Comitê Sou de Algodão, formado por líderes da Abrapa e apoiadores platino Basf e Bayer, se reúnem para fechamento do planejamento 2024
O encontro foi realizado com o objetivo de compartilhar as conquistas de 2023 e os próximos passos do movimento
08 de Março de 2024
Nesta quinta-feira, 07/03, aconteceu a primeira reunião de 2024 do comitê de Sou de Algodão, constituído por representantes da Abrapa e por apoiadores platino do movimento, Bayer e Basf. Durante a reunião, foram apresentados o balanço financeiro e os resultados alcançados em 2023, a previsão de apoios e os investimentos para 2024 e as metas para este ano.
Estiveram presentes Márcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa; Arlindo Moura de Azevedo Moura e Alessandra Zanotto, do comitê Sou de Algodão; Silmara Salvati Ferraresi, diretora de Relações Institucionais, e Camila de Souza Preuss, assessora de Relações Institucionais; Eduardo Correa e João Tovajar, da Bayer; Warley Palota e Valeska de Laquila, da Basf; e Luciano Thomé Castro, Augusto Lima e Silva e Manami Kawaguchi Torres, da Markestrat, assessoria estratégica e de comunicação.
Entre os resultados alcançados em 2023 foram destacados a adesão de 5 varejistas ao programa SouABR; a produção de mais de 68 mil peças rastreadas; 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, com mais de 50 ações de divulgação e mais de 400 inscritos até dezembro; lançamento de loja oficial Sou de Algodão no Mercado Livre para marcas parceiras, em julho; marcas parceiras totalizando 1473 empresas, destacando a adesão da Calvin Klein, C&A e Grupo Veste; 7 universidades parceiras; desfile Sou de Algodão no SPFW; participação da Abrapa em eventos do agro e das marcas apoiadoras e o Dia Mundial do Algodão com a FAO, em Brasília; cinco dias de Cotton Trip com 107 visitantes; entre outros.
Sobre o planejamento e metas de 2024, o grupo destacou os principais projetos para o ano: mais uma edição da Cotton Trip, desta vez com a participação de uma nova categoria da imprensa - jornalistas de tecnologia - em agosto; o desfile Sou de Algodão no SPFW em outubro; a final do 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, em novembro; e a expansão do SouABR. Além das ações que envolvem canais digitais, marcas e universidades parceiras.
O encontro foi finalizado com comentários dos presentes sobre como o movimento está no caminho certo, colhendo o fruto do trabalho desses quase oito anos. Atualmente, Sou de Algodão é considerado uma marca de valor, sendo referência para outros setores do agro e tendo muita abertura com a indústria têxtil nacional.
“O caminho é longo e ainda temos muito trabalho para concretizar até o final do ano”, declarou Silmara Ferraresi.
Abrapa visita lavouras de algodão e conversa com lideranças da cotonicultura no Piauí.
Crescimento da área reflete a aptidão do estado para o cultivo da pluma e a atração de investimentos de grupos tradicionais de regiões do Matopiba.
07 de Março de 2024
Entre os dias 05 e 06 de março, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, e o diretor de Relações Internacionais da entidade, Marcelo Duarte, visitaram lavouras e estruturas produtivas de algodão no estado do Piauí, além das instalações da Associação Piauiense dos Produtores de Algodão (Apipa), no município de Uruçuí, na região do Alto Parnaíba. Os representantes da Abrapa foram recebidos pelo presidente da Apipa, Amilton Bortolozzo, e o diretor-executivo da entidade, Francisco Sales Battisti Archer, além de produtores locais, que abriram as porteiras de suas fazendas para a associação. A passagem marca os constantes trabalhos de aproximação da Abrapa com as associações estaduais, canais imediatos de contato com os produtores.
O Piauí tem chamado atenção pelo incremento de área na cotonicultura. Na safra 2023/2024, o estado plantou em torno de 23,8 mil hectares, em torno de 34,7% a mais que no ciclo anterior, e as projeções são de ampliar a ocupação com a cultura para 2024/2025, se o clima e o mercado continuarem favorecendo a fibra. “No momento, a Apipa estima que a área pode chegar a 40 mil hectares”, antecipa Bortolozzo, que agredeceu a visita da entidade nacional.
De acordo com Schenkel, eles ficaram impressionados com a qualidade das lavouras, que estão muito bem conduzidas e desenvolvidas, mesmo o estado tendo enfrentado problemas climáticos, com 60 dias de atraso nas chuvas. “O que vemos aqui é um trabalho bem-feito no manejo de pragas, cobertura do solo e boas práticas, que, nas condições climáticas esperadas, devem garantir volume, qualidade e produtividade nas lavouras. Esperamos que boas chuvas em abril e maio tragam uma excelente safra para o Piauí”, disse Schenkel, ressaltando que esses fatores explicam o rápido crescimento da atividade na região, que também vem atraindo produtores de outros estados, sobretudo do Matopiba.
“Foi muito bom ter vindo aqui com o nosso diretor de Relações Internacionais, Marcelo Duarte, hoje baseado em Singapura. Ele explicou aos produtores o trabalho que desenvolvemos na Ásia e poderá também enriquecer seu testemunho quando falar com a indústria internacional sobre o excelente momento que o algodão brasileiro vive, e isso começa nos estados”, concluiu.
Sou de Algodão na EPTV, afiliada da Rede Globo em Campinas
06 de Março de 2024
A matéria foi exibida no Bom Dia Cidade, no quadro Sua Chance, da última terça-feira, para destacar as opções de trabalho na moda. Manami Kawaguchi, gestora de relações institucionais do Sou de Algodão, falou sobre as oportunidades de emprego no segmento e a importância da especialização dos alunos. Além dela, João Pimenta, estilista parceiro do movimento, comentou sobre a diversidade na moda, como plus size, infantil e o mercado masculino.
Abrapa terá mais 12 missões internacionais em 2024
Ações do programa Cotton Brazil neste ano começaram com a bem-sucedida Missão Indonésia-Bangladesh.
06 de Março de 2024
Após o sucesso na “Missão Indonésia-Bangladesh”, a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) inicia os preparativos para as próximas ações internacionais. Mais 12 intercâmbios comerciais estão na agenda de promoção do algodão brasileiro pelo mundo. A aproximação de cotonicultores brasileiros e importadores da indústria têxtil mundial é um dos principais eixos de atuação do Cotton Brazil, marca que representa a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global. De 26 de fevereiro a 1º de março, uma comitiva brasileira esteve na Indonésia e em Bangladesh para estreitar relações comerciais.
A iniciativa foi promovida pela Abrapa em parceria com a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O saldo foi positivo, avaliou o presidente da Anea, Miguel Faus. “A missão foi muito bem-sucedida. Na Indonésia, o nosso evento mesclou o debate de pontos técnicos importantes com a descontração que marca os dois países. Já em Bangladesh, cumprimos agenda com relevantes órgãos governamentais, como o Ministério do Comércio bengali”, pontuou Faus.
Além de reuniões técnicas e de negócios, a Missão Indonésia-Bangladesh incluiu a realização do seminário “Cotton Brazil Outlook” em Jacarta e Daca, capitais dos dois países. Em Daca, o seminário contou com a participação do embaixador do Brasil, Paulo Dias Feres. “Nas duas edições, nossa meta inicial de convidados foi superada e o público participante foi qualificado, reunindo importantes tomadores de decisão”, comentou o presidente da Abrapa, Alexandre Schekel.
Sétima maior importadora mundial de algodão, a Indonésia registrou queda de 35% no volume total de algodão importado no ano comercial 2022/23. “Apesar da queda no ano passado, a expectativa é de que as importações indonésias voltem a crescer 20% no período comercial 2023/24. O Brasil tem algodão em volume e em qualidade para ofertar à Indonésia”, analisou Marcelo Duarte Monteiro, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.
Já em Bangladesh, maior importador mundial de algodão em 2022/23, o desafio foi abrir novos mercados e tornar o produto brasileiro mais conhecido – já que o potencial da indústria têxtil bengali é crescente e, atualmente, o Brasil responde por 16% do total importado. “Além do longo histórico de comércio com a Índia, Bangladesh tem investido muito nos têxteis sintéticos, o que é um ponto de atenção. Por isso, reforçamos durante a missão que podemos atender a demanda bengali tanto em quantidade quanto em qualidade”, observou o diretor da Abrapa.
Desde 2019, o Brasil é o segundo maior exportador mundial de algodão. No ano comercial 2023/24, a projeção é que sejam exportadas 2,34 milhões de toneladas. A agenda de missões internacionais do Cotton Brazil em 2024 inclui ainda o Mercado Europeu, Tailândia, China, Turquia, Egito, Vietnã, Índia, Taiwan, Japão e Estados Unidos. Nos meses de julho e agosto, o destino se inverte e os cotonicultores brasileiros abrem suas propriedades para receber industriais e importadores na chamada Missão Compradores.
Empresa mineira faz parte da cadeia responsável do algodão
Por meio da leitura de um QR Code disponibilizado no produto final, consumidor consegue 100% da rastreabilidade da jornada produtiva
06 de Março de 2024
Em 2024, a C&A lança sua segunda coleção de produtos rastreável | Crédito Divulgação Sou de Algodão/C&A
Com o intuito de promover a produção responsável com impacto positivo para trabalhadores, clientes e meio ambiente, empresas, produtores e intermediários da cadeia do algodão se empenham em participar da rastreabilidade, em larga escala, na cadeia têxtil nacional.
É o caso da Cataguases, empresa mineira de produção de fios e tecidos de algodão que pertence ao movimento “Sou de Algodão” da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e é uma das poucas empresas que fazem parte do programa de rastreabilidade da Associação, o SouABR.
“Um dos valores da empresa é a sustentabilidade. A empresa tinha interesse em fazer parte de um sistema que mostrasse essa transparência e fortalecer o que já fazíamos. Hoje, 80% do algodão que trabalhamos possui certificação da Abrapa. Trata-se de uma garantia de que o produtor também cumpre este papel de legislação trabalhista, meio ambiente, entre outras questões”, diz a coordenadora de Recursos Humanos e Sustentabilidade da Cataguases, Stephanie Lodron.
O programa garante a transparência da jornada de produção de cada produto, desde o plantio do algodão com a garantia da certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável), passando por toda cadeia têxtil, onde ela está, até o produto junto às grandes marcas varejistas. A tecnologia proporciona digitalização que torna a informação acessível e auditável em todas as etapas do processo, garantindo confiabilidade.
Por meio da leitura de um QR Code disponibilizado no próprio produto final, o consumidor consegue conhecer a fazenda onde o algodão com certificação socioambiental foi cultivado, a fiação que o transformou em fio, a tecelagem ou a malharia que desenvolveu o tecidoou malha e a confecção que o cortou e costurou, por exemplo.
Para a diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento ‘Sou de Algodão’, Silmara Ferraresi, a ação é um casamento de rastreabilidade com sustentabilidade. “Você entrega uma peça com um valor agregado diferente no quesito responsabilidade e ainda consegue comprovar fisicamente a trajetória daquela peça. Isso tem um apelo muito importante para a nova geração, principalmente a geração Z, que tem uma opção de compra com causa e propósito”, defende.
Outro ponto que ela levanta é o valor que a empresa agrega para a marca em si. “Um projeto como esse acaba contribuindo em duas frentes: a maneira como eu converso com o meu consumidor, por meio de uma experiência diferente que entrego para ele, mas também a maneira como me posiciono para o mercado. São relatórios e indicadores ESG que serão apresentados ao mercado e posicionarão de forma diferenciada a empresa. Isso faz muito diferença”, explica.
Silmara Ferraresi, gestora da Sou de Algodão | Crédito: Divulgação / Sou de Algodão
Marcas que já fazem uso da plataforma
Silmara Ferraresi conta ainda que a plataforma de rastreabilidade começou ser desenvolvida em 2019 e a primeira coleção a ser lançada com 100% de rastreabilidade foi com a marca Reserva em 2021; depois duas coleções com a varejista Renner em 2022, uma com a C&A em 2023 e, agora, novamente, a C&A lança a segunda coleção de produtos rastreáveis.
Além disso, no ano passado, a Almagrino, confecção de roupas masculinas do Mato Grosso, a qual a Cataguases fornece tecido e confecciona camisetas em parceria, também aderiu ao projeto, assim como a Vest, proprietária das marcas Bo.Bô, Dudalina, Individual, John John e Le Lis Blanc.
De acordo com a gestora do ‘Sou de Algodão’, o movimento vem, ano a ano, melhorando as condições de rastreabilidade da fibra. Para uma cadeia tão longa como a da moda, ela avalia que tudo que estão fazendo representam conquistas consideráveis. “Mesmo que seja um projeto inicial, a gente estar, em 2024, cinco anos após o lançamento da plataforma, inaugurando coleções e com tantos parceiros, para quem trabalha com rastreabilidade física, sobretudo numa cadeia tão longa, é uma conquista muito grande”, comenta Silmara Ferraresi.
Entretanto, ela pontua que só a empresa ter rastreabilidade não faz o consumidor levar a peça para casa.
“A peça tem que ser desejável, o desafio é grande e as conquistas são muitas”, comenta.
Silmara Ferraresi
Sou de Algodão une cadeia produtiva da moda há oito anos Criado há oito anos pela Abrapa e pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), o movimento “Sou de Algodão” tem o objetivo de unir os agentes que formam a cadeia produtiva da moda, além de promover o consumo consciente e aumentar a participação da fibra na indústria do vestuário.
O movimento surgiu quando a Associação identificou a falta de informação do grande público em relação aos benefícios e acessibilidade de consumo em comparação com outros materiais. E passou a incentivar o uso da matéria-prima na indústria da moda brasileira.
De acordo com a gestora do movimento, o Brasil é o quarto maior produtor de algodão e 82% da safra brasileira tem certificação do algodão responsável. “Isso faz do Brasil um dos maiores fornecedores de algodão responsáveis do mundo, em que 37% da produção responsável que circula no planeta, tem origem brasileira”, diz.
Icac projeta produção mundial 2023/24 de algodão em 24,307 milhões de t – MAIS SOJA
05 de Março de 2024
O Comitê Internacional do Algodão (Icac) projeta que a produção mundial da fibra totalizará 24,307 milhões toneladas na temporada 2023/2024, ante 24,843 milhões na safra 2022/23, conforme a estimativa de março divulgada pela entidade.
O consumo mundial de algodão deve totalizar 23,754 milhões de toneladas na safra 2023/2024. Para 2022/2023, foram 23,677 milhões de toneladas. As exportações para 2023/2024 foram projetadas em 9,065 milhões de toneladas, ante 8,058 milhões da temporada 2022/2023.
Já os estoques finais para 2023/2024 foram previstos em 21,813 milhões de toneladas. Na temporada 2022/23, o número foi de 21,225 milhões de toneladas.
Wilson Sons realiza no Tecon Salvador primeira exportação para o Egito de algodão produzido na Bahia
Mais de 500 toneladas da carga foram embarcadas em 22 contêineres pelo terminal baiano com destino ao porto de Port Said West, no continente africano
05 de Março de 2024
O algodão produzido no município de Luís Eduardo Magalhães (LEM), considerado o maior polo produtor do insumo agrícola no oeste baiano, é exportado pela primeira vez para o Egito. A operação foi realizada na quinta-feira, 29 de fevereiro, pelo terminal de contêineres do Porto de Salvador, o Tecon Salvador, unidade de negócio da Wilson Sons, com o embarque de 2.500 fardos da pluma do algodão, o equivalente a mais de 500 toneladas do produto.
Depois de sair da fazenda produtora, a carga foi direcionada ao Centro Logístico da Wilson Sons para o processo de estufagem em 22contêineres, sendo levada posteriormente ao Tecon Salvador, de onde seguiu viagem até o porto de Port Said West, no continente africano. A carga levará, em média, três semanaspara completar o percurso.
O algodão produzido em território baiano e outras regiões que fazem parte do complexo Matopiba - localizado no Norte-Nordeste brasileiro e constituído pelos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia - é exportado via Tecon Salvador para a Ásia (Paquistão, Bangladesh, China, Indonésia e Vietnã) e a Eurásia (Turquia), atuais principais mercados importadores do produto brasileiro.
Certificação
O atendimento a este setor exige certificação, sendo que o Centro Logístico de atendimento ao Tecon Salvador é devidamente credenciado, desde 2023.
“O selo socioambiental faz parte do Programa Algodão Brasileiro Responsável para Terminais Retroportuários (ABR-Log), emitido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e pela Associação Nacional dos Exportadores (Anea), chancelando a qualidade da preparação do algodão para a exportação, por meio de um processo chamado estufagem. Ele se constitui na acomodação da carga dentro dos contêineres, sem avarias e livre de contaminação”, explica Guilherme Dutra, diretor comercial do Tecon Salvador da Wilson Sons.
O Centro Logístico da Wilson Sons fica a apenas 15 quilômetros do Porto de Salvador e opera como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex). No local, o exportador conta com serviços especiais de manuseio e armazenagem, de acordo com a necessidade logística de cada produto recebido, incluindo o desembaraço aduaneiro, realizado por meio de conferência remota por parte da autoridade competente, oferecendo agilidade e segurança para as indústrias.
Algodão: Wilson Sons realiza primeira exportação da Bahia para o Egito
05 de Março de 2024
São Paulo, 1 – A Wilson Sons, maior operador de logística portuária e marítima do mercado brasileiro, realizou o primeiro embarque de algodão produzido na Bahia para o Egito. A carga originária do município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste do Estado, foi embarcada na quinta-feira (29) pelo terminal de contêineres do Porto de Salvador, o Tecon Salvador, unidade de negócios da empresa. Foram carregados 2.500 fardos da pluma, o equivalente a mais de 500 toneladas, com destino ao porto de Port Said West, no Canal de Suez, no Egito.
O país abriu o mercado para o algodão em pluma do Brasil em janeiro do ano passado. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), de agosto de 2023 a janeiro de 2024, foram exportadas 5,36 mil toneladas da fibra para o destino. Segundo a Wilson Sons, o algodão do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) já é exportado pelo Tecon Salvador para destinos como Paquistão, Bangladesh, China, Indonésia, Vietnã e Turquia, principais mercados importadores da fibra brasileira.
Desde 2023, o centro logístico de atendimento ao Tecon Salvador emite a certificação socioambiental para o algodão, uma exigência do mercado exportador. O selo faz parte do Programa Algodão Brasileiro Responsável para Terminais Retroportuários (ABR-Log), emitido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e pela Anea. A acomodação do algodão nos contêineres, chamada de estufagem, chancela a qualidade da preparação do produto. O diretor comercial do Tecon Salvador da Wilson Sons, Guilherme Dutra, disse que o processo garante o embarque sem avarias e livre de contaminação.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas no ano passado
05 de Março de 2024
O Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas de algodão em 2023, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Desse total, 1,5 milhão de toneladas (95,8%) foram escoados pelo Porto de Santos, de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa).
A exportação total, porém, teve redução de pouco mais de 10% em relação a 2022, quando foram embarcados 1,8 milhão de toneladas. Conforme a Abrapa, apesar da retra-ção em relação ao ano anterior, o País se manteve como o segundo maior exportador de pluma do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
"A safra 2022/23 foiim-pactada por efeitos climáticos adversos. Com isso, tivemos um volume menor para exportar. A conjuntura mundial também foi desafiadora para o algodão", afirma o presiden-
te da Abrapa, Alexandre Schenkel.
De acordo com o MDIC, o volume embarcado entre janeiro e dezembro do ano passado gerou uma receita de US$ 3,07 bilhões ao País. A China foi o principal destino daplumabrasi-leira, correspondendo a 48% do volume escoado no ano passado.
Já o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apontou que houve um salto nas exportações no segundo semestre. "74% das exportações de 2023 (1,194 milhão de toneladas) ocorreram de julho a dezembro, superando em 24% o registrado no mesmo período de 2022. De 2018 para cá, esta foi a
segunda melhor marca".
Com a receita gerada pelas exportações em 2023, o algodão firmou-se também como a sétima maior cadeia produtiva brasil eira. O produto teve 2% de participação na receita total de US$ 167,5 bilhões de acordo com ranking de exportações do agronegócio elaborado pelo Instituto Insper.
O diretor daMediterra-nean Logística, Michel Quirino, que opera no Porto de Santos, estima que o Brasil deverá se tornar o primeiro exportador global de pluma.
"Possivelmente, o Brasil se tornará o primeiro exportador de algodão do mundo ainda neste ano ou o mais tardar no ano que vem, passando afren-te dos Estados Unidos. O setor prevê um crescimento até 2030. Já os EUA tendem a diminuir a plantação em razão das condições climáticas".
Quirino apontou que o complexo portuário san-tista recebe em torno de 160 mil toneladas de algodão por mês. A logística do algodão dura, em média, cinco dias desde a saída da fazenda até o Porto de Santos.
"Atendemos clientes na Bahia, Mato Grosso e Minas Gerais. O produto é transportado em fardos por caminhões e por trem até os Redex (Recintos Especias para Despacho Aduaneiro de Exportação), um localizado na Alemoa, em Santos, e o outro em Guarujá, e depois ele é estufado dentro dos contêineres".
Em Santos, a pluma é escoada pela BTP, Santos Brasil e DP World.
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
ALGODÃO PELO MUNDO #08/2024
01 de Março de 2024
Destaque da Semana 1 - Semana de alta forte em Nova York, com limites de alta na 3ª e 4ª. O contrato mai/24 chegou a subir mais de 900 pontos, alcançando 103,80 U$c/lp. No entanto, o contrato dez/24 teve alta menor, de apenas 176 pontos, atingindo 85,25 U$c/lp. O mercado devolveu os ganhos ontem, mas a alta semanal foi expressiva.
Destaque da Semana 2 - Nesta semana, o Brasil realizou ações de promoção comercial em dois mercados relevantes: Indonésia e Bangladesh. Abrapa, Anea e Apex-Brasil, por meio do programa Cotton Brasil, realizaram eventos e discussões de alto nível com clientes locais.
Destaque da Semana 3 - Os clientes estão cada vez mais satisfeitos com a qualidade da pluma brasileira, mas descontentes com atrasos logísticos. Industriais reportaram pequeno aumento de pedidos nas últimas semanas, mas o algodão valorizado em relação ao preço dos fios tem impedido novas compras.
Destaque da Semana 4 - Bangladesh é o 2º maior importador de algodão global e também nosso 2º maior cliente, atrás apenas da China. A Indonésia é também um mercado importante, atualmente o 6º maior importador mundial da pluma.
Destaque da Semana 5 - Em Bangladesh, o desafio é conquistar mercado e participar do grande crescimento do setor no país. Já na Indonésia o foco é recuperar o market share perdido recentemente para a Austrália.
Destaque da Semana 6 - Em cada um dos países, além de reuniões empresariais, foram realizados eventos com apoio das embaixadas locais. O seminário Cotton Brazil Outlook já entrou no calendário dos eventos do setor têxtil asiático.
Algodão em NY - O contrato Jul/24 fechou nesta quinta 29/02 cotado a 97,77 U$c/lp (+4,4% na semana). O contrato Dez/24 fechou 83,81 U$c/lp (+0,4% na semana) e o Dez/25 a 79,11 U$c/lp (+0,5% na semana).
Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia é de 525 pts para embarque Mar/Abr (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 29/fev/24).
Altistas 1 - A alta desta semana pode ser explicada pela agressividade dos especuladores, aproveitando os baixos números de safra e estoque nos EUA.
Altistas 2 - É esperada pelo mercado uma revisão para baixo na produção 2023/24 dos EUA no relatório de oferta e demanda do USDA deste mês.
Baixistas 1 - A consultoria Cotton Outlook divulgou as suas primeiras previsões globais para 2024/25, que indicam um excedente de produção, mesmo com o consumo aumentando (+3,1%) mais rapidamente que a produção (+1,8%).
Baixistas 2 - As vendas semanais de exportação do USDA foram decepcionantes essa semana. Somente 46,7 mil fardos (480 libras). A principal causa é a alta atual de preços do algodão em relação ao fio.
China 1 - Até quarta (28), 5,533 milhões tons de algodão foram beneficiadas em Xinjiang conforme dados da China National Cotton Exchange (CNCE), com 98,6% desse total já classificados.
China 2 - Segundo a BCO (Beijing Cotton Outlook), a área de algodão na safra 2024/25 deve ser de 2,67 milhões de ha (-2,9%). A BCO estima a produção total de algodão na China em 5,86 milhões de toneladas (-2,4%).
Índia - A Índia pleiteia que têxteis e roupas fabricadas com uso intensivo de mão de obra sejam isentos de tarifa na exportação para a Europa. O pleito foi incluído na pauta do Acordo de Livre Comércio com a União Europeia.
Vietnã - Assim como na maioria dos mercados, a importação de algodão por indústrias vietnamitas tem ocorrido pontualmente, apenas quando o mercado opera em queda. A recente alta nos preços tem abafado o interesse pela pluma importada.
Logística - A frota mundial de contêineres tem previsão de aumentar 2,3% neste ano, conforme estudo da empresa de consultoria Drewry. Em 2023, a empresa estimou 51,4 milhões de contêineres em uso em todo o globo.
Exportações - O Brasil exportou 199,7 mil tons de algodão até a quarta semana de fev/24. A média diária de embarque é cinco vezes e meia maior em comparação a fev/23.
Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 29/02: os estados da BA, GO, MG, MS, MT, PR, PI e SP já encerraram o beneficiamento, restando apenas o estado do MA (91%). Total Brasil: 99,83% beneficiado.
Plantio 2023/24 - Até o dia 29/02: os estados da BA, MG, MA, MS, MT, PR, PI e SP encerraram o plantio, restando o estado de GO (81,24%). Total Brasil: 99,65% semeados.
Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com