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Abrapa participa de Dia de Campo sobre sustentabilidade, em Goiás

21 de Junho de 2024

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, esteve presente na apresentação das mais recentes tecnologias e práticas que impulsionam de maneira sustentável a produção da pluma, durante o 21º Dia do Algodão, realizado em 21 de junho, na sede do Instituto Goiano de Agricultura (IGA), em Montividiu (GO). O evento, organizado pela Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), reuniu produtores, especialistas e empresas do setor, proporcionando um ambiente significativo para atualização técnica e troca de conhecimentos entre os participantes.


“Goiás se destaca na cotonicultura nacional, ocupando posição de vanguarda na produção e exportação da fibra, devido às condições climáticas favoráveis ao cultivo e outros fatores que contribuem para sua alta produtividade e qualidade da fibra”, disse Schenkel, que destacou ainda que o dia de campo proporcionou um ambiente ideal para o networking e facilitou a formação de parcerias estratégicas para o avanço do setor.


Em 2024, Goiás deverá colher 60,8 mil toneladas de algodão, o que representa 1,7% da produção nacional, consolidando o estado como o sexto maior produtor do país nesse setor. Os agricultores goianos plantaram uma área de 30,9 mil hectares, e a produtividade esperada é de 1.969 kg de pluma/ha.


A programação da Agopa, uma das associadas da Abrapa, incluiu diversas atividades estruturadas para compartilhar conhecimentos especializados. Entre as palestras técnicas, destacaram-se temas como a seleção de cultivares avançadas para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade da fibra, conduzida pelo renomado consultor Wanderley Oishi, da Cotton Consultoria Agronômica.


Outro ponto de destaque foi a estação dedicada ao desenvolvimento de práticas agrícolas sustentáveis, com ênfase na integração da biologia do solo para otimização da produtividade, conduzida por Augusto Silva, sócio-diretor da Libertas Agronegócios e diretor do Instituto Brasileiro de Agricultura Sustentável (IBA). Além disso, Rosângela da Silva, pesquisadora da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, compartilhou abordagens inovadoras para o manejo sustentável de nematoides na cultura do algodão.


A feira de expositores, que acompanhou as atividades do evento, permitiu que empresas parceiras apresentassem suas tecnologias e serviços especializados, fortalecendo o intercâmbio de conhecimentos e o desenvolvimento do mercado algodoeiro. “O evento reafirmou seu papel para a promoção de inovações e práticas sustentáveis no setor, consolidando Goiás como um importante polo produtor e disseminador de conhecimento no setor”, afirmou o presidente.

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Abrapa e Anea mobilizam empresas de logística em Santos promovendo o ABR-LOG

21 de Junho de 2024

Representantes de mais de 15 empresas, que possuem terminais retroportuários trabalhando na estufagem de algodão e empresas de exportação (tradings), no porto de Santos, lotaram o auditório da Associação Comercial de Santos, na quinta-feira (20), em um evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), juntamente com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão, no escopo do programa ABR-LOG. O motivo do encontro foi angariar a aderência dos terminais, para participarem da iniciativa, que tem como foco a melhoria e a padronização dos processos no último elo da cadeia produtiva do algodão, antes do embarque para os países de destino. A ênfase do ABR-LOG é a sustentabilidade (ambiental, social e governança), com um enforque adicional na qualidade, assegurando a integridade e a boa apresentação dos fardos de algodão na entrega ao comprador.


De acordo com a Abrapa, garantir a padronização dos processos e a consequente melhoria do estado de conservação dos fardos fortalece a competitividade brasileira num mercado em que o Brasil começou a se destacar mais expressivamente nos últimos anos. Antes, o país era um exportador de segundo semestre, e o mercado para todo o volume embarcado era certo. Na safra 2023/2024, com a produção estimada em 3,66 milhões de toneladas de algodão beneficiado, em torno de 2,8 milhões de toneladas (Anea) deverão deixar o país e seguir para a indústria internacional, que é majoritariamente asiática.


“Depois de suprir as fiações brasileiras, que consomem de 700 a 750 mil toneladas, todo esse excedente precisa encontrar um mercado, e o escoamento do produto leva praticamente o ano inteiro. Na disputa pelo comprador com Estados Unidos, Austrália e África Ocidental, cada detalhe conta, e o ABR-LOG cuida disso, ao levantar a régua dos procedimentos nesta etapa da logística”, explica Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa.



Conceito expandido


O ABR-LOG foi lançado em 2023 pela Abrapa e Anea, como parte de um programa maior, o Cotton Brazil, de promoção do algodão brasileiro no mercado externo. Este guarda-chuva, além das duas associações, integra a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Segundo o gestor de Sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, trata-se de uma extensão do conceito do Algodão Brasileiro Responsável (ABR), de certificação de sustentabilidade nas fazendas, que, por sua vez, derivou, anteriormente, no ABR-UBA, cujo alvo são as Unidades de Beneficiamento de Algodão, e, desde o ano passado, no ABR-LOG.


“Com esses programas, além de expandirmos e assegurarmos a sustentabilidade nas operações em elos importantíssimos da cadeia da fibra, agregamos mais valor ao algodão brasileiro num aspecto que é bem tangível, a aparência dos fardos. Rasgos e sujeira podem levar à contaminação da fibra e comprometer o trabalho realizado no campo, nas unidades de beneficiamento de algodão nos e laboratórios brasileiros”, diz o gestor. Ele revela que a meta para este ano é que 50% da safra seja estufada em terminais certificados pelo programa. “Lançamos o programa visando 30%, e, já em agosto, na certificação, superamos o planejado”, afirma.


No ano passado, as primeiras empresas certificadas foram a S. Magalhães & Essemaga – que teve seus terminais de Alemoa e Guarujá chancelados pelo programa –, a Hipercon Terminais de Carga, de Santos, e a Louis Dreyfus Company (LDC), com terminal em Cubatão/SP. Posteriormente, também foram certificadas as empresas Brado, em Rondonópolis/MT, e a Tecon Salvador, na capital baiana.Todas as companhias passaram por auditoria de terceira parte, no período comercial de 2023/2024, a empresa Control Union foi credenciada como a responsável pelas auditorias do ABR-LOG. A mesma auditoria será responsável pelas certificações em 2024/2025.


Segundo o presidente da Anea, Miguel Faus, nesta fase do ABR-LOG, as atenções se voltam para o Porto de Santos, a quem cabem 97% dos embarques de algodão, no Brasil. “Para se ter uma ideia, nosso maior competidor, os Estados Unidos – que hoje produzem praticamente o mesmo que o Brasil e exportam mais – embarcam seu produto por cinco portos. Aqui, praticamente, só temos Santos e ainda assim temos conseguido bater recordes mensais em embarques”, afirma. Faus acrescenta que as entidades e o governo têm trabalhado na busca por alternativas viáveis para distribuir o montante exportado. “Nesse mercado tão apertado, temos que nos diferenciar, não só na qualidade da pluma e na sua sustentabilidade, mas nos embarques, na pontualidade, da aparência dos fardos. Para isso temos que envolver toda a cadeia”, explicou.


Em sua fala durante a solenidade, o diretor da Associação Comercial de Santos, Eduardo Lopes, destacou a importância do agro para o Porto de Santos. “No ano passado, Santos movimentou 173 milhões de toneladas, aproximadamente. Foram 130 milhões no sentido da exportação e 43, na importação. E as grandes cadeias responsáveis foram do agronegócio. O Porto de Santos é líder, inclusive mundialmente, na movimentação de soja, de milho, de algodão, de café, de suco de laranja, de celulose e assim uma série de outros produtos. E no que diz respeito a própria importação dessas 40 milhões de toneladas que o Brasil importou, 10 milhões e meio de toneladas foram matérias-primas, foram fertilizantes, para fertilizantes justamente para ser usado no agro”

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14º CBA enfatiza conhecimento da fisiologia do algodoeiro como estratégia para solucionar as grandes demandas da cotonicultura

20 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro – sua “fisiologia” – e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro próximo, em Fortaleza/CE.


O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia.


De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz.


Mudanças climáticas


Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde de a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas.  “São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica.


Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas.


Eixos temáticos


Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara. “O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui Silmara.

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Fisiologia do algodoeiro é tema central do 14º Congresso Brasileiro do Algodão

Evento acontece entre os dias 03 e 05 de setembro, em Fortaleza (CE)

18 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro, em Fortaleza (CE).


O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia.


De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz.



Mudanças climáticas


Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde de a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas.


“São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica.


Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas.



Eixos temáticos


Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara.


“O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui.

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14º CBA enfatiza fisiologia do algodoeiro como estratégia para solucionar as grandes demandas da cotonicultura

18 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro – sua “fisiologia” – e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro próximo, em Fortaleza/CE.


O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia.


De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz.


Mudanças climáticas


Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas.  “São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica.


Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas.


Eixos temáticos


Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara. “O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui Silmara.

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Associações globais assinam acordo para fortalecer a indústria de algodão

O documento visa contribuições para toda a cadeia produtiva e de abastecimento da fibra

18 de Junho de 2024

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), juntamente com a Associação Americana de Exportadores de Algodão (ACSA) e com a Associação Australiana de Exportadores de Algodão (ACSA), acaba de assinar um acordo histórico. O documento visa contribuições positivas para toda a cadeia produtiva e de abastecimento da fibra e o seu desenvolvimento econômico global.


O acordo foi assinado na Convenção Anual da American Cotton Shippers Association, em Scottsdale, no Arizona, em 14 de junho. Por meio dele, as entidades participantes têm o propósito de garantir principalmente a sustentabilidade econômica e social de longo prazo da indústria da cotonicultura dos países envolvidos, com uma abordagem colaborativa em importantes temas globais. Assim, elas pretendem intensificar o diálogo para identificar questões de interesse comum, fortalecer as relações e gerar oportunidades para a troca informações.


Na ocasião, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores Algodão (Anea), Miguel Faus, afirmou estar entusiasmado com o compromisso firmado. "Estamos contentes com esse acordo, que visa promover o algodão e conscientizar os países compradores sobre os impactos positivos da produção e do consumo da fibra nos mercados globais”, destacou.


Ao assinar o acordo, o presidente e CEO da Associação Americana dos Exportadores de Algodão, Buddy Allen, destacou que as associações envolvidas representam os competidores mais vorazes deste mercado, mas que também produzem o algodão com a melhor qualidade do mundo. ”Nos unimos para que o algodão continue a ser a fibra universal preferida”, afirmou.


Tony Geitz, presidente da Associação Australiana dos Exportadores de Algodão, acrescentou que, por meio do acordo, as maiores indústrias algodoeiras acolhem com satisfação a oportunidade de trabalhar como uma só. “Nosso objetivo é liderar discussões sobre a elaboração de estratégias para garantir que a demanda por algodão continue em alta”, disse.


Sustentabilidade, saúde e conforto 


Os impactos ambientais causados pela indústria têxtil dependem do tipo de fibra produzida. Ao contrário das fibras sintéticas, por ser natural, o algodão oferece benefícios incomparáveis quando se fala em meio ambiente e saúde, representando uma escolha sustentável e consciente.


Os benefícios do algodão, incluindo a sua sustentabilidade ambiental, vantagens para a saúde, conforto, versatilidade e impacto econômico, fazem desta fibra natural uma opção superior em comparação com as fibras sintéticas. As Associações envolvidas esperam que os seus esforços conjuntos tenham um impacto positivo na conscientização global sobre o uso da fibra.

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14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA): entomologia, muito além do “bicudo”.

18 de Junho de 2024

A entomologia, ramo da biologia que estuda os insetos, será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA). Mesmo quem não é do ramo, mas conhece alguma coisa sobre a cultura, sabe que o grande inimigo das lavouras de algodão no Brasil é justamente um inseto, o besouro conhecido como bicudo do algodoeiro, que chegou por aqui em meados dos anos de 1983, e, de lá para cá, tem sido controlado, mas jamais erradicado. Mas o bicudo não atormenta sozinho a vida do cotonicultor, por isso o congresso deu lugar de destaque para essa e outras pragas, que atentam contra a produtividade do produtor, em palestras, salas temáticas e workshops com grandes nomes do setor. O 14º CBA é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e será sediado entre os dias 03 e 05 de setembro de 2024, na cidade de Fortaleza/CE.


De acordo com a pesquisadora da Fundação MT, Lúcia Vivan, a entomologia desempenha um papel crucial no cultivo do algodão, e está na base de muitas decisões que o cotonicultor faz em seu dia a dia, na estratégia de Manejo Integrado de Pragas (MIP). “No caso do bicudo, isso passa pela definição do número de aplicações de defensivos, pelo uso das ferramentas digitais, pela destruição das soqueiras e tigueras e cumprimento do vazio sanitário, além da gestão de resistência e muitos outros fatores”, diz a pesquisadora.


Dra. Lúcia antecipa que uma das grandes expectativas para o 14º CBA é o controle biológico contra o bicudo. “Trata-se de algo muito desafiador, porque o que desponta como uma possível nova arma é, exatamente, um inseto. Como fazê-lo sobreviver em campo, mesmo com as aplicações que o controle do bicudo demanda? São respostas que estão sendo buscadas e o congresso é o cenário ideal para essas discussões”, adianta.


Sob o guarda-chuva da entomologia também estão as lagartas que, ao contrário do besouro, são um problema para todo o sistema de produção. “Os lepidópteros estão presentes também na cultura do milho e da soja. O mesmo vale em relação à mosca branca e ao tripes. Em alguns estados produtores do país, a paisagem traz todos esses quase simultaneamente. Por isso, no 14ºCBA, especificamos uma sala para a ‘entomofauna’ no sistema”, explica. Ainda de acordo com a pesquisadora, o produtor e suas equipes, que participarem do 14º CBA, terão acesso a informações importantes para o manejo da cultura.


 

Foto: Bruna Diniz Tripode - Embrapa

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14º CBA enfatiza fisiologia do algodoeiro como estratégia para solucionar as grandes demandas da cotonicultura

17 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro – sua “fisiologia” – e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro próximo, em Fortaleza/CE.


O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia.


De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz.



Mudanças climáticas


Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas.  “São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica.


Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas.


 

Eixos temáticos


Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara. “O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui Silmara.

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Abrapa e laboratórios participantes do SBRHVI discutem desvios e medidas corretivas com Mapa

14 de Junho de 2024

Em 14 de junho, membros da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e dos 12 laboratórios habilitados no Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) participaram de uma reunião online, com a equipe do Serviço Regional de Operações Avançadas de Autocontrole, Monitoramento, Certificação e Rastreabilidade (Seamc), um órgão vinculado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Na ocasião, foram discutidos os desvios nos procedimentos em relação às normas estabelecidas, os quais foram identificados durante as visitas de verificações feitas pelo órgão federal, em 2023. O objetivo foi esclarecer dúvidas e debater ações preventivas e corretivas, com foco nas boas práticas laboratoriais e no cumprimento do Regulamento Técnico do Algodão em Pluma (IN24/2016).


“Ao destacarmos as inconformidades mais frequentes identificadas na safra 2022/2023, elaboramos orientações gerais sobre padronização de procedimentos. Além disso, compartilhamos exemplos de soluções desenvolvidas por um determinado laboratório para resolver esses problemas específicos. Essa troca de experiências e orientações visa promover a melhoria contínua e o aprendizado mútuo dentro do setor”, explicou Cid Alexandre Rozo, auditor federal agropecuário do ministério. As irregularidades identificadas abrangeram diferentes aspectos do processo de análise de amostras de algodão. Entre elas, foram constatadas amostras com peso inferior a 150 gramas e dimensões irregulares, violando as normas estabelecidas. Além disso, a ineficiência no procedimento de climatização das amostras também foi observada, o que pode afetar a estabilidade das mesmas e, consequentemente, a precisão dos resultados.


Oportunidade de melhorias  


O Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), pertencente à Abrapa, possui a habilitação como Serviço de Controle Autorizado (SCA) pelo Mapa. Como resultado, recebeu o ofício contendo a lista de irregularidades identificadas durante as visitas de verificação em laboratórios de classificação de pluma. Silmara Ferrarsesi, diretora de relações institucionais da entidade, enfatizou: “Como associação, fizemos questão de informar a todos os laboratórios sobre os pontos observados durante as fiscalizações”.


O auditor federal agropecuário destacou que, para a safra de 2023/2024, é imprescindível que os laboratórios ajustem seus procedimentos de acordo com as normas de classificação de algodão. Em particular, enfatizou-se que a utilização da máquina de HVI deve seguir estritamente as instruções fornecidas pelo fabricante. Foi ressaltado que o não cumprimento dessas regulamentações acarretará em ações punitivas, que incluem desde auto de infração até mesmo o impedimento de prestação de serviços de classificação laboratorial de pluma. Essas medidas visam garantir a integridade e a qualidade dos procedimentos de classificação, assegurando a confiabilidade dos resultados obtidos.

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Sou de Algodão na Isto É Dinheiro

14 de Junho de 2024

Esta semana, o movimento Sou de Algodão está nas páginas de uma das mais conceituadas revistas do país, no segmento de economia, negócios e estilo de vida. Numa entrevista tipo ping-pong de duas páginas, a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi explica o movimento e o engajamento da iniciativa na crescente busca do consumidor por produtos de origem responsável.


Confira na íntegra: IstoEDinheiro

 

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