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Dia Mundial do Algodão: Brasil é referência em exportações e produção sustentável

Desde 2024, país lidera os embarques globais da pluma; certificação e rastreabilidade também são destaques da cadeia produtiva

08 de Outubro de 2025

No Dia Mundial do Algodão, nesta terça-feira (7/10), os produtores celebram a data com dados robustos para a cadeia produtiva. Desde 2024, o Brasil se consolidou como o maior exportador mundial de algodão e terceiro maior produtor mundial da pluma. No ano comercial de 2024/2025, foram produzidas 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas.


Dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura mostram que a cotonicultura está entre as cinco principais culturas agrícolas do país, com o Valor Bruto da Produção (VBP) estimado em R$ 36,6 bilhões até agosto de 2025.


“O algodão é um exemplo do quanto o agro brasileiro pode crescer com tecnologia, sustentabilidade e agregação de valor. Cada hectare cultivado representa emprego, renda e inovação. Conquistamos novos mercados e aumentamos a credibilidade do algodão brasileiro mundo afora. Celebrar o Dia Mundial do Algodão é reconhecer o papel dos nossos produtores e da pesquisa nacional, que colocam o Brasil entre os maiores produtores e exportadores globais”, destacou, em comunicado, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.


Para a safra 2025/2026, a expectativa é de um crescimento de 3,5% na área e de 0,7% na produção, alcançando um recorde de 4,09 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


Mas para chegar a esse status, os cotonicultores investiram não só no aumento da produtividade das lavouras, como também desenvolveram uma série de ações sustentáveis por toda a cadeia de produção.


Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), das fazendas da fibra no Brasil, 83% têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e pela Better Cotton, iniciativas que comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis.


De acordo com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a produção de uma fibra responsável é um dos grandes diferenciais do algodão brasileiro no mercado internacional.


“O consumidor está cada vez mais exigente em relação à preservação ambiental e às práticas de sustentabilidade. Para responder à demanda, grandes marcas têm buscado soluções que estejam alinhadas a esses valores. Nesse contexto, o algodão brasileiro se destaca como uma matéria-prima que une qualidade e sustentabilidade”, destacou Piccoli, em nota.


Diferencial
As marcas que utilizam algodão brasileiro como matéria-prima agregam valor ao produto final devido às características intrínsecas da pluma nacional. A rastreabilidade é garantida por dois programas da Abrapa que têm como objetivo assegurar a transparência e a origem de cada fardo comercializado. O primeiro é o Sistema Abrapa de Identificação (SAI).



A diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, explica: “Todo fardo de algodão produzido no Brasil recebe uma etiqueta que dá acesso às informações sobre a fazenda de origem, certificações, análises laboratoriais das características da fibra, unidades de beneficiamento e todo o trajeto percorrido até os portos ou fiações nacionais”.


O segundo programa é o Sou ABR, que amplia a rastreabilidade até o consumidor final. “O Sou ABR agrega os dados do SAI às informações das fiações, tecelagens e confecções pelas quais o algodão passa até se transformar em roupa. Por meio da tecnologia blockchain, rastreia toda a cadeia de custódia da fibra”, acrescenta Ferraresi.


No Brasil, empresas do segmento do varejo de moda, como C&A, Renner e Calvin Klein, já oferecem linhas de produtos rastreáveis em suas lojas, trazendo confiabilidade e valor agregado às coleções.


Inovação para as lavouras
Desde o final da década de 1990, quando o setor atravessava sua maior crise produtiva, a inovação tem sido o motor da recuperação e da expansão da cotonicultura no Brasil. O melhoramento genético aumentou a produtividade por hectare e reduziu a necessidade de expansão das áreas cultivadas. Atualmente, o algodão ocupa apenas 0,25% do território brasileiro.


Outra inovação importante foi a adoção do cultivo em sequeiro aliado ao sistema de plantio direto. Hoje, 92% do algodão brasileiro é cultivado apenas com água da chuva. O plantio direto, que envolve o mínimo revolvimento do solo e a manutenção de cobertura vegetal, ajuda a preservar a umidade, reduzir o desperdício de água e aproximar a produção nacional da agricultura regenerativa.


Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, “o futuro do algodão brasileiro está amparado em sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade, sempre apoiado na tecnologia para evoluir em harmonia com a sociedade e o meio ambiente”.

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Da semente ao guarda-roupa: a etiqueta que conta a história do algodão

No dia do algodão, saiba como tecnologia, rastreabilidade e sustentabilidade se entrelaçam na cadeia que conecta o campo à moda no maior País produtor de algodão do mundo

07 de Outubro de 2025

Quando o assunto é algodão, o Brasil se destaca no cenário nacional e internacional. Na safra 2024/2025, os agricultores produziram 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas. O resultado mantém o País no topo do ranking global de exportadores e em terceiro no de produtores da pluma.


Além do desempenho econômico, há aspectos ambientais que contribuem com a comemoração do setor nesta terça-feira, 7, Dia Internacional do Algodão. Atualmente, 83% das fazendas brasileiras de algodão têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável — padrão nacional de certificação socioambiental do algodão no Brasil — e pela Better Cotton — maior programa de sustentabilidade do algodão do mundo. As iniciativas comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis, que são certificados por auditorias externas. São avaliados 195 itens de conformidade socioambiental, que vão desde o uso racional da água até as condições de trabalho no campo.


Mas a história do algodão brasileiro vai muito além da produção: ele carrega uma identidade rastreável, conectando o campo à moda, o produtor ao consumidor. Assim, cada etiqueta é transformada em um documento vivo de origem.


Rastreabilidade de milhões
A rastreabilidade do algodão nacional começou há mais de duas décadas, quando o Brasil se preparava para expandir suas exportações. Em 2004, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) criou o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), que passou a acompanhar cada fardo de algodão desde o beneficiamento.


Naquele momento, o Brasil precisava de um sistema confiável que comprovasse a qualidade e a origem de cada fardo para competir com gigantes como os Estados Unidos. “Os americanos já faziam rastreabilidade há praticamente 40 anos. Para entrar no mercado internacional, o Brasil precisava de uma identificação individualizada dos fardos”, lembra Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa. Hoje, a cada safra, mais de 15 milhões de fardos são identificados. No ciclo 2024/2025, estima-se uma identificação superior a 18 milhões de fardos.


Identidade própria
Apesar de ter sido inspirado no modelo norte-americano, o programa logo ganhou identidade própria. No início, cada fardo trazia apenas dados da algodoeira responsável pelo beneficiamento. Hoje, a etiqueta carrega informações completas sobre a fazenda de origem, o produtor, as certificações socioambientais e até a localização geográfica da propriedade.


Em 2012, a rastreabilidade ganhou um reforço fundamental com a criação do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Nesse período, as fazendas passaram a ser certificadas e auditadas. Com essa integração, o consumidor — e toda a cadeia têxtil — passou a ter acesso a um maior conjunto de informações: número do certificado ABR, licença Better Cotton, dados de qualidade do fardo, certificação da unidade de beneficiamento e laudos emitidos pelo Ministério da Agricultura. “Hoje, quando uma fiação recebe um fardo brasileiro, ela tem o certificado de qualidade emitido pelo ministério, o certificado socioambiental da fazenda e da algodoeira, e a garantia de que aquele algodão tem origem comprovada”, explica a diretora.


Campo e moda andam juntos: SouABR
A vontade dos produtores de ver o algodão das suas fazendas chegar com nome e origem às lojas deu origem ao SouABR. O movimento foi lançado em 2019 pela Abrapa para conectar o setor agrícola à indústria têxtil e ao consumidor final. “Era um desejo antigo do produtor brasileiro, de quando ele comprasse uma roupa numa loja, soubesse que ali tem algodão que veio da fazenda dele”, recorda Silmara.


As primeiras parcerias foram as marcas Reserva e Renner, que ajudaram a estruturar a cadeia de custódia e a plataforma digital. Nas etiquetas das roupas, um QR Code permite ao consumidor visualizar toda a jornada da fibra: o nome do produtor, a fazenda, as certificações e o caminho percorrido até o produto final. “Tudo isso na palma da mão […]. O consumidor vê o mapa da fazenda, a fiação, a tecelagem e as certificações.”, explica Silmara.


Desde então, o avanço tem sido constante. “Agora a gente já está ultrapassando as 500 mil peças rastreadas”, conta Silmara. O projeto-piloto do SouABR, iniciado em 2021 e que reúne marcas como Renner, C&A, Calvin Klein, Dudalina, Grupo Veste (Individual e Aramis) e Almagrino, será concluído em dezembro de 2025. A partir de janeiro de 2026, a iniciativa será aberta a todas as varejistas interessadas em integrar a cadeia de custódia do algodão brasileiro.


Mais do que números, cada etiqueta representa uma cadeia de pessoas e práticas sustentáveis que transformam o algodão brasileiro em símbolo de confiança e identidade. “O consumidor de hoje talvez ainda não pague mais por um produto sustentável, mas as próximas gerações, a Z e a Alfa, que estão chegando, têm uma compra guiada por propósito. Elas querem saber de onde vem o que consomem”, declara a diretora da Abrapa, destacando o olhar para a tendência de mercado.


Tecnologia
A tecnologia é um ponto-chave na rastreabilidade do algodão brasileiro. Cada fardo é identificado com uma etiqueta exclusiva e acompanhado por laudos técnicos. E, desde 2020, as informações passaram a ser armazenadas também em blockchain, tecnologia que garante integridade e transparência. “Chamamos de rastreabilidade física, porque ela é real, não é compensação de créditos. A fiação declara fardo por fardo, e o sistema acumula os dados de cada elo, registrando tudo em blockchain”, diz Silmara.


Isso significa que, a cada etapa — fazenda, algodoeira, fiação, tecelagem, confecção e varejo —, as informações são confirmadas e outras novas acrescentadas, formando uma linha do tempo digital que não pode ser alterada.


Fonte: https://agro.estadao.com.br/agricultura/da-semente-ao-guarda-roupa-a-etiqueta-que-conta-a-historia-do-algodao

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Dia Mundial do Algodão 2025: Sou de Algodão celebra o propósito da fibra

Com o conceito “não é só fibra, é propósito”, a iniciativa destaca o algodão brasileiro como inovação, identidade e potência econômica, fruto de escolhas conscientes e de uma cadeia que se move com responsabilidade

07 de Outubro de 2025

No dia 7 de outubro, é celebrado o Dia Mundial do Algodão, fibra que está presente no dia a dia de todos e que é essencial para a moda, a indústria têxtil e a economia global. Hoje, o Brasil se consolida como o maior exportador e o terceiro maior produtor mundial, referência em qualidade, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental, impulsionado pelo trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o movimento Sou de Algodão, que unem esforços para aproximar o campo da indústria e do consumidor final.

Brasil: potência do algodão responsável

O algodão brasileiro se destaca no cenário mundial pela combinação de escala de produção, qualidade da fibra e compromisso socioambiental. A safra 2023/2024 alcançou níveis recordes de eficiência, e cerca de 83% da produção foi certificada pelo programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável), que segue critérios de sustentabilidade, reconhecidos internacionalmente.

Além disso, o Brasil é destaque na rastreabilidade da fibra, permitindo que cada fardo possa ser acompanhado desde o campo até à indústria, com informações sobre origem, qualidade e processos de produção.

O SouABR: confiança e transparência na vanguarda da indústria da moda

Uma das grandes conquistas recentes da Abrapa é o programa SouABR, que une rastreabilidade e certificação socioambiental, e envolve a cadeia de custódia da fibra certificada no mercado brasileiro, do campo ao produto final, oferecendo transparência das melhores práticas de produção e reforçando a credibilidade do algodão perante os exigentes consumidores nacionais.

“Com o SouABR, oferecemos aos varejistas brasileiros um algodão que não é apenas competitivo em volume, mas também confiável, responsável e rastreável. Esse é o futuro da produção, e o Brasil está na vanguarda desse movimento”, afirma Gustavo Piccoli, Presidente da Abrapa.

Moda consciente: das fazendas às passarelas

O movimento Sou de Algodão também leva essa mensagem para as passarelas. Em seu 4º desfile na São Paulo Fashion Week (SPFW), no próximo 17 de outubro, a rastreabilidade do algodão brasileiro, com certificação socioambiental, assume o protagonismo. Serão apresentados 36 looks all black desenvolvidos com tecidos produzidos dentro do programa SouABR, por seis estilistas que ajudam a tornar a moda nacional mais transparente, inovadora e consciente.

Das fazendas às passarelas, a trajetória é coletiva: produtores, indústrias e estilistas unidos para mostrar que o futuro da moda é responsável e rastreável.

Conexão com a sociedade: o papel do movimento Sou de Algodão

Criado em 2016, o movimento Sou de Algodão busca aproximar produtores e toda a cadeia têxtil do consumidor final, valorizando a moda consciente e incentivando escolhas mais sustentáveis. Com ações em universidades, feiras, projetos de inovação e campanhas educativas, a iniciativa já impactou milhões de pessoas e se tornou referência em engajamento no setor.

“Nosso propósito é mostrar que o algodão é a fibra de todas as gerações, presente na moda, no lar, no trabalho e no lazer. Ao conectar produtores, marcas, estilistas, estudantes e consumidores, construímos um caminho coletivo por uma indústria mais responsável”, destaca Silmara Ferraresi, Diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão.

Campanha 2025: não é só fibra, é propósito

Para marcar o Dia Mundial do Algodão este ano, o movimento Sou de Algodão lança a campanha “não é só fibra, é propósito”, que reforça o valor da fibra para além do tecido. A mensagem central convida a sociedade a enxergar o algodão como potência capaz de movimentar a economia brasileira, inspirar a criatividade e conectar pessoas. Do campo ao fio, da pele à vida, o algodão está em tudo - carregando histórias, identidade e escolhas conscientes.

Com identidade visual vibrante, marcada por cores que remetem à brasilidade e a intervenções que traduzem a presença do algodão em cada etapa da cadeia, a campanha reforça que a fibra é inovação, sustentabilidade e responsabilidade. Tudo começa com as mãos que cultivam, passa pelas tecnologias que cuidam e se materializa em produtos que fazem parte do dia a dia das pessoas.

Para ampliar a mensagem, ao longo da semana do Dia Mundial do Algodão serão divulgados conteúdos especiais nas redes sociais do movimento, além de ativações voltadas aos comunicadores e público final. A iniciativa amplia o alcance da causa, aproximando diferentes públicos e convidando-os a refletir sobre o papel do algodão brasileiro como motor de desenvolvimento, cultura e propósito coletivo.

Uma fibra, muitas histórias

O Dia Mundial do Algodão é uma oportunidade para valorizar não apenas os números e conquistas da produção, mas também a história e a versatilidade de uma fibra que atravessa culturas, gerações e fronteiras. O Brasil, com seu protagonismo global e suas iniciativas inovadoras, reafirma seu papel estratégico na construção de um futuro mais responsável tanto para a moda quanto para o planeta.

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A VOLTA DO OURO BRANCO AO SERTÃO

DIZIMADA PELO BICUDO NA DÉCADA DE 1980, CULTURA GANHA NOVOS ARES NA CAATINGA. O SEGREDO? PLANTIO AGROECOLÓGICO DE BASE FAMILIAR

06 de Outubro de 2025

por CLEYTON VILARINO

O agricultor Reno Pinheiro não acreditou quando, há dois anos, recebeu um convite para plantar algodão na região do Seridó, no sertão do Rio Grande do Norte. Filho de cotonicultor, ele testemunhou o declínio da cultura na década de 1980, quando o bicudo se alastrou e dizimou a produção da pluma no semiárido nordestino, até então a maior região produtora do país.


"A maior potência econômica da nossa região era o algodão. A gente chamava na época de ouro branco do sertão, porque ele sustentava todos os proprietários de terras", conta Reno, ao lembrar dos tempos de criança, quando "caminhões e mais caminhões" saíam da comunidade Trangola, no município de Currais Novos, com a pluma já beneficiada. "Eu conheci de perto o algodão mocó e agora estou vivendo mais essa história."


"Mocó" era o nome popular do algodão da espécie Gossypium hirsutum, de porte arbóreo, perene e altamente adaptado ao clima semiárido da Caatinga. Mas, plantado em grandes extensões de terra, ele foi rapidamente dizimado pelo bicudo. Foram apenas dois anos para о cultivo desaparecer - e quatro décadas para surgirem as primeiras iniciativas de retomada, capitaneadas por projetos de institutos locais apoiados pela Embrapa Algodão, de Campina Grande (PB).


De acordo com a chefe-geral da Embrapa Algodão, Nair Helena Castro Arriel, existem pelo menos dez projetos em andamento na região do semiárido nordestino, com mais de 1.000 famílias atendidas, além de iniciativas na região norte de Minas Gerais que têm apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A estratégia de todas essas ações é a mesma: estimular o plantio do algodão em sistemas agroecológicos, em consórcio com culturas alimentares tradicionais, como feijão, milho e mandioca.


"Nosso maior desafio é a expansão dessas áreas, mas a tendência é que elas cresçam por causa da agregação de valor", avalia a chefe-geral da Embrapa Algodão. Atualmente, os produtores de algodão agroecológico recebem um valor que chega a ser 30% maior do que o preço que se pratica no mercado convencional.


O Ceará, que também tem tradição no plantio de algodão, tem demonstrado interesse no fortalecimento da cultura. Em 2024, o estado começou a investir para estimular produtores da agricultura familiar a plantar a pluma, em uma iniciativa em conjunto com a Associação dos Produtores de Algodão do Ceará. Na última safra, a cultura cobriu 1.032 hectares, distribuídos em 52 municípios cearenses. A atividade acrescentou até R$ 6.000 à renda anual dos produtores, segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário do Ceará, Moisés Bráz.


Com o sucesso dos agricultores familiares do Ceará, produtores tradicionais já voltaram a investir no estado, comprando terras nas regiões do Cariri e Vale do Jaguaribe. A expectativa é que essas áreas se tornem um novo polo algodoeiro, caminhando em paralelo com o sertão central, onde avança o cultivo agroecológico de base familiar.


"Os agricultores estão fazendo uma coisa inteligente, que é voltar a produzir perto da indústria. Esse algodão cultivado no Ceará vai certamente abastecer a demanda da indústria estadual, um parque têxtil com mais de 200 anos de história", observa o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero.


Na avaliação do dirigente, os dois modelos são complementares e contribuem para fortalecer a cotonicultura nacional em frentes diversas. No Rio Grande do Norte, por exemplo, a produção tem sido absorvida pela Riachuelo, empresa de expressão nacional, mas com raízes no estado.


Em um projeto com apoio do Instituto Riachuelo, 143 produtores, distribuídos por 15 municípios, já colheram 52,5 toneladas de algodão nos últimos três anos. A produção abastece uma linha específica que a confecção lançou neste ano: tingida naturalmente, ela é vendida com certificação orgânica e agroecológica.

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Dia Mundial do Algodão: Brasil é líder em exportação e produção sustentável

O algodão brasileiro é referência na produção larga escala com respeito às pessoas e ao meio ambiente.

03 de Outubro de 2025

Desde 2024, o Brasil é o maior exportador de algodão e terceiro maior produtor mundial da pluma. No ano comercial de 2024/2025, foram produzidas 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas. Além dos números excepcionais do comércio exterior, o algodão é muito valorizado pela indústria brasileira, sendo a principal matéria-prima do setor têxtil nacional. O resultado é fruto da união e organização do setor, que tem como principais estratégias o aumento da produtividade, melhorias na qualidade da fibra, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social.


Na próxima terça-feira, 07/10, é comemorado o Dia Mundial do Algodão, e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) junto ao movimento Sou de Algodão, mobilizam a cadeia e os consumidores através da campanha “Não é só fibra. É propósito.” Um convite a olhar além da fibra e enxergar o algodão como potência capaz de movimentar a economia brasileira, inspirar a criatividade e conectar pessoas.


Algodão brasileiro é número um em certificações socioambientais


Das fazendas de algodão no Brasil, 83% têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e pela Better Cotton, iniciativas que comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis.


Para receber a certificação, as propriedades passam por auditoria externa que avalia 195 itens de conformidade socioambiental. Entre os pontos analisados estão a gestão de recursos hídricos, o desenvolvimento regional, a conservação da biodiversidade, a adaptação e mitigação climática, a saúde do solo e o manejo integrado de pragas. Esses critérios colocam o Brasil no topo do ranking mundial de algodão certificado socioambientalmente. Na safra 2023/2024, a pluma brasileira representou mais de 48% das 5,47 milhões de toneladas certificadas no mundo.


De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, a produção de uma fibra responsável é um dos grandes diferenciais do algodão brasileiro no mercado internacional. “O consumidor está cada vez mais exigente em relação à preservação ambiental e às práticas de sustentabilidade. Para responder à demanda, grandes marcas têm buscado soluções que estejam alinhadas a esses valores. Nesse contexto, o algodão brasileiro se destaca como uma matéria-prima que une qualidade e sustentabilidade”, destacou Piccoli.


Valor além do preço


As marcas que utilizam algodão brasileiro como matéria-prima agregam valor ao produto final devido às características intrínsecas da pluma nacional. Segundo Piccoli, “o diferencial do algodão brasileiro está em oferecer ao mercado, durante os 12 meses do ano, um produto com certificação socioambiental e rastreabilidade, atestando sua origem e detalhando cada etapa da transformação, da semente até chegar à roupa.”.


A rastreabilidade é garantida por dois programas da Abrapa que reforçam a responsabilidade socioambiental da fibra ao assegurar a transparência e a origem de cada fardo comercializado. O primeiro é o Sistema Abrapa de Identificação (SAI). A diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, explica: “Todo fardo de algodão produzido no Brasil recebe uma etiqueta que dá acesso às informações sobre a fazenda de origem, certificações, análises laboratoriais das características da fibra, unidades de beneficiamento e todo o trajeto percorrido até os portos ou fiações nacionais”.


O segundo programa é o Sou ABR, que amplia a rastreabilidade até o consumidor final. “O Sou ABR agrega os dados do SAI às informações das fiações, tecelagens e confecções pelas quais o algodão passa até se transformar em roupa. Por meio da tecnologia blockchain, rastreia toda a cadeia de custódia da fibra”, acrescenta Ferraresi.


No Brasil, grandes redes como C&A, Renner e Calvin Klein já oferecem linhas de produtos rastreáveis em suas lojas, trazendo confiabilidade e valor agregado às coleções.


Da semente à geração de empregos


Com uma cadeia produtiva que vai do campo ao varejo, a transformação do algodão em roupas demanda grande quantidade de mão de obra especializada. Antes mesmo de chegar à indústria, cada fazenda produtora gera, em média, 30 empregos. Já no setor têxtil, de acordo com dados da IEMI/ABIT, são 1,34 milhão de empregos diretos.


Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, trabalhar no setor algodoeiro, no campo ou nas cidades, representa uma vantagem para os trabalhadores, já que a demanda por mão de obra capacitada estimula a profissionalização.  “A Abrapa, por exemplo, promove regularmente cursos para quem atua em unidades de beneficiamento, laboratórios e também para produtores”, ressaltou.


Nos últimos 20 anos, a produção de algodão no Brasil passou por uma revolução tecnológica, que permitiu superar problemas com pragas e elevar tanto a produtividade por hectare quanto a qualidade da fibra. “O aperfeiçoamento da fibra brasileira passa pelas mãos e pelo olhar atento de quem trabalha diretamente com ela, no campo ou nos laboratórios. Somente em 2025, 1.440 profissionais do setor participaram de cursos oferecidos pela Abrapa em todos os grandes polos produtores”, destacou Portocarrero.


O impacto do algodão vai além do emprego e da capacitação: ele também impulsiona o desenvolvimento social e econômico. “Entre 2013 e 2023, as principais regiões produtoras de algodão registraram um aumento de 21,3% no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). Atualmente a faixa de desenvolvimento desses locais é de 0,736, superior à média brasileira, que é de 0,606”, afirmou o diretor.


Inovação para o futuro


Desde o final da década de 1990, quando o setor atravessava sua maior crise produtiva, a inovação tem sido o motor da recuperação e da expansão da cotonicultura no Brasil.


O melhoramento genético aumentou a produtividade por hectare e reduziu a necessidade de expansão das áreas cultivadas, permitindo ao país alcançar o posto de terceiro maior produtor mundial. Atualmente, algodão ocupa apenas 0,25% do território brasileiro e apresenta uma qualidade de fibra superior.


A qualidade do algodão brasileiro atende aos mais altos padrões internacionais. O Brasil conta com 14 laboratórios de análise de fibra com HVI, que verificam as principais características comerciais do algodão e servem de referência para o aprimoramento constante da produção, do beneficiamento e da genética da pluma. Esses laboratórios fazem parte do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), desenvolvido pela Abrapa para garantir a veracidade dos dados de qualidade do algodão brasileiro diante dos principais compradores.


Outra inovação importante foi a adoção do cultivo em sequeiro aliado ao sistema de plantio direto. Hoje, 92% do algodão brasileiro é cultivado apenas com água da chuva. O plantio direto, que envolve o mínimo revolvimento do solo e a manutenção de cobertura vegetal, ajuda a preservar a umidade, reduzir o desperdício de água e aproximar a produção nacional da agricultura regenerativa.


Para Portocarrero, “o futuro do algodão brasileiro está apoiado em sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade, sempre fazendo o uso da tecnologia para evoluir em harmonia com a sociedade e o meio ambiente”.

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Ministro Carlos Fávaro e presidente da Petrobras debatem integração entre agro e energia para impulsionar o desenvolvimento do Brasil

O encontro foi realizado na sede do Mapa e marcou a primeira visita de Magda Chambriard à Pasta

03 de Outubro de 2025

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta quinta-feira (2) a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF). O encontro teve como objetivo debater a integração entre a Petrobras e a agropecuária como impulsionadores do desenvolvimento do Brasil.


“É um orgulho ter sido o ministro que recebeu, pela primeira vez em 165 anos do Ministério da Agricultura, a presidente da Petrobras. Esse encontro aproxima de forma concreta o agro e o setor de energia. É a relevância que o agro se tornou no Brasil, como ele é estratégico. E o inverso, a gente entende o agro pode, deve e vai ser importante para a Petrobras”, destacou o ministro da Carlos Fávaro.


Na ocasião, foi apresentado que a empresa se aproxima do agronegócio em três frentes distintas: originação de matérias-primas, polos de venda e venda direta para grandes consumidores.


A presidente da Petrobras evidenciou que a estratégia da estatal para os próximos anos passa pela integração entre os principais setores da economia brasileira. “O futuro do Brasil é um futuro em que o agronegócio e o setor petrolífero caminham juntos. São dois dos principais motores da nossa economia e precisam se complementar”, afirmou Magda Chambriard.


A empresa tem buscado a ampliação no Centro Oeste e MATOPIBA, regiões que tem vocação natural para a produção agrícola com disponibilidade de terras agriculturáveis e clima favorável â produção agrícola. A demanda do agronegócio nestas regiões mais que dobrou sua demanda de diesel nos últimos anos.


Também foi ressaltado que há oportunidades para expansão do transporte dutoviário e ferroviário, além de possibilidades de escoamento de produção e incremento na produção de biocombustíveis, como etanol de milho e biodiesel.


Com iniciativas existentes em produtos renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, a Petrobras se aproximou do agronegócio para a originação de matérias-primas para a produção de Hydrotreated Vegetable Oil (HVO) que consiste em um biocombustível avançado, produzido a partir de óleos vegetais (como soja, palma) ou gorduras animais, tratados com hidrogênio e do Sustainable Aviation Fuel (SAF) que consiste em um combustível sustentável de aviação, feito de matérias-primas renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas ou até lixo urbano.


O ministro Fávaro ressaltou que esta integração abrirá novas perspectivas para o Brasil. “Estamos abrindo uma série de oportunidades em um novo caminho que o mundo está trilhando: a produção de energia renovável, verde e limpa, que nasce da terra”, afirmou.


Ainda, foi exposto que existem acordos formados entre o Mapa, a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para parcerias com cooperativas para ofertas produtos e assistência técnica aos consumidores finais. Além disso, produzem juntamente com a Embrapa e com Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) fertilizantes de eficiência aumentada para o uso de matérias primas alternativas.


A parceria entre o Mapa e a estatal no MATOPIBA iniciou em março deste ano, após reuniões técnicas em que foram identificadas oportunidades de atuação e ocorreu a articulação de uma operação de visita na região junto a associações e produtores rurais com o objetivo de ampliar ainda mais a atuação da Petrobras na região.


Segundo a presidente Magda Chambriard, a Petrobras reconhece a importância dessas iniciativas. “Não estamos aqui para destruir nenhuma política pública. Pelo contrário, entendemos que esses investimentos foram necessários para valorizar o que temos de melhor: o petróleo e o agro”, reforçou.


Participaram do encontro o corregedor do Mapa, Cyro Dornelas; o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser; o gerente-geral de Comércio de Produtos e Claros da Petrobras, Leonardo Gouveia; o gerente de contratações de Logística e Parcerias da Petrobras, Eduardo Ávila; e representantes de associações do agronegócio brasileiro.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 03/10/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #39/2025 

03 de Outubro de 2025

Destaque da Semana - O contrato Dez/25 na ICE tocou nova mínima do ciclo em 65,50 c/lp em 29/set e recuperou levemente, estimulando fixações e uma demanda pontual de importação em vários destinos. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA entrou em shutdown em 01/out, o que pode atrasar dados oficiais e aumentar incertezas macro no curto prazo. Semana de feriado nacional na China até o dia 08/10.

Canal do Cotton Brazil - Para acessar as novidades do mercado de algodão no mundo, entre no nosso canal, por aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 02/out cotado a 65,09 U$c/lp (-1,8% vs. 25/set). O contrato Dez/26 fechou em 68,65 U$c/lp (-1,0% vs. 25/set).

Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 766 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 02/out/25.

Altistas 1 - Preços mais baixos motivaram fixações de fiações e alguma recomposição de estoques. A queda abaixo de 66 c/lp abriu janelas táticas de compra.

Altistas 2 - Índia voltou às importações com foco em cargas que podem chegar ainda em 2025, antes do retorno do imposto em 01/jan. A Austrália tem sido a origem mais beneficiada devido à proximidade e tempo curto de trânsito.

Altistas 3 - Índia: chuvas acima da média em set/out elevam risco de perdas de qualidade e atraso na colheita. Volatilidade climática eleva incerteza de oferta local.

Altistas 4 - Em Bangladesh, negócios com Brasil e África ocorreram apesar dos entraves financeiros, indicando demanda de oportunidade. Fixações ajudam a “baratear” estoque caro.

Altistas 5 - No Paquistão, firmeza recente nos preços domésticos pode redirecionar parte da demanda para algodão importado. Isso tende a elevar interesse por Brasil e EUA.

Altistas 6 - China: prêmio do CC Index sobre o A Index segue elevado, preservando a competitividade do importado ajustado, especialmente em janelas pós-feriado.

Baixistas 1 - Shutdown nos EUA paralisa relatórios, inclusive do USDA, e adiciona ruído macro, com estimativas de impacto na economia. A incerteza pesa no sentimento de risco.

Baixistas 2 - Ofertas na Ásia para várias origens recuaram na semana. O A Index caiu para 76,95 c/lp, espelhando fraqueza no mercado.

Baixistas 3 - Os fundos expandiram posições líquida vendidas, gerando pressão no mercado. A ausência de novidades altistas limita reação.

Baixistas 4 - Bangladesh: dificuldades bancárias/Lcs persistem e parte dos fios é vendido abaixo do break-even. Margens comprimidas limitam novas compras.

Baixistas 5 - Sinais de safra dos EUA ligeiramente maiores vs. relatório de setembro do USDA adicionam oferta potencial, mas Georgia e Delta seguem como pontos de atenção.

Baixistas 6 - Panorama global: probabilidade de aumento de estoques finais em cerca de 2 milhões tons não é construtiva para preços. Ausência de drivers de demanda mantém viés lateral/baixista.

Evento Comercial - Nos dias 8 e 9/out, em Dubai, será realizado o Dubai 2025 – The Future of Cotton, congresso da International Cotton Association, e o Cotton Brazil estará presente com um evento para convidados.

EUA 1 - O governo federal dos EUA entrou em shutdown em 1º/out devido à falta de acordo orçamentário no Congresso. Relatórios do USDA serão suspensos até novo aviso.

EUA 2 - A colheita do algodão nos EUA atingiu 16% em 28/set (+ 4 pontos semanais), equiparando-se à média histórica para o período, de acordo com o relatório mais recente do USDA.

EUA 3 - A condição da safra americana foi reportada nesta semana em 5% muito ruim (-1 p.p. vs semana anterior), 12% ruim (estável), 36% regular (+1 p.p.), 37% boa (estável) e 10% excelente (estável).

China - A China Cotton Association prevê para a safra 2025/26 uma produção chinesa de 7,22 milhões tons (+8,4%), com importações de 1,1 milhão de tons, consumo de 8,1 milhões (+3,8%) e estoques finais de 10,05 milhões (+2%).

Turquia - Compradores têm apresentado lances de forma frequente, porém em níveis considerados muito baixos pelos vendedores. As exportações de vestuário em agosto recuaram na comparação anual, e as importações de algodão seguem de caráter oportunístico, ocorrendo apenas quando os preços se ajustam às necessidades imediatas das fiações.

Paquistão - Nos últimos dias, Paquistão registrou demanda modesta por algodão brasileiro safra 2025, com Middling 36 G5 negociado a 700-725 pts sobre dezembro e Middling 1-3/32" a 600-625 pts.

Vietnã - O Vietnã confirmou negócios na semana com algodão brasileiro safra 2025 (SM 1-5/32") a 74,00 cent/lb para outubro, e algodão americano (Midd 1-5/32") a 76,20 cent/lb para nov/dez.

Argentina - O plantio de algodão na Argentina ainda está em fase inicial, com a intenção de semeadura mantida entre 450 mil e 475 mil ha.

Grécia - Observadores locais estimam a produção de algodão da Grécia entre 220 mil e 230 mil tons nesta safra, mas condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da cultura podem resultar em uma produção ainda maior.

Exportações - Até o fechamento deste boletim, os dados ainda não haviam sido divulgados.

Colheita 2024/25 - Até 02/10, somente o estado da Bahia apresenta áreas remanescentes de colheita (99,7%). Nos demais estados, a operação de colheita já foi concluída. Total Brasil: 99,95%

Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (02/10) foram beneficiados nos estados da BA (68%), GO (79,2%), MA (42%), MG (74%), MS (68%), MT (43%), PI (76,23%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 50,03%.

Preços - Consulte tabela abaixo ⬇

Quadro de cotações para 02-10

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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