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Pulverização aérea para controle do bicudo é tema de workshop da Abrapa

11 de Abril de 2024

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu, nos dias 10 e 11 de abril, o Workshop de Pulverização Aérea de Precisão para Controle do Bicudo-do-algodoeiro, reunindo representantes das associações estaduais e pesquisadores da Embrapa, do Instituto Goiano do Algodão (IGA) e do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt), em sua sede, em Brasília, e na fazenda do grupo GMS Agrícola, em Luziânia (GO), respectivamente no primeiro e segundo dia. Na ocasião, foi apresentado o resultado do projeto desenvolvido entre a entidade, Better Cotton (BC), a empresa Perfect Flight e a Agridrones, que identificou o protocolo de boas práticas para o controle da doença, utilizando aviões e drones.


“Um dos principais desafios enfrentados no cultivo do algodão em climas tropicais é a pressão de pragas e doenças. O objetivo é mostrar aos produtores soluções eficientes que visam à economia na aplicação, aumentam a eficácia do controle do bicudo e preservam o meio ambiente, ao aplicar o produto de forma localizada”, afirmou Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa.


O bicudo provoca grandes danos ao algodoeiro. Essa iniciativa demonstra a importância da agricultura de precisão e do uso de tecnologias para o manejo sustentável de pragas, utilizando aviões e drones em sinergia para aplicações mais precisas. “O projeto é financiado pela Better Cotton desde 2022 e envolve a utilização de aviões e drones para a aplicação precisa de defensivos no combate ao bicudo. Essa abordagem inovadora pode reduzir o número de aplicações necessárias, diminuindo o impacto ambiental”, explicou Álvaro Moreira, gerente sênior da BC.


Agricultura de Precisão


A empresa Perfect Flight utiliza tecnologia para analisar a área de aplicação de defensivos, considerando fatores externos, como a presença de animais e pessoas, e as condições climáticas, evitando a dispersão dos produtos. A decisão entre utilizar aviões ou drones é tomada com base nessas análises, sendo que os drones podem ser controlados remotamente ou programados previamente para executar suas funções com precisão.


“O tamanho de gota, horário de aplicação, o tipo de aeronave, de bico a ser usado para a pulverização e a utilização de óleo em calda. Todos esses temas foram abordados durante o workshop para informar, de forma mais exata e transparente, sobre o bom desenvolvimento da cultura e controle das pragas”, explica Guilherme Gomes Olins, entomologista do IMA.


No primeiro dia, os convidados participaram de palestras na Abrapa. Já no segundo, eles visitaram uma fazenda do grupo GMS Agrícola, em Goiás, para a verificação dos resultados práticos das aplicações nos campos de algodão. “O workshop destacou o comprometimento dos produtores com a inovação e tecnologia no setor agrícola. Ao colaborar com iniciativas como essa, contribuímos para o avanço da produtividade e sustentabilidade do algodão brasileiro, enfrentando desafios como pragas, doenças e mudanças climáticas”, informou Carlos Alberto Moresco, sócio-proprietário do grupo GMS Agrícola e integrante do conselho de administração da Abrapa.

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Abrapa integra missão do MRE a Bangladesh

05 de Abril de 2024

A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) é uma das entidades setoriais que participará, nos dias 07 e 08 de abril, da primeira missão do Ministério das Relações Exteriores (MRE) a Daca, capital de Bangladesh. O objetivo é fortalecer os laços comerciais entre os dois países, agora também de forma oficial.


O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, o embaixador Mauro Vieira, conduzirá a missão em Bangladesh – país asiático com o qual o Brasil movimentou US$ 2,3 bilhões em 2023. A programação inclui um seminário empresarial em parceria com a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria de Bangladesh (FBCCI), no dia 08, além de reuniões de trabalho e visitas técnicas.


O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, participará da missão para reforçar a presença brasileira junto ao mercado têxtil bengali. Duarte coordena o Cotton Brazil, iniciativa que representa toda a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala internacional. Além de participar do seminário empresarial, ele acompanhará o ministro brasileiro em reunião com o Ministério do Comércio e em visita a uma indústria têxtil local. Bangladesh é um mercado conhecido dos cotonicultores brasileiros. Em fevereiro deste ano, a Abrapa realizou a primeira missão comercial do Cotton Brazil no país, tendo a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) como parceiros.


Localizada no sul da Ásia e tendo extensa fronteira com a Índia, Bangladesh é um dos mercados prioritários do Cotton Brazil, graças ao seu protagonismo no setor têxtil mundial. No ciclo 2022/23, a nação foi a maior importadora de algodão beneficiado (pluma) no mundo (1,48 milhão de toneladas) e a segunda maior compradora do produto brasileiro (242,3 mil toneladas). Atualmente, o Brasil responde por 16% do mercado bengali de algodão. Os grandes volumes de importação de algodão têm um motivo. Com uma média de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 6% ao ano em 2022, Bangladesh tem uma das maiores indústrias de vestuário do globo - ficando atrás apenas da China. Em 2022, a exportação de roupas produzidas em Bangladesh movimentou US$ 45 bilhões –7,9% do volume mundial exportado segundo o World Trade Statistical Review-2023.


Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor e o segundo maior exportador mundial de algodão. No ano comercial 2023/24, que vai de agosto de 2023 a julho de 2024, a projeção da Anea é que sejam exportadas 2,57 milhões de toneladas de pluma brasileira.

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Tem início calendário de treinamentos de inspetores de UBA

04 de Abril de 2024

Começou nesta quarta-feira, dia 3 de abril, o calendário de capacitações de inspetores de Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBA), conduzido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com supervisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nas associações estaduais. O primeiro deles ocorreu na sede da Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul), em Chapadão do Sul (MS).


O objetivo foi capacitar os profissionais no Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), certificação oficial instituída pelo governo federal para a pluma nacional. "Com a qualificação, todas as algodoeiras do estado estão aptas a participar do PQAB, garantindo transparência e confiabilidade nas análises laboratoriais da qualidade realizadas nos fardos de algodão produzidos no país”, afirmou Edson Mizoguchi, gestor do programa de Qualidade da entidade.


O inspetor de UBA, assim como o de algodão em pluma são funcionários designados e treinados para alimentar as informações referentes às amostras e fardos no Sistema Abrapa de Identificação (SAI) e Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), seguindo os processos e padrões de análises internacionais, que são a base para o Mapa expedir a certificação.


Durante a capacitação, foram abordados aspectos técnicos de preparo dos inspetores para a realização do autocontrole nos pontos críticos do processo, desde a retirada das amostras até a análise do algodão. Após o treinamento, os participantes foram submetidos a uma prova, sendo a nota mínima exigida seis.


Segundo o gerente do laboratório da Ampasul, Renato Marinho, o laboratório da Ampasul possui o mais alto nível de confiabilidade do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), com índices superiores a 99%. Os próximos treinamentos ocorrerão no dia 9, em Luís Eduardo Magalhães (BA), e no dia 12, em Uberlândia (MG).


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Indústria têxtil do Camboja pode crescer com algodão brasileiro

No último mês, a Abrapa participou da primeira missão empresarial multissetorial brasileira feita ao país; foco foi mostrar o potencial do algodão brasileiro

03 de Abril de 2024

A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) participou da primeira missão empresarial multissetorial brasileira feita ao Camboja, entre os dias 19 e 28 de março. O foco foi mostrar como o algodão brasileiro pode contribuir para o grande potencial, ainda não explorado, que a indústria têxtil cambojana tem pela frente. A iniciativa foi realizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).


Nos últimos 20 anos, o Camboja tem aumentado suas exportações de vestuário em 12% ao ano, passando de receitas no valor de US$ 1 bilhão para US$ 9 bilhões, em 2022. Nesse ano, o país do Sudeste Asiático se posicionou como o sétimo maior exportador de roupas no mundo, segundo dados do World Trade Statistical Review 2023. No entanto, o país importa 100% dos fios e tecidos de que precisa para abastecer suas fábricas. Abrindo o mercado para a importação de algodão e investindo na abertura de fiações, ele pode vivenciar um salto de desenvolvimento econômico.


Essa visão de futuro foi a mensagem central levada pelo diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, à missão do MRE. Responsável pelo Cotton Brazil, iniciativa que representa a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global, o executivo apresentou a empresários e lideranças setoriais cambojanas um estudo que mapeia o potencial da indústria têxtil do país.


“O setor de fiação pode proporcionar uma agregação de valor de mais de 400% à economia cambojana, o que significa adicionar US$ 2,4 bilhões de receita por ano. Sem contar os ganhos sociais, como geração de empregos e novas oportunidades de negócios”, analisou Duarte. Hoje, um dos principais gargalos enfrentados pelo setor industrial é o fornecimento de energia estável e acessível.


O Brasil é, desde já, candidato a fornecedor da matéria-prima. Terceiro maior produtor mundial e segundo maior exportador de algodão, o país tem se destacado pelo avanço nos índices de qualidade da fibra, pela rastreabilidade do produto e pela produção responsável. Na safra 2022/23, 82% da produção brasileira recebeu certificação socioambiental pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Além disso, o Brasil é o maior fornecedor mundial de algodão com licenciamento Better Cotton.


Pelo menos duas grandes tendências no mercado mundial contribuem para o desenvolvimento da indústria têxtil cambojana. A primeira delas é a busca por outros mercados fornecedores, além da China. “Um dos países que pode se beneficiar dessa demanda por diversificação é o Camboja, que hoje já responde por 2% do comércio mundial de roupas”, pontua Marcelo Duarte.


A segunda tendência é a busca por roupas e produtos têxteis cada vez mais sustentáveis, pelo consumidor final. Nesse contexto, o algodão – fibra natural e reciclável – é uma opção mais responsável que as fibras sintéticas.



Sobre a missão


A missão empresarial multissetorial foi realizada pelo Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Itamaraty (DPRA), órgão do Ministério de Relações Exteriores (MRE). Além do Camboja, a programação incluiu o Vietnã e a Tailândia – dois países que são mercados já consolidados do algodão brasileiro.


Esta foi a primeira missão empresarial brasileira oficial ao Camboja da história. Nos últimos anos, o Brasil tem buscado se aproximar diplomática e comercialmente do país do Sudeste Asiático. Em 2023, o Chanceler brasileiro Mauro Vieira visitou oficialmente a capital cambojana, Phom Penh, e, neste ano, o Governo Brasileiro pretende implantar a Embaixada do Brasil no país.

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Produtores estimam aumento de 7,7% na safra de algodão

Total deve ficar em 3,5 milhões de toneladas, segundo projeção da Abrapa

03 de Abril de 2024

O Brasil deve colher um novo recorde na produção de algodão. O volume estimado para a safra 2023/2024 é de 3,5 milhões de toneladas de algodão beneficiado (pluma), um aumento de 7,7% em relação ao ciclo anterior, explicado, basicamente, pelo incremento de 15,4% na área plantada, que deve ser consolidada em 1,93 milhão de hectares.


Esse aumento se deve, em grande parte, à migração de área de milho de segunda safra para a cultura, e o resultado abaixo do esperado para a soja, em função dos efeitos do El Niño. Já a produtividade deve ser 6,7% menor que em 2022/2023 e é projetada em 1.809 quilos de pluma por hectare.


Os dados foram apresentados pela Associação Brasileiras dos Produtores de Algodão (Abrapa) durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizada essa semana, de forma virtual.


Os números não diferem tanto dos divulgados pela Conab, no dia 12 de março, que indicaram produção de 3,56 milhões de toneladas de pluma.


As chuvas recentes registradas praticamente em todos os estados produtores estão ajudando no desenvolvimento da cultura, entretanto, para repetir o recorde do ano passado ainda são necessárias precipitações no período de enchimento de capulhos, principalmente, nas lavouras plantadas em segunda safra.


O clima também favoreceu a pressão de pragas como a mosca-branca e de lagartas, como a spodoptera. Os produtores, no entanto, vêm conseguindo manejar com eficiência as lavouras, segundo nota da Abrapa.

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Abrapa e IBA participam da reunião de alinhamento do projeto Mais Algodão, no Chile

03 de Abril de 2024

Começou no dia 02 de abril e vai até 04, o 15º Comitê de Acompanhamento do Projeto (CAP) Regional, como parte das ações do “Mais Algodão”, iniciativa criada para o fortalecimento e desenvolvimento sustentável do setor algodoeiro, no Mercosul, Haiti e África Subsaariana, por meio da cooperação Sul–Sul. O Brasil é signatário do acordo, aportando, para isso, recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do IBA, Alexandre Schenkel, e o diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero, participam da reunião, que está sendo realizada na cidade de Santiago, no Chile. O evento é promovido pelo Escritório Regional para América Latina e o Caribe (ALC) da FAO, em colaboração com o Governo do Brasil, através do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Agência Brasileira de Cooperação (ABC).


Na pauta do CAP 2024, uma avaliação geral do projeto, que completa 12 anos, e as estratégias para tornar o seu legado duradouro. Além disso, o atendimento aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da ONU, tem sido prioridade em todas as discussões da agenda.


Mais que provedor de recursos, o Brasil tem papel estratégico no Mais Algodão, servindo de parâmetro para os demais países, assim como difusor de conhecimento sobre o cultivo sustentável, organização da cadeia produtiva e união dos produtores. A aliança para a criação do Mais Algodão foi firmada em 2012, como um resultado direto da vitória do Brasil, no âmbito da OMC, sobre os subsídios americanos aos cotonicultores dos EUA, entendidos pelo foro internacional como “desleais”. Os recursos aportados pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), criado após o ganho de causa no contencioso, permitiram, além do investimento em projetos para o desenvolvimento da produção de algodão no Brasil, o aporte financeiro para o fortalecimento do setor algodoeiro nos países vizinhos.


Longo prazo


“Os recursos do IBA para esta finalidade, entretanto, não são infinitos, e o que estudamos é como o projeto será tocado, com a colaboração de todos os signatários, futuramente”, explica Marcio Portocarrero. Segundo ele, o legado do Mais Algodão é visível para os países contemplados, Bolívia, Paraguai, Colômbia, Peru, Equador, que cultivam juntos em torno de 76 mil hectares de algodão, em modelo de agricultura familiar, de pequena escala. A Embrapa, também envolvida, proveu tecnologia em sementes para adaptar a essas diferentes regiões produtivas.


Para o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, o grande trabalho, desde a implementação do Mais Algodão, foi ter conseguido implantar, nesses países, um modelo de assistência técnica e de capacitação, com a organização setorial. “Agora, estamos um passo à frente de quando o Mais Algodão começou. É hora de discutir mercado, promoção comercial e viabilização do negócio algodão. Essa é a nossa contribuição aqui”, pontua.  Com a colaboração dos países e do setor privado, como a Abrapa/IBA, todos os trabalhos realizados têm incentivado a produção de algodão, uma fibra natural, que deixará um futuro melhor para as novas gerações, e permitirão fonte de renda para as famílias produtoras”, finaliza Schenkel.

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Produtores estimam aumento de 7,7% na safra de algodão

Volume estimado para a safra 2023/2024 é de 3,5 milhões de toneladas 

02 de Abril de 2024

O Brasil deve colher um novo recorde na produção de algodão. Os produtores estimam aumento de 7,7% na safra 2023/2024, em relação ao ciclo anterior. A projeção é da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).


O volume estimado para a safra é de 3,5 milhões de toneladas de algodão beneficiado. O aumento pode ser explicado basicamente pelo crescimento de 15,4% na área plantada, que deve ser consolidada em mais de um milhão de hectares.


A alta se deve, em grande parte, à migração de área de milho de segunda safra para a cultura, e o resultado abaixo do esperado para a soja, em função dos efeitos do El Niño. Por outro lado, a produtividade deve ser 6,7% menor que em 2022/2023 e é projetada em 1,8 mil quilos de pluma por hectare.


Acesse: https://agromais.uol.com.br/conteudo/produtores-estimam-aumento-de-77-na-safra-de-algodao

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Inscrições abertas para trabalhos científicos no Congresso Brasileiro do Algodão

As inscrições para a categoria de estudantes vão até 30 de maio, enquanto para as demais áreas temáticas, as inscrições seguem até 13 de junho

02 de Abril de 2024

Estão abertas as inscrições de trabalhos científicos para a 14ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão, que acontecerá em Fortaleza, CE, de 3 a 5 de setembro. Promovido a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio científico da Embrapa , o evento é considerado o maior encontro da cadeia produtiva no Brasil. O congresso se destaca pelo reconhecimento e premiação da pesquisa acadêmica de excelência no País.


As inscrições para a categoria de estudantes (graduação e pós-graduação lato sensu e stricto sensu) começam no dia 1º de abril e terminam em 30 de maio. Para as demais áreas temáticas (que incluem pesquisadores, produtores, técnicos de fazenda, consultores, entre outros), o prazo de inscrição é de 1º de abril a 13 de junho. As inscrições deverão ser realizadas por meio de preenchimento de ficha eletrônica disponibilizada no portal do congresso .


Serão aceitos estudos com temas inovadores, criativos e proposição de soluções para problemas enfrentados pela cadeia produtiva do algodão em oito áreas de conhecimento:


I – Produção Vegetal – Fisiologia, Ecofisiologia, Fitotecnia, Nutrição de Plantas e Sistemas de Produção;


II – Agricultura Digital – Agricultura de Precisão e Inteligência Artificial;


III – Colheita/Beneficiamento/Qualidade de Fibra e do Caroço;


IV – Controle de Pragas – Entomologia e Biotecnologia;


V – Fitopatologia e Nematologia;


VI – Matologia e Destruição de Soqueira;


VII – Melhoramento Vegetal e Biotecnologia; e


VIII – Socioeconomia.


Serão premiados os melhores trabalhos nas categorias Estudante de Graduação, Estudante de Pós-Graduação, Áreas Temáticas (pesquisadores de qualquer instituição) e Professor Orientador. Além da participação no 14º CBA, os melhores estudos nas categorias Áreas Temáticas e o Professor Orientador também autorizam bolsas de pesquisas para a safra 2024/2025.

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Concurso de moda nacional premiará estudante com até R$30 mil

3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores está com inscrições para alunos de moda dos níveis universitários e técnicos

02 de Abril de 2024

Em mais uma edição, o movimento Sou de Algodão e a Casa de Criadores – conhecido como o maior evento de moda autoral – se juntam para o 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores.


A ideia da competição, que já revelou nomes como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista e, mais recentemente, nomeou Guilherme Dutra como o grande vencedor, permite que estudantes de moda de todo o país mostrem sua criatividade, descobrindo assim, novos talentos no mercado. As inscrições permanecerão abertas até o dia 30 de abril.


Nesta edição, além dos cursos superiores como Design de Moda e Engenharia Têxtil, aqueles formados no ensino médio e que estão matriculados em cursos profissionalizantes (cadastradas no SISTEC) também podem se inscrever.


Os cursos habilitados são: Estilismo e Coordenação de Moda, Modelagem de Vestuário, Produção de Moda.


Como se inscrever no 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores


Os interessados em participar devem realizar as inscrições no portal oficial, podendo ser projetos individuais ou em duplas. Além disso, os trabalhos poderão ser dos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt à porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear.


A seleção envolverá três etapas distintas: a primeira será a seleção dos semifinalistas, realizada por uma comissão organizadora. Serão escolhidos até 15 trabalhos de cada região brasileira, divulgados até o dia 17 de maio de 2024, via e-mail, mensagem de celular, perfil do Sou de Algodão, no Instagram, e pelo portal.


Os selecionados serão avaliados por uma comissão de jurados regionais e/ou nacionais do mercado de moda, e, dessa etapa, serão nomeados até dois candidatos de cada região, totalizando até 10 finalistas, que seguirão para a final, em desfile presencial a ser realizado na 55ª edição do evento Casa de Criadores, em novembro de 2024.


Premiação


O grande vencedor do 3º Desafio entrará para line-up oficial da Casa de Criadores e deverá desfilar uma coleção na 56ª edição do referido evento, a ser realizado no primeiro semestre de 2025.


Além disso, o movimento Sou de Algodão pagará um prêmio no valor de até R$ 30.000,00.


O segundo e terceiro colocados ganharão 100 e 50 metros de tecido, respectivamente, fornecidos por tecelagens e malharias parceiras do Movimento Sou de Algodão. O professor orientador do aluno vencedor receberá o valor de R$ 10.000,00 líquidos, como Bolsa Orientação.

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Indústria têxtil do Camboja pode crescer com algodão brasileiro

02 de Abril de 2024

A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) participou da primeira missão empresarial multissetorial brasileira feita ao Camboja, entre os dias 19 e 28 de março. O foco foi mostrar como o algodão brasileiro pode contribuir para o grande potencial, ainda não explorado, que a indústria têxtil cambojana tem pela frente. A iniciativa foi realizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).


Nos últimos 20 anos, o Camboja tem aumentado suas exportações de vestuário em 12% ao ano, passando de receitas no valor de US$ 1 bilhão para US$ 9 bilhões, em 2022. Nesse ano, o país do Sudeste Asiático se posicionou como o sétimo maior exportador de roupas no mundo, segundo dados do World Trade Statistical Review 2023. No entanto, país importa 100% dos fios e tecidos de que precisa para abastecer suas fábricas. Abrindo o mercado para a importação de algodão e investindo na abertura de fiações, ele pode vivenciar um salto de desenvolvimento econômico.


Essa visão de futuro foi a mensagem central levada pelo diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, à missão do MRE. Responsável pelo Cotton Brazil, iniciativa que representa a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global, o executivo apresentou a empresários e lideranças setoriais cambojanas um estudo que mapeia o potencial da indústria têxtil do país.


“O setor de fiação pode proporcionar uma agregação de valor de mais de 400% à economia cambojana, o que significa adicionar US$ 2,4 bilhões de receita por ano. Sem contar os ganhos sociais, como geração de empregos e novas oportunidades de negócios”, analisou Duarte. Hoje, um dos principais gargalos enfrentados pelo setor industrial é o fornecimento de energia estável e acessível.


O Brasil é, desde já, candidato a fornecedor da matéria-prima. Terceiro maior produtor mundial e segundo maior exportador de algodão, o país tem se destacado pelo avanço nos índices de qualidade da fibra, pela rastreabilidade do produto e pela produção responsável. Na safra 2022/23, 82% da produção brasileira recebeu certificação socioambiental pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Além disso, o Brasil é o maior fornecedor mundial de algodão com licenciamento Better Cotton.


Pelo menos duas grandes tendências no mercado mundial contribuem para o desenvolvimento da indústria têxtil cambojana. A primeira delas é a busca por outros mercados fornecedores, além da China. “Um dos países que pode se beneficiar dessa demanda por diversificação é o Camboja, que hoje já responde por 2% do comércio mundial de roupas”, pontua Marcelo Duarte.


A segunda tendência é a busca por roupas e produtos têxteis cada vez mais sustentáveis, pelo consumidor final. Nesse contexto, o algodão – fibra natural e reciclável – é uma opção mais responsável que as fibras sintéticas.


Sobre a missão


A missão empresarial multissetorial foi realizada pelo Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Itamaraty (DPRA), órgão do Ministério de Relações Exteriores (MRE). Além do Camboja, a programação incluiu o Vietnã e a Tailândia – dois países que são mercados já consolidados do algodão brasileiro.


Esta foi a primeira missão empresarial brasileira oficial ao Camboja da história. Nos últimos anos, o Brasil tem buscado se aproximar diplomática e comercialmente do país do Sudeste Asiático. Em 2023, o Chanceler brasileiro Mauro Vieira visitou oficialmente a capital cambojana, Phom Penh, e, neste ano, o Governo Brasileiro pretende implantar a Embaixada do Brasil no país.

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