Na última segunda-feira, 8 de dezembro, a 14ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) conquistou o primeiro lugar no Prêmio Caio, na categoria que elege os melhores congressos nacionais de 2024. A cerimônia, realizada em São Paulo, reuniu produtoras e agências de publicidade de todo o país.
Reconhecido desde 1999 como a principal premiação da indústria de eventos no Brasil, o Prêmio Caio é comparado ao “Oscar” do setor. A premiação ocorre anualmente e é realizada pelo Grupo Conecta. Desde sua criação, a iniciativa é gerida por um Conselho Diretor, composto pelas principais entidades representantes da cadeia nacional de eventos e turismo. A edição de 2025 contou com 97 categorias distribuídas em quatro segmentos: Eventos, Cliente Final, Serviços para Eventos e Sustentabilidade.
O diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, e a diretora de Relações Institucionais da entidade, Silmara Ferraresi, participaram da solenidade, ao lado de Melissa Matteo, representante da Comunicato Eventos Inteligentes, empresa responsável pela organização do 14º CBA.
De acordo com Portocarrero, a premiação do 14º CBA marca a história do Congresso por estar alinhada com o momento de reconhecimento da pluma brasileira no mercado internacional. “2024 foi um ano excelente para o algodão brasileiro. Além de termos alcançado a liderança nas exportações mundiais, também alcançamos o recorde de público do CBA. Esse prêmio vem para coroar esse momento da histórico para a Abrapa”, explicou o diretor.
Essa é a segunda vez que o CBA recebe o Jacaré de Ouro do Prêmio Caio, a primeira foi na 10ª edição do Congresso, que aconteceu na cidade paranaense de Foz do Iguaçu, em 2015.
Construindo história rumo ao protagonismo mundial
Em um ano marcado pela conquista inédita do posto de maior exportador de algodão do mundo, o congresso realizado em 2024 adotou o tema “Construindo história rumo ao protagonismo mundial”, referência à trajetória conjunta dos produtores que projetou a cotonicultura brasileira no cenário global.
Realizado em Fortaleza (CE), o 14º CBA reuniu cerca de 4,2 mil participantes, entre eles 114 palestrantes e 3,3 mil congressistas inscritos de 25 estados e 20 países, estabelecendo recorde de público. O evento adotou um formato inovador em comparação aos tradicionais congressos técnicos.
A programação científica contou com seis plenárias. Paralelamente, funcionaram salas temáticas organizadas em uma estrutura hexagonal, com 19 hubs operando simultaneamente no modelo de “palestras silenciosas”: os participantes utilizavam fones de ouvido para acompanhar as apresentações e circulavam livremente entre os conteúdos.
Os hubs abordaram temas diversos ligados à tecnologia e à agricultura, do manejo integrado de pragas ao beneficiamento da fibra. Nas plenárias master, o congresso discutiu economia global, mudanças climáticas, inovações que afetam a produção e o comércio do algodão e estratégias para ampliar o consumo da fibra dentro e fora do Brasil.
Para Silmara Ferraresi, o reconhecimento do Prêmio Caio coroa uma trajetória iniciada, há uma década. “Desde que a Abrapa assumiu a realização do CBA, em 2015, o congresso se tornou um divisor de águas para disseminação de conhecimento, reforço de imagem, do posicionamento e da reputação do algodão brasileiro. Receber o Jacaré de Ouro é uma grande alegria e a confirmação de que o esforço da cadeia produtiva está sendo reconhecido”, afirmou.
Próxima edição
O 15º CBA será realizado em Belo Horizonte entre 22 e 24 de setembro de 2026. O tema será “Algodão Brasileiro: Fibra Natural, uma jornada com propósito, qualidade e transparência”.
As inscrições serão abertas em abril de 2026 e poderão ser feitas pelo site oficial do congresso: www.congressodoalgodao.com.br.








