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Terra do algodão, Egito busca fornecedor no Brasil

Embora exportações da commodity tenham começado só em 2023, Brasil já é um grande fornecedor do país árabe. Empresas devem aproveitar oportunidade por meio de projetos setoriais e eventos.

26 de Setembro de 2025

São Paulo – O Brasil começou a exportar algodão para o Egito apenas em 2023, mas já tem no país do Norte da África um dos principais destinos da commodity. A importância do Egito é tão grande que o projeto setorial Cotton Brazil, uma parceria da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), incluiu o país como um dos mercados-alvo das suas ações de promoção do algodão brasileiro.


De acordo com o gestor do Cotton Brazil, Fernando Rati, a decisão da Abrapa em incluir o Egito como mercado prioritário se deve ao fato de que o país é um grande produtor e exportador de têxteis, mas não apenas por isso. O Egito carece de algodão para atender à demanda da sua indústria e para suprir desafios relacionados à sua produção.


“Referência global e tradicional na cotonicultura de algodão de alta qualidade e de fibra mais longa, o país enfrenta desafios quanto à fertilidade do solo, disponibilidade de água e produtividade. A solução encontrada pelos egípcios foi investir na mistura de fibras para alavancar sua operação industrial têxtil, o que explica o aumento na importação junto a países como o Brasil”, afirma Rati.


Diretor do escritório da Câmara de Comércio Árabe Brasileira no Cairo, Michael Gamal afirma que o Egito começou a importar algodão do Brasil apenas em 2023 após quase duas décadas de negociações. Entre os motivos que explicam a demora ele indica a complexidade para ser abrir um novo mercado, o que requer o estabelecimento de parcerias locais e de uma cadeia de suprimentos confiável. Além disso, afirma, o algodão brasileiro precisou atender as normas regulatórias do Egito, garantir padrões de qualidade e construir a confiança dos clientes locais.


“Superados esses obstáculos, esse esforço produziu rapidamente resultados positivos: nos primeiros oito meses da safra 2023/24, as importações egípcias de algodão brasileiro aumentaram 85 vezes em relação ao ano anterior. Embora o Egito seja um destino em crescimento, a estratégia geral de exportação do Brasil continua focada em seus mercados mais consolidados”, afirma Gamal.



Produtividade na lavoura


Há mais de 50 espécies conhecidas de plantas que produzem algodão, mas apenas duas em volume comercial: gossypium barbadense é o conhecido “algodão egípcio” ou pima, de fibras extralongas, utilizados na produção de têxteis de alta qualidade. Provém, contudo, de lavouras com uma produtividade menor, com plantas que demandam mais tempo de maturação. Corresponde a aproximadamente 3% da produção mundial.


Gossypium hirsutum, também chamado upland, produz fibras médias e longas, é utilizado na produção de roupas em grande volume e pode ter até duas safras por ano. Aproximadamente 95% da produção mundial de algodão para produção é procedente desta espécie. Outras duas espécies comerciais, gossypium herbaceum e gossypium arboreum são menos utilizadas.


Pesquisador da Unidade Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), João Paulo Saraiva Morais afirma que a maior parte dos produtores de têxteis, no Brasil, no Egito ou outros locais utiliza “blends”, que são misturas de fibras em seus produtos. Ele explica que o Brasil é capaz de produzir o algodão egípcio, porém como a produtividade da lavoura desta cultura é menor, o produtor prefere utilizar o upland.


No Brasil, diz Morais, a cultura do algodão geralmente é intercalada com a da soja. Porém, enquanto a lavoura nacional da soja ocupa uma área de 44 milhões de hectares, a de algodão não passa de dois milhões de hectares. Mesmo assim, o País é o quarto maior produtor e o maior exportador mundial de algodão.  “Poderia ser um produtor ainda maior se o uso de poliéster [fibra sintética derivada de petróleo] fosse menos difundido”, afirma.


A retomada nas plantações de algodão ocorreu a partir dos anos 2000. Antes, entre os anos 1980 e 1990, o campo foi atingido pela praga bicudo-do-algodoeiro, que afastou os produtores. A partir dos anos 2000, com o desenvolvimento de novas cultivares e técnicas, a produção voltou a crescer.


O crescimento da oferta – e da demanda – coloca o Brasil como um importante ator global na cadeia do algodão. Na temporada 2024/2025, diz Rati, o Egito produziu 93 mil toneladas de algodão e importou 218 mil toneladas. Ele indica que a previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, órgão que elabora estatísticas para o agronegócio, é que na safra 2025/2026 ano o Egito produzirá 54 mil toneladas de algodão e importará 239 mil toneladas.


Na temporada 2023/2024, o Brasil exportou 18 mil toneladas de algodão ao Egito, volume que cresceu para 78 mil na temporada seguinte, encerrada em julho deste ano. À frente do Egito, Vietnã, Paquistão, China, Bangladesh, Turquia, Indonésia e Índia são os principais compradores de algodão do Brasil.


“As previsões para essa próxima temporada apontam o Egito com menor produção de algodão e maiores patamares de importação. Se considerarmos que o Egito continuará a aumentar suas importações de algodão para os próximos anos, aliado ao market share do Brasil, que atualmente está em 36%, ainda existe um bom potencial de aumento”, afirma o gestor do projeto Cotton Brazil.


O algodão brasileiro não compete com o egípcio. Ao contrário, ele são complementares. Para que todo o potencial do algodão brasileiro seja explorado no Egito, avalia Gamal, as companhias brasileiras podem desenvolver estratégias de promoção do seu produto. Ele diz que o escritório da Câmara Árabe recebe muitos contatos de importadores locais em busca de informações sobre o algodão brasileiro, especialmente de empresários da província de El-Mahalla, localizada no Norte do Egito e um importante polo têxtil.


“Com produção em queda e demanda dos moinhos em alta, o Egito oferece um grande potencial de crescimento [como mercado de destino]. Os exportadores brasileiros devem se concentrar em missões comerciais, feiras e a promoção do algodão sustentável para garantir um presença no longo prazo”, afirma.

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Tecnologia permite que cliente faça 'raio-x' de roupas e descubra em quais peças o algodão da Bahia foi transformado; entenda

Com inovação, já é possível rastrear calças de lojas como C&A e Calvin Klein. Peças de roupas têm em sua composição algodão plantado no oeste da Bahia, segundo maior produtor brasileiro da commodity.

26 de Setembro de 2025

Você já pensou de onde vem a matéria-prima da toalha de banho ou da roupa que costuma vestir no trabalho? Por meio de um programa de inovação, materiais produzidos com o algodão cultivado na Bahia podem ser rastreados pelo consumidor final a partir de um simples QR Code.


Criado em 2021 pelo Movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o programa Sou ABR possibilita o rastreamento completo de peças produzidas com pelo menos 50% de algodão certificado. A iniciativa permite que os consumidores descubram a fazenda em que o algodão foi produzido e todos os lugares por onde a fibra passou até chegar às prateleiras das lojas.


Alguns dos exemplos de rastreabilidade estão em calças da grife americana Calvin Klein e da rede de varejo C&A. As peças têm a etiqueta “Sou ABR” e basta o cliente apontar a câmera do celular para o QR Code para descobrir que as roupas foram feitas com algodões de mais de 20 fazendas, sendo pelo menos metade delas baianas.


As fazendas ficam nas cidades de São DesidérioJaborandiLuís Eduardo MagalhãesFormosa do Rio Preto e Riachão das Neves e, com a tecnologia, é possível até encontrá-las no mapa.


Segundo a gestora do movimento Sou Algodão, Silmara Ferraresi, o programa está em fase piloto até dezembro deste ano. O objetivo é contribuir para um consumo consciente. “Essa tecnologia traz para o consumidor a segurança de que ele está comprando algo dentro da lei, sem trabalho infantil, com boas práticas sustentáveis”.


Já são milhares de peças rastreáveis de marcas bastante conhecidas no Brasil, como Renner, Reserva, C&A, Calvin Klein e YouCom. A marca baiana Dendezeiro também tem parceria com a iniciativa e já produziu duas peças rastreáveis.


Através da tecnologia, é possível entender toda a cadeia produtiva envolvida nesse processo, incluindo os produtores, as indústrias e também uma etapa fundamental: a análise do algodão. É por meio desse trabalho que o mercado decide em qual produto o algodão plantado e colhido na Bahia será transformado.


Análise do algodão


Na Bahia, a avaliação da fibra é feita no Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), localizado em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado, e considerado o maior laboratório do ramo na América Latina. No local, são analisadas 34 mil amostras de algodão por dia.


"De cada fardo de algodão é retirada uma amostra e essa amostra é analisada e classificada. Esses dados são usados para gerar relatórios técnicos e comerciais, que ajudam produtores e compradores a avaliarem a qualidade da safra", explica Sérgio Alberto Brentano, gerente do laboratório.


Neste contexto, a qualidade do algodão é classificada conforme os seguintes tópicos:
- parâmetro - descrição;
- comprimento - mede o tamanho médio das fibras;
- micronaire - avalia finura e maturidade da fibra;
- resistência - indica a força da fibra, essencial para fiação;
- uniformidade - grau de consistência entre as fibras;
- cor e folha - avalia cor e presença de impurezas.


A partir da classificação do algodão, as indústrias de fiação, as malharias, tecelagens e as indústrias de confecção irão escolher os fardos para produzir os mais diversos produtos: vestimentas, roupas de cama, toalhas, entre outros produtos.


O algodão usado na fabricação da calça jeans, por exemplo, contém um fio mais resistente do que o utilizado na fabricação de camisas.


Exportações a todo vapor


Além do consumo no mercado nacional, a Bahia exportou mais de 470 mil toneladas de algodão para ao menos 12 países entre 2024 e 2025.


Fundamental matéria-prima para a indústria têxtil, a commodity produzida principalmente no oeste do estado teve como principais destinos China, Paquistão, Vietnã, Turquia e Bangladesh, que, juntos, concentram 84,9% das exportações brasileiras da fibra.


Segundo a Abapa, as importações desses países somaram mais de 372 mil toneladas no período. As vendas resultaram em um arrecadamento histórico de US$ 630.648.990,00 do total comercializado para os 12 países: US$ 792.508.743,00.


O alto número registrado pela associação é resultado de um momento histórico celebrado pelo Brasil neste ano: em fevereiro o país desbancou os Estados Unidos e, pela primeira vez, se tornou o maior exportador de algodão do mundo. Os especialistas apontam que o feito é resultado de décadas de investimentos em tecnologia no campo.


Mas por que o algodão brasileiro é tão procurado pela indústria têxtil nacional e internacional?


A fibra brasileira é considerada muito resistente e, segundo a presidente da Abapa, a agricultora Alessandra Zanotto, a espessura e o comprimento dela também atendem às exigências do mercado.


"O que a indústria têxtil hoje precisa é de qualidade, um algodão aderente ao produto que ela precisa fazer. O tipo do fio, a grossura, a resistência e também o que a indústria precisa e do conforto de abastecimento".


"O Brasil se tornou um grande exportador, porque ele consegue garantir esse fornecimento para indústria têxtil lá fora", ressaltou.


Expectativa para os próximos anos


A expectativa dos especialistas e produtores é de que o número de exportações baianas em relação ao algodão continue em crescimento.


Em 5 de agosto, o oeste da Bahia recebeu a 9ª edição da Missão Compradores — iniciativa promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para apresentar o modelo de produção nacional a representantes da indústria têxtil global.


O evento incluiu visitas técnicas à fazenda Sete Povos Agro, no município de Barreiras, e ao Centro de Análise de Fibras da Abapa, em Luís Eduardo Magalhães. A delegação foi composta por 19 executivos de empresas da China, Índia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia.


"A gente vê, sim, oportunidades de crescimento de área na Bahia, principalmente na irrigada e automaticamente se a gente aumenta essa produção, também cresce a exportação", ressaltou a profissional.


O bom desempenho ainda faz com que cresça o número de empregos diretos e indiretos no setor.


"A gente atrela o aumento da produção a um impacto positivo na economia de modo geral, principalmente no índice de desenvolvimento das pessoas e nas oportunidades de emprego. Por mais que seja uma cultura que necessita e adapta muita inovação em máquinas, ela tem um ciclo longo na lavoura, no campo e isso acaba necessitando de mais pessoas para trabalhar", explicou Zanotto.

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Calvin Klein expande uso de algodão rastreável

Marca amplia produção com fibra nacional ao integrar programa de rastreabilidade SouABR, que usa tecnologia blockchain

26 de Setembro de 2025

A Calvin Klein expande o uso de algodão rastreável com a produção local no Brasil. Em 2024, a marca anota 25.176 em peças produzidas com algodão rastreável, como parte do programa de rastreabilidade SouABR, que usa tecnologia blockchain para o registro. Até meados de 2025, esse volume cresceu em torno de 30%, para atingir 32.482 peças rastreadas, informa a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), responsável pela implementação do programa de rastreabilidade.


Não apenas aumentou a quantidade de peças produzidas com origem certificada, como a Calvin Klein diversificou os produtos rastreados. Em 2024, a marca lançou as primeiras camisetas. Hoje o mix inclui ainda jeans, camisas e peças de underwear.


De acordo com o programa, os parceiros industriais da Calvin Klein no Brasil incluem as tecelagens Vicunha Têxtil e Cataguases Têxtil, além da fiação Norfil, empresas que também aderiram aos critérios de rastreabilidade. A adoção da certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável) reforça o alinhamento da marca a uma cadeia produtiva com critérios sociais, ambientais e econômicos rigorosos, destaca o comunicado.


“Ver uma marca global como a Calvin Klein ampliar seu portfólio de peças com algodão rastreável mostra que estamos avançando na construção de uma moda mais transparente e conectada com a origem”, declarou no comunicado à imprensa Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.



RASTREABILIDADE EM NÚMEROS


Através da tecnologia blockchain, a plataforma SouABR rastreou 194.066 peças em 2024, encomendadas por 5 empresas enquadradas no elo Varejo do programa. Além de Calvin Klein, constam neste segmento C&A, Veste, Almagrino e Döhler. Até meados de 2025, o volume no elo Varejo atingiu 136.800 peças de origem rastreável, informa a Abrapa. Até o momento, a Calvin Klein é a segunda marca com mais peças de origem certificada em 2025.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 26/09/2025

26 de Setembro de 2025

Destaque da Semana - O algodão segue em faixa estreita de preços (66–69 c/lb), mas se aproximando cada vez mais do limite inferior desta banda. Cortes de juros nos EUA e exportações estáveis impediram queda maior. Somente um fato novo pode mudar essa monotonia: clima nos EUA, lei de incentivo ao uso de algodão, avanço comercial China–EUA.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 25/set cotado a 66,28 U$c/lp (-0,9% vs. 18/set). O contrato Dez/26 fechou em 69,35 U$c/lp (-0,5% vs. 18/set).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 783 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 25/set/25.


Altistas 1 - Preços baixos curam preços baixos: se os preços continuarem abaixo do custo, produtores de todas as regiões migrarão para outras culturas com melhores margens.


Altistas 2 - Rolagem de compras não fixadas para Mar/26. A migração alivia a pressão imediata sobre o contrato dez/25 e dilui o desequilíbrio “on-call”. Com menos urgência para fixar.


Altistas 3 - Exportações semanais dos EUA seguem razoáveis para a época. A presença constante de compradores em Ásia e Mediterrâneo mostra que, a preços atuais, existe consumo “real” a ser atendido.


Altistas 4 - Relatos de estoques um pouco menores indicam que a indústria Chinesa não está superabastecida. Em momentos de reposição, a demanda marginal tende a vir do exterior, principalmente Brasil.


Baixistas 1 - Demanda fraca no varejo: consumo global estagnado, e poucos pedidos para as fábricas.


Baixistas 2 - O mercado de algodão continua plenamente abastecido com a grande oferta e demanda limitada, embora com apenas estoques mínimos de “reserva” nas fiações.


Baixistas 3 - Tarifas e incertezas comerciais travam investimentos e pedidos com prazos mais longos.


Baixistas 4 - Fundos especulativas seguem fortemente vendidos, rolando posições de dezembro para março e aproveitando o carry (~200 pontos)


Oferta - A Cotlook revisou para baixo a previsão da produção global de algodão em 2025/26 para 25,9 milhões tons (-82 mil tons). Reduções na ZFA, Turquia e Paquistão superaram os aumentos nas estimativas para China, EUA e Índia.


Demanda - A estimativa de consumo global de algodão para 2025/26 é de 25,4 milhões tons, representando uma redução de 0,7% frente às 25,6 milhões tons em 2024/25.


Brasil - O Brasil pode bater novo recorde na produção de algodão, com a safra 2024/25 estimada em 4,11 milhões tons, conforme anunciado pela Abrapa durante reunião da Câmara Setorial com Mapa, Anea e BBM.


EUA 1 - Condições das lavouras dos EUA na ultima semana: 6% muito ruim, 12% ruim, 35% regular, 37% boa e 10% excelente.


EUA 2 - As condições pioraram na semana com boas+excelentes caindo de 52% para 47%, e muito ruim+ruim subindo de 14% para 18%. Em comparação com a média, entretanto, a condição média da safra é excelente.


China 1 - A China Cotton Association divulgou produção de 7,216 milhões tons.


China 2 - A previsão do Cotlook para o consumo de algodão na China para 2025/26 foi elevada para 8,42 milhões tons após revisão positiva dos dados de 2024/25.


China 3 - Importações chinesas de algodão em agosto foram de 72.714 tons (+37% vs julho, -50% vs ago/2024). Austrália foi o principal fornecedor (77%), seguida pelo Brasil (15%), e EUA, com apenas 1% (vs 30% em 2024).


Vietnã 1 - O mercado vietnamita segue moderado, com alta de cerca de 100 pontos no algodão Mid 37 do Brasil.


Vietnã 2 - O basis para algodão australiano LM 37 se fortaleceu, enquanto a demanda por algodão brasileiro tipo 36 está fraca, exigindo basis abaixo de 600 pontos para atrair interesse, com compradores preferindo fibra 37.


Vietnã 3 - As fiações vietnamitas continuam com vendas de fio abaixo da média, mas registraram demanda mais forte na primeira quinzena de setembro da China e de Hong Kong.


Vietnã 4 - O fortalecimento do CNY frente ao USD (1% em set) tornou o fio vietnamita mais barato para compradores chineses. O fio vietnamita está atualmente 5 a 15 centavos/kg mais barato que o chinês, com oferta doméstica chinesa firme.


Bangladesh 1 - Bangladesh já contratou cerca de 200 mil tons de algodão, com projeção de comprar até 500 mil tons do Brasil até jul/2026, representando 28% de suas importações totais.


Bangladesh 2 - O consumo projetado é de 1,76 milhão de tons. A participação dos EUA pode crescer por acordos tarifários, enquanto a Índia pode perder espaço devido aos altos preços.


Bangladesh 3 - As importações de algodão de Bangladesh em agosto foram de 133.122 tons (-12% vs ago/2024). ZFA foi o principal fornecedor (31%), seguida por Brasil e Austrália (17% cada), EUA (15%) e Índia (12%).


Índia - Apesar de uma queda de 5% na área plantada, a produção de algodão 2025/26 da Índia é estimada pela Cotlook em cerca de 5,19 milhões tons (99% do total da safra anterior).


Paquistão - Clima quente e seco persiste no cinturão do algodão. Observadores locais estimam a produção entre 1,02 - 1,19 milhão tons.


Austrália - A Cotton Compass estima a produção da safra 24/25 em 1,18 milhão tons (1,04 milhão irrigadas + 138 mil de sequeiro).


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 104,6 mil tons nas três primeiras semanas de setembro/25. A média diária de embarque é 13,6% menor que no mesmo mês em 2024.


Colheita 2024/25 - Até o dia de ontem (25/09) foram colhidos no estado da BA (98,6%), GO (99,11%), MA (100%), MG (100%), MS (100%), MT(100%), PI (100%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 99,74%.


Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (25/09) foram beneficiados nos estados da BA (64%), GO (73,75%), MA (38%), MG (69%), MS (65%), MT (39%), PI (70,5%), PR (100%) e SP (97%). Total Brasil: 45,99%.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 25-09


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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A colheita da nova safra de algodão está na reta final e Brasil segue como maior exportador global

Até 18 de setembro, 99% da área cultivada com algodão já havia sido colhida

25 de Setembro de 2025

A projeção da produção de pluma brasileira foi atualizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), durante o mês de setembro. A nova estimativa prevê uma produção de 4,11 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, um aumento de 11,1%, se comparada à colheita anterior. A área plantada com a cultura no país terá um aumento de 10,4% em relação ao ciclo 2023/2024, chegando a 2,147 milhões de hectares.


Com o fechamento do ano comercial 2024/2025, em 31/07, o Brasil confirmou a posição como maior exportador global no ano, pela segunda vez na história. O país exportou 77,5 mil toneladas, em agosto de 2025, totalizando uma receita de US$ 123,5 milhões. O mês de agosto é o primeiro mês do calendário comercial 2025/2026.


Paquistão foi o principal destino do algodão brasileiro em agosto de 2025, participando com 22% do total embarcado. Índia e Egito também foram destaques positivos do mês. Para 2025/2026, a expectativa é que de as exportações atinjam 3,1 milhões de toneladas de pluma, alta de 9,3% com relação ao último ano comercial.


Acesse o relatório completo:


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Relatorio_safra_Abrapa.Set2025.pdf

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Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados: Abrapa divulga estimativa de produção recorde para a safra 2024/2025

Durante a reunião, a entidade divulgou levantamento de setembro que projeta produção de 4,11 milhões de toneladas para safra 2024/2025

23 de Setembro de 2025

O Brasil está prestes a bater mais um recorde na produção de algodão, segundo estimativas divulgadas pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, durante a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, realizada na manhã da última terça-feira, 23/09. O encontro contou com a presença de representantes das principais associações de produtores do país vinculadas à Abrapa, da indústria têxtil, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM).


De acordo com os dados apresentados, a safra 2024/2025 deverá alcançar 4,11 milhões de toneladas de algodão. O volume estimado surpreendeu os produtores, que avaliam estratégias para comercializar toda a produção.


Produção nos principais estados brasileiros


A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, informou que a produção surpreendeu os cotonicultores do estado, onde a produção deve atingir 816 mil toneladas, uma projeção de aumento de 15% em relação à safra 2023/2024. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


Mato Grosso do Sul registrou a maior produtividade por hectare. O diretor executivo da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Algodão (Ampasul), Adão Hoffmann, destacou que o desempenho surpreendeu, já que as lavouras foram atingidas por chuvas nos meses que antecederam a colheita. Ainda assim, o terço médio e o ponteiro do algodão apresentaram bom desenvolvimento, e a qualidade da fibra melhorou em termos de comprimento e micronaire.


Em Minas Gerais, terceiro maior produtor do país, os resultados ficaram abaixo do esperado. Problemas climáticos reduziram o volume colhido, embora a qualidade da fibra não tenha sido comprometida.


Mato Grosso mantém a liderança nacional na produção de algodão. De acordo com o diretor executivo da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Décio Tocantins, o estado colheu 2,9 milhões de toneladas, o que representa cerca de 70% da pluma produzida no Brasil. A produtividade estimada, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), deve ser 5,6% maior em relação ao ciclo 2023/2024.


Driblando a demanda global


Houve consenso entre os presentes de que o principal desafio do setor é a estabilidade da demanda global. Em um cenário de alta produção, a demanda atual não sustenta uma recuperação dos preços, que seguem pressionados pela grande oferta de pluma.


Como medida paliativa, Piccoli, apresentou a proposta de criação do Programa de Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) voltado ao algodão em pluma. Segundo ele, a possibilidade de estocagem elimina a necessidade de venda imediata, fortalece o poder de negociação do produtor e permite esperar por condições mais favoráveis de exportação, evitando liquidações forçadas em períodos de preços deprimidos.


O projeto foi levado por representantes da Abrapa, da Ampa e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, na última sexta-feira (19/09). A proposta será oficializada via Câmara Setorial ainda em setembro, para discussão conjunta com o Mapa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Consumo interno de algodão


O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, atualizou os participantes sobre o consumo de fibras pela indústria brasileira. Segundo ele, o Brasil produziu 132 milhões de toneladas de fibras têxteis, das quais 77,7 milhões foram de poliéster e 24,5 milhões de algodão, que representaram 19% do total. Apesar da inadimplência e dos juros elevados, que limitam o consumo das famílias, a indústria segue crescendo e gerando empregos.


O principal desafio, contudo, é que o Brasil importa mais roupas do que exporta. Para Pimentel, o consumo interno de algodão só aumentará se houver maior produção por parte das confecções. Com uma defesa comercial mais firme, o país poderia aumentar a produção de vestuário e reduzir a dependência de tecidos sintéticos utilizados, por exemplo, na indústria automotiva.


Expectativas para as exportações


Miguel Fauss, ex-presidente e atual conselheiro da Anea, ressaltou que a China,maior compradora do algodão brasileiro, deverá reduzir suas aquisições neste ano. O país, que também é o maior produtor mundial da fibra, colheu mais algodão na última safra e adota postura cautelosa diante da crise nas relações com os Estados Unidos. Ainda assim, há espaço para expansão em outros mercados, como a Índia.


Outro fator que influencia a competitividade, segundo Fauss, é o preço do petróleo. Sua queda tende a baratear a produção de fibras sintéticas, levando as indústrias a optarem pelos tecidos fósseis como forma de ampliar margens de lucro, o que pode reduzir a procura pela fibra natural brasileira.

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Entidades do agro lançam manifesto e cobram plano nacional de logística no Brasil

Abrapa, Ampa e Aprosoja pedem rodovias seguras, ferrovias integradas, hidrovias navegáveis, portos modernos e armazenagem robusta

22 de Setembro de 2025

A conclusão do 1º Fórum de Geopolítica e Logística do Agro, em Brasília, resultou no lançamento do Manifesto pela Logística do Agro Brasileiro, divulgado nesta sexta-feira (19).


O texto é assinado  por Gustavo Viganó Piccoli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); Mauricio Buffon, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil); e Orcival Gouveia Guimarães, presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).


documento afirma que o Brasil já provou sua força em ciência, tecnologia e produtividade, mas perde competitividade na hora de exportar por causa de estradas precárias, pontes frágeis, atraso na expansão ferroviária e portos lentos e burocráticos.


“É urgente um plano nacional para modernizar nossas rodovias, evitando caminhões atolados em estradas precárias ou pontes de madeira que se desfazem a cada inverno. O transporte sobre trilhos precisa deixar de ser promessa e se tornar alternativa real, com uma malha ferroviária conectada, integrada e capaz de oferecer solução de ponta a ponta”, diz o documento.


falta de armazéns obriga produtores a vender rapidamente e com menor valor agregado, enquanto o déficit de energia desestabiliza agroindústrias e sistemas de irrigação.


Custo Brasil e disputa desigual


“Hoje, nossos produtos levam mais tempo e custam mais para chegar aos compradores finais. Esse cenário, agravado pelo chamado ‘Custo Brasil’ e por uma Selic considerada desproporcional,  cria uma disputa desigual com concorrentes internacionais que contam com logística moderna e infraestrutura mais robusta”, afirma o manifesto.


O que o manifesto defende


As entidades pedem um plano nacional que priorize rodovias seguras, ferrovias integradas, hidrovias navegáveis, portos modernos e sistemas de armazenagem mais robustos, para que a logística “deixe de ser obstáculo e passe a ser a chave que abre portas de competitividade e desenvolvimento”.


“O diagnóstico é claro: não há mais espaço para adiar investimentos estruturantes na logística nacional.”


Soberania e urgência


O manifesto ressalta que investir em logística não é apenas facilitar a vida do produtor. É garantir soberania alimentar, geração de emprego, renda e o futuro do país.


A mensagem final é de urgência e coordenação entre produtores, reguladores, financiadores, gestores públicos e sociedade: “O futuro não espera. O Brasil também não pode esperar”.


 

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Entidades lançam Manifesto pelo Agro e defendem investimentos em logística

Assinado por três associações de produtores, documento é fruto de discussões promovidas em evento de logística em Brasília

22 de Setembro de 2025

Três associações de produtores divulgaram nesta sexta-feira, 19, um manifesto em defesa do agronegócio brasileiro. O documento, assinado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) defende que a logística deixe se ser um gargalo para se transformar em um pilar de competitividade e de crescimento para o País.


As reivindicações são fruto das discussões promovidas durante o 1º Fórum de Geopolítica e Logística, realizado em Brasília no último dia 10 de setembro, e destacam que, apesar de o Brasil ter se consolidado como potência agrícola, os entraves logísticos comprometem prazos, elevam custos e reduzem a competitividade frente a concorrentes internacionais que contam com infraestrutura mais moderna. Além disso, aponta que o déficit de armazéns e o alto “Custo Brasil” pressionam o produtor e limitam a geração de valor.


No texto, as entidades cobram a implementação de políticas de Estado voltadas para:


rodovias seguras;
ferrovias integradas e funcionais;
hidrovias navegáveis;
portos modernos e menos burocráticos;
ampliação da capacidade de armazenagem;
fornecimento estável de energia elétrica para sustentar a produção e a agroindústria.

Para as associações, não há mais espaço para adiar investimentos estruturantes. Elas afirmam que investir em logística significa não apenas dar melhores condições ao setor produtivo, mas também garantir soberania alimentar, geração de emprego e fortalecimento da economia nacional. “A logística é a chave — e ela precisa girar, com o esforço conjunto de produtores, governo, reguladores, financiadores e sociedade”, argumentam.


Clique aqui para ler o documento na íntegra


O evento
O 1º Fórum de Geopolítica e Logística foi organizado pelas Abrapa em parceria com as duas outras associações. O objetivo foi debater os principais desafios para o agro e quais as medidas que devem ser tomadas agora para ampliar as exportações de produtos brasileiros com qualidade e segurança.


Quem estava presente assistiu a dois painéis: um sobre a diversificação dos modais de transporte e escoamento da safra brasileira, e outro sobre a atuação de agências reguladoras e obstáculos da infraestrutura de abastecimento no País.


Fonte: https://agro.estadao.com.br/agropolitica/entidades-lancam-manifesto-pelo-agro-e-defendem-investimentos-em-logistica

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Representantes da Abrapa apresentam programa de estocagem de algodão ao Ministro da Agricultura e Pecuária

Abrapa solicitou a criação de programa em caráter emergencial para atender o setor algodoeiro do Brasil.

19 de Setembro de 2025

Na última quinta-feira, 18/08, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, reuniu-se com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, para solicitar ao Governo Federal o estabelecimento de uma linha de crédito para a estocagem de algodão em pluma. Ele esteve acompanhado do diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, do diretor executivo da Associação Mato-Grossense de Produtores de Algodão (Ampa), Décio Tocantins, e do presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Alexandre Schenkel.

Com o objetivo de possibilitar que os produtores estoquem parte da produção e evitem liquidações forçadas em um mercado em queda, o programa pretende fortalecer a competitividade internacional da pluma brasileira. A proposta também busca mitigar as perdas dos cotonicultores e garantir o fornecimento de algodão para a indústria têxtil em períodos futuros.


De acordo com Gustavo Piccoli, “A implementação do programa poderá aliviar a pressão de venda imediata ao oferecer uma estrutura que aumente o poder de barganha da produção nacional, contribuindo para estabilizar os preços internos no curto prazo e ajustar os fluxos de exportação conforme as oportunidades comerciais.”


Medida provisória para renegociação de dívidas

Na ocasião, Piccoli também manifestou preocupação com o alto grau de endividamento dos produtores, fator que dificulta o acesso a novos financiamentos.


Em resposta às solicitações, o ministro Fávaro informou que o governo brasileiro está tomando providências para viabilizar medidas que possibilitem a renegociação das dívidas, por meio da edição de uma medida provisória específica.


Previsibilidade e segurança
Segundo Piccoli, garantir previsibilidade de renda e segurança ao produtor é fundamental para que o Brasil continue produzindo em larga escala e mantendo a liderança nas exportações da fibra.


“O Brasil é referência mundial na produção sustentável de algodão. Para consolidar essa posição, é urgente a adoção de instrumentos de política agrícola anticíclica, capazes de assegurar renda e segurança ao produtor”, destacou o presidente da Abrapa.

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Após a realização do Fórum Geopolítica e Logística, Abrapa, Ampa e Aprosoja lançam Manifesto pelo Agro Brasileiro

A logística do Agro no Brasil deve deixar de ser obstáculo e se tornar a chave que abre portas de competitividade e desenvolvimento

19 de Setembro de 2025

No documento, as entidades se posicionaram em defesa de uma política de Estado que priorize rodovias seguras, ferrovias integradas, hidrovias navegáveis, portos modernos e armazenagem robusta.


Leia o Manisfeto na íntegra:


Manifesto - Fórum Geopolítica e Logística

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