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Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores lança sua 4ª edição

O maior concurso para estudantes de Moda do Brasil acaba de ser lançado; o prazo de inscrição vai até fevereiro de 2026.

23 de Julho de 2025

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão - Abrapa, em parceria com a Casa de Criadores, maior evento de moda autoral brasileira , acaba de lançar a 4ª edição do Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, concurso que visa estimular a moda responsável entre estudantes de todo o Brasil. O lançamento oficial ocorreu durante a 56ª semana da Casa de Criadores, e tem as inscrições abertas até o dia 28 de fevereiro de 2026.


Com o conceito ‘Aqui a moda começa do zero’, o concurso já revelou nomes como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista e Guilherme Dutra, e, na última edição, nomeou Lucas Caslu como o grande vencedor. Com o objetivo de dar oportunidade para estudantes de moda de todo o país mostrarem toda a sua criatividade, a iniciativa está com as inscrições abertas por meio do site oficial.


André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, destaca a autenticidade e a diversidade para a 4ª edição do concurso. "A moda autoral no Brasil está cada vez mais diversa, livre e regional, ainda mais conectada com as raízes do nosso país. Com o Desafio, nós queremos mostrar que criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional, como o algodão, é essencial para quem está começando e quer fazer parte de uma moda mais responsável. A minha dica para os estudantes é criar como se ninguém tivesse feito a mesma coisa antes", afirma.


Quem pode participar?


Pessoas formadas no ensino médio e que estão matriculadas em cursos de ensino superior reconhecidos pelo MEC ou em técnicos profissionalizantes (cadastrados no SISTEC). Os cursos habilitados são: Design de Moda, Design de Produto, Negócios de Moda, Estilismo, Produção de Moda, Modelagem do Vestuário, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil. Em qualquer uma dessas opções, é necessário ter um(a) professor(a) coordenador(a).


A 3ª edição, realizada em 2024, reuniu mais de 950 trabalhos de todas as regiões do Brasil, tendo como finalistas dez trabalhos que carregaram a mesma ideia: mostrar a identidade, a cultura e a história de seus autores. Pensando nisso, os organizadores procuram, novamente, neste ano, a participação de estudantes de todo o país que desejam se destacar no cenário da moda nacional.


Para Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão, essa iniciativa tem como foco, também, a divulgação do algodão como matéria-prima principal, para mostrar que tendência e responsabilidade andam juntos. Para isso, os participantes devem utilizar a fibra natural em, pelo menos, 70% da composição de cada look desenvolvido.


Como se inscrever no 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores


Os interessados em participar devem realizar as inscrições no portal até o dia 28 de fevereiro de 2026. Nesta edição, são permitidos apenas trabalhos individuais. Além disso, eles poderão ser dos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt à porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear.


A seleção envolverá três etapas distintas: a primeira será a dos semifinalistas, realizada pela comissão organizadora. Serão escolhidos até 10 trabalhos de cada região brasileira, divulgados até o dia 3 de abril de 2026, via e-mail, mensagem de celular, perfil do Sou de Algodão, no Instagram, e pelo portal do movimento.


Os selecionados serão avaliados por uma comissão de jurados regionais e/ou nacionais do mercado de moda, e, dessa etapa, serão nomeados até um candidato de cada região, totalizando 5 finalistas, que serão divulgados até 15 de julho de 2026. Os finalistas seguirão para um grande desfile durante a 59ª Casa de Criadores, em novembro/dezembro de 2026, no qual o vencedor será revelado.

 

Após a vitória, ele entrará para a line-up oficial da Casa de Criadores, e deverá desfilar uma coleção na 60ª edição do referido evento, a ser realizado no primeiro semestre de 2027. Além disso, o movimento Sou de Algodão pagará um prêmio no valor de R$30.000,00. O segundo e terceiro colocados ganharão tecidos de algodão que podem ser utilizados para suas futuras produções, fornecidos por tecelagens e malharias parceiras do Movimento Sou de Algodão. O professor orientador do aluno vencedor receberá o valor de R$10.000,00, como Bolsa Orientação.


“Chegar à 4ª edição do Desafio reforça o quanto essa iniciativa tem se consolidado como uma importante vitrine para novos e futuros talentos da moda brasileira. Nosso objetivo é mostrar que é possível unir criatividade, inovação e responsabilidade desde o início do processo criativo”, conclui Silmara.


Para mais informações sobre as inscrições e para conferir o regulamento oficial, é só acessar o site do Desafio, neste link.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão.


Abrace este movimento:
Site: www.soudealgodao.com.br

Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao
TikTok: @soudealgodao_


Contatos para pautas:
Carolina Felski - carolina.felski@viracomunicacao.com.br - (19) 99915.1321

Guilherme Pichonelli - guilherme@viracomunicacao.com.br - (11) 98076.1234

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Edição 2025 da Cotton Trip Sou de Algodão tem balanço de conexão entre diferentes elos da cadeia do algodão 

Com a realização de 5 imersões na cadeia produtiva da pluma, a Cotton Trip reforçou o compromisso do setor algodoeiro com a responsabilidade socioambiental 

22 de Julho de 2025

Desde 2018, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), junto ao movimento Sou de Algodão, realiza a Cotton Trip, evento que promove uma imersão na realidade do algodão brasileiro.  


A iniciativa leva grupos de pessoas interessadas em conhecer a cadeia produtiva do algodão para as fazendas, onde conhecem as lavouras, acompanham a colheita e visitam as usinas de beneficiamento do algodão. Os convidados também assistem palestras e conversam diretamente com os diretores da Abrapa, se atualizando sobre todas as novidades do setor.  


Na edição de 2025, foram realizadas 5 imersões reunindo formadores de opinião, criadores, comunicadores, embaixadas e organizações não governamentais que puderam ter uma ideia mais clara sobre a cadeia produtiva do algodão. 


Para saber mais sobre cada dia de Cotton Trip, é só acessar os links disponíveis a seguir: 


1º dia - Influenciadores e Profissionais da Moda  


A primeira Cotton Trip no estado de São Paulo passou por Itaí (SP) e Paranapanema (SP). Influenciadores, estilistas parceiros e stylists conheceram mais sobre as etapas da produção do algodão em visitas à lavoura, na Fazenda Santa Isabel, e à unidade de beneficiamento na Cooperativa Agroindustrial de Holambra.  


https://soudealgodao.com.br/imprensa/release/sou-de-algodao-promove-cotton-trip-com-influenciadores-e-profissionais-da-moda/ 


2º dia - Imprensa 


A segunda etapa da Cotton Trip 2025 teve quatro dias de programação e reuniu diferentes públicos para acompanhar a colheita e o beneficiamento do algodão na Fazenda Pamplona, da SLC Agrícola, e conhecer o Centro Brasileiro de Referência de Análise de Algodão (CBRA), na sede da Abrapa em Brasília. 


Neste dia de imersão, jornalistas de grandes veículos do Brasil entrevistaram lideranças e geraram conteúdo exclusivo sobre moda, agronegócios e sustentabilidade.  


https://abrapa.com.br/2025/07/17/cotton-trip-2025-sou-de-algodao-promove-imersao-no-campo-com-jornalistas/ 


3º dia - Marcas Parceiras 


Com o objetivo de aproximar o campo da indústria da moda, a imersão reuniu nomes como Aramis, C&A, Renner, Riachuelo, Calvin Klein, Grupo Soma, entre outros. Foi um momento de diálogo, transparência e conexão. 


https://abrapa.com.br/2025/07/18/cotton-trip-com-marcas-parceiras-reforca-o-elo-entre-a-industria-e-o-algodao-brasileiro/ 


4º dia - Fiações e Tecelagens 


Representantes da indústria — incluindo Vicunha, Santista e Canatiba — vivenciaram as etapas de produção de algodão na prática. O dia consolidou o papel da Cotton Trip como uma das mais relevantes iniciativas de aproximação entre o algodão brasileiro e os diferentes segmentos que atuam na transformação da fibra. 


https://abrapa.com.br/2025/07/21/cotton-trip-com-marcas-parceiras-reforca-o-elo-entre-a-industria-e-o-algodao-brasileiro-2/ 


5º dia - Entidades governamentais e internacionais 


O último dia da Cotton Trip 2025 reuniu representantes do governo federal (Ibama, Anvisa, MCTI, Mapa) e organizações internacionais, como WWF, Embaixada da França, da Indonésia, do Vietnã e o Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha. A pauta foi cooperação, meio ambiente e relações bilaterais. 


https://abrapa.com.br/2025/07/21/cotton-trip-2025-promove-imersao-na-cadeia-do-algodao-e-reforca-compromisso-com-sustentabilidade/ 

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Cotton Trip 2025 promove imersão na cadeia do algodão e reforça compromisso com sustentabilidade

Iniciativa da Abrapa e do movimento Sou de Algodão levou representantes do governo e parceiros internacionais a conhecer de perto a produção da fibra no Brasil

21 de Julho de 2025

Em um esforço para ampliar a transparência e fortalecer o diálogo entre a cotonicultura brasileira e seus principais interlocutores, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), junto com o movimento Sou de Algodão, realizou, na última sexta-feira, 18/07, um dia de Cotton Trip voltado a representantes do governo brasileiro e instituições internacionais. A viagem técnica ofereceu uma imersão completa na cadeia produtiva do algodão, com foco nos pilares de sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade que definem a atuação do setor no Brasil.


A iniciativa, que acontece desde 2018, tem como proposta mostrar a realidade do campo e desmistificar o processo produtivo da fibra natural. Na edição de 2025, os participantes visitaram a Fazenda Pamplona, unidade da SLC Agrícola no estado de Goiás. Durante o trajeto, puderam acompanhar desde o cultivo e colheita do algodão até as etapas de beneficiamento e controle de qualidade. A agenda foi concluída com uma visita ao laboratório da Abrapa, em Brasília.


“O Sou de Algodão foi criado para aproximar o consumidor final da nossa fibra, mas também tem um papel estratégico na construção de pontes com o setor público. A Cotton Trip é uma extensão disso, mostra o algodão como ele é, com responsabilidade, inovação e compromisso ambiental”, afirma o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.


Além das visitas técnicas, o grupo participou de palestras com lideranças da entidade e conversas sobre os desafios do setor, especialmente em um cenário de crescimento nas exportações e aumento da demanda por práticas agrícolas sustentáveis. Temas como agricultura regenerativa, safra recorde e geopolítica global marcaram esse dia.


Presença institucional fortalece diálogo com o setor público


A viagem contou com a presença de representantes de órgãos federais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).


Para a coordenadora de defensivos agrícolas do Ibama, Cristiane Dias, a visita foi uma ótima oportunidade para entender os desafios da cotonicultura. “É excelente ter a oportunidade de conversar com quem está produzindo, e tirar dúvidas sobre o manejo e o cultivo do algodão para entender quais são os principais desafios. Assim nós podemos encontrar soluções para resolver o problema do agricultor e também proteger o meio-ambiente.”, afirmou.


Do cenário internacional, participaram delegações da Confederação Colombiana de Algodão (Conalgodón), da organização ambientalista WWF, das embaixadas da França, Indonésia e Vietnã, além de representantes do Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha, um mecanismo de cooperação bilateral focado no desenvolvimento sustentável da agricultura.


Segundo a Diretora de Relações Corporativas da WWF no Brasil, Daniela Teston, “A visita de campo foi muito interessante porque mostra que é possível produzir com conservação e gerar resultados econômicos, respeitando as pessoas e tendo todo cuidado com a questão da agricultura regenerativa.” Para Teston, outro ponto que chamou atenção foi o cuidado com o solo, de acordo com ela “a preservação do solo é muito importante dentro de um contexto de sustentabilidade”. Para ela a Cotton Trip mostrou um lado do algodão que não é muito visto, “É um bom exemplo que pode ser difundido e disseminado. É isso que a gente quer ver, uma agricultura regenerativa, inclusiva e econômica”.


Com ações como a Cotton Trip e o fortalecimento do movimento Sou de Algodão, a Abrapa aposta no engajamento direto com formadores de opinião e tomadores de decisão para consolidar a imagem do algodão brasileiro como um produto de alto valor agregado, rastreável e sustentável, do campo ao consumidor.


Algodão brasileiro em alta


O Brasil é hoje o maior exportador mundial de algodão e um dos únicos países a produzir a fibra em escala comercial com rastreabilidade de qualidade e origem. Mais de 80% da produção nacional conta com certificação socioambiental voluntária, o que reforça o compromisso do setor com práticas inovadoras e responsáveis.


Para o movimento Sou de Algodão, que tem ganhado protagonismo nacional ao promover o consumo consciente da fibra e estimular práticas responsáveis na moda e na indústria têxtil, a realização da Cotton Trip reforça seu papel na cadeia produtiva do algodão. A ação também faz parte da estratégia da Abrapa de posicionar a fibra brasileira como referência global em sustentabilidade, qualidade e governança.

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Cotton Trip reúne indústria têxtil nacional em imersão sobre o algodão brasileiro

Representantes de fiações, tecelagens e corretoras participaram da experiência que fortalece conexões entre campo e indústria

21 de Julho de 2025

No terceiro dia da programação da Cotton Trip 2025, realizada na última quinta-feira (17), o movimento Sou de Algodão e a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) receberam representantes de 33 empresas da indústria têxtil nacional, incluindo fiações e tecelagens, e corretoras, para uma imersão completa no universo da cotonicultura brasileira. A iniciativa integra o pilar de relacionamento do movimento, que visa fortalecer os vínculos entre os principais elos da cadeia produtiva da moda e a origem da matéria-prima.


Com uma programação que passou por apresentações técnicas, visitas à lavoura e à algodoeira da Fazenda Pamplona, do Grupo SLC Agrícola, em Cristalina (GO), além de um encontro na sede da Abrapa, em Brasília (DF), o dia foi dedicado a promover conexão e diálogo entre o campo e a indústria.


Jonas Nobre, vice-presidente do Conselho de Administração e presidente da Junta de Corretores de Algodão da BBM, considera a Cotton Trip uma ação fundamental de aproximação entre os setores produtivo e industrial. “Estar na Fazenda Pamplona com um grupo tão grande de profissionais têxteis nos ajuda a entender melhor as ações da Abrapa e do Sou de Algodão, além de trazer conhecimento para que todos aprendam um pouco mais sobre o algodão, e para que o uso dessa fibra seja cada vez mais difundido”, afirma.


Além da BBM, participaram empresas como Canatiba, Capricórnio Têxtil, Cedro Têxtil, Covolan, Ematex, Fiasul, Fios Bem, Fiteca, Ibratex, Incofibras, Incofios, Paraguaçu Têxtil, Paranatex, Rossignolo, Santana Textiles, Santista Têxtil, Sergifil, Sergitex, Têxtil Bezerra de Menezes, Têxtil RenauxView e Vicunha, além de representantes do Núcleo Vale das Toalhas - iniciativa que reúne 18 empresas de Brusque (SC) especializadas em banho e cama. Também estiveram presentes corretoras como Laferlins, Robert Daniel e Santiago Cotton, além de representantes da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção) e Unique Commodities, como apoiadores da ação.


“O fortalecimento de toda a indústria têxtil deve passar por todos os elos da cadeia, e é muito interessante conhecer o elo anterior, que é a produção da nossa principal matéria-prima. Essa iniciativa é muito interessante, fortalece e eleva a produção de algodão do Brasil, e todos nós ganhamos com isso”, reitera Fábio Mascarenhas, CEO da Cedro Têxtil.


“O relacionamento com fiações, tecelagens e empresas estratégicas do setor têxtil é muito importante para que a fibra brasileira continue avançando em qualidade, rastreabilidade e reconhecimento. Receber esses profissionais e parceiros no campo é uma forma de valorizar e estreitar ainda mais os laços que sustentam essa cadeia produtiva”, diz Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão.


O dia consolidou o papel da Cotton Trip como uma das mais relevantes iniciativas de aproximação entre o algodão brasileiro e os diferentes segmentos que atuam na transformação da fibra.


Marcio Portocarrero, Diretor Executivo da Abrapa, destaca a ligação entre o campo e o setor. “É muito simbólico quando reunimos todos esses elos para conhecerem de perto como a fibra é cultivada, processada e cuidada desde a origem. A indústria têxtil tem uma função fundamental na difusão do algodão nacional, e essa conexão direta com o campo potencializa a valorização do que produzimos com tanta responsabilidade”.


“É uma grande oportunidade participar dessa viagem, pois podemos ver de perto a nossa principal matéria-prima sendo cuidada com tanta tecnologia, através de um processo responsável e extremamente alinhado ao que a Cataguases acredita. Ver de perto uma estrutura tão robusta como essa no Brasil é realmente admirável, e fortalece ainda mais o agronegócio e a cadeia têxtil”, destaca Caroline Souto, Diretora Comercial, MKT e Pessoas da Cataguases.


Ao conectar os bastidores do campo às engrenagens da indústria, a Cotton Trip mostra que o futuro da moda brasileira passa por relações mais próximas, transparentes e conscientes, deixando o algodão no centro dessa transformação.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão.

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Setor têxtil mundial vem ao Brasil para conhecer o modelo de produção do algodão do país

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realiza o “Brazilian Cotton Dialogues”, promovendo visitas a fazendas, algodoeiras e laboratórios em MT, BA e GO.

18 de Julho de 2025

De 20 a 25 de julho, 15 representantes do setor têxtil global e de organizações ambientais com atuação internacional estarão no Brasil para conhecer, de perto, o modelo de produção do algodão brasileiro. Iniciativa promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), através do programa de promoção internacional Cotton Brazil, a primeira edição do “Brazilian Cotton Dialogues” inclui visita a fazendas, algodoeiras e laboratórios distribuídos em cinco municípios de três estados brasileiros (Mato Grosso, Bahia e Goiás). 


A comitiva internacional é formada por representantes da International Textile Manufacturers Federation (ITMF), da Better Cotton e da IDH, além de executivos de marcas e grupos têxteis com atuação global, como IKEA, Premier Mills, Lacoste, Karsu e Glossy Impex. Consultores internacionais e líderes de empresas de certificação socioambiental também integram a delegação. 


Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o “Brazilian Cotton Dialogues” representa mais um importante passo no posicionamento internacional da pluma brasileira. “Será uma grande oportunidade de abrirmos as portas das nossas propriedades para mostrarmos, na prática, o modelo brasileiro de produção”, pontuou. 


Os 3 pilares do algodão brasileiro 


Um dos principais objetivos do evento será mostrar aos clientes da fibra brasileira quais são os principais pilares que direcionam a produção no país, que são a rastreabilidade, a qualidade e a sustentabilidade.    


Ao todo, serão visitadas três fazendas nos municípios de Primavera do Leste (MT), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Cristalina (GO), onde os representantes poderão conhecer os processos da produção responsável do algodão brasileiro, que atualmente conta com certificação socioambiental para 85% da sua produção. Os visitantes também conhecerão as usinas de beneficiamento de algodão de cada unidade produtiva, etapa essencial para a rastreabilidade do algodão brasileiro. A partir dali todos os fardos ganham a etiqueta do Sistema Abrapa de Identificação (SAI).  


Além disso, haverá dois workshops técnicos, o primeiro deles acontecerá na sede da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), em Cuiabá, e o outro será na sede da Abrapa, em Brasília (DF). Entre os temas dos workshops, será discutida a qualidade da pluma brasileira, momento em que os compradores serão atualizados sobre os resultados das análises laboratoriais e de todas as ações do setor cotonicultor que envolvem a melhoria da fibra nacional. Os clientes também poderão dar feedbacks que serão úteis para a otimização do produto nacional.  


“Construímos a programação para que todos possam vivenciar as diferentes realidades da cotonicultura brasileira, com ênfase nas práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e controle de qualidade”, explicou Marcelo Duarte Monteiro, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.   


Diálogo com entidades internacionais  


A ação faz parte das estratégias do Cotton Brazil, programa da Abrapa que promove o algodão brasileiro em escala mundial. Fernando Rati, gerente do programa, explica que a agenda inclui uma sessão de feedback entre a equipe da Abrapa e os participantes, para a troca de informações e esclarecimento de dúvidas. “Essa escuta é fundamental para mantermos o programa alinhado com as demandas da indústria têxtil, das marcas e das certificadoras de sustentabilidade”, explicou. 


Idealizado e coordenado pela Abrapa, o programa Cotton Brazil é realizado em parceria com Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) com apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea).  


Em números.  


De agosto de 2024 a junho de 2025, o Brasil exportou 2,708 milhões de toneladas de algodão. Embora ainda falte um mês para encerrar o ano comercial 2024/25, o País já superou a performance de 2023/24 (2,689 milhões de toneladas), quando assumiu a liderança na exportação de pluma. 

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa -18/07/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #28/2025

18 de Julho de 2025

Destaque da Semana - Bom movimento de alta nos últimos dias, apesar do relatório do USDA levemente baixista da última sexta-feira. Entretanto, o mercado continua indefinido, com as negociações comerciais e clima no hemisfério norte no foco.


Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 17/jul cotado a 68,80 U$c/lp (+1,6% vs. 10/jul). O contrato Dez/26 fechou em 70,04 U$c/lp (+0,8% vs. 10/jul).


Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 905 pts para embarque Jul/Ago-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36)), fonte Cotlook 17/jul/25.


Altistas 1 - EUA e Indonésia fecharam acordo com o país asiático se comprometendo a comprar US$ 4,5 bi em produtos agrícolas dos EUA, com pelo 63 mil tons de algodão. Esse acordo, entretanto pode ameaçar a posição do Brasil neste importante mercado.


Altistas 2 - Apesar das boas condições das lavouras nos EUA, analistas apontam que o clima no Texas foi favorável até 4 de julho, mas secou depois. A previsão continua seca, o que aumenta a volatilidade e sustenta o viés de alta.


Altistas 3 - A volatilidade nos preços do algodão tem sido uma das menores em 30 anos, favorecendo as indústrias têxteis.


Altistas 4 - O principal índice da bolsa de valores de NY, o S&P 500 bateu novo recorde esta semana, impulsionado por resultados corporativos positivos e dados econômicos sólidos dos EUA.


Baixistas 1 - O ambiente já turbulento do comércio internacional piorou com novas tarifas e recentes confusões de interpretação em acordos já fechados. É necessário reduzir essas incertezas para recuperar a confiança do mercado.


Baixistas 2 - As vendas semanais de exportação de algodão dos EUA despencaram, totalizando apenas 5.500 fardos na semana de 10 de julho — uma forte retração em relação aos níveis recentes (-93% em x semana anterior), indicando baixa demanda e enfraquecimento do ritmo comercial.


Baixistas 3 - As importações de algodão pela China continuam em forte queda. Em junho/25, foram apenas 30 mil tons, uma retração expressiva tanto em relação ao ano anterior (-80,6%) quanto ao mês anterior (-13%).


Baixistas 4 - No acumulado de agosto de 2024 a junho de 2025, as importações totalizaram aproximadamente 1.049.456 toneladas, representando uma redução anual de 65,7%. Esses números refletem uma demanda significativamente enfraquecida.


Brazilian Cotton Dialogues 1 - De 20 a 25/jul, a Abrapa, através do programa Cotton Brazil, levará 15 representantes do setor têxtil, marcas, varejistas e do terceiro setor globais a fazendas, algodoeiras e laboratórios em MT, BA e GO para mostrar a produção sustentável do algodão brasileiro.

Brazilian Cotton Dialogues 2 - A comitiva reúne lideranças da International Textile Manufacturers Federation (ITMF), Better Cotton, IDH, certificadoras, marcas e grupos têxteis com atuação global.

Brazilian Cotton Dialogues 3 - A ação integra o programa Cotton Brazil, realizado pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e apoio da Anea.

EUA 1 - O USDA elevou a produção de algodão dos EUA em 2025/26 para 3,32 milhões tons, com área colhida expandindo 6% para 3,5 milhões ha, mesmo com rendimento caindo 1%, para 907 kg/ha. Estoques finais subiram para 1,05 milhão tons.

EUA 2 - 54% da área de algodão nos EUA foram classificadas como boas/excelentes pelo USDA. Na mesma semana em 2024, esse percentual era de 45%.

China 1 - O Ministério da Agricultura da China manteve as projeções para 2025/26, com estoques finais de 8,23 milhões tons. Produção e consumo permaneceram em 6,25 milhões tons e 7,4 milhões tons, respectivamente.

China 2 - A safra de algodão em Xinjiang, na China, avança moderadamente para esta época do ano. As condições de temperatura e umidade seguem favoráveis ao desenvolvimento da lavoura.


Bangladesh 1 - O governo bengalês busca renegociar a tarifa de 35% com os EUA até 1º de agosto. A ameaça da taxação já desvia pedidos para outros mercados e leva compradores a rever contratos.

Bangladesh 2 - Bangladesh importou 123,3 mil tons de algodão em junho, queda frente a mai/25 e jun/24, com a Zona do Franco Africano liderando as entregas (38%). Brasil (28%), Índia e EUA (13% cada) completaram os principais fornecedores.

Bangladesh 3 - No acumulado dos últimos 11 meses, Bangladesh importou 1,52 milhão tons de algodão (+11% ante 2023/24). A Zona do Franco Africano forneceu 40%, a Austrália 24% e o Brasil, 16%.

Índia 1 - Até 11/jul, a área plantada de algodão na Índia totalizou 9,3 milhões há, 200 mil ha abaixo do registrado na mesma data em 2024 (9,5 milhões ha). A área total prevista é de 12 milhões há.

Paquistão 1 - O Paquistão mantém a produção estimada para 2024/25 entre 1,1 a 1,3 milhão tons de pluma, com lavouras se desenvolvendo de forma satisfatória na maior parte do cinturão do algodão.

Indonésia 1 - EUA e Indonésia fecharam acordo reduzindo de 32% para 19% a tarifa sobre produtos indonésios. Produtos reexportados de países com tarifas mais altas estarão sujeitos a ambas as taxas, embora as exportações dos EUA seguem sem tarifas.

Indonésia 2 - A Indonésia se comprometeu ainda a comprar US$ 4,5 bi em produtos agrícolas dos EUA, com 63 mil tons de algodão (US$ 215 mi) já especificadas, segundo fontes locais. Detalhes sobre prazos e cotas individuais aguardam anúncio oficial.


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 41,3 mil tons na segunda semana de julho. A média diária de embarque é 36,9% menor que no mesmo período em 2024.


Colheita 2024/25 - Até o dia de ontem (17/07) foram colhidos no estado da BA (39%), GO (43,11%), MA (30%), MG (45%), MS (44%), MT (5%), PI (50%), PR (95%) e SP (93%). Total Brasil: 14,92%.


Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (17/07) foram beneficiados nos estados da BA (15%), GO (10,7%), MA (4%), MG (15%),MS (9,3%), MT (0,2%), PI (22%) PR (80%) e SP (65%). Total Brasil: 4,39%.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇
Quadro de cotações para 17-07


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Cotton Trip com marcas parceiras reforça o elo entre a indústria e o algodão brasileiro

Experiência no campo reuniu empresas de moda nacional para vivência com foco em rastreabilidade e conexão com a origem da matéria-prima.

18 de Julho de 2025

Dando continuidade à programação da Cotton Trip 2025, o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), promoveu na última quarta-feira (16) um dia de campo exclusivo com representantes de marcas parceiras. A imersão aconteceu em Cristalina (GO), na Fazenda Pamplona do Grupo SLC Agrícola, e reuniu cerca de 30 convidados de 27 marcas, além de dois representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).


A iniciativa integra o pilar de relacionamento do movimento, que tem o objetivo de fortalecer as conexões entre o campo e a indústria da moda, promovendo diálogo, troca de conhecimento e transparência ao longo da cadeia produtiva do algodão.


Estiveram presentes representantes das marcas Aramis, Veste S.A Estilo, C&A, Renner, Pernambucanas, Riachuelo, Calvin Klein, Teka, Emy Têxtil, UniAlpha Uniformes, Alpha Uniformes, Pangeia, FAU Estonados, Malha do Campo, Faciliti Moda Pós-Cirúrgica, Almagrino, Azzas2154 e Grupo Soma.


Kamila Garantizado, especialista em Sustentabilidade da Lojas Renner S.A, considera a viagem um evento conduzido com muita sensibilidade, alinhado com os propósitos da empresa. “A Renner marca presença em todas as edições da Cotton Trip, reconhecendo esse momento como uma oportunidade única de imersão, networking e aprendizado. Trata-se de uma conexão essencial com um elo da cadeia produtiva que, embora mais distante do nosso negócio, impacta diretamente os indicadores socioambientais que monitoramos e gerimos com responsabilidade”, diz.


"Foi uma experiência enriquecedora, repleta de aprendizados. Considero essencial comunicar e educar o consumidor final sobre o valor e a qualidade do produto nacional. Além disso, aqui na Cotton Trip tenho o privilégio de contar com uma equipe maravilhosa, sempre muito atenciosa”, declarou Luisa Cattacini, Analista Sênior Sustainable Supply Chain da C&A Brasil.


A programação incluiu apresentações institucionais sobre o algodão brasileiro, práticas ESG da SLC Agrícola, o sistema de beneficiamento da fibra e as iniciativas da Abrapa, com visitas ao campo de algodão e à algodoeira. O grupo finalizou a experiência com um encontro na sede da Abrapa, em Brasília, onde puderam conhecer o Centro Brasileiro de Referência em  Análise de Algodão (CBRA) e também as estratégias de rastreabilidade e os caminhos da valorização da fibra junto à moda nacional.


“É no relacionamento com as marcas que conseguimos construir uma moda mais responsável e conectada à origem da matéria-prima. Ver essas empresas no campo, ouvindo produtores e compreendendo todo o cuidado por trás da pluma, fortalece o nosso propósito de unir todos os elos da cadeia por meio da informação, da confiança e da ação”, afirma Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão.


“Participar da Cotton Trip foi uma experiência  enriquecedora, tanto no aspecto profissional quanto pessoal. Ter a oportunidade de acompanhar de perto a cadeia produtiva, visitar uma fazenda de algodão, conhecer a sede da Abrapa e observar o processo de beneficiamento na algodoeira foi único e reforçou ainda mais o meu orgulho pelo setor e pelo nosso trabalho. Essa vivência reforça o valor do produto nacional e destaca a importância de apoiarmos programas como o Sou de Algodão e SouABR. Só tenho a agradecer pela experiência”, menciona Ana Luiza Paruolo, Coordenadora de Compras na Calvin Klein.


O evento faz parte das estratégias do movimento e da Abrapa para aproximar cada vez mais os diferentes setores da indústria. Atualmente, o Sou de Algodão conta com mais de 1.800 marcas parceiras, representando setores diversos e atuando em todo o Brasil, das passarelas ao varejo, das pequenas confecções a grandes redes de distribuição.


Além de Ana Luiza Paruolo e Kamila Garantizado, Alexandre Colombo, Coordenador de Marketing da TEKA, também relata a importância do evento para reforçar o compromisso com matérias-primas de origem responsável. “Ficamos impressionados com o nível de controle de qualidade, responsabilidade socioambiental e compromisso com a sustentabilidade presentes em todas as etapas da produção. Acreditamos no potencial do algodão brasileiro e na importância de integrá-lo às nossas linhas de cama, mesa e banho, tanto no varejo quanto no setor de hotelaria, promovendo produtos de alta qualidade, sustentáveis e 100% nacionais”.


“É ótimo ver o envolvimento das marcas com o movimento e com a Abrapa. A Cotton Trip é uma oportunidade de mostrar, na prática, que o algodão brasileiro é produzido com seriedade, rastreabilidade e compromisso com a responsabilidade. Essa conexão direta inspira decisões mais conscientes e cria valor para toda a cadeia”, reitera Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa.


Sobre Sou de Algodão
Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão.

Abrace este movimento:
Site: www.soudealgodao.com.br
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Algodão brasileiro: saiba 5 curiosidades sobre o insumo têxtil natural

O Brasil é um destaque global na produção de algodão, matéria-prima têxtil natural que carrega diversas curiosidades nas particularidades

18 de Julho de 2025

O Brasil, atualmente, é o principal exportador de algodão no mundo e o terceiro maior produtor global do insumo têxtil. Seja em relação à relevância econômica para o mercado ou mesmo às particularidades da planta, a matéria-prima que dá origem à principal fibra natural utilizada no mundo é repleta de detalhes interessantes.

Por isso, a coluna lista a seguir cinco curiosidades sobre o insumo têxtil produzido no Brasil, reunidas a partir de informações da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do movimento Sou de Algodão. Vem conferir!

1. O Brasil é o país número 1 em algodão sustentável no mundo


O Brasil é não só o principal exportador de algodão para o mundo na atualidade, como também o maior produtor e exportador global de algodão sustentável. De todo o montante produzido no país, 84% atende a critérios certificados que vão do tripé da sustentabilidade – ambiental, social e econômico – aos mais de 170 requisitos de um rígido protocolo de boas práticas.

2. A maior parte da produção no Brasil é irrigada somente com água da chuva


Enquanto outros países fortes na produção de algodão utilizam irrigação artificial, a cadeia brasileira irriga somente 8% do total. Isso significa que os outros 92% são plantados em regime de sequeiro, utilizando, exclusivamente, a água da chuva para o crescimento do algodoeiro.

O Brasil também é o maior destaque global neste aspecto. Inclusive, em todo o país, a área de cultivo da planta ocupa somente 0,2% do território nacional.

3. Os restos do plantio de algodão são aproveitados pela indústria alimentícia


A colheita do algodão não se restringe à pluma, que representa somente 41,2% do volume. A maior parte (54%) é caroço, também aproveitado pela indústria alimentícia como ração para animais ou na produção do óleo de algodão, cujo uso vai da cozinha de casa às industriais, como em redes de fast food. E, claro, reaproveitado em plantios seguintes.

4. É preciso controlar o crescimento da planta


Ao todo, as etapas de plantio do algodão duram, geralmente, 190 dias. Entre elas, o controle no crescimento da planta, que tende, naturalmente, a se tornar um arbusto. Porém, para que a máquina de colheita seja capaz de aproveitar ao máximo as plumas, é necessário utilizar reguladores para que o algodoeiro cresça só até o tamanho ideal.

5. A cadeia do algodão é a 2ª que mais emprega na indústria de transformação brasileira


No Brasil, a segunda maior quantidade de empregos na indústria de transformação – que transforma matéria-prima em produto final – vem da cadeia do algodão. Em 2022, o setor detinha 1,34 milhão de empregos formais. Se considerados os empregos indiretos, o montante chega a 8 milhões.

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Algodão brasileiro identifica novos (e grandes) mercados

Abrapa aposta na conscientização ambiental e quer convencer o consumidor global a trocar tecidos sintéticos por fibras naturais

18 de Julho de 2025

O algodão brasileiro vive um momento estratégico no mercado internacional. Com crescimento constante da área plantada, estabilidade de oferta e foco em rastreabilidade e sustentabilidade, o Brasil pode ocupar ainda mais os espaços deixados por grandes concorrentes globais, como Índia, Austrália e Estados Unidos.


A avaliação é de Márcio Portocarrero, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que vê oportunidades concretas para o país se consolidar ainda mais como um dos principais fornecedores mundiais da fibra — posição reforçada pelo fato de o Brasil já ser o maior exportador global de algodão em pluma. 


“O Brasil é o único país que tem crescido constantemente porque tem clima e produtor com tecnologia para continuar no algodão mesmo em época ruim”, afirma. 


Segundo Portocarrero, três grandes movimentos internacionais abriram espaço para o algodão brasileiro ganhar mercado: a retenção da produção na Índia, a limitação de área na Austrália por escassez hídrica e as quebras de safra recorrentes nos Estados Unidos.


Mercados em retração e brechas de exportação:





  • Índia: antes exportadora, passou a consumir internamente, abrindo espaço para o Brasil. 




  • Austrália: enfrenta limitações hídricas impostas pelo governo e não tem como expandir muito sua área de cultivo (estagnada em 600 mil hectares). 




  • Estados Unidos: com safras instáveis e recuos no plantio, têm perdido competitividade.




“A maior oportunidade que nós tivemos foi a Índia, que plantava e exportava, mas passou a consumir tudo internamente. Depois veio o problema da água na Austrália, que estagnou em 600 mil hectares. E, por fim, as quebras de safra nos Estados Unidos.” 


Ao lado dessas, ele destaca uma quarta oportunidade, que considera ainda mais promissora — embora difícil de mensurar. 


“Nós temos uma grande oportunidade que não é mensurável, que é de ser o maior produtor de algodão sustentável do mundo.”


Ataque ao sintético: nova frente da estratégia global


Para além dos gargalos dos concorrentes, a Abrapa aposta numa virada de percepção do consumidor global: convencer o público a substituir tecidos sintéticos por fibras naturais. A ideia é que, ao optar por produtos biodegradáveis e renováveis como o algodão, o consumidor também reforce uma cadeia mais limpa, rastreável e ética.


“Tem o consumidor que vai na loja e não quer contribuir para comprar um produto que tenha sido produzido com gestão ambiental irregular ou com trabalho análogo ao escravo. Isso é algo que a gente certifica aqui”, destaca. 


Com apoio da ApexBrasil, a Abrapa iniciou um trabalho estruturado de comunicação internacional para reposicionar o algodão brasileiro no centro das escolhas do consumidor global. 


A estratégia envolve ações de imagem, sustentabilidade e rastreabilidade, com foco em mostrar os benefícios ambientais da fibra natural em comparação aos sintéticos. Consultores europeus especializados atuam em cidades como Milão e Amsterdã, em articulação com varejistas e grandes marcas.


Além disso, a entidade tem promovido o diálogo com produtores americanos e australianos para formar uma frente unificada a favor do algodão natural.


“Estamos começando esse grande trabalho de convencer o consumidor a migrar do sintético para o algodão, voltar para o algodão. Esse é o grande desafio.”


Ofensiva robusta


ofensiva da Abrapa se apoia não apenas em diferenciais técnicos, mas em um discurso ambiental e ético robusto. Portocarrero destaca que os tecidos sintéticos, além de não permitirem economia circular, são derivados de fontes não renováveis e responsáveis por danos crescentes à saúde e ao meio ambiente. 


“Essa tendência do consumidor pelo sintético não permite a renovação da matéria-prima. E isso o algodão permite. Se estão preocupados com o meio ambiente, com o aquecimento global, com contaminação de águas, com microplásticos — que já estão até nas nossas veias —, têm que voltar a consumir produtos naturais, como algodão, cânhamo, celulose e outras fibras sustentáveis.”


Segundo ele, essa é a oportunidade imediata de crescimento: reposicionar o algodão como a alternativa natural e confiável, diante de uma sociedade cada vez mais consciente. 


“Tem mercado. O consumo de sintético no mundo é muito maior que o do algodão. Se a gente conseguir entrar com 30% nesse mercado, permite que todo mundo cresça junto.” 


Portocarrero reforça ainda que, diferentemente de países como Estados Unidos e Austrália — que apenas exportam o algodão bruto —, o Brasil reúne matéria-prima e indústria no mesmo território. 


“A Austrália não tem indústria. Os Estados Unidos também não. O único país que produz algodão e tem indústria local é o Brasil. Isso é mais uma vantagem que a gente tem.” 


Ele lembra que até mesmo países com tradição na fibra, como o Egito, complementam sua produção com o algodão brasileiro. 


“Aquele algodão fio egípcio, na verdade, é blend com o nosso algodão. Eles não produzem nem 20% do que vendem. A Índia também já consome tudo internamente. Quando falta lá, compram da gente.” 


O foco da Abrapa também se volta à Ásia, onde estão os maiores polos industriais do setor têxtil — como China, Vietnã, Coreia do Sul, Bangladesh, Turquia e Egito. 


“Qualquer movimento de crescimento do consumo nesses países muda completamente o jogo. Se o cidadão chinês resolver comprar mais roupa de algodão, a gente vai sair correndo para atender.” 


Na Europa, onde o discurso ambiental é mais presente, a Abrapa tem atuado para que o comportamento do consumidor seja coerente com os valores que defende. 


“Estamos com uma base lá justamente para tirar o sintético da vida deles. A gente quer ajudar o consumidor europeu a alinhar discurso e prática.” 


Liderança em rastreabilidade e certificações


Outro trunfo da cotonicultura nacional é a rastreabilidade completa — da semente ao guarda-roupa. O Brasil é o único país que oferece essa garantia, com certificações ambientais e sociais exigidas por grandes marcas globais.


 “Hoje, 43% do algodão certificado que circula no mundo é nosso. E só o Brasil entrega essa rastreabilidade da lavoura até a peça de roupa. Isso ninguém mais tem.” 


Portocarrero cita que empresas como Adidas, Renner, C&A e Reserva já aderiram ao modelo. Com uso de QR codes nas etiquetas, o consumidor pode acessar, em tempo real, o talhão onde o algodão foi plantado, o mapa da fazenda e até a história do produtor.


Assim, do campo ao guarda-roupa, o algodão brasileiro quer se firmar como sinônimo de qualidade, rastreabilidade e responsabilidade.

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Setor do algodão brasileiro sobre tarifaço de Trump: 'Vai fortalecer blocos econômicos'

Diretor-Executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) diz que o setor, que concorre com os Estados Unidos, 'vai sobreviver', 'mas o impacto imediato é muito grande e o susto é maior ainda'.

17 de Julho de 2025



O setor do algodão acompanha com atenção o anúncio feito por Donald Trump sobre o aumento das tarifas para a importação de produtos brasileiros. Embora o mercado norte-americano não seja destino da pluma de algodão brasileira, a medida gera apreensão quanto aos possíveis desdobramentos econômicos e comerciais em toda a cadeia têxtil nacional. Brasil e Estados Unidos já brigaram por conta do produto: em 2002, os dois países iniciaram um enorme embate comercial, que ficou conhecida como “Guerra do Algodão”.






Em entrevista ao Jornal da CBN, com Mílton Jung Cássia Godoy, o Diretor-Executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, fala sobre o assunto.




De acordo com a Abrapa, o mercado global do algodão é altamente sensível a fatores climáticos, econômicos e políticos. A associação de produtores entende que, nesse cenário, qualquer mudança no fluxo de comércio internacional tende a provocar repercussões amplas e complexas.





A indústria têxtil brasileira é o mercado mais importante para o algodão nacional, segundo a associação, e os Estados Unidos estão entre os maiores clientes dessa indústria, o que indica que os efeitos das novas tarifas poderão alterar dinâmicas da cadeia produtiva do algodão no Brasil.





A Abrapa pediu regras de mercado claras, estáveis e justas, e com a defesa dos interesses dos produtores brasileiros de algodão. Também recomendou que o governo brasileiro busque as vias da diplomacia para ampliar o diálogo institucional, revertendo as recentes medidas do governo dos Estados Unidos e mitigando impactos adversos ao setor produtivo brasileiro.





O Diretor-Executivo Marcio Portocarrero explica que o tarifaço não traz um efeito direto para o algodao brasileiro, já que o Brasil não exporta a fibra como matéria-prima natural para os Estados Unidos. Nesse aspecto, os dois países são concorrentes: hoje o Brasil é o maior exportador mundial e os Estados Unidos é o segundo. No entanto, isso não significa que não haverá consequências.





"O impacto pode vir pela indústria têxtil brasileira, que é o sétimo maior player industrial do mundo e o grande produtor de matéria-prima acabada (cama, mesa e banho, jeans, malhas) e os Estados Unidos representam 4% das exportações de produtos industrializados têxteis do Brasil para lá. Isso pode sofrer um impacto natural."



Marcio Portocarrero destaca a importância dos mercados asiáticos e as mudanças que podem ocorrer com redirecionamentos entre blocos e parceiros comerciais, já que o Brasil exporta o algodão para a Ásia.





"O mundo está se reposicionando, os blocos estão se encontrando para discutir soluções e acho que isso aí vai ser resolvido e fortalecer muito mais outros grandes blocos econômicos como a União Europeia em relação com o Brasil, como a Ásia se reorganizando e tirando muito da dependência que tem hoje com o mercado americano e a gente deve sobreviver, mas o impacto imediato é muito grande e o susto é maior ainda porque o que nós sabemos fazer é produzir matéria-prima."



Portocarrero afirma que os produtores estão com a safra sendo colhida e que o processo deve ser finalizado dentro de 40 dias. O algodão já está todo negociado, sendo embarcado imediatamente no porto.





"O maior destino do nosso algodão é a Ásia e o mercado brasileiro que consome 730 mil toneladas por ano da nossa produção, que é significativo esse volume. É aqui que está a nossa maior preocupação, se houver uma queda brusca de demanda por produtos têxteis, a gente pode ter problema aqui nas vendas para o mercado interno brasileiro. Até agora não recebemos nenhuma notícia de clientes nossos de rompimento de contrato, está tudo correndo normalmente."





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