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Cotton Brazil impulsiona a liderança do Brasil nas exportações de algodão

No ano comercial 2024/25, o País exportou 2,83 milhões de toneladas, 6% a mais que em 2023/24. Com exceção da China, o comércio aumentou em todos os países prioritários

27 de Agosto de 2025

As exportações de algodão brasileiro no ano comercial 2024/25 bateram novo recorde histórico. De agosto de 2024 a julho de 2025, o País embarcou 2,83 milhões de toneladas de pluma, 6% a mais que as 2,68 milhões de toneladas de 2023/24. Com isso, o Brasil repete o título de maior exportador mundial e reafirma o êxito do programa Cotton Brazil, criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em 2020 em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), e apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA).


Com eventos presenciais técnicos, intercâmbios comerciais e um escritório avançado em Singapura, o Cotton Brazil promove o produto brasileiro em escala global, intensificando as relações entre quem produz algodão no Brasil e quem o compra na Ásia. “Crescemos em praticamente todos os países prioritários. Esse é um sinal muito positivo de que a estratégia adotada dá resultados concretos. Se a meta é sermos o principal exportador, precisamos manter e ampliar nossas ações”, analisa o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli.


A nação que mais ampliou o volume de compras de algodão brasileiro no ano comercial 2024/25 foi a Índia, que tem a segunda maior indústria têxtil do mundo. O crescimento foi de 1.777% em relação ao ciclo anterior (2023/24). O Egito, que começou a importar do Brasil somente em 2023, aumentou os pedidos em 332%, seguido pelo Paquistão (200%).


A única exceção foi a China. Maior importadora mundial de pluma no ciclo 2023/24, a nação reduziu em 65% as compras de algodão em todo o mundo nesta temporada, incluindo do Brasil. Segundo analistas, a boa safra chinesa contribuiu para essa redução.


Estratégia


rescimento nas vendas aos países considerados prioritários pode ser explicado pela estratégia adotada pela Abrapa com o Cotton Brazil. Em 2024, o programa intensificou sua presença global. Foram realizadas nove missões internacionais, sendo cinco na Ásia, três na Europa e uma no Brasil (a Missão Compradores, em que grupos de importadores visitam fazendas, algodoeiras, laboratórios e escritórios brasileiros). Além disso, a agenda de reuniões técnicas do programa percorreu 16 países, entre os quais China, Índia, Vietnã, Turquia, Egito e Bangladesh.


A participação em eventos internacionais setoriais também contribuiu para estreitar as relações com indústria têxtil, empresas varejistas e governos. Neste ano, o programa Cotton Brazil já percorreu Índia e Paquistão em fevereiro, Inglaterra, Bélgica e Estados Unidos em abril, China e Coreia do Sul em maio e Turquia em junho. Em julho, foi a vez do Brasil receber delegações de compradores, industriais, executivos, produtores e ambientalistas da Austrália, Bangladesh, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Grécia, Índia, Inglaterra, Israel, Paquistão, Suíça, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.


“Criar essa rede de contatos nos principais países compradores é fundamental para entendermos as necessidades da indústria e construirmos confiança. Ao mesmo tempo, trazemos esses parceiros para o Brasil para conhecerem de perto a qualidade da nossa produção e as inovações que estamos implementando. Essa troca é essencial para evoluirmos juntos e entregarmos o que o mercado espera”, afirma Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.


Principais destinos


O Vietnã liderou a importação de algodão brasileiro em 2024/25, respondendo por 532,5 mil toneladas, ou 19% do total importado. Em segundo lugar, ficou o Paquistão, com 494,1 mil toneladas importadas e 17% de participação. A China veio em terceiro lugar, com 458,9 mil toneladas adquiridas e 16% de participação.


Coordenador do programa Cotton Brazil a partir do escritório avançado em Singapura, Duarte explica que os resultados obtidos no ano comercial 2024/25 confirmam o crescimento sólido da cotonicultura brasileira. “Estamos ampliando mercado em todos os países compradores. Essa diversidade de nações nos dá mais autonomia e mostra que ainda temos potencial para crescermos”, observa o executivo. Em termos de faturamento, as exportações brasileiras totalizaram US$ 4,8 bilhões, 6% a menos que em 2023/24.


“Ultrapassamos o patamar louvável dos US$ 4 bilhões, o que é de se comemorar, principalmente porque a tendência baixista ocorreu ao longo do ano comercial em todo o mundo”, comenta Marcelo Duarte. Outro aspecto importante na análise das exportações brasileiras de algodão foi o volume embarcado em janeiro de 2025: 416 mil toneladas, contra a média mensal em torno de 200 mil toneladas.


“Sinal claro da evolução do sistema logístico brasileiro, pois superamos a barreira recorde das 400 mil toneladas sem sobressaltos. Isso transmite mais confiabilidade e segurança para o importador”, observa o diretor. O programa Cotton Brazil é realizado pela Abrapa em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e tem apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 22/08/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #33/2025     

22 de Agosto de 2025



Destaque da Semana - Os futuros de algodão recuaram após a breve alta provocada pela revisão do USDA, com dezembro voltando a ficar abaixo de 68 centavos, enquanto fatores como a suspensão da tarifa de importação na Índia e o Furacão Erin não influenciaram os preços.


Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 21/ago cotado a 67,42 U$c/lp (-0,4% vs. 14/ago). O contrato Dez/26 fechou em 69,09 U$c/lp (-0,5% vs. 14/ago).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 690 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 21/ago/25.


Altistas 1 - A revisão para baixo da safra de algodão dos EUA pelo USDA deu suporte temporário aos preços, gerando um breve rali.


Altistas 2 - As fiações em Bangladesh e no Vietnã registraram forte retomada de encomendas , com destaque para compras de algodão brasileiro e australiano de alta qualidade


Baixistas 1 - A Índia suspendeu o imposto de importação de 11% sobre o algodão em pluma até 30 de setembro, oferecendo alívio imediato às fiações e novas oportunidades de compra.


Baixistas 2 - A suspensão da tarifa na Índia se aplica apenas a cargas já em trânsito ou próximas, limitando fortemente a janela de negócios.


Baixistas 3 - O Furacão Erin desviou da costa dos EUA, não atingindo as lavouras e retirando suporte potencial aos preços.


Baixistas 4 - Grandes volumes de algodão africano continuam sem venda e os embarques seguem atrasados, aumentando preocupações com excesso de oferta.


Expo Osaka 1 - O programa Cotton Brazil da Abrapa promoverá o algodão brasileiro na Expo Osaka 2025, de 18 a 23/ago, com exposições e debates para destacar a qualidade e sustentabilidade do produto.


Expo Osaka 2 - A iniciativa inclui ações de relacionamento com autoridades e empresários japoneses, brasileiros e internacionais durante o evento e é uma parceria com a ApexBrasil com apoio da Anea.


EUA - Apesar do intenso calor afetando plantas no Delta e Sudeste na semana de 17/ago, 55% das lavouras foram classificadas como boas a excelentes , 31% como regulares e 14% como ruins a muito ruins.


China 1 - Dados alfandegários chineses confirmam que 2024/25 foi o pior ano em mais de uma década para importações de algodão e fio da China, com embarques totais de 2,38 milhões tons devido à fraca demanda.


China 2 - As importações de algodão foram de 1,127 milhão tons (o menor desde 2016/17) e as de fio, 1,253 milhão . A safra local foi de quase 7 milhões tons .


China 3 - O Brasil foi o principal fornecedor de algodão , com 500 mil tons (44% do total). Austrália forneceu 250 mil tons (22%) e EUA 200 mil tons (18%).


China 4 - Em julho, as importações chinesas de algodão totalizaram cerca de 50 mil tons , uma queda de 75% na comparação anual, mas alta frente às 27.445 tons de junho.


China 5 - As importações de fio totalizaram cerca de 110 mil tons em julho , valor modestamente menor na comparação anual, mas 18% superior ao mês anterior.


Índia - Mensalmente, entre 35% e 40% das exportações de vestuário da Índia têm como destino os EUA . No ano fiscal 2024/25, o valor total de têxteis enviados foi de quase US$ 8,3 bi.


Bangladesh - A Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário de Bangladesh (BGMEA) está desenvolvendo um novo armazém de algodão em Chittagong junto com a embaixada dos EUA como parte de uma iniciativa para expandir as importações de algodão americano.


Indonésia 1 - Importações de algodão pela Indonésia em junho foram de 35.643 tons (-8% vs maio, +13% vs 2024). Brasil forneceu 38% do total , enquanto EUA foram responsáveis por 28%.


Indonésia 2 - No acumulado de 11 meses da safra, as importações totalizaram 379.858 tons (+3,6%* ante 2024). O Brasil foi o principal fornecedor , com 43% do total, seguido pela Austrália (28%) e EUA (18%).


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 34,7 mil tons nas três primeiras semanas de agosto. A média diária de embarque é 37,9% menor que no mesmo mês em 2024.


Colheita 2024/25 -  Até o dia de ontem (21/08) foram colhidos no estado da BA (64,78%), GO (81,64%), MA (70%), MG (78%), MS (89%), MT(56%), PI (92,2%), PR (95%) e SP (96%). Total Brasil: 60,06%.


Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (21/08) foram beneficiados nos estados da BA (40%), GO (37,7%), MA (14%), MG (40%), MS (38%), MT (14%), PI (37,1%)  PR (90%) e SP (93%). Total Brasil: 20,92%.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇

Quadro de cotações para 21-08


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Nota sobre a manifestação do National Cotton Council ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR)

22 de Agosto de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) tomou conhecimento dos comentários submetidos pelo National Cotton Council (NCC), principal entidade do setor de algodão dos Estados Unidos, no âmbito da investigação em curso da Seção 301 sobre o Brasil. Em sua manifestação, o NCC apresentou um pedido formal para que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) amplie o escopo da investigação já existente, de modo a incluir especificamente o algodão brasileiro.


Enxergamos essa iniciativa como uma reação ao avanço da competitividade do Brasil no mercado internacional de algodão, como maior exportador global. Movimentos como esse não nos surpreendem, pois são comuns em momentos de transformação no cenário global.


Os argumentos apresentados contra o algodão brasileiro destoam da realidade. A cotonicultura brasileira não se destaca por políticas artificiais de apoio, mas sim por fatores estruturais sólidos que combinam eficiência, produtividade e compromisso genuíno com o meio ambiente e o desenvolvimento social.


No campo da eficiência, o Brasil produz mais que o dobro de algodão por hectare em comparação com os Estados Unidos, e isso ocorre em áreas majoritariamente sem irrigação, o que reforça a sustentabilidade e a competitividade do nosso modelo produtivo.


O respeito ao meio ambiente é um pilar fundamental da cotonicultura brasileira. Atualmente, 85% da produção nacional é licenciada por certificação internacional, o que representa um dos índices mais altos do mundo. Esse reconhecimento assegura que o algodão brasileiro atende a padrões internacionais de sustentabilidade, contemplando boas práticas ambientais e responsabilidade social.


Estamos à disposição para responder, de forma institucional e técnica, a estas ou quaisquer outras alegações, mantendo um diálogo construtivo com todos os stakeholders.


Uma vez esclarecidos esses pontos, esperamos avançar em colaboração com os Estados Unidos e demais produtores de fibras naturais. Essa medida é essencial para enfrentar a urgente crise ambiental e de saúde global criada pela poluição plástica proveniente das fibras sintéticas.


Juntos, podemos tornar o planeta mais natural e menos plástico, fortalecendo o setor do algodão e promovendo as soluções sustentáveis que o mundo tanto precisa.


Brasília, 22 de agosto de 2025


Acesse a Nota Oficial:
https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Nota-NCC-PTBR-2.pdf

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Alessandra Zanotto participa de painel sobre mulheres na cadeia têxtil em mostra do algodão brasileiro na Expo Osaka 2025

Encontro faz parte da programação da mostra “O Poder do Natural”, promovida pela Abrapa e Cotton Brazil no Pavilhão do Brasil na Expo Osaka 2025.

22 de Agosto de 2025

Alessandra Zanotto, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), participou da programação dedicada ao algodão brasileiro na Expo Osaka 2025, no Japão. No painel “Mulheres que tecem o futuro: da sustentabilidade à inovação”, Zanotto representou as produtoras de algodão no debate sobre participação feminina, moda, rastreabilidade e práticas sustentáveis na cadeia do algodão. Ana Paula Repezza, Diretora de Negócios da Apex Brasil, e a superintendente de Projetos Estratégicos da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Lilian Kaddissi, completaram a mesa.  


Para a produtora, a participação na Expo Osaka foi uma oportunidade de ressaltar o papel das fibras naturais para um público que é cada vez mais exigente em relação à sustentabilidade. “Para nós, produtores de algodão estarmos aqui, em um diálogo com a indústria e com o varejo falando do quão importante é a nossa cultura para a sustentabilidade traz reflexões muito importantes, afinal estamos falando de uma fibra natural, biodegradável, e que é responsável”, afirmou Zanotto. 


Em uma das falas durante o painel, Ana Paula Repezza comentou sobre a contribuição social e econômica das empresas exportadoras dirigidas por mulheres. Segundo Rapezza, “Nós vemos na prática, aquilo que os estudos econômicos mostram, uma empresa que exporta, ela gera mais empregos, ela paga melhores salários e ela é mais resiliente a crises. E numa empresa que liderada por mulheres que exportam, esses efeitos são ainda mais evidentes”, ressaltou a diretora.  


174 anos conectando nações através do conhecimento  


De 18 a 23 de agosto, o Cotton Brazil, programa de promoção do algodão brasileiro no exterior da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promove a mostra “Poder do Natural: dos campos à moda”, uma programação especial para mostrar a versatilidade, a qualidade e a sustentabilidade da fibra natural.  


Com o tema "Desenhando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”, a Expo Osaka recebeu até agora 15 milhões de visitantes e a previsão é chegar a 28 milhões de pessoas até outubro. 


Segundo Zanotto, “É uma alegria enorme poder participar da Expo Osaka como uma representante do algodão e agricultura brasileira. É uma honra estar neste espaço de conexão entre países, propósitos e ações, que trabalham a favor de uma agenda tão importante para o mundo, que é a sustentabilidade”.  


A Expo, também conhecida como Exposição Universal, é realizada desde 1851, organizada pelo Bureau International des Expositions (BIE), e tem como objetivo promover o intercâmbio cultural e tecnológico entre países.  


A sua primeira edição ocorreu em Londres, e já passou pelo Brasil em 1922, na cidade do Rio de Janeiro, única realizada no país e na América Latina. Sua primeira edição em Osaka ocorreu em 1970 e, em 2025, está sendo realizada de 13 de abril a 13 de outubro. 

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Indústria têxtil organiza frente com produtores de algodão para valorizar produto nacional

“Já estamos nos antecipando a acordos, como o do Mercosul com a União Europeia, para que as empresas enxerguem o Brasil como plataforma produtora”, diz Fernando Valente Pimentel, da Abit

22 de Agosto de 2025

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), junto com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), abrirá uma “frente” para produzir e agregar valor a matérias-primas como o algodão no país, disse Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Abit.


“Já estamos nos antecipando a acordos, como o do Mercosul com a União Europeia, para que as empresas enxerguem o Brasil como plataforma produtora”, afirmou Pimentel, que menciona atrativos do país, como energia limpa.


A declaração foi dada durante coletiva da Abit, nesta quarta-feira (20), que apresentou o balanço do primeiro semestre do setor. Segundo a entidade, a produção têxtil brasileira cresceu 11,4% no primeiro semestre de 2025 em relação a igual período de 2024.


Já as importações de produtos têxteis e de confecção tiveram alta de 10,8% no primeiro semestre de 2025 na comparação com igual período de 2024, enquanto as exportações cresceram 12,3%. Somente a importação de vestuário aumentou 7,2% no semestre.Pimentel disse que o crescimento da importação de vestuário, maior do que o do varejo de vestuário, que cresceu 5,5%, resulta em perda de participação de mercado.


“Nesse mundo turbulento, é mais relevante ainda ter todos os elos da cadeia produtiva dentro do nosso país”, afirmou ele, que lembrou a sobretaxa de 40% aplicada pela administração americana contra produtos brasileiros, o que totalizou alíquota de 50%.

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Sou de Algodão promove encontros com universidades parceiras em Santa Catarina e Espírito Santo

As palestras e aulas magnas abordaram temas como moda responsável, rastreabilidade, parcerias acadêmicas e o lançamento do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores

21 de Agosto de 2025

O Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou, entre os dias 19 e 21 de agosto, uma série de encontros em universidades parceiras de Santa Catarina e Espírito Santo. As atividades, que foram conduzidas por Manami Kawaguchi Torres, gestora de Relações Institucionais do movimento, trouxeram como pauta a valorização da moda responsável, a importância da rastreabilidade do algodão, o fortalecimento do diálogo entre a academia e a indústria e o lançamento da 4ª edição do Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores.


Segundo Manami, essas iniciativas cumprem um papel essencial na formação dos novos profissionais. “Dentro do Sou de Algodão, acreditamos que é com os futuros profissionais que conseguimos construir um olhar mais consciente, responsável e inovador para a indústria. Por isso, cada palestra, nova parceria e edição do Desafio representam um convite para que os estudantes considerem o algodão não só uma matéria-prima, mas também um elo entre a criatividade e o propósito”, afirma.


UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina): palestra com os estudantes de Engenharia Têxtil


A agenda da semana começou na manhã de terça-feira (19), em Blumenau (SC), com uma palestra no curso de Engenharia Têxtil da UFSC. O encontro reuniu estudantes para conhecerem mais sobre o SouABR, programa pioneiro, idealizado pela Abrapa, que utiliza a tecnologia blockchain para rastrear a cadeia produtiva do algodão, do campo até o produto final, garantindo transparência e promovendo o consumo consciente. Além disso, Manami apresentou o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, concurso nacional que incentiva estudantes de moda de todo o país a desenvolverem coleções criativas com o algodão como matéria-prima principal. As inscrições estão abertas até 28 de fevereiro de 2026, e o vencedor entra para o line-up oficial da Casa de Criadores.


Maria Elisa Phlippsen Missner, coordenadora do curso de Engenharia Têxtil da UFSC, considerou a palestra sobre a rastreabilidade do algodão muito relevante, já que demonstra como o acompanhamento da fibra, desde a origem até o produto final, agrega valor e credibilidade ao setor. “A parceria entre Sou de Algodão e a UFSC fortalece o curso ao aproximar os alunos de um movimento nacional, oferecendo experiências práticas, oportunidades de pesquisa e ampliando a consciência socioambiental, elementos essenciais para a construção de uma moda responsável e que contribuem diretamente para a formação de profissionais mais preparados e alinhados às demandas atuais do mercado”, completa.


“Saber que o Brasil é referência mundial em rastreabilidade da produção de algodão responsável nos enche de orgulho. O programa desenvolvido pela Abrapa oferece um elevado nível de transparência e confiabilidade, gerando evidências verificáveis da origem, qualidade e conformidade do algodão, desde o fardo registrado até o produto final, que chega ao consumidor. A palestra foi extremamente enriquecedora, tanto para nós, docentes, como para os estudantes”, diz Grazyella Cristina Oliveira de Aguiar, professora do curso na UFSC.


Univali (Universidade do Vale do Itajaí): parceria inaugurada em duas turmas


Ainda na terça-feira (19), à noite, a Univali, em Itajaí (SC), celebrou o início da sua parceria com o movimento. A palestra inaugural reuniu a turma do período noturno do curso de Design de Moda para apresentar as ações realizadas pelo Sou de Algodão desde a sua criação, destacando o engajamento com universidades, marcas e consumidores em favor de uma moda mais responsável. Manami também compartilhou informações sobre as possibilidades que a parceria entre instituições e o movimento pode proporcionar, incluindo a participação dos alunos no Desafio  e o acesso a conteúdos, experiências e iniciativas educativas.


No dia seguinte (20), foi a vez da turma matutina do curso participar da palestra inaugural. O encontro reforçou a importância de aproximar os estudantes da prática do setor têxtil, mostrando a relevância da fibra em diferentes etapas da criação de moda e incentivando os jovens a se inscreverem no 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores.


“A palestra foi inspiradora. Ela trouxe para os nossos alunos uma visão muito clara de como o movimento conecta a moda à sustentabilidade, à inovação e à responsabilidade social, valores que são fundamentais na formação de qualquer designer, hoje. Além disso, Manami apresentou o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, que abre espaço para que jovens talentos mostrem seu potencial em coleções autorais, unindo criatividade e propósito. Para mim, ficou evidente o quanto essa parceria amplia as possibilidades criativas e profissionais dos nossos estudantes”, conta Renato Riffel, coordenador do curso de Design de Moda da Univali. “Ter o Sou de Algodão junto da Univali significa abrir portas para que eles experimentem, questionem e criem com mais consciência, sabendo que a moda pode, sim, ser um agente de transformação. É uma oportunidade que fortalece nossa missão de formar designers de moda conscientes e conectados com os desafios profissionais do presente e do futuro”.


FAESA (Fundação de Assistência e Educação do Espírito Santo): aula magna em Vitória


Encerrando a semana, na manhã de quinta-feira (21), a FAESA, em Vitória (ES), recebeu uma aula magna voltada aos estudantes do curso de Design de Moda da instituição. A palestra de Manami abordou a trajetória do movimento, seus projetos de conscientização e parceria com instituições de ensino, além de apresentar os detalhes de inscrição para o 4º Desafio com a Casa de Criadores. A ação marcou a consolidação da parceria entre a faculdade e o movimento, ampliando as oportunidades de troca de conhecimento e incentivo à formação de profissionais.


André Lima, coordenador do curso de Design de Moda da FAESA, afirma que a palestra foi fundamental para marcar o início da parceria com o Sou de Algodão, e também para trazer uma visão mais ampla sobre moda consciente e sustentabilidade aos alunos. “Essa conexão vai muito além de uma palestra; trata-se de fomentar experiências, incentivar a pesquisa, a produção acadêmica e a participação dos nossos estudantes em um movimento nacional de grande relevância. Para nós, é uma oportunidade de colocar em prática valores que acreditamos, como responsabilidade socioambiental, criatividade e colaboração, fortalecendo ainda mais a formação dos futuros profissionais”, reitera.


“Esses encontros reforçam nosso compromisso em compartilhar conhecimento e ampliar o alcance de uma moda mais consciente e inovadora. Quando unimos a sala de aula à realidade da indústria, damos aos estudantes a chance de enxergar a moda além da estética, entendendo seu impacto e seu papel transformador. Acreditamos que essa conexão fortalece a nossa missão dentro do movimento, e inspira os jovens a criarem com mais responsabilidade e propósito”, conclui Manami Kawaguchi Torres.



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Sou de Algodão & Abrapa destacam rastreabilidade do algodão brasileiro no Febratex Summit 2025

A palestra voltada à apresentação do Programa SouABR reforçou o compromisso do movimento e da associação com a produção responsável e a transparência no setor têxtil

21 de Agosto de 2025

O Sou de Algodão e a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) participaram, na última terça-feira (19), do Febratex Summit 2025, em Blumenau (SC), com o objetivo de reforçar a importância da rastreabilidade e da transparência para o futuro da moda. A apresentação, conduzida por Manami Kawaguchi Torres - gestora de Relações Institucionais do movimento - no Espaço Talks, teve como foco o programa de rastreabilidade da cadeia de custódia do algodão brasileiro e a sua relação com a moda.


Durante a palestra, Manami detalhou como funciona o SouABR, sistema que garante a rastreabilidade do algodão brasileiro, desde a produção no campo até o produto-final nas mãos do consumidor. O programa, lançado em 2021, integra dados de fazendas, fiações, malharias, tecelagens, confecções e varejistas habilitadas, com informações seguras compartilhadas por blockchain. “A rastreabilidade é um elo fundamental para conectar toda a cadeia, além de proporcionar ao consumidor final a confiança de que está adquirindo uma peça feita com fibra brasileira responsável,  e com certificação socioambiental na origem ”, destaca Manami.


Atualmente, 83% da produção nacional de algodão é certificada pelo programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável), que avalia critérios ambientais, sociais e econômicos. Além disso, diversas empresas do setor têxtil já estão habilitadas a participar da cadeia rastreável, que coloca o Brasil em posição de destaque em relação à produção responsável de algodão mundial.


Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a presença no Febratex Summit reforça a relevância do diálogo com toda a indústria têxtil. “Estarmos presentes neste evento é importante para mostrar ao setor e aos consumidores como o algodão brasileiro é produzido com responsabilidade e inovação. O SouABR é uma iniciativa que conecta o campo, a indústria e o público final, e nos posiciona como referência global em rastreabilidade”, reitera.


O Febratex Summit é um evento bienal, com foco na transformação digital e sustentável da indústria da moda nacional. Nesta edição de 2025, ocorre de 19 a 21 de agosto, no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC). Voltado para empresários, gestores e profissionais das cadeias de fios, malhas, tecidos, confecções e outras tecnologias têxteis, oferece uma plataforma de inovação, exposições e conteúdos inspiradores em diversos formatos, como talks, desfiles e até mesmo podcasts.


“O Febratex Summit é um evento que valoriza a indústria, desde a matéria-prima até o varejo. Desde 2009, temos o compromisso de conectar todos os setores da indústria com foco em sustentabilidade e inovação. Para nós, a participação do Sou de Algodão e da Abrapa é fundamental, pois o algodão brasileiro é a nossa força industrial, e ele precisa ser cada vez mais valorizado”, ressalta Giordana Madeira, Diretora Executiva do Febratex Group.


A conexão direta com os principais elos da cadeia reforça a importância da participação da Abrapa e do movimento Sou de Algodão, alinhando seus compromissos de rastreabilidade, responsabilidade socioambiental e inovação com a agenda de transformação do setor.


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Brasil bate recorde de exportações no ano comercial 2024/2025 e se consolida como maior exportador mundial de algodão

De acorodo com o relatório de safra de agosto desde ano, o volume embarcado atingiu um recorde histórico, ficando 6% acima do registrado em 2023/2024

21 de Agosto de 2025

A Abrapa publicou nesta quinta-feira, 21/08, o relatório de safra referente ao mês de agosto de 2025. Segundo o documento, entre agosto de 2024 e julho de 2025, o Brasil exportou 2.835,3 mil toneladas de algodão, gerando uma receita de US$ 4,851 bilhões. Com esse desempenho, o país ultrapassou os Estados Unidos na safra 2023/2024 e assumiu a liderança mundial nas exportações da pluma. Para 2024/2025, as projeções indicam que o país se manterá como primeiro colocado no ranking global de exportações.


A produção também alcançou um patamar recorde, estimada em 3,96 milhões de toneladas, registrando alta de 7,1% em relação à safra anterior. Esse crescimento foi impulsionado pela expansão da área plantada, que deve atingir 2,14 milhões de hectares, um aumento de 10,2%. Até 14 de agosto de 2025, 47% da área cultivada já havia sido colhida.


No comércio internacional, o Vietnã se destacou como principal destino das exportações brasileiras, com 532 mil toneladas, o equivalente a 19% do total embarcado. Somadas, as compras de Vietnã e Paquistão superaram as da China, que reduziu em 859 mil toneladas suas importações em comparação ao mesmo período do ano anterior.


No setor têxtil brasileiro, os postos de trabalho na indústria registraram alta de 10 mil vagas, enquanto a confecção abriu 12,3 mil novas oportunidades entre janeiro e junho de 2025.


Leia o relatório completo:
https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Relatorio_safra_Abrapa.Ago2025.VF_.pdf

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Doutora Nair Arriel assume a chefia da Embrapa Algodão

Após dois anos desempenhando o cargo de forma interina, a gestora assumiu a chefia-geral da unidade em evento realizado na sede da Embrapa, em Campina Grande (PB)

19 de Agosto de 2025

Na última segunda-feira, 18/08, a pesquisadora Nair Arriel, assumiu o cargo de chefe-geral da Unidade dedicada ao algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).


Com mais de 35 anos de carreira na Embrapa, Nair, que é mestre em Genética e Melhoramento de Plantas e doutora em Agronomia, na área de Produção Vegetal, assumiu a chefia, após 2 anos atuando interinamente no cargo. Antes de se tornar chefe-geral, Nair também exerceu os cargos de chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento e chefe-adjunta de Comunicação e Negócios na Unidade.


Agregando valor para o algodão brasileiro


Nesta nova fase dentro da Embrapa, Nair assumiu o compromisso de transformar conhecimento em tecnologias relevantes para o agricultor. “Para isso, nosso portfólio de pesquisas será direcionado para temas como o uso eficiente dos recursos naturais e da biodiversidade, sustentabilidade dos biomas e a mitigação dos impactos das mudanças climáticas, segurança alimentar, tecnologias para cultivos na agricultura de base familiar, inteligência artificial e agregação de valor a produtos e coprodutos da agricultura”, afirmou a gestora.


Alinhamento com a responsabilidade socioambiental


De acordo com o Diretor Executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, “Ter a frente da Embrapa Algodão uma especialista no cultivo da pluma, que há anos trabalha com temas como agricultura familiar e agroecologia, é muito positivo para a cotonicultura brasileira”. Portocarrero também afirmou que Nair está alinhada com os objetivos de sustentabilidade que o setor pretende alcançar, em nível nacional.


“O setor algodoeiro é reconhecido por estar sempre em busca de produzir com mais responsabilidade socioambiental, portanto ter uma profissional tão comprometida com o aperfeiçoamento científico da pluma, nos dá uma maior segurança para expandir a cotonicultura no país. A Abrapa e a Embrapa têm uma parceria de anos, e juntas desenvolvem vários projetos para desenvolvimento de novas tecnologias que aliam eficiência e sustentabilidade no cultivo do algodão no Brasil”, pontuou o diretor.


Embrapa Algodão


A Embrapa Algodão é uma das 43 Unidades da empresa brasileira, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Com sede em Campina Grande, na Paraíba, atua em 11 estados brasileiros, produzindo novas tecnologias, produtos e serviços para as culturas do algodão.  Desenvolve pesquisas e inovações nas áreas de melhoramento genético, controle biológico, biotecnologia, mecanização agrícola, qualidade de fibras de algodão e sanidade vegetal.

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Deninson Lima assume a gerência de qualidade da Abrapa

O gestor é certificado pelo ICA Bremen como especialista em qualidade do algodão

19 de Agosto de 2025

Em nota, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), informou aos seus associados que, desde 1º de agosto de 2025, o Sr. Deninson Lima passou a ocupar o posto de Gerente de Qualidade da entidade.


Formado em Química Industrial e Gestão Comercial, Lima atua há nove anos no CBRA e foi um dos responsáveis pela implementação do Programa SBRHVI. Especialista em ISO 17025, é certificado pelo ICA Bremen como árbitro internacional e especialista em qualidade do algodão. Também é reconhecido pela Uster Technologies como especialista sênior em HVI.


Agradecimento


Na nota divulgada, a Abrapa também agradeceu ao Sr. Edson Mizoguchi pelo comprometimento dedicado aos programas de qualidade da associação desde sua entrada como Gerente de Qualidade, em 2016. No período que esteve à frente do setor de qualidade da entidade, seu trabalho resultou na criação do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), do Standard Brasil HVI (SBRHVI) e do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


Mizoguchi teve um impacto significativo na qualidade do algodão brasileiro e seguirá colaborando com a Abrapa e suas associadas como Consultor Externo de Qualidade, dando continuidade à sua contribuição para o fortalecimento da cotonicultura brasileira.


Leia o comunicado na íntegra:


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