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No Japão: Brasil busca agregar valor dos produtos para exportação

07 de Novembro de 2024

Em um encontro promovido pela ApexBrasil, no Japão, com a participação da Abrapa, a entidade explora estratégias para ampliar mercado e valor da exportação da pluma nacional. Entre as iniciativas estão a separação por lote e a análise de HVI. Confira mais detalhes na entrevista do presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, na reportagem do Canal Rural.


Confira aqui: https://www.youtube.com/watch?v=SCdu2-C-pFc

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Associação inspeciona 12 laboratórios de análise de algodão

Visitas técnicas fizeram parte do terceiro pilar do programa Standard Brasil HVI

04 de Novembro de 2024

A equipe do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), concluiu, nesta semana, as visitas técnicas a 12 laboratórios de análise de algodão, previstas na programação do terceiro pilar do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), para aplicação do protocolo de Verificação e Diagnóstico de Conformidade do Laboratório (VDCL).


O último laboratório visitado foi o da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que fica em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Segundo o gestor do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) da Abrapa, Edson Mizoguchi, a unidade tecnicamente está preparada para a acreditação pela NBR ISO IEC17025, e só não o fez porque deverá inaugurar sua nova sede em breve. “A Abapa adquiriu dois novos instrumentos Classing Q Pro, que estão rodando nessa safra, aumentando, com isso, sua capacidade de análise. A meu ver, toda equipe está de parabéns, atendendo aos requisitos do programa SBRHVI”, afirmou.


Para o gerente do laboratório da Abapa, Sergio Brentano, a inspeção era muito aguardada. “Pudemos apresentar o avanço dos processos do laboratório em relação à operação, bem como, a qualificação da equipe técnica em atender os requisitos obrigatórios para a correta execução da atividade. A cada safra, estamos avançando em nossos processos, o que reflete na garantia da qualidade e credibilidade do trabalho desenvolvido”, pontua Brentano.


Os 12 laboratórios inspecionados, responsáveis pela análise de 100% da produção brasileira, estão situados nos estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A visita técnica, que acontece a cada safra, tem por objetivo garantir que todos os processos estejam padronizados, bem como, os dados aferidos nos ensaios com o algodão beneficiado, feitos por aparelhos HVI (Instrumento de Alto Volume), são confiáveis. Para tanto, durante a vistoria são feitas recomendações dos ajustes necessários.


Segundo Mizoguchi, o balanço geral das visitas técnicas foi muito positivo. “Percebemos um incremento no nível de implementação do Sistema de Gestão de Qualidade, o que garante uma maior padronização dos laboratórios participantes”, diz, acrescentando que o SGQ prepara, também, as unidades para atender à fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


Em comparação à safra anterior, também houve um aumento considerável no número de equipamentos HVI nas unidades, que saltou de 73 para 83 instrumentos. Em Mato Grosso, está concentrada a maior parte deles, com 58 unidades, seguido pela Bahia, com 14.


Foram visitados os laboratórios Unicotton (Primavera do Leste), Cooperfibra (Campo Verde), Petrovina (Pedra Preta) e Kuhlmann- Bureau Veritas, nas unidades de Rondonópolis, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde e Sorriso, além dos laboratórios da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), da Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

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Abrapa participa do Congresso Internacional da Abit em Salvador

Especialistas e empresários do mercado têxtil e de confecção discutem os desafios e as estratégias na busca pela representatividade e competitividade do setor, no mercado internacional.

01 de Novembro de 2024

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), representada pela diretora de Relações Institucionais, Silmara Ferraresi, participou do 9º Congresso Internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), realizado em Salvador, nos dias 30 e 31 de outubro. Com o tema “Conexões Brasil – Mundo: Caminhos Estratégicos para Competitividade”, esta edição do evento abordou o posicionamento estratégico da indústria têxtil e de confecção brasileira no mercado global.


Os sete painéis e as duas palestras da programação, mediadas pelo presidente emérito da Abit, Fernando Pimentel, tiveram como foco discutir estratégias e oportunidades para aumentar a participação do setor no mercado internacional.  “O setor têxtil é um dos mais importantes na economia nacional. Responde por 2% do PIB e gera mais de dois milhões de empregos, mas o nosso market share no exterior é de apenas 1,5%”, argumenta Fernando Pimentel.


Ainda segundo Pimentel, para que o Brasil aumente sua participação no mercado externo, é fundamental tratar da redução do custo brasil, fazer acordos internacionais com o Mercosul e a União Europeia, e investir nas indústrias, assim como na inovação, na modernização de maquinário e em processos. “Precisamos ter uma visão cooperada, da matéria-prima até o produto final, para que a agenda da sustentabilidade, que já praticamos, tenha uma comunicação homogênea nas feiras internacionais e nas missões, para que atraiamos investidores internacionais para aumentar a transformação da fibra dentro do país”, aponta.


Consumo interno


No âmbito do mercado interno, a prioridade é aumentar o consumo da fibra. Para tanto, a Abit e a Abrapa firmaram um compromisso, em setembro passado, durante o 14° Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), promovido pela Abrapa, que tem por objetivo alavancar o consumo das atuais 700 mil toneladas para um milhão de toneladas anuais. Para o presidente emérito da Abit, a parceria entre as entidades só reforça os esforços para atingir esta meta.


“O Brasil tem uma cadeia produtiva integrada e isso faz toda diferença. A Abit, juntamente com a Abrapa, busca ampliar a presença dos produtos brasileiros no atendimento à demanda internacional e local, o que é visto na agenda de sustentabilidade, governança, tecnologia, inovação, criatividade, presente em todas as nossas ações; trabalhamos na competitividade sistêmica de toda a cadeia e no combate às importações desleais. Se quisermos que a indústria brasileira cresça, ela precisa do suporte desse suprimento local, com um algodão certificado, de qualidade, e que atenda às exigências nacionais e internacionais”, afirmou.


Para a diretora de relações institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, o compromisso conjunto de elevar a meta de consumo para um milhão de toneladas é considerada um marco histórico na cadeia produtiva do algodão brasileiro. “É um avanço significativo, que demonstra a confiança das duas entidades no potencial de crescimento e desenvolvimento do setor no Brasil”, avalia Silmara.


Segunda ela, o evento foi uma oportunidade única de encontrar muitos parceiros do movimento Sou de Algodão, do qual é gestora, além de ver nas palestras o reconhecimento aos programas desenvolvidos pela Abrapa, como o SOUABR. “No painel sobre desenvolvimento sustentável foi gratificante ver a menção que o gerente divisional de Sustainable Supply Chain (SSC) da C&A Brasil, Leandro Ito, fez ao programa SOUABR, como uma referência em ESG. Isso nos motiva a fazer mais e melhor”, finaliza.


O congresso


Na abertura do evento, o embaixador Roberto Azevêdo falou sobre a nova realidade mundial, com foco nas mudanças que estão ocorrendo no contexto geopolítico, e seus desdobramentos para o comércio internacional, para a cadeia de suprimentos, e como isso impacta a indústria brasileira. As políticas regulatórias globais e seus impactos no comércio também estiveram na pauta de discussões.


O desenvolvimento sustentável como estratégia para a competitividade foi o tema de um dos encontros. Na pauta, o que as empresas brasileiras estão fazendo em termos de boas práticas de gestão ambiental, social e de governança, como estratégia para o desenvolvimento sustentável. Um dos painéis mais concorridos foi “O Novo Consumidor: Oportunidades e Desafios”. Representantes da consultoria empresarial americana, McKinsey, Martha Torres e Pedro Fernandes; da Lupo Sport, Rogério Guimarães; e da Informa Markets Fashion, Edwina Kulego; abordaram o perfil do novo consumidor e os desafios que as empresas encontram na atualidade, para antecipar e atender as necessidades e desejos de clientes através de novas conexões e, ao mesmo tempo, construir relações profundas com seu público-alvo.


Encerrou o congresso, a consultora de inovação, Daniela Klaiman, da Future, que falou sobre como a proliferação de tecnologias e as inúmeras crises que o mundo está vivendo têm gerado ansiedade e incertezas sobre o futuro. Daniela ressaltou o lado positivo dessas transformações para o mundo corporativo, tendo o futuro como uma janela de oportunidades para o surgimento de um novo olhar, apoiado em conceitos, como a bioeconomia e cuidados com a saúde mental.

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Abrapa e Ampa participam da Textile Exchange Conference nos EUA

31 de Outubro de 2024

O algodão, como fibra natural, reciclável e biodegradável, deve ser valorizado para que o futuro da indústria têxtil e da moda seja mais responsável. Essa foi a mensagem defendida pelo Brasil durante a Textile Exchange Conference, que ocorreu nesta semana em Pasadena (Califórnia).


A delegação brasileira no evento foi formada por representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa). A Textile Exchange é uma organização global sem fins lucrativos que fomenta boas práticas para reduzir impactos sobre o clima e a natureza.


Um dos pontos altos do evento foi a mesa redonda global do algodão, que ocorreu na segunda (28) e que foi acompanhada pela delegação brasileira. Entre os assuntos, as iniciativas mais recentes da Textile Exchange, do International Cotton Advisory Committee (ICAC) e de outras organizações mundiais que fomentam o uso de fibras preferenciais.


O termo ‘algodão preferencial’ (pCotton) foi criado pela Textile Exchange para identificar a pluma produzida com mais responsabilidade ecológica e/ou social que o convencional. Atualmente, há 18 programas mundiais de cultivo de fibras preferenciais identificados pela organização – incluindo lã e outros produtos.


O programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), padrão nacional de certificação socioambiental do algodão, está na lista de pCotton da Textile Exchange. “Nosso intuito é estimular a produção de mais fibras preferenciais no mundo, como é o caso do ABR. Nossa presença em eventos como este nos permite participar mais ativamente das discussões mundiais em torno do assunto”, observou Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa.


Claire Bergkamp, CEO da Textile Exchange concorda. “Não atuamos exclusivamente para fibras orgânicas, mas sim com a meta de incentivar o uso de fibras preferenciais, independente do modo de produção”, revelou a executiva.


O financiamento privado da produção sustentável do algodão também esteve em pauta. “A adoção de um sistema produtivo mais responsável não ocorre de uma safra para a outra, mas em médio a longo prazo, de três a cinco anos. Algumas marcas têm investido nisso e esse movimento precisa aumentar”, observou o gestor de Sustentabilidade da Abrapa, Fabio Carneiro.


Outro tema de destaque foi a preocupação com a grande produção de roupas com fibra sintética. O volume de resíduos, o desperdício e a destinação final da chamada “fast fashion” preocupam o setor. “A notícia positiva é que o algodão é uma alternativa de menor impacto, totalmente biodegradável e mais apto à reciclagem”, pontuou o presidente da Abrapa.


Os ganhos ambientais da agricultura regenerativa também foram abordados. O tema foi objeto de um painel específico, que foi acompanhado pelo diretor da Ampa, Guilherme Scheffer.


Além de participarem dos debates da conferência, os representantes da Abrapa realizaram reuniões paralelas. Uma delas foi com a Cascale, antiga Sustainable Apparel Coalition (SAC), rede internacional de cerca de 300 marcas de roupas, calçados e produtos têxteis focada em criar ferramentas para avaliar e medir impactos ambientais da indústria.


Saiba mais


A presença da delegação brasileira na Textile Exchange Conference integra as ações do Cotton Brazil, programa de promoção do algodão brasileiro em escala global desenvolvido pela Abrapa. A iniciativa tem a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e recebe apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

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'Vozes do Agro' atrai representantes do setor de todos os perfis

Encontro reuniu mais de 120 produtores rurais, pesquisadores, autoridades, investidores e executivos de empresas, entidades e instituições financeiras

31 de Outubro de 2024

Em sua primeira edição, o “Vozes do Agro”, evento que Globo Rural e Valor realizaram na terça-feira (29/10), atraiu personagens do agronegócio nacional de todos os perfis. Ao todo, o encontro reuniu mais de 120 pessoas, entre elas agricultores, pecuaristas, executivos de grandes, médias e pequenas empresas e também de instituições financeiras, autoridades, investidores, pesquisadores, consultores e integrantes do universo acadêmico.


Os participantes do evento discutiram de maneira franca temas que, muitas vezes, ficam apenas nas entrelinhas de fóruns do gênero. Entre os inúmeros assuntos das conversas sobre os pontos fortes e as carências do agronegócio nacional, dois se destacaram: a necessidade de o Brasil melhorar a apuração e divulgação de dados sobre sua atividade agropecuária – incluindo os sucessos e problemas na preservação do meio ambiente - e o alinhamento entre entes públicos e privados para melhorar a comunicação sobre o agro brasileiro no cenário global.


Os debates ocorreram sob a condição de que não se creditasse os autores dos comentários. A proposta do “Vozes do Agro” não era opor ideias potencialmente conflitantes, mas abrir caminhos para o diálogo.

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Abrapa participa de missão da ApexBrasil no Japão

31 de Outubro de 2024


A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participa de 4 a 6 de novembro de uma missão no Leste Asiático promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O encontro será realizado em Tóquio, capital do Japão, tendo como público-alvo adidos agrícolas e técnicos das embaixadas brasileiras na Ásia.


A Abrapa será representada pelo presidente, Alexandre Schenkel, e pelo diretor de Relações Internacionais, Marcelo Duarte. Duarte é responsável pelo Cotton Brazil, programa de promoção internacional do algodão brasileiro. Abrapa e ApexBrasil são parceiras na realização do programa, que tem também a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea) como apoiadora.


A missão ocorrerá na Embaixada do Brasil em Tóquio. Além do embaixador do Brasil no Japão, Octávio Henrique Dias Garcia Côrtes, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o encontro reunirá embaixadores, secretários e adidos agrícolas do Japão, da Coreia do Sul, de Hong Kong, Taiwan e da China – além de empresários e investidores de grupos brasileiros.


Os representantes da Abrapa se apresentarão na segunda (4) às 16h15 (horário local), durante o painel de debate com representantes do setor privado de agronegócios. Uma das metas da missão é discutir estratégias para ampliar a competitividade de produtos brasileiros no mercado asiático. Além da Abrapa, participam associações brasileiras da carne (Abiec) e de pescado (Abipesca).


ALGODÃO - O mercado asiático representa 98,24% das exportações brasileiras de algodão registradas no ano comercial 2023/24 – quanto o País embarcou 2,68 milhões de toneladas de pluma. Atualmente, o Brasil é o maior exportador do produto no mundo.


 




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CBRA conclui visitas técnicas do Programa SBRHVI em 12 laboratórios  

31 de Outubro de 2024

A equipe do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), concluiu, nesta quarta-feira (30), as visitas técnicas a 12 laboratórios de análise de algodão, previstas na programação do terceiro pilar do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), para aplicação do protocolo de Verificação e Diagnóstico de Conformidade do Laboratório (VDCL).


O último laboratório visitado foi o da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que fica em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Segundo o gestor do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) da Abrapa, Edson Mizoguchi, a unidade tecnicamente está preparada para a acreditação pela NBR ISO IEC17025, e só não o fez porque deverá inaugurar sua nova sede em breve. “A Abapa adquiriu dois novos instrumentos Classing Q Pro, que estão rodando nessa safra, aumentando, com isso, sua capacidade de análise. A meu ver, toda equipe está de parabéns, atendendo aos requisitos do programa SBRHVI”, afirmou.


Para o gerente do laboratório da Abapa, Sergio Brentano, a inspeção era muito aguardada. “Pudemos apresentar o avanço dos processos do laboratório em relação à operação, bem como, a qualificação da equipe técnica em atender os requisitos obrigatórios para a correta execução da atividade. A cada safra, estamos avançando em nossos processos, o que reflete na garantia da qualidade e credibilidade do trabalho desenvolvido”, pontua Brentano.


Os 12 laboratórios inspecionados, responsáveis pela análise de 100% da produção brasileira, estão situados nos estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A visita técnica, que acontece a cada safra, tem por objetivo garantir que todos os processos estejam padronizados, bem como, os dados aferidos nos ensaios com o algodão beneficiado, feitos por aparelhos HVI (Instrumento de Alto Volume), são confiáveis. Para tanto, durante a vistoria são feitas recomendações dos ajustes necessários.


Segundo Mizoguchi, o balanço geral das visitas técnicas foi muito positivo. “Percebemos um incremento no nível de implementação do Sistema de Gestão de Qualidade, o que garante uma maior padronização dos laboratórios participantes”, diz, acrescentando que o SGQ prepara, também, as unidades para atender à fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


Em comparação à safra anterior, também houve um aumento considerável no número de equipamentos HVI nas unidades, que saltou de 73 para 83 instrumentos. Em Mato Grosso, está concentrada a maior parte deles, com 58 unidades, seguido pela Bahia, com 14.


Foram visitados os laboratórios Unicotton (Primavera do Leste), Cooperfibra (Campo Verde), Petrovina (Pedra Preta) e Kuhlmann- Bureau Veritas, nas unidades de Rondonópolis, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde e Sorriso, além dos laboratórios da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), da Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

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Liderança na exportação torna Brasil protagonista no mercado têxtil mundial

30 de Outubro de 2024

Porto Alegre, 29 de outubro de 2024 – Consolidado como maior exportador mundial de algodão, o Brasil teve papel de destaque no evento anual da International Cotton Association (ICA), que ocorreu de 14 a 17 de outubro, em Liverpool, na Inglaterra. O País sentou-se à mesa com lideranças do setor para participar mais ativamente da missão de garantir ao algodão uma presença maior no mercado têxtil de hoje e amanhã.


     A delegação brasileira, coordenada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), participou de debates, realizou eventos e incrementou a construção de um novo posicionamento junto à indústria têxtil e marcas mundiais. “Não basta nos tornarmos o maior exportador e não participarmos das tomadas de decisão. Assumimos uma postura mais ativa para podermos trabalhar juntos em pontos estratégicos, como é o caso da legislação europeia”, explicou Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa.


     Neste ano, a participação brasileira incluiu três eventos durante a programação do congresso. No dia 15 de outubro, o Cotton Brazil Luncheon reuniu empresários e investidores do setor têxtil com novos dados e previsões sobre safra e exportação brasileiros.


     No dia 17, o Brasil esteve em um painel regional da programação oficial do evento, cujo foco foi o novo papel da cotonicultura brasileira no fortalecimento do algodão no mercado mundial de têxteis. Além disso, ao longo do ICA Trade Event, a delegação realizou uma série de rodadas de negócios com tradings mundiais.


“Em todas as iniciativas, fomos muito prestigiados. Há grande interesse sobre como o Brasil pode contribuir para que o algodão amplie sua participação no mercado têxtil, porque a capacidade de aumentarmos a oferta em nível mundial está limitada”, observou Schenkel. Isso porque, segundo o presidente, o País já é reconhecido como um fornecedor com oferta estável e confiável de um produto cuja qualidade aumentou muito e rapidamente. “A percepção internacional é de que a liderança do Brasil nas exportações deve-se à evolução geral do algodão brasileiro, em termos de qualidade, certificação socioambiental, volume de produção e acesso a mercados”, analisou o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte.


     Mas o Brasil admite que existem pontos a serem melhorados. Enquanto a evolução do comprimento, resistência, micronaire e tipo é reconhecida, ainda é preciso aperfeiçoar quesitos como índice de fibras curtas, além da presença ocasional de pegajosidade e contaminação.


     Em termos de cadeia produtiva, a logística é o principal ponto de atenção identificado. “Existe a percepção de que precisamos aprimorar as operações portuárias e ampliar as rotas para além de Santos. Por isso, temos investido no programa ABR-LOG, um protocolo de boas práticas para os terminais retroportuários”, pontuou Alexandre Schenkel.


TENDÊNCIAS


     O ICA Trade Event antecipa tendências do mercado têxtil, e a questão ambiental continua sendo um ponto de atenção. Na Europa, uma nova lei pretende rotular peças de roupa com a informação sobre o impacto ambiental gerado durante sua fabricação. Mas a forma de cálculo atual favorece o poliéster, tecido sintético feito com derivados de petróleo, em detrimento de fibras naturais, como o algodão.


     O uso de inteligência artificial tem aumentado na indústria têxtil, que emprega a tecnologia em várias áreas (do planejamento e negociação até à manufatura e previsão de demanda).


     Por outro lado, conflitos ao redor do mundo são um fator crítico para a ampliação da demanda. É o caso das guerras entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio, além das disputas comerciais entre Estados Unidos e China. As eleições norte-americanas também estão em pauta, pois os candidatos Kamala Harris e Donald Trump têm abordagens distintas quanto ao comércio externo.


      “Com o aumento da nossa participação no mercado, aumenta também a nossa responsabilidade. Trabalhando juntos com outras nações e organizações, o setor pode avançar mais em escala global”, afirmou o presidente da Abrapa.


     A participação brasileira no ICA Trade Event é uma das ações do Cotton Brazil, iniciativa de promoção do algodão brasileiro em escala global. Idealizado e coordenado pela Abrapa, o programa é realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e tem apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea).

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Algodão brasileiro é destaque no mercado têxtil global

Durante o evento, o Brasil realizou três iniciativas importantes

30 de Outubro de 2024

O Brasil, consolidado como o maior exportador de algodão do mundo, foi destaque no evento anual da International Cotton Association (ICA), realizado de 14 a 17 de outubro em Liverpool, Inglaterra. Representado pela Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), o país participou de debates e eventos estratégicos para fortalecer sua posição no mercado têxtil global. Segundo Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa, a presença ativa nas discussões internacionais é fundamental: “Não basta sermos os maiores exportadores; precisamos participar das decisões estratégicas, como a legislação europeia”.


Durante o evento, o Brasil realizou três iniciativas importantes, como o Cotton Brazil Luncheon, em 15 de outubro, que reuniu investidores e empresários para discutir dados e previsões da safra e exportação brasileira. Em 17 de outubro, o país participou de um painel sobre o papel da cotonicultura nacional no fortalecimento do algodão no setor têxtil, e ao longo do congresso, a delegação conduziu rodadas de negócios com tradings globais.


Ainda assim, o Brasil reconhece áreas a melhorar. A qualidade do algodão brasileiro evoluiu em características como resistência e comprimento, mas é preciso aprimorar o índice de fibras curtas e reduzir a presença ocasional de contaminação. Em logística, a necessidade de expandir rotas além do porto de Santos é crucial. Para isso, a Abrapa desenvolveu o ABR-LOG, um protocolo que visa otimizar operações nos terminais retroportuários.


O evento ICA também antecipou tendências para o setor têxtil, como a sustentabilidade. Uma nova lei europeia visa informar o impacto ambiental das peças, favorecendo tecidos sintéticos como o poliéster em relação ao algodão natural. A inteligência artificial também ganha força, auxiliando no planejamento, manufatura e previsão de demanda.

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Abrapa anuncia candidatura à presidência do IPA para o biênio 2025/2026

30 de Outubro de 2024

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) liderará a chapa no processo eleitoral para a presidência do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), para o mandato de 2025/2026. A questão foi debatida durante a assembleia de 29 de outubro, com os membros do IPA.


“Foi discutida a eleição da nova diretoria que assumirá a gestão do IPA, a partir do próximo ano. A Abrapa manifestou interesse em liderar a chapa para a presidência e planeja indicar um candidato, com o compromisso de promover uma transição harmoniosa e tranquila. O processo busca oferecer oportunidade de participação a todas as associações e entidades interessadas”, afirmou Júlio Cézar Busato, conselheiro consultivo da Abrapa e vice-presidente do IPA.


Organização representativa sem fins lucrativos, o IPA foi fundado em 2011 por meio de um acordo de cooperação técnica entre entidades do setor agropecuário, incluindo a Abrapa. Seu principal objetivo é defender os interesses da agricultura e fornecer assessoria técnica à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A entidade atua na institucionalização da agenda do setor, oferecendo respaldo técnico para que parlamentares tenham embasamento ao apoiar ações específicas em tramitação no Congresso Nacional.


Busato reforça a representatividade do IPA em diversas cadeias produtivas e destaca seu papel estratégico em identificar problemas, diagnosticar e propor soluções, fortalecendo a FPA com argumentos e subsídios para defender os produtores. “A cotonicultura tem voz ativa no IPA desde que ele era apenas uma ideia. A Abrapa inicia seu pleito pela presidência do instituto, conduzindo o processo de forma inclusiva e colaborativa”, disse.


Atualmente, o IPA reúne 56 entidades do setor produtivo agropecuário, responsáveis por levantar agendas de debate e questões relevantes, funcionando como um canal de comunicação entre as entidades produtoras rurais e os parlamentares comprometidos com a causa.

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