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Sou de Algodão leva estudantes do Senac SP para experiência imersiva em uma marca de moda

Os estudantes do curso de Design de Moda da instituição paulistana vivenciaram de perto os processos da indústria e refletiram sobre a responsabilidade na cadeia têxtil

29 de Agosto de 2025

Nesta quarta-feira (27), Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), levou estudantes e docentes do curso de Design de Moda da parceira Senac SP para uma experiência imersiva na Veste S.A Estilo, uma das maiores empresas de moda do Brasil. A imersão foi conduzida por Manami Kawaguchi Torres, gestora de Relações Institucionais do movimento, e contou com a presença especial do estilista parceiro João Pimenta, que também é consultor criativo da instituição de ensino.


A programação, que começou no início da tarde, contou com uma apresentação institucional sobre o movimento e sobre a Veste S.A Estilo, além de uma visita guiada por diferentes áreas da empresa, como Estilo, Marcas, Showroom, Tecidoteca, Modelagem e Centro de Distribuição. O grupo também acompanhou uma apresentação detalhada sobre o processo de desenvolvimento de produtos, conectando teoria e prática.


Para Manami Kawaguchi Torres, a aproximação entre o setor e os estudantes é fundamental para construir um futuro mais responsável e criativo na moda. “Nós acreditamos que a transformação da moda responsável passa, principalmente, pelas novas gerações. Estar com os estudantes, compartilhar conhecimento e mostrar como o algodão brasileiro se conecta a toda a cadeia têxtil são oportunidades muito valiosas de inspiração e diálogo”, destacou.


“Para os alunos, é uma oportunidade única estar dentro de uma empresa desse porte e compreender de perto os seus processos. Esse contato ajuda a ampliar a visão deles sobre o que pode ser um negócio de moda, a entender a dimensão que uma marca pode alcançar e o impacto que isso tem no setor. Tenho certeza de que foi uma experiência muito especial para cada um, por terem esse acesso direto a uma empresa com tamanha relevância”, afirma o estilista João Pimenta.


Além da troca de conhecimento, a experiência também proporcionou um olhar abrangente sobre os bastidores da indústria da moda. Ao circularem e conhecerem diferentes setores da empresa, os estudantes do Senac-SP puderam compreender como cada área se conecta, desde a pesquisa de tecidos até a logística de distribuição, entendendo assim, os desafios e as oportunidades do setor.


“Essa visita foi uma oportunidade muito rica de conexão entre o ensino de Design de Moda e o mercado produtivo. Fiquei impressionada com a estrutura e a governança da Veste, que abriu generosamente suas portas e dedicou uma tarde inteira para compartilhar conhecimento com nossos estudantes, professores e com o consultor criativo do curso, João Pimenta. Certamente, toda essa vivência agregou muito ao grupo, que agora terá ainda mais repertório para refletir, absorver e aplicar no desenvolvimento da coleção do Projeto Talentos Senac Moda 2025”, destaca Viviane Torres Kozesinski, docente do curso. “Destaco a forma como a empresa apresentou sua cultura organizacional, seus princípios de sustentabilidade, sua gestão humanizada e transparente, e todo o percurso do produto. São aprendizados de extrema relevância que fortalecem a formação dos futuros profissionais de moda”, completa.


“Receber os estudantes foi muito especial, porque acreditamos que abrir nossas portas é também abrir espaço para novas ideias e reflexões que ajudam a transformar o futuro da moda. A parceria com o Sou de Algodão reforça esse compromisso, já que o algodão é a principal fibra do nosso negócio e, quando cultivado de forma sustentável, representa inovação, transparência e responsabilidade”, reitera Laís Malerba Silveira, gerente de ESG da marca.


De acordo com Manami, o impacto da atividade para a formação dos futuros profissionais é muito importante. “É significativo para os alunos enxergarem, de uma forma concreta, como a indústria funciona por dentro, no dia a dia. Esse contato direto com a prática, aliado à reflexão sobre responsabilidade socioambiental, vai ampliar a visão deles enquanto criadores e futuros profissionais. Acredito que experiências como essa marcam profundamente a trajetória acadêmica e profissional de cada um”, afirma.


A iniciativa reforça o pilar Informacional do Sou de Algodão ao conectar a indústria, instituições de ensino e os estudantes, promovendo conhecimento técnico, inspiração criativa e práticas mais responsáveis na moda brasileira.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 29/08/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #34/2025 

29 de Agosto de 2025

Destaque da Semana - O governo da Índia prorrogou até 31/dez a isenção de tarifa de importação sobre algodão , após os EUA imporem tarifa adicional de 25% (total de 50%) sobre têxteis e vestuário indianos. A medida busca aliviar o setor em um momento de incertezas sobre demanda interna. Ao mesmo tempo, a China confirmou quota tímida de 200 mil tons de algodão para 2025.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 28/ago cotado a 67,30 U$c/lp (-0,2% vs. 21/ago). O contrato Dez/26 fechou em 69,47 U$c/lp (+0,6% vs. 21/ago).


Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 732 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36)), fonte Cotlook 28/ago/25.


Altistas 1 - A prorrogação da isenção de tarifas na Índia até o fim de 2025 deve estimular as importações de algodão por parte das fiações indianas, que passam a enxergar oportunidade de reduzir custos no curto prazo.


Altistas 2 - O mercado mostrou força ao se recuperar depois de cair para 66,72 c/lb e conseguiu ficar firme acima de 67,00 c/lb. Esse movimento dá mais confiança aos compradores e mantém a expectativa de boa demanda nesses preços.


Baixistas 1 - De acordo com o último relatório da bolsa, os produtores adicionaram mais de 1,1 milhão de fardos não fixados no contrato Dez/25, contra apenas 71.600 fardos de novas vendas “on-call”. Esse movimento elevou o desequilíbrio para mais de 5,2 milhões de fardos, gerando forte pressão sobre o contrato dezembro e aumentando o risco baixa.


Baixistas 2 - Condição da safra nos EUA bem acima da média: 54% boas/excelentes (vs. 24% em 2024 e 22% na média 5 anos), com Texas a 45% boas/excelentes (vs. 26% em 2024 e 25% média). Perspectiva de maior oferta pesa no mercado.


China 1 - O governo chinês anunciou uma cota adicional de importação de 200 mil tons, exclusiva para fiações com mínimo de 50 mil fusos (empresas estatais excluídas). A cota é isenta de tarifa, mas exige reexportação dos produtos acabados. O prazo final para solicitação é 31/dez/2025.


China 2 - Esse volume é igual ao de 2024, mas significativamente inferior aos anos anteriores (em 2023, foi de 750 mil tons). Lembrando que em 2024/25, as importações totalizaram somente 1,13 milhão tons (vs 3,26 milhões em 2023/24).


China 3 - As previsões para a produtividade do algodão 2025/26 na China continuam aumentando, com estimativas de produção entre 7,3 e 7,5 milhões tons de acordo com o Cotlook.


China 4 - De 2 a 4 de setembro, ocorre em Xangai, China, a Yarn Expo Autumn 2025, no National Exhibition and Convention Center (Hall 8.2). O evento reunirá aproximadamente 580 expositores de 16 países e regiões. Cotton Brazil estará presente no evento, ampliando o diálogo com clientes e parceiros estratégicos na região.


Índia 1 - O governo Indiano estendeu a suspensão da taxa de importação de algodão até 31/dez. A medida visa apoiar a indústria têxtil local após os EUA imporem tarifa adicional de 25% sobre importações indianas, elevando a carga total para 50%.


Índia 2 - A tarifa total de 50% aos produtos indianos é superior às taxas aplicadas à maioria dos outros países, como Bangladesh e Vietnã, colocando a indústria local em desvantagem competitiva.


Índia 3 - Dados do Ministério do Comércio da Índia mostram que as importações de algodão em junho foram de 34.904 tons (-30% vs maio, +38% vs jun/2024).


Índia 4 - No acumulado de 11 meses, as importações totalizaram 603.924 tons (4x maior que 2023/24). Brasil e Austrália foram os principais fornecedores (20% cada).


Paquistão - De acordo com o Cotlook, observadores locais revisaram para cima a estimativa da safra paquistanesa, chegando agora a uma produção de aproximadamente 1,2 milhão tons. A expectativa anterior era de 1,1 milhão de tons.


Turquia 1 - As importações de algodão pela Turquia em junho totalizaram 114.713 tons (-42% vs maio, +42% vs jun/2024). Os EUA foram o principal fornecedor (52%), seguidos por Brasil (33%) e países da CEI (8%).


Turquia 2 - No acumulado de ago/24 a jun/25, as importações somaram 874.500 tons (+30% vs 2023/24). O Brasil liderou com 34% do total, seguido por EUA (32%) e CEI (14%).


Expo Osaka 1 - Alessandra Zanotto, presidente da Abapa, representou as produtoras de algodão brasileiras no painel "Mulheres que tecem o futuro" na Expo Osaka 2025, destacando participação feminina, moda e práticas sustentáveis na cadeia produtiva.


Expo Osaka 2 - A participação reforçou o papel das fibras naturais para um público exigente em sustentabilidade, com representação conjunta da ApexBrasil e Abit para promoção do algodão brasileiro no mercado japonês.


Feriado nos EUA - No dia 1º de setembro (segunda-feira), será comemorado o Labor Day nos Estados Unidos, o que implica no fechamento da ICE NY. As negociações serão retomadas normalmente no dia 2 de setembro (terça-feira).


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 58,4 mil tons nas quatro primeiras semanas de agosto. A média diária de embarque é 28,2% menor que no mesmo mês em 2024.


Colheita 2024/25 - Até ontem (28) foram colhidos no estado da BA 73,4%, GO 85,56%, MA 91%, MG 85%, MS 100%, MT 77%, PI 98,1%, PR 100% e SP 96%. Total Brasil: 77,73%.


Beneficiamento 2024/25 - Até ontem (28) foram beneficiados nos estados da BA 40%, GO 45,05%, MA 21%, MG 45%, MS 45%, MT 19%, PI 43,4%, PR 90% e SP 93%. Total Brasil: 25%.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇
Quadro de cotações para 28-08



Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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III Simpósio sobre Sistemas Intensivos de Produção reúne especialistas no coração do Matopiba 

Evento em Luís Eduardo Magalhães (BA), discutirá integração entre lavoura, pecuária e sustentabilidade e tem inscrições gratuitas

29 de Agosto de 2025

Entre os dias 9 e 11 de setembro de 2025, o auditório da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em Luís Eduardo Magalhães (BA), sediará o III Simpósio sobre Sistemas Intensivos de Produção. O evento, que é uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com a Abapa, receberá pesquisadores, técnicos, professores, acadêmicos e produtores de todo o país para debater o futuro da agricultura integrada. 


A programação do simpósio contará com a realização de painéis sobre tecnologias para manter a fertilidade do solo, melhorar a infiltração de água e aumentar a resiliência climática. Também estarão em pauta os desafios impostos pelas mudanças climáticas, a pressão sobre os recursos hídricos e o manejo integrado de pragas. 


Coração do Matopiba 


A escolha de Luís Eduardo Magalhães para receber o simpósio foi estratégica. O município está localizado no coração da fronteira agrícola do Matopiba, que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.  


“Atualmente, a produção agropecuária do Matopiba é marcada pelas grandes colheitas de grãos, especialmente soja, milho e algodão. Por isso, a realização deste evento na região é essencial para falar da integração dos sistemas de produção.”, afirmou o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli.  


De acordo com a Embrapa, a região oeste da Bahia, uma área mais antiga e mais consolidada do Matopiba, é a segunda maior produtora brasileira da fibra representa. Apesar de grande parte da área ser dedicada à agricultura de grãos, além de áreas de pecuária, os imóveis rurais da região também abrem espaço para frutas, raízes e tubérculos, espécies florestais, criando um sistema mais resiliente e intregrado 


Integração agropecuária 


O simpósio propõe uma abordagem holística da produção agropecuária, indo além da análise isolada da cultura do algodão e considerando os sistemas de produção de forma integrada.  


O foco estará na interação entre lavouras, pastagens, animais e o cerrado, com ênfase no manejo sustentável do solo, na retenção de água e no uso racional dos recursos naturais. Com o objetivo de unir sustentabilidade ambiental, social e econômica a altas produtividades, o evento pretende criar um espaço de troca de experiências e inovação, reunindo as principais referências do setor para discutir caminhos que conciliem competitividade e preservação.  


Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, o simpósio tem como missão dar uma perspectiva sistêmica aos participantes, “Neste evento a Abapa terá a missão de criar um espaço para o debater maneiras sustentáveis de equilibrar os diversos fatores envolvidos em sistemas integrados de produção. O objetivo é encontrar soluções para esses desafios reais da agricultura brasileira”, afirmou Zanotto. 


Entre os principais temas que serão apresentados no simpósio estão: a superação de desafios como pragas, recursos hídricos e mudanças climáticas; a união entre sustentabilidade e alta produtividade; e as novas tecnologias para solo fértil, infiltração de água e resiliência climática. 


Para quem é o evento?


Produtores rurais, pesquisadores, técnicos e acadêmicos que buscam dominar sistemas integrados sustentáveis e conectar-se às redes de inovação do agro brasileiro.

A participação é gratuita, para se inscrever basta clicar no link abaixo:

https://www.sympla.com.br/evento/iii-simposio-sobre-sistemas-intensivos-de-producao/3039774?referrer=simposiosip.com.br 

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Cotonicultores australianos chegam ao Brasil para conhecer a produção de algodão nacional 

A convite da Tama, o grupo conheceu a sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Centro Brasileiro do Algodão (CBRA) 

28 de Agosto de 2025

Na tarde desta segunda-feira, 25/08, a Abrapa recebeu uma comitiva formada por produtores de algodão vindos da Austrália para conhecerem e entenderem o funcionamento do setor cotonicultor do Brasil.  


Os agricultores australianos vieram ao Brasil atraídos pela sofisticação da gestão da produção brasileira, que alia produção em larga escala e altos padrões de sustentabilidade e rastreabilidade na sua cadeia.  


A missão da comitiva australiana no Brasil é uma iniciativa da Tama, fabricante do filme plástico que reveste os rolos de algodão recém-colhidos e os mantém protegidos no campo. A empresa também é parceira do movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa que promove o algodão brasileiro para o consumidor final. 


Rastreabilidade do campo ao varejo 


A forma como o Brasil aplica a rastreabilidade em toda cadeia produtiva do algodão, da semente até o varejo, também motivou a missão da comitiva no Brasil. Durante a visita à Abrapa, a Diretora de Relações Institucionais da associação, Silmara Ferraresi, apresentou ao grupo detalhes e como funcionam os programas de rastreabilidade da Abrapa, SAI e Sou ABR. Ambos os programas fazem a rastreabilidade do algodão, das lavouras até o varejo, processo que agrega valor ao algodão nacional. 


Ferraresi também falou sobre o movimento Sou de Algodão, explicando à comitiva como o ele incentiva o consumo interno dos produtos confeccionados com a pluma brasileira. 


Troca de experiências 


Além da sede da Abrapa, em Brasília, os produtores também conhecerão unidades produtivas no Mato Grosso e a fábrica da Tama, na Bahia. De acordo com Bruno Franco, gerente da unidade de negócios de algodão da Tama, “A vinda ao Brasil foi uma sugestão dos agricultores australianos, por considerarem o Brasil como um líder global, tanto pela eficiência de custo quanto pela qualidade da pluma”.  


Franco acredita que essa troca de experiência entre os produtores dos dois países é importante para que os produtores aprendam sobre o sistema brasileiro. “Eu acho que é uma troca que o Brasil já fez no passado com os Estados Unidos. Alguns produtores brasileiros também já foram até a Austrália para conhecer e trocar experiências, para mim esse é um movimento sempre muito válido”, completou. 

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Cotton Brazil impulsiona a liderança do Brasil nas exportações de algodão

No ano comercial 2024/25, o País exportou 2,83 milhões de toneladas, 6% a mais que em 2023/24. Com exceção da China, o comércio aumentou em todos os países prioritários

27 de Agosto de 2025

As exportações de algodão brasileiro no ano comercial 2024/25 bateram novo recorde histórico. De agosto de 2024 a julho de 2025, o País embarcou 2,83 milhões de toneladas de pluma, 6% a mais que as 2,68 milhões de toneladas de 2023/24. Com isso, o Brasil repete o título de maior exportador mundial e reafirma o êxito do programa Cotton Brazil, criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em 2020 em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), e apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA).


Com eventos presenciais técnicos, intercâmbios comerciais e um escritório avançado em Singapura, o Cotton Brazil promove o produto brasileiro em escala global, intensificando as relações entre quem produz algodão no Brasil e quem o compra na Ásia. “Crescemos em praticamente todos os países prioritários. Esse é um sinal muito positivo de que a estratégia adotada dá resultados concretos. Se a meta é sermos o principal exportador, precisamos manter e ampliar nossas ações”, analisa o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli.


A nação que mais ampliou o volume de compras de algodão brasileiro no ano comercial 2024/25 foi a Índia, que tem a segunda maior indústria têxtil do mundo. O crescimento foi de 1.777% em relação ao ciclo anterior (2023/24). O Egito, que começou a importar do Brasil somente em 2023, aumentou os pedidos em 332%, seguido pelo Paquistão (200%).


A única exceção foi a China. Maior importadora mundial de pluma no ciclo 2023/24, a nação reduziu em 65% as compras de algodão em todo o mundo nesta temporada, incluindo do Brasil. Segundo analistas, a boa safra chinesa contribuiu para essa redução.


Estratégia


rescimento nas vendas aos países considerados prioritários pode ser explicado pela estratégia adotada pela Abrapa com o Cotton Brazil. Em 2024, o programa intensificou sua presença global. Foram realizadas nove missões internacionais, sendo cinco na Ásia, três na Europa e uma no Brasil (a Missão Compradores, em que grupos de importadores visitam fazendas, algodoeiras, laboratórios e escritórios brasileiros). Além disso, a agenda de reuniões técnicas do programa percorreu 16 países, entre os quais China, Índia, Vietnã, Turquia, Egito e Bangladesh.


A participação em eventos internacionais setoriais também contribuiu para estreitar as relações com indústria têxtil, empresas varejistas e governos. Neste ano, o programa Cotton Brazil já percorreu Índia e Paquistão em fevereiro, Inglaterra, Bélgica e Estados Unidos em abril, China e Coreia do Sul em maio e Turquia em junho. Em julho, foi a vez do Brasil receber delegações de compradores, industriais, executivos, produtores e ambientalistas da Austrália, Bangladesh, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Grécia, Índia, Inglaterra, Israel, Paquistão, Suíça, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.


“Criar essa rede de contatos nos principais países compradores é fundamental para entendermos as necessidades da indústria e construirmos confiança. Ao mesmo tempo, trazemos esses parceiros para o Brasil para conhecerem de perto a qualidade da nossa produção e as inovações que estamos implementando. Essa troca é essencial para evoluirmos juntos e entregarmos o que o mercado espera”, afirma Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.


Principais destinos


O Vietnã liderou a importação de algodão brasileiro em 2024/25, respondendo por 532,5 mil toneladas, ou 19% do total importado. Em segundo lugar, ficou o Paquistão, com 494,1 mil toneladas importadas e 17% de participação. A China veio em terceiro lugar, com 458,9 mil toneladas adquiridas e 16% de participação.


Coordenador do programa Cotton Brazil a partir do escritório avançado em Singapura, Duarte explica que os resultados obtidos no ano comercial 2024/25 confirmam o crescimento sólido da cotonicultura brasileira. “Estamos ampliando mercado em todos os países compradores. Essa diversidade de nações nos dá mais autonomia e mostra que ainda temos potencial para crescermos”, observa o executivo. Em termos de faturamento, as exportações brasileiras totalizaram US$ 4,8 bilhões, 6% a menos que em 2023/24.


“Ultrapassamos o patamar louvável dos US$ 4 bilhões, o que é de se comemorar, principalmente porque a tendência baixista ocorreu ao longo do ano comercial em todo o mundo”, comenta Marcelo Duarte. Outro aspecto importante na análise das exportações brasileiras de algodão foi o volume embarcado em janeiro de 2025: 416 mil toneladas, contra a média mensal em torno de 200 mil toneladas.


“Sinal claro da evolução do sistema logístico brasileiro, pois superamos a barreira recorde das 400 mil toneladas sem sobressaltos. Isso transmite mais confiabilidade e segurança para o importador”, observa o diretor. O programa Cotton Brazil é realizado pela Abrapa em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e tem apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 22/08/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #33/2025     

22 de Agosto de 2025



Destaque da Semana - Os futuros de algodão recuaram após a breve alta provocada pela revisão do USDA, com dezembro voltando a ficar abaixo de 68 centavos, enquanto fatores como a suspensão da tarifa de importação na Índia e o Furacão Erin não influenciaram os preços.


Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 21/ago cotado a 67,42 U$c/lp (-0,4% vs. 14/ago). O contrato Dez/26 fechou em 69,09 U$c/lp (-0,5% vs. 14/ago).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 690 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 21/ago/25.


Altistas 1 - A revisão para baixo da safra de algodão dos EUA pelo USDA deu suporte temporário aos preços, gerando um breve rali.


Altistas 2 - As fiações em Bangladesh e no Vietnã registraram forte retomada de encomendas , com destaque para compras de algodão brasileiro e australiano de alta qualidade


Baixistas 1 - A Índia suspendeu o imposto de importação de 11% sobre o algodão em pluma até 30 de setembro, oferecendo alívio imediato às fiações e novas oportunidades de compra.


Baixistas 2 - A suspensão da tarifa na Índia se aplica apenas a cargas já em trânsito ou próximas, limitando fortemente a janela de negócios.


Baixistas 3 - O Furacão Erin desviou da costa dos EUA, não atingindo as lavouras e retirando suporte potencial aos preços.


Baixistas 4 - Grandes volumes de algodão africano continuam sem venda e os embarques seguem atrasados, aumentando preocupações com excesso de oferta.


Expo Osaka 1 - O programa Cotton Brazil da Abrapa promoverá o algodão brasileiro na Expo Osaka 2025, de 18 a 23/ago, com exposições e debates para destacar a qualidade e sustentabilidade do produto.


Expo Osaka 2 - A iniciativa inclui ações de relacionamento com autoridades e empresários japoneses, brasileiros e internacionais durante o evento e é uma parceria com a ApexBrasil com apoio da Anea.


EUA - Apesar do intenso calor afetando plantas no Delta e Sudeste na semana de 17/ago, 55% das lavouras foram classificadas como boas a excelentes , 31% como regulares e 14% como ruins a muito ruins.


China 1 - Dados alfandegários chineses confirmam que 2024/25 foi o pior ano em mais de uma década para importações de algodão e fio da China, com embarques totais de 2,38 milhões tons devido à fraca demanda.


China 2 - As importações de algodão foram de 1,127 milhão tons (o menor desde 2016/17) e as de fio, 1,253 milhão . A safra local foi de quase 7 milhões tons .


China 3 - O Brasil foi o principal fornecedor de algodão , com 500 mil tons (44% do total). Austrália forneceu 250 mil tons (22%) e EUA 200 mil tons (18%).


China 4 - Em julho, as importações chinesas de algodão totalizaram cerca de 50 mil tons , uma queda de 75% na comparação anual, mas alta frente às 27.445 tons de junho.


China 5 - As importações de fio totalizaram cerca de 110 mil tons em julho , valor modestamente menor na comparação anual, mas 18% superior ao mês anterior.


Índia - Mensalmente, entre 35% e 40% das exportações de vestuário da Índia têm como destino os EUA . No ano fiscal 2024/25, o valor total de têxteis enviados foi de quase US$ 8,3 bi.


Bangladesh - A Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário de Bangladesh (BGMEA) está desenvolvendo um novo armazém de algodão em Chittagong junto com a embaixada dos EUA como parte de uma iniciativa para expandir as importações de algodão americano.


Indonésia 1 - Importações de algodão pela Indonésia em junho foram de 35.643 tons (-8% vs maio, +13% vs 2024). Brasil forneceu 38% do total , enquanto EUA foram responsáveis por 28%.


Indonésia 2 - No acumulado de 11 meses da safra, as importações totalizaram 379.858 tons (+3,6%* ante 2024). O Brasil foi o principal fornecedor , com 43% do total, seguido pela Austrália (28%) e EUA (18%).


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 34,7 mil tons nas três primeiras semanas de agosto. A média diária de embarque é 37,9% menor que no mesmo mês em 2024.


Colheita 2024/25 -  Até o dia de ontem (21/08) foram colhidos no estado da BA (64,78%), GO (81,64%), MA (70%), MG (78%), MS (89%), MT(56%), PI (92,2%), PR (95%) e SP (96%). Total Brasil: 60,06%.


Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (21/08) foram beneficiados nos estados da BA (40%), GO (37,7%), MA (14%), MG (40%), MS (38%), MT (14%), PI (37,1%)  PR (90%) e SP (93%). Total Brasil: 20,92%.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇

Quadro de cotações para 21-08


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Nota sobre a manifestação do National Cotton Council ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR)

22 de Agosto de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) tomou conhecimento dos comentários submetidos pelo National Cotton Council (NCC), principal entidade do setor de algodão dos Estados Unidos, no âmbito da investigação em curso da Seção 301 sobre o Brasil. Em sua manifestação, o NCC apresentou um pedido formal para que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) amplie o escopo da investigação já existente, de modo a incluir especificamente o algodão brasileiro.


Enxergamos essa iniciativa como uma reação ao avanço da competitividade do Brasil no mercado internacional de algodão, como maior exportador global. Movimentos como esse não nos surpreendem, pois são comuns em momentos de transformação no cenário global.


Os argumentos apresentados contra o algodão brasileiro destoam da realidade. A cotonicultura brasileira não se destaca por políticas artificiais de apoio, mas sim por fatores estruturais sólidos que combinam eficiência, produtividade e compromisso genuíno com o meio ambiente e o desenvolvimento social.


No campo da eficiência, o Brasil produz mais que o dobro de algodão por hectare em comparação com os Estados Unidos, e isso ocorre em áreas majoritariamente sem irrigação, o que reforça a sustentabilidade e a competitividade do nosso modelo produtivo.


O respeito ao meio ambiente é um pilar fundamental da cotonicultura brasileira. Atualmente, 85% da produção nacional é licenciada por certificação internacional, o que representa um dos índices mais altos do mundo. Esse reconhecimento assegura que o algodão brasileiro atende a padrões internacionais de sustentabilidade, contemplando boas práticas ambientais e responsabilidade social.


Estamos à disposição para responder, de forma institucional e técnica, a estas ou quaisquer outras alegações, mantendo um diálogo construtivo com todos os stakeholders.


Uma vez esclarecidos esses pontos, esperamos avançar em colaboração com os Estados Unidos e demais produtores de fibras naturais. Essa medida é essencial para enfrentar a urgente crise ambiental e de saúde global criada pela poluição plástica proveniente das fibras sintéticas.


Juntos, podemos tornar o planeta mais natural e menos plástico, fortalecendo o setor do algodão e promovendo as soluções sustentáveis que o mundo tanto precisa.


Brasília, 22 de agosto de 2025


Acesse a Nota Oficial:
https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Nota-NCC-PTBR-2.pdf

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Alessandra Zanotto participa de painel sobre mulheres na cadeia têxtil em mostra do algodão brasileiro na Expo Osaka 2025

Encontro faz parte da programação da mostra “O Poder do Natural”, promovida pela Abrapa e Cotton Brazil no Pavilhão do Brasil na Expo Osaka 2025.

22 de Agosto de 2025

Alessandra Zanotto, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), participou da programação dedicada ao algodão brasileiro na Expo Osaka 2025, no Japão. No painel “Mulheres que tecem o futuro: da sustentabilidade à inovação”, Zanotto representou as produtoras de algodão no debate sobre participação feminina, moda, rastreabilidade e práticas sustentáveis na cadeia do algodão. Ana Paula Repezza, Diretora de Negócios da Apex Brasil, e a superintendente de Projetos Estratégicos da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Lilian Kaddissi, completaram a mesa.  


Para a produtora, a participação na Expo Osaka foi uma oportunidade de ressaltar o papel das fibras naturais para um público que é cada vez mais exigente em relação à sustentabilidade. “Para nós, produtores de algodão estarmos aqui, em um diálogo com a indústria e com o varejo falando do quão importante é a nossa cultura para a sustentabilidade traz reflexões muito importantes, afinal estamos falando de uma fibra natural, biodegradável, e que é responsável”, afirmou Zanotto. 


Em uma das falas durante o painel, Ana Paula Repezza comentou sobre a contribuição social e econômica das empresas exportadoras dirigidas por mulheres. Segundo Rapezza, “Nós vemos na prática, aquilo que os estudos econômicos mostram, uma empresa que exporta, ela gera mais empregos, ela paga melhores salários e ela é mais resiliente a crises. E numa empresa que liderada por mulheres que exportam, esses efeitos são ainda mais evidentes”, ressaltou a diretora.  


174 anos conectando nações através do conhecimento  


De 18 a 23 de agosto, o Cotton Brazil, programa de promoção do algodão brasileiro no exterior da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promove a mostra “Poder do Natural: dos campos à moda”, uma programação especial para mostrar a versatilidade, a qualidade e a sustentabilidade da fibra natural.  


Com o tema "Desenhando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”, a Expo Osaka recebeu até agora 15 milhões de visitantes e a previsão é chegar a 28 milhões de pessoas até outubro. 


Segundo Zanotto, “É uma alegria enorme poder participar da Expo Osaka como uma representante do algodão e agricultura brasileira. É uma honra estar neste espaço de conexão entre países, propósitos e ações, que trabalham a favor de uma agenda tão importante para o mundo, que é a sustentabilidade”.  


A Expo, também conhecida como Exposição Universal, é realizada desde 1851, organizada pelo Bureau International des Expositions (BIE), e tem como objetivo promover o intercâmbio cultural e tecnológico entre países.  


A sua primeira edição ocorreu em Londres, e já passou pelo Brasil em 1922, na cidade do Rio de Janeiro, única realizada no país e na América Latina. Sua primeira edição em Osaka ocorreu em 1970 e, em 2025, está sendo realizada de 13 de abril a 13 de outubro. 

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Indústria têxtil organiza frente com produtores de algodão para valorizar produto nacional

“Já estamos nos antecipando a acordos, como o do Mercosul com a União Europeia, para que as empresas enxerguem o Brasil como plataforma produtora”, diz Fernando Valente Pimentel, da Abit

22 de Agosto de 2025

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), junto com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), abrirá uma “frente” para produzir e agregar valor a matérias-primas como o algodão no país, disse Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Abit.


“Já estamos nos antecipando a acordos, como o do Mercosul com a União Europeia, para que as empresas enxerguem o Brasil como plataforma produtora”, afirmou Pimentel, que menciona atrativos do país, como energia limpa.


A declaração foi dada durante coletiva da Abit, nesta quarta-feira (20), que apresentou o balanço do primeiro semestre do setor. Segundo a entidade, a produção têxtil brasileira cresceu 11,4% no primeiro semestre de 2025 em relação a igual período de 2024.


Já as importações de produtos têxteis e de confecção tiveram alta de 10,8% no primeiro semestre de 2025 na comparação com igual período de 2024, enquanto as exportações cresceram 12,3%. Somente a importação de vestuário aumentou 7,2% no semestre.Pimentel disse que o crescimento da importação de vestuário, maior do que o do varejo de vestuário, que cresceu 5,5%, resulta em perda de participação de mercado.


“Nesse mundo turbulento, é mais relevante ainda ter todos os elos da cadeia produtiva dentro do nosso país”, afirmou ele, que lembrou a sobretaxa de 40% aplicada pela administração americana contra produtos brasileiros, o que totalizou alíquota de 50%.

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Sou de Algodão promove encontros com universidades parceiras em Santa Catarina e Espírito Santo

As palestras e aulas magnas abordaram temas como moda responsável, rastreabilidade, parcerias acadêmicas e o lançamento do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores

21 de Agosto de 2025

O Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou, entre os dias 19 e 21 de agosto, uma série de encontros em universidades parceiras de Santa Catarina e Espírito Santo. As atividades, que foram conduzidas por Manami Kawaguchi Torres, gestora de Relações Institucionais do movimento, trouxeram como pauta a valorização da moda responsável, a importância da rastreabilidade do algodão, o fortalecimento do diálogo entre a academia e a indústria e o lançamento da 4ª edição do Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores.


Segundo Manami, essas iniciativas cumprem um papel essencial na formação dos novos profissionais. “Dentro do Sou de Algodão, acreditamos que é com os futuros profissionais que conseguimos construir um olhar mais consciente, responsável e inovador para a indústria. Por isso, cada palestra, nova parceria e edição do Desafio representam um convite para que os estudantes considerem o algodão não só uma matéria-prima, mas também um elo entre a criatividade e o propósito”, afirma.


UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina): palestra com os estudantes de Engenharia Têxtil


A agenda da semana começou na manhã de terça-feira (19), em Blumenau (SC), com uma palestra no curso de Engenharia Têxtil da UFSC. O encontro reuniu estudantes para conhecerem mais sobre o SouABR, programa pioneiro, idealizado pela Abrapa, que utiliza a tecnologia blockchain para rastrear a cadeia produtiva do algodão, do campo até o produto final, garantindo transparência e promovendo o consumo consciente. Além disso, Manami apresentou o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, concurso nacional que incentiva estudantes de moda de todo o país a desenvolverem coleções criativas com o algodão como matéria-prima principal. As inscrições estão abertas até 28 de fevereiro de 2026, e o vencedor entra para o line-up oficial da Casa de Criadores.


Maria Elisa Phlippsen Missner, coordenadora do curso de Engenharia Têxtil da UFSC, considerou a palestra sobre a rastreabilidade do algodão muito relevante, já que demonstra como o acompanhamento da fibra, desde a origem até o produto final, agrega valor e credibilidade ao setor. “A parceria entre Sou de Algodão e a UFSC fortalece o curso ao aproximar os alunos de um movimento nacional, oferecendo experiências práticas, oportunidades de pesquisa e ampliando a consciência socioambiental, elementos essenciais para a construção de uma moda responsável e que contribuem diretamente para a formação de profissionais mais preparados e alinhados às demandas atuais do mercado”, completa.


“Saber que o Brasil é referência mundial em rastreabilidade da produção de algodão responsável nos enche de orgulho. O programa desenvolvido pela Abrapa oferece um elevado nível de transparência e confiabilidade, gerando evidências verificáveis da origem, qualidade e conformidade do algodão, desde o fardo registrado até o produto final, que chega ao consumidor. A palestra foi extremamente enriquecedora, tanto para nós, docentes, como para os estudantes”, diz Grazyella Cristina Oliveira de Aguiar, professora do curso na UFSC.


Univali (Universidade do Vale do Itajaí): parceria inaugurada em duas turmas


Ainda na terça-feira (19), à noite, a Univali, em Itajaí (SC), celebrou o início da sua parceria com o movimento. A palestra inaugural reuniu a turma do período noturno do curso de Design de Moda para apresentar as ações realizadas pelo Sou de Algodão desde a sua criação, destacando o engajamento com universidades, marcas e consumidores em favor de uma moda mais responsável. Manami também compartilhou informações sobre as possibilidades que a parceria entre instituições e o movimento pode proporcionar, incluindo a participação dos alunos no Desafio  e o acesso a conteúdos, experiências e iniciativas educativas.


No dia seguinte (20), foi a vez da turma matutina do curso participar da palestra inaugural. O encontro reforçou a importância de aproximar os estudantes da prática do setor têxtil, mostrando a relevância da fibra em diferentes etapas da criação de moda e incentivando os jovens a se inscreverem no 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores.


“A palestra foi inspiradora. Ela trouxe para os nossos alunos uma visão muito clara de como o movimento conecta a moda à sustentabilidade, à inovação e à responsabilidade social, valores que são fundamentais na formação de qualquer designer, hoje. Além disso, Manami apresentou o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, que abre espaço para que jovens talentos mostrem seu potencial em coleções autorais, unindo criatividade e propósito. Para mim, ficou evidente o quanto essa parceria amplia as possibilidades criativas e profissionais dos nossos estudantes”, conta Renato Riffel, coordenador do curso de Design de Moda da Univali. “Ter o Sou de Algodão junto da Univali significa abrir portas para que eles experimentem, questionem e criem com mais consciência, sabendo que a moda pode, sim, ser um agente de transformação. É uma oportunidade que fortalece nossa missão de formar designers de moda conscientes e conectados com os desafios profissionais do presente e do futuro”.


FAESA (Fundação de Assistência e Educação do Espírito Santo): aula magna em Vitória


Encerrando a semana, na manhã de quinta-feira (21), a FAESA, em Vitória (ES), recebeu uma aula magna voltada aos estudantes do curso de Design de Moda da instituição. A palestra de Manami abordou a trajetória do movimento, seus projetos de conscientização e parceria com instituições de ensino, além de apresentar os detalhes de inscrição para o 4º Desafio com a Casa de Criadores. A ação marcou a consolidação da parceria entre a faculdade e o movimento, ampliando as oportunidades de troca de conhecimento e incentivo à formação de profissionais.


André Lima, coordenador do curso de Design de Moda da FAESA, afirma que a palestra foi fundamental para marcar o início da parceria com o Sou de Algodão, e também para trazer uma visão mais ampla sobre moda consciente e sustentabilidade aos alunos. “Essa conexão vai muito além de uma palestra; trata-se de fomentar experiências, incentivar a pesquisa, a produção acadêmica e a participação dos nossos estudantes em um movimento nacional de grande relevância. Para nós, é uma oportunidade de colocar em prática valores que acreditamos, como responsabilidade socioambiental, criatividade e colaboração, fortalecendo ainda mais a formação dos futuros profissionais”, reitera.


“Esses encontros reforçam nosso compromisso em compartilhar conhecimento e ampliar o alcance de uma moda mais consciente e inovadora. Quando unimos a sala de aula à realidade da indústria, damos aos estudantes a chance de enxergar a moda além da estética, entendendo seu impacto e seu papel transformador. Acreditamos que essa conexão fortalece a nossa missão dentro do movimento, e inspira os jovens a criarem com mais responsabilidade e propósito”, conclui Manami Kawaguchi Torres.



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