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Brasil aproveita eventos internacionais para fortalecer exportações

Em outubro, Abrapa participa de quatro eventos mundiais defendendo a fibra natural e divulgando inovações em rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade

08 de Outubro de 2025

Outubro é um mês de intensa agenda internacional para a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Em função do Dia Mundial do Algodão (7 de outubro), as principais organizações do setor promovem neste período seus eventos anuais. Ocupando o posto de maior exportador de pluma do globo, o Brasil marca presença em todos, levando a mensagem de defesa da fibra natural e mostrando inovações em rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade na produção.


O primeiro dos quatro eventos programados para outubro começou na terça (7), em Dubai. O ICA Trade Event 2025, promovido pela International Cotton Association (ICA), segue até quinta (9) tendo como tema central “The Future of Cotton – O Futuro do Algodão”. Com previsão de reunir mais de 500 representantes do segmento, o congresso tem sido aproveitado pelo Brasil para estreitar relações com importadores e traders.


Pelo segundo ano consecutivo, a Abrapa promoveu seu “Cotton Brazil Luncheon”, um encontro com cerca de 160 líderes e representantes da cadeia produtiva mundial do algodão que antecede o início do ICA Trade Event. Na edição deste ano, que ocorreu no Dia do Algodão (7 de outubro), três painéis temáticos abordaram assuntos estratégicos: previsões da safra e das exportações, tendências de mercado e visão de futuro para produção e consumo de algodão no mundo.


A programação foi conduzida pelo diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, que coordena o Cotton Brazil, programa que promove internacionalmente a fibra brasileira. Como debatedores, participaram importantes nomes da cotonicultura nacional, como os presidentes da Abrapa, Gustavo Piccoli, e da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), Dawid Wajs, além de João Paulo Lima (Anea), Haroldo Cunha (Agopa/Abrapa), Alexandre De Marco (Ampa/Abrapa), Ariel Coelho (Anea), Aurélio Pavinato (SLC), Orcival Guimarães (Ampa/Abrapa) e Alessandra Zanotto (Abapa/Abrapa).


Além do Luncheon, a Abrapa organizou novamente uma série de rodadas de negócios na “Sala Abrapa”, reunindo tradings, corretores e cotonicultores. O objetivo foi fomentar a troca de informações, fortalecer relacionamentos comerciais e criar oportunidades de mercado.


O segundo evento de outubro será a Textile Exchange Conference 2025, que ocorre de 13 a 17 de outubro, em Lisboa (Portugal). O programa Cotton Brazil terá um estande para promover o diálogo com marcas internacionais sobre sustentabilidade e rastreabilidade do algodão brasileiro, aproveitando o tema deste ano (“Shifting Landscapes - Paisagens em transformação”).


A Textile Exchange é uma organização global sem fins lucrativos que incentiva boas práticas na cotonicultura visando reduzir impactos sobre clima e natureza. Criou o conceito de “algodão preferencial” (pCotton), que reconhece fibras cultivadas com critérios de responsabilidade ambiental e social.


Já a ITMF Annual Conference e o IAF World Fashion Convention 2025 serão nos dias 24 e 25 de outubro em Yogyakarta (Indonésia). Os eventos unificados da ITMF e da IAF são reconhecidos por anualmente destacarem as principais inovações e tecnologias da indústria têxtil global. Neste ano, o Brasil participa da programação oficial do congresso no dia 24. Às 13h, Marcelo Duarte conduz a palestra “The Case for Cotton: Innovation, Availability, Affordability & Sustainability – O caso do algodão: inovação, viabilidade, acessibilidade e sustentabilidade”.


Encerrando o mês, de 28 a 31 de outubro, o Brasil participa pela primeira vez do ITMA Asia + CITME, evento líder em maquinário têxtil promovido pela International Textile Machinery Association (ITMA) e pela China International Textile Machinery Exhibition (CITME). Durante o evento, a Abrapa lançará duas inovações para a indústria têxtil mundial. Uma delas é o “Knowledge Hub”, plataforma online de boas práticas e orientação técnica para o uso da fibra brasileira. A segunda é a nova funcionalidade de rastreabilidade que permite a consulta por lote.


As agendas internacionais da Abrapa são parte integrante do programa Cotton Brazil, desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A iniciativa tem o apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

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Dia Mundial do Algodão: Brasil é referência em exportações e produção sustentável

Desde 2024, país lidera os embarques globais da pluma; certificação e rastreabilidade também são destaques da cadeia produtiva

08 de Outubro de 2025

No Dia Mundial do Algodão, nesta terça-feira (7/10), os produtores celebram a data com dados robustos para a cadeia produtiva. Desde 2024, o Brasil se consolidou como o maior exportador mundial de algodão e terceiro maior produtor mundial da pluma. No ano comercial de 2024/2025, foram produzidas 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas.


Dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura mostram que a cotonicultura está entre as cinco principais culturas agrícolas do país, com o Valor Bruto da Produção (VBP) estimado em R$ 36,6 bilhões até agosto de 2025.


“O algodão é um exemplo do quanto o agro brasileiro pode crescer com tecnologia, sustentabilidade e agregação de valor. Cada hectare cultivado representa emprego, renda e inovação. Conquistamos novos mercados e aumentamos a credibilidade do algodão brasileiro mundo afora. Celebrar o Dia Mundial do Algodão é reconhecer o papel dos nossos produtores e da pesquisa nacional, que colocam o Brasil entre os maiores produtores e exportadores globais”, destacou, em comunicado, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.


Para a safra 2025/2026, a expectativa é de um crescimento de 3,5% na área e de 0,7% na produção, alcançando um recorde de 4,09 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


Mas para chegar a esse status, os cotonicultores investiram não só no aumento da produtividade das lavouras, como também desenvolveram uma série de ações sustentáveis por toda a cadeia de produção.


Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), das fazendas da fibra no Brasil, 83% têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e pela Better Cotton, iniciativas que comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis.


De acordo com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a produção de uma fibra responsável é um dos grandes diferenciais do algodão brasileiro no mercado internacional.


“O consumidor está cada vez mais exigente em relação à preservação ambiental e às práticas de sustentabilidade. Para responder à demanda, grandes marcas têm buscado soluções que estejam alinhadas a esses valores. Nesse contexto, o algodão brasileiro se destaca como uma matéria-prima que une qualidade e sustentabilidade”, destacou Piccoli, em nota.


Diferencial
As marcas que utilizam algodão brasileiro como matéria-prima agregam valor ao produto final devido às características intrínsecas da pluma nacional. A rastreabilidade é garantida por dois programas da Abrapa que têm como objetivo assegurar a transparência e a origem de cada fardo comercializado. O primeiro é o Sistema Abrapa de Identificação (SAI).



A diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, explica: “Todo fardo de algodão produzido no Brasil recebe uma etiqueta que dá acesso às informações sobre a fazenda de origem, certificações, análises laboratoriais das características da fibra, unidades de beneficiamento e todo o trajeto percorrido até os portos ou fiações nacionais”.


O segundo programa é o Sou ABR, que amplia a rastreabilidade até o consumidor final. “O Sou ABR agrega os dados do SAI às informações das fiações, tecelagens e confecções pelas quais o algodão passa até se transformar em roupa. Por meio da tecnologia blockchain, rastreia toda a cadeia de custódia da fibra”, acrescenta Ferraresi.


No Brasil, empresas do segmento do varejo de moda, como C&A, Renner e Calvin Klein, já oferecem linhas de produtos rastreáveis em suas lojas, trazendo confiabilidade e valor agregado às coleções.


Inovação para as lavouras
Desde o final da década de 1990, quando o setor atravessava sua maior crise produtiva, a inovação tem sido o motor da recuperação e da expansão da cotonicultura no Brasil. O melhoramento genético aumentou a produtividade por hectare e reduziu a necessidade de expansão das áreas cultivadas. Atualmente, o algodão ocupa apenas 0,25% do território brasileiro.


Outra inovação importante foi a adoção do cultivo em sequeiro aliado ao sistema de plantio direto. Hoje, 92% do algodão brasileiro é cultivado apenas com água da chuva. O plantio direto, que envolve o mínimo revolvimento do solo e a manutenção de cobertura vegetal, ajuda a preservar a umidade, reduzir o desperdício de água e aproximar a produção nacional da agricultura regenerativa.


Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, “o futuro do algodão brasileiro está amparado em sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade, sempre apoiado na tecnologia para evoluir em harmonia com a sociedade e o meio ambiente”.

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Da semente ao guarda-roupa: a etiqueta que conta a história do algodão

No dia do algodão, saiba como tecnologia, rastreabilidade e sustentabilidade se entrelaçam na cadeia que conecta o campo à moda no maior País produtor de algodão do mundo

07 de Outubro de 2025

Quando o assunto é algodão, o Brasil se destaca no cenário nacional e internacional. Na safra 2024/2025, os agricultores produziram 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas. O resultado mantém o País no topo do ranking global de exportadores e em terceiro no de produtores da pluma.


Além do desempenho econômico, há aspectos ambientais que contribuem com a comemoração do setor nesta terça-feira, 7, Dia Internacional do Algodão. Atualmente, 83% das fazendas brasileiras de algodão têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável — padrão nacional de certificação socioambiental do algodão no Brasil — e pela Better Cotton — maior programa de sustentabilidade do algodão do mundo. As iniciativas comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis, que são certificados por auditorias externas. São avaliados 195 itens de conformidade socioambiental, que vão desde o uso racional da água até as condições de trabalho no campo.


Mas a história do algodão brasileiro vai muito além da produção: ele carrega uma identidade rastreável, conectando o campo à moda, o produtor ao consumidor. Assim, cada etiqueta é transformada em um documento vivo de origem.


Rastreabilidade de milhões
A rastreabilidade do algodão nacional começou há mais de duas décadas, quando o Brasil se preparava para expandir suas exportações. Em 2004, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) criou o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), que passou a acompanhar cada fardo de algodão desde o beneficiamento.


Naquele momento, o Brasil precisava de um sistema confiável que comprovasse a qualidade e a origem de cada fardo para competir com gigantes como os Estados Unidos. “Os americanos já faziam rastreabilidade há praticamente 40 anos. Para entrar no mercado internacional, o Brasil precisava de uma identificação individualizada dos fardos”, lembra Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa. Hoje, a cada safra, mais de 15 milhões de fardos são identificados. No ciclo 2024/2025, estima-se uma identificação superior a 18 milhões de fardos.


Identidade própria
Apesar de ter sido inspirado no modelo norte-americano, o programa logo ganhou identidade própria. No início, cada fardo trazia apenas dados da algodoeira responsável pelo beneficiamento. Hoje, a etiqueta carrega informações completas sobre a fazenda de origem, o produtor, as certificações socioambientais e até a localização geográfica da propriedade.


Em 2012, a rastreabilidade ganhou um reforço fundamental com a criação do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Nesse período, as fazendas passaram a ser certificadas e auditadas. Com essa integração, o consumidor — e toda a cadeia têxtil — passou a ter acesso a um maior conjunto de informações: número do certificado ABR, licença Better Cotton, dados de qualidade do fardo, certificação da unidade de beneficiamento e laudos emitidos pelo Ministério da Agricultura. “Hoje, quando uma fiação recebe um fardo brasileiro, ela tem o certificado de qualidade emitido pelo ministério, o certificado socioambiental da fazenda e da algodoeira, e a garantia de que aquele algodão tem origem comprovada”, explica a diretora.


Campo e moda andam juntos: SouABR
A vontade dos produtores de ver o algodão das suas fazendas chegar com nome e origem às lojas deu origem ao SouABR. O movimento foi lançado em 2019 pela Abrapa para conectar o setor agrícola à indústria têxtil e ao consumidor final. “Era um desejo antigo do produtor brasileiro, de quando ele comprasse uma roupa numa loja, soubesse que ali tem algodão que veio da fazenda dele”, recorda Silmara.


As primeiras parcerias foram as marcas Reserva e Renner, que ajudaram a estruturar a cadeia de custódia e a plataforma digital. Nas etiquetas das roupas, um QR Code permite ao consumidor visualizar toda a jornada da fibra: o nome do produtor, a fazenda, as certificações e o caminho percorrido até o produto final. “Tudo isso na palma da mão […]. O consumidor vê o mapa da fazenda, a fiação, a tecelagem e as certificações.”, explica Silmara.


Desde então, o avanço tem sido constante. “Agora a gente já está ultrapassando as 500 mil peças rastreadas”, conta Silmara. O projeto-piloto do SouABR, iniciado em 2021 e que reúne marcas como Renner, C&A, Calvin Klein, Dudalina, Grupo Veste (Individual e Aramis) e Almagrino, será concluído em dezembro de 2025. A partir de janeiro de 2026, a iniciativa será aberta a todas as varejistas interessadas em integrar a cadeia de custódia do algodão brasileiro.


Mais do que números, cada etiqueta representa uma cadeia de pessoas e práticas sustentáveis que transformam o algodão brasileiro em símbolo de confiança e identidade. “O consumidor de hoje talvez ainda não pague mais por um produto sustentável, mas as próximas gerações, a Z e a Alfa, que estão chegando, têm uma compra guiada por propósito. Elas querem saber de onde vem o que consomem”, declara a diretora da Abrapa, destacando o olhar para a tendência de mercado.


Tecnologia
A tecnologia é um ponto-chave na rastreabilidade do algodão brasileiro. Cada fardo é identificado com uma etiqueta exclusiva e acompanhado por laudos técnicos. E, desde 2020, as informações passaram a ser armazenadas também em blockchain, tecnologia que garante integridade e transparência. “Chamamos de rastreabilidade física, porque ela é real, não é compensação de créditos. A fiação declara fardo por fardo, e o sistema acumula os dados de cada elo, registrando tudo em blockchain”, diz Silmara.


Isso significa que, a cada etapa — fazenda, algodoeira, fiação, tecelagem, confecção e varejo —, as informações são confirmadas e outras novas acrescentadas, formando uma linha do tempo digital que não pode ser alterada.


Fonte: https://agro.estadao.com.br/agricultura/da-semente-ao-guarda-roupa-a-etiqueta-que-conta-a-historia-do-algodao

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Dia Mundial do Algodão 2025: Sou de Algodão celebra o propósito da fibra

Com o conceito “não é só fibra, é propósito”, a iniciativa destaca o algodão brasileiro como inovação, identidade e potência econômica, fruto de escolhas conscientes e de uma cadeia que se move com responsabilidade

07 de Outubro de 2025

No dia 7 de outubro, é celebrado o Dia Mundial do Algodão, fibra que está presente no dia a dia de todos e que é essencial para a moda, a indústria têxtil e a economia global. Hoje, o Brasil se consolida como o maior exportador e o terceiro maior produtor mundial, referência em qualidade, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental, impulsionado pelo trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o movimento Sou de Algodão, que unem esforços para aproximar o campo da indústria e do consumidor final.

Brasil: potência do algodão responsável

O algodão brasileiro se destaca no cenário mundial pela combinação de escala de produção, qualidade da fibra e compromisso socioambiental. A safra 2023/2024 alcançou níveis recordes de eficiência, e cerca de 83% da produção foi certificada pelo programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável), que segue critérios de sustentabilidade, reconhecidos internacionalmente.

Além disso, o Brasil é destaque na rastreabilidade da fibra, permitindo que cada fardo possa ser acompanhado desde o campo até à indústria, com informações sobre origem, qualidade e processos de produção.

O SouABR: confiança e transparência na vanguarda da indústria da moda

Uma das grandes conquistas recentes da Abrapa é o programa SouABR, que une rastreabilidade e certificação socioambiental, e envolve a cadeia de custódia da fibra certificada no mercado brasileiro, do campo ao produto final, oferecendo transparência das melhores práticas de produção e reforçando a credibilidade do algodão perante os exigentes consumidores nacionais.

“Com o SouABR, oferecemos aos varejistas brasileiros um algodão que não é apenas competitivo em volume, mas também confiável, responsável e rastreável. Esse é o futuro da produção, e o Brasil está na vanguarda desse movimento”, afirma Gustavo Piccoli, Presidente da Abrapa.

Moda consciente: das fazendas às passarelas

O movimento Sou de Algodão também leva essa mensagem para as passarelas. Em seu 4º desfile na São Paulo Fashion Week (SPFW), no próximo 17 de outubro, a rastreabilidade do algodão brasileiro, com certificação socioambiental, assume o protagonismo. Serão apresentados 36 looks all black desenvolvidos com tecidos produzidos dentro do programa SouABR, por seis estilistas que ajudam a tornar a moda nacional mais transparente, inovadora e consciente.

Das fazendas às passarelas, a trajetória é coletiva: produtores, indústrias e estilistas unidos para mostrar que o futuro da moda é responsável e rastreável.

Conexão com a sociedade: o papel do movimento Sou de Algodão

Criado em 2016, o movimento Sou de Algodão busca aproximar produtores e toda a cadeia têxtil do consumidor final, valorizando a moda consciente e incentivando escolhas mais sustentáveis. Com ações em universidades, feiras, projetos de inovação e campanhas educativas, a iniciativa já impactou milhões de pessoas e se tornou referência em engajamento no setor.

“Nosso propósito é mostrar que o algodão é a fibra de todas as gerações, presente na moda, no lar, no trabalho e no lazer. Ao conectar produtores, marcas, estilistas, estudantes e consumidores, construímos um caminho coletivo por uma indústria mais responsável”, destaca Silmara Ferraresi, Diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão.

Campanha 2025: não é só fibra, é propósito

Para marcar o Dia Mundial do Algodão este ano, o movimento Sou de Algodão lança a campanha “não é só fibra, é propósito”, que reforça o valor da fibra para além do tecido. A mensagem central convida a sociedade a enxergar o algodão como potência capaz de movimentar a economia brasileira, inspirar a criatividade e conectar pessoas. Do campo ao fio, da pele à vida, o algodão está em tudo - carregando histórias, identidade e escolhas conscientes.

Com identidade visual vibrante, marcada por cores que remetem à brasilidade e a intervenções que traduzem a presença do algodão em cada etapa da cadeia, a campanha reforça que a fibra é inovação, sustentabilidade e responsabilidade. Tudo começa com as mãos que cultivam, passa pelas tecnologias que cuidam e se materializa em produtos que fazem parte do dia a dia das pessoas.

Para ampliar a mensagem, ao longo da semana do Dia Mundial do Algodão serão divulgados conteúdos especiais nas redes sociais do movimento, além de ativações voltadas aos comunicadores e público final. A iniciativa amplia o alcance da causa, aproximando diferentes públicos e convidando-os a refletir sobre o papel do algodão brasileiro como motor de desenvolvimento, cultura e propósito coletivo.

Uma fibra, muitas histórias

O Dia Mundial do Algodão é uma oportunidade para valorizar não apenas os números e conquistas da produção, mas também a história e a versatilidade de uma fibra que atravessa culturas, gerações e fronteiras. O Brasil, com seu protagonismo global e suas iniciativas inovadoras, reafirma seu papel estratégico na construção de um futuro mais responsável tanto para a moda quanto para o planeta.

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A VOLTA DO OURO BRANCO AO SERTÃO

DIZIMADA PELO BICUDO NA DÉCADA DE 1980, CULTURA GANHA NOVOS ARES NA CAATINGA. O SEGREDO? PLANTIO AGROECOLÓGICO DE BASE FAMILIAR

06 de Outubro de 2025

por CLEYTON VILARINO

O agricultor Reno Pinheiro não acreditou quando, há dois anos, recebeu um convite para plantar algodão na região do Seridó, no sertão do Rio Grande do Norte. Filho de cotonicultor, ele testemunhou o declínio da cultura na década de 1980, quando o bicudo se alastrou e dizimou a produção da pluma no semiárido nordestino, até então a maior região produtora do país.


"A maior potência econômica da nossa região era o algodão. A gente chamava na época de ouro branco do sertão, porque ele sustentava todos os proprietários de terras", conta Reno, ao lembrar dos tempos de criança, quando "caminhões e mais caminhões" saíam da comunidade Trangola, no município de Currais Novos, com a pluma já beneficiada. "Eu conheci de perto o algodão mocó e agora estou vivendo mais essa história."


"Mocó" era o nome popular do algodão da espécie Gossypium hirsutum, de porte arbóreo, perene e altamente adaptado ao clima semiárido da Caatinga. Mas, plantado em grandes extensões de terra, ele foi rapidamente dizimado pelo bicudo. Foram apenas dois anos para о cultivo desaparecer - e quatro décadas para surgirem as primeiras iniciativas de retomada, capitaneadas por projetos de institutos locais apoiados pela Embrapa Algodão, de Campina Grande (PB).


De acordo com a chefe-geral da Embrapa Algodão, Nair Helena Castro Arriel, existem pelo menos dez projetos em andamento na região do semiárido nordestino, com mais de 1.000 famílias atendidas, além de iniciativas na região norte de Minas Gerais que têm apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A estratégia de todas essas ações é a mesma: estimular o plantio do algodão em sistemas agroecológicos, em consórcio com culturas alimentares tradicionais, como feijão, milho e mandioca.


"Nosso maior desafio é a expansão dessas áreas, mas a tendência é que elas cresçam por causa da agregação de valor", avalia a chefe-geral da Embrapa Algodão. Atualmente, os produtores de algodão agroecológico recebem um valor que chega a ser 30% maior do que o preço que se pratica no mercado convencional.


O Ceará, que também tem tradição no plantio de algodão, tem demonstrado interesse no fortalecimento da cultura. Em 2024, o estado começou a investir para estimular produtores da agricultura familiar a plantar a pluma, em uma iniciativa em conjunto com a Associação dos Produtores de Algodão do Ceará. Na última safra, a cultura cobriu 1.032 hectares, distribuídos em 52 municípios cearenses. A atividade acrescentou até R$ 6.000 à renda anual dos produtores, segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário do Ceará, Moisés Bráz.


Com o sucesso dos agricultores familiares do Ceará, produtores tradicionais já voltaram a investir no estado, comprando terras nas regiões do Cariri e Vale do Jaguaribe. A expectativa é que essas áreas se tornem um novo polo algodoeiro, caminhando em paralelo com o sertão central, onde avança o cultivo agroecológico de base familiar.


"Os agricultores estão fazendo uma coisa inteligente, que é voltar a produzir perto da indústria. Esse algodão cultivado no Ceará vai certamente abastecer a demanda da indústria estadual, um parque têxtil com mais de 200 anos de história", observa o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero.


Na avaliação do dirigente, os dois modelos são complementares e contribuem para fortalecer a cotonicultura nacional em frentes diversas. No Rio Grande do Norte, por exemplo, a produção tem sido absorvida pela Riachuelo, empresa de expressão nacional, mas com raízes no estado.


Em um projeto com apoio do Instituto Riachuelo, 143 produtores, distribuídos por 15 municípios, já colheram 52,5 toneladas de algodão nos últimos três anos. A produção abastece uma linha específica que a confecção lançou neste ano: tingida naturalmente, ela é vendida com certificação orgânica e agroecológica.

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Dia Mundial do Algodão: Brasil é líder em exportação e produção sustentável

O algodão brasileiro é referência na produção larga escala com respeito às pessoas e ao meio ambiente.

03 de Outubro de 2025

Desde 2024, o Brasil é o maior exportador de algodão e terceiro maior produtor mundial da pluma. No ano comercial de 2024/2025, foram produzidas 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas. Além dos números excepcionais do comércio exterior, o algodão é muito valorizado pela indústria brasileira, sendo a principal matéria-prima do setor têxtil nacional. O resultado é fruto da união e organização do setor, que tem como principais estratégias o aumento da produtividade, melhorias na qualidade da fibra, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social.


Na próxima terça-feira, 07/10, é comemorado o Dia Mundial do Algodão, e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) junto ao movimento Sou de Algodão, mobilizam a cadeia e os consumidores através da campanha “Não é só fibra. É propósito.” Um convite a olhar além da fibra e enxergar o algodão como potência capaz de movimentar a economia brasileira, inspirar a criatividade e conectar pessoas.


Algodão brasileiro é número um em certificações socioambientais


Das fazendas de algodão no Brasil, 83% têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e pela Better Cotton, iniciativas que comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis.


Para receber a certificação, as propriedades passam por auditoria externa que avalia 195 itens de conformidade socioambiental. Entre os pontos analisados estão a gestão de recursos hídricos, o desenvolvimento regional, a conservação da biodiversidade, a adaptação e mitigação climática, a saúde do solo e o manejo integrado de pragas. Esses critérios colocam o Brasil no topo do ranking mundial de algodão certificado socioambientalmente. Na safra 2023/2024, a pluma brasileira representou mais de 48% das 5,47 milhões de toneladas certificadas no mundo.


De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, a produção de uma fibra responsável é um dos grandes diferenciais do algodão brasileiro no mercado internacional. “O consumidor está cada vez mais exigente em relação à preservação ambiental e às práticas de sustentabilidade. Para responder à demanda, grandes marcas têm buscado soluções que estejam alinhadas a esses valores. Nesse contexto, o algodão brasileiro se destaca como uma matéria-prima que une qualidade e sustentabilidade”, destacou Piccoli.


Valor além do preço


As marcas que utilizam algodão brasileiro como matéria-prima agregam valor ao produto final devido às características intrínsecas da pluma nacional. Segundo Piccoli, “o diferencial do algodão brasileiro está em oferecer ao mercado, durante os 12 meses do ano, um produto com certificação socioambiental e rastreabilidade, atestando sua origem e detalhando cada etapa da transformação, da semente até chegar à roupa.”.


A rastreabilidade é garantida por dois programas da Abrapa que reforçam a responsabilidade socioambiental da fibra ao assegurar a transparência e a origem de cada fardo comercializado. O primeiro é o Sistema Abrapa de Identificação (SAI). A diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, explica: “Todo fardo de algodão produzido no Brasil recebe uma etiqueta que dá acesso às informações sobre a fazenda de origem, certificações, análises laboratoriais das características da fibra, unidades de beneficiamento e todo o trajeto percorrido até os portos ou fiações nacionais”.


O segundo programa é o Sou ABR, que amplia a rastreabilidade até o consumidor final. “O Sou ABR agrega os dados do SAI às informações das fiações, tecelagens e confecções pelas quais o algodão passa até se transformar em roupa. Por meio da tecnologia blockchain, rastreia toda a cadeia de custódia da fibra”, acrescenta Ferraresi.


No Brasil, grandes redes como C&A, Renner e Calvin Klein já oferecem linhas de produtos rastreáveis em suas lojas, trazendo confiabilidade e valor agregado às coleções.


Da semente à geração de empregos


Com uma cadeia produtiva que vai do campo ao varejo, a transformação do algodão em roupas demanda grande quantidade de mão de obra especializada. Antes mesmo de chegar à indústria, cada fazenda produtora gera, em média, 30 empregos. Já no setor têxtil, de acordo com dados da IEMI/ABIT, são 1,34 milhão de empregos diretos.


Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, trabalhar no setor algodoeiro, no campo ou nas cidades, representa uma vantagem para os trabalhadores, já que a demanda por mão de obra capacitada estimula a profissionalização.  “A Abrapa, por exemplo, promove regularmente cursos para quem atua em unidades de beneficiamento, laboratórios e também para produtores”, ressaltou.


Nos últimos 20 anos, a produção de algodão no Brasil passou por uma revolução tecnológica, que permitiu superar problemas com pragas e elevar tanto a produtividade por hectare quanto a qualidade da fibra. “O aperfeiçoamento da fibra brasileira passa pelas mãos e pelo olhar atento de quem trabalha diretamente com ela, no campo ou nos laboratórios. Somente em 2025, 1.440 profissionais do setor participaram de cursos oferecidos pela Abrapa em todos os grandes polos produtores”, destacou Portocarrero.


O impacto do algodão vai além do emprego e da capacitação: ele também impulsiona o desenvolvimento social e econômico. “Entre 2013 e 2023, as principais regiões produtoras de algodão registraram um aumento de 21,3% no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). Atualmente a faixa de desenvolvimento desses locais é de 0,736, superior à média brasileira, que é de 0,606”, afirmou o diretor.


Inovação para o futuro


Desde o final da década de 1990, quando o setor atravessava sua maior crise produtiva, a inovação tem sido o motor da recuperação e da expansão da cotonicultura no Brasil.


O melhoramento genético aumentou a produtividade por hectare e reduziu a necessidade de expansão das áreas cultivadas, permitindo ao país alcançar o posto de terceiro maior produtor mundial. Atualmente, algodão ocupa apenas 0,25% do território brasileiro e apresenta uma qualidade de fibra superior.


A qualidade do algodão brasileiro atende aos mais altos padrões internacionais. O Brasil conta com 14 laboratórios de análise de fibra com HVI, que verificam as principais características comerciais do algodão e servem de referência para o aprimoramento constante da produção, do beneficiamento e da genética da pluma. Esses laboratórios fazem parte do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), desenvolvido pela Abrapa para garantir a veracidade dos dados de qualidade do algodão brasileiro diante dos principais compradores.


Outra inovação importante foi a adoção do cultivo em sequeiro aliado ao sistema de plantio direto. Hoje, 92% do algodão brasileiro é cultivado apenas com água da chuva. O plantio direto, que envolve o mínimo revolvimento do solo e a manutenção de cobertura vegetal, ajuda a preservar a umidade, reduzir o desperdício de água e aproximar a produção nacional da agricultura regenerativa.


Para Portocarrero, “o futuro do algodão brasileiro está apoiado em sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade, sempre fazendo o uso da tecnologia para evoluir em harmonia com a sociedade e o meio ambiente”.

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Ministro Carlos Fávaro e presidente da Petrobras debatem integração entre agro e energia para impulsionar o desenvolvimento do Brasil

O encontro foi realizado na sede do Mapa e marcou a primeira visita de Magda Chambriard à Pasta

03 de Outubro de 2025

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta quinta-feira (2) a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF). O encontro teve como objetivo debater a integração entre a Petrobras e a agropecuária como impulsionadores do desenvolvimento do Brasil.


“É um orgulho ter sido o ministro que recebeu, pela primeira vez em 165 anos do Ministério da Agricultura, a presidente da Petrobras. Esse encontro aproxima de forma concreta o agro e o setor de energia. É a relevância que o agro se tornou no Brasil, como ele é estratégico. E o inverso, a gente entende o agro pode, deve e vai ser importante para a Petrobras”, destacou o ministro da Carlos Fávaro.


Na ocasião, foi apresentado que a empresa se aproxima do agronegócio em três frentes distintas: originação de matérias-primas, polos de venda e venda direta para grandes consumidores.


A presidente da Petrobras evidenciou que a estratégia da estatal para os próximos anos passa pela integração entre os principais setores da economia brasileira. “O futuro do Brasil é um futuro em que o agronegócio e o setor petrolífero caminham juntos. São dois dos principais motores da nossa economia e precisam se complementar”, afirmou Magda Chambriard.


A empresa tem buscado a ampliação no Centro Oeste e MATOPIBA, regiões que tem vocação natural para a produção agrícola com disponibilidade de terras agriculturáveis e clima favorável â produção agrícola. A demanda do agronegócio nestas regiões mais que dobrou sua demanda de diesel nos últimos anos.


Também foi ressaltado que há oportunidades para expansão do transporte dutoviário e ferroviário, além de possibilidades de escoamento de produção e incremento na produção de biocombustíveis, como etanol de milho e biodiesel.


Com iniciativas existentes em produtos renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, a Petrobras se aproximou do agronegócio para a originação de matérias-primas para a produção de Hydrotreated Vegetable Oil (HVO) que consiste em um biocombustível avançado, produzido a partir de óleos vegetais (como soja, palma) ou gorduras animais, tratados com hidrogênio e do Sustainable Aviation Fuel (SAF) que consiste em um combustível sustentável de aviação, feito de matérias-primas renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas ou até lixo urbano.


O ministro Fávaro ressaltou que esta integração abrirá novas perspectivas para o Brasil. “Estamos abrindo uma série de oportunidades em um novo caminho que o mundo está trilhando: a produção de energia renovável, verde e limpa, que nasce da terra”, afirmou.


Ainda, foi exposto que existem acordos formados entre o Mapa, a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para parcerias com cooperativas para ofertas produtos e assistência técnica aos consumidores finais. Além disso, produzem juntamente com a Embrapa e com Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) fertilizantes de eficiência aumentada para o uso de matérias primas alternativas.


A parceria entre o Mapa e a estatal no MATOPIBA iniciou em março deste ano, após reuniões técnicas em que foram identificadas oportunidades de atuação e ocorreu a articulação de uma operação de visita na região junto a associações e produtores rurais com o objetivo de ampliar ainda mais a atuação da Petrobras na região.


Segundo a presidente Magda Chambriard, a Petrobras reconhece a importância dessas iniciativas. “Não estamos aqui para destruir nenhuma política pública. Pelo contrário, entendemos que esses investimentos foram necessários para valorizar o que temos de melhor: o petróleo e o agro”, reforçou.


Participaram do encontro o corregedor do Mapa, Cyro Dornelas; o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser; o gerente-geral de Comércio de Produtos e Claros da Petrobras, Leonardo Gouveia; o gerente de contratações de Logística e Parcerias da Petrobras, Eduardo Ávila; e representantes de associações do agronegócio brasileiro.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 03/10/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #39/2025 

03 de Outubro de 2025

Destaque da Semana - O contrato Dez/25 na ICE tocou nova mínima do ciclo em 65,50 c/lp em 29/set e recuperou levemente, estimulando fixações e uma demanda pontual de importação em vários destinos. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA entrou em shutdown em 01/out, o que pode atrasar dados oficiais e aumentar incertezas macro no curto prazo. Semana de feriado nacional na China até o dia 08/10.

Canal do Cotton Brazil - Para acessar as novidades do mercado de algodão no mundo, entre no nosso canal, por aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 02/out cotado a 65,09 U$c/lp (-1,8% vs. 25/set). O contrato Dez/26 fechou em 68,65 U$c/lp (-1,0% vs. 25/set).

Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 766 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 02/out/25.

Altistas 1 - Preços mais baixos motivaram fixações de fiações e alguma recomposição de estoques. A queda abaixo de 66 c/lp abriu janelas táticas de compra.

Altistas 2 - Índia voltou às importações com foco em cargas que podem chegar ainda em 2025, antes do retorno do imposto em 01/jan. A Austrália tem sido a origem mais beneficiada devido à proximidade e tempo curto de trânsito.

Altistas 3 - Índia: chuvas acima da média em set/out elevam risco de perdas de qualidade e atraso na colheita. Volatilidade climática eleva incerteza de oferta local.

Altistas 4 - Em Bangladesh, negócios com Brasil e África ocorreram apesar dos entraves financeiros, indicando demanda de oportunidade. Fixações ajudam a “baratear” estoque caro.

Altistas 5 - No Paquistão, firmeza recente nos preços domésticos pode redirecionar parte da demanda para algodão importado. Isso tende a elevar interesse por Brasil e EUA.

Altistas 6 - China: prêmio do CC Index sobre o A Index segue elevado, preservando a competitividade do importado ajustado, especialmente em janelas pós-feriado.

Baixistas 1 - Shutdown nos EUA paralisa relatórios, inclusive do USDA, e adiciona ruído macro, com estimativas de impacto na economia. A incerteza pesa no sentimento de risco.

Baixistas 2 - Ofertas na Ásia para várias origens recuaram na semana. O A Index caiu para 76,95 c/lp, espelhando fraqueza no mercado.

Baixistas 3 - Os fundos expandiram posições líquida vendidas, gerando pressão no mercado. A ausência de novidades altistas limita reação.

Baixistas 4 - Bangladesh: dificuldades bancárias/Lcs persistem e parte dos fios é vendido abaixo do break-even. Margens comprimidas limitam novas compras.

Baixistas 5 - Sinais de safra dos EUA ligeiramente maiores vs. relatório de setembro do USDA adicionam oferta potencial, mas Georgia e Delta seguem como pontos de atenção.

Baixistas 6 - Panorama global: probabilidade de aumento de estoques finais em cerca de 2 milhões tons não é construtiva para preços. Ausência de drivers de demanda mantém viés lateral/baixista.

Evento Comercial - Nos dias 8 e 9/out, em Dubai, será realizado o Dubai 2025 – The Future of Cotton, congresso da International Cotton Association, e o Cotton Brazil estará presente com um evento para convidados.

EUA 1 - O governo federal dos EUA entrou em shutdown em 1º/out devido à falta de acordo orçamentário no Congresso. Relatórios do USDA serão suspensos até novo aviso.

EUA 2 - A colheita do algodão nos EUA atingiu 16% em 28/set (+ 4 pontos semanais), equiparando-se à média histórica para o período, de acordo com o relatório mais recente do USDA.

EUA 3 - A condição da safra americana foi reportada nesta semana em 5% muito ruim (-1 p.p. vs semana anterior), 12% ruim (estável), 36% regular (+1 p.p.), 37% boa (estável) e 10% excelente (estável).

China - A China Cotton Association prevê para a safra 2025/26 uma produção chinesa de 7,22 milhões tons (+8,4%), com importações de 1,1 milhão de tons, consumo de 8,1 milhões (+3,8%) e estoques finais de 10,05 milhões (+2%).

Turquia - Compradores têm apresentado lances de forma frequente, porém em níveis considerados muito baixos pelos vendedores. As exportações de vestuário em agosto recuaram na comparação anual, e as importações de algodão seguem de caráter oportunístico, ocorrendo apenas quando os preços se ajustam às necessidades imediatas das fiações.

Paquistão - Nos últimos dias, Paquistão registrou demanda modesta por algodão brasileiro safra 2025, com Middling 36 G5 negociado a 700-725 pts sobre dezembro e Middling 1-3/32" a 600-625 pts.

Vietnã - O Vietnã confirmou negócios na semana com algodão brasileiro safra 2025 (SM 1-5/32") a 74,00 cent/lb para outubro, e algodão americano (Midd 1-5/32") a 76,20 cent/lb para nov/dez.

Argentina - O plantio de algodão na Argentina ainda está em fase inicial, com a intenção de semeadura mantida entre 450 mil e 475 mil ha.

Grécia - Observadores locais estimam a produção de algodão da Grécia entre 220 mil e 230 mil tons nesta safra, mas condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da cultura podem resultar em uma produção ainda maior.

Exportações - Até o fechamento deste boletim, os dados ainda não haviam sido divulgados.

Colheita 2024/25 - Até 02/10, somente o estado da Bahia apresenta áreas remanescentes de colheita (99,7%). Nos demais estados, a operação de colheita já foi concluída. Total Brasil: 99,95%

Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (02/10) foram beneficiados nos estados da BA (68%), GO (79,2%), MA (42%), MG (74%), MS (68%), MT (43%), PI (76,23%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 50,03%.

Preços - Consulte tabela abaixo ⬇

Quadro de cotações para 02-10

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Terra do algodão, Egito busca fornecedor no Brasil

Embora exportações da commodity tenham começado só em 2023, Brasil já é um grande fornecedor do país árabe. Empresas devem aproveitar oportunidade por meio de projetos setoriais e eventos.

26 de Setembro de 2025

São Paulo – O Brasil começou a exportar algodão para o Egito apenas em 2023, mas já tem no país do Norte da África um dos principais destinos da commodity. A importância do Egito é tão grande que o projeto setorial Cotton Brazil, uma parceria da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), incluiu o país como um dos mercados-alvo das suas ações de promoção do algodão brasileiro.


De acordo com o gestor do Cotton Brazil, Fernando Rati, a decisão da Abrapa em incluir o Egito como mercado prioritário se deve ao fato de que o país é um grande produtor e exportador de têxteis, mas não apenas por isso. O Egito carece de algodão para atender à demanda da sua indústria e para suprir desafios relacionados à sua produção.


“Referência global e tradicional na cotonicultura de algodão de alta qualidade e de fibra mais longa, o país enfrenta desafios quanto à fertilidade do solo, disponibilidade de água e produtividade. A solução encontrada pelos egípcios foi investir na mistura de fibras para alavancar sua operação industrial têxtil, o que explica o aumento na importação junto a países como o Brasil”, afirma Rati.


Diretor do escritório da Câmara de Comércio Árabe Brasileira no Cairo, Michael Gamal afirma que o Egito começou a importar algodão do Brasil apenas em 2023 após quase duas décadas de negociações. Entre os motivos que explicam a demora ele indica a complexidade para ser abrir um novo mercado, o que requer o estabelecimento de parcerias locais e de uma cadeia de suprimentos confiável. Além disso, afirma, o algodão brasileiro precisou atender as normas regulatórias do Egito, garantir padrões de qualidade e construir a confiança dos clientes locais.


“Superados esses obstáculos, esse esforço produziu rapidamente resultados positivos: nos primeiros oito meses da safra 2023/24, as importações egípcias de algodão brasileiro aumentaram 85 vezes em relação ao ano anterior. Embora o Egito seja um destino em crescimento, a estratégia geral de exportação do Brasil continua focada em seus mercados mais consolidados”, afirma Gamal.



Produtividade na lavoura


Há mais de 50 espécies conhecidas de plantas que produzem algodão, mas apenas duas em volume comercial: gossypium barbadense é o conhecido “algodão egípcio” ou pima, de fibras extralongas, utilizados na produção de têxteis de alta qualidade. Provém, contudo, de lavouras com uma produtividade menor, com plantas que demandam mais tempo de maturação. Corresponde a aproximadamente 3% da produção mundial.


Gossypium hirsutum, também chamado upland, produz fibras médias e longas, é utilizado na produção de roupas em grande volume e pode ter até duas safras por ano. Aproximadamente 95% da produção mundial de algodão para produção é procedente desta espécie. Outras duas espécies comerciais, gossypium herbaceum e gossypium arboreum são menos utilizadas.


Pesquisador da Unidade Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), João Paulo Saraiva Morais afirma que a maior parte dos produtores de têxteis, no Brasil, no Egito ou outros locais utiliza “blends”, que são misturas de fibras em seus produtos. Ele explica que o Brasil é capaz de produzir o algodão egípcio, porém como a produtividade da lavoura desta cultura é menor, o produtor prefere utilizar o upland.


No Brasil, diz Morais, a cultura do algodão geralmente é intercalada com a da soja. Porém, enquanto a lavoura nacional da soja ocupa uma área de 44 milhões de hectares, a de algodão não passa de dois milhões de hectares. Mesmo assim, o País é o quarto maior produtor e o maior exportador mundial de algodão.  “Poderia ser um produtor ainda maior se o uso de poliéster [fibra sintética derivada de petróleo] fosse menos difundido”, afirma.


A retomada nas plantações de algodão ocorreu a partir dos anos 2000. Antes, entre os anos 1980 e 1990, o campo foi atingido pela praga bicudo-do-algodoeiro, que afastou os produtores. A partir dos anos 2000, com o desenvolvimento de novas cultivares e técnicas, a produção voltou a crescer.


O crescimento da oferta – e da demanda – coloca o Brasil como um importante ator global na cadeia do algodão. Na temporada 2024/2025, diz Rati, o Egito produziu 93 mil toneladas de algodão e importou 218 mil toneladas. Ele indica que a previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, órgão que elabora estatísticas para o agronegócio, é que na safra 2025/2026 ano o Egito produzirá 54 mil toneladas de algodão e importará 239 mil toneladas.


Na temporada 2023/2024, o Brasil exportou 18 mil toneladas de algodão ao Egito, volume que cresceu para 78 mil na temporada seguinte, encerrada em julho deste ano. À frente do Egito, Vietnã, Paquistão, China, Bangladesh, Turquia, Indonésia e Índia são os principais compradores de algodão do Brasil.


“As previsões para essa próxima temporada apontam o Egito com menor produção de algodão e maiores patamares de importação. Se considerarmos que o Egito continuará a aumentar suas importações de algodão para os próximos anos, aliado ao market share do Brasil, que atualmente está em 36%, ainda existe um bom potencial de aumento”, afirma o gestor do projeto Cotton Brazil.


O algodão brasileiro não compete com o egípcio. Ao contrário, ele são complementares. Para que todo o potencial do algodão brasileiro seja explorado no Egito, avalia Gamal, as companhias brasileiras podem desenvolver estratégias de promoção do seu produto. Ele diz que o escritório da Câmara Árabe recebe muitos contatos de importadores locais em busca de informações sobre o algodão brasileiro, especialmente de empresários da província de El-Mahalla, localizada no Norte do Egito e um importante polo têxtil.


“Com produção em queda e demanda dos moinhos em alta, o Egito oferece um grande potencial de crescimento [como mercado de destino]. Os exportadores brasileiros devem se concentrar em missões comerciais, feiras e a promoção do algodão sustentável para garantir um presença no longo prazo”, afirma.

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Tecnologia permite que cliente faça 'raio-x' de roupas e descubra em quais peças o algodão da Bahia foi transformado; entenda

Com inovação, já é possível rastrear calças de lojas como C&A e Calvin Klein. Peças de roupas têm em sua composição algodão plantado no oeste da Bahia, segundo maior produtor brasileiro da commodity.

26 de Setembro de 2025

Você já pensou de onde vem a matéria-prima da toalha de banho ou da roupa que costuma vestir no trabalho? Por meio de um programa de inovação, materiais produzidos com o algodão cultivado na Bahia podem ser rastreados pelo consumidor final a partir de um simples QR Code.


Criado em 2021 pelo Movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o programa Sou ABR possibilita o rastreamento completo de peças produzidas com pelo menos 50% de algodão certificado. A iniciativa permite que os consumidores descubram a fazenda em que o algodão foi produzido e todos os lugares por onde a fibra passou até chegar às prateleiras das lojas.


Alguns dos exemplos de rastreabilidade estão em calças da grife americana Calvin Klein e da rede de varejo C&A. As peças têm a etiqueta “Sou ABR” e basta o cliente apontar a câmera do celular para o QR Code para descobrir que as roupas foram feitas com algodões de mais de 20 fazendas, sendo pelo menos metade delas baianas.


As fazendas ficam nas cidades de São DesidérioJaborandiLuís Eduardo MagalhãesFormosa do Rio Preto e Riachão das Neves e, com a tecnologia, é possível até encontrá-las no mapa.


Segundo a gestora do movimento Sou Algodão, Silmara Ferraresi, o programa está em fase piloto até dezembro deste ano. O objetivo é contribuir para um consumo consciente. “Essa tecnologia traz para o consumidor a segurança de que ele está comprando algo dentro da lei, sem trabalho infantil, com boas práticas sustentáveis”.


Já são milhares de peças rastreáveis de marcas bastante conhecidas no Brasil, como Renner, Reserva, C&A, Calvin Klein e YouCom. A marca baiana Dendezeiro também tem parceria com a iniciativa e já produziu duas peças rastreáveis.


Através da tecnologia, é possível entender toda a cadeia produtiva envolvida nesse processo, incluindo os produtores, as indústrias e também uma etapa fundamental: a análise do algodão. É por meio desse trabalho que o mercado decide em qual produto o algodão plantado e colhido na Bahia será transformado.


Análise do algodão


Na Bahia, a avaliação da fibra é feita no Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), localizado em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado, e considerado o maior laboratório do ramo na América Latina. No local, são analisadas 34 mil amostras de algodão por dia.


"De cada fardo de algodão é retirada uma amostra e essa amostra é analisada e classificada. Esses dados são usados para gerar relatórios técnicos e comerciais, que ajudam produtores e compradores a avaliarem a qualidade da safra", explica Sérgio Alberto Brentano, gerente do laboratório.


Neste contexto, a qualidade do algodão é classificada conforme os seguintes tópicos:
- parâmetro - descrição;
- comprimento - mede o tamanho médio das fibras;
- micronaire - avalia finura e maturidade da fibra;
- resistência - indica a força da fibra, essencial para fiação;
- uniformidade - grau de consistência entre as fibras;
- cor e folha - avalia cor e presença de impurezas.


A partir da classificação do algodão, as indústrias de fiação, as malharias, tecelagens e as indústrias de confecção irão escolher os fardos para produzir os mais diversos produtos: vestimentas, roupas de cama, toalhas, entre outros produtos.


O algodão usado na fabricação da calça jeans, por exemplo, contém um fio mais resistente do que o utilizado na fabricação de camisas.


Exportações a todo vapor


Além do consumo no mercado nacional, a Bahia exportou mais de 470 mil toneladas de algodão para ao menos 12 países entre 2024 e 2025.


Fundamental matéria-prima para a indústria têxtil, a commodity produzida principalmente no oeste do estado teve como principais destinos China, Paquistão, Vietnã, Turquia e Bangladesh, que, juntos, concentram 84,9% das exportações brasileiras da fibra.


Segundo a Abapa, as importações desses países somaram mais de 372 mil toneladas no período. As vendas resultaram em um arrecadamento histórico de US$ 630.648.990,00 do total comercializado para os 12 países: US$ 792.508.743,00.


O alto número registrado pela associação é resultado de um momento histórico celebrado pelo Brasil neste ano: em fevereiro o país desbancou os Estados Unidos e, pela primeira vez, se tornou o maior exportador de algodão do mundo. Os especialistas apontam que o feito é resultado de décadas de investimentos em tecnologia no campo.


Mas por que o algodão brasileiro é tão procurado pela indústria têxtil nacional e internacional?


A fibra brasileira é considerada muito resistente e, segundo a presidente da Abapa, a agricultora Alessandra Zanotto, a espessura e o comprimento dela também atendem às exigências do mercado.


"O que a indústria têxtil hoje precisa é de qualidade, um algodão aderente ao produto que ela precisa fazer. O tipo do fio, a grossura, a resistência e também o que a indústria precisa e do conforto de abastecimento".


"O Brasil se tornou um grande exportador, porque ele consegue garantir esse fornecimento para indústria têxtil lá fora", ressaltou.


Expectativa para os próximos anos


A expectativa dos especialistas e produtores é de que o número de exportações baianas em relação ao algodão continue em crescimento.


Em 5 de agosto, o oeste da Bahia recebeu a 9ª edição da Missão Compradores — iniciativa promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para apresentar o modelo de produção nacional a representantes da indústria têxtil global.


O evento incluiu visitas técnicas à fazenda Sete Povos Agro, no município de Barreiras, e ao Centro de Análise de Fibras da Abapa, em Luís Eduardo Magalhães. A delegação foi composta por 19 executivos de empresas da China, Índia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia.


"A gente vê, sim, oportunidades de crescimento de área na Bahia, principalmente na irrigada e automaticamente se a gente aumenta essa produção, também cresce a exportação", ressaltou a profissional.


O bom desempenho ainda faz com que cresça o número de empregos diretos e indiretos no setor.


"A gente atrela o aumento da produção a um impacto positivo na economia de modo geral, principalmente no índice de desenvolvimento das pessoas e nas oportunidades de emprego. Por mais que seja uma cultura que necessita e adapta muita inovação em máquinas, ela tem um ciclo longo na lavoura, no campo e isso acaba necessitando de mais pessoas para trabalhar", explicou Zanotto.

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