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Sou de Algodão destaca a moda rastreável na SPFW 2025

Desfile “Trajetórias” reúne produtores, indústrias e estilistas em uma celebração coletiva da moda consciente na 60ª edição do evento, que completa 30 anos

17 de Outubro de 2025

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), retorna à São Paulo Fashion Week (SPFW) para seu 4º desfile, reafirmando o compromisso com uma moda que nasce no campo e floresce na passarela. A apresentação acontece no dia 17 de outubro, sexta-feira, às 19h, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.


Com o tema “Trajetórias”, a coleção é uma celebração do percurso da fibra nacional com certificação socioambiental pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) - um caminho que parte da terra, passa pelas mãos de agricultores e indústrias têxteis e chega à criação autoral de seis nomes expressivos da moda nacional. Os 36 looks all black a serem apresentados foram produzidos integralmente com algodão rastreável pelo programa SouABR.


Rastreabilidade como estética e essência


Nesta edição, o Sou de Algodão apresenta um retrato inédito da cadeia de valor da fibra no Brasil. A coleção a ser apresentada traz a trajetória da fibra que envolveu:




  • 6 estados - Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí;

  • 41 municípios;

  • 82 fazendas certificadas ABR;

  • 61 produtores e grupos responsáveis pelo cultivo;

  • 456 trabalhadores nas fazendas;

  • 079 fardos de pluma de algodão;

  • 5 fiações (936.164,28 kg de fio);

  • 4 tecelagens (843,7 metros de tecidos);

  • 1 malharia (29,47 kg de malha);

  • 6 confecções / estilistas (81 peças assinadas pelos 6 estilistas).


“Em Trajetórias, a rastreabilidade deixa de ser apenas um dado técnico e se transforma em linguagem estética. Cada peça carrega um código de origem e uma história verdadeira”, explica Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa.


O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, complementa: “Este desfile é o resultado da união de 61 produtores, seis indústrias e seis estilistas. Cada fio representa uma conexão real entre o campo e a criação - um símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso coletivo com a moda responsável”.


Da terra ao tecido: um ciclo completo de colaboração


A coleção foi construída com algodão proveniente de propriedades certificadas pelo programa ABR, que garante padrões de sustentabilidade social, ambiental e econômica.


As fibras cultivadas nos seis estados brasileiros foram transformadas em fios, tecidos e malhas por seis indústrias têxteis parceiras do movimento:




  • Fio Puro (fiação) - 200 colaboradores. Reconhecida pelas certificações Better Cotton e pelo Prêmio Parceiro Estratégico Sustentável (Grupo Viveo);

  • Cataguases (fiação e tecelagem) - 1.400 colaboradores. Certificações: Better Cotton, OekoTex100, EcoCert, EcoVero, LivaEco, Lixo Zero, ZDHC e Empresa Amiga da Criança;

  • RenauxView (fiação e tecelagem) - 500 colaboradores;

  • Santana Textiles (fiação e tecelagem) - 1.700 colaboradores, com certificações pela Better Cotton, Gateway, Higg-Index e Selo Verde (Jornal Meio Ambiente);

  • Dalila Têxtil (malharia) - 700 colaboradores, com certificações OekoTex100 e Better Cotton;

  • Vicunha Têxtil (fiação e tecelagem) - 6.000 colaboradores e ampla lista de reconhecimentos: Better Cotton, ISO14001, OekoTex100, RegenagriCS e Global Recycled Standard (GRS).


Cada uma dessas empresas representa uma etapa essencial do percurso do algodão - da fiação à tecelagem, da malharia à confecção - compondo um retrato de colaboração e comprometimento com a rastreabilidade.


Conceito criativo: o preto como ponto de encontro


O conceito “Trajetórias”, criado por Paulo Borges, idealizador da SPFW e diretor criativo, ganha tradução estética pelo stylist Paulo Martinez, que retorna com uma leitura poética e simbólica do algodão.


“O preto é a soma de todas as cores, o ponto de convergência de todos os caminhos”, explica Martinez. “Optamos por uma coleção all black como gesto de celebração, um black tie para comemorar os 30 anos da semana de moda paulistana. É sobre união, sobre o encontro de todos que fazem a moda existir, do campo à passarela”.


A beleza, assinada por Jana Moraes, valoriza texturas sutis, brilho natural e variações de luz e sombra, destacando a fibra e sua versatilidade em diferentes volumes, pesos e superfícies.



Os criadores e suas interpretações


Alexandre Herchcovitch
Com 29 colaboradores, o estilista traz uma alfaiataria de algodão que rompe com o imaginário casual e assume elegância e precisão. O tricoline, o denim cru e a sarja são apresentados em sua forma essencial, sem lavagens ou artifícios.


“Meu desejo é que rastreabilidade e responsabilidade sejam o básico da moda. Que saber de onde vem o tecido seja tão natural quanto vesti-lo”, afirma Herchcovitch.


ALUF
Com 30 colaboradores, a marca dirigida por Ana Luísa Fernandes leva o algodão ao território da festa e da escultura. Vestidos volumosos, alças arquitetônicas e acabamentos delicados revelam o potencial sofisticado da fibra.


“A rastreabilidade é parte da beleza. Saber a origem do tecido é o que dá sentido ao que fazemos”, diz Ana Luisa.


Amapô
A dupla Carô Gold e Pitty Taliani, com uma equipe de quatro pessoas, revisita o próprio arquivo de 20 anos para recriar peças icônicas em novas proporções e texturas.


“Foi um exercício de desapego e de reconstrução. Cada peça renasce com a leveza de um novo começo”, conta Carô.


David Lee
Com sete colaboradores, o estilista cearense transforma o tema “Trajetórias” em metáfora visual: costuras e texturas que lembram estradas e mapas. A coleção mescla rusticidade e refinamento em looks que homenageiam o trabalhador rural e o consumidor urbano.


“O algodão é o elo entre dois mundos. Minha coleção mostra o caminho que a fibra percorre, e as pessoas por trás dele”, reitera David.


Fernanda Yamamoto
Com 15 colaboradores, Fernanda leva o algodão a construções arquitetônicas de alta precisão. Suas peças combinam listras, origamis e alfaiataria contemporânea, provando a versatilidade da fibra.


“O algodão é estrutura e suavidade, resistência e poesia. Ele é o corpo da moda brasileira”, define a estilista.


Weider Silveiro
Com sete colaboradores, Weider revisita a alfaiataria sob uma ótica fluida e sem gênero. Suas criações exploram contrastes entre o masculino e o feminino em tecidos de diferentes pesos.


“Desconstruir o algodão é um ato de afeto. Ele é humano, respirável e real”, resume o estilista.



O algodão como símbolo de união e propósito


Em “Trajetórias”, produtores, indústrias e criadores dividem o mesmo palco. Cada peça carrega a identidade de 82 fazendas e 61 grupos produtores, espalhados por 41 municípios de seis estados - um retrato vivo de uma cadeia que emprega mais de 5.400 pessoas, com presença crescente de mulheres e inclusão de trabalhadores com deficiência.


“Ver o Sou de Algodão na passarela da SPFW é testemunhar a força da moda brasileira quando ela se conecta à sua origem e projeta o futuro com consciência”, conclui Paulo Borges. “É o ciclo completo, da fibra à criação, transformado em beleza, colaboração e transparência”.



Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão.

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Sou de Algodão na SPFW 2025: moda rastreável assume protagonismo

Desfile “Trajetórias” reúne produtores, indústrias e estilistas em uma celebração coletiva da moda consciente na 60ª edição do evento, que completa 30 anos

13 de Outubro de 2025

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), retorna à São Paulo Fashion Week (SPFW) para seu 4º desfile, na principal semana de moda do país, reafirmando a força de uma cadeia produtiva que une sustentabilidade, inovação e design. O desfile acontece no dia 17 de outubro, sexta-feira, às 19h, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.


Com o tema “Trajetórias”, a coleção celebra o caminho do algodão brasileiro com certificação socioambiental, desde o campo até a criação de moda autoral, com 36 looks all black, desenvolvidos no âmbito do programa de rastreabilidade SouABR (Algodão Brasileiro Responsável).


Moda rastreável: o futuro é coletivo


Nesta edição, o Sou de Algodão apresenta um panorama inédito da rastreabilidade da fibra no Brasil: são 82 fazendas, 61 produtores, seis estados e seis indústrias têxteis que integram a cadeia de custódia do algodão certificado ABR utilizado na coleção.


“Em nosso quarto desfile na SPFW, a rastreabilidade do algodão brasileiro com certificação socioambiental assume o protagonismo”, explica Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa. “É uma trajetória coletiva que reúne produtores, indústrias e estilistas para mostrar que o futuro da moda é responsável e transparente”.


O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, reforça: “Cada peça é fruto de uma conexão genuína entre campo e passarela. O algodão brasileiro é símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso com práticas responsáveis; valores que ganham forma e significado neste desfile”.


Seis estados, uma só fibra


O desfile reúne peças compostas por algodão cultivado na Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí - estados onde o programa ABR certifica propriedades que seguem padrões sociais, ambientais e de governança.


A coleção também evidencia a atuação de seis indústrias têxteis brasileiras que integram a cadeia de custódia do algodão: Cataguases e RenauxView - que assinam os tecidos de camisaria -, Santana Textiles e Vicunha - responsáveis pelos denim -, Dalila - que trabalha com malharia -, e Fio Puro, que representa a fiação, completando o ciclo da fibra até o tecido final.


Cada novelo de fio, que virou rolo de tecido, que se transformou em cada look traz em si o percurso de uma fibra cultivada com responsabilidade, comprovada por um sistema de rastreabilidade, que conecta o produtor ao consumidor final.


Trajetórias: conceito e styling por Paulo Martinez


Para o stylist Paulo Martinez, o conceito “Trajetórias” nasce da ideia de celebrar os caminhos percorridos, do campo à criação, da fibra ao corpo.


A escolha do all black traduz essa conexão de forma simbólica: o preto absoluto é o ponto onde todas as cores se encontram, como se cada etapa do processo convergisse em uma única expressão de unidade e força.


“O conceito do all black veio de um lugar de comemoração, inspirado em uma festa black tie para celebrar os 30 anos da semana de moda paulistana”, explica Martinez. “Mais do que uma estética, é um gesto de respeito. Um agradecimento a todos que constroem a moda de forma consciente e coletiva”.


Na passarela, 36 looks formam uma narrativa contínua que atravessa territórios, técnicas e linguagens. A cor única revela a essência do algodão, sua textura, peso, toque e movimento, sem distrações, permitindo que cada um dos seis estilistas traduza, à sua maneira, as infinitas possibilidades da fibra natural.


Os criadores e suas trajetórias


Alexandre Herchcovitch
Herchcovitch propõe uma leitura sofisticada e emocional do algodão, deslocando-o de seu imaginário casual. Em sua coleção, o tricoline ganha leveza, o denim aparece cru e a sarja revela sua textura original, sem lavagens ou interferências.


“O que mais me atrai no algodão é a percepção. Meu desejo é que a rastreabilidade seja algo natural, o básico da moda. Que todos saibam de onde vem o que vestem”, diz o estilista, cujo trabalho propõe uma moda honesta e essencial, em que a beleza surge do próprio material.


ALUF
A ALUF apresenta o algodão em sua forma mais inesperada: como matéria-prima de vestidos de festa e silhuetas escultóricas. São peças de volumes inusitados, alças em 3D e acabamentos delicados, que revelam a sofisticação e a versatilidade da fibra natural.


A coleção mostra que o algodão também pode ser luxo, fluidez e emoção, sem perder sua essência sustentável. “Cada look traduz o encontro entre o artesanal e o contemporâneo. A rastreabilidade é parte da beleza; saber de onde vem o tecido é o que dá sentido ao que fazemos”, explica Ana Luisa Fernandes, diretora criativa da marca.


Amapô
A dupla Carô Gold e Pitty Taliani, da Amapô, parte de seu próprio arquivo de 20 anos para revisitar e reconstruir peças icônicas da marca.


Cada look renasce em versão all black, como uma nova leitura sobre o passado; uma coleção que é também um gesto de memória e reinvenção.


“Foi um exercício de desapego e de desconstrução do algodão”, conta Carô. “Recondicionamos o tecido para novos usos, como um vestido de festa feito inteiramente em malha piquet. A rastreabilidade, neste contexto, é tranquilizadora. Ela nos reconecta com o que movimenta o mundo”.


David Lee
Inspirado literalmente pelo tema “Trajetórias”, David Lee transforma o percurso  do algodão em metáfora visual: costuras e texturas se entrelaçam para formar desenhos que lembram estradas, mapas e fluxos. Sua coleção carrega referências utilitárias e campesinas, que equilibram rusticidade e refinamento.


“O algodão é versátil, durável e tem uma modelagem impecável. As pessoas muitas vezes não sabem o caminho que a fibra percorre, e é esse o percurso que eu quis mostrar”, reitera. Em suas peças, cada dobra e cada costura contam uma história, representando o elo invisível entre o trabalhador do campo e o consumidor urbano.


Fernanda Yamamoto
Acostumada a experimentar técnicas artesanais e estruturas complexas, a Fernanda Yamamoto mergulha pela primeira vez em uma coleção composta inteiramente por algodão. Ela leva a fibra para lugares inesperados, com peças de arquitetura têxtil precisa, que combina listras, risca de giz e origamis.


“O algodão é muito mais do que leveza ou casualidade. É uma fibra de construção, de resistência e de sutileza. Ele pode ser tudo, de estruturado a fluido”.


Sua proposta convida à reflexão sobre a potência técnica e expressiva do algodão, e sobre como a moda pode ser simultaneamente artesanal, contemporânea e responsável.


Weider Silveiro
Weider revisita sua trajetória pessoal e propõe uma alfaiataria desconstruída em algodão, que desafia gênero e tradições. O estilista explora contrastes entre o feminino e o masculino, com cortes de precisão, volumes inesperados e tecidos de diferentes pesos.


“Desconstruir a alfaiataria é prazeroso. O algodão é cheio de possibilidades, é confortável, respirável e humano. Saber de onde vem o tecido é um gesto de afeto, é sobre pessoas e não só sobre máquinas”, afirma o criativo, que sintetiza a essência do desfile ao afirmar a moda como expressão humana, consciente e conectada à origem.


O algodão como símbolo de união


Em “Trajetórias”, cada estilista percorre seu próprio caminho criativo, mas todos partem da mesma fibra: o algodão brasileiro certificado e rastreável.


Das fazendas às passarelas, o desfile do Sou de Algodão reafirma que a moda do futuro é feita de colaboração, transparência e propósito.


“A SPFW sempre foi um espaço de expressão e de transformação coletiva. Ver o Sou de Algodão celebrar essa trajetória é testemunhar a força da moda brasileira quando ela se conecta à sua origem, e projeta o futuro com consciência. Este desfile traduz a beleza do ciclo completo, da fibra à criação, e reafirma que inovação e responsabilidade caminham juntas no novo tempo da moda”, completa Paulo Borges, idealizador e diretor criativo da SPFW.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão.

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Brasil aproveita eventos internacionais para fortalecer exportações

Em outubro, Abrapa participa de quatro eventos mundiais defendendo a fibra natural e divulgando inovações em rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade

08 de Outubro de 2025

Outubro é um mês de intensa agenda internacional para a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Em função do Dia Mundial do Algodão (7 de outubro), as principais organizações do setor promovem neste período seus eventos anuais. Ocupando o posto de maior exportador de pluma do globo, o Brasil marca presença em todos, levando a mensagem de defesa da fibra natural e mostrando inovações em rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade na produção.


O primeiro dos quatro eventos programados para outubro começou na terça (7), em Dubai. O ICA Trade Event 2025, promovido pela International Cotton Association (ICA), segue até quinta (9) tendo como tema central “The Future of Cotton – O Futuro do Algodão”. Com previsão de reunir mais de 500 representantes do segmento, o congresso tem sido aproveitado pelo Brasil para estreitar relações com importadores e traders.


Pelo segundo ano consecutivo, a Abrapa promoveu seu “Cotton Brazil Luncheon”, um encontro com cerca de 160 líderes e representantes da cadeia produtiva mundial do algodão que antecede o início do ICA Trade Event. Na edição deste ano, que ocorreu no Dia do Algodão (7 de outubro), três painéis temáticos abordaram assuntos estratégicos: previsões da safra e das exportações, tendências de mercado e visão de futuro para produção e consumo de algodão no mundo.


A programação foi conduzida pelo diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, que coordena o Cotton Brazil, programa que promove internacionalmente a fibra brasileira. Como debatedores, participaram importantes nomes da cotonicultura nacional, como os presidentes da Abrapa, Gustavo Piccoli, e da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), Dawid Wajs, além de João Paulo Lima (Anea), Haroldo Cunha (Agopa/Abrapa), Alexandre De Marco (Ampa/Abrapa), Ariel Coelho (Anea), Aurélio Pavinato (SLC), Orcival Guimarães (Ampa/Abrapa) e Alessandra Zanotto (Abapa/Abrapa).


Além do Luncheon, a Abrapa organizou novamente uma série de rodadas de negócios na “Sala Abrapa”, reunindo tradings, corretores e cotonicultores. O objetivo foi fomentar a troca de informações, fortalecer relacionamentos comerciais e criar oportunidades de mercado.


O segundo evento de outubro será a Textile Exchange Conference 2025, que ocorre de 13 a 17 de outubro, em Lisboa (Portugal). O programa Cotton Brazil terá um estande para promover o diálogo com marcas internacionais sobre sustentabilidade e rastreabilidade do algodão brasileiro, aproveitando o tema deste ano (“Shifting Landscapes - Paisagens em transformação”).


A Textile Exchange é uma organização global sem fins lucrativos que incentiva boas práticas na cotonicultura visando reduzir impactos sobre clima e natureza. Criou o conceito de “algodão preferencial” (pCotton), que reconhece fibras cultivadas com critérios de responsabilidade ambiental e social.


Já a ITMF Annual Conference e o IAF World Fashion Convention 2025 serão nos dias 24 e 25 de outubro em Yogyakarta (Indonésia). Os eventos unificados da ITMF e da IAF são reconhecidos por anualmente destacarem as principais inovações e tecnologias da indústria têxtil global. Neste ano, o Brasil participa da programação oficial do congresso no dia 24. Às 13h, Marcelo Duarte conduz a palestra “The Case for Cotton: Innovation, Availability, Affordability & Sustainability – O caso do algodão: inovação, viabilidade, acessibilidade e sustentabilidade”.


Encerrando o mês, de 28 a 31 de outubro, o Brasil participa pela primeira vez do ITMA Asia + CITME, evento líder em maquinário têxtil promovido pela International Textile Machinery Association (ITMA) e pela China International Textile Machinery Exhibition (CITME). Durante o evento, a Abrapa lançará duas inovações para a indústria têxtil mundial. Uma delas é o “Knowledge Hub”, plataforma online de boas práticas e orientação técnica para o uso da fibra brasileira. A segunda é a nova funcionalidade de rastreabilidade que permite a consulta por lote.


As agendas internacionais da Abrapa são parte integrante do programa Cotton Brazil, desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A iniciativa tem o apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

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Dia Mundial do Algodão: Brasil é referência em exportações e produção sustentável

Desde 2024, país lidera os embarques globais da pluma; certificação e rastreabilidade também são destaques da cadeia produtiva

08 de Outubro de 2025

No Dia Mundial do Algodão, nesta terça-feira (7/10), os produtores celebram a data com dados robustos para a cadeia produtiva. Desde 2024, o Brasil se consolidou como o maior exportador mundial de algodão e terceiro maior produtor mundial da pluma. No ano comercial de 2024/2025, foram produzidas 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas.


Dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura mostram que a cotonicultura está entre as cinco principais culturas agrícolas do país, com o Valor Bruto da Produção (VBP) estimado em R$ 36,6 bilhões até agosto de 2025.


“O algodão é um exemplo do quanto o agro brasileiro pode crescer com tecnologia, sustentabilidade e agregação de valor. Cada hectare cultivado representa emprego, renda e inovação. Conquistamos novos mercados e aumentamos a credibilidade do algodão brasileiro mundo afora. Celebrar o Dia Mundial do Algodão é reconhecer o papel dos nossos produtores e da pesquisa nacional, que colocam o Brasil entre os maiores produtores e exportadores globais”, destacou, em comunicado, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.


Para a safra 2025/2026, a expectativa é de um crescimento de 3,5% na área e de 0,7% na produção, alcançando um recorde de 4,09 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


Mas para chegar a esse status, os cotonicultores investiram não só no aumento da produtividade das lavouras, como também desenvolveram uma série de ações sustentáveis por toda a cadeia de produção.


Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), das fazendas da fibra no Brasil, 83% têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e pela Better Cotton, iniciativas que comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis.


De acordo com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a produção de uma fibra responsável é um dos grandes diferenciais do algodão brasileiro no mercado internacional.


“O consumidor está cada vez mais exigente em relação à preservação ambiental e às práticas de sustentabilidade. Para responder à demanda, grandes marcas têm buscado soluções que estejam alinhadas a esses valores. Nesse contexto, o algodão brasileiro se destaca como uma matéria-prima que une qualidade e sustentabilidade”, destacou Piccoli, em nota.


Diferencial
As marcas que utilizam algodão brasileiro como matéria-prima agregam valor ao produto final devido às características intrínsecas da pluma nacional. A rastreabilidade é garantida por dois programas da Abrapa que têm como objetivo assegurar a transparência e a origem de cada fardo comercializado. O primeiro é o Sistema Abrapa de Identificação (SAI).



A diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, explica: “Todo fardo de algodão produzido no Brasil recebe uma etiqueta que dá acesso às informações sobre a fazenda de origem, certificações, análises laboratoriais das características da fibra, unidades de beneficiamento e todo o trajeto percorrido até os portos ou fiações nacionais”.


O segundo programa é o Sou ABR, que amplia a rastreabilidade até o consumidor final. “O Sou ABR agrega os dados do SAI às informações das fiações, tecelagens e confecções pelas quais o algodão passa até se transformar em roupa. Por meio da tecnologia blockchain, rastreia toda a cadeia de custódia da fibra”, acrescenta Ferraresi.


No Brasil, empresas do segmento do varejo de moda, como C&A, Renner e Calvin Klein, já oferecem linhas de produtos rastreáveis em suas lojas, trazendo confiabilidade e valor agregado às coleções.


Inovação para as lavouras
Desde o final da década de 1990, quando o setor atravessava sua maior crise produtiva, a inovação tem sido o motor da recuperação e da expansão da cotonicultura no Brasil. O melhoramento genético aumentou a produtividade por hectare e reduziu a necessidade de expansão das áreas cultivadas. Atualmente, o algodão ocupa apenas 0,25% do território brasileiro.


Outra inovação importante foi a adoção do cultivo em sequeiro aliado ao sistema de plantio direto. Hoje, 92% do algodão brasileiro é cultivado apenas com água da chuva. O plantio direto, que envolve o mínimo revolvimento do solo e a manutenção de cobertura vegetal, ajuda a preservar a umidade, reduzir o desperdício de água e aproximar a produção nacional da agricultura regenerativa.


Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, “o futuro do algodão brasileiro está amparado em sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade, sempre apoiado na tecnologia para evoluir em harmonia com a sociedade e o meio ambiente”.

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Da semente ao guarda-roupa: a etiqueta que conta a história do algodão

No dia do algodão, saiba como tecnologia, rastreabilidade e sustentabilidade se entrelaçam na cadeia que conecta o campo à moda no maior País produtor de algodão do mundo

07 de Outubro de 2025

Quando o assunto é algodão, o Brasil se destaca no cenário nacional e internacional. Na safra 2024/2025, os agricultores produziram 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas. O resultado mantém o País no topo do ranking global de exportadores e em terceiro no de produtores da pluma.


Além do desempenho econômico, há aspectos ambientais que contribuem com a comemoração do setor nesta terça-feira, 7, Dia Internacional do Algodão. Atualmente, 83% das fazendas brasileiras de algodão têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável — padrão nacional de certificação socioambiental do algodão no Brasil — e pela Better Cotton — maior programa de sustentabilidade do algodão do mundo. As iniciativas comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis, que são certificados por auditorias externas. São avaliados 195 itens de conformidade socioambiental, que vão desde o uso racional da água até as condições de trabalho no campo.


Mas a história do algodão brasileiro vai muito além da produção: ele carrega uma identidade rastreável, conectando o campo à moda, o produtor ao consumidor. Assim, cada etiqueta é transformada em um documento vivo de origem.


Rastreabilidade de milhões
A rastreabilidade do algodão nacional começou há mais de duas décadas, quando o Brasil se preparava para expandir suas exportações. Em 2004, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) criou o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), que passou a acompanhar cada fardo de algodão desde o beneficiamento.


Naquele momento, o Brasil precisava de um sistema confiável que comprovasse a qualidade e a origem de cada fardo para competir com gigantes como os Estados Unidos. “Os americanos já faziam rastreabilidade há praticamente 40 anos. Para entrar no mercado internacional, o Brasil precisava de uma identificação individualizada dos fardos”, lembra Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa. Hoje, a cada safra, mais de 15 milhões de fardos são identificados. No ciclo 2024/2025, estima-se uma identificação superior a 18 milhões de fardos.


Identidade própria
Apesar de ter sido inspirado no modelo norte-americano, o programa logo ganhou identidade própria. No início, cada fardo trazia apenas dados da algodoeira responsável pelo beneficiamento. Hoje, a etiqueta carrega informações completas sobre a fazenda de origem, o produtor, as certificações socioambientais e até a localização geográfica da propriedade.


Em 2012, a rastreabilidade ganhou um reforço fundamental com a criação do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Nesse período, as fazendas passaram a ser certificadas e auditadas. Com essa integração, o consumidor — e toda a cadeia têxtil — passou a ter acesso a um maior conjunto de informações: número do certificado ABR, licença Better Cotton, dados de qualidade do fardo, certificação da unidade de beneficiamento e laudos emitidos pelo Ministério da Agricultura. “Hoje, quando uma fiação recebe um fardo brasileiro, ela tem o certificado de qualidade emitido pelo ministério, o certificado socioambiental da fazenda e da algodoeira, e a garantia de que aquele algodão tem origem comprovada”, explica a diretora.


Campo e moda andam juntos: SouABR
A vontade dos produtores de ver o algodão das suas fazendas chegar com nome e origem às lojas deu origem ao SouABR. O movimento foi lançado em 2019 pela Abrapa para conectar o setor agrícola à indústria têxtil e ao consumidor final. “Era um desejo antigo do produtor brasileiro, de quando ele comprasse uma roupa numa loja, soubesse que ali tem algodão que veio da fazenda dele”, recorda Silmara.


As primeiras parcerias foram as marcas Reserva e Renner, que ajudaram a estruturar a cadeia de custódia e a plataforma digital. Nas etiquetas das roupas, um QR Code permite ao consumidor visualizar toda a jornada da fibra: o nome do produtor, a fazenda, as certificações e o caminho percorrido até o produto final. “Tudo isso na palma da mão […]. O consumidor vê o mapa da fazenda, a fiação, a tecelagem e as certificações.”, explica Silmara.


Desde então, o avanço tem sido constante. “Agora a gente já está ultrapassando as 500 mil peças rastreadas”, conta Silmara. O projeto-piloto do SouABR, iniciado em 2021 e que reúne marcas como Renner, C&A, Calvin Klein, Dudalina, Grupo Veste (Individual e Aramis) e Almagrino, será concluído em dezembro de 2025. A partir de janeiro de 2026, a iniciativa será aberta a todas as varejistas interessadas em integrar a cadeia de custódia do algodão brasileiro.


Mais do que números, cada etiqueta representa uma cadeia de pessoas e práticas sustentáveis que transformam o algodão brasileiro em símbolo de confiança e identidade. “O consumidor de hoje talvez ainda não pague mais por um produto sustentável, mas as próximas gerações, a Z e a Alfa, que estão chegando, têm uma compra guiada por propósito. Elas querem saber de onde vem o que consomem”, declara a diretora da Abrapa, destacando o olhar para a tendência de mercado.


Tecnologia
A tecnologia é um ponto-chave na rastreabilidade do algodão brasileiro. Cada fardo é identificado com uma etiqueta exclusiva e acompanhado por laudos técnicos. E, desde 2020, as informações passaram a ser armazenadas também em blockchain, tecnologia que garante integridade e transparência. “Chamamos de rastreabilidade física, porque ela é real, não é compensação de créditos. A fiação declara fardo por fardo, e o sistema acumula os dados de cada elo, registrando tudo em blockchain”, diz Silmara.


Isso significa que, a cada etapa — fazenda, algodoeira, fiação, tecelagem, confecção e varejo —, as informações são confirmadas e outras novas acrescentadas, formando uma linha do tempo digital que não pode ser alterada.


Fonte: https://agro.estadao.com.br/agricultura/da-semente-ao-guarda-roupa-a-etiqueta-que-conta-a-historia-do-algodao

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Dia Mundial do Algodão 2025: Sou de Algodão celebra o propósito da fibra

Com o conceito “não é só fibra, é propósito”, a iniciativa destaca o algodão brasileiro como inovação, identidade e potência econômica, fruto de escolhas conscientes e de uma cadeia que se move com responsabilidade

07 de Outubro de 2025

No dia 7 de outubro, é celebrado o Dia Mundial do Algodão, fibra que está presente no dia a dia de todos e que é essencial para a moda, a indústria têxtil e a economia global. Hoje, o Brasil se consolida como o maior exportador e o terceiro maior produtor mundial, referência em qualidade, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental, impulsionado pelo trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o movimento Sou de Algodão, que unem esforços para aproximar o campo da indústria e do consumidor final.

Brasil: potência do algodão responsável

O algodão brasileiro se destaca no cenário mundial pela combinação de escala de produção, qualidade da fibra e compromisso socioambiental. A safra 2023/2024 alcançou níveis recordes de eficiência, e cerca de 83% da produção foi certificada pelo programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável), que segue critérios de sustentabilidade, reconhecidos internacionalmente.

Além disso, o Brasil é destaque na rastreabilidade da fibra, permitindo que cada fardo possa ser acompanhado desde o campo até à indústria, com informações sobre origem, qualidade e processos de produção.

O SouABR: confiança e transparência na vanguarda da indústria da moda

Uma das grandes conquistas recentes da Abrapa é o programa SouABR, que une rastreabilidade e certificação socioambiental, e envolve a cadeia de custódia da fibra certificada no mercado brasileiro, do campo ao produto final, oferecendo transparência das melhores práticas de produção e reforçando a credibilidade do algodão perante os exigentes consumidores nacionais.

“Com o SouABR, oferecemos aos varejistas brasileiros um algodão que não é apenas competitivo em volume, mas também confiável, responsável e rastreável. Esse é o futuro da produção, e o Brasil está na vanguarda desse movimento”, afirma Gustavo Piccoli, Presidente da Abrapa.

Moda consciente: das fazendas às passarelas

O movimento Sou de Algodão também leva essa mensagem para as passarelas. Em seu 4º desfile na São Paulo Fashion Week (SPFW), no próximo 17 de outubro, a rastreabilidade do algodão brasileiro, com certificação socioambiental, assume o protagonismo. Serão apresentados 36 looks all black desenvolvidos com tecidos produzidos dentro do programa SouABR, por seis estilistas que ajudam a tornar a moda nacional mais transparente, inovadora e consciente.

Das fazendas às passarelas, a trajetória é coletiva: produtores, indústrias e estilistas unidos para mostrar que o futuro da moda é responsável e rastreável.

Conexão com a sociedade: o papel do movimento Sou de Algodão

Criado em 2016, o movimento Sou de Algodão busca aproximar produtores e toda a cadeia têxtil do consumidor final, valorizando a moda consciente e incentivando escolhas mais sustentáveis. Com ações em universidades, feiras, projetos de inovação e campanhas educativas, a iniciativa já impactou milhões de pessoas e se tornou referência em engajamento no setor.

“Nosso propósito é mostrar que o algodão é a fibra de todas as gerações, presente na moda, no lar, no trabalho e no lazer. Ao conectar produtores, marcas, estilistas, estudantes e consumidores, construímos um caminho coletivo por uma indústria mais responsável”, destaca Silmara Ferraresi, Diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão.

Campanha 2025: não é só fibra, é propósito

Para marcar o Dia Mundial do Algodão este ano, o movimento Sou de Algodão lança a campanha “não é só fibra, é propósito”, que reforça o valor da fibra para além do tecido. A mensagem central convida a sociedade a enxergar o algodão como potência capaz de movimentar a economia brasileira, inspirar a criatividade e conectar pessoas. Do campo ao fio, da pele à vida, o algodão está em tudo - carregando histórias, identidade e escolhas conscientes.

Com identidade visual vibrante, marcada por cores que remetem à brasilidade e a intervenções que traduzem a presença do algodão em cada etapa da cadeia, a campanha reforça que a fibra é inovação, sustentabilidade e responsabilidade. Tudo começa com as mãos que cultivam, passa pelas tecnologias que cuidam e se materializa em produtos que fazem parte do dia a dia das pessoas.

Para ampliar a mensagem, ao longo da semana do Dia Mundial do Algodão serão divulgados conteúdos especiais nas redes sociais do movimento, além de ativações voltadas aos comunicadores e público final. A iniciativa amplia o alcance da causa, aproximando diferentes públicos e convidando-os a refletir sobre o papel do algodão brasileiro como motor de desenvolvimento, cultura e propósito coletivo.

Uma fibra, muitas histórias

O Dia Mundial do Algodão é uma oportunidade para valorizar não apenas os números e conquistas da produção, mas também a história e a versatilidade de uma fibra que atravessa culturas, gerações e fronteiras. O Brasil, com seu protagonismo global e suas iniciativas inovadoras, reafirma seu papel estratégico na construção de um futuro mais responsável tanto para a moda quanto para o planeta.

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Ministro Carlos Fávaro e presidente da Petrobras debatem integração entre agro e energia para impulsionar o desenvolvimento do Brasil

O encontro foi realizado na sede do Mapa e marcou a primeira visita de Magda Chambriard à Pasta

03 de Outubro de 2025

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta quinta-feira (2) a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF). O encontro teve como objetivo debater a integração entre a Petrobras e a agropecuária como impulsionadores do desenvolvimento do Brasil.


“É um orgulho ter sido o ministro que recebeu, pela primeira vez em 165 anos do Ministério da Agricultura, a presidente da Petrobras. Esse encontro aproxima de forma concreta o agro e o setor de energia. É a relevância que o agro se tornou no Brasil, como ele é estratégico. E o inverso, a gente entende o agro pode, deve e vai ser importante para a Petrobras”, destacou o ministro da Carlos Fávaro.


Na ocasião, foi apresentado que a empresa se aproxima do agronegócio em três frentes distintas: originação de matérias-primas, polos de venda e venda direta para grandes consumidores.


A presidente da Petrobras evidenciou que a estratégia da estatal para os próximos anos passa pela integração entre os principais setores da economia brasileira. “O futuro do Brasil é um futuro em que o agronegócio e o setor petrolífero caminham juntos. São dois dos principais motores da nossa economia e precisam se complementar”, afirmou Magda Chambriard.


A empresa tem buscado a ampliação no Centro Oeste e MATOPIBA, regiões que tem vocação natural para a produção agrícola com disponibilidade de terras agriculturáveis e clima favorável â produção agrícola. A demanda do agronegócio nestas regiões mais que dobrou sua demanda de diesel nos últimos anos.


Também foi ressaltado que há oportunidades para expansão do transporte dutoviário e ferroviário, além de possibilidades de escoamento de produção e incremento na produção de biocombustíveis, como etanol de milho e biodiesel.


Com iniciativas existentes em produtos renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, a Petrobras se aproximou do agronegócio para a originação de matérias-primas para a produção de Hydrotreated Vegetable Oil (HVO) que consiste em um biocombustível avançado, produzido a partir de óleos vegetais (como soja, palma) ou gorduras animais, tratados com hidrogênio e do Sustainable Aviation Fuel (SAF) que consiste em um combustível sustentável de aviação, feito de matérias-primas renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas ou até lixo urbano.


O ministro Fávaro ressaltou que esta integração abrirá novas perspectivas para o Brasil. “Estamos abrindo uma série de oportunidades em um novo caminho que o mundo está trilhando: a produção de energia renovável, verde e limpa, que nasce da terra”, afirmou.


Ainda, foi exposto que existem acordos formados entre o Mapa, a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para parcerias com cooperativas para ofertas produtos e assistência técnica aos consumidores finais. Além disso, produzem juntamente com a Embrapa e com Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) fertilizantes de eficiência aumentada para o uso de matérias primas alternativas.


A parceria entre o Mapa e a estatal no MATOPIBA iniciou em março deste ano, após reuniões técnicas em que foram identificadas oportunidades de atuação e ocorreu a articulação de uma operação de visita na região junto a associações e produtores rurais com o objetivo de ampliar ainda mais a atuação da Petrobras na região.


Segundo a presidente Magda Chambriard, a Petrobras reconhece a importância dessas iniciativas. “Não estamos aqui para destruir nenhuma política pública. Pelo contrário, entendemos que esses investimentos foram necessários para valorizar o que temos de melhor: o petróleo e o agro”, reforçou.


Participaram do encontro o corregedor do Mapa, Cyro Dornelas; o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser; o gerente-geral de Comércio de Produtos e Claros da Petrobras, Leonardo Gouveia; o gerente de contratações de Logística e Parcerias da Petrobras, Eduardo Ávila; e representantes de associações do agronegócio brasileiro.

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Conexão Denim promove diálogos sobre moda responsável no Denim City

Encontro integrou as ações do projeto Talentos Senac, e aproximou estudantes, empresas e profissionais para discutir os caminhos de uma moda mais responsável

12 de Setembro de 2025

O Denim City, em São Paulo, foi palco na última quarta-feira (10) do Conexão Denim, encontro promovido em ação conjunta pelo movimento Sou de Algodão, a Covolan Denim e o Senac SP. O evento faz parte das iniciativas do projeto Talentos Senac, que aproxima a academia da indústria têxtil e da criação autoral, oferecendo aos estudantes a oportunidade de vivenciar processos reais da moda brasileira.


O Talentos Senac é um projeto anual do Senac SP, que seleciona alunos por meio de edital. Nesta edição, 15 estudantes foram escolhidos para desenvolver dois looks cada, totalizando 30 criações, que serão apresentados na Casa de Criadores, em dezembro. A coordenação criativa é do estilista João Pimenta, consultor criativo da instituição e parceiro do movimento.


No encontro, mediado por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do Sou de Algodão, foram apresentados cases e reflexões sobre como conectar iniciativas responsáveis a um futuro mais positivo para a moda brasileira. Manami destacou o avanço da rastreabilidade do algodão promovida pela Abrapa, que já soma quase meio milhão de peças rastreadas em parceria com grandes varejistas. 


Carolina Ferraz, diretora de projetos da Covolan, compartilhou as práticas de sustentabilidade da empresa, que incluem a preservação de recursos hídricos e o investimento em certificações internacionais. “Foi um momento muito especial, todos ficaram profundamente envolvidos e com vontade de levar essa conversa para outros espaços. Quando falamos diretamente com alunos, o impacto é ainda maior, porque refletir sobre ética e sustentabilidade no início da carreira torna mais fácil se posicionar no mercado, enquanto produto e marca, a partir dessa filosofia”, afirma Carolina.


Já João Pimenta trouxe a sua experiência como criador, ressaltando que a escassez sempre foi um motor de inspiração em sua carreira, levando-o a reaproveitar tecidos e valorizar matérias-primas responsáveis. “O encontro mostrou o comprometimento do movimento em fazer com que a moda brasileira cresça e evolua. A junção entre academia, alunos e indústria é fundamental para formar novos talentos preparados para o mercado. Foi muito estimulante perceber como a sustentabilidade foi abordada de forma clara e objetiva, e ver a indústria interessada nos futuros criadores e marcas. Esse tipo de experiência faz toda a diferença para que os estudantes entendam o que está acontecendo no mercado e possam construir um futuro mais consciente para a moda”, reitera o estilista. 


“Participar deste talk foi uma experiência incrível. Como coordenadora, é gratificante poder proporcionar aos alunos esse tipo de interação entre produtores, indústria e criadores de marca. Foi uma conversa rica, e que certamente impactou os estudantes de forma positiva”, destaca Ana Paula Mendonça Alves, coordenadora do Bacharelado em Design de Moda do Senac São Paulo.


Para Manami, a conexão entre academia, indústria e criação é fundamental para transformar o setor. “Nosso objetivo com o Conexão Denim foi justamente criar esse espaço de diálogo entre diferentes elos da cadeia da moda, do campo à indústria, passando pela academia e a criação autoral. Quando aproximamos diversos pontos de vista, conseguimos enxergar de forma mais clara como cada iniciativa contribui para um futuro mais responsável e conectado”, diz.


O Conexão Denim também contou com a presença de estudantes do Senac e de jornalistas do trade têxtil, ampliando os diálogos sobre transparência, colaboração, pessoas e conexões - pontos centrais para a construção de uma moda que respeita o meio-ambiente, valoriza pessoas e fortalece a cadeia produtiva nacional.

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Quais são as 10 cidades com maior valor de produção agrícola no Brasil?

Ranking do IBGE mostra que o top 10 somou R$ 52,4 bilhões em 2024, concentrando 6,7% do valor da produção agrícola nacional

12 de Setembro de 2025

A cidade de Sorriso, no Mato Grosso, consolidou-se mais uma vez como a capital do agronegócio brasileiro.


Pelo sexto ano consecutivo, o município liderou o ranking nacional em valor de produção agrícola, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM 2024), divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Em 2024, Sorriso registrou valor de produção de R$ 7,2 bilhões, o que corresponde a 0,9% do total nacional.


O município também se destacou em diferentes culturas: foi o 3º maior em soja (R$ 3,3 bilhões), o 1º em milho (R$ 2,4 bilhões), o 6º em algodão (R$ 1,3 bilhão) e o 4º em feijão (R$ 195,7 milhões).


Bahia e Mato Grosso dividem posições de destaque
Na sequência do ranking, São Desidério (BA) aparece com R$ 6,6 bilhões, seguido por Sapezal (MT), com R$ 5,9 bilhões. Ambos os municípios têm forte participação na produção de soja e algodão.


No total, os 10 maiores municípios em valor de produção agrícola somaram R$ 52,4 bilhões, o que representa 6,7% do valor nacional.

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Primeira viagem da Transnordestina será em outubro, diz ANTT

Agência Nacional de Transportes também vê entraves jurídicos da Ferrogrão superados abrindo caminho para avanço do leilão em 2026

12 de Setembro de 2025

Após 10 anos de obras, a ferrovia Transnordestina fará sua primeira viagem no próximo mês. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 10, pelo o superintendente de transporte ferroviário da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alessandro Baumgartner.


“Já temos 680 quilômetros prontos e estamos concluindo a verificação técnica para autorizar a primeira viagem em outubro. A Transnordestina é um divisor de águas para o escoamento da produção agrícola do Nordeste e vai oferecer uma alternativa logística muito mais eficiente para os produtores”, destacou Baumgartner durante o  Fórum Geopolítica e Logística. O trecho mencionado liga Eliseu Martins (PI) até o início do Ceará.


Quando estiver concluída, a Transnordestina terá 1,2 mil quilômetros de extensão, ligando o Piauí ao porto de Pecém no Ceará. Para efeito de comparação, a ferrovia terá a mesma dimensão da ligação ferroviária entre Lisboa e Paris, atravessando Portugal e boa parte da França. “É importante ter noção do tamanho do Brasil. Uma ferrovia como a Transnordestina tem a mesma escala de obras que unem países inteiros na Europa. Esse é o desafio da logística brasileira e também a oportunidade de transformar nossa matriz de transporte”, observou o superintendente.


Em julho deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o incremento de mais R$ 1,4 bilhão para a finalização da ferrovia. Ao todo, já foram investidos R$ 8,2 bilhões, e o orçamento total da obra é de R$ 15 bilhões.


Ferrogrão
Além da Transnordestina, Baumgartner destacou outros projetos estruturantes, como a Ferrogrão, que terá leilão previsto para 2026 e deve ligar o Mato Grosso a Miritituba (PA). A ferrovia deve encurtar distâncias e reduzir custos para o transporte de grãos do Centro-Oeste.


“Hoje, o produtor brasileiro enfrenta uma média de 1,2 a 1,5 mil quilômetros até chegar ao porto. Na Argentina, essa distância é de 300 a 400 quilômetros. Precisamos mudar essa realidade, e a Ferrogrão é uma resposta concreta a esse desafio”, afirmou.


De acordo com o superintendente, a visão da área jurídica da ANTT é de que as questões que travavam o projeto já foram superadas. Conforme noticiou o Agro Estadão, o projeto está parado no Supremo Tribunal Federal há três anos. “Muito se falou sobre o licenciamento da Ferrogrão, mas, com a mudança de traçado e ajustes ambientais, não há mais impedimentos para que o processo avance. O próximo passo é manter o cronograma para que o leilão ocorra no prazo previsto”, disse.


Custo logístico da soja
Durante o evento, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Maurício Buffon, reforçou a urgência de destravar os gargalos logísticos do país. Ele reforçou que a falta de infraestrutura encarece significativamente a competitividade brasileira frente aos concorrentes. “Pagamos um preço alto por uma série de atrasos que encarecem demais o chamado custo Brasil. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos gastam cerca de 40% do que nós gastamos em logística de soja, enquanto a Argentina chega a 60%. Ou seja, já partimos com um deságio de quase 50% só no frete”, destacou Buffon.


O dirigente lembrou ainda que aproximadamente 30% do custo total da soja no Brasil está relacionado ao transporte. “É um peso enorme para o produtor, que reduz nossa competitividade global. Se tivéssemos feito o dever de casa em infraestrutura há anos, não estaríamos enfrentando os mesmos entraves hoje. Precisamos avançar, porque o setor produtivo não aguenta mais carregar essa ineficiência”, completou.


O primeiro Fórum Geopolítica e Logística é realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), e a Aprosoja Brasil.

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