacional.


Apesar do forte desempenho nas exportações, o mercado doméstico apresenta recuperação lenta. Pesquisadores do Cepea explicam que os negócios internos têm sido retomados gradualmente, em um ambiente ainda cauteloso por parte dos compradores. A recente queda da taxa de câmbio reduziu a paridade de exportação, o que, na prática, diminuiu o interesse comprador no mercado interno.


Esse cenário reforça um contraste importante no setor: enquanto os contratos externos seguem garantindo escoamento e sustentação à cadeia produtiva, as negociações domésticas avançam em ritmo mais moderado, aguardando sinais mais claros de demanda e ajustes nos preços.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Mato Grosso sedia encontro sobre tecnologia para o algodoeiro

Evento técnico será realizado pelo Grupo de Experimentação Agrícola (GEA) da ESALQ/USP e conta com o apoio da Abrapa

14 de Janeiro de 2026

Na próxima sexta-feira, 16/01, o Grupo de Experimentação Agrícola (GEA), do Departamento de Produção Vegetal da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP), realizará o encontro “Desafios e tecnologias para altas produtividades do algodoeiro”. A iniciativa, que tem o apoio institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e outras entidades do setor, será sediado pelo Sindicato Rural do município de Primavera do Leste (MT), e começará a partir das 7h30.


O evento faz parte da 15ª Expedição Cerrado, a maior viagem técnica organizada por estudantes de Engenharia Agronômica do Brasil, e une a vanguarda da inovação tecnológica no campo para tratar de aspectos agronômicos, oportunidades de mercado e custos de produção, com foco na realidade do Mato Grosso. O fomento a responsabilidade social também faz parte da programação, já que o encontro irá recolher doações de alimentos para beneficiar comunidades da região.


Com três palestras técnicas, o conteúdo será focado nos principais desafios e soluções para o manejo do algodoeiro, abordando desde o aprimoramento genético e biotecnologia até as práticas de cultivo sustentável que garantiram ao Brasil o posto de maior exportador global de algodão no último ciclo.


Inovação e Liderança no Campo


Mato Grosso é responsável por cerca de 70% da produção nacional. Por isso, a escolha do município de Primavera do Leste para o evento reforça a importância estratégica da região. "O algodão brasileiro é referência mundial em rastreabilidade e sustentabilidade. Eventos como este são vitais para manter o padrão da pluma brasileira, permitindo que produtores e pesquisadores tenham acesso direto ao que há de mais moderno em tecnologia para a cultura”, afirma o Diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.


A programação destaca as novas tecnologias para o controle de pragas e doenças, além estratégias para reduzir custos e elevar a produtividade por hectare.


Inscrições


Como se trata de um evento beneficente, a entrada será feita mediante a doação de alimentos não perecíveis no dia da programação ou o pagamento de R$ 15, valor que será revertido na compra de alimentos para doação.


Para participar do evento as inscrições devem ser feitas até o dia 15 de janeiro através do formulário disponível no link: https://forms.gle/G96QeAaTnUnYpn4H9

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa anuncia início da adesão ao Programa ABR para a safra 2025/2026 

Associação convoca produtores do algodão para reforçar a agenda socioambiental do algodão brasileiro 

12 de Janeiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) anunciou a abertura oficial da temporada de inscrições das fazendas produtoras da pluma para participação no Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Na safra 2024/2025 o ABR cobriu mais de 80% da produção nacional de algodão, se reafirmando como um dos principais pilares da sustentabilidade da cotonicultura brasileira. 


A safra 2025/2026 marca mais uma oportunidade para ampliar a adesão ao programa e fortalecer a responsabilidade socioambiental do algodão brasileiro. Atualmente, o ABR representa o compromisso do setor com boas práticas ambientais e respeito às pessoas, premissas que têm elevado o padrão da cotonicultura nacional. O programa trabalha em benchmark com o Better Cotton Initiative (BCI), organização internacional sem fins lucrativos que licencia o algodão produzido de acordo com as melhores práticas socioambientais. 


Enaltecendo a cotonicultura responsável  


Criado para certificar as propriedades que produzem adotando condutas de sustentabilidade, o ABR estabelece os requisitos auditáveis que incluem gestão correta de recursos naturais, condições de trabalho adequadas, conformidade legal e implementação de práticas de melhoria contínua. O programa é conduzido pela Abrapa em parceria com as associações estaduais, que orienta os produtores em todas as etapas do processo. 


De acordo com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o programa se tornou um diferencial competitivo para os produtores brasileiros tanto no mercado internacional quanto no nacional. “O mundo quer saber como nosso algodão é produzido. Com o ABR, mostramos que o Brasil está preparado para liderar a oferta de uma fibra responsável, segura e alinhada aos padrões de sustentabilidade”, explicou o presidente. 


A Abrapa recomenda que produtores interessados procurem suas associações estaduais para iniciar o processo de adesão para a próxima safra. A expectativa da entidade é expandir ainda mais a cobertura do programa, consolidando o algodão brasileiro como uma referência global em responsabilidade socioambiental. 

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa divulga Relatório de Qualidade da Safra com avanços consistentes nos principais indicadores do algodão

Relatório de dezembro aponta evolução nos indicadores de resistência, comprimento, uniformidade e cor da fibra brasileira

12 de Janeiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou o Relatório de Qualidade da Safra 2024/2025 referente às análises realizadas em dezembro. O documento aponta uma evolução consistente nos principais parâmetros físicos e tecnológicos da fibra brasileira, o que tende a reforçar sua competitividade no mercado.


Os dados indicam que 72,04% das amostras apresentaram micronaire entre 3,7 e 4,2, faixa considerada ideal. Segundo o pesquisador da Embrapa Algodão, Dr. João Paulo Saraiva, esse comportamento sinaliza uma fibra com características mais equilibradas.


“Esse resultado pode ser um indicativo de um algodão com bom conteúdo de celulose, o que tende a favorecer o desempenho da fibra no processo industrial”, afirma.


O relatório também destaca a melhora expressiva nos indicadores de resistência, comprimento e uniformidade. A safra apresentou 96,44% das amostras com resistência igual ou superior a 27,9 gf/tex, 78,25% com comprimento mínimo de 1,14 polegada (29 mm) e 94,08% com índice de uniformidade acima de 80%. Além disso, 78,73% das amostras registraram índice de fibras curtas inferior a 10%, indicando fibras mais longas e estáveis.


“Esses números indicam que a safra produziu fardos com qualidade intrínseca extremamente favorável ao mercado consumidor, e o mais importante é que essa participação vem crescendo de forma consistente desde a safra 2020/2021”, ressalta o gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima.


Em relação à cor, o relatório também apresentou desempenho positivo, com elevado grau de reflectância e baixos índices de amarelecimento. Do total de amostras analisadas, 86,15% registraram Rd igual ou superior a 75,0 e 79,6% apresentaram índice de amarelo inferior a 9,0. O tipo predominante foi o 31, que representou 42,7% da safra, enquanto 72,2% das amostras foram classificadas como tipos 11, 21 e 31.


Para Deninson Lima, “Este relatório mostra que a safra 2024/2025 pode ser considerada de excelente qualidade, o que pode auxiliar no consumo do algodão pelas fiações. É um avanço em relação aos períodos anteriores, embora ainda haja espaço para melhorias nos próximos anos”, concluiu.


Acesse o relatório completo no link:
https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Relatorio-de-Qualidade-Safra-24-25-31.12.pdf

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Após recorde na exportação de algodão, setor mostra otimismo com embarques em 2026

Associação projeta demanda firme em meio a cenário de preços mais baixos

08 de Janeiro de 2026

Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)




Líder no comércio global de algodão desde 2024, o Brasil consolidou sua participação como principal fornecedor da pluma no ano passado. As exportações atingiram o recorde de 3,03 milhões de toneladas, um crescimento de 9% sobre 2024.






Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), afirmou que o Brasil aumentou o volume de exportação mesmo em um cenário econômico desfavorável. Por ser considerado um item de segunda necessidade, o consumo de algodão no mundo tende a perder força em momentos de juros e inflação mais elevados.


“Não vemos a demanda crescer mundialmente, mas o que está acontecendo é que o Brasil está ganhando mercado em cima de outros países, seja porque eles deixaram de produzir ou por estarem carregando estoques”, disse Wajs. O dirigente também atribuiu o desempenho das vendas do Brasil ao trabalho de promoção no exterior desenvolvido por entidades setoriais.





“O algodão do Brasil é muito competitivo, tem boa qualidade e bom custo benefício. Num momento de dificuldade da economia, é um produto com essas características que ganha espaço nas fábricas mundo afora. O Brasil também passou a exportar algodão o ano inteiro, o que dá segurança de abastecimento aos compradores”, acrescentou.







Apesar do recorde no volume embarcado, as receitas com as exportações de algodão caíram 3,9% no ano, para US$ 4,9 bilhões. Essa queda refletiu principalmente o recuo dos preços do algodão na bolsa de Nova York, que acumularam baixa de 8%.







No ano passado, a China manteve-se como principal comprador do algodão brasileiro, com 512,4 mil toneladas. Na sequência apareceram Bangladesh (497,62 mil toneladas) e Paquistão (487,69 mil toneladas).







A Anea também destacou o comércio com a Índia, principal importador de algodão do mundo. As vendas brasileiras para aquele país cresceram 149% em 2025, com o envio de 251,3 mil toneladas, devido à isenção de tarifas implementadas pelos indianos.







“As taxas de exportação à Índia já estão em vigor novamente. Ainda assim, tivemos uma vitória neste ano [2025], pois esse é um mercado muito promissor. Nossa intenção é negociar com eles para conseguir alguma cota ou tarifa reduzida”, disse Wajs.







O presidente da Anea previu mais um ano de bom desempenho nas exportações. Segundo ele, a projeção da entidade está em linha com a divulgada recentemente pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O órgão americano previu que o Brasil embarcará 3,16 milhões de toneladas da pluma em 2026.







“A safra recorde do ano passado ainda está sendo beneficiada. Mesmo com a previsão de menor colheita na nova temporada [2025/26], temos um grande estoque de passagem e um excelente custo benefício para as fiações lá fora, que devem nos permitir fazer bons volumes de exportação nesses primeiros sete meses do ano”, ressaltou.






Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Anea ressalta eficiência em logística e promoção no recorde de exportações do algodão brasileiro, em 2025

08 de Janeiro de 2026

O desempenho das exportações brasileiras de algodão em dezembro de 2025 impressionou até mesmo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados no último dia 06, o país embarcou 452,5 mil toneladas de pluma, volume que veio acompanhado de uma receita de US$ 707,4 milhões no mês. Trata-se de um recorde histórico, que, segundo a Anea, superou em mais de 28% o volume exportado em dezembro de 2024 e confirmou a retomada consistente observada ao longo do segundo semestre. O Brasil se mantém como o maior exportador mundial de algodão.


“Foi um resultado altamente positivo, com maior volume mensal da história, coroando uma retomada impressionante após um início de temporada mais lento, e ainda temos muito trabalho pela frente para escoar uma safra que também foi recorde”, explica o presidente da associação, Dawid Wajs, que credita parte do sucesso ao trabalho de promoção do algodão brasileiro no mundo, através do programa Cotton Brasil, que reúne Anea, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e ApexBrasil. Além disso, Wajs ressalta a participação de mais portos na logística brasileira, que segue ainda concentrada no Porto de Santos. “Mais do que dobramos os volumes embarcados pelo Porto de Salvador, reforçando a importância de uma logística mais equilibrada e resiliente para o setor”, destaca Wajs.


No acumulado de 2025, o Brasil exportou 3,03 milhões de toneladas de pluma, crescimento de 9% em volume na comparação anual. Mesmo em um cenário de preços internacionais pressionados, a receita total alcançou US$ 4,93 bilhões, mantendo o algodão entre os principais produtos da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Algodão brasileiro reafirma seu protagonismo global em 2025

Retrospectiva do algodão mostra os avanços alcançados pelo setor nos últimos 12 meses

22 de Dezembro de 2025

Em 2025, o trabalho da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em conjunto com as 11 associações estaduais, reforçou o posicionamento do algodão como uma cultura responsável e estratégica para o agronegócio brasileiro.


De acordo com o Presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o sucesso do algodão brasileiro em 2025 está baseado nos 4 pilares que norteiam o trabalho da Abrapa. "Através da implementação estruturada de práticas voltadas à sustentabilidade, à rastreabilidade, à qualidade e à promoção, conduzidas de forma organizada por meio dos programas da Abrapa, a cadeia consolidou um posicionamento sólido e articulado, capaz de avançar de maneira consistente em conquistas e em agendas socioambientais estratégicas para o país”, avalia o presidente.


No encerramento do ano, apresentamos um balanço das principais conquistas dos últimos 12 meses nos quatro pilares estratégicos do algodão brasileiro e das perspectivas que se desenham para 2026.


Sustentabilidade: renovação com a BCI e participação na COP 30 foram destaques


Desde sua criação, em 2012, o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) orienta os cotonicultores a produzirem de acordo com rigorosos parâmetros de sustentabilidade socioambiental. Na safra 2024/2025, o ABR assegurou que 83% do algodão brasileiro fosse certificado segundo padrões internacionais de produção responsável, fortalecendo o posicionamento e o reconhecimento no mercado global.


Para dar continuidade a esse sucesso, o programa começou 2025 renovando a sua parceria com o Better Cotton Institute (BCI), benchmark que garante que o certificado BCI chegue às fazendas brasileiras e leve o algodão nacional para os clientes mais exigentes da indústria global.


A participação da Abrapa na COP30 também contribuiu para projetar o algodão brasileiro no cenário internacional. O gerente de Sustentabilidade da entidade, Fábio Carneiro, destacou o alcance das práticas responsáveis adotadas no país e apresentou o algodão como uma alternativa natural às fibras sintéticas na indústria têxtil, hoje entre as maiores fontes de poluição por microplásticos.


Qualidade: atuação em conjunto com as associações estaduais


Em 2025, a Abrapa realizou seis workshops de qualidade em municípios de Goiás, Bahia e Mato Grosso, capacitando 1.440 profissionais envolvidos em toda a cadeia a produtiva. A entidade também realizou treinamentos nos estados produtores para inspetores de Unidade de Beneficiamento de Algodão (UBA) e de algodão em pluma, que atuam nos laboratórios de análise de todo o Brasil, uma prerrogativa do terceiro pilar do Standard Brasileiro HVI (SBHRVI), focado em capacitação e difusão de conhecimento.


Em 2026, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) completará dez anos de atuação voltada à padronização de laboratórios. Apenas em 2025, mais de 14 milhões de fardos foram analisados pelos laboratórios, gerando dados que passam a integrar as informações no Sistema Abrapa de Identificação, o programa mais antigo de rastreabilidade do algodão brasileiro.


Rastreabilidade: SouABR lança política de adesão ao mercado


Lançado em 2021, o SouABR é o programa de rastreabilidade da Abrapa que assegura transparência em toda a cadeia de custódia do algodão brasileiro. Por meio de um QR Code aplicado às peças, o consumidor final tem acesso a informações completas sobre a origem e a trajetória do produto, da semente ao guarda-roupa.


Em 2025, o programa avançou com o lançamento de sua política de adesão, possibilitando que qualquer marca que atenda aos requisitos estabelecidos ofereça rastreabilidade em suas peças, assegurando o acesso aos dados da cadeia produtiva e ampliando a transparência do setor.


Sou de Algodão: movimento completa 10 anos em 2026


A trajetória do algodão também foi destaque no São Paulo Fashion Week 2025, por meio do movimento Sou de Algodão. O desfile reuniu seis estilistas de renome da moda brasileira para traduzir, nas passarelas, a importância da rastreabilidade e a conexão entre o consumidor e as histórias das milhares de pessoas que trabalham na cadeia produtiva.


“O público da moda está cada vez mais exigente em relação à origem e aos processos de produção do que consome. Nesse cenário, a rastreabilidade confere ainda mais credibilidade ao algodão brasileiro, tanto no mercado interno quanto no exterior”, afirmou a diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, Silmara Ferraresi.


Em 2026, o movimento que foi lançado na SPFW para unir a cadeia produtiva e têxtil e estimular o uso do algodão brasileiro completa 10 anos. "O Sou de Algodão mostra como o algodão é importante para o Brasil e o mundo através da comunicação, ações e campanhas. Nesses 10 anos, dialogamos com pessoas cada vez mais preocupada com origem, qualidade e sustentabilidade daquilo que consome", analisa a diretora.


Cotton Brazil amplia diálogo em defesa da fibra natural


No comércio exterior, 2025 consolidou o Brasil como líder global do algodão ao unir escala, competitividade e sustentabilidade. O país é o terceiro maior produtor mundial e o primeiro exportador desde 2024, respondendo por 33% das exportações globais.


Na safra 2024/2025, foram embarcadas 2,8 milhões de toneladas, gerando US$ 4,8 bilhões em receita. O Brasil ampliou sua participação em todos os principais mercados importadores, com destaque para Índia, Egito e Paquistão.


Esse desempenho é impulsionado pelo projeto setorial Cotton Brazil, responsável por orientar a estratégia internacional do setor. O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, explicou que o próximo ano será essencial para a manutenção do mercado conquistado. Segundo ele, “Em 2026 e 2027, o Cotton Brazil terá como foco a defesa de mercado, o fortalecimento da imagem e a expansão do consumo frente às fibras sintéticas. Para isso, continuamos priorizando os dez maiores compradores do algodão brasileiro, responsáveis por 96% das importações mundiais, mas expandimos nossas ações voltadas ao varejista e ao consumidor final, que se concentram na Europa e Estados Unidos".


Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) acontece em Belo Horizonte em 2026


A organização do CBA 2026 já está em andamento. O tema da sua próxima edição será “Algodão Brasileiro: Fibra Natural, uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. O evento está marcado para setembro de 2026, na cidade de Belo Horizonte, e tem expectativa de público recorde.


Neste ano, a 14ª edição do CBA, que aconteceu em 2024, ganhou o primeiro lugar no Prêmio Caio, na categoria que reconhece os melhores congressos nacionais. O Prêmio Caio é comparado ao “Oscar” dos eventos no Brasil.


Segundo o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o reconhecimento concedido ao 14º CBA simboliza um marco na trajetória do Congresso e reflete o protagonismo alcançado pelo algodão brasileiro no cenário internacional. “Além de conquistarmos a liderança nas exportações globais, o CBA registrou o maior público de sua história. Essa premiação consolida esse momento histórico vivido pela Abrapa”, afirmou.


 


 

 

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Parceria entre Abrapa e BCI é renovada até 2028

Com a extensão da parceria entre as instituições, unidades produtivas certificadas pelo ABR podem continuar aderindo ao Better Cotton Initiative (BCI)  

20 de Dezembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Better Cotton Initiative (BCI) anunciaram a renovação do acordo de benchmark entre o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e o Better Cotton Standard System (BCSS) até 2028. O alinhamento, que antes era válido até 2025, garante a continuidade da parceria estratégica iniciada em 2014. 


Com a renovação, os produtores brasileiros poderão continuar fornecendo volumes significativos de algodão licenciados pela BCI durante os próximos dois anos. De acordo com o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, “A parceria reconhece o compromisso do programa ABR com a responsabilidade socioambiental e garante que o país siga como um dos maiores e mais influentes polos produtores de algodão do mundo".  


Sustentabilidade como diferencial competitivo  


Criado para certificar as propriedades que produzem adotando as melhores práticas de sustentabilidade, o ABR estabelece 180 itens de verificação que incluem gestão correta de recursos naturais, condições de trabalho adequadas, conformidade legal e implementação de práticas de melhoria contínua. O programa é conduzido pela Abrapa em parceria com as associações estaduais, que orienta os produtores em todas as etapas do processo. 


De acordo com o presidente da Abrapa Gustavo Piccoli, o programa se tornou um diferencial competitivo para os produtores brasileiros tanto no mercado internacional quanto no nacional. “O mundo quer saber como nosso algodão é produzido. Com o ABR, mostramos que o Brasil está preparado para liderar a oferta de uma fibra responsável, segura e alinhada aos padrões de sustentabilidade”, explicou.  


Renovação é positiva para os produtores, afirma presidente da Abrapa 


Para Piccoli, “O objetivo das duas instituições com a prorrogação é reafirmar o compromisso com a promoção de práticas sustentáveis, rastreáveis e de alta qualidade para consolidar o Brasil como referência internacional em produção responsável de algodão”. Piccoli também afirmou que essa é uma parceria benéfica para os produtores. “É muito importante para o produtor brasileiro que o nosso algodão tenha uma certificação internacional como a da BCI, é papel da Abrapa disponibilizar esta opção ao cotonicultor”.  

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa -   19/12/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #50/2025     

19 de Dezembro de 2025

Destaque da Semana - Congresso aprova pacote subsídio emergencial imediato de US$ 1 bilhão aos cotonicultores americanos. Enquanto isso, o mercado global de algodão segue pressionado, com o Índice A (média de preços na Ásia) em torno de 73 U$c/lb, patamar mais baixo desde 2020.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 18/dez cotado a 65,66 U$c/lp (-0,62% vs. 11/dez). O contrato Dez/26 fechou em 67,15 U$c/lp (-0,68% vs. 11/dez).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 682 pts para embarque Jan/Fev-26 (Middling 1-1/8"; 31-3-36), fonte Cotlook 18/dez/25.


Altistas 1 - Os preços domésticos na China (CC Index perto de 97 U$c/lb) seguem com prêmio relevante sobre o algodão importado, mesmo após quedas recentes no Índice A. Esse diferencial mantém o algodão estrangeiro competitivo para as fiações chinesas, especialmente em lotes de melhor qualidade.


Altistas 2 - As importações de algodão pela China em nov/25 deram um salto para 120 mil tons (35% sobre mês anterior e 11% sobre ano anterior), sendo o maior número mensal desde jan/2024.


Altistas 3 - A China também importou em nov/25 150 mil tons de fios de algodão, maior número mensal desde dez/24. A melhora simultânea nas compras de fio e de pluma indica uma recuperação gradual da atividade têxtil na China.


Altistas 4 - ABRAPA projeta produção brasileira em torno de 3,83 milhões tons em 2026, 10% abaixo da colheita de 2025.


Altistas 5 - Em vários mercados asiáticos de fio (como Vietnã e Índia), há sinais de leve melhora no ritmo de negócios, com alguns aumentos marginais de preços e pequenos ganhos de margem.


Altistas 6 - As fibras sintéticas perderam competitividade relativa na China: o preço do poliéster recuou para cerca de 41% do valor do algodão, menor relação desde out/23.  Essa compressão limita o espaço para novas substituições de algodão por fibras químicas no curto prazo.


Baixistas 1 - Pacote de ajuda emergencial dos EUA destina cerca de US$ 1 bilhão ao algodão, o que equivale a algo próximo de 14-15 US$c/lb (US$ 5 por arroba de pluma) para o produtor americano – um colchão de renda que tende a sustentar área, manter oferta elevada e atuar como fator baixista para os preços no médio prazo.


Baixistas 2 - A posição dos fundos em NY continua fortemente vendida: especuladores ainda carregam mais de 61 mil contratos líquidos vendidos, mesmo após recompras recentes.


Baixistas 3 - A projeção de consumo mundial de algodão para 2025/26 foi reduzida novamente, para cerca de 25 milhões tons, com recuo concentrado em Índia, Turquia e Vietnã.  O relatório da Cotlook destaca que a produção segue superior ao consumo, mantendo a tendência de estoques em alta.


Baixistas 4 - Apesar de não terem sido divulgados os dados até a última semana de nov/25 ainda, as vendas externas dos EUA seguem modestas: na semana encerrada em 27/nov, as vendas líquidas de upland somaram cerca de 136 mil fardos, 7-8% abaixo da semana anterior e bem abaixo da média de quatro semanas.


Baixistas 5 - Há um grande volume de algodão não vendido ou não fixado nas mãos de produtores e traders, o que tende a gerar forte pressão de venda acima de 66-67 U$c/lb (basis Mar/26). Esse “teto” de oferta limita o potencial de ralis mais longos em NY no curto prazo.


Baixistas 6 - A política tarifária entre EUA e China continua pesando sobre o sentimento do setor: a Cotlook destaca que, desde o início de 2025, o Índice A oscilou em faixa estreita, mas sob tendência de queda associada ao impasse nas negociações comerciais. Sem sinais claros de acordo ou de estímulos ao consumo, o risco é de que os preços permaneçam deprimidos por mais tempo.


Oferta - A Cotlook elevou sua estimativa para a produção global de algodão em 2025/26 para 26,016 milhões tons (+410 mil tons), com aumento puxado principalmente pela China, onde a produção foi revisada para cerca de 7,7 milhões tons.


Demanda - A Cotlook revisou sua estimativa de consumo global de algodão em 2025/26 para 25,046 milhões tons (-1,8% vs 2024/25). Diante da maior produção, os estoques globais poderão subir 970 mil tons até o mesmo período de 2026.


China - A produção 2025/26 foi revisada para cerca de 7,7 milhões tons, após confirmação de produtividade acima do esperado em Xinjiang. Colheita e beneficiamento estão praticamente concluídos.


EUA 1 - As vendas e embarques de algodão americano seguem em ritmo moderado, com pouco apetite adicional de compradores chave (Vietnã, China, Paquistão), o que mantém basis mais baixo e parte da safra ancorada no programa de empréstimo (loan) do governo.


EUA 2 - Farmer Bridge Assistance (FBA): anúncio de novo apoio pontual à safra 2025; estimativas do farmdoc indicam taxa de US$ 115/acre para o algodão, o que equivale a cerca de 14-15 US$c/lb (US$ 5 por arroba) para o produtor americano.


EUA 3 - Calendário de recebimento: segundo o USDA, os pagamentos do FBA serão calculados sobre as áreas de 2025 declaradas ao FSA até 19 de dezembro de 2025 e deverão ser depositados até 28 de fevereiro de 2026, injetando caixa relevante no pós-colheita da safra 2025


EUA 4 - Com as recentes quedas nos preços internacionais, o montante que o produtor americano recebe de subsídio do “Loan” subiu para cerca de 200 pts. Com esse subsídio maior, o produtor dos EUA tende a aceitar bids mais baixos no físico, dando espaço para os tradings reduzirem os prêmios pagos e aumentando a pressão de baixa sobre o basis do algodão americano nas exportações.


Vietnã - A projeção de consumo foi reduzida para 1,6 milhão tons em 2025/26, refletindo margens apertadas nas fiações e exportações de vestuário mais fracas que o desejado. O Vietnã segue empatado com o Paquistão como quinto maior comprador da safra brasileira 2025/26 até nov/25.


Bangladesh - O consumo projetado recuou levemente para 1,7 milhão tons em 2025/26, ainda um dos maiores da Ásia, mas abaixo de anos de pico. As fiações seguem comprando algodão “aos poucos”, mantendo estoques enxutos por conta da combinação de pedidos incertos de confecção, custo financeiro elevado e competição de fios importados mais baratos.


Índia - A estimativa de consumo caiu para 5,23 milhões tons em 2025/26, enquanto o país explora intensamente a janela de importação com tarifa reduzida (até 31/dez).


SIGA 1 - A Abrapa lançará o Sistema Integrado de Gestão do Algodão (SIGA) a partir de 15/jan, plataforma digital que centralizará o acesso a todos os programas do algodão brasileiro, desenvolvida em parceria com as associações estaduais.


SIGA 2 - O sistema marcará um novo passo na modernização da gestão, rastreabilidade e sustentabilidade da cotonicultura nacional. O acesso será feito por siga.abrapa.com.br com as mesmas credenciais existentes, mantendo também o link antigo durante a transição.


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 214 mil tons no acumulado das duas primeiras semanas de dez/25. A média diária de embarque é 27,4% maior em relação a dez/24.


Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (18/12) foram beneficiados nos estados da BA (97%), GO (100%), MA (84%), MG (99%), MS (100%), MT (91%), PI (100%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 92,63%.


Plantio 2025/26 - Até o dia de ontem (18/12) foram semeados nos estados da BA (52%), GO (45%), MG (60%), MS (40%), MT (1%), PI (38,9%), PR (100%) e SP (65%). Total Brasil: 13,76%.


Preços - Consulte a tabela de cotações e diferenciais abaixo:


Quadro de cotações para 18 -12


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter