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SouABR consolida expansão da rastreabilidade do algodão brasileiro e aproxima moda, indústria e consumidor

Por Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão

28 de Novembro de 2025

O SouABR acaba de dar mais um passo em direção à consolidação da moda consciente no Brasil. Durante o Congresso Internacional da Abit, realizado nos dias 29 e 30 de outubro, em São Paulo, o movimento Sou de Algodão, liderado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), lançou oficialmente a Política de Adesão do programa SouABR, que estabelece critérios, responsabilidades e benefícios para empresas que desejam participar da cadeia rastreável do algodão brasileiro com certificação socioambiental ABR (Algodão Brasileiro Responsável).


A iniciativa reafirma o compromisso histórico da Abrapa com a sustentabilidade e rastreabilidade, pilares que fortalecem o algodão brasileiro em toda a cadeia produtiva. O novo modelo formaliza o engajamento de marcas, indústrias têxteis e varejistas no ecossistema do SouABR, garantindo que cada peça em algodão rastreável contenha informações verificadas sobre origem, certificação e boas práticas socioambientais.


O avanço representa uma conquista coletiva da cadeia têxtil nacional. Com o SouABR, a Abrapa consolida um modelo de rastreabilidade, que eleva o padrão da moda brasileira. É uma conquista construída em rede, que une produtores, indústrias e marcas em torno de uma agenda comum: a sustentabilidade e o orgulho de vestir o que o Brasil produz com responsabilidade.


O Programa SouABR nasceu em 2021 como evolução do trabalho iniciado pela Abrapa com o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), em 2004, que permite o rastreamento da origem de cada fardo de algodão produzido no Brasil, e o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), criado em 2012, para certificar fazendas com boas práticas sociais, ambientais e econômicas. Hoje, o SouABR conecta essas informações à indústria e à moda, utilizando tecnologia blockchain, e etiquetas com QR-Code para permitir a rastreabilidade completa de cada peça do campo ao produto final.


Atualmente, o programa contabiliza mais de 578 mil peças rastreadas, com participação de 19 indústrias têxteis parceiras e marcas como Almagrino, Calvin Klein, C&A, Döhler, Dudalina, Individual, Renner, Reserva e Youcom, que já integram a plataforma. O consumidor pode acessar a jornada de cada produto escaneando o código presente na etiqueta, conferindo as fazendas certificadas de origem e  o caminho percorrido pela fibra até o ponto de venda.

A moda vive um novo momento, em que propósito e origem têm tanto valor quanto estilo. O SouABR conecta o campo e o consumidor por meio da transparência, mostrando que cada escolha pode gerar impacto positivo para quem produz e para o meio ambiente.

Com linguagem contemporânea e apresentando dados sólidos e transparentes, o SouABR consolida o algodão brasileiro como uma das fibras responsáveis, e um símbolo de uma nova era da moda nacional rastreável, ética e com propósito.


Para fazer parte do programa, basta acessar a política e se cadastrar para mais informações.


O Sou de Algodão foi criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica mais de 80% de toda a produção nacional de algodão.

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Coabra inaugura laboratório de análises de algodão em Sinop (MT)

A Abrapa participou do evento e reforçou o papel do laboratório no avanço da cotonicultura no Norte do Mato Grosso

27 de Novembro de 2025

A Cooperativa Agroindustrial do Centro Oeste do Brasil (Coabra) inaugurou, na última terça-feira, 25/11, seu novo laboratório de análises de algodão, em Sinop (MT). O laboratório é o 13º participante do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A inauguração representa um marco para a região Norte da BR-163, uma das que mais crescem em produção de algodão no país. O evento reuniu representantes de entidades do setor, autoridades locais e cooperados.


Segundo o coordenador do laboratório, Rhudson Assolari, a nova estrutura atende uma demanda dos produtores da região. “Com o aumento da produção nos últimos anos, a demanda por resultados ágeis e confiáveis também aumentou.  Hoje, os cooperados têm um serviço próximo, preciso e capaz de acompanhar o crescimento da produção de algodão na região”, afirmou. Ele destaca que o laboratório “já nasceu com todos os requisitos técnicos e de credenciamento, e já se tornou uma referência na região”.


O presidente da Coabra, José Moreli, explicou que a decisão de construir um laboratório em Sinop foi estratégica, já que a cidade está localizada entre as regiões Norte e Alto Norte do estado. “A Coabra resolveu investir nesse projeto de construção do novo laboratório, porque os nosso cooperados estavam fazendo as análises do algodão em diversos laboratórios.  Resolvemos construir a unidade em Sinop, por ser uma região centralizada que está se tornando um polo muito importante na cultura do algodão”.


Moreli ainda afirmou que existe uma boa expectativa dos associados em relação ao laboratório da cooperativa, que já inicia os seu trabalhos com todas as certificações de necessárias em dia. “Os cooperados gostaram da novidade porque, afinal de contas, o laboratório é deles. E têm todas as certificações e credenciamentos que estamos buscando. Com certeza teremos um laboratório reconhecido internacionalmente e que proverá aos associados resultados rápidos e de excelente análise e qualidade”, completou.


Participação das entidades do setor


A inauguração contou com a presença do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e com representantes da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA), incluindo o diretor Décio Tocantins e o vice-presidente da entidade, André Sucolotti. O evento também reuniu prefeitos, autoridades locais, cooperados, professores e representantes do Instituto Matogrossense do Algodão (IMA).


Marcio Portocarrero, ressaltou a importância da expansão de laboratórios do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) no país. “Cada novo laboratório estruturado dentro dos padrões do SBRHVI representa mais segurança, transparência e competitividade para o algodão brasileiro. É um avanço para toda a cadeia. Este é o 13º laboratório de análises que participa do programa SBRHVI”, afirmou Portocarrero.


Laboratório nasce alinhado ao SBRHVI e a padrões internacionais


Todos os técnicos da Coabra passaram pelos treinamentos oferecidos pela Abrapa. O laboratório é integrante do Programa SBRHVI e já iniciou o processo de credenciamento do MAPA e a busca pela certificação ISO 17025. “Toda a equipe é formada, qualificada e experiente. Seguimos rigorosamente os requisitos do SBRHVI para garantir excelência e confiabilidade”, destacou Rhudson.


O coordenador explica que o programa da Abrapa foi essencial para a estruturação da nova unidade. “O SBRHVI foi fundamental. Ele já oferece todos os procedimentos e padrões necessários, o que facilita muito a construção e a operação de um laboratório novo. Todo o projeto foi desenhado dentro dos pilares do programa”, disse.


Estrutura e capacidade


O laboratório inicia suas operações com quatro máquinas HVI Automic Q Pro, da Uster Technologies, consideradas referência mundial. A capacidade atual é de 1,2 milhão de amostras por safra, mas a cooperativa já planeja ampliar o parque de máquinas para alcançar 1,5 milhão a 1,8 milhão de amostras a partir da safra 2025/26.


Segundo Rhudson, o volume de potenciais clientes também indica a necessidade de expansão. “A cooperativa tem cerca de 250 cooperados, sendo 70 produtores de algodão. Hoje atendemos, em média, 110 mil hectares, mas a demanda total passa de 200 mil hectares, por isso precisamos aumentar o número de equipamentos”, afirmou.


 

 

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Abrapa realiza reunião anual com os gerentes dos laboratórios participantes programa Standard Brasil HVI

O encontro foi um momento de considerações e feedbacks sobre a atuação dos laboratórios em relação às análises do algodão brasileiro

25 de Novembro de 2025

Na última quarta-feira, 19/11, se reuniram na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), representantes da Uster Technologies, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e os gerentes dos 13 laboratórios que integram o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI).


O gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, explicou que a avaliação da conformidade dos laboratórios foi o tema que balizou o que foi discutido encontro. De acordo com Lima, “O objetivo do encontro foi avaliar o desempenho geral e individual dos laboratórios de análise do algodão, através do nível padronização e compatibilidade com os requisitos do programa SBRHVI”.


O Programa Standard Brasil HVI


O programa SBRHVI é focado em melhorar a confiabilidade do algodão comercializado pelo Brasil. A sua organização é baseada em 3 pilares que garantem a padronização e aumentam a transparência das análises laboratoriais. O primeiro pilar corresponde à adequação e ao alinhamento com os programas do CBRA. Nesse eixo, os laboratórios recebem padrões de referência para conferir o desempenho dos equipamentos de HVI e passam por acompanhamento contínuo.


O segundo pilar concentra todos os dados de qualidade em uma base nacional que organiza essas informações e as conecta aos programas de rastreabilidade da Abrapa, assegurando que os dados das análises estejam presentes de forma transparentes para todos os participantes da cadeia.


O terceiro pilar é dedicado ao apoio técnico aos laboratórios e envolve capacitações para as equipes, além do envio diário de retornos sobre as amostras de referência. A reunião anual faz parte do último pilar, por ser um momento de avaliação e feedbacks aos laboratórios.


Para o gerente do laboratório da Agopa e coordenador de qualidade do laboratório da Coabra em Sinop, Rudson Assolari, a participação dos laboratórios no programa é imprescindível para a credibilidade dos resultados apresentados pelos laboratórios. “O programa dá todo o auxílio necessário para a padronização da qualidade dos laboratórios, desde a sua implementação. Todas as ferramentas que são adotadas pelo SBRHVI melhoram muito a confiabilidade e a credibilidade nos resultados que oferecemos aos produtores, que são os nossos principais clientes”, afirmou Assolari.


Presença da Uster Technologies


Os equipamentos da Uster Technologies são responsáveis por fazer a análise de 80% de todo algodão produzido no mundo. No Brasil, 60% das análises de amostras dos fardos são feitas com aparelhos de HVI fabricados pela empresa. Fundada na Suíça, a Uster é a maior referência global em avaliação das principais características de qualidade do algodão, e desde 2012 ela integra o grupo Toyota. O gerente de vendas da empresa na América Latina, Gregory Winiger, esteve presente na reunião para falar sobre a utilização dos aparelhos nos Brasil e da evolução da qualidade do algodão brasileiro.


Nas palavras de Winiger: “O Brasil é um mercado muito importante para a Uster, especialmente nos últimos anos. O país é o exportador número um de algodão no mundo. O objetivo das visitas anuais da Uster a Abrapa é estarmos mais próximos dos nossos clientes. Estamos muito felizes em ser parceiros da comunidade algodoeira brasileira para melhorar e padronizar a qualidade do algodão.”


Os laboratórios do SBRHVI pretendem expandir as suas operações a partir do próximo ano e adquirir novos equipamentos para abarcar a demanda esperada para a safra 2025/2026.

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Abrapa e ApexBrasil renovam convênio do Cotton Brazil 

Assinatura ocorreu durante inauguração do escritório da agência em Cuiabá (MT) e garante mais um biênio de promoção internacional do algodão brasileiro

24 de Novembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) formalizaram nesta segunda-feira (24) a renovação do convênio do projeto Cotton Brazil. A assinatura garante a continuidade, por mais dois anos, das ações de promoção internacional da pluma nacional em mercados estratégico.


A parceria entre Abrapa, ApexBrasil e ANEA (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) é um dos principais fatores que levou o Brasil a se tornar maior exportador de algodão em 2024, antecipando uma meta inicialmente prevista para 2030. “No ano comercial 2024/25, exportamos quase 3 milhões de toneladas de pluma, gerando US$ 5 bilhões de receita somente com a exportação”, citou Gustavo V. Piccoli, presidente da associação.


A assinatura ocorreu durante a inauguração do escritório avançado da ApexBrasil em Cuiabá (MT), evento que reuniu, de forma inédita, 54 adidos agrícolas brasileiros que atuam em embaixadas ao redor do mundo. “É uma estrutura muito importante. Foi com o apoio dos adidos e dos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, além da ApexBrasil, que conseguimos estruturar nossa presença física na Ásia”, comentou Piccoli.


Desde 2020, a Abrapa mantém um escritório de representação em Singapura, que coordena as ações do programa Cotton Brazil. O foco é voltado para dez países estratégicos: Bangladesh, China, Coreia, Egito, Índia, Indonésia, Paquistão, Tailândia, Turquia e Vietnã.


Os bons resultados colhidos são fruto de mais de duas décadas de melhorias feitas “da porteira para dentro”: seja na qualidade da pluma, no aumento da produtividade, na rastreabilidade e, principalmente, na sustentabilidade ao longo da produção. “Assim, quando vendemos o algodão, estamos promovendo um produto com certificação internacional, sustentável – e, com isso, melhoramos a imagem do Brasil no exterior”, explicou.


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, concorda com esse ponto de vista. “Os produtores brasileiros gradativamente foram avançando na eficiência, na qualidade e na responsabilidade ambiental. O resultado foi a conquista de importantes espaços, como foi o caso do Egito, em 2023”, comentou. Historicamente reconhecido como o país com o melhor algodão do mundo, o Egito passou a importar pluma brasileira numa clara validação da qualidade do produto brasileiro.


A presença física dos brasileiros no sudeste asiático é outro motivo para a abertura de mercados internacionais, analisou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. “Estamos falando de um mercado muito desafiador, que é o do algodão. Secularmente esse comércio é competitivo, um mercado difícil de ocupar. Mas a Abrapa acertou na estratégia de manter seu escritório em Singapura, e tem perseverado desde então, o que explica esse sucesso”, comentou.


“Fico muito satisfeito em renovar esse convênio para podermos fazer a defesa do algodão e a promoção do algodão do Brasil no mundo todo”, declarou Jorge Viana.


Algodão brasileiro em números. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor e o maior exportador de algodão no mundo. No ciclo 2024/25, colheu 4,11 milhões de toneladas e exportou 2,83 milhões de toneladas.


Saiba mais. O escritório avançado da ApexBrasil em Cuiabá (MT) está localizado na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), no Centro Político-Administrativo.

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Abrapa publicou Relatório Mensal de Safra para novembro de 2025

Segundo o documento, até 20 de novembro 78% do algodão produzido no país já havia sido beneficiado. Na Bahia, o percentual chega a 91%, enquanto no Mato Grosso o índice está em 73%

24 de Novembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou na última segunda-feira, 24/11, seu Relatório Mensal de Safra, trazendo números que confirmam o avanço da cotonicultura nacional.


Mesmo com uma queda projetada de 3,6% na produtividade por hectare (1.885 kg/ha), o país registrou recorde de produção. A estimativa aponta 4,11 milhões de toneladas, um crescimento de 11,1% em relação à safra 2023/2024. O volume robusto também deve elevar os estoques finais, previstos em 796 mil toneladas até julho de 2025, registrando uma alta de 58% sobre o ciclo anterior.


No comércio exterior, o relatório projeta para 2025/2026 exportações de 3,1 milhões de toneladas, avanço de 9,3% em relação ao último ano comercial. Em outubro de 2025, o Brasil embarcou 293,9 mil toneladas, 4,6% acima do mesmo mês de 2024, gerando US$ 476,9 milhões em receita. China e Índia lideraram as compras, respondendo por 46% do volume exportado no mês. Índia e Bangladesh, somadas, ampliaram as importações de algodão brasileiro em 63,4 mil toneladas na comparação com o mesmo período do ano passado.


O mercado interno também mostrou dinamismo. Entre janeiro e setembro de 2025, a produção têxtil cresceu 10,8%, enquanto o setor de vestuário avançou 1,3%. No mesmo período, o setor gerou 12,9 mil novos empregos na indústria têxtil e outros 16,7 mil na confecção.


As exportações brasileiras de têxteis e confecções acumularam alta de 7,9% entre janeiro e outubro de 2025. As importações do setor, por sua vez, cresceram 6,7% no período.


Para saber mais informações, acesso no relatório completo no link:


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Relatorio_safra_Abrapa.nov2025.pdf

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Inauguração de escritório da ApexBrasil marca nova fase da atuação no Mato Grosso

Canal Rural | Noticias

24 de Novembro de 2025

A ApexBrasil inaugura na próxima segunda-feira (24) o escritório da Agência em Cuiabá, durante uma agenda voltada a aproximar o setor produtivo mato-grossense das oportunidades internacionais. A programação inclui encontro entre 54 adidos agrícolas, representantes de entidades e empresários do agro, além da assinatura de convênios que somam R$ 42,62 milhões para impulsionar cadeias estratégicas do estado.

No mesmo evento, serão lançados programas de qualificação para empresas de diferentes portes que buscam avançar na exportação.

As atividades da Agência começam com reuniões entre os 54 adidos agrícolas e representantes de setores produtivos, em uma agenda que busca colocar empresários em contato direto com quem atua na abertura de mercados e identificação de oportunidades no exterior. As atividades contarão com as presenças do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

A nova unidade funcionará na sede da Famato, no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A descentralização, relata Viana, faz parte da estratégia de aproximar serviços e inteligência de mercado de empresas locais.

A instalação do escritório foi anunciada no dia 23 de setembro, após assinatura, em Brasília (DF), de um termo de cooperação entre a Famato, Ministério da Agricultura e Pecuária e a ApexBrasil.

“A ApexBrasil tem que estar onde o agronegócio está. Mato Grosso é um dos motores da nossa produção, com enorme potencial de diversificar sua pauta exportadora, atrair investimentos e agregar valor à produção local. Com este escritório, queremos apoiar produtores, empreendedores e cooperativas para que ampliem sua presença internacional e aproveitem as oportunidades que o mundo oferece”, afirma.

Durante a solenidade, a ApexBrasil assinará convênios com ABRAPA (Associação Brasileira de Produtores de Algodão), UNEM (União Nacional do Etanol de Milho) e IBRAFE (Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais), destinados à promoção de exportações, inteligência de mercado e expansão para novos destinos. Juntos, os acordos somam R$ 42,62 milhões.

Produtor no centro e qualificação das empresas

No mesmo dia, serão lançados dois programas de formação: o Qualifica Exportação, voltado a empresas já maduras no processo de internacionalização, e o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), executado em parceria com o Sebrae-MT, voltado a micro e pequenas empresas. Juntos, devem atender 150 negócios no estado, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, destaca que a chegada da ApexBrasil deve encurtar o caminho entre o campo e os mercados internacionais.

“Nosso compromisso é abrir mercados e levar o nome de Mato Grosso para o mundo. Esse escritório vai dar ao produtor rural condições de competir em pé de igualdade, com suporte técnico, acesso a certificações e oportunidades que consolidam nossa posição como referência global em alimentos”, ressalta.

Ele observa que a nova unidade influencia diretamente o cotidiano do setor ao transformar potencial em resultado. Segundo ele, “mais do que abrir mercados, a chegada da ApexBrasil simboliza um passo decisivo para que o produtor rural transforme potencial em resultado, consolidando Mato Grosso como motor do desenvolvimento brasileiro e referência no fornecimento de alimentos ao mundo”.

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Relatório Mensal de Estatística - Novembro de 2025

Brasil se mantém como terceiro maior produtor mundial de algodão, com estimativa de exportação de 3,16 milhões de toneladas para o ano comercial 2025/2026

19 de Novembro de 2025

A Abrapa publicou nesta quarta-feira, 19/11, o Relatório Mensal de Estatística de novembro do Cotton Brazil.

Após curto período de paralização dos serviços públicos do governo americano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) voltou a publicar as previsões de safras e exportações do algodão pelo mundo.

Produção nacional - Com previsão estimada em 4,08 milhões de toneladas para safra 2025/2026, a produção brasileira representa 16% de todo algodão produzido no mundo. O país mantém a sua posição como terceiro maior produtor mundial.

Exportações – Apesar dos Estados Unidos terem registrado um aumento nas exportações relativas ao ano comercial 2025/2026, o Brasil segue liderando o ranking de maior exportador mundial da pluma, com estimativa de 3,16 milhões de toneladas exportadas.

Oferta global – A China e os Estados Unidos registraram um aumento no volume produzido entre os meses de setembro e novembro, o crescimento foi de 217 mil e 193,9 mil toneladas, respectivamente.

Importações – No mundo, Vietnã, Bangladesh e Paquistão são os 3 países que mais importaram a pluma no período entre setembro e novembro.

Clientes da pluma brasileira – No acumulado de agosto a outubro de 2025, os maiores importadores do algodão brasileiro foram a China, com 112 mil toneladas. a Índia, com 92 mil toneladas e Bangladesh, com 81 mil toneladas.  

Essas e outras informações você pode conferir no relatório completo, disponibilizado no link abaixo:

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Relatorio_WASDE_USDA_IMEA_Novembro_25.pdf

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Será que é de algodão? Sou de Algodão lança campanha que convida o público a olhar além da etiqueta

Ação provoca reflexão sobre o que vestimos e reforça a importância de escolhas mais conscientes na moda

17 de Novembro de 2025

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), acaba de lançar a sua segunda campanha institucional do ano: “Será que é de algodão?”. A ação tem como propósito provocar a reflexão sobre o que de fato vestimos, e estimular o consumidor a checar a etiqueta das roupas antes de comprar.


Com o subtítulo “Nem tudo o que parece é natural”, a campanha alerta para um hábito comum: comprar por impulso, sem atenção à composição das peças. O movimento busca chamar a atenção para as ciladas do consumo rápido, como tecidos sintéticos que imitam a maciez natural do algodão, roupas baratas que duram poucas lavagens ou causam desconforto na pele, e a falta de informação sobre o que realmente estamos levando para casa.


“Queremos que o público repense a forma como escolhe suas roupas. Olhar a etiqueta é um gesto simples, mas que pode transformar o jeito de consumir moda. É um convite para olhar além da vitrine, da tendência e do preço, e enxergar o que está por trás de cada peça”, afirma Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão.


Para Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, a campanha reforça o principal propósito do movimento. “O Sou de Algodão nasceu para aproximar o campo da moda, e conscientizar o consumidor sobre a importância das suas escolhas. Ao olhar a etiqueta, o consumidor valoriza o que é feito aqui, e reconhece o trabalho de quem produz com qualidade e responsabilidade”, destaca.


Moda consciente começa na informação


O conceito criativo da campanha “será que é de algodão?” parte da provocação para estimular uma mudança de comportamento. “A etiqueta nunca mente”, diz um dos vídeos da ação, que mostra comparações entre tecidos sintéticos e o algodão natural, destacando o conforto, a durabilidade e a versatilidade da fibra natural brasileira.


O vídeo principal da campanha, criado em parceria com a Omni Filmes, foi desenvolvido com inteligência artificial, e termina com a chamada “nem tudo o que parece é natural” - um paralelo entre o conteúdo produzido e a mensagem central da campanha. Outras ativações incluem vídeos de humor, e uma edição especial do quadro “Povo Fala”, com influenciadores convidados, que abordam de forma leve e educativa a pergunta: “Você sabe do que é feita a roupa que está vestindo?”.


Ações digitais e rede de parceiros


Com duração de três meses (setembro a novembro), a campanha se desdobra nas redes sociais do movimento, com vídeos, desafios e conteúdos educativos. Entre as ações previstas, estão o vídeo manifesto e carrosséis educativos, corrente de marcas parceiras, artigo no blog Sou de Algodão sobre como ler as etiquetas e conteúdos com o projeto parceiro Etiqueta Certa, que reforçam a importância de se conhecer a composição e a origem das peças.


Moda com origem e propósito


O algodão brasileiro, natural, confortável e produzido com responsabilidade socioambiental, segue como protagonista nas campanhas do movimento. O Brasil é um dos poucos países que possuem cadeia produtiva completa, do cultivo ao tecido, e do fio à peça pronta, o que garante soberania produtiva e geração de valor.


“Quando o consumidor aprende a olhar para a etiqueta, ele também passa a valorizar quem está por trás de cada etapa dessa cadeia, seja do produtor ao estilista, seja do campo à passarela. É sobre consciência, pertencimento e orgulho do que é feito aqui”, reforça Silmara.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão.


Abrace este movimento: 


Site: www.soudealgodao.com.br


Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao


TikTok: @soudealgodao_


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Na COP30, Abrapa debate sobre o algodão brasileiro como alternativa para a moda responsável

Head de sustentabilidade da C&A também participou da apresentação e destacou a parceria da marca no programa de rastreabilidade com a associação

14 de Novembro de 2025

Na última quarta-feira, 12/11, o gerente de sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fábio Carneiro, coordenou o painel “O algodão como opção natural e competitiva na matriz têxtil: campo e consumidor” na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). A apresentação fez parte da programação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no espaço AgriZone.


Produção têxtil com responsabilidade socioambiental


Durante a sua apresentação, Fábio Carneiro destacou que o uso de fibras sintéticas pela indústria aumenta anualmente, enquanto a do algodão tende a queda. Fábio explicou que somente no ano de 2024, a produção de tecidos sintéticos como o poliéster e o nylon, liberou 222 milhões de toneladas de gases poluentes de efeito estufa. No mesmo período, as emissões de origem em fibras naturais não chegaram a 34 milhões de toneladas, o que representou uma redução nas suas emissões em 0,51%, se comparado com 2023. Carneiro relacionou essa tendência ao baixo custo de produção dos tecidos sintéticos e à mudança nos hábitos de consumo.


O palestrante enfatizou outro dado relacionado ao uso da terra e à geração de empregos. O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor de algodão do planeta e o maior exportar da pluma, utilizando uma área de cultivo correspondente a apenas 0,2% de todo território nacional e gerando aproximadamente 8 milhões de empregos diretos. “A cadeia têxtil do algodão gera 1,34 milhões de empregos diretos e 8 milhões indiretos, que vão desde as fazendas, fiações e confecções até o varejo. Isso sem contabilizar as ocupações vindas a beneficiamento do caroço, que é matéria-prima para a produção de óleo de cozinha, biodiesel e ração”, afirmou Carneiro.


O gerente citou a presença das novas gerações no campo como um vetor de inovação tecnológica que torna a produção do algodão mais eficiente, reduzindo expressivamente o consumo de insumos nas lavouras atuais. “Quando você chega nas fazendas, você vê caras novas, pessoas jovens querendo mostrar com tecnologia e inovação os resultados na fazenda”, ressaltou.


Transparência e parceria


A convite da Abrapa, a head de sustentabilidade e comunicação da C&A Brasil, Cynthia Watanabe, participou do painel e reforçou a parceria entre a marca e o programa de rastreabilidade SouABR. Os participantes abordaram o programa de rastreabilidade da cadeia de custódia do algodão como um fator de valor agregado aos produtos feitos da pluma. Watanabe explicou que as metas para aumentar o uso de matérias-primas naturais de origem susntetável, são os principais motivos que levaram a marca a aderir ao programa.


De acordo com Cynthia “A C&A tem uma ambição de ter 80% do nosso uso de matérias-primas vindas de origem mais sustentável. Hoje, o algodão representa 66% do nosso share. A gente vem cada vez mais diminuindo o uso de fibras sintéticas e utilizando fibras naturais, como o algodão e a viscose.”


Watanabe também afirmou que a C&A entende que economia circular e economia de baixo carbono é o futuro do setor têxtil e completou: “Para que a companhia toda se movimentasse nessa agenda, estabelecemos metas que se desdobram para toda nossa liderança, do CEO ao analista. Temos o compromisso público de reduzir de 42% das nossas emissões de escopo 1, 2 e 3.”


A íntegra da apresentação da Abrapa na Cop30 está disponível no link:
https://www.youtube.com/watch?v=ftZu06Apskc

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 14/11/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #45/2025

14 de Novembro de 2025

Destaque da Semana 1 - O grande foco de hoje é o WASDE de novembro, que será o primeiro relatório de oferta e demanda desde setembro — lembrando que, após o início do shutdown em 1º/out, nenhuma atualização adicional foi publicada. A expectativa geral é que o USDA traga revisões para cima nas estimativas de safra da China, do Brasil e dos Estados Unidos, além de possíveis sinais de melhora na atividade têxtil chinesa.


Destaque da Semana 2 - As principais entidades que representam o setor do algodão no Brasil, nos EUA e na Austrália têm se reunido com frequência para colocar em prática um plano conjunto de promoção internacional da fibra, destacando seus atributos naturais, sustentáveis e biodegradáveis.


Destaque da Semana 3 - Os três países já estão atuando juntos através da iniciativa MTLC (Make the Label Count), na União Europeia, que atua no combate à desinformação sobre tecidos naturais junto a legisladores europeus.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 13/nov cotado a 62,90 U$c/lp (-2,5% vs. 06/nov). O contrato Dez/26 fechou em 67,57 U$c/lp (-0,9% vs. 06/nov).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 694 pts para embarque Dez-25/Jan-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 14/nov/25.


Altistas 1 - O WASDE de novembro pode trazer alguma surpresa positiva em consumo, após meses de forte ritmo de embarques de Brasil e Austrália e revisões anteriores de alta para o uso mundial.


Altistas 2 - Caso o USDA reduza o gap entre consumo e produção em 2025/26, o mercado pode reagir de forma positiva.


Altistas 3 - Na China, o PMI do setor têxtil voltou a ficar acima de 50 em outubro (52,66), com melhora em todos os subíndices, queda moderada nos estoques de fios e aumento na parcela de fiações operando a mais de 90% da capacidade.


Altistas 4 - A Beijing Cotton Outlook (BCO) também elevou levemente a projeção de consumo da China para 8,45 milhões tons em 2025/26, reforçando que a demanda doméstica, embora pressionada, continua reagindo aos preços mais baixos do algodão.


Altistas 5 - A BCO estima produção chinesa em 7,42 milhões tons (+8,2% a/a), abaixo do consumo projetado de 8,45 milhões de tons e com estoques finais levemente menores em 2025/26. Esse quadro mantém a China como grande importadora líquida.


Altistas 6 - Os estoques portuários chineses em Qingdao caíram para cerca de 300 mil tons, patamar inferior aos meses anteriores, indicando que o algodão importado continua saindo para as fiações.


Altistas 7 - O Brasil exportou 295,6 mil tons em outubro, o maior volume já registrado para o mês, atingindo cerca de 556 mil tons (2,55 milhões de fardos) no acumulado de agosto a outubro.


Baixistas 1 - As cotações seguem pressionadas: o Índice A (referência para preços na Ásia) encerrou em 74,95 U$c/lb, apenas 10 pontos acima do piso de 5 anos registrado em outubro, mantendo o sentimento de mercado “pesado” e defensivo.


Baixistas 2 - A rolagem do contrato Dez/25 pelos fundos adicionada à necessidade de fixação de compras “on-call” por produtores, em cima do vencimento de dezembro, adicionou pressão baixista no contrato.


Baixistas 3 - A expectativa para o WASDE de hoje é de aumento das safras em China (para algo próximo a 7,4 milhões tons), Brasil (em torno de 4,1 milhões tons) e EUA (13,4–13,75 milhões de fardos, cerca de 2,9 milhões tons).


Baixistas 4 - O comércio físico continua da mão-para-a-boca, com compradores focados em pequenos lotes para embarque próximo.


Baixistas 5 - Apesar da melhora do PMI têxtil, a China registrou forte queda nas exportações de têxteis e vestuário em outubro: -12,6% a/a e -9% m/m, com valor mensal de US$22,26 bilhões. A implementação da trégua na guerra comercial entre EUA e China anunciada este mês deve melhorar este quadro.


Baixistas 6 - Há ainda um grande volume de algodão a fixar nas mãos de produtores, portanto qualquer rali de preço tende a ser rapidamente aproveitado para venda, limitando o potencial de alta no curto prazo.


Baixistas 7 - A fibra de poliéster na China é cotada ao redor de 40 c/lb, em leve queda recente. A diferença de preço continua incentivando a mistura e, em alguns mercados, a substituição direta do algodão por alternativas sintéticas.


EUA - A colheita e o beneficiamento avançam abaixo do ritmo do ano passado, mas com boa qualidade em regiões como South Texas.


China 1 - Os preços futuros em Zhengzhou recuaram na semana, enquanto o Índice CC ficou praticamente estável em 14.819 yuan/ton, ampliando o prêmio sobre o Índice A ajustado, aumentando assim a atratividade do algodão importado.


China 2 - Durante a 8ª China International Import Expo em Xangai, empresas chinesas como COFCO, Chinatex e CNCGC assinaram múltiplos acordos de compra de algodão com fornecedores internacionais, incluindo Brasil, Argentina e Austrália.


Paquistão 1 - O mercado de fios continua fraco, com fiações reduzindo pedidos de preço para viabilizar exportações e pressionando margens ao longo da cadeia.


Paquistão 2 - A produção de algodão foi revisada para cerca de 1,2 milhão tons, acima da estimativa anterior de 1,1 milhão tons, o que adiciona oferta local em um cenário de demanda têxtil internacional ainda hesitante.


Bangladesh - Os preços de fios recuaram, mas o país segue como importante destino para algodão Brasileiro, africano e australiano, beneficiando-se também do adiamento da implementação de tarifas mais altas no porto de Chattogram.


Índia 1 - A CAI projeta safra de 30,5 milhões de fardos de 170kg (cerca de 5,2 milhões tons), 2% menor que em 2024/25, com queda em estados-chave como Haryana e Telangana e aumento em Punjab e Andhra Pradesh.


Índia 2 - O país deve importar cerca de 4,5 milhões de fardos de 170kg (765 mil tons), devido à isenção temporária de tarifas (até 31/12) e à menor produção interna.


Vietnã - As exportações de fios até outubro superam o mesmo período de 2024, mostrando resiliência do polo têxtil vietnamita, mesmo com queda no valor das exportações têxteis no último mês.


Turquia – As importações turcas seguem firmes na temporada, com dados recentes indicando forte crescimento ano a ano e participação relevante do Brasil e EUA.


COP30 1 - Em 12/nov na COP30 em Belém, o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, apresentou o painel "O algodão como opção natural e competitiva", alertando sobre o aumento das fibras sintéticas e seus impactos ambientais.


COP30 2 - O algodão brasileiro foi destacado como solução sustentável por Cyntia Kasai, Head de Sustentabilidade da C&A Brasil. A marca participa do programa SouABR, que faz a rastreabilidade total da semente ao guarda-roupa.


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 154,8 mil tons na primeira semana de nov/25.


Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (13/11) foram beneficiados nos estados da BA (89%), GO (95,15%), MA (68%), MG (97%), MS (92%), MT (68%), PI (96,74%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 73,87%.


Plantio 2025/26 - Iniciada a semeadura nos estados do Paraná e São Paulo.


Preços - Consulte a tabela de cotações:


Quadro de cotações para 13 -11


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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