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Döhler entra para o ranking das empresas mais inovadoras do Sul do Brasil

Primeira toalha de algodão rastreável do Brasil se destaca no ranking Campeãs da Inovação 2025 do Grupo Amanhã em parceria com a IXL Center

25 de Julho de 2025

A gigante têxtil Döhler acaba de receber o Prêmio Campeãs da Inovação pela conquista do 7º lugar em Santa Catarina e 25º lugar no ranking geral entre 80 empresas reconhecidas. Além disso, o case da Döhler – a primeira toalha de algodão rastreável do Brasil – foi eleito o mais inovador de SC.


A entrega do reconhecimento ocorreu na tarde desta quinta-feira (24), em Curitiba (PR). Lucas Döhler, diretor industrial da companhia, recebeu os certificados e explicou aos presentes como funciona a toalha Marrocos feita parceria com o programa de rastreabilidade SouABR, da Abrapa.


“Com essa iniciativa, a gente ajuda a promover uma cadeia têxtil cada vez mais responsável e entregamos valor ao cliente porque ele passa a ter acesso a todos os detalhes de cada elo produtivo", destacou Döhler.


Isso porque, ao apontar a câmera do celular para o QR code presente na tag da toalha, o consumidor vai saber de qual fazenda veio o algodão, passando pela Fiação, Tecelagem até o produto chegar às prateleiras. Em cada etapa os dados são inseridos em uma plataforma que usa a tecnologia blockchain para impedir qualquer alteração. Isso significa transparência e respeito ao consumidor.


A Döhler, inclusive, foi a marca com o maior número de peças rastreadas do Brasil em 2024, segundo relatório divulgado pelo SouABR. Foram, no total, 131,6 mil peças rastreadas.


A premiação


Com mais de 20 anos de trajetória, a premiação "Campeãs da Inovação", do Grupo Amanhã em parceria com o IXL Center, reconhece empresas que se destacam por suas ideias inovadoras e soluções criativas, além de impulsionar o crescimento sustentável e a competitividade no mercado. É uma das mais importantes pesquisas do gênero no país e contempla cerca de 70 perguntas divididas em eixos que verificam a fundo a vocação de inovação de uma empresa.


“Historicamente, a Döhler tem compromisso com inovação, sustentabilidade e responsabilidade social. Ser reconhecida por este prêmio é uma grande conquista e reforça o papel fundamental da inovação no crescimento, na adaptação ágil às mudanças do mercado e na criação de novas oportunidades de negócio”, pontua Udo Döhler, presidente do Conselho de Administração da Döhler.


Portanto, investir em inovação é essencial para que as empresas permaneçam relevantes, competitivas e sustentáveis a longo prazo, finalizou Udo.


Ao todo, mais de 300 empresas de Santa Catarina, Paraná e do Rio Grande do Sul se candidataram ao prêmio Campeãs da Inovação. Dessas, 80 foram selecionadas para entrar no ranking. Na categoria têxtil, apenas a Döhler foi selecionada e entrou para lista das mais inovadoras com case campeão em SC.


Sobre a Döhler


Uma das principais e mais sustentáveis indústrias têxteis da América Latina, reconhecida globalmente pela qualidade. Tem 143 anos de história, mais de 2,5 mil colaboradores e está situada em Joinville (SC). Em seu parque fabril de 225 mil m2 produz artigos para casa (cama, mesa, banho e decoração), além de tecidos para mobília, indústria de calçados e soluções para os setores hoteleiro e hospitalar. Exporta para mais de 20 países e tem orgulho de fabricar produtos que levam conforto e bem-estar a milhares de pessoas ao redor do mundo.
@dohlertextil https://www.dohler.com.br/


Assessoria de imprensa
Raquel Schiavini Schwarz
Raquel.imprensa@dohler.com.br
(47) 999195250

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Preservação ambiental nas fazendas de algodão é destaque durante “Brazilian Cotton Dialogues”

Abrapa recebe nesta semana uma comitiva com 15 representantes da indústria têxtil e de organizações ambientalistas internacionais 

25 de Julho de 2025

O cuidado com o solo e a preservação de áreas vegetais nativas foram o ponto alto dos dois primeiros dias do “Brazilian Cotton Dialogues”. Promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) junto ao programa Cotton Brazil, a iniciativa consiste em visitas a fazendas, algodoeiras e laboratórios de três dos principais estados produtores (MT, BH e GO). A comitiva reúne 15 representantes do setor têxtil global e de organizações ambientais com objetivo de conhecer, de perto, o modelo de produção brasileiro.


Na etapa realizada em Mato Grosso, a programação contou com uma visita à fazenda Cidade Verde, do grupo WDF (Wilson Daltrozo e Filhos), em Primavera do Leste. Lucas Daltrozo, diretor de produção, explicou que o algodão entrou na propriedade como uma alternativa para o manejo da soja, mas o mercado mostrou que nova cultura era um bom negócio.


“Costumo dizer que, antes de qualquer coisa, somos cotonicultores, porque hoje o algodão ocupa cerca de 52% da nossa área”, afirmou. De 1997 para cá, quando começou o plantio do algodão, muita coisa mudou. Hoje, Lucas adota o que ele chama de sistema “três-três”, que consiste no cultivo de algodão como primeira safra por três anos consecutivos, seguido por uma cultura de cobertura e, em seguida, soja.


“Deu resultado. Conseguimos rodar o algodão em toda a fazenda, rotacionando com a soja, e funcionou. A produtividade aumentou, o material orgânico no solo também, e começamos a colher um fardo e meio a mais por hectare”, revelou Lucas. Anualmente, o grupo realiza análise de solo na fazenda e a necessidade de aplicação complementar de fósforo foi reduzida com o sistema “três-três”.


Agrônomo formado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Lucas Daltrozo leva a sério os cuidados com o solo. O grupo coordenado pela Abrapa visitou parte de uma área experimental de 1,5 mil hectares que Daltrozo mantém para testar diferentes tipos de cobertura – como braquiária, crotalária e sorgo. “O próximo desafio é integrar mais a pecuária dentro do sistema ‘três-três’. Quero colocar o animal dentro desta área de forma experimental, pra daí termos a total integração entre planta, animal e ambiente”, revelou.


Além da lavoura, a comitiva visitou a algodoeira do grupo WDF, em operação há 17 anos. “Levamos dez anos para termos a nossa usina. Nos meses de beneficiamento do algodão, ampliamos o quadro de colaboradores”, diz Lucas, explicando que, hoje, a fazenda emprega diretamente cerca de 130 profissionais.


Ainda em Primavera do Leste, a comitiva visitou a UniCotton, cooperativa fundada há 27 anos, que reúne 108 produtores de algodão. Além de comercialização, beneficiamento, inteligência de mercado e pool de compras, a UniCotton é uma das unidades de classificação de algodão associada à rede de laboratórios que integram o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), coordenado pela Abrapa.


A programação em Mato Grosso incluiu um workshop técnico na sede da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa). Além de dados sobre a cotonicultura no Brasil e em Mato Grosso, o evento contou com a apresentação de três cases sobre a cotonicultura sustentável, realizados pela Amaggi, Scheffer e Bom Futuro.


Ao longo da programação, o “Brazilian Cotton Dialogues” ficou aberto a perguntas, questionamentos e trocas de experiência. A implementação da rotatividade entre as plantações de algodão e milho ou soja, permitindo a colheita de duas safras completas em um ano, o aumento da produtividade e a preservação de áreas nativas dentro das propriedades rurais foram alguns dos assuntos que mais chamaram a atenção.


“Esses dois dias em Mato Grosso foram reveladores para todos nós. Principalmente por percebermos como o produtor brasileiro está empenhado em inserir a conservação ambiental no seu cotidiano”, declarou K.V. Srinivasan, presidente da International Textile Manufacturers Federation (ITMF).


“A transformação da cotonicultura brasileira começa quando o foco se volta para o melhor uso da terra. Somos o terceiro maior produtor mundial e o maior exportador de pluma usando uma área inferior a 1% do território brasileiro”, contextualizou Marcelo Duarte Monteiro, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.


Em Mato Grosso, além da Ampa, responsável por representar política e institucionalmente o setor, há ainda o Instituto Mato-grossense do Algodão (ImaMT), centro de pesquisas de melhoramento genético e desenvolvimento de tecnologia agrícola.  Segundo Jean-Louis Belot, coordenador do ImaMT, “O aproveitamento do solo foi possível devido ao alto grau de organização dos produtores”.


“Devido ao nosso clima, estamos em uma área muito propensa à pressão de pragas. Nossa meta sempre foi aumentar a resistência das plantas a ameaças fitossanitárias e criar soluções para que o produtor fizesse o melhor controle biológico possível”, explicou Jean-Louis.


Após a etapa em Mato Grosso, o “Brazilian Cotton Dialogues” continua em Goiás e na Bahia, onde serão visitadas mais duas fazendas, algodoeiras e laboratórios. O evento é uma das ações do “Cotton Brazil”, programa que promove o algodão brasileiro em escala global.


Idealizado pela Abrapa, o “Cotton Brazil” é realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e recebe apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea).

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Por que o algodão é o futuro da moda consciente?

No mês da conscientização global sobre o uso de plásticos, o algodão e outras fibras naturais emergem como protagonistas de uma moda mais limpa, ética e alinhada ao futuro do planeta

24 de Julho de 2025

A cada julho, o mundo volta seus olhos para o impacto silencioso – e persistente – do plástico em nossas vidas. O movimento Plastic Free July, iniciado na Austrália em 2011, propõe um desafio direto: repensar hábitos, reduzir excessos e buscar alternativas sustentáveis. Embora normalmente ligado a canudos, sacolas e embalagens, o problema vai muito além — está, literalmente, no tecido das roupas que usamos.


Boa parte do que vestimos hoje é feita de fibras sintéticas como o poliéster, resultado direto da indústria do petróleo. Essas fibras se escondem sob nomes técnicos, mas o dano que provocam é visível: todos os anos, bilhões de microplásticos são liberados nos rios e oceanos apenas com a lavagem das roupas. Invisíveis, eles invadem os corpos de peixes, tartarugas, aves e — mais recentemente se descobriu — até os nossos próprios órgãos.


Diante desse cenário, a escolha de tecidos passa a ser uma decisão ética. O algodão, uma fibra vegetal que se decompõe naturalmente, ganha protagonismo como alternativa viável e responsável. Não se trata de nostalgia ou idealismo: trata-se de dados. Segundo o International Cotton Advisory Committee, o algodão perdeu espaço no mercado global de fibras nos últimos anos, enquanto os sintéticos continuam crescendo em ritmo acelerado. O custo ambiental dessa curva é alarmante.


No Brasil, onde 80% da safra de algodão é certificada socioambientalmente, a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) vem liderando esforços para reverter essa lógica. Através de movimentos como Sou de Algodão, a associação busca conscientizar consumidores e estimular escolhas mais alinhadas com um futuro de baixo impacto. “Ninguém quer vestir petróleo”, afirma Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa. “Quando escolhemos algodão, escolhemos um material que respeita o ciclo da vida.”


Além de biodegradável e renovável, o algodão cultivado no Brasil utiliza irrigação mínima e segue protocolos que priorizam o equilíbrio entre produção, meio ambiente e responsabilidade social. É um exemplo de que moda e consciência não precisam andar em lados opostos.


Em um momento em que até a ciência aponta a presença de microplásticos em tecidos cerebrais humanos, como revelado por uma pesquisa publicada na Nature Medicine em 2024, o debate sobre o que vestimos se torna urgente. Vestir algodão não é apenas um gesto de estilo ou conforto — é um manifesto silencioso por um planeta menos contaminado e por um corpo mais protegido.

Julho pode ser apenas um mês. Mas as escolhas que fazemos agora têm impacto que vai muito além do calendário. É hora de respirar novos ares — e vestir tecidos que fazem o mesmo.

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Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores lança sua 4ª edição

O maior concurso para estudantes de Moda do Brasil acaba de ser lançado; o prazo de inscrição vai até fevereiro de 2026.

23 de Julho de 2025

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão - Abrapa, em parceria com a Casa de Criadores, maior evento de moda autoral brasileira , acaba de lançar a 4ª edição do Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, concurso que visa estimular a moda responsável entre estudantes de todo o Brasil. O lançamento oficial ocorreu durante a 56ª semana da Casa de Criadores, e tem as inscrições abertas até o dia 28 de fevereiro de 2026.


Com o conceito ‘Aqui a moda começa do zero’, o concurso já revelou nomes como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista e Guilherme Dutra, e, na última edição, nomeou Lucas Caslu como o grande vencedor. Com o objetivo de dar oportunidade para estudantes de moda de todo o país mostrarem toda a sua criatividade, a iniciativa está com as inscrições abertas por meio do site oficial.


André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, destaca a autenticidade e a diversidade para a 4ª edição do concurso. "A moda autoral no Brasil está cada vez mais diversa, livre e regional, ainda mais conectada com as raízes do nosso país. Com o Desafio, nós queremos mostrar que criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional, como o algodão, é essencial para quem está começando e quer fazer parte de uma moda mais responsável. A minha dica para os estudantes é criar como se ninguém tivesse feito a mesma coisa antes", afirma.


Quem pode participar?


Pessoas formadas no ensino médio e que estão matriculadas em cursos de ensino superior reconhecidos pelo MEC ou em técnicos profissionalizantes (cadastrados no SISTEC). Os cursos habilitados são: Design de Moda, Design de Produto, Negócios de Moda, Estilismo, Produção de Moda, Modelagem do Vestuário, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil. Em qualquer uma dessas opções, é necessário ter um(a) professor(a) coordenador(a).


A 3ª edição, realizada em 2024, reuniu mais de 950 trabalhos de todas as regiões do Brasil, tendo como finalistas dez trabalhos que carregaram a mesma ideia: mostrar a identidade, a cultura e a história de seus autores. Pensando nisso, os organizadores procuram, novamente, neste ano, a participação de estudantes de todo o país que desejam se destacar no cenário da moda nacional.


Para Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão, essa iniciativa tem como foco, também, a divulgação do algodão como matéria-prima principal, para mostrar que tendência e responsabilidade andam juntos. Para isso, os participantes devem utilizar a fibra natural em, pelo menos, 70% da composição de cada look desenvolvido.


Como se inscrever no 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores


Os interessados em participar devem realizar as inscrições no portal até o dia 28 de fevereiro de 2026. Nesta edição, são permitidos apenas trabalhos individuais. Além disso, eles poderão ser dos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt à porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear.


A seleção envolverá três etapas distintas: a primeira será a dos semifinalistas, realizada pela comissão organizadora. Serão escolhidos até 10 trabalhos de cada região brasileira, divulgados até o dia 3 de abril de 2026, via e-mail, mensagem de celular, perfil do Sou de Algodão, no Instagram, e pelo portal do movimento.


Os selecionados serão avaliados por uma comissão de jurados regionais e/ou nacionais do mercado de moda, e, dessa etapa, serão nomeados até um candidato de cada região, totalizando 5 finalistas, que serão divulgados até 15 de julho de 2026. Os finalistas seguirão para um grande desfile durante a 59ª Casa de Criadores, em novembro/dezembro de 2026, no qual o vencedor será revelado.

 

Após a vitória, ele entrará para a line-up oficial da Casa de Criadores, e deverá desfilar uma coleção na 60ª edição do referido evento, a ser realizado no primeiro semestre de 2027. Além disso, o movimento Sou de Algodão pagará um prêmio no valor de R$30.000,00. O segundo e terceiro colocados ganharão tecidos de algodão que podem ser utilizados para suas futuras produções, fornecidos por tecelagens e malharias parceiras do Movimento Sou de Algodão. O professor orientador do aluno vencedor receberá o valor de R$10.000,00, como Bolsa Orientação.


“Chegar à 4ª edição do Desafio reforça o quanto essa iniciativa tem se consolidado como uma importante vitrine para novos e futuros talentos da moda brasileira. Nosso objetivo é mostrar que é possível unir criatividade, inovação e responsabilidade desde o início do processo criativo”, conclui Silmara.


Para mais informações sobre as inscrições e para conferir o regulamento oficial, é só acessar o site do Desafio, neste link.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão.


Abrace este movimento:
Site: www.soudealgodao.com.br

Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao
TikTok: @soudealgodao_


Contatos para pautas:
Carolina Felski - carolina.felski@viracomunicacao.com.br - (19) 99915.1321

Guilherme Pichonelli - guilherme@viracomunicacao.com.br - (11) 98076.1234

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Edição 2025 da Cotton Trip Sou de Algodão tem balanço de conexão entre diferentes elos da cadeia do algodão 

Com a realização de 5 imersões na cadeia produtiva da pluma, a Cotton Trip reforçou o compromisso do setor algodoeiro com a responsabilidade socioambiental 

22 de Julho de 2025

Desde 2018, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), junto ao movimento Sou de Algodão, realiza a Cotton Trip, evento que promove uma imersão na realidade do algodão brasileiro.  


A iniciativa leva grupos de pessoas interessadas em conhecer a cadeia produtiva do algodão para as fazendas, onde conhecem as lavouras, acompanham a colheita e visitam as usinas de beneficiamento do algodão. Os convidados também assistem palestras e conversam diretamente com os diretores da Abrapa, se atualizando sobre todas as novidades do setor.  


Na edição de 2025, foram realizadas 5 imersões reunindo formadores de opinião, criadores, comunicadores, embaixadas e organizações não governamentais que puderam ter uma ideia mais clara sobre a cadeia produtiva do algodão. 


Para saber mais sobre cada dia de Cotton Trip, é só acessar os links disponíveis a seguir: 


1º dia - Influenciadores e Profissionais da Moda  


A primeira Cotton Trip no estado de São Paulo passou por Itaí (SP) e Paranapanema (SP). Influenciadores, estilistas parceiros e stylists conheceram mais sobre as etapas da produção do algodão em visitas à lavoura, na Fazenda Santa Isabel, e à unidade de beneficiamento na Cooperativa Agroindustrial de Holambra.  


https://soudealgodao.com.br/imprensa/release/sou-de-algodao-promove-cotton-trip-com-influenciadores-e-profissionais-da-moda/ 


2º dia - Imprensa 


A segunda etapa da Cotton Trip 2025 teve quatro dias de programação e reuniu diferentes públicos para acompanhar a colheita e o beneficiamento do algodão na Fazenda Pamplona, da SLC Agrícola, e conhecer o Centro Brasileiro de Referência de Análise de Algodão (CBRA), na sede da Abrapa em Brasília. 


Neste dia de imersão, jornalistas de grandes veículos do Brasil entrevistaram lideranças e geraram conteúdo exclusivo sobre moda, agronegócios e sustentabilidade.  


https://abrapa.com.br/2025/07/17/cotton-trip-2025-sou-de-algodao-promove-imersao-no-campo-com-jornalistas/ 


3º dia - Marcas Parceiras 


Com o objetivo de aproximar o campo da indústria da moda, a imersão reuniu nomes como Aramis, C&A, Renner, Riachuelo, Calvin Klein, Grupo Soma, entre outros. Foi um momento de diálogo, transparência e conexão. 


https://abrapa.com.br/2025/07/18/cotton-trip-com-marcas-parceiras-reforca-o-elo-entre-a-industria-e-o-algodao-brasileiro/ 


4º dia - Fiações e Tecelagens 


Representantes da indústria — incluindo Vicunha, Santista e Canatiba — vivenciaram as etapas de produção de algodão na prática. O dia consolidou o papel da Cotton Trip como uma das mais relevantes iniciativas de aproximação entre o algodão brasileiro e os diferentes segmentos que atuam na transformação da fibra. 


https://abrapa.com.br/2025/07/21/cotton-trip-com-marcas-parceiras-reforca-o-elo-entre-a-industria-e-o-algodao-brasileiro-2/ 


5º dia - Entidades governamentais e internacionais 


O último dia da Cotton Trip 2025 reuniu representantes do governo federal (Ibama, Anvisa, MCTI, Mapa) e organizações internacionais, como WWF, Embaixada da França, da Indonésia, do Vietnã e o Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha. A pauta foi cooperação, meio ambiente e relações bilaterais. 


https://abrapa.com.br/2025/07/21/cotton-trip-2025-promove-imersao-na-cadeia-do-algodao-e-reforca-compromisso-com-sustentabilidade/ 

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Cotton Trip 2025 promove imersão na cadeia do algodão e reforça compromisso com sustentabilidade

Iniciativa da Abrapa e do movimento Sou de Algodão levou representantes do governo e parceiros internacionais a conhecer de perto a produção da fibra no Brasil

21 de Julho de 2025

Em um esforço para ampliar a transparência e fortalecer o diálogo entre a cotonicultura brasileira e seus principais interlocutores, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), junto com o movimento Sou de Algodão, realizou, na última sexta-feira, 18/07, um dia de Cotton Trip voltado a representantes do governo brasileiro e instituições internacionais. A viagem técnica ofereceu uma imersão completa na cadeia produtiva do algodão, com foco nos pilares de sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade que definem a atuação do setor no Brasil.


A iniciativa, que acontece desde 2018, tem como proposta mostrar a realidade do campo e desmistificar o processo produtivo da fibra natural. Na edição de 2025, os participantes visitaram a Fazenda Pamplona, unidade da SLC Agrícola no estado de Goiás. Durante o trajeto, puderam acompanhar desde o cultivo e colheita do algodão até as etapas de beneficiamento e controle de qualidade. A agenda foi concluída com uma visita ao laboratório da Abrapa, em Brasília.


“O Sou de Algodão foi criado para aproximar o consumidor final da nossa fibra, mas também tem um papel estratégico na construção de pontes com o setor público. A Cotton Trip é uma extensão disso, mostra o algodão como ele é, com responsabilidade, inovação e compromisso ambiental”, afirma o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.


Além das visitas técnicas, o grupo participou de palestras com lideranças da entidade e conversas sobre os desafios do setor, especialmente em um cenário de crescimento nas exportações e aumento da demanda por práticas agrícolas sustentáveis. Temas como agricultura regenerativa, safra recorde e geopolítica global marcaram esse dia.


Presença institucional fortalece diálogo com o setor público


A viagem contou com a presença de representantes de órgãos federais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).


Para a coordenadora de defensivos agrícolas do Ibama, Cristiane Dias, a visita foi uma ótima oportunidade para entender os desafios da cotonicultura. “É excelente ter a oportunidade de conversar com quem está produzindo, e tirar dúvidas sobre o manejo e o cultivo do algodão para entender quais são os principais desafios. Assim nós podemos encontrar soluções para resolver o problema do agricultor e também proteger o meio-ambiente.”, afirmou.


Do cenário internacional, participaram delegações da Confederação Colombiana de Algodão (Conalgodón), da organização ambientalista WWF, das embaixadas da França, Indonésia e Vietnã, além de representantes do Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha, um mecanismo de cooperação bilateral focado no desenvolvimento sustentável da agricultura.


Segundo a Diretora de Relações Corporativas da WWF no Brasil, Daniela Teston, “A visita de campo foi muito interessante porque mostra que é possível produzir com conservação e gerar resultados econômicos, respeitando as pessoas e tendo todo cuidado com a questão da agricultura regenerativa.” Para Teston, outro ponto que chamou atenção foi o cuidado com o solo, de acordo com ela “a preservação do solo é muito importante dentro de um contexto de sustentabilidade”. Para ela a Cotton Trip mostrou um lado do algodão que não é muito visto, “É um bom exemplo que pode ser difundido e disseminado. É isso que a gente quer ver, uma agricultura regenerativa, inclusiva e econômica”.


Com ações como a Cotton Trip e o fortalecimento do movimento Sou de Algodão, a Abrapa aposta no engajamento direto com formadores de opinião e tomadores de decisão para consolidar a imagem do algodão brasileiro como um produto de alto valor agregado, rastreável e sustentável, do campo ao consumidor.


Algodão brasileiro em alta


O Brasil é hoje o maior exportador mundial de algodão e um dos únicos países a produzir a fibra em escala comercial com rastreabilidade de qualidade e origem. Mais de 80% da produção nacional conta com certificação socioambiental voluntária, o que reforça o compromisso do setor com práticas inovadoras e responsáveis.


Para o movimento Sou de Algodão, que tem ganhado protagonismo nacional ao promover o consumo consciente da fibra e estimular práticas responsáveis na moda e na indústria têxtil, a realização da Cotton Trip reforça seu papel na cadeia produtiva do algodão. A ação também faz parte da estratégia da Abrapa de posicionar a fibra brasileira como referência global em sustentabilidade, qualidade e governança.

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Cotton Trip reúne indústria têxtil nacional em imersão sobre o algodão brasileiro

Representantes de fiações, tecelagens e corretoras participaram da experiência que fortalece conexões entre campo e indústria

21 de Julho de 2025

No terceiro dia da programação da Cotton Trip 2025, realizada na última quinta-feira (17), o movimento Sou de Algodão e a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) receberam representantes de 33 empresas da indústria têxtil nacional, incluindo fiações e tecelagens, e corretoras, para uma imersão completa no universo da cotonicultura brasileira. A iniciativa integra o pilar de relacionamento do movimento, que visa fortalecer os vínculos entre os principais elos da cadeia produtiva da moda e a origem da matéria-prima.


Com uma programação que passou por apresentações técnicas, visitas à lavoura e à algodoeira da Fazenda Pamplona, do Grupo SLC Agrícola, em Cristalina (GO), além de um encontro na sede da Abrapa, em Brasília (DF), o dia foi dedicado a promover conexão e diálogo entre o campo e a indústria.


Jonas Nobre, vice-presidente do Conselho de Administração e presidente da Junta de Corretores de Algodão da BBM, considera a Cotton Trip uma ação fundamental de aproximação entre os setores produtivo e industrial. “Estar na Fazenda Pamplona com um grupo tão grande de profissionais têxteis nos ajuda a entender melhor as ações da Abrapa e do Sou de Algodão, além de trazer conhecimento para que todos aprendam um pouco mais sobre o algodão, e para que o uso dessa fibra seja cada vez mais difundido”, afirma.


Além da BBM, participaram empresas como Canatiba, Capricórnio Têxtil, Cedro Têxtil, Covolan, Ematex, Fiasul, Fios Bem, Fiteca, Ibratex, Incofibras, Incofios, Paraguaçu Têxtil, Paranatex, Rossignolo, Santana Textiles, Santista Têxtil, Sergifil, Sergitex, Têxtil Bezerra de Menezes, Têxtil RenauxView e Vicunha, além de representantes do Núcleo Vale das Toalhas - iniciativa que reúne 18 empresas de Brusque (SC) especializadas em banho e cama. Também estiveram presentes corretoras como Laferlins, Robert Daniel e Santiago Cotton, além de representantes da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção) e Unique Commodities, como apoiadores da ação.


“O fortalecimento de toda a indústria têxtil deve passar por todos os elos da cadeia, e é muito interessante conhecer o elo anterior, que é a produção da nossa principal matéria-prima. Essa iniciativa é muito interessante, fortalece e eleva a produção de algodão do Brasil, e todos nós ganhamos com isso”, reitera Fábio Mascarenhas, CEO da Cedro Têxtil.


“O relacionamento com fiações, tecelagens e empresas estratégicas do setor têxtil é muito importante para que a fibra brasileira continue avançando em qualidade, rastreabilidade e reconhecimento. Receber esses profissionais e parceiros no campo é uma forma de valorizar e estreitar ainda mais os laços que sustentam essa cadeia produtiva”, diz Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão.


O dia consolidou o papel da Cotton Trip como uma das mais relevantes iniciativas de aproximação entre o algodão brasileiro e os diferentes segmentos que atuam na transformação da fibra.


Marcio Portocarrero, Diretor Executivo da Abrapa, destaca a ligação entre o campo e o setor. “É muito simbólico quando reunimos todos esses elos para conhecerem de perto como a fibra é cultivada, processada e cuidada desde a origem. A indústria têxtil tem uma função fundamental na difusão do algodão nacional, e essa conexão direta com o campo potencializa a valorização do que produzimos com tanta responsabilidade”.


“É uma grande oportunidade participar dessa viagem, pois podemos ver de perto a nossa principal matéria-prima sendo cuidada com tanta tecnologia, através de um processo responsável e extremamente alinhado ao que a Cataguases acredita. Ver de perto uma estrutura tão robusta como essa no Brasil é realmente admirável, e fortalece ainda mais o agronegócio e a cadeia têxtil”, destaca Caroline Souto, Diretora Comercial, MKT e Pessoas da Cataguases.


Ao conectar os bastidores do campo às engrenagens da indústria, a Cotton Trip mostra que o futuro da moda brasileira passa por relações mais próximas, transparentes e conscientes, deixando o algodão no centro dessa transformação.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão.

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Setor têxtil mundial vem ao Brasil para conhecer o modelo de produção do algodão do país

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realiza o “Brazilian Cotton Dialogues”, promovendo visitas a fazendas, algodoeiras e laboratórios em MT, BA e GO.

18 de Julho de 2025

De 20 a 25 de julho, 15 representantes do setor têxtil global e de organizações ambientais com atuação internacional estarão no Brasil para conhecer, de perto, o modelo de produção do algodão brasileiro. Iniciativa promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), através do programa de promoção internacional Cotton Brazil, a primeira edição do “Brazilian Cotton Dialogues” inclui visita a fazendas, algodoeiras e laboratórios distribuídos em cinco municípios de três estados brasileiros (Mato Grosso, Bahia e Goiás). 


A comitiva internacional é formada por representantes da International Textile Manufacturers Federation (ITMF), da Better Cotton e da IDH, além de executivos de marcas e grupos têxteis com atuação global, como IKEA, Premier Mills, Lacoste, Karsu e Glossy Impex. Consultores internacionais e líderes de empresas de certificação socioambiental também integram a delegação. 


Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o “Brazilian Cotton Dialogues” representa mais um importante passo no posicionamento internacional da pluma brasileira. “Será uma grande oportunidade de abrirmos as portas das nossas propriedades para mostrarmos, na prática, o modelo brasileiro de produção”, pontuou. 


Os 3 pilares do algodão brasileiro 


Um dos principais objetivos do evento será mostrar aos clientes da fibra brasileira quais são os principais pilares que direcionam a produção no país, que são a rastreabilidade, a qualidade e a sustentabilidade.    


Ao todo, serão visitadas três fazendas nos municípios de Primavera do Leste (MT), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Cristalina (GO), onde os representantes poderão conhecer os processos da produção responsável do algodão brasileiro, que atualmente conta com certificação socioambiental para 85% da sua produção. Os visitantes também conhecerão as usinas de beneficiamento de algodão de cada unidade produtiva, etapa essencial para a rastreabilidade do algodão brasileiro. A partir dali todos os fardos ganham a etiqueta do Sistema Abrapa de Identificação (SAI).  


Além disso, haverá dois workshops técnicos, o primeiro deles acontecerá na sede da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), em Cuiabá, e o outro será na sede da Abrapa, em Brasília (DF). Entre os temas dos workshops, será discutida a qualidade da pluma brasileira, momento em que os compradores serão atualizados sobre os resultados das análises laboratoriais e de todas as ações do setor cotonicultor que envolvem a melhoria da fibra nacional. Os clientes também poderão dar feedbacks que serão úteis para a otimização do produto nacional.  


“Construímos a programação para que todos possam vivenciar as diferentes realidades da cotonicultura brasileira, com ênfase nas práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e controle de qualidade”, explicou Marcelo Duarte Monteiro, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.   


Diálogo com entidades internacionais  


A ação faz parte das estratégias do Cotton Brazil, programa da Abrapa que promove o algodão brasileiro em escala mundial. Fernando Rati, gerente do programa, explica que a agenda inclui uma sessão de feedback entre a equipe da Abrapa e os participantes, para a troca de informações e esclarecimento de dúvidas. “Essa escuta é fundamental para mantermos o programa alinhado com as demandas da indústria têxtil, das marcas e das certificadoras de sustentabilidade”, explicou. 


Idealizado e coordenado pela Abrapa, o programa Cotton Brazil é realizado em parceria com Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) com apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea).  


Em números.  


De agosto de 2024 a junho de 2025, o Brasil exportou 2,708 milhões de toneladas de algodão. Embora ainda falte um mês para encerrar o ano comercial 2024/25, o País já superou a performance de 2023/24 (2,689 milhões de toneladas), quando assumiu a liderança na exportação de pluma. 

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa -18/07/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #28/2025

18 de Julho de 2025

Destaque da Semana - Bom movimento de alta nos últimos dias, apesar do relatório do USDA levemente baixista da última sexta-feira. Entretanto, o mercado continua indefinido, com as negociações comerciais e clima no hemisfério norte no foco.


Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 17/jul cotado a 68,80 U$c/lp (+1,6% vs. 10/jul). O contrato Dez/26 fechou em 70,04 U$c/lp (+0,8% vs. 10/jul).


Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 905 pts para embarque Jul/Ago-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36)), fonte Cotlook 17/jul/25.


Altistas 1 - EUA e Indonésia fecharam acordo com o país asiático se comprometendo a comprar US$ 4,5 bi em produtos agrícolas dos EUA, com pelo 63 mil tons de algodão. Esse acordo, entretanto pode ameaçar a posição do Brasil neste importante mercado.


Altistas 2 - Apesar das boas condições das lavouras nos EUA, analistas apontam que o clima no Texas foi favorável até 4 de julho, mas secou depois. A previsão continua seca, o que aumenta a volatilidade e sustenta o viés de alta.


Altistas 3 - A volatilidade nos preços do algodão tem sido uma das menores em 30 anos, favorecendo as indústrias têxteis.


Altistas 4 - O principal índice da bolsa de valores de NY, o S&P 500 bateu novo recorde esta semana, impulsionado por resultados corporativos positivos e dados econômicos sólidos dos EUA.


Baixistas 1 - O ambiente já turbulento do comércio internacional piorou com novas tarifas e recentes confusões de interpretação em acordos já fechados. É necessário reduzir essas incertezas para recuperar a confiança do mercado.


Baixistas 2 - As vendas semanais de exportação de algodão dos EUA despencaram, totalizando apenas 5.500 fardos na semana de 10 de julho — uma forte retração em relação aos níveis recentes (-93% em x semana anterior), indicando baixa demanda e enfraquecimento do ritmo comercial.


Baixistas 3 - As importações de algodão pela China continuam em forte queda. Em junho/25, foram apenas 30 mil tons, uma retração expressiva tanto em relação ao ano anterior (-80,6%) quanto ao mês anterior (-13%).


Baixistas 4 - No acumulado de agosto de 2024 a junho de 2025, as importações totalizaram aproximadamente 1.049.456 toneladas, representando uma redução anual de 65,7%. Esses números refletem uma demanda significativamente enfraquecida.


Brazilian Cotton Dialogues 1 - De 20 a 25/jul, a Abrapa, através do programa Cotton Brazil, levará 15 representantes do setor têxtil, marcas, varejistas e do terceiro setor globais a fazendas, algodoeiras e laboratórios em MT, BA e GO para mostrar a produção sustentável do algodão brasileiro.

Brazilian Cotton Dialogues 2 - A comitiva reúne lideranças da International Textile Manufacturers Federation (ITMF), Better Cotton, IDH, certificadoras, marcas e grupos têxteis com atuação global.

Brazilian Cotton Dialogues 3 - A ação integra o programa Cotton Brazil, realizado pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e apoio da Anea.

EUA 1 - O USDA elevou a produção de algodão dos EUA em 2025/26 para 3,32 milhões tons, com área colhida expandindo 6% para 3,5 milhões ha, mesmo com rendimento caindo 1%, para 907 kg/ha. Estoques finais subiram para 1,05 milhão tons.

EUA 2 - 54% da área de algodão nos EUA foram classificadas como boas/excelentes pelo USDA. Na mesma semana em 2024, esse percentual era de 45%.

China 1 - O Ministério da Agricultura da China manteve as projeções para 2025/26, com estoques finais de 8,23 milhões tons. Produção e consumo permaneceram em 6,25 milhões tons e 7,4 milhões tons, respectivamente.

China 2 - A safra de algodão em Xinjiang, na China, avança moderadamente para esta época do ano. As condições de temperatura e umidade seguem favoráveis ao desenvolvimento da lavoura.


Bangladesh 1 - O governo bengalês busca renegociar a tarifa de 35% com os EUA até 1º de agosto. A ameaça da taxação já desvia pedidos para outros mercados e leva compradores a rever contratos.

Bangladesh 2 - Bangladesh importou 123,3 mil tons de algodão em junho, queda frente a mai/25 e jun/24, com a Zona do Franco Africano liderando as entregas (38%). Brasil (28%), Índia e EUA (13% cada) completaram os principais fornecedores.

Bangladesh 3 - No acumulado dos últimos 11 meses, Bangladesh importou 1,52 milhão tons de algodão (+11% ante 2023/24). A Zona do Franco Africano forneceu 40%, a Austrália 24% e o Brasil, 16%.

Índia 1 - Até 11/jul, a área plantada de algodão na Índia totalizou 9,3 milhões há, 200 mil ha abaixo do registrado na mesma data em 2024 (9,5 milhões ha). A área total prevista é de 12 milhões há.

Paquistão 1 - O Paquistão mantém a produção estimada para 2024/25 entre 1,1 a 1,3 milhão tons de pluma, com lavouras se desenvolvendo de forma satisfatória na maior parte do cinturão do algodão.

Indonésia 1 - EUA e Indonésia fecharam acordo reduzindo de 32% para 19% a tarifa sobre produtos indonésios. Produtos reexportados de países com tarifas mais altas estarão sujeitos a ambas as taxas, embora as exportações dos EUA seguem sem tarifas.

Indonésia 2 - A Indonésia se comprometeu ainda a comprar US$ 4,5 bi em produtos agrícolas dos EUA, com 63 mil tons de algodão (US$ 215 mi) já especificadas, segundo fontes locais. Detalhes sobre prazos e cotas individuais aguardam anúncio oficial.


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 41,3 mil tons na segunda semana de julho. A média diária de embarque é 36,9% menor que no mesmo período em 2024.


Colheita 2024/25 - Até o dia de ontem (17/07) foram colhidos no estado da BA (39%), GO (43,11%), MA (30%), MG (45%), MS (44%), MT (5%), PI (50%), PR (95%) e SP (93%). Total Brasil: 14,92%.


Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (17/07) foram beneficiados nos estados da BA (15%), GO (10,7%), MA (4%), MG (15%),MS (9,3%), MT (0,2%), PI (22%) PR (80%) e SP (65%). Total Brasil: 4,39%.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇
Quadro de cotações para 17-07


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Cotton Trip com marcas parceiras reforça o elo entre a indústria e o algodão brasileiro

Experiência no campo reuniu empresas de moda nacional para vivência com foco em rastreabilidade e conexão com a origem da matéria-prima.

18 de Julho de 2025

Dando continuidade à programação da Cotton Trip 2025, o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), promoveu na última quarta-feira (16) um dia de campo exclusivo com representantes de marcas parceiras. A imersão aconteceu em Cristalina (GO), na Fazenda Pamplona do Grupo SLC Agrícola, e reuniu cerca de 30 convidados de 27 marcas, além de dois representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).


A iniciativa integra o pilar de relacionamento do movimento, que tem o objetivo de fortalecer as conexões entre o campo e a indústria da moda, promovendo diálogo, troca de conhecimento e transparência ao longo da cadeia produtiva do algodão.


Estiveram presentes representantes das marcas Aramis, Veste S.A Estilo, C&A, Renner, Pernambucanas, Riachuelo, Calvin Klein, Teka, Emy Têxtil, UniAlpha Uniformes, Alpha Uniformes, Pangeia, FAU Estonados, Malha do Campo, Faciliti Moda Pós-Cirúrgica, Almagrino, Azzas2154 e Grupo Soma.


Kamila Garantizado, especialista em Sustentabilidade da Lojas Renner S.A, considera a viagem um evento conduzido com muita sensibilidade, alinhado com os propósitos da empresa. “A Renner marca presença em todas as edições da Cotton Trip, reconhecendo esse momento como uma oportunidade única de imersão, networking e aprendizado. Trata-se de uma conexão essencial com um elo da cadeia produtiva que, embora mais distante do nosso negócio, impacta diretamente os indicadores socioambientais que monitoramos e gerimos com responsabilidade”, diz.


"Foi uma experiência enriquecedora, repleta de aprendizados. Considero essencial comunicar e educar o consumidor final sobre o valor e a qualidade do produto nacional. Além disso, aqui na Cotton Trip tenho o privilégio de contar com uma equipe maravilhosa, sempre muito atenciosa”, declarou Luisa Cattacini, Analista Sênior Sustainable Supply Chain da C&A Brasil.


A programação incluiu apresentações institucionais sobre o algodão brasileiro, práticas ESG da SLC Agrícola, o sistema de beneficiamento da fibra e as iniciativas da Abrapa, com visitas ao campo de algodão e à algodoeira. O grupo finalizou a experiência com um encontro na sede da Abrapa, em Brasília, onde puderam conhecer o Centro Brasileiro de Referência em  Análise de Algodão (CBRA) e também as estratégias de rastreabilidade e os caminhos da valorização da fibra junto à moda nacional.


“É no relacionamento com as marcas que conseguimos construir uma moda mais responsável e conectada à origem da matéria-prima. Ver essas empresas no campo, ouvindo produtores e compreendendo todo o cuidado por trás da pluma, fortalece o nosso propósito de unir todos os elos da cadeia por meio da informação, da confiança e da ação”, afirma Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão.


“Participar da Cotton Trip foi uma experiência  enriquecedora, tanto no aspecto profissional quanto pessoal. Ter a oportunidade de acompanhar de perto a cadeia produtiva, visitar uma fazenda de algodão, conhecer a sede da Abrapa e observar o processo de beneficiamento na algodoeira foi único e reforçou ainda mais o meu orgulho pelo setor e pelo nosso trabalho. Essa vivência reforça o valor do produto nacional e destaca a importância de apoiarmos programas como o Sou de Algodão e SouABR. Só tenho a agradecer pela experiência”, menciona Ana Luiza Paruolo, Coordenadora de Compras na Calvin Klein.


O evento faz parte das estratégias do movimento e da Abrapa para aproximar cada vez mais os diferentes setores da indústria. Atualmente, o Sou de Algodão conta com mais de 1.800 marcas parceiras, representando setores diversos e atuando em todo o Brasil, das passarelas ao varejo, das pequenas confecções a grandes redes de distribuição.


Além de Ana Luiza Paruolo e Kamila Garantizado, Alexandre Colombo, Coordenador de Marketing da TEKA, também relata a importância do evento para reforçar o compromisso com matérias-primas de origem responsável. “Ficamos impressionados com o nível de controle de qualidade, responsabilidade socioambiental e compromisso com a sustentabilidade presentes em todas as etapas da produção. Acreditamos no potencial do algodão brasileiro e na importância de integrá-lo às nossas linhas de cama, mesa e banho, tanto no varejo quanto no setor de hotelaria, promovendo produtos de alta qualidade, sustentáveis e 100% nacionais”.


“É ótimo ver o envolvimento das marcas com o movimento e com a Abrapa. A Cotton Trip é uma oportunidade de mostrar, na prática, que o algodão brasileiro é produzido com seriedade, rastreabilidade e compromisso com a responsabilidade. Essa conexão direta inspira decisões mais conscientes e cria valor para toda a cadeia”, reitera Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão.

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