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Abrapa e Ampa promovem encontros e capacitação focados na qualidade da fibra em seis cidades do Mato Grosso

Serão três Encontros Qualidade de Fibra e seis rodadas de Curso de Inspetores de UBA, nas principais regiões produtoras da pluma do estado.

05 de Junho de 2025

Com o intuito de qualificar cada vez mais profissionais para trabalharem na cadeia do algodão, a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) e a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), estão realizando uma rodada de cursos e encontros para promover a capacitação para inspetores de Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs), e encontros para discutir a qualidade do algodão diretamente com os produtores, nas principais regiões algodoeiras do estado de Mato Grosso. O Curso de Inspetores de UBA está agendado para acontecer entre os dias 03 e 12 de junho, nas cidades de Rondonópolis, Primavera do Leste, Sapezal, Campo Verde, Campo Novo do Parecis e Sorriso. Já os Encontros da Qualidade de Fibra, ocorrerão entre os dias 17 e 26 de junho, em 3 municípios do estado.

Curso de Inspetores de UBA com foco nos requisitos técnicos e legais

Voltado para profissionais com experiência em usinas de beneficiamentos de algodão, o objetivo do curso é abordar os requisitos técnicos e legais para o garantir o bom funcionamento das algodoeiras. Uma delas é a Instrução Normativa nº24 de 14 de julho de 2016, do Mapa, que define o regulamento técnico do algodão em pluma, o padrão oficial de classificação, os requisitos de identidade e qualidade, a amostragem, o modo de apresentação e a marcação ou rotulagem, nos aspectos referentes à classificação do produto. Além disso, tratará da Portaria 375, de 12 de agosto de 2021, que estabelece os requisitos e critérios para a certificação voluntária dos produtos de origem vegetal.

Para Edson Mizoguchi, gestor de Qualidade da Abrapa, o papel dos inspetores de UBA é essencial para garantir a confiabilidade das informações referentes às amostras e fardos no Sistema Abrapa de Identificação (SAI) e SBRHVI. “Os inspetores são os profissionais que cumprem os processos determinados pela IN24 e pelos padrões de análises internacionais. Essas análises são a base para garantir a certificação que assegura que a amostra retirada do fardo realmente corresponde a ele, está devidamente identificada e foi produzida nas dimensões de acordo com a IN24.”

O treinamento abordará as melhores práticas para a amostragem, identificação e embalagem do algodão, bem como os procedimentos para o envio das amostras para classificação e análise. Silmara Ferraresi, Diretora de Relações institucionais da Abrapa, também participa do curso para falar sobre rastreabilidade e explicar o funcionamento do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), certificação voluntária/autocontrole desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Ao final, os inspetores inscritos serão submetidos a uma avaliação para certificar a assimilação do conteúdo.

Mais Encontros da Qualidade de Fibra

Depois sucesso e repercussão obtidos na sua primeira edição em Cuiabá, as associações decidiram realizar mais 3 edições do Encontro da Qualidade da Fibra, nos municípios de Campo Verde, Campo Novo do Parecis e Sorriso. Com o objetivo trazer novas soluções para os principais desafios identificados por produtores e especialistas na qualidade do algodão, como a redução da presença de fibras curtas; a eliminação da pegajosidade; a contaminação por plástico; e a redução de impurezas e dos fragmentos na pluma.

Os encontros são direcionados a produtores e profissionais do setor algodoeiro, que buscam aprimorar a qualidade da fibra produzida no estado.  Para Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa, “a iniciativa evidencia a busca pela excelência da pluma brasileira”.

Participação

A inscrição nos encontros é gratuita e o número de vagas é limitado de acordo com o local do evento. Veja a lista com relação das cidades, datas e links para participar das capacitações:

Curso de Inspetores de UBA:

Rondonópolis - 03/06/2025 – Inscrições: Encerradas

Primavera do Leste - 04/06/2025 – Inscrições: Encerradas

Campo Verde - 05/06/2025 – Inscrições: Encerradas

Sapezal - 09/06/2025 – Inscrições aqui

Campo Novo do Parecis - 10/06/2025 – Inscrições aqui

Sorriso - 12/06/2025 – Inscrições aqui

Encontros da Qualidade de Fibra:

Campo Verde - 17/06/2024 – Inscrições aqui

Sorriso - 24/06/2025 – Inscrições aqui

Campo Novo do Parecis - 26/06/2024 – Inscrições aqui

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Sou de Algodão promove ações com universidades parceiras de Blumenau e São Paulo

Com palestra inaugural na UFSC e experiência prática com Anhembi Morumbi, o movimento fortalece o diálogo sobre a importância do algodão com estudantes

05 de Junho de 2025

O Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promoveu nos dias 3 e 4 de junho duas importantes ações com as parceiras Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Anhembi Morumbi, de São Paulo. Reunindo cerca de 45 pessoas, entre estudantes e docentes, as atividades tiveram como foco a relevância do algodão brasileiro na indústria e seu processo produtivo.


Parceria inédita com Engenharia Têxtil


Manami Kawaguchi, gestora de relações institucionais do movimento, foi a responsável por conduzir ambas as ações. Na terça-feira, a palestra no campus de Blumenau da UFSC marcou o início de uma parceria estratégica e inédita com o curso de Engenharia Têxtil, que tem como objetivo estimular a pesquisa e fomentar a colaboração entre os diferentes agentes do setor. A apresentação de Manami destacou a relação entre a indústria e criatividade, reforçando como a engenharia e o design caminham juntos em um setor altamente verticalizado, que integra desde a produção responsável da matéria-prima até a confecção.


“Com essa parceria inédita, a nossa ideia é incentivar os estudantes a explorar o algodão como tema central em suas pesquisas e criações. Eu, pessoalmente, adoraria ver os alunos de engenharia criando novas construções e tecidos, seria muito interessante. Vemos um grande potencial nas parcerias entre cursos técnicos e criativos para estimular a inovação e fortalecer ainda mais a indústria nacional”, cita Manami.


Grazyella Cristina Oliveira de Aguiar, coordenadora e professora do curso na UFSC, considera a parceria entre a faculdade e o movimento Sou de Algodão um passo significativo para incentivar e fortalecer as pesquisas relacionadas à fibra. “Essa colaboração vai permitir também o desenvolvimento de materiais e cursos especializados, bem como a realização de eventos conjuntos que promovam a troca de conhecimentos e o avanço sustentável no setor. É uma parceria fundamental para aprofundar o entendimento sobre a cadeia produtiva do algodão, entre os nossos alunos, promovendo uma maior valorização da fibra e suas aplicações na indústria têxtil e de moda”, completa.


Já Danielle Santos Soares, estudante do curso, ressaltou a compreensão de todos os processos e certificações pelas quais o algodão brasileiro passa. “A palestra foi extremamente enriquecedora, pois nos proporcionou um panorama da produção responsável de algodão no Brasil e destacou a relevância que o país ocupa nesse cenário global. Nós entendemos como essas iniciativas são essenciais para fortalecer o vínculo entre o setor produtivo e a pesquisa acadêmica, estimulando o desenvolvimento de soluções cada vez mais conscientes para o setor têxtil”, afirma.


Experiência imersiva na Veste S.A Estilo


Na quarta-feira, o compromisso foi com os estudantes e docentes do curso de Negócios de Moda da Anhembi Morumbi, que puderam participar da Experiência Sou de Algodão na Veste, uma das maiores empresas de moda de alto padrão do Brasil.


Após café da manhã e apresentação institucional sobre o movimento e a empresa Veste S.A Estilo, os estudantes e docentes seguiram para visitas às áreas de Estilo, Marcas, Showroom, Tecidoteca, Modelagem e Centro de Distribuição. Eles também tiveram acesso a uma apresentação sobre o processo de desenvolvimento de produtos, que encerrou a experiência.


Claudia Regina Martins, docente do curso de Negócios de Moda da Anhembi Morumbi, ressaltou a importância em reconhecer o comprometimento do Grupo Veste com questões como ESG, ética e transparência na cadeia produtiva. “Os nossos alunos puderam ter uma experiência imersiva fundamental para o desenvolvimento do conhecimento deles enquanto futuros profissionais do setor da moda. É muito interessante ver uma empresa do tamanho da Veste preocupada com a rastreabilidade das peças, em ter essas informações nas etiquetas, com os materiais. Nós pudemos perceber como cada setor da empresa é bem direcionado, com estratégias e equipes bem posicionadas. Eu fiquei encantada com tudo que vi, e agradeço muito às experiências proporcionadas pela nossa parceria com o movimento Sou de Algodão”, reitera.


Natalia Dimov Favorito, estilista na Veste S.A, considerou a experiência muito enriquecedora para ambas as partes. “Como alguém que já foi estudante, eu acho de extremo valor para a carreira ter a oportunidade de conhecer uma empresa por dentro, entender todos os processos, se aproximar do mercado de trabalho antes de efetivamente entrar nele. Aqui na Veste, nós queremos esse tipo de parceria, nós acreditamos na educação como a melhor fonte para bons profissionais no futuro, e tudo isso muito embasado em todos os pilares de ESG. Tenho certeza que isso vai fazer muita diferença não só agora, mas a longo prazo na carreira de todas as pessoas que estiveram presentes aqui ontem nesse encontro”, cita.


Para Laís Silveira, gerente de ESG na Veste, a experiência foi uma oportunidade marcante para mostrar aos estudantes os cuidados em todas as fases de produção. “Nós tivemos a oportunidade de mostrar um pouquinho do nosso dia a dia, dos nossos processos e de todos os cuidados que nós temos em cada etapa da nossa cadeia produtiva, sempre muito guiados pelos princípios ESG e da sustentabilidade, do respeito às pessoas e do compromisso com práticas responsáveis. Momentos como esse nos lembram da força da troca de experiências, do diálogo com quem está construindo o presente e quem vai realmente moldar o futuro da moda”, ressalta.


As atividades realizadas com as universidades em Blumenau e São Paulo reforçam o compromisso do Sou de Algodão em aproximar a cadeia produtiva do algodão dos futuros profissionais do setor, não só promovendo conhecimento técnico, mas também inspiração para novas práticas responsáveis e criativas.


“Com as parcerias, o movimento amplia seu alcance e fortalece o diálogo entre indústria, instituições de ensino e sociedade. Nós queremos mostrar aos estudantes que o algodão vai muito além da fibra: ele é cultura, inovação e responsabilidade. Estar com eles, compartilhar conhecimento e ver esse interesse crescer é o que nos motiva a seguir com ações como essas”, finaliza Manami.

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Algodão Brasileiro Responsável: prazo para adesão termina em junho e auditorias independentes já acontecem em vários estados

Dia 30 de junho é a data limite de inscrição para que as unidades produtoras participem do programa de certificação socioambiental do algodão.

03 de Junho de 2025

Idealizado em 2012 pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com as associações estaduais, o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) é o padrão de certificação socioambiental da cotonicultura brasileira que impulsiona práticas responsáveis no campo, conectando produção, sustentabilidade e inovação. Produtores que quiserem inscrever as suas unidades produtoras no programa devem procurar uma das 10 associações estaduais e atualizar os dados cadastrais para receber o convite de adesão. Após recebimento do convite, o cotonicultor tem até o dia 30 de junho para finalizar a sua adesão ao ABR.


O programa tem reconhecimento internacional. Ao escolher participar do ABR, o produtor pode optar pelo licenciamento com a Better Cotton — organização sem fins lucrativos com sede em Genebra, que atua globalmente para promover a produção mais sustentável de algodão — da qual o Brasil é o maior fornecedor mundial.  Além disso, o ABR é uma das 15 certificações selecionadas pela Textile Exchange como preferenciais no mercado global. De acordo com Fábio Carneiro, Gerente de Sustentabilidade da Abrapa, as adesões ao programa ABR continuam crescendo no Brasil. “Em 2024, tivemos 451 unidades produtivas que aderiam e foram aprovadas nas auditorias, 77 novas fazendas em comparação com 2023. Esse ano, seguimos com a expectativa que mais fazendas e produtores participem do programa.”, pontuou Fábio.


O sucesso na certificação depende do diagnóstico


A adesão ao programa é o primeiro passo da certificação ABR, processo que é seguido por um diagnóstico realizado pelas associações estaduais, que abrange 183 itens a serem verificados pelo agricultor antes da auditoria, realizada por uma certificadora independente. Em 2025, as auditorias serão realizadas até o final de julho. Para Marcio Portacarrero, Diretor Executivo da Abrapa, a fase do diagnóstico é definidora dentro do processo de certificação por seguir um checklist rigoroso, “Todo o direcionamento que o produtor recebe na fase do diagnóstico deve ser muito bem aproveitado, pois ele indicará tudo que deve ser alterado ou melhorado para garantir uma certificação de sucesso.”.


Marcio também esclarece que, apesar do protocolo ser alinhado com as leis brasileiras e internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a adesão ao programa é voluntária. “A coordenação da Abrapa com apoio direto do corpo técnico das associações estaduais, traz a qualificação que diferencia o cotonicultor brasileiro no mercado doméstico e internacional, mas participam do programa apenas os agricultores interessados em auditar e certificar as práticas socioambientais responsáveis nas suas produções.”.


Desafio que fortalece o compromisso com a sustentabilidade


Para as associações estaduais, a implementação da ABR é vista como um passo fundamental para fortalecer ainda mais o compromisso nacional com a sustentabilidade do algodão. Os maiores desafios são relacionados principalmente ao nível de exigência e detalhamento para que as unidades produtoras tenham a certificação. Segundo Abner Barreto, Coordenador de Sustentabilidade da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e responsável pela gestão do programa no estado "Participar do processo de certificação ABR no estado de Goiás tem sido uma experiência transformadora. Sem dúvidas, é desafiador adequar as propriedades às exigências, principalmente pela abrangência dos critérios e pelo nível de detalhamento exigido. No entanto, ao longo do processo, pudemos perceber o quanto essas práticas contribuem para uma gestão mais eficiente, consciente e alinhada às boas práticas agrícolas.”


Para Barreto, a parte mais gratificante do processo foi ver, na prática, os resultados das adequações, “a certificação resultou em propriedades mais organizadas, equipes mais engajadas e uma clara evolução no cuidado com o meio ambiente, com as pessoas e com a produção. A perspectiva de melhoria contínua é real, e isso nos motiva a seguir investindo em qualidade, responsabilidade e inovação. Sem dúvida, essa certificação representa mais do que um selo — ela marca um avanço significativo rumo a um futuro mais sustentável para o algodão produzido em Goiás."


Atenção ao mercado consumidor


O Coordenador de Sustentabilidade da Associação de Produtores de Algodão do Mato Grosso do Sul (Ampasul), Cícero Miguel de Oliveira, afirmou que a evolução do processo vai ao encontro dos mercados e consumidores mais exigentes, “A certificação ABR está de olho no que acontece no Brasil e no mundo, mudanças climáticas, questões ambientais, e tratativas humanas para adaptar a realidade da nossa produção ao meio que vivemos.” Cícero também salienta a importância do papel das equipes das propriedades para certificações bem-sucedidas “Com tudo isso e muito mais, é importante agradecer, por termos os super times das unidades produtoras, que não baixam a guarda, estão sempre atentos a melhorias no processo, que são propostas e muito bem conduzidas pelo time sustentabilidade Abrapa e Better Cotton. Seguimos, muito felizes com os resultados alcançado até o momento.”.


Para dar início à adesão ao programa ABR, acesse o link abaixo e entre em contato com a associação do seu estado:


https://abrapa.com.br/associadas/

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