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China abre mercado para DDG e Mato Grosso sai na frente com articulação estratégica da Sedec

16 de Maio de 2025

A China oficializou a abertura de mercado para o DDG (grãos secos de destilaria com solúveis) brasileiro, e Mato Grosso larga na frente graças a uma articulação estratégica da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). A definição ocorreu durante o evento Diálogo Brasil-China sobre Segurança Alimentar, realizado nesta terça-feira (14.5), em Pequim.


Antecipando os passos do acordo internacional, em 16 de abril, o Governo de Mato Grosso articulou a assinatura de três memorandos de entendimento com o grupo chinês Donlink — gigante do setor agroindustrial, interessada na importação de pulses (como gergelim e feijões) e, principalmente, do DDG mato-grossense. Os documentos foram firmados com a Associação dos Cerealistas de Mato Grosso (Acemat) e a Bioind (Associação das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso).


“Mato Grosso vai sair na frente porque foi precursor ao levar a Donlink para conhecer o potencial do Estado no mês passado e assinar os termos de cooperação. Também trouxemos a Haid Group, que é a maior empresa de ração animal da China. Agora é a hora de começar a exportação do DDG, e Mato Grosso, por meio do trabalho realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico junto aos segmentos produtivos, sai na frente. Como sempre digo: Mato Grosso é o lugar, é o pedaço do Brasil que está dando certo”.


O DDG, subproduto da produção de etanol e utilizado como ração animal, entra agora no radar do maior mercado consumidor do mundo. Mato Grosso, maior produtor nacional de etanol de milho, consolida-se como fornecedor de destaque.


A abertura de mercado também contempla pulses, como gergelim e feijões. Segundo Zhao Yi, engenheira-chefe da Associação Nacional de Grãos da China, o Brasil — que tem 21 empresas habilitadas para exportar — se consolida como fornecedor estratégico de gergelim branco, com potencial para atender à crescente demanda chinesa por fibras e óleos vegetais.


“A classe média chinesa, com mais de 900 milhões de pessoas, consome, em média, 500g por dia de produtos à base de grãos. O Brasil é parte do nosso plano de garantir estoques de alimentos para os próximos 50 anos”, afirmou Zhao.


O presidente da China Meat Association, Chen Wei, ressaltou a importância da criação de uma “linguagem comum tecnológica” para ampliar a confiança do consumidor chinês. Ele também sugeriu o intercâmbio de talentos e o fortalecimento de marcas brasileiras no mercado asiático. Além do DDG, os chineses demonstraram interesse em ampliar as importações de miúdos de aves e suínos, além de pescados amazônicos.


Para o presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, a entrada no mercado chinês é um marco para o setor. Até então, apenas os Estados Unidos eram fornecedores de DDG para a China. Atualmente, o Brasil exporta o produto para 18 países, mas o mercado chinês tem o maior potencial para alavancar a produção em Mato Grosso e no país.


“Há oito anos começamos essa jornada em Lucas do Rio Verde, e hoje o DDG mato-grossense tem acesso ao maior mercado do mundo. Isso é só o começo, inclusive com perspectivas de venda direta de etanol no futuro próximo”, declarou.


No setor do algodão, a China também já é o principal destino das exportações brasileiras. Segundo o diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcelo Duarte, que há seis anos atua na Ásia, desde o ano passado o Brasil lidera a venda de algodão. Mato Grosso tem papel-chave nesse desempenho, pois responde por 70% da produção nacional e já lidera o market share chinês.


“Há seis anos, representávamos seis fardos de algodão de cada cem vendidos para a China. Hoje, são quarenta de cada cem. Conseguimos a liberação do farelo de algodão e estamos perto de conquistar a liberação do caroço de algodão, que também é um importante insumo para exportação. Com o apoio das autoridades estaduais e federais, o Brasil tem ganhado espaço diante da tensão comercial entre Estados Unidos e China”, explicou.


Com a Sedec atuando como ponte e catalisadora, Mato Grosso consolida sua posição como estado protagonista na nova era do agronegócio internacional.

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ApexBrasil leva a cultura, os sabores e a qualidade do agro brasileiro ao mercado chinês

Eventos realizados em Pequim nesta quarta-feira (14) reforçam a cultura brasileira e consolidam o país como um parceiro estratégico e confiável para a segurança alimentar da China

16 de Maio de 2025

Nesta quarta-feira (14/5), o Brasil fortaleceu sua presença no mercado chinês com uma agenda estratégica focada em segurança alimentar e expansão do comércio de proteínas animais, reforçando sua imagem como parceiro confiável no setor de alimentos.


O dia começou com o Seminário Diálogos Brasil-China para Segurança Alimentar, realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Pequim.


Durante o encontro, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou a relevância da parceria sino-brasileira, ressaltando que o Brasil vive um momento único de proximidade estratégica com a China. “Talvez nós não tenhamos tão cedo um ambiente tão favorável, tão cheio de possibilidades como nós temos agora com esses dois presidentes”, afirmou, ao mencionar o alinhamento entre os presidentes Lula e Xi Jinping. Viana também reforçou o protagonismo brasileiro no abastecimento do mercado chinês, lembrando que “o Brasil é responsável por 25% dos 215 bilhões de dólares” em importações agrícolas da China.


Para ele, a relação bilateral vai além dos negócios, com cooperação crescente em diversas frentes.


"Estamos ampliando nossas parcerias em várias áreas. Já temos acordos importantes envolvendo gergelim, café, frutas e uvas. Isso mostra como os sabores do Brasil estão ganhando espaço e despertando interesse no mercado chinês — ressaltou Jorge Viana.


O setor do agronegócio brasileiro está representado no evento por 13 entidades setoriais e a ApexBrasil tem parceria com todas elas. Os setores abrangem carne bovina, carne de frango e porco, algodão, biotecnologia e bioinsumos, frutas, gergelim e feijões, café, etanol de milho, suco de laranja, farinhas para alimentação animal, peixe e arroz.


“O que queremos deixar claro, principalmente para os empresários chineses, é que o Brasil é um parceiro confiável, estável e com grande capacidade de produção. Trabalhamos com sustentabilidade e temos uma escala de produção que nos coloca como um grande polo de desenvolvimento do agronegócio no mundo”, completou Laudemir Müller, gerente de Agronegócio da ApexBrasil.


O evento reuniu organizações brasileiras como a ABIARROZ (Associação Brasileira da Indústria do Arroz), ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), ABRAPA (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), ABRAFRUTAS (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados), ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais), Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), CropLife Brasil (Associação da Indústria de Defesa Vegetal e Biotecnologia), IBRAFE (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses) e UNEM (União Nacional do Etanol de Milho).


Entre as entidades chinesas estiveram CFNA (Câmara de Comércio do Governo da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Naturais e de Origem Animal);  ATPC (Centro de Promoção do Comércio Agrícola da China); CFMA (Associação Chinesa de Comercialização de Frutas); CNAGS (Associação Nacional da China do Setor de Grãos); e CMA (Associação Chinesa da Indústria da Carne).


Escritório da Carne Brasileira na China


Na parte da tarde, a programação seguiu com a cerimônia de inauguração do Escritório da Carne Brasileira na China, uma iniciativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), com apoio da ApexBrasil. Localizado no Prosper Center, em Chaoyang – o coração diplomático e comercial de Pequim –, o espaço funcionará como hub institucional e operacional para as associações do setor em toda a Ásia.


"Estamos vivendo um momento histórico com a abertura desse espaço. É uma conquista construída com muito esforço, em um dos melhores momentos da relação Brasil-China. Em apenas dez dias organizamos o maior seminário já realizado sobre segurança alimentar, e agora damos mais um passo importante com essa nova estrutura, que conta com um time dedicado e comprometido com os resultados — afirmou Jorge Viana na ocasião.


O novo escritório dará suporte direto às empresas associadas, facilitará o relacionamento com autoridades locais e fortalecerá ações de promoção comercial, incluindo as ações promovidas pelos projetos setoriais Brazilian Beef, Brazilian Chicken, Brazilian Pork e Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck, mantidos pelas entidades em parceria com a ApexBrasil.


A China manteve sua posição como principal mercado das carnes brasileiras no primeiro trimestre de 2025. Somente de carne de frango, o país asiático importou 140,4 mil toneladas. As compras de carne suína chegaram a 53,4 mil toneladas no mesmo período.


“Estabelecer uma estrutura fixa na capital chinesa é uma iniciativa fundamental para garantir mais previsibilidade e agilidade na interlocução com o governo local, especialmente em temas sanitários, regulatórios e comerciais”, destaca Roberto Perosa, presidente da ABIEC.


Já o presidente da ABPA, Ricardo Santin, ressalta o fortalecimento do papel do Brasil como parceiro confiável. “Este é um movimento estratégico para ampliar o protagonismo do Brasil como parceiro confiável da segurança alimentar mundial. A base em Pequim funcionará como uma ponte entre os setores produtivos brasileiros e os mercados asiáticos, favorecendo a construção de parcerias de longo prazo e a resposta a demandas comerciais e sanitárias com mais agilidade e proximidade”, afirma.


Parceria com a Luckin Coffee


Encerrando a agenda do dia, foi firmada uma nova parceria entre a ApexBrasil e a gigante chinesa Luckin Coffee, a maior rede de cafeterias do país. O acordo prevê a abertura de 34 lojas temáticas com identidade brasileira, ampliando a visibilidade dos produtos do Brasil no varejo chinês e promovendo a cultura e os sabores nacionais ao consumidor local.


“A parceria com a Luckin Coffee me enche de orgulho e alegria, porque café é sinônimo de Brasil no mundo”, afirmou Jorge Viana durante inauguração de uma das lojas temáticas para promover o Brasil, localizada em centro estratégico de Pequim. "Promover o café brasileiro aqui em Pequim é mais do que vender um produto, é levar o gosto do Brasil, é levar o nosso país. Com mais de 30 cafeterias temáticas, estamos espalhando a nossa cultura e fortalecendo a imagem do Brasil entre os chineses", acrescentou.


Na ocasião, os convidados tiveram a oportunidade de participar de um momento de degustação e de competição sobre o sabor do café brasileiro com a presença de Dionatan Almeida, campeão do World Cup Tasters Championship 2024. O brasileiro é provador e classificador de cafés nas Fazendas Caxambu e Aracaçu, ambas localizadas em Três Pontas (MG).


Missão à China


A programação do dia 14 integra a missão do Brasil à China, marcada pela presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e série de eventos no país. Organizada pela ApexBrasil, a agenda de promoção comercial e atração de investimentos segue nas cidades de Nanjing e Xangai. As ações contam com o apoio do MRE, MDIC e do MAPA, além de entidades parceiras.


Nos dias 15 e 16, em Nanjing, será lançado o projeto The Beef and Road: Bridging the Brazil-China Beef Routes, voltado à promoção da carne bovina brasileira fora dos grandes centros.


A missão se encerra com a participação do Brasil na Sial China, uma das maiores feiras de alimentos e bebidas do mundo, que acontece entre 19 e 21 de maio, em Xangai. A delegação brasileira será composta por empresas expositoras e contará com um pavilhão nacional organizado pela ApexBrasil.


Fonte: apexBrasil

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Sou de Algodão promove Cotton Trip com influenciadores e profissionais da moda

Em sua 5ª edição, movimento levou influenciadores digitais, stylists e estilistas para experiência no interior de São Paulo

14 de Maio de 2025

Na terça-feira (6), o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), deu início a mais uma edição da Cotton Trip, uma experiência imersiva no mundo do algodão, que explica a sua importância para a moda brasileira. Com o objetivo de ampliar o conhecimento de todos sobre a fibra, desde o plantio até chegar ao consumidor final, cerca de 35 influenciadores, estilistas parceiros e stylists passaram o dia nas cidades de Itaí (SP) e Paranapanema (SP).


Sendo realizado pela primeira vez com a APPA (Associação Paulista dos Produtores de Algodão), o evento começou com um café da manhã na sede da associação, seguido de uma apresentação sobre o setor produtivo desta matéria prima no Brasil e os quatro pilares de atuação da Abrapa - sustentabilidade, rastreabilidade, qualidade e promoção -, e a produção da fibra no estado de SP.


Ao longo do dia, os convidados puderam conhecer a lavoura, na Fazenda Santa Isabel, e a unidade de beneficiamento de algodão, na Cooperativa Agro Industrial de Holambra. Como explica Thomas Derks, Presidente da APPA, a Cotton Trip é a chance de causar uma boa impressão da cotonicultura nacional. “Eu acho que é nosso dever, enquanto associação, receber todos os elos da cadeia do algodão para mostrar a realidade do campo, pois é uma oportunidade única”, afirma.


Pedro Andrade, diretor criativo da Boldstrap, marca parceira do movimento, pontuou que a experiência foi engrandecedora para quem utiliza o algodão no dia a dia da empresa, com o design e a confecção. “Estando aqui, entendemos quantos processos são necessários para chegar naquele tecido que a gente tanto usa. É tudo muito grandioso, com muita gente envolvida, e passa um senso de responsabilidade muito grande, de trabalhar e fazer valer o trabalho de todo mundo de uma maneira sustentável e justa”, diz.


Já para a influenciadora e especialista em moda de luxo, Bia Nardini, foi muito interessante conhecer os processos de plantio, colheita e beneficiamento do algodão. “Eu sou formada em Moda e especializada no mercado internacional de luxo, então é incrível ver de perto essa matéria–prima, e principalmente entender o seu valor, sabendo que o Brasil é o maior exportador de algodão do mundo”, completa.


A viagem também foi muito positiva para stylists, como indica Will Pissinini. “Achei muito interessante toda a experiência, principalmente entender o processo de separação de caroço e da fibra. É muito importante, porque o algodão é a matéria-prima que eu mais utilizo atualmente. Sabendo que a planta do algodão é 100% utilizada, a gente entende que ela reduz o impacto ambiental, e isso é muito relevante para mim”, reitera.


Para Silmara Ferraresi, gestora geral do Sou de Algodão, a Cotton Trip é de extrema importância para que o trabalho realizado, desde o processo de plantio com os produtores até o beneficiamento, seja compartilhado com os profissionais da moda. “É uma ação super importante para nós, porque conseguimos dividir com esse público, e com a sociedade em geral, como é o trabalho responsável que desenvolvemos dentro das lavouras, produzindo a matéria-prima que veste o Brasil. Dessa forma, eles conseguem entender como abastecemos integralmente a indústria nacional, e também como nos tornamos os maiores exportadores da fibra do mundo”, afirma.


“Estou muito feliz de ter sido convidado para essa imersão em Paranapanema. Foi muito curioso descobrir todos os processos do algodão, da sua plantação até o final, incluindo o rastreamento. Espero que o Sou de Algodão continue com essa iniciativa, de trazer um novo olhar para esse setor, incentivando cada vez mais a moda nacional”, deseja Jair Baptista, estilista da Mockup.


O movimento Sou de Algodão está crescendo e ganhando ainda mais reconhecimento dos profissionais da moda e formadores de opinião do Brasil. Este ano, atingiu quase 1.800 marcas parceiras e, além disso, se prepara para duas grandes ações no próximo semestre: o lançamento do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores - concurso de moda autoral para estudantes; e o 4º desfile na São Paulo Fashion Week (SPFW).

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Sou de Algodão realiza primeira Cotton Trip no interior de São Paulo

Em sua 5ª edição, movimento levou influenciadores digitais, stylists e estilistas a experiência em parceria com a APPA

13 de Maio de 2025

Na terça-feira (6), o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), deu início a mais uma edição da Cotton Trip, uma experiência imersiva no mundo do algodão, que explica a sua importância para a moda brasileira. Com o objetivo de ampliar o conhecimento de todos sobre a fibra, desde o plantio até chegar ao consumidor final, cerca de 35 influenciadores, estilistas parceiros e stylists passaram o dia nas cidades de Itaí e Paranapanema, ambas no interior paulista.


Sendo realizado pela primeira vez com a APPA (Associação Paulista dos Produtores de Algodão), o evento começou com um café da manhã na sede da associação, seguido de uma apresentação sobre o setor produtivo desta matéria prima no Brasil e os quatro pilares de atuação da Abrapa – sustentabilidade, rastreabilidade, qualidade e promoção -, e a produção da fibra no estado de São Paulo.


Ao longo do dia, os convidados puderam conhecer a lavoura, na Fazenda Santa Isabel, e a unidade de beneficiamento de algodão, na Cooperativa Agro Industrial de Holambra. Como explica Thomas Derks, presidente da APPA, a Cotton Trip é a chance de causar uma boa impressão da cotonicultura nacional. “Eu acho que é nosso dever, enquanto associação, receber todos os elos da cadeia do algodão para mostrar a realidade do campo, pois é uma oportunidade única”, afirma.


Pedro Andrade, diretor criativo da Boldstrap, marca parceira do movimento, pontuou que a experiência foi engrandecedora para quem utiliza o algodão no dia a dia da empresa, com o design e a confecção. “Estando aqui, entendemos quantos processos são necessários para chegar naquele tecido que a gente tanto usa. É tudo muito grandioso, com muita gente envolvida, e passa um senso de responsabilidade muito grande, de trabalhar e fazer valer o trabalho de todo mundo de uma maneira sustentável e justa”, diz.


Já para a influenciadora e especialista em moda de luxo, Bia Nardini, foi muito interessante conhecer os processos de plantio, colheita e beneficiamento do algodão. “Eu sou formada em Moda e especializada no mercado internacional de luxo, então, é incrível ver de perto essa matéria–prima, e principalmente entender o seu valor, sabendo que o Brasil é o maior exportador de algodão do mundo”, completa.


Para Silmara Ferraresi, gestora geral do Sou de Algodão, a Cotton Trip é de extrema importância para que o trabalho realizado, desde o processo de plantio com os produtores até o beneficiamento, seja compartilhado com os profissionais da moda. “É uma ação super importante para nós, porque conseguimos dividir com esse público, e com a sociedade em geral, como é o trabalho responsável que desenvolvemos dentro das lavouras, produzindo a matéria-prima que veste o Brasil. Dessa forma, eles conseguem entender como abastecemos integralmente a indústria nacional, e também como nos tornamos os maiores exportadores da fibra do mundo”, afirma.


“Estou muito feliz de ter sido convidado para essa imersão em Paranapanema. Foi muito curioso descobrir todos os processos do algodão, da sua plantação até o final, incluindo o rastreamento. Espero que o Sou de Algodão continue com essa iniciativa, de trazer um novo olhar para esse setor, incentivando cada vez mais a moda nacional”, deseja Jair Baptista, estilista da Mockup.


O movimento Sou de Algodão está crescendo e ganhando ainda mais reconhecimento dos profissionais da moda e formadores de opinião do Brasil. Este ano, atingiu quase 1.800 marcas parceiras e, além disso, se prepara para duas grandes ações no próximo semestre: o lançamento do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores – concurso de moda autoral para estudantes; e o 4º desfile na São Paulo Fashion Week (SPFW).

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Sou de Algodão promove Cotton Trip 2025: Imersão no algodão brasileiro com influenciadores e profissionais da moda

13 de Maio de 2025

Na terça-feira (6), o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), deu início a mais uma edição da Cotton Trip, uma experiência imersiva no mundo do algodão, que explica a sua importância para a moda brasileira. Com o objetivo de ampliar o conhecimento de todos sobre a fibra, desde o plantio até chegar ao consumidor final, cerca de 35 influenciadores, estilistas parceiros e stylists passaram o dia nas cidades de Itaí (SP) e Paranapanema (SP).


Sendo realizado pela primeira vez com a APPA (Associação Paulista dos Produtores de Algodão), o evento começou com um café da manhã na sede da associação, seguido de uma apresentação sobre o setor produtivo desta matéria prima no Brasil e os quatro pilares de atuação da Abrapa – sustentabilidade, rastreabilidade, qualidade e promoção -, e a produção da fibra no estado de SP. Ao longo do dia, os convidados puderam conhecer a lavoura, na Fazenda Santa Isabel, e a unidade de beneficiamento de algodão, na Cooperativa Agro Industrial de Holambra. Como explica Thomas Derks, Presidente da APPA, a Cotton Trip é a chance de causar uma boa impressão da cotonicultura nacional. “Eu acho que é nosso dever, enquanto associação, receber todos os elos da cadeia do algodão para mostrar a realidade do campo, pois é uma oportunidade única”, afirma.


Pedro Andrade, diretor criativo da Boldstrap, marca parceira do movimento, pontuou que a experiência foi engrandecedora para quem utiliza o algodão no dia a dia da empresa, com o design e a confecção. “Estando aqui, entendemos quantos processos são necessários para chegar naquele tecido que a gente tanto usa. É tudo muito grandioso, com muita gente envolvida, e passa um senso de responsabilidade muito grande, de trabalhar e fazer valer o trabalho de todo mundo de uma maneira sustentável e justa”, diz.


Já para a influenciadora e especialista em moda de luxo, Bia Nardini, foi muito interessante conhecer os processos de plantio, colheita e beneficiamento do algodão. “Eu sou formada em Moda e especializada no mercado internacional de luxo, então é incrível ver de perto essa matéria–prima, e principalmente entender o seu valor, sabendo que o Brasil é o maior exportador de algodão do mundo”, completa.


A viagem também foi muito positiva para stylists, como indica Will Pissinini. “Achei muito interessante toda a experiência, principalmente entender o processo de separação de caroço e da fibra. É muito importante, porque o algodão é a matéria-prima que eu mais utilizo atualmente. Sabendo que a planta do algodão é 100% utilizada, a gente entende que ela reduz o impacto ambiental, e isso é muito relevante para mim”, reitera.


Para Silmara Ferraresi, gestora geral do Sou de Algodão, a Cotton Trip é de extrema importância para que o trabalho realizado, desde o processo de plantio com os produtores até o beneficiamento, seja compartilhado com os profissionais da moda. “É uma ação super importante para nós, porque conseguimos dividir com esse público, e com a sociedade em geral, como é o trabalho responsável que desenvolvemos dentro das lavouras, produzindo a matéria-prima que veste o Brasil. Dessa forma, eles conseguem entender como abastecemos integralmente a indústria nacional, e também como nos tornamos os maiores exportadores da fibra do mundo”, afirma.


“Estou muito feliz de ter sido convidado para essa imersão em Paranapanema. Foi muito curioso descobrir todos os processos do algodão, da sua plantação até o final, incluindo o rastreamento. Espero que o Sou de Algodão continue com essa iniciativa, de trazer um novo olhar para esse setor, incentivando cada vez mais a moda nacional”, deseja Jair Baptista, estilista da Mockup.


O movimento Sou de Algodão está crescendo e ganhando ainda mais reconhecimento dos profissionais da moda e formadores de opinião do Brasil. Este ano, atingiu quase 1.800 marcas parceiras e, além disso, se prepara para duas grandes ações no próximo semestre: o lançamento do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores – concurso de moda autoral para estudantes; e o 4º desfile na São Paulo Fashion Week (SPFW).

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Abrapa integra programação oficial do Brasil na China

Associação cumpre agenda com entidades setoriais chinesas e participa de eventos bilaterais do governo brasileiro 

12 de Maio de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) está na China nesta próxima semana para uma intensa agenda institucional e comercial. Além de reuniões de trabalho com importantes organizações setoriais chinesas, a entidade participa da missão oficial do Governo Federal. O objetivo é estreitar ainda mais o diálogo com o país asiático visando o aumento no comércio bilateral.


Ainda no domingo (11), o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, esteve em encontro promovido pela CropLife Brasil e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Brasil. Em pauta, a convergência regulatória em biotecnologia entre Brasil e China.


Na segunda (12), importantes lideranças das principais empresas estatais chinesas do setor de algodão atenderam ao convite da Abrapa e participaram do Seminário Empresarial China-Brasil, em Pequim. O evento contou com a presença do presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, e permitiu o contato direto entre representantes chineses e autoridades brasileiras.


“Nossos convidados conversaram com nossos ministros e valorizaram bastante o respeito e atenção que receberam. Esse gesto sinalizou o quanto o Brasil deseja ser parceiro de longo prazo da China. Para a comunidade do algodão, essa boa receptividade é muito importante”, observou Duarte. Além da Presidência da República, o seminário empresarial foi organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).


Na terça-feira (13), o diretor da Abrapa segue a agenda com as principais empresas estatais chinesas compradoras de algodão: China National Textiles Import and Export Corporation (Chinatex), China National Cotton Group Corporation (CNCGC) e China National Cotton Exchange (CNCE). Em pauta, a manutenção da boa relação entre os dois países no comércio de algodão.


A associação também foi convidada pela ApexBrasil para o “Diálogo Brasil-China sobre Segurança Alimentar”, que ocorrerá em 14 de maio. O encontro tratará especificamente do agronegócio, abordando abastecimento e comércio agrícola entre os dois países.


Brasil e China têm sido parceiros nos últimos anos. No ciclo 2017/18, o algodão brasileiro representava 6% das importações chinesas, mas em 2023/25 o percentual passou para 40%. Em 2024, a exportação de pluma brasileira rendeu mais de US$ 1,7 bilhão para a China. No entanto, neste ano a China tem importado menos, devido à “guerra comercial” com os Estados Unidos, à demanda mundial mais tímida por têxteis e a uma boa safra doméstica, cuja previsão é superar 7 milhões de toneladas.

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Ministro da Agricultura se reúne com entidades do setor produtivo brasileiro em Pequim

Fávaro reforçou o importância do diálogo e da ampliação da presença do agro do Brasil no mercado chinês

12 de Maio de 2025

Com a intenção de reforçar o diálogo com o setor produtivo, identificar oportunidades de negócios e alinhar estratégias para ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado chinês, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, acompanhado do embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, dos secretários de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, e de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, reuniu-se com representantes de 13 entidades do agronegócio brasileiro em Pequim.


O encontro, realizado na manhã desta segunda-feira (12), integrou a agenda da missão oficial ao país.


“Esta é a maior missão governamental que realizamos na China, e vocês, empresários, são fundamentais para estreitarmos as relações e ampliarmos os negócios do agro brasileiro”, afirmou Fávaro. “Vamos fazer com que Brasil e China, com respeito mútuo, fortaleçam suas relações comerciais, para o benefício do povo chinês e, principalmente, para que o povo brasileiro possa aproveitar essas oportunidades”, concluiu.


O embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, destacou o crescimento das exportações brasileiras para o país asiático nos últimos dois anos. “O Brasil foi, no ano passado, o mercado para o qual as exportações da China mais cresceram: 22%. Somos, cada vez mais, um parceiro comercial estratégico para os chineses”, afirmou.


Participaram do encontro, em Pequim, representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Associação Brasileira da Indústria do Arroz (ABIARROZ), Associação Nacional de Sucos Cítricos (CitrusBR), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CECAFÉ), União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), CropLife Brasil, Instituto Brasileiro do Feijão (IBRAFE) e Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

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Experiência Sou de Algodão: movimento leva estudantes de moda para a lavoura

Estudantes de quatro universidades parceiras participam de experiência imersiva no  interior paulista

12 de Maio de 2025

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promoveu, nos dias 7 e 8 de maio, a Experiência Sou de Algodão com estudantes do curso de Moda de quatro universidades parceiras: Faculdade de Administração de Artes de Limeira (FAAL), PUC-Campinas, Senac SP e Anhembi Morumbi. Durante os dois dias, cerca de 150 pessoas passaram o dia nas cidades de Paranapanema (SP) e Itaí (SP) conhecendo um pouco mais sobre a cadeia produtiva do algodão.


Em ambos os dias, o evento começou com um café da manhã na sede da APPA (Associação Paulista dos Produtores de Algodão), seguido por apresentações sobre a entidade e a Abrapa, e também sobre o setor produtivo da fibra no Brasil, destacando dados importantes do algodão no Brasil.


Após as conversas iniciais, os estudantes e professores seguiram para a Fazenda Olhos d’Água, em Itaí (SP), para conhecerem o campo de algodão, e também a etapa de beneficiamento na Cooperativa Agro Industrial de Holambra, em Paranapanema (SP). Segundo Thomas Derks, Presidente da APPA, a Experiência Sou de Algodão é uma ótima oportunidade para explicar a realidade da cotonicultura nacional aos futuros profissionais do setor. “Enquanto associação, é nosso dever receber todos os elos da cadeia da fibra e mostrar as melhores práticas na sua produção”, diz.


Sandra Boschiero, professora do curso de Design de Moda da FAAL, considera a viagem como uma chance única de conscientizar os alunos sobre a importância do algodão para a sociedade. William Fernandes, também docente de Moda na mesma instituição, completa: “É muito importante também para mostrar a valorização dessa matéria-prima na nossa profissão, seja na indústria ou nos processos criativos”.


A estudante da PUC-Campinas, Juliana Moura, afirmou que estavam todos muito ansiosos para vivenciar a experiência. “Hoje foi um dia muito especial, de muitos aprendizados. Todos os momentos foram muito bem pensados e muito enriquecedores para o nosso futuro profissional. Estamos indo embora com apenas lembranças boas, e muito gratos ao movimento Sou de Algodão”, afirma.


Ryan Henrique, aluno da FAAL, também considerou a experiência muito positiva. “Nós pudemos conhecer e ouvir sobre todos os processos do algodão até chegar nos consumidores, e foi muito legal, pois eu não conhecia nada sobre isso. Eu aprendi muito mesmo, e saio daqui ainda mais interessado pela fibra”, reitera.


O docente Felipe Oliveira, da Anhembi Morumbi, esteve presente no segundo dia da experiência, e ressaltou a relevância da parceria com o movimento. “Ela é importante porque acaba dando visibilidade para o que a gente trabalha na teoria em sala de aula. Com a experiência, os alunos se engajam com o tema, que é um tanto técnico mas super relevante para a indústria”.


Também participante do segundo dia do evento, a aluna Isabella da Silva, do Senac SP, destaca a grandiosidade do processo visto. “É muito maior e mais complexo do que imaginamos. É bom ver que o Sou de Algodão se importa em ter esse contato com os estudantes, e também em estar alinhado com tanta responsabilidade em todas as etapas”, reitera.


Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do Sou de Algodão, cita a importância de mostrar a origem da fibra para formar uma nova geração de profissionais ainda mais conscientes e comprometidos com a moda responsável. “Experiências como essas, que aproximam os estudantes do campo e de toda a cadeia produtiva, são muito valiosas. Eles não só conhecem de perto o caminho do algodão, como também passam a entender o seu papel nesse processo como futuros agentes de transformação do setor”, completa.


O movimento Sou de Algodão vem crescendo e conquistando cada vez mais reconhecimento entre estudantes, formadores de opinião e profissionais da moda do Brasil. Até este ano, já conta com 11 faculdades parceiras, e se prepara para duas importantes iniciativas no próximo semestre: o lançamento da quarta edição do Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores - concurso voltado para estudantes de moda -, e a realização do quarto desfile na semana de moda paulistana, a SPFW.

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Abrapa realiza workshop técnico sobre climatização com participação dos 12 laboratórios de análise por HVI

09 de Maio de 2025

Entre os dias 6 e 8 de maio, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu mais uma edição do Workshop Sistema de Climatização, voltado para os laboratórios integrantes do programa SBRHVI (Standard Brasil HVI). Com carga horária de 24 horas, o treinamento reuniu 30 profissionais diretamente envolvidos na rotina técnica dos laboratórios, além de técnicos do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA).


Edson Mizoguchi, gerente do programa de qualidade da Abrapa, explica que o treinamento faz parte do Pilar 3 do SBRHVI, voltado à orientação técnica dos laboratórios. “A capacitação constante é essencial para garantir a excelência do nosso sistema de análise. Precisamos ter pessoas muito bem qualificadas na área de climatização para garantir a padronização das amostras e a confiabilidade dos resultados, que são a base para a comercialização justa da fibra brasileira”, afirma


A formação foi ministrada pela Refrigeração Ambiente, empresa com 27 anos de atuação e referência em projetos de climatização para laboratórios voltados ao setor algodoeiro. Michael de Oliveira, sócio-proprietário da empresa, reforça que, devido às características físicas do algodão — que é higroscópico, ou seja, absorve ou perde umidade conforme o ambiente —, é imprescindível que as análises ocorram em ambientes com controle rigoroso de temperatura e umidade. “O conhecimento técnico ajuda a mitigar e resolver os problemas antecipadamente”, explica.


O workshop também contou com a participação da Contemp, especializada em sensores e controladores. A empresa apresentou as tecnologias utilizadas no monitoramento e controle de temperatura e umidade, componentes fundamentais para o desempenho adequado das salas climatizadas.


Treinamento segue normas internacionais


Segundo Deninson Lima, especialista em análise de pluma do CBRA, os parâmetros de climatização seguem as normas internacionais ASTM D1776 e ISO 139, que orientam as condições ambientais ideais para ensaios têxteis. “Essas normas definem as faixas adequadas de temperatura e umidade relativa, que precisam ser rigorosamente mantidas para garantir a reprodutibilidade e a confiabilidade dos resultados entregues pelos  diferentes laboratórios  participantes do SBRHVI” explica.


Para Renato Marinho de Souza, gerente do Laboratório de Análises da Ampasul, o workshop teve um papel estratégico no aprimoramento técnico das equipes. “Esse tipo de capacitação é fundamental para que os laboratórios possam melhorar a segurança, eficiência e qualidade dos ambientes climatizados. Além disso, ambientes mais bem controlados também contribuem para a saúde ocupacional dos nossos colaboradores”, afirma.


Já Eduardo Oliveira, também sócio da Refrigeração Ambiente e responsável pela condução do curso, destacou que as boas práticas levam à otimização dos sistemas de climatização — tema central dos conteúdos abordados. “Essa otimização permite melhorar o uso de recursos e reduzir o consumo de energia, impactando diretamente os custos operacionais dos laboratórios”, afirmou.


Sobre o PQAB


O conteúdo técnico do curso foi estruturado para atender às demandas práticas do cotidiano dos laboratórios e levou em consideração apontamentos feitos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), dentro do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB). O PQAB é a certificação oficial do governo federal que atesta os indicadores de qualidade do algodão nacional, tendo como base o SBRHVI — sistema desenvolvido pela Abrapa — somado à certificação da amostragem e ao controle externo realizado por fiscais do Mapa.

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Sou de Algodão promove Cotton Trip com influenciadores e profissionais da moda

Em sua 5ª edição, movimento levou influenciadores digitais, stylists e estilistas para experiência no interior de São Paulo

09 de Maio de 2025

Na terça-feira (6), o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), deu início a mais uma edição da Cotton Trip, uma experiência imersiva no mundo do algodão, que explica a sua importância para a moda brasileira. Com o objetivo de ampliar o conhecimento de todos sobre a fibra, desde o plantio até chegar ao consumidor final, cerca de 35 influenciadores, estilistas parceiros e stylists passaram o dia nas cidades de Itaí (SP) e Paranapanema (SP).


Sendo realizado pela primeira vez com a APPA (Associação Paulista dos Produtores de Algodão), o evento começou com um café da manhã na sede da associação, seguido de uma apresentação sobre o setor produtivo desta matéria prima no Brasil e os quatro pilares de atuação da Abrapa - sustentabilidade, rastreabilidade, qualidade e promoção -, e a produção da fibra no estado de SP.


Ao longo do dia, os convidados puderam conhecer a lavoura, na Fazenda Santa Isabel, e a unidade de beneficiamento de algodão, na Cooperativa Agro Industrial de Holambra. Como explica Thomas Derks, Presidente da APPA, a Cotton Trip é a chance de causar uma boa impressão da cotonicultura nacional. “Eu acho que é nosso dever, enquanto associação, receber todos os elos da cadeia do algodão para mostrar a realidade do campo, pois é uma oportunidade única”, afirma.


Pedro Andrade, diretor criativo da Boldstrap, marca parceira do movimento, pontuou que a experiência foi engrandecedora para quem utiliza o algodão no dia a dia da empresa, com o design e a confecção. “Estando aqui, entendemos quantos processos são necessários para chegar naquele tecido que a gente tanto usa. É tudo muito grandioso, com muita gente envolvida, e passa um senso de responsabilidade muito grande, de trabalhar e fazer valer o trabalho de todo mundo de uma maneira sustentável e justa”, diz.


Já para a influenciadora e especialista em moda de luxo, Bia Nardini, foi muito interessante conhecer os processos de plantio, colheita e beneficiamento do algodão. “Eu sou formada em Moda e especializada no mercado internacional de luxo, então é incrível ver de perto essa matéria–prima, e principalmente entender o seu valor, sabendo que o Brasil é o maior exportador de algodão do mundo”, completa.


A viagem também foi muito positiva para stylists, como indica Will Pissinini. “Achei muito interessante toda a experiência, principalmente entender o processo de separação de caroço e da fibra. É muito importante, porque o algodão é a matéria-prima que eu mais utilizo atualmente. Sabendo que a planta do algodão é 100% utilizada, a gente entende que ela reduz o impacto ambiental, e isso é muito relevante para mim”, reitera.


Para Silmara Ferraresi, gestora geral do Sou de Algodão, a Cotton Trip é de extrema importância para que o trabalho realizado, desde o processo de plantio com os produtores até o beneficiamento, seja compartilhado com os profissionais da moda. “É uma ação super importante para nós, porque conseguimos dividir com esse público, e com a sociedade em geral, como é o trabalho responsável que desenvolvemos dentro das lavouras, produzindo a matéria-prima que veste o Brasil. Dessa forma, eles conseguem entender como abastecemos integralmente a indústria nacional, e também como nos tornamos os maiores exportadores da fibra do mundo”, afirma.


“Estou muito feliz de ter sido convidado para essa imersão em Paranapanema. Foi muito curioso descobrir todos os processos do algodão, da sua plantação até o final, incluindo o rastreamento. Espero que o Sou de Algodão continue com essa iniciativa, de trazer um novo olhar para esse setor, incentivando cada vez mais a moda nacional”, deseja Jair Baptista, estilista da Mockup.


O movimento Sou de Algodão está crescendo e ganhando ainda mais reconhecimento dos profissionais da moda e formadores de opinião do Brasil. Este ano, atingiu quase 1.800 marcas parceiras e, além disso, se prepara para duas grandes ações no próximo semestre: o lançamento do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores - concurso de moda autoral para estudantes; e o 4º desfile na São Paulo Fashion Week (SPFW).


Sobre Sou de Algodão


Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão.

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