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Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro - Agosto de 2025

09 de Setembro de 2025

Foi publicado pela Abrapa nesta terça-feira, 09/09, o primeiro relatório de qualidade do algodão brasileiro na safra 2024/2025.

Até o dia 31 de agosto 5.567.300 foram analisados pelos 13 laboratórios que integram o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). A previsão para esta safra é atingir 18.516.196 fardos diagnosticados.

Com volume 8% superior ao do mesmo período do ano passado, o índice de resistência acima de 32 STR, ganhou destaque entre as qualidades analisadas. Outro dado que apresentou aumento foi o de comprimento da fibra, que nesta safra que do total analisado já registrou 15,37% do volume de fibras longas, com comprimento acima de 1,2 UHML.

Confira todos os detalhes no Relatório de Qualidade da Abrapa de através do link:

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Relatorio-de-Qualidade-safra-24-25-31.08.25.pdf

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Classificação de contaminantes é tema de workshop promovido pela Abrapa, em Minas Gerais

Curso realizado na sede da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) uniu conhecimento e prática em análise do algodão

08 de Setembro de 2025

Nos dias 2 e 3 de setembro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu na sede da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) o Workshop de Classificação de Contaminantes em Pluma. Unindo conhecimento e prática, o curso instruiu 22 profissionais de qualidade sobre a metodologia de análise que é adotada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Sendo uma referência universal, a metodologia que é utilizada em arbitragens comerciais e garante a qualidade das melhores fibras produzidas no mundo há mais de 10 anos. Participaram do workshop representantes de tradings, laboratórios, associações estaduais e da indústria têxtil.


Anicézio Resende, gerente da Minas Cotton, Central de Classificação de Fibra de Algodão da Amipa, elogiou o workshop e destacou a importância da parceria entre as entidades. “A parceria entre a Abrapa e a Amipa reforça o compromisso do setor com a qualidade e a transparência do algodão brasileiro. Foi um momento muito rico de troca de experiências, aprendizado técnico e alinhamento de estratégias que fortalecem toda a cadeia produtiva.”, afirmou Resende.


De acordo com o Gerente de Qualidade da Abrapa, Deninson Lima, responsável por ministrar o curso, “o workshop foi muito importante para esclarecer aos representantes da cadeia sobre os gargalos gerados pela ausência de um padrão para classificação de contaminantes e a importância dessa especificação para o algodão brasileiro”.


Transparência que valoriza o algodão brasileiro


A contaminação da pluma é um problema recorrente na produção do algodão. No caso brasileiro, os contaminantes mais comuns são o plástico, a casca da semente, restos de caule, capim e picão, que impactam diretamente o rendimento da indústria de fiação e a qualidade final do fio. O fato de o Brasil ainda não adotar um padrão chamou atenção dos participantes do workshop, que concordaram que a falta de dados e de padronização geram um impacto negativo para a comercialização do algodão brasileiro.


Para Deninson Lima, “Com a falta de transparência em relação aos contaminantes os compradores tendem a pagar menos e em alguns casos, utilizar o algodão brasileiro em menor quantidade, pois têm o receio da pluma acabar por comprometer o processo de fiação e terem prejuízos. Wokshops como esse, que reúnem classificadores, técnicos e industriais, são ainda mais importantes, por alinhar critérios enquanto não adotamos o padrão mundial.”


A ausência de dados regionais sobre contaminantes na pluma dificulta a adoção de medidas mais eficazes para reduzir o problema. Sem uma base estatística, produtores e unidades de beneficiamento ficam sem parâmetros claros para identificar e combater as causas da contaminação, comprometendo a qualidade da fibra e, consequentemente, seu valor de mercado.


Programa de qualidade da Abrapa


A realização do Workshop de Classificação de Contaminantes em Pluma faz parte do plano de ação de qualidade da Abrapa. Em parceria com as associações estaduais, a entidade tem realizado cursos, workshops, dias de campo e missões internacionais focados na melhoria e valorização da fibra brasileira.


Para Resende, a iniciativa coloca o Brasil em sintonia com os melhores padrões globais de qualidade da fibra, “Essa ação, somada as práticas que já tivemos a oportunidade de conhecer em treinamentos nos Estados Unidos, coloca o Brasil em sintonia com os melhores padrões globais e em posição de destaque entre os países fornecedores de fibra. Também oferece segurança ao produtor para adotar medidas de mitigação em todas as etapas da produção, o que contribui para a melhoria contínua da qualidade do algodão brasileiro.”


E completou: “Os esforços da Abrapa pela melhoria da qualidade da fibra brasileira fortalecem a imagem do nosso algodão no mercado internacional, transmitindo transparência, responsabilidade e evolução constante em boas práticas. Isso gera mais confiança entre os compradores e amplia a competitividade do produto brasileiro”.

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O sucesso do algodão brasileiro no mundo passa por tecnologia e inovação

Programação técnica e científica do 15º CBA terá formato inovador e promete surpreender com novidades para o setor algodoeiro

05 de Setembro de 2025

Em 2024, o Brasil se tornou o terceiro maior produtor de algodão do mundo, conquista que resultou na liderança do país no ranking global de exportações da fibra. Esses resultados impactam positivamente a economia e impressionam os consumidores finais dos produtos de algodão. Mesmo com esse desempenho expressivo, ainda se fala pouco sobre o vasto caminho técnico e científico percorrido por pesquisadores de todo o Brasil até que o país atingisse esse patamar de produtividade da pluma.


Com o objetivo de dar visibilidade a esses temas e aproximar o grande público da realidade do setor, o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) trará, em sua 15ª edição, conteúdo de qualidade sobre os processos científicos que estão por trás do sucesso da pluma brasileira. O evento acontecerá de 22 a 24 de setembro de 2026, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). A estrutura contará com plenárias, hubs de conteúdos técnicos simultâneos e workshops, tornando a produção científica mais acessível aos interessados no setor e explorando os diversos tópicos que envolvem a cadeia produtiva da fibra.


De acordo com o coordenador da Comissão Científica do CBA, Rafael Galbieri, “O CBA é o momento em que a comunidade científica tem a possibilidade de se reunir e discutir temas relevantes que possam impulsionar a cultura de forma sustentável no Cerrado brasileiro, garantindo produção e qualidade da fibra. O congresso irá proporcionar todo o suporte para que esse ambiente técnico-científico aconteça em sua plenitude, com diferentes temáticas envolvendo pesquisadores, produtores, técnicos, consultores, professores e estudantes.”


A marca de Minas Gerais na cotonicultura


Minas Gerais, estado que receberá o CBA em 2026, também vem se destacando na cotonicultura brasileira pelo desenvolvimento técnico e científico aplicado em suas lavouras, com foco em sustentabilidade. A Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) tem se consolidado como celeiro de projetos ligados à agroecologia e ao manejo integrado de pragas, bem avaliados pelo setor agrícola nacional.


Sobre a plantação de algodão em Minas Gerais, o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Fernando Lamas, explicou que “O cultivo do algodoeiro em sistema plantio direto atualmente utilizado por muitos produtores é um resultado significado da pesquisa brasileira. No caso específico do Norte de Minas, cultivares adaptadas à região e o sistema de produção adaptado às condições locais contribuíram para viabilidade da cultura na região.”


Os cotonicultores da região Norte de Minas, que já foi uma das maiores produtoras de pluma do país, estão retomando seu espaço no cenário nacional com o apoio da biotecnologia e de outras técnicas. Desde 2014, por exemplo, a Amipa mantém uma biofábrica de macro-organismos, liberados nas lavouras por meio de drones para auxiliar no controle biológico das pragas do algodoeiro. Esse processo tem reduzido o uso de defensivos agrícolas, gerando ganhos ambientais e econômicos para os produtores.


Segundo o presidente da Amipa, Daniel Bruxel, “A programação científica do Congresso Brasileiro de Algodão é fundamental para o fortalecimento da cotonicultura em Minas Gerais. Os temas abordados são atuais, com foco em sustentabilidade e inovação, o que coloca o algodão na vanguarda tecnológica do campo”.


Bruxel afirma que uma das razões de sucesso do CBA é a capacidade do evento em unir diversos temas científicos que ajudam os produtores a ultrapassarem obstáculos inerentes à cotonicultura. “O êxito do Congresso está na capacidade da comissão organizadora de reunir, em um único evento, conteúdo técnico e científico de alto nível aliado a temas de gestão e mercado, oferecendo ao produtor ferramentas completas para enfrentar os desafios da cotonicultura”, completou.


Legado para o algodão brasileiro


Na edição de 2024, realizada em Fortaleza (CE), o CBA contou com mais de 4.200 participantes, 114 palestrantes, 19 hubs temáticos e 288 trabalhos científicos apresentados.


Para Galbieri, “O Congresso é o maior e o mais importante evento da cotonicultura brasileira. A expectativa para 2026 é de um congresso ainda maior, impulsionado pela grandeza que estamos presenciando na produção nacional de algodão. O evento é uma oportunidade única de relacionamentos e atualizações do ponto de vista técnico da cultura.”


Os especialistas do CBA 2026


Na próxima edição, a Comissão Científica será composta por 11 especialistas, responsáveis por selecionar pesquisadores de todo o Brasil para apresentarem trabalhos relacionados a temas de interesse do setor. Em 2024, foram contempladas oito áreas de conhecimento, com destaque para a agricultura digital e a biotecnologia.


Fernando Lamas, acredita que o CBA reúne os diferentes elos da cadeia do algodão o que permite uma rica troca de experiências. “Sob o ponto de vista técnico científico o CBA reúne pesquisadores e técnicos que estão envolvidos diretamente com a produção de algodão no Brasil e no Exterior. São apresentados e discutidos resultados de pesquisas que ao serem incorporados aos sistemas de produção proporcionam melhorias significativas na produtividade e qualidade do algodão produzido, além da preservação ambiental. O intercâmbio entre pesquisadores é algo muito relevante, pois além de permitir troca de experiência, proporciona o conhecimento sobre o que está sendo trabalhado na área técnica-científica.”


Rafael Galbieri explicou que congressistas do CBA cada vez mais participam do evento na expectativa de encontrar informações seguras e atuais que possam ser utilizadas diretamente nas unidades de produção. “A produção de algodão em clima tropical é complexa e muito dinâmica. Temos ainda grandes desafios pela frente”, pontuou.


Conheça os nomes que irão compor a Comissão Científica do CBA:




  1. Rafael Galbieri, do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA);

  2. Odilon Reny Ribeiro Ferreira Silva, da Embrapa Algodão;

  3. Fernando Mendes Lamas, da Embrapa Agropecuária Oeste;

  4. Juan Piero Antonio Raphael, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros, da Universidade de São Paulo (USP – ESALQ);

  5. Joao Paulo Saraiva Morais da Embrapa Algodão;

  6. Ana Luiza Dias Coelho Borin, da Embrapa;

  7. Jacob Crosariol Netto, do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA);

  8. Martha Viviana Torres Cely, da Universidade Federal do Mato Grosso, (UFMT);

  9. Cezar Busato, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa);

  10. Fábio Oliveira Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa);

  11. Rodrigo Lima, da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa).


CBA 2026


A 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) acontecerá de 22 a 24 de setembro de 2026, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Reconhecido como o maior congresso da cadeia produtiva do algodão, o CBA reúne milhares de participantes, incluindo produtores, pesquisadores, empresas, autoridades e profissionais da indústria têxtil e do agronegócio.


Com uma programação técnica e estratégica, o congresso promove debates sobre inovação, sustentabilidade, mercado e tendências, além de oferecer amplo espaço para networking e oportunidades de negócios.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 05/09/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #35/2025 

05 de Setembro de 2025

Destaque da Semana - Após chuvas no Texas, cotações fecharam em queda esta semana com o contrato Dez/25 atingindo nova mínima histórica em 66,05 c/lb em 2/Set. O mercado permanece apático, diante de um quadro de oferta abundante e demanda tímida. Atenções voltadas à safra dos EUA e aos movimentos técnicos do mercado.

Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 04/set cotado a 66,20 U$c/lp (-1,6% vs. 28/ago). O contrato Dez/26 fechou em 68,97 U$c/lp (-0,7% vs. 28/ago).

Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 729 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 04/set/25.

Altistas 1 -Mesmo que da “mão para a boca”, a demanda se fortalece à medida que as cotações caem. Compras ativas de Índia, Bangladesh, Paquistão e China foram relatadas esta semana.

Altistas 2 - As condições das lavouras nos EUA recuaram esta semana, de 54% Boas+Excelentes para 51% esta semana. O número, entretanto, está bem acima dos 44% da safra passada.

Altistas 3 - Ainda nos EUA, chuvas em agosto foram poucas. Tirando o último fim de semana, setembro segue no mesmo ritmo seco, e esta semana também sem precipitações. Umidade do solo e do subsolo indica seca.

Altistas 4 - Com preços mínimos no país em torno de US$ 90c/lp e a remoção das tarifas de 11% de importação de algodão até dezembro, a demanda indiana deve seguir aquecida por algodão importado. A corrida para cumprir o prazo de chegada no país de 31/Dez será grande.

Baixistas 1 - O mercado está de olho nos números que serão divulgados no relatório de Setembro do USDA no próximo dia 12. Um número chave é a produção dos EUA, que no relatório de agosto foi estimada em 13,2 milhões de fardos. O NCC prevê um número maior que o de agosto do USDA.

Baixistas 2 - A China está pouco ativa nas importações há algum tempo, e essa nova cota de processamento não ajuda muito. Com a safra local devendo passar de 7 milhões de toneladas novamente, as cotas visam garantir mercado ao algodão local, que é mais caro que o importado.

Baixistas 3 - Permanece grande a diferença líquida entre vendas e compras on-call (não fixadas). Atualmente, há quase 4 milhões de fardos em compras não fixadas a mais que vendas, o que pode gerar pressão vendedora adicional à medida em que o mercado se aproxima do First Notice Day, em 21 de novembro.

Baixistas 4 - Apesar de uma eventual retirada de tarifas dos EUA ser altista para o mercado, decisão de um tribunal de apelações nos EUA, que considerou ilegítimas as tarifas impostas na era Trump, adicionou instabilidade ao mercado.

Logística - Abrapa, Ampa e Aprosoja realizam o 1º Fórum Geopolítica e Logística dia 10/set em Brasília. Em pauta, competitividade, logística e exportações no contexto geopolítico global: https://abrapa.com.br/evento/forum-geopolitica-e-logistica/

Índia 1 - O Brasil é o principal exportador de algodão para a Índia. Esse resultado é surpreendente, considerando que, até o ano passado, o Brasil era coadjuvante no mercado indiano.

Índia 2 - De out/24 a jul/25, a Índia importou 552 mil tons, das quais 147 mil tons saíram do Brasil. As nações do oeste da África juntas exportaram 143 mil tons, os EUA 112 mil tons e a Austrália, 103 mil tons. (Fontes do setor privado).

China 1 - Após um verão calmo, houve retomada da demanda física, com compras modestas principalmente de algodão brasileiro. Esse movimento ajudou a firmar levemente o basis do Brasil.

China 2 - A limitada cota de importação anunciada (200 mil tons) deverá ser direcionada em grande parte para algodão Brasileiro, já que até o momento o algodão dos EUA está sujeito a 45% de tarifa adicional na China.

China 3 - O fio produzido na China continua mais barato que o importado, o que reduz a demanda chinesa por importações. Isso está prejudicando exportadores de fio em toda a Ásia, especialmente no Vietnã, Paquistão e Índia.

China 4 - Condições favoráveis nas lavouras de Xinjiang reforçam a expectativa de grande safra local, limitando o espaço para importações em larga escala.

Vietnã - No Vietnã, fiações estão buscando algodão dos EUA contando com a aprovação da "Buying American Cotton Act". Lotes brasileiros e australianos seguem atraindo interesse por terem preços competitivos.

Austrália - A ABARES prevê área plantada de algodão de 461 mil ha na safra 2025/26 (-11% vs 2024/25), com redução principalmente em Nova Gales do Sul devido à menor disponibilidade e preços mais altos da água para irrigação.

Luto na moda - Faleceu nesta madrugada, aos 91 anos, o estilista italiano Giorgio Armani, um dos maiores nomes da moda mundial. Criador de uma alfaiataria minimalista, porém elegante, Armani ergueu um império da moda e se tornou sinônimo de sofisticação. Um dos grandes adeptos do uso do algodão na alta costura, Armani lançou em 2023 um projeto de cultivo de algodão regenerativo no sul da Itália.

Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 77,5 mil tons em agosto/25. A média diária de embarque foi 30,7% menor que no mesmo mês em 2024.

Colheita 2024/25 - Até ontem (04/09), foram colhidos no estado da BA 83,6%, GO 91,16%, MA 100%, MG 88%, MS 100%, MT 92%, PI 100%, PR 100% e SP 97,5%. Total Brasil: 90,83%

Beneficiamento 2024/25 - Até ontem (04/09), foram beneficiados nos estados da BA 48%, GO 52,6%, MA 25%, MG 50%, MS 55%, MT 24%, PI 43,4%, PR 100% e SP 95%. Total Brasil: 30,65%.

Preços - Consulte tabela abaixo ⬇

Quadro de cotações para 04-09

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Agricultura regenerativa será tema da 20ª edição do Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto

Evento de lançamento marcou o início dos preparativos para o 20º Encontro Nacional e 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto, que acontecerão em julho de 2026

05 de Setembro de 2025

Na última quinta-feira, 04/09, foi realizado o Lançamento Oficial do 20º Encontro Nacional e do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto, na sede nacional da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja), em Brasília. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) é uma das entidades promotoras dos encontros realizados pela Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (FEBRAPDP), marcados para os dias 07, 08 e 09 de julho de 2026, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, também na capital federal.


Em 2026, o tema será “O sistema do plantio direto como base da agricultura regenerativa” e pretende reunir mais de 1.200 participantes entre produtores rurais, consultores, empresários e pesquisadores. Os Encontros acontecem a cada dois anos e são espaço já consolidado para a troca de experiências e atualização constante da cadeia produtiva. A última edição ocorreu em 2024, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, na região agrícola do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).


De acordo com o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, “A realização desses encontros incentiva o produtor a adotar o sistema plantio direto nas suas lavouras, por esclarecer os benefícios que o sistema agrega à produção. Além de gerar equilíbrio com o meio-ambiente, o sistema também diminui o uso de insumos e aumenta a produtividade a médio e longo prazo. Para os produtores de algodão, a adoção do plantio direto tem trazido resultados muito positivos, além do valor agregado que a agricultura regenerativa traz à matéria-prima brasileira”.


Para o presidente da FEBRAPDP, Jônadan Ma, “O foco do evento é mostrar que é possível produzir com mais qualidade e com menor carga de agroquímicos, menor carga de fertilizantes, aumentando a massa biologia do solo. Tudo isso melhorando principalmente a rentabilidade do produtor. Neste sentido, a presença da Abrapa vai ser essencial para mostrar que é possível também cultivar o algodão no sistema plantio direto”.


Plantio Direto no Brasil


O plantio direto consiste no revolvimento mínimo do solo, que deve ser coberto a palhada da cultura anterior, com deposição das sementes e fertilizantes em um sulco estreito. O manejo conservacionista integra as práticas da agricultura regenerativa, a sua utilização diminuir o impacto na terra e promover uma maior integração das lavouras com o meio-ambiente.


No Brasil, o plantio direto é utilizado há pelo menos 50 anos, e hoje soma mais de 36 milhões de hectares no país, demonstrando o alto engajamento dos produtores brasileiros com as práticas regenerativas. Mesmo assim, especialistas avaliam que ainda há oportunidade para a sua expansão, principalmente aliada ao uso de bioinsumos e à agricultura de precisão.


Relação do manejo com a cotonicultura


De acordo com os indicadores de sustentabilidade do International Cotton Advisory Committee (ICAC), o Brasil é líder mundial em plantio direto no algodão. Apesar do plantio direto ser um manejo mais desafiador para a cultura do algodoeiro, 75% da área plantada da pluma no país é cultivada em plantio direto.


Segundo o Chefe da Divisão de Agricultura Conservacionista do Ministério da Agricultura, Maurício Carvalho, “A cultura do algodão foi uma das que mais teve dificuldades em entrar no sistema plantio direto, porque os restos de algodão eram queimados numa tentativa de eliminar o bicudo-do-algodoeiro. O que dificultava a cobertura e empobrecia o solo”


Carvalho ainda reiterou que a agricultura é um processo evolutivo e que algodão faz parte do desenvolvimento tecnológico do plantio direto, “A agricultura evoluiu e hoje, para o bem do agricultor, do bem da natureza, da terra, a cultura adotou o plantio direto. De uma forma muito profissional, porque a agricultura praticada no Cerrado Brasileiro é de alta tecnologia e olha para o meio-ambiente, para as águas e para o sistema como um todo. Essa resiliência aproxima a agricultura da natureza. A cotonicultura teve esse papel no desenvolvimento tecnológico e ela hoje ensina e expande o plantio direto.”


Atualmente, o plantio direto é um dos requisitos avaliados pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), nas unidades produtoras da pluma que são certificadas.


Para saber mais informações sobre o 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto e do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio direto, acesse:
www.plantiodireto.org.br

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Grupo de Técnico de Sustentabilidade se reúne na Abrapa para promover alinhamento e atualizar principais avanços

Encontro contou com a presença de representantes de sete associações estaduais e tratou de temas relacionados a ESG e à implementação de programas ABR e Better Cotton

04 de Setembro de 2025

Entre os dias 26 e 28 de agosto, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reuniu seu Grupo Técnico de Sustentabilidade para um alinhamento sobre as principais iniciativas nas áreas de meio-ambiente, desenvolvimento social e governança (ESG) da entidade. Formado por especialistas das associações estaduais da Bahia (Abapa), Goiás (Agopa), Maranhão (Amapa), Mato Grosso (Ampa), Mato Grosso do Sul (Ampasul), Minas Gerais (Amipa) e Piauí (Apipa), além de diretores executivos, o GT é responsável pela implementação de programas como Algodão Brasileiro Responsável (ABR), em benchmark com a organização internacional Better Cotton.


“O Grupo Técnico se reúne periodicamente, como parte da estratégia de fortalecer a cotonicultura responsável no Brasil promovida pela Abrapa, que, pelo menos uma vez por ano, realiza o encontro de forma presencial”, explica Fabio Carneiro, Gerente de Sustentabilidade da Abrapa. Uma oportunidade para trocar experiências, definir ações para a safra 2025/2026 e apresentar projetos desenvolvidos por cada associação.


Materialidade do ABR e atualizações do Better Cotton


A materialidade do Programa ABR, definida por seis eixos prioritários, foi um dos assuntos centrais do encontro. Os participantes analisaram cada um dos temas e deram exemplos de práticas relacionadas a saúde do solo, desenvolvimento regional, adaptação e mitigação climática, manejo integrado de pragas, conservação da biodiversidade e gestão de recursos hídricos.


De acordo com Carneiro, a construção da matriz de materialidade do ABR se deu após uma pesquisa com diferentes atores da cadeia têxtil global “e o workshop foi um momento de ver como esses conceitos podem ser mensurados e incentivados em campo.” A apresentação, seguida por uma dinâmica, foi facilitada pela Lamparina, consultoria especializada em comunicação e sustentabilidade.


Produtores que fazem parte do programa ABR são auditados por certificadoras internacionais independentes e, durante o processo, podem optar pelo licenciamento Better Cotton. A atualização dos critérios do padrão global para o novo ciclo também foi tratada na programação, que teve a participação do Gerente Sênior de Programas para a América Latina, João Rocha.


Interação com o Comitê ESG


Os técnicos e gerentes do Grupo Técnico de Sustentabilidade também se reuniram com os produtores que compõem o Comitê ESG da Abrapa. Na ocasião, foi destacada a importância do programa ABR neste momento de protagonismo do algodão brasileiro no mercado internacional. O Brasil é o maior exportador mundial de algodão desde a safra 2023/2024.


Durante o debate, foram desenhadas ações conjuntas para evidenciar práticas sustentáveis adotadas por fazendas brasileiras e enfrentar os desafios nas áreas sociais, ambientais e de boas práticas agrícolas. De acordo com o CEO da Fazenda Santa Colomba e conselheiro da Abapa, Miguel Prado, "essa interação foi importante para alinhar as necessidades técnicas com as expectativas de ESG da Abrapa".


Associações estaduais apresentaram projetos


A agenda ainda incluiu a apresentação de exemplos de melhores práticas de sustentabilidade adotadas pelas associações que participaram do evento.


A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) apresentou ações com foco na redução do uso de defensivos químicos, proteção da biodiversidade e apoio às comunidades locais. Uma das estratégias adotadas, segundo a gerente de sustentabilidade da entidade, Yanna Costa, foi a criação de equipes de monitoramento ambiental para auxiliar produtores na prevenção de incêndios e da caça ilegal de animais silvestres. Em outro projeto, de recuperação de nascentes, o trabalho da associação garante acesso à água para cerca de 80 famílias de pequenos e médios agricultores no semiárido baiano. A Abapa também apoia o Parque Vida Cerrado, primeiro centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Desde 2006, o projeto restaurou mais de 200 hectares com o plantio de cerca de 200 mil mudas de espécies nativas do Cerrado. 80 famílias de agricultores familiares o acesso a recursos hídricos, fundamentais para quem vive no semiárido baiano. Além desses projetos, a Abapa passou a apoiar o Parque Vida Cerrado, o primeiro centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental da região do Matopiba.


Já a Associação Goiana de Produtores de Algodão (Agopa) compartilhou os resultados alcançados pelo Plano de Monitoramento da Biodiversidade. A implementação de políticas internas para proteção das espécies nativas de fauna e flora, promoveram a conscientização sobre a importância de manter áreas de refúgio ecológico dentro das fazendas, e garantiram segurança e habitat adequado para as espécies da fauna e flora locais.


Os participantes receberam uma cartilha sobre Mudanças Climáticas, um dos temas materiais do programa ABR, tem o intuito de incentivar o engajamento no assunto e reforçar a sua importância no âmbito da cotonicultura brasileira.


A cartilha está disponível no link:  https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/08/LAMPARINA_ABR_Cartilha_Mudancas_Climaticas_Digital.pdf


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sou de Algodão divulga o 4º Desafio em universidades parceiras de São Paulo e Goiás

Os encontros reuniram estudantes de Design de Moda para discutir moda responsável, inovação e o lançamento da 4ª edição do concurso em parceria com a Casa de Criadores

02 de Setembro de 2025

O Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou, entre os dias 26 e 28 de agosto, uma maratona de palestras em universidades parceiras dos estados de São Paulo e Goiás, conduzidas por Manami Kawaguchi Torres, gestora de Relações Institucionais do movimento. As atividades tiveram como foco o lançamento do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, considerado o maior concurso brasileiro para estudantes da área de moda e têxtil.


De acordo com Manami, esses encontros são essenciais para a formação dos futuros profissionais do setor. “O movimento Sou de Algodão acredita no poder das novas gerações para transformar a indústria. Cada palestra é uma oportunidade de inspirar e provocar reflexões, mostrando que o algodão vai muito além da fibra; ele é cultura, inovação e responsabilidade. O Desafio é um convite para que os estudantes unam propósito e criatividade em coleções que trazem o algodão como protagonista”, afirma.


Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo


Na terça-feira (26), a maratona começou com palestras em dois períodos para os estudantes de Moda da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.


No turno da manhã, o encontro contou com a presença do estilista Érico Valença, semifinalista do 2º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, que compartilhou a sua experiência no concurso e destacou a importância da participação estudantil. “A minha carreira na moda autoral começou com o Desafio, e até hoje grande parte da produção das minhas coleções só é possível graças ao apoio do movimento. Estar nesse encontro foi muito especial, porque me permitiu compartilhar essa experiência com os estudantes. Espero que eles se sintam motivados a aproveitar essa oportunidade e a enxergar o algodão como um aliado criativo e responsável”, destaca o estilista.


Já no período noturno, os alunos tiveram a oportunidade de interagir com André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, que reforçou que espera muita autenticidade e diversidade nessa quarta edição. "As palestras que divulgam o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores têm sido fundamentais, pois aproximam os estudantes da realidade do mercado, os inspiram a participar do concurso e a enxergar a moda de forma mais consciente e inovadora. São oportunidades de troca, de apresentar caminhos possíveis e de mostrar como iniciativas como essa podem se tornar portas de entrada para carreiras transformadoras".


“O evento foi muito importante para nós, pois sempre que o Sou de Algodão vem até a universidade, temos a oportunidade de refletir sobre a cadeia produtiva e sobre como ela se conecta com a formação dos estudantes. A parceria com a Casa de Criadores e o concurso é fundamental nesse sentido, já que aproxima os alunos do mercado e mostra de forma prática quais caminhos podem ser trilhados. A presença do Érico Valença foi ainda mais especial, não só por ser nosso ex-aluno, mas também por compartilhar sua visão autoral, que une moda, tecnologia e estilo de vida”, destaca Claudia Regina Martins, docente do curso. “Isso despertou grande interesse nos estudantes, que puderam entender melhor a transição entre a academia e o mercado, além de perceberem o apoio que iniciativas como o Sou de Algodão e a Casa de Criadores oferecem. É muito enriquecedor ver essa complementaridade entre academia, mercado e profissionais, que contribui para o amadurecimento dos alunos e os prepara para a vida real da moda”.


Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo


Na manhã de quarta-feira (27), foi a vez dos estudantes de Design de Moda da Faculdade Santa Marcelina receberem a palestra de Manami e André Hidalgo. O encontro destacou a trajetória do movimento, sua atuação junto à cadeia têxtil e as oportunidades que o Desafio pode oferecer para os futuros criativos, como integrar o line-up oficial da Casa de Criadores, considerado o maior evento da moda autoral no Brasil.


Márcio Ito, docente do curso, ressalta a importância dessa interação entre o movimento e os alunos. “Receber o Sou de Algodão aqui na Faculdade Santa Marcelina é sempre uma grande alegria, porque amplia os horizontes dos nossos estudantes e fortalece a relação entre a criação e a indústria. O movimento tem esse papel fundamental de mostrar as inúmeras possibilidades do algodão na moda, não apenas como matéria-prima, mas como um recurso de valor, ligado à existência, à individualidade e à permanência. Esse contato direto ajuda os alunos a compreenderem a moda como negócio, como arte e como transformação, incentivando-os a pensar de forma empreendedora e criativa para o futuro do setor”.


A presença do movimento na instituição paulistana, que possui tradição na formação de diversos profissionais criativos de destaque, também reforça o vínculo histórico da faculdade com o Desafio. Mateus Cardoso, vencedor da 1ª edição, e Guilherme Dutra, vencedor da 2ª edição, eram estudantes da Santa Marcelina quando participaram do concurso, e hoje, são nomes que seguem construindo suas trajetórias na moda autoral a partir dessa experiência transformadora.


Universidade Salgado de Oliveira, Centro Universo Goiânia


Na quinta-feira (28), pela manhã, a Universo reuniu seus alunos de Moda para uma palestra que abordou a importância do consumo consciente e da responsabilidade socioambiental no setor têxtil. Além disso, os estudantes conheceram em detalhes como se inscrever e participar do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, ampliando as possibilidades criativas dentro do ambiente acadêmico.


“Receber a Manami na Universo Goiânia, para falar do lançamento do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, foi um momento muito especial para o nosso curso. Além de apresentar o projeto com muita clareza e simpatia, ela envolveu os alunos com atenção e entusiasmo, tornando a experiência ainda mais significativa. Contamos também com a presença inspiradora do nosso aluno e meu orientado, Lucas Caslu, vencedor da última edição, o que reforçou ainda mais o potencial transformador dessa parceria. O movimento Sou de Algodão tem um papel fundamental em aproximar nossos estudantes do mercado e em ampliar horizontes, sensibilizando e motivando toda a comunidade acadêmica de forma muito rica e única”, cita Suely Calafiori, coordenadora do curso de Design de Moda da Universo Goiânia. 


O evento também contou com a participação de Lucas Caslu, vencedor da 3ª edição  do Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, e antigo estudante da Universo. Lucas reforçou a importância do apoio do orientador e da estrutura da faculdade no desenvolvimento da coleção apresentada, e incentivou a participação dos alunos presentes nesta quarta edição.


Universidade Estadual de Goiás (UEG), em Trindade/GO


Encerrando a semana, na noite de quinta-feira (28), foi a vez dos estudantes da Universidades Estadual de Goiás (UEG) terem um encontro especial com Manami e com Lucas Caslu, que compartilhou sua trajetória e falou sobre como o concurso foi um divisor de águas em sua carreira, incentivando os alunos a aproveitarem a oportunidade para mostrarem seu talento.


“Na palestra, eu senti de perto o grande interesse dos alunos pelo Desafio. Foi muito especial poder compartilhar minha experiência no 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, contar um pouco da minha trajetória e do desfile deste ano. O público estava cheio de ideias, perguntas e vontade de participar, o que me deixou muito feliz. Essa troca foi muito enriquecedora e me mostrou que o movimento tem despertado cada vez mais curiosidade e engajamento entre os estudantes”, reitera Lucas Caslu, que entrou para o line-up oficial da Casa de Criadores após desfile realizado em julho.


Carla Barros, coordenadora do curso na UEG destaca a importância da parceria com o movimento. “Somos parceiros de longa data do Sou de Algodão, já realizamos visitas técnicas, workshops, e ficamos muito felizes por termos sido escolhidos para receber a divulgação presencial do concurso. Nesta edição, tivemos ainda a participação do Lucas Caslu, que é do nosso estado, compartilhando sua experiência e motivando os alunos. Foi um momento muito enriquecedor e inspirador, pois percebemos o quanto nossos estudantes estão engajados e interessados em participar. Para nós, é uma alegria ver Goiás em destaque”.


Esses encontros reforçam o compromisso do Sou de Algodão em aproximar a academia da realidade da indústria da moda, ampliando o diálogo sobre sustentabilidade, inovação e criatividade. Ao estimular a participação dos estudantes no Desafio e abrir espaço para a troca de experiências com estilistas e profissionais renomados, o movimento fortalece seu propósito de inspirar e formar profissionais conscientes, capazes de construir uma moda mais responsável para o futuro.


O 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores está com as inscrições abertas até o dia 28 de fevereiro de 2026, por meio deste link, e é exclusivo para estudantes matriculados nos cursos superiores de bacharelado, tecnologia ou técnico profissionalizante em Design de Moda ou Design de Produto, Negócios de Moda, Estilismo, Produção de Moda, Modelagem do Vestuário, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil.


 

Abrace este movimento: 


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Fórum Geopolítica e Logística discute soluções para um dos maiores gargalos do agronegócio 

Melhorias na estrutura de escoamento dos produtos brasileiros é pauta do evento organizado pela Abrapa, Ampa e Aprosoja Brasil

01 de Setembro de 2025

Diante da recente reorganização do mercado global, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com a Associação Mato-Grossense de Produtores de Algodão (Ampa), e a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), realizará em Brasília, no próximo dia 10/09, o primeiro Fórum Geopolítica e Logística. O evento irá debater os desafios para o Brasil do futuro: o que é preciso ser feito agora para assegurar a competitividade e viabilizar a exportação dos produtos brasileiros com qualidade, segurança e agilidade.  


Com programação de mais de oito horas de debate, o Fórum faz um paralelo da evolução das cadeias produtivas brasileiras e avanços em logística, sustentabilidade e infraestrutura, de olho na atual conjuntura geopolítica. O evento será divido em dois painéis e uma palestra sênior. Pelo amanhã, representantes do Ministério dos Transportes, Observatório IBI, Marinha e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), tratarão sobre a diversificação dos modais de transporte e escoamento da produção nacional. O segundo painel falará sobre a atuação das agências reguladoras, dos gargalos e obstáculos da infraestrutura de abastecimento do país, com porta-vozes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).   


Como convidados do Fórum, estão representantes do agronegócio e indústria, tomadores de decisão e autoridades governamentais. 


Transporte além das rodovias  


Entre os maiores desafios logísticos que os produtores brasileiros enfrentam está o escoamento das safras, problema que tem início nas vicinais não asfaltadas do interior do país e se estende até os portos, que estão sobrecarregados pela alta demanda do setor exportador. Atualmente, cerca de 60% do volume de grãos é transportado por caminhões, contra aproximadamente 30% em ferrovias e 10% em hidrovias.  


“A produção agrícola brasileira está em constante expansão, porém o sistema de escoamento não consegue acompanhar esse crescimento com eficiência, o que acarreta problemas em toda a cadeia da exportação. Portanto, a realização do Fórum é essencial para discutir a expansão da malha ferroviária, hidrovias e a criação de novas alternativas para transporte interno e escoamento dos produtos nacionais”, observa o Diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.  


“Neste contexto de transformação geopolítica, se faz ainda mais necessária a mobilização de diferentes atores da cadeia produtiva a fim de viabilizar uma matriz que diversifique os modais de transporte, dando segurança e agilidade ao escoamento de toda produção agropecuária brasileira”, avalia o diretor. 


Logística é essencial para competitividade  


Mato Grosso é o estado brasileiro que lidera a produção de soja, algodão e milho. Segundo estudo realizado pela Esalq-LOG em parceria com o USDA, em 2024, transportar grãos Mato Grosso até Xangai, na China, via Porto de Santos, custou em torno de USD 116/tonelada, dos quais 73% (USD 84) corresponderam ao trecho terrestre de aproximadamente 2.000 km até o porto. Os 27% (USD 32) restantes referiram-se à longa viagem marítima até a China. “O transporte interno encarece muito o produto brasileiro. Esse custo elevado está ligado tanto às distâncias quanto à ineficiência gerada pelo escoamento concentrado, e quem acaba pagando por essa conta é o produtor”, afirmou o Diretor Executivo da Associação Mato-Grossense de Produtores de Algodão, Décio Tocantins. 


Para o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, gargalos logísticos atrapalham a competitividade do Brasil e impedem o produtor de continuar crescendo para atender a real demanda global de matéria-prima brasileira. “Os entraves na infraestrutura, como estradas em más condições, portos operando acima do limite e a falta de novos investimentos comprometem a capacidade do país de atender à crescente demanda. Enquanto essas barreiras persistirem, o país continuará perdendo espaço e competitividade em um cenário global que poderia sem muito mais vantajoso para o produtor brasileiro”, explicou Buffon. 


Ex-presidente do BRICS fala sobre geopolítica  


O ex-presidente do BRICS, Marcos Troyjo, encerra a programação com palestra sobre as perspectivas do setor produtivo brasileiro diante dos desafios do cenário econômico mundial. Troyjo é economista, cientista social e professor, durante 10 anos serviu o copo diplomático brasileiro antes de se tornar presidente do BRICS.  


Acesse a programação completa no link:
https://abrapa.com.br/evento/forum-geopolitica-e-logistica/ 

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Abrapa reforça protagonismo do Brasil em encontro latino-americano sobre o algodão

Evento organizado pela FAO discutiu valorização da fibra na região e preparou contribuições para o Dia Mundial do Algodão 2025, que será celebrado em Roma

01 de Setembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) representou o Brasil na VIII edição do Encuentro de Organizaciones Gremiales, realizada na última sexta-feira,29 de agosto. O encontro faz parte do Projeto +Algodón e da Cooperação Sul-Sul Brasil–FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

Participaram do evento representantes dos principais países produtores de algodão da América Latina, como Paraguai, Peru, Bolívia e Brasil. O tema central foi “Oportunidades para a Valorização do Algodão Latino-Americano e Contribuições para o Dia Mundial do Algodão 2025”.

Dia Mundial do Algodão 2025

O evento teve como objetivo preparar uma agenda comum para o Dia Mundial do Algodão (World Cotton Day – WCD 2025), que será celebrado em 7 de outubro, em Roma, sob coordenação da FAO, do ICAC (International Cotton Advisory Committee) e do ITC (International Trade Centre).

Desde 2019, o WCD se consolidou como fórum global de debate sobre o futuro da cotonicultura, com foco em sustentabilidade, inovação e no papel dos países em desenvolvimento na cadeia mundial da fibra.

Brasil apresenta Sou de Algodão e Programa ABR

O Brasil se destacou nas discussões por meio das apresentações da Abrapa. A diretora de Relações Institucionais, Silmara Ferraresi, falou sobre o movimento Sou de Algodão, campanha lançada em 2016 que conecta toda a cadeia produtiva ao consumidor final e reforça o valor da fibra nacional como sustentável e de alta qualidade.

Já o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, apresentou o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que através de um processo de certificação garante rastreabilidade, boas práticas de cultivo e respeito a critérios sociais, ambientais e trabalhistas. Segundo Portocarrero, o principal objetivo da apresentação foi mostrar aos outros países participantes o quanto que o processo de certificação é importante para agregar valor à pluma. “O programa ABR é reconhecido como referência internacional, e foi um dos fatores que serviram para consolidar o Brasil como líder mundial em sustentabilidade na produção de algodão.

O papel do Brasil na cotonicultura latino-americana

Maior exportador global de algodão nos últimos dois anos, e único país da América do Sul a assegurar 100% de rastreabilidade da produção, o Brasil assumiu papel central no encontro. A presença da Abrapa reforçou a imagem do país como principal articulador da agenda latino-americana, com capacidade de levar contribuições sólidas para o cenário internacional.

Ao promover o encontro, a FAO buscou alinhar propostas regionais que possam ser apresentadas de forma conjunta durante o WCD 2025. A estratégia é fortalecer a representação da América Latina no debate global, valorizando o algodão regional não apenas como produto agrícola, mas como ativo econômico e social de grande relevância.

O Encuentro de Organizaciones Gremiales, em sua oitava edição, reforçou a importância da cooperação técnica entre países e a construção de uma narrativa comum que consolide o protagonismo da América Latina nos rumos da cotonicultura mundial.

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Sou de Algodão leva estudantes do Senac SP para experiência imersiva em uma marca de moda

Os estudantes do curso de Design de Moda da instituição paulistana vivenciaram de perto os processos da indústria e refletiram sobre a responsabilidade na cadeia têxtil

29 de Agosto de 2025

Nesta quarta-feira (27), Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), levou estudantes e docentes do curso de Design de Moda da parceira Senac SP para uma experiência imersiva na Veste S.A Estilo, uma das maiores empresas de moda do Brasil. A imersão foi conduzida por Manami Kawaguchi Torres, gestora de Relações Institucionais do movimento, e contou com a presença especial do estilista parceiro João Pimenta, que também é consultor criativo da instituição de ensino.


A programação, que começou no início da tarde, contou com uma apresentação institucional sobre o movimento e sobre a Veste S.A Estilo, além de uma visita guiada por diferentes áreas da empresa, como Estilo, Marcas, Showroom, Tecidoteca, Modelagem e Centro de Distribuição. O grupo também acompanhou uma apresentação detalhada sobre o processo de desenvolvimento de produtos, conectando teoria e prática.


Para Manami Kawaguchi Torres, a aproximação entre o setor e os estudantes é fundamental para construir um futuro mais responsável e criativo na moda. “Nós acreditamos que a transformação da moda responsável passa, principalmente, pelas novas gerações. Estar com os estudantes, compartilhar conhecimento e mostrar como o algodão brasileiro se conecta a toda a cadeia têxtil são oportunidades muito valiosas de inspiração e diálogo”, destacou.


“Para os alunos, é uma oportunidade única estar dentro de uma empresa desse porte e compreender de perto os seus processos. Esse contato ajuda a ampliar a visão deles sobre o que pode ser um negócio de moda, a entender a dimensão que uma marca pode alcançar e o impacto que isso tem no setor. Tenho certeza de que foi uma experiência muito especial para cada um, por terem esse acesso direto a uma empresa com tamanha relevância”, afirma o estilista João Pimenta.


Além da troca de conhecimento, a experiência também proporcionou um olhar abrangente sobre os bastidores da indústria da moda. Ao circularem e conhecerem diferentes setores da empresa, os estudantes do Senac-SP puderam compreender como cada área se conecta, desde a pesquisa de tecidos até a logística de distribuição, entendendo assim, os desafios e as oportunidades do setor.


“Essa visita foi uma oportunidade muito rica de conexão entre o ensino de Design de Moda e o mercado produtivo. Fiquei impressionada com a estrutura e a governança da Veste, que abriu generosamente suas portas e dedicou uma tarde inteira para compartilhar conhecimento com nossos estudantes, professores e com o consultor criativo do curso, João Pimenta. Certamente, toda essa vivência agregou muito ao grupo, que agora terá ainda mais repertório para refletir, absorver e aplicar no desenvolvimento da coleção do Projeto Talentos Senac Moda 2025”, destaca Viviane Torres Kozesinski, docente do curso. “Destaco a forma como a empresa apresentou sua cultura organizacional, seus princípios de sustentabilidade, sua gestão humanizada e transparente, e todo o percurso do produto. São aprendizados de extrema relevância que fortalecem a formação dos futuros profissionais de moda”, completa.


“Receber os estudantes foi muito especial, porque acreditamos que abrir nossas portas é também abrir espaço para novas ideias e reflexões que ajudam a transformar o futuro da moda. A parceria com o Sou de Algodão reforça esse compromisso, já que o algodão é a principal fibra do nosso negócio e, quando cultivado de forma sustentável, representa inovação, transparência e responsabilidade”, reitera Laís Malerba Silveira, gerente de ESG da marca.


De acordo com Manami, o impacto da atividade para a formação dos futuros profissionais é muito importante. “É significativo para os alunos enxergarem, de uma forma concreta, como a indústria funciona por dentro, no dia a dia. Esse contato direto com a prática, aliado à reflexão sobre responsabilidade socioambiental, vai ampliar a visão deles enquanto criadores e futuros profissionais. Acredito que experiências como essa marcam profundamente a trajetória acadêmica e profissional de cada um”, afirma.


A iniciativa reforça o pilar Informacional do Sou de Algodão ao conectar a indústria, instituições de ensino e os estudantes, promovendo conhecimento técnico, inspiração criativa e práticas mais responsáveis na moda brasileira.

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