Voltar

Relatório Mensal de Estatística - Setembro de 2025

17 de Setembro de 2025

Na última terça-feira, 16/09, foi publicado o Relatório Mensal de Estatística de setembro levantado pelo Cotton Brazil.O resultado documento traz dados de oferta e demanda globais do USDA. Para a produção brasileira, as fontes são da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) e IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).


Produção global: No mundo, a produção de 2025, foi revisada em setembro pelo USDA, e subiu 229,7 mil toneladas, se comparado ao mês anterior.


Líderes: China e Brasil são os únicos países da lista dos 10 maiores produtores mundiais a aumentarem o volume de algodão em 2024/2025.


Mais algodão: O consumo global também aumentou em 184 mil toneladas, na atualização do USDA, entre agosto e setembro de 2025.


Brasil: De acordo com a Conab, a produção da safra 2024/2025, que está sendo colhida, foi revisada em setembro para 4,06 milhões de toneladas, em agosto a produção era projetada em 3.94 milhões.


Essas e outras informações você pode conferir no relatório completo, disponibilizado no link:
https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Relatorio_WASDE_USDA_IMEA_Setembro-Novo.pdf

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa participa de encontro internacional de pesquisadores de algodão na Argentina

Evento realizado pelo International Cotton Advisory Committee (ICAC) reuniu nove países da América Latina em debates sobre a cadeia do algodão.

15 de Setembro de 2025

Com o objetivo de desenvolver uma agenda de trabalho conjunta entre os países produtores de algodão, o ICAC International Cotton Advisory Committee, através da Rede Latino-Americana de Pesquisa e Desenvolvimento do Algodão (Alida) e em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA), realizou, de 9 a 11 de setembro, o XV Encontro Regional de Pesquisadores de Algodão da América Latina e Caribe. O evento ocorreu na Estação Experimental Agropecuária de Reconquista, na Argentina, e teve a participação do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, e de representantes do setor algodoeiro de nove países incluindo Paraguai, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, México e Chile.


Desde 1986, o ICAC apoia a organização da Alida e promove edições do encontro a cada dois anos. Em 2025, o tema central foi “Horizontes produtivos do algodão na América Latina e Caribe”. Foram três dias de palestras e atividades voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da região, por meio da colaboração e do intercâmbio de conhecimentos entre os participantes.


O algodão na América Latina


O cultivo de algodão na América Latina é uma prática tradicional da região, que impulsiona a economia e conecta comunidades as suas culturas ancestrais.


O Brasil, que é líder regional de produção, nos últimos anos se tornou uma referência atual em termos de rastreabilidade, de sustentabilidade e qualidade. A Argentina e o Paraguai são outros grandes produtores do continente, que tendem a ampliar a área plantada com a pluma nos próximos anos. O Peru ganhou notoriedade durante o encontro pelo cultivo do algodão Pima, que apesar de ser produzido em pequena quantidade, tem um alto valor agregado e conquistou mercados internacionais de nicho.


Nos demais países, como o Equador e a Bolívia, a cotonicultura é desenvolvida por comunidades indígenas e pequenos agricultores, não tendo grandes produções voltadas à exportação, mas ao uso tradicional e consumo interno, portanto não tendem ao aumento expressivo da produção.


Apesar das diferenças, os países participantes enfrentam problemas em comum, como a estagnação da demanda mundial a falta de tecnologias disponíveis para a melhoria da qualidade e o controle de pragas. Fatores que também foram pautas do evento por elevarem os custos de produção e diminuírem a margem de lucro dos produtores.


Organização e valor agregado do algodão brasileiro


Na primeira apresentação, detalhou o modelo associativo da Abrapa, que reúne 11 associações estaduais responsáveis por 99% da produção nacional de algodão. “Enquanto associação, a Abrapa assume o papel de elevar os padrões da cadeia produtiva brasileira, oferecendo às filiadas programas de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade. Esses três pilares, em conjunto, ajudaram o país a alcançar o patamar de maior exportador global de algodão”, destacou.


Na segunda fala, o diretor apresentou os avanços em rastreabilidade, qualidade da fibra e comercialização da pluma brasileira. Ele explicou que os programas da Abrapa garantem transparência sobre a origem e a qualidade do algodão, desde a fazenda até o consumidor final.


Segundo Portocarrero, “ao longo dos anos, o sistema de rastreabilidade foi ampliado com informações socioambientais, sistemas de georreferenciamento e certificações”. Ele também mencionou o movimento Sou de Algodão e o programa Cotton Brazil, ressaltando a importância de cada iniciativa na promoção da fibra brasileira. “Em 2016, nasceu o movimento Sou de Algodão, que fortaleceu o mercado interno e uniu milhares de marcas em prol da fibra natural e sustentável. Para ampliar a presença internacional, especialmente na Ásia, o programa Cotton Brazil foi fundamental para consolidar o país na liderança das exportações globais”, afirmou.


Portocarrero reforçou ainda que o grande objetivo atual da Abrapa é assegurar excelência e padronização da qualidade da pluma brasileira, de modo a fidelizar clientes e expandir mercados.


Bandeira global


Além da produção, beneficiamento e comercialização da fibra, o encontro abordou o combate ao avanço das fibras sintéticas em detrimento das naturais no setor têxtil. Houve consenso sobre a necessidade de ações conjuntas, inclusive com produtores australianos e americanos, para conscientizar sobre os impactos ambientais e à saúde dos derivados de petróleo.


Resultados do encontro


O encontro promovido pelo ICAC, INTA e Alida reuniu pesquisadores e técnicos da cadeia do algodão latino-americano para trocar experiências e gerar conhecimentos que contribuam para o crescimento sustentável da produção e da área cultivada na região, além de abrir novas oportunidades de desenvolvimento.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Conexão Denim promove diálogos sobre moda responsável no Denim City

Encontro integrou as ações do projeto Talentos Senac, e aproximou estudantes, empresas e profissionais para discutir os caminhos de uma moda mais responsável

12 de Setembro de 2025

O Denim City, em São Paulo, foi palco na última quarta-feira (10) do Conexão Denim, encontro promovido em ação conjunta pelo movimento Sou de Algodão, a Covolan Denim e o Senac SP. O evento faz parte das iniciativas do projeto Talentos Senac, que aproxima a academia da indústria têxtil e da criação autoral, oferecendo aos estudantes a oportunidade de vivenciar processos reais da moda brasileira.


O Talentos Senac é um projeto anual do Senac SP, que seleciona alunos por meio de edital. Nesta edição, 15 estudantes foram escolhidos para desenvolver dois looks cada, totalizando 30 criações, que serão apresentados na Casa de Criadores, em dezembro. A coordenação criativa é do estilista João Pimenta, consultor criativo da instituição e parceiro do movimento.


No encontro, mediado por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do Sou de Algodão, foram apresentados cases e reflexões sobre como conectar iniciativas responsáveis a um futuro mais positivo para a moda brasileira. Manami destacou o avanço da rastreabilidade do algodão promovida pela Abrapa, que já soma quase meio milhão de peças rastreadas em parceria com grandes varejistas. 


Carolina Ferraz, diretora de projetos da Covolan, compartilhou as práticas de sustentabilidade da empresa, que incluem a preservação de recursos hídricos e o investimento em certificações internacionais. “Foi um momento muito especial, todos ficaram profundamente envolvidos e com vontade de levar essa conversa para outros espaços. Quando falamos diretamente com alunos, o impacto é ainda maior, porque refletir sobre ética e sustentabilidade no início da carreira torna mais fácil se posicionar no mercado, enquanto produto e marca, a partir dessa filosofia”, afirma Carolina.


Já João Pimenta trouxe a sua experiência como criador, ressaltando que a escassez sempre foi um motor de inspiração em sua carreira, levando-o a reaproveitar tecidos e valorizar matérias-primas responsáveis. “O encontro mostrou o comprometimento do movimento em fazer com que a moda brasileira cresça e evolua. A junção entre academia, alunos e indústria é fundamental para formar novos talentos preparados para o mercado. Foi muito estimulante perceber como a sustentabilidade foi abordada de forma clara e objetiva, e ver a indústria interessada nos futuros criadores e marcas. Esse tipo de experiência faz toda a diferença para que os estudantes entendam o que está acontecendo no mercado e possam construir um futuro mais consciente para a moda”, reitera o estilista. 


“Participar deste talk foi uma experiência incrível. Como coordenadora, é gratificante poder proporcionar aos alunos esse tipo de interação entre produtores, indústria e criadores de marca. Foi uma conversa rica, e que certamente impactou os estudantes de forma positiva”, destaca Ana Paula Mendonça Alves, coordenadora do Bacharelado em Design de Moda do Senac São Paulo.


Para Manami, a conexão entre academia, indústria e criação é fundamental para transformar o setor. “Nosso objetivo com o Conexão Denim foi justamente criar esse espaço de diálogo entre diferentes elos da cadeia da moda, do campo à indústria, passando pela academia e a criação autoral. Quando aproximamos diversos pontos de vista, conseguimos enxergar de forma mais clara como cada iniciativa contribui para um futuro mais responsável e conectado”, diz.


O Conexão Denim também contou com a presença de estudantes do Senac e de jornalistas do trade têxtil, ampliando os diálogos sobre transparência, colaboração, pessoas e conexões - pontos centrais para a construção de uma moda que respeita o meio-ambiente, valoriza pessoas e fortalece a cadeia produtiva nacional.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Quais são as 10 cidades com maior valor de produção agrícola no Brasil?

Ranking do IBGE mostra que o top 10 somou R$ 52,4 bilhões em 2024, concentrando 6,7% do valor da produção agrícola nacional

12 de Setembro de 2025

A cidade de Sorriso, no Mato Grosso, consolidou-se mais uma vez como a capital do agronegócio brasileiro.


Pelo sexto ano consecutivo, o município liderou o ranking nacional em valor de produção agrícola, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM 2024), divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Em 2024, Sorriso registrou valor de produção de R$ 7,2 bilhões, o que corresponde a 0,9% do total nacional.


O município também se destacou em diferentes culturas: foi o 3º maior em soja (R$ 3,3 bilhões), o 1º em milho (R$ 2,4 bilhões), o 6º em algodão (R$ 1,3 bilhão) e o 4º em feijão (R$ 195,7 milhões).


Bahia e Mato Grosso dividem posições de destaque
Na sequência do ranking, São Desidério (BA) aparece com R$ 6,6 bilhões, seguido por Sapezal (MT), com R$ 5,9 bilhões. Ambos os municípios têm forte participação na produção de soja e algodão.


No total, os 10 maiores municípios em valor de produção agrícola somaram R$ 52,4 bilhões, o que representa 6,7% do valor nacional.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Primeira viagem da Transnordestina será em outubro, diz ANTT

Agência Nacional de Transportes também vê entraves jurídicos da Ferrogrão superados abrindo caminho para avanço do leilão em 2026

12 de Setembro de 2025

Após 10 anos de obras, a ferrovia Transnordestina fará sua primeira viagem no próximo mês. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 10, pelo o superintendente de transporte ferroviário da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alessandro Baumgartner.


“Já temos 680 quilômetros prontos e estamos concluindo a verificação técnica para autorizar a primeira viagem em outubro. A Transnordestina é um divisor de águas para o escoamento da produção agrícola do Nordeste e vai oferecer uma alternativa logística muito mais eficiente para os produtores”, destacou Baumgartner durante o  Fórum Geopolítica e Logística. O trecho mencionado liga Eliseu Martins (PI) até o início do Ceará.


Quando estiver concluída, a Transnordestina terá 1,2 mil quilômetros de extensão, ligando o Piauí ao porto de Pecém no Ceará. Para efeito de comparação, a ferrovia terá a mesma dimensão da ligação ferroviária entre Lisboa e Paris, atravessando Portugal e boa parte da França. “É importante ter noção do tamanho do Brasil. Uma ferrovia como a Transnordestina tem a mesma escala de obras que unem países inteiros na Europa. Esse é o desafio da logística brasileira e também a oportunidade de transformar nossa matriz de transporte”, observou o superintendente.


Em julho deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o incremento de mais R$ 1,4 bilhão para a finalização da ferrovia. Ao todo, já foram investidos R$ 8,2 bilhões, e o orçamento total da obra é de R$ 15 bilhões.


Ferrogrão
Além da Transnordestina, Baumgartner destacou outros projetos estruturantes, como a Ferrogrão, que terá leilão previsto para 2026 e deve ligar o Mato Grosso a Miritituba (PA). A ferrovia deve encurtar distâncias e reduzir custos para o transporte de grãos do Centro-Oeste.


“Hoje, o produtor brasileiro enfrenta uma média de 1,2 a 1,5 mil quilômetros até chegar ao porto. Na Argentina, essa distância é de 300 a 400 quilômetros. Precisamos mudar essa realidade, e a Ferrogrão é uma resposta concreta a esse desafio”, afirmou.


De acordo com o superintendente, a visão da área jurídica da ANTT é de que as questões que travavam o projeto já foram superadas. Conforme noticiou o Agro Estadão, o projeto está parado no Supremo Tribunal Federal há três anos. “Muito se falou sobre o licenciamento da Ferrogrão, mas, com a mudança de traçado e ajustes ambientais, não há mais impedimentos para que o processo avance. O próximo passo é manter o cronograma para que o leilão ocorra no prazo previsto”, disse.


Custo logístico da soja
Durante o evento, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Maurício Buffon, reforçou a urgência de destravar os gargalos logísticos do país. Ele reforçou que a falta de infraestrutura encarece significativamente a competitividade brasileira frente aos concorrentes. “Pagamos um preço alto por uma série de atrasos que encarecem demais o chamado custo Brasil. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos gastam cerca de 40% do que nós gastamos em logística de soja, enquanto a Argentina chega a 60%. Ou seja, já partimos com um deságio de quase 50% só no frete”, destacou Buffon.


O dirigente lembrou ainda que aproximadamente 30% do custo total da soja no Brasil está relacionado ao transporte. “É um peso enorme para o produtor, que reduz nossa competitividade global. Se tivéssemos feito o dever de casa em infraestrutura há anos, não estaríamos enfrentando os mesmos entraves hoje. Precisamos avançar, porque o setor produtivo não aguenta mais carregar essa ineficiência”, completou.


O primeiro Fórum Geopolítica e Logística é realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), e a Aprosoja Brasil.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

País tem safra recorde com 350, 2 mi de toneladas de grãos no ciclo 2024/2025

Volume na atual colheita é 16, 3% superior ao do ciclo passado; crescimento do resultado é atribuído à expansão de 1, 9 milhão de hectares de área cultivada

12 de Setembro de 2025

A produção nacional de grãos bateu novo recorde histórico, com 350,2 milhões de toneladas produzidas no ciclo 2024/25. O volume supera o da temporada 2022/23, quando foram colhidas 324,36 milhões de toneladas -a alta foi de 16,3%.


Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), estatal vinculada ao MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), responsável por executar a política agrícola e de abastecimento de alimentos do país.


O evento feito em Brasília teve a presença do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), os ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e o presidente da Conab, Edegar Preto.


“Os três últimos anos foram recordes no Plano Safra 2023,2024 e 2025, além de recordes de exportação. O Brasil saiu do mapa da fome, e hoje temos deflação de alimentos” disse Carlos Fávaro.


Os dados do 12o Levantamento da Safra 2024/2025 apontam que a soja teve produção recorde, estimada em 171,5 milhões de toneladas, alta de 20,2 milhões de toneladas sobre a safra passada. A maior produtividade ficou com Goiás, com 4.183 kg/ha, e a menor no Rio Grande do Sul, com 2.342 kg/ha, onde as regiões produtoras passaram por altas temperaturas e chuvas irregulares.


A safra sempre envolve dois anos porque o plantio acontece em um ano e a colheita, no seguinte. A soja, por exemplo, que foi plantada no segundo semestre de 2024 (setembro a novembro), só foi colhida no primeiro semestre de 2025 (janeiro a abril).


Houve produtividade recorde na média nacional nas lavouras de milho, considerando as três safras do grão, estimada em 6.391 quilos por hectare no atual ciclo. Com isso, espera-se produção total de 139,7 milhões de toneladas na safra 2024/25, alta de 20,9% em relação a 2023/24 e a maior do produto registrada pela estatal.


Na primeira safra, a produção foi estimada em 24,9 milhões de toneladas, alta de 8,6% sobre a anterior. Na segunda, com 97% da área colhida e 3% em maturação, estima-se alta de 24,4% na produção, prevista em 112 milhões de toneladas. Para a terceira safra, com as lavouras em desenvolvimento, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas.


É esperado, ainda, um recorde para o algodão, com a produção da pluma estimada em 4,1 milhões de toneladas. O resultado traz alta de 9,7% sobre a safra anterior e é sustentado pelo aumento de 7,3% na área semeada e pelo clima favorável.


Para o arroz, que já tem colheita encerrada, a produção alcançou 12,8 milhões de toneladas, alta de 20,6% sobre 2023/24 e a 4a maior já registrada. O aumento reflete a expansão de 9,8% na área semeada e as condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. No caso do feijão, a estimativa traz uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento interno do país.


Das culturas de inverno, o trigo teve redução de 19,9% na área destinada ao grão ante a safra passada, totalizando 2,4 milhões de hectares. Já a produtividade deve ter recuperação, saindo de 2.579 quilos por hectare em 2024 para 3.077 kg/ha neste ano. A produção está estimada em 7,5 milhões de toneladas nesta safra, 4,5% menos que a safra passada.


O ministro Teixeira afirmou que, a despeito do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as vendas aos americanos seguem fortes.


“O impressionante é que eu tenho ouvido dos produtores brasileiros que os americanos não estão abrindo mão dos produtos brasileiros, apesar do tarifário. Eles continuam comprando carne, comprando frutas, comprando os nossos produtos que são fundamentais para a economia americana. E eu espero que, a partir dessa semana, eles comecem a abaixar o tarifácio porque estão prejudicando muito o consumidor americano”, disse.


Fávaro criticou a gestão de Jair Bolsonaro, lembrando que se chegou a cogitar fechar a Conab.


Alckmin citou o papel da estatal na regulação de preços, evitando efeitos de sazonalidade que impactam o bolso dos consumidores. “Tem momentos que a safra é recorde e o preço cai. É a hora de comprar e a hora de fazer estoque. Lá na frente, isso é cíclico. A safra desaba e o preço dispara. É a hora de colocar produto para ter uma regularidade de preços e evitar que o povo, que o consumidor fique sempre perdendo.”


Preto afirmou que a Conab voltou a fazer estoques de alimentos, ajudando a controlar a inflação. “Voltamos a fazer estoques públicos depois de 11 anos que não tínhamos estoque de arroz. Fazia 14 anos que não havia estoque de trigo. Agora temos estoque de trigo. Temos estoque de milho. Estamos comprando mais milho para reformular os nossos estoques, estamos fazendo subvenção para o feijão”, declarou.


O governo vai liberar R$ 12 bilhões para renegociar dívidas de produtores perderam safra por adversidades climáticas.


Barcaças carregadas com soja cruzam o rio Tapajós, em Itaituba (PA)


Soja cai em 2024, mas ainda gera um terço do valor


O valor da produção de soja no Brasil foi de R$ 260,2 bilhões em 2024, queda de 25,4% ante 2023 (R$348,7 bilhões), segundo 0 IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


O órgão associou a redução a impactos de problemas climáticos e baixa nos preços da commodity.


Mas o grão ainda respondeu por 33,2% do valor total da produção agrícola do país no ano passado.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 12/09/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #36/2025

12 de Setembro de 2025

Destaque da Semana - A expectativa de corte de juros pelo Fed sustenta os mercados ao redor do mundo, inclusive as commodities, mas fundamentos pesam: safra maior, exportações fracas dos EUA, desequilíbrio nas negociações on Call e tarifas dos EUA. O mercado segue em compasso de espera pelo relatório do USDA que sai hoje às 13hs de Brasilia.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 11/set cotado a 66,72 U$c/lp (+0,8% vs. 04/set). O contrato Dez/26 fechou em 69,36 U$c/lp (+0,6% vs. 04/set).


Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 733 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 11/set/25.


Altistas 1 - Índia segue comprando volumes expressivos para chegada antes do fim da inserção da tarifa de importação em 31/dez. Algodão brasileiro lidera importações no país.


Altistas 2 - Enchentes no Paquistão interrompem colheita e beneficiamento, elevando riscos de perdas físicas e de qualidade. Parte das fiações volta a sondar importações.


Altistas 3 - Dados macro dos EUA animaram os mercados: Dow Jones superou 46.000 pontos e inflação “core” avançou 0,3% em agosto. Com pedidos de auxílio-desemprego no maior nível em quatro anos, aumentaram as apostas de corte de juros pelo Fed já em setembro, sustentando commodities.


Altistas 4 - Ações asiáticas dispararam, com o índice MSCI próximo de recorde histórico. O movimento foi impulsionado pela expectativa de corte de juros nos EUA, aumentando o apetite global por risco e beneficiando o algodão.

Baixistas 1 - Impulsionada pela expansão da área em Xinjiang e por produtividade acima do esperado, a produção chinesa este ano deve ultrapassar 7 milhões de toneladas, segundo a BCO. O USDA ainda fala em 6,91 milhões tons.


Baixistas 2 - Apesar de exportações firmes, consumo interno chinês segue decepcionando e o mercado imobiliário continua em retração, reduzindo a demanda geral.


Baixistas 3 - No contrato Dez/25 há 6,25 milhões de fardos em purchases on call não fixados contra apenas 2,01 milhões em sales on call. Esse desequilíbrio representa mais de 4 milhões de fardos de pressão vendedora sobre o Dez/25. Mesmo considerando que parte já foi fixada via acumuladores, o volume líquido ainda deve superar 3 milhões de fardos — fator claramente baixista para o contrato.


Baixistas 4 - Safra americana deve ser aumentada pelo USDA devido às ótimas condições de campo até aqui. A pergunta é quando o USDA aumentará a previsão e para quanto.

Qualidade - A Abrapa publicou o primeiro relatório de qualidade do algodão brasileiro na safra 2024/25. Até 31/ago, 5,57 milhões de fardos foram analisados. A previsão é chegar a 18,5 milhões de fardos diagnosticados na safra. Veja: https://bit.ly/QualiAlgodao

CBA 2026 - A 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão ocorrerá de 22 a 24/set/2026 em Belo Horizonte, reunindo produtores, pesquisadores, empresas e profissionais do setor têxtil e do agronegócio. Saiba mais: https://bit.ly/CBA_2026

EUA 1 - De acordo com o relatório do USDA, divulgado hoje (08/set), as lavouras classificadas como boas + excelentes somam 54% do total, alta de 3 p.p com relação à semana passada.

EUA 2 - Nesta mesma semana, em 2024, 40% das lavouras americanas eram classificadas como boas + excelentes.


EUA 3 - Exportações semanais dos EUA foram fracas, apenas 129,6 mil fardos de upland. O algodão americano perde espaço para Brasil e Austrália nas compras da Índia e outros destinos.

China - Importações chinesas de algodão na safra 2024/25 totalizaram 1,13 milhão tons (-65% vs 2023/24). Importações dos EUA caíram 83% (de 35,1% para 17,6%), enquanto do Brasil expandiram para 43,0% (vs 39,8% em 2023/24).

Turquia 1 - Segundo relatório do USDA, a área plantada de algodão na Turquia na safra 2025/26 será de 395 mil ha (-8% vs estimativa anterior, -15% vs safra 2024/25). A produção está prevista em 700 mil tons (-19% em relação ao ano anterior).


Turquia 2 - A previsão de consumo de algodão para a safra 2025/26 é de 1,45 milhão tons, uma redução de 5% frente à estimativa anterior e 3% menor que a safra 2024/25 revisada (1,50 milhão tons).

Índia 1 - A produção estimada para a safra 2024/25 foi revisada pela CAI para 5,31 milhões tons, aumento modesto. As importações também subiram para cerca de 697 mil tons, enquanto o consumo doméstico está em aproximadamente 5,34 milhões tons.


Índia 2 - As empresas de têxteis indianas esperam uma queda de 5-10% na receita neste ano fiscal, devido às novas tarifas de 50% dos EUA. Apesar disso, há expectativa de que vendas antecipadas e novos mercados mitiguem o impacto.

Tailândia - Na safra 2024/25, as importações tailandesas de algodão totalizaram 111.807 tons (+27% vs 2023/24). Os EUA forneceram 47% do total, enquanto a Austrália respondeu por 24% e o Brasil, por 20%.

Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 29,4 mil tons na primeira semana de setembro/25. A média diária de embarque foi 27,1% menor que no mesmo mês em 2024.

Colheita 2024/25 - Até o dia de ontem (11/09) foram colhidos no estado da BA (89,7%), GO (94,1%), MA (100%), MG (92%), MS (100%), MT (99%), PI (100%), PR (100%) e SP (97,5%). Total Brasil: 97,16%.

Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (11/09) foram beneficiados nos estados da BA (52%), GO (59,55%), MA (30%), MG (60%), MS (60%), MT (29%), PI (56,4%), PR (100%) e SP (95%). Total Brasil: 35,69%.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 11-09

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro - Agosto de 2025

09 de Setembro de 2025

Foi publicado pela Abrapa nesta terça-feira, 09/09, o primeiro relatório de qualidade do algodão brasileiro na safra 2024/2025.

Até o dia 31 de agosto 5.567.300 foram analisados pelos 13 laboratórios que integram o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). A previsão para esta safra é atingir 18.516.196 fardos diagnosticados.

Com volume 8% superior ao do mesmo período do ano passado, o índice de resistência acima de 32 STR, ganhou destaque entre as qualidades analisadas. Outro dado que apresentou aumento foi o de comprimento da fibra, que nesta safra que do total analisado já registrou 15,37% do volume de fibras longas, com comprimento acima de 1,2 UHML.

Confira todos os detalhes no Relatório de Qualidade da Abrapa de através do link:

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Relatorio-de-Qualidade-safra-24-25-31.08.25.pdf

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Classificação de contaminantes é tema de workshop promovido pela Abrapa, em Minas Gerais

Curso realizado na sede da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) uniu conhecimento e prática em análise do algodão

08 de Setembro de 2025

Nos dias 2 e 3 de setembro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu na sede da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) o Workshop de Classificação de Contaminantes em Pluma. Unindo conhecimento e prática, o curso instruiu 22 profissionais de qualidade sobre a metodologia de análise que é adotada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Sendo uma referência universal, a metodologia que é utilizada em arbitragens comerciais e garante a qualidade das melhores fibras produzidas no mundo há mais de 10 anos. Participaram do workshop representantes de tradings, laboratórios, associações estaduais e da indústria têxtil.


Anicézio Resende, gerente da Minas Cotton, Central de Classificação de Fibra de Algodão da Amipa, elogiou o workshop e destacou a importância da parceria entre as entidades. “A parceria entre a Abrapa e a Amipa reforça o compromisso do setor com a qualidade e a transparência do algodão brasileiro. Foi um momento muito rico de troca de experiências, aprendizado técnico e alinhamento de estratégias que fortalecem toda a cadeia produtiva.”, afirmou Resende.


De acordo com o Gerente de Qualidade da Abrapa, Deninson Lima, responsável por ministrar o curso, “o workshop foi muito importante para esclarecer aos representantes da cadeia sobre os gargalos gerados pela ausência de um padrão para classificação de contaminantes e a importância dessa especificação para o algodão brasileiro”.


Transparência que valoriza o algodão brasileiro


A contaminação da pluma é um problema recorrente na produção do algodão. No caso brasileiro, os contaminantes mais comuns são o plástico, a casca da semente, restos de caule, capim e picão, que impactam diretamente o rendimento da indústria de fiação e a qualidade final do fio. O fato de o Brasil ainda não adotar um padrão chamou atenção dos participantes do workshop, que concordaram que a falta de dados e de padronização geram um impacto negativo para a comercialização do algodão brasileiro.


Para Deninson Lima, “Com a falta de transparência em relação aos contaminantes os compradores tendem a pagar menos e em alguns casos, utilizar o algodão brasileiro em menor quantidade, pois têm o receio da pluma acabar por comprometer o processo de fiação e terem prejuízos. Wokshops como esse, que reúnem classificadores, técnicos e industriais, são ainda mais importantes, por alinhar critérios enquanto não adotamos o padrão mundial.”


A ausência de dados regionais sobre contaminantes na pluma dificulta a adoção de medidas mais eficazes para reduzir o problema. Sem uma base estatística, produtores e unidades de beneficiamento ficam sem parâmetros claros para identificar e combater as causas da contaminação, comprometendo a qualidade da fibra e, consequentemente, seu valor de mercado.


Programa de qualidade da Abrapa


A realização do Workshop de Classificação de Contaminantes em Pluma faz parte do plano de ação de qualidade da Abrapa. Em parceria com as associações estaduais, a entidade tem realizado cursos, workshops, dias de campo e missões internacionais focados na melhoria e valorização da fibra brasileira.


Para Resende, a iniciativa coloca o Brasil em sintonia com os melhores padrões globais de qualidade da fibra, “Essa ação, somada as práticas que já tivemos a oportunidade de conhecer em treinamentos nos Estados Unidos, coloca o Brasil em sintonia com os melhores padrões globais e em posição de destaque entre os países fornecedores de fibra. Também oferece segurança ao produtor para adotar medidas de mitigação em todas as etapas da produção, o que contribui para a melhoria contínua da qualidade do algodão brasileiro.”


E completou: “Os esforços da Abrapa pela melhoria da qualidade da fibra brasileira fortalecem a imagem do nosso algodão no mercado internacional, transmitindo transparência, responsabilidade e evolução constante em boas práticas. Isso gera mais confiança entre os compradores e amplia a competitividade do produto brasileiro”.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

O sucesso do algodão brasileiro no mundo passa por tecnologia e inovação

Programação técnica e científica do 15º CBA terá formato inovador e promete surpreender com novidades para o setor algodoeiro

05 de Setembro de 2025

Em 2024, o Brasil se tornou o terceiro maior produtor de algodão do mundo, conquista que resultou na liderança do país no ranking global de exportações da fibra. Esses resultados impactam positivamente a economia e impressionam os consumidores finais dos produtos de algodão. Mesmo com esse desempenho expressivo, ainda se fala pouco sobre o vasto caminho técnico e científico percorrido por pesquisadores de todo o Brasil até que o país atingisse esse patamar de produtividade da pluma.


Com o objetivo de dar visibilidade a esses temas e aproximar o grande público da realidade do setor, o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) trará, em sua 15ª edição, conteúdo de qualidade sobre os processos científicos que estão por trás do sucesso da pluma brasileira. O evento acontecerá de 22 a 24 de setembro de 2026, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). A estrutura contará com plenárias, hubs de conteúdos técnicos simultâneos e workshops, tornando a produção científica mais acessível aos interessados no setor e explorando os diversos tópicos que envolvem a cadeia produtiva da fibra.


De acordo com o coordenador da Comissão Científica do CBA, Rafael Galbieri, “O CBA é o momento em que a comunidade científica tem a possibilidade de se reunir e discutir temas relevantes que possam impulsionar a cultura de forma sustentável no Cerrado brasileiro, garantindo produção e qualidade da fibra. O congresso irá proporcionar todo o suporte para que esse ambiente técnico-científico aconteça em sua plenitude, com diferentes temáticas envolvendo pesquisadores, produtores, técnicos, consultores, professores e estudantes.”


A marca de Minas Gerais na cotonicultura


Minas Gerais, estado que receberá o CBA em 2026, também vem se destacando na cotonicultura brasileira pelo desenvolvimento técnico e científico aplicado em suas lavouras, com foco em sustentabilidade. A Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) tem se consolidado como celeiro de projetos ligados à agroecologia e ao manejo integrado de pragas, bem avaliados pelo setor agrícola nacional.


Sobre a plantação de algodão em Minas Gerais, o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Fernando Lamas, explicou que “O cultivo do algodoeiro em sistema plantio direto atualmente utilizado por muitos produtores é um resultado significado da pesquisa brasileira. No caso específico do Norte de Minas, cultivares adaptadas à região e o sistema de produção adaptado às condições locais contribuíram para viabilidade da cultura na região.”


Os cotonicultores da região Norte de Minas, que já foi uma das maiores produtoras de pluma do país, estão retomando seu espaço no cenário nacional com o apoio da biotecnologia e de outras técnicas. Desde 2014, por exemplo, a Amipa mantém uma biofábrica de macro-organismos, liberados nas lavouras por meio de drones para auxiliar no controle biológico das pragas do algodoeiro. Esse processo tem reduzido o uso de defensivos agrícolas, gerando ganhos ambientais e econômicos para os produtores.


Segundo o presidente da Amipa, Daniel Bruxel, “A programação científica do Congresso Brasileiro de Algodão é fundamental para o fortalecimento da cotonicultura em Minas Gerais. Os temas abordados são atuais, com foco em sustentabilidade e inovação, o que coloca o algodão na vanguarda tecnológica do campo”.


Bruxel afirma que uma das razões de sucesso do CBA é a capacidade do evento em unir diversos temas científicos que ajudam os produtores a ultrapassarem obstáculos inerentes à cotonicultura. “O êxito do Congresso está na capacidade da comissão organizadora de reunir, em um único evento, conteúdo técnico e científico de alto nível aliado a temas de gestão e mercado, oferecendo ao produtor ferramentas completas para enfrentar os desafios da cotonicultura”, completou.


Legado para o algodão brasileiro


Na edição de 2024, realizada em Fortaleza (CE), o CBA contou com mais de 4.200 participantes, 114 palestrantes, 19 hubs temáticos e 288 trabalhos científicos apresentados.


Para Galbieri, “O Congresso é o maior e o mais importante evento da cotonicultura brasileira. A expectativa para 2026 é de um congresso ainda maior, impulsionado pela grandeza que estamos presenciando na produção nacional de algodão. O evento é uma oportunidade única de relacionamentos e atualizações do ponto de vista técnico da cultura.”


Os especialistas do CBA 2026


Na próxima edição, a Comissão Científica será composta por 11 especialistas, responsáveis por selecionar pesquisadores de todo o Brasil para apresentarem trabalhos relacionados a temas de interesse do setor. Em 2024, foram contempladas oito áreas de conhecimento, com destaque para a agricultura digital e a biotecnologia.


Fernando Lamas, acredita que o CBA reúne os diferentes elos da cadeia do algodão o que permite uma rica troca de experiências. “Sob o ponto de vista técnico científico o CBA reúne pesquisadores e técnicos que estão envolvidos diretamente com a produção de algodão no Brasil e no Exterior. São apresentados e discutidos resultados de pesquisas que ao serem incorporados aos sistemas de produção proporcionam melhorias significativas na produtividade e qualidade do algodão produzido, além da preservação ambiental. O intercâmbio entre pesquisadores é algo muito relevante, pois além de permitir troca de experiência, proporciona o conhecimento sobre o que está sendo trabalhado na área técnica-científica.”


Rafael Galbieri explicou que congressistas do CBA cada vez mais participam do evento na expectativa de encontrar informações seguras e atuais que possam ser utilizadas diretamente nas unidades de produção. “A produção de algodão em clima tropical é complexa e muito dinâmica. Temos ainda grandes desafios pela frente”, pontuou.


Conheça os nomes que irão compor a Comissão Científica do CBA:




  1. Rafael Galbieri, do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA);

  2. Odilon Reny Ribeiro Ferreira Silva, da Embrapa Algodão;

  3. Fernando Mendes Lamas, da Embrapa Agropecuária Oeste;

  4. Juan Piero Antonio Raphael, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros, da Universidade de São Paulo (USP – ESALQ);

  5. Joao Paulo Saraiva Morais da Embrapa Algodão;

  6. Ana Luiza Dias Coelho Borin, da Embrapa;

  7. Jacob Crosariol Netto, do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA);

  8. Martha Viviana Torres Cely, da Universidade Federal do Mato Grosso, (UFMT);

  9. Cezar Busato, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa);

  10. Fábio Oliveira Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa);

  11. Rodrigo Lima, da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa).


CBA 2026


A 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) acontecerá de 22 a 24 de setembro de 2026, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Reconhecido como o maior congresso da cadeia produtiva do algodão, o CBA reúne milhares de participantes, incluindo produtores, pesquisadores, empresas, autoridades e profissionais da indústria têxtil e do agronegócio.


Com uma programação técnica e estratégica, o congresso promove debates sobre inovação, sustentabilidade, mercado e tendências, além de oferecer amplo espaço para networking e oportunidades de negócios.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter