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Cooperação entre Brasil e Bangladesh deve impulsionar o mercado para o algodão brasileiro

01 de Fevereiro de 2023

Quarto maior mercado para o algodão brasileiro e destino de 12% de toda a fibra embarcada pelo Brasil para o mundo, Bangladesh é um país prioritário para a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O presidente da entidade, Alexandre Schenkel, foi um dos representantes dos setores econômicos exportadores nacionais que participaram, na manhã desta quarta-feira, 1º de fevereiro, da assinatura do Memorando de Entendimento entre a Apex-Brasil e a Federation of Bangladesh Chambers of Commerce & Industries (FBCCI), instituição bengalesa equivalente à agência de fomento nacional.


Entre as partes que assinaram o memorando, a cerimônia teve presença, dentre outros, da embaixadora de Bangladesh para o Brasil, Sadia Faizunneza, do secretário sênior do Ministério do Comércio de Bangladesh, Tapan Kanti Gosh, e do presidente da FBCCI, Jashim Uddin. Do lado do governo brasileiro, participaram a diretora de Negócios da Apex-Brasil, Ana Paula Repezza, e o diretor do Departamento de Comércio e Promoção de Investimentos, embaixador Alex Giacomelli.

A expectativa da Apex e da FBCCI, com o acordo de cooperação, é de promover, fortalecer e dar visibilidade às relações comerciais entre os dois países. Atualmente, além do algodão, o Brasil é um fornecedor representativo de outras commodities, como açúcar, soja e minério de ferro. Já Bangladesh exporta produtos manufaturados para o Brasil, especialmente, têxteis.

Indústria crescente: mais algodão

De acordo com o presidente da FBCCI, Jashim Uddin, no biênio 2024/2025, a indústria têxtil de Bagladesh deve dobrar em tamanho. ""Vamos precisar de mais algodão. Hoje, estamos comprando a fibra do Brasil, África e Índia, e o memorando assinado aqui favorece o comércio entre nós"", afirmou. A FBCCI representa 80% das indústrias da iniciativa privada de Bangladesh, tem mais de 400 associados e cerca de 38 acordos bilaterais, como o firmado em Brasília.

A instituição bengalesa completa 50 anos, em 2024, e prepara uma grande cerimônia para a qual mais de 200 delegações estrangeiras têm presença prevista. Na solenidade de assinatura do memorando, o Brasil foi convidado a participar da celebração.

Oportunidades sustentáveis

A sustentabilidade, um dos principais atributos do algodão brasileiro, foi apresentada como uma oportunidade para o comércio entre os dois países. O tema faz parte da agenda de Bangladesh, que vem reforçando suas ações neste sentido, nos últimos dez anos, tendo já, em operação, várias plantas industriais consideradas ""verdes"".

Em sua fala, Alexandre Schenkel destacou o fato do Brasil ser a origem de algodão com maior participação em toda a pluma licenciada pela ONG suíça Better Cotton Initiative (BCI). ""Atualmente, 42% de todo algodão licenciado pela Better Cotton vêm de lavouras brasileiras e 86% de toda a pluma produzida pelo Brasil são certificados pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que opera em benchmark com a BCI"", disse.

Schenkel ressaltou, ainda, que, de acordo com o International Cotton Association Committee (Icac), 95% do algodão brasileiro depende apenas da água da chuva para a sua produção. ""A possibilidade de ter esse algodão sendo manufaturado em fábricas igualmente sustentáveis, em Bangladesh, abre novas oportunidades de comércio, faz os nossos clientes felizes e traz ganhos ambientais, sociais e econômicos"", afirmou o presidente da Abrapa.

Afinidades constatadas

Na noite anterior à assinatura do Memorando de Entendimento, Schenkel participou de um jantar oferecido pela embaixadora de Bangladesh e o marido dela, Michael Winter, na sede da embaixada. Na ocasião, o secretário sênior do Ministério do Comércio de Bangladesh, Tapan Kanti Gosh, e o presidente da FBCCI, Jashim Uddin, foram apresentados aos representantes do setor privado do Brasil. ""Este encontro prévio foi interessante para que pudéssemos estreitar os laços e entender melhor as demandas deles, que são oportunas para o Brasil. Mais uma vez, constatamos a imensa receptividade do povo de Bangladesh. Já havíamos verificado isso em todas as missões de promoção do algodão brasileiro que empreendemos lá. Somos países com grandes semelhanças e afinidades"", concluiu Schenkel.


1º de janeiro de 2023
Imprensa Abrapa
Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
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Com mercado aberto, Brasil busca vender algodão ao Egito

​Produtores brasileiros querem atender 20% da demanda egípcia por algodão importado em dois anos. Acordo anunciado em janeiro liberou embarques.

01 de Fevereiro de 2023

Os produtores brasileiros têm como objetivo responder por 20% da demanda do algodão importado pelo Egito nos próximos dois anos e se organizam para ir em busca dessa fatia ainda no primeiro semestre deste ano. A meta foi estipulada pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) após o mercado egípcio ter sido aberto para o algodão brasileiro neste mês. Na prática, isso significa que Egito e Brasil fizeram acordo fitossanitário que definiu as regras para o fornecimento do algodão brasileiro ao país árabe.


Diante da porta aberta, o setor deve fazer alguma ação de promoção comercial no Egito nos primeiros meses deste ano, de acordo com o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. Segundo Schenkel, isso já é feito em outros países junto com as embaixadas brasileiras e os adidos agrícolas e o mesmo deve ser realizado no Egito. O segmento quer mostrar a qualidade do algodão brasileiro, a rastreabilidade da produção e a confiabilidade do fornecimento.


O Egito é um importante produtor de algodão, mas o país cultiva especialmente o produto de fibra longa e extralonga, que é premium. Já o Brasil produz o algodão de fibra média. — O Egito importa em torno de 120 mil toneladas ao ano, nós queremos atingir em torno de 25 mil toneladas — afirmou Schenkel à ANBA sobre a perspectiva de atender o país com cerca de 20% do que ele importa. O presidente da Abrapa afirma que essa tem sido a experiência brasileira ao entrar em novos mercados: conseguir uma fatia de 20% das importações, em alguns casos até 50%.


Schenkel acredita que a indústria egípcia utilizará o algodão brasileiro, de fibra média, para fazer blend com o seu algodão de fibras mais longas, e pensa que é possível até responder por mais que 20% das compras internacionais egípcias do algodão. —Vai depender de nós, de eles gostarem do nosso produto. Nós podemos atendê-los bem— afirma. O presidente da Abrapa lembra que os períodos de colheita no hemisfério norte (onde estão Egito e Estados Unidos, que são produtores) e sul (onde está o Brasil) são diferentes. —A gente pode entrar na outra metade do ano com o nosso algodão —afirma o presidente.


O Brasil é o segundo maior exportador de algodão do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e o quarto maior produtor mundial. Diferente de outros países, no entanto, o Brasil tem colheita para atender a demanda interna e ainda exportar. Em dezembro, por exemplo, o País exportou 175,7 mil toneladas de algodão. No acumulado do atual ano comercial para o setor, de agosto a dezembro, a exportação somou 952,1 mil toneladas e teve alta de 14,6% em relação ao mesmo período da temporada anterior.


Brasil é segundo maior exportador de algodão —A abertura do mercado egípcio, que foi anunciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, era um pedido dos produtores brasileiros em função da importância da produção têxtil no país árabe. —O governo, a parte diplomática, o Ministério da Agricultura vieram trabalhando para viabilizar —afirmou Schenkel para a ANBA. A demanda era antiga, mas foi reforçada nos últimos três anos, segundo o presidente da Abrapa.


Ele diz que o Brasil vem promovendo o algodão mundo afora há 20 anos e acredita que as informações sobre a produção brasileira e sua credibilidade chegaram no Egito em função disso também. Schenkel afirma também que os brasileiros vão cumprir as exigências fitossanitárias dos egípcios. —Como nós exigimos alguns controles fitossanitários para entrar aqui no Brasil, a gente tem que respeitar o controle fitossanitário dos outros países —afirma.


Schenkel faz questão de afirmar quão confiável é o Brasil nas entregas e diz que o País é fornecedor estratégico. —Nós somos cumpridores de contratos e queremos mostrar a viabilidade logística —fala o presidente da Abrapa. Ele afirma que o Brasil atingiu qualidade tão boa quanto dos seus concorrentes, como os Estados Unidos, e que o País tem a produção em regiões menos suscetíveis a crises hídricas e climáticas do que os norte-americanos. Mesmo com alguma queda na safra, os brasileiros conseguem exportar algodão. O Brasil produz ao redor de 2,6 milhões de toneladas e tem demanda nacional de cerca de 700 mil toneladas. Na missão prevista, ainda sem data definida, os brasileiros devem apresentar essas características do setor.

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Renner utiliza blockchain para rastrear nova coleção de jeans com algodão sustentável

A varejista do setor de moda lança nova coleção com rastreabilidade digital, possibilitando que os consumidores acompanhem todo o ciclo produtivo das peças.

31 de Janeiro de 2023

A Renner, uma das maiores varejistas de moda no Brasil, lança uma nova coleção de peças em jeans produzidas com algodão com certificação socioambiental e rastreadas com a tecnologia Blockchain. São oito modelos femininos à venda no e-commerce e em lojas físicas da Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.


O lançamento é uma parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que iniciou o desenvolvimento da coleção de jeans femininos rastreáveis por blockchain no ano passado. Tudo isso por meio do programa SouABR (Sou de Algodão Brasileiro Responsável).


“Há mais de dez anos, a Abrapa vem estruturando suas frentes de atuação para garantir a oferta de uma fibra de alta qualidade, produzida com responsabilidade socioambiental e que tenha sua origem rastreável. Ficamos muito felizes e orgulhosos em ter a Renner como marca pioneira nesta missão, iniciando uma nova jornada em prol da sustentabilidade das marcas de moda”, declara Alexandre Pedro Schenkel, presidente da Abrapa.


Como funciona a rastreabilidade?
O objetivo da tecnologia de rastreabilidade digital desenvolvida pela Abrapa é garantir transparência sobre a origem e a trajetória de cada peça, permitindo o acompanhamento de todo o ciclo de produção: desde a fazenda que cultiva a matéria-prima passando pela fiação, tecelagem ou malharia, confecção e varejo. Quando inseridas no sistema, as informações são criptografadas e não podem ser alteradas. Todas as informações estão disponíveis por meio da leitura de um código QR impresso nas etiquetas, que remete a uma página (landing page). “Queremos ser um agente de transformação do setor de moda”, completa o gerente-geral de sustentabilidade da Lojas Renner, Eduardo Ferlauto.


Como obter a certificação ABR?
Para obter a certificação socioambiental ABR, as fazendas de algodão são auditadas por órgãos terceiros — com acreditação internacional — e precisam atender a mais de 180 pontos de verificação. Entre eles, estão: contrato de trabalho obrigatório e condições dignas para os trabalhadores, além de veto a discriminação, boas práticas de preservação e o cumprimento de 100% das leis ambientais brasileiras.


FONTE: https://exame.com/esg/renner-utiliza-blockchain-para-rastrear-nova-colecao-de-jeans-com-algodao-sustentavel/

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Abrapa e Apex reforçam propósito de trabalhar para a expansão das exportações brasileiras de algodão

27 de Janeiro de 2023

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Jorge Viana, reuniram-se, ontem (26), em Brasília, pela primeira vez, desde que ambos assumiram os seus cargos, no início deste mês. A Apex é uma das mais importantes parceiras da Abrapa na promoção do algodão brasileiro no mercado mundial, e, junto com a entidade dos cotonicultores e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), integra o Cotton Brazil. A iniciativa foi lançada em dezembro de 2020 e tem em seu escopo fortalecer a imagem e difundir a fibra nacional, em mercados prioritários, sobretudo na Ásia.
Durante a visita, Schenkel destacou os diferenciais do algodão brasileiro e seu modelo sustentável de produção. Estes atributos, associados à qualidade e à rastreabilidade, têm garantido a expansão contínua do mercado global para o produto nacional e embasam a meta de produtores, exportadores e governo de tornar o Brasil o maior exportador da fibra, posto que, atualmente, pertence aos Estados Unidos.
""O Brasil se destaca pela sustentabilidade e tecnologia no cultivo de algodão e nossa responsabilidade é muito grande, ao colocar o nosso produto no mercado. Mantemos contato permanente com a indústria em todo o mundo. Nosso objetivo é evoluir e expandir"", explicou Alexandre Schenkel.
Para Jorge Viana, o Cotton Brazil é um programa estratégico que deve ter continuidade. ""A Apex tem o propósito de melhorar ainda mais as relações já estabelecidas com o setor produtivo e, para isso, vai inovar. Junto com a Abrapa, queremos fomentar a expansão do cultivo do algodão e das exportações brasileiras. Esta primeira conversa foi muito positiva e já saímos daqui com diversas tarefas, de parte a parte"", afirmou Jorge Viana.


26.01.2023
Imprensa Abrapa
Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
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ALGODÃO PELO MUNDO #03/2023

27 de Janeiro de 2023

- Destaque da Semana – Com as celebrações do Ano Novo Lunar em muitos países da Ásia esta semana, com destaque para a China, o mercado físico teve pouca atividade.  No mercado futuro a semana foi de alta, refletindo altas em outras commodities e um sentimento mais positivo em relação à demanda.


- Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 87,50 U$c/lp (+4,93%).


- Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 85,92 U$c/lp (+4,37%) e o Dez/24 a 82,34 (+4,28%) para a safra 2023/24.


- Preços (26/01), o algodão brasileiro estava cotado a 101,50 U$c/lp (+150 pts) para embarque em Fev/Mar-23 (Middling 1-1/8"" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou também em 103,75 U$c/lp (+200 pts).


- Altistas 1 - O mercado vem dando sinais de melhora na demanda.  Os bons números de vendas ao exterior divulgados pelo USDA nas últimas duas semanas parecem confirmar a tendência de melhora no mercado.  China, Turquia, Vietnãm e Paquistão foram os principais compradores.


- Altistas 2 – O PIB dos EUA avançou 2,9% no 4° trimestre, acima da expectativa que era de 2,6%. Os gastos do consumidor e do governo contribuíram para o desempenho.


- Altistas 3 – As recentes altas no contrato de algodão Dez/23 (balizador para safra 23/24 dos EUA) ainda não são suficientes para persuadir produtores do país a optar por algodão nas áreas onde podem plantar grãos.


- Altistas 4 – A consultoria S&P Global prevê área plantada de algodão nos EUA de 10,89 milhões de acres, ou 21% abaixo da área de 2022 (13,71 milhões de acres).   No dia 12/02, o National Cotton Council (NCC) divulgará sua estimativa de área.


- Baixistas 1 – A situação da falta de reservas em dólar para a abertura de cartas de crédito de importação continua sendo um grande obstáculo à importação no Paquistão e Bangladesh.  No Paquistão, o algodão local está mais caro que o importado no momento.


- Baixistas 2 – Bangladesh ainda sofre com o aumento no custo de energia e o Paquistão com grande desvalorização cambial, dificultando a importação.


- Baixistas 3 – Apesar do medo de uma grave recessão global ter diminuído, resultados financeiros ruins de grandes empresas continuam alimentando este temor.


- Mercado 1 - O mercado global de vestuário, que encolheu para US$ 1,3 trilhão em 2020 devido à Covid-19, em 2022 chegou a US$ 1,7 trilhão.  A projeção é que ultrapasse US$ 2,3 trilhões até 2030, segundo a consultoria Wazir Advisors.


- Mercado 2 - Ainda no mesmo estudo, a consultoria mapeou os maiores mercados consumidores de vestuários: 1º EUA (US$ 276 bi/ano), 2º União Europeia (246 Bi) e 3º China (244 Bi). A China, entretanto, deve ser o maior mercado consumidor até 2030.


- Mercado 3 - A consultoria Cotlook divulgou suas estimativas de consumo de algodão para 22/23: 23,8 milhões de toneladas.  Apesar de ser menor que os 24,1 milhões projetados pelo USDA, é bem maior que o temido número de 23 milhões, previsto por alguns mais pessimistas.


- Índia - A safra de algodão no maior produtor do mundo tem sido uma incógnita, com atraso nas entregas da produção para beneficiamento.  Entretanto, nos últimos dias relatos apontam que o ritmo das entregas nas algodoeiras aumentou.


- China 1 - A mudança abrupta na política da Covid na China tem reações adversas a curto prazo, mas também trouxe um sentimento de melhoria na economia.


- China 2 - Pesquisas recentes apontam para um aumento nas encomendas de fios, estoques reduzidos e industrias voltando a operar com alta capacidade.


- Pensar Agro - Júlio Cézar Busato, ex-presidente da Abrapa, foi eleito 1º vice-presidente do Instituto Pensar Agro (IPA) em eleição nesta terça (24). O IPA é composto por representantes das cadeiras produtivas do agro e elenca pautas prioritárias para o desenvolvimento agropecuário.


- Agenda 1 - Na próxima semana, o mercado estará atento à reunião do Federal Reserve dos EUA (Fed). Há expectativa de diminuição do ritmo de subida das taxas de juros em 0,25%, ao invés de 0,5%.  A divulgação será na quarta (01).


- Agenda 2 - Os chineses comemoram durante toda a semana o Ano Novo Lunar também celebrado no Vietnã, Coreia do Sul, Singapura, Malásia, Tailândia, Japão, Filipinas e Indonésia.


- Exportações - Dados do MDIC mostram que o Brasil exportou 92,2 mil tons de algodão até a segunda semana janeiro/23. A média diária de embarque foi 35,3% inferior quando comparado com janeiro/22.


- Semeadura 2022/23 -Até ontem (26/01): BA (82%); GO (84%); MA (73%), MG (85%), MS (98%); MT (47%); PI (100%); PR (100%), SP (91%). Total Brasil: 57,31% semeado.


- Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (26/01):  BA (100%); GO (100%); MA (82%), MG (100%), MS (100%); MT (99,4%); PI (100%); PR (100%), SP (100%)Total Brasil: 99% beneficiado.


- Preços - Consulte tabela abaixo


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com


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Nova coleção de jeans rastreáveis reforça agenda de sustentabilidade da Renner

​Maior varejista de moda omni do Brasil lança oito modelos de roupas femininas confeccionadas com algodão com certificação socioambiental e rastreadas do campo ao ponto de venda por tecnologia blockchain

26 de Janeiro de 2023

Em mais uma iniciativa que reforça seus compromissos públicos de sustentabilidade, a Renner, maior varejista de moda omni do Brasil, acaba de lançar mais uma coleção de peças em jeans 100% rastreadas com tecnologia blockchain e produzidas com algodão com certificação socioambiental. São oito modelos, sendo seis calças, uma camisa e uma jaqueta, todas femininas, que estão à venda no e-commerce e em lojas físicas do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, além do Distrito Federal.
O lançamento é resultado de uma parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), por meio do programa SouABR (Sou de Algodão Brasileiro Responsável), que iniciou no ano passado com o desenvolvimento da primeira coleção de jeans femininos rastreáveis por blockchain no país.
O objetivo da tecnologia de rastreabilidade digital desenvolvida pela Abrapa é garantir total transparência sobre a origem e a trajetória de cada item, pois permite o acompanhamento de todo o ciclo de produção, desde a fazenda que cultiva a matéria-prima até a fiação, tecelagem ou malharia, confecção e varejo. Quando inseridas no sistema, as informações são criptografadas e não podem ser alteradas. Tudo pode ser acessado por meio da leitura de um código QR impresso nas etiquetas das peças, que remete à landing page www.souabr.info.
Engajamento da cadeia de fornecedores - ""O lançamento está alinhado aos nossos compromissos públicos de sustentabilidade para o ciclo 2022-2030, que incluem a implantação de sistemas de rastreabilidade em 100% dos nossos produtos de vestuário feitos com algodão, bem com avanços nos controles de origem das demais matérias-primas têxteis"", diz o gerente geral de Sustentabilidade da Lojas Renner, Eduardo Ferlauto, lembrando que, para oferecer produtos cada vez mais responsáveis aos consumidores, é fundamental estimular o engajamento e participação da cadeia de fornecimento. ""Queremos ser um agente de transformação do setor de moda"", completa o executivo.
""Há mais de 10 anos, a Abrapa vem estruturando suas frentes de atuação para garantir a oferta de uma fibra de alta qualidade, produzida com responsabilidade socioambiental e que tenha sua origem rastreável. Era um desejo do produtor que todas essas conquistas contribuíssem com a entrega desses valores às marcas que querem levar transparência e credibilidade ao mercado e alcançassem o consumidor. Ficamos muito felizes e orgulhosos em ter a Renner como marca pioneira nesta missão, iniciando uma nova jornada em prol da sustentabilidade das marcas de moda"", declara Alexandre Pedro Schenkel, presidente da Abrapa.
Para obter a certificação socioambiental ABR, as propriedades rurais que plantam o algodão são auditadas por órgãos de terceira parte, com acreditação internacional, e precisam atender a 183 pontos de verificação, divididos em oito categorias. Entre eles estão contrato de trabalho obrigatório e condições dignas para os trabalhadores, incluindo saúde, segurança ocupacional e liberdade de associação sindical, além de veto a qualquer tipo de discriminação e boas práticas de preservação e o cumprimento de 100% das leis ambientais brasileiras.


Sobre a Lojas Renner S.A.
Constituída em 1965, a Lojas Renner S.A. abriu capital em 1967 e se tornou, em 2005, a primeira corporação brasileira com 100% das ações negociadas em bolsa e está listada no Novo Mercado, grau mais elevado dentre os níveis de governança corporativa da B3. Seu ecossistema de moda e lifestyle é formado pelas seguintes marcas: Renner, que tem roupas e acessórios para todos os estilos; Camicado, do segmento de casa e decoração; Youcom, especializada em moda jovem; Ashua Curve & Plus Size, que oferece roupas nos tamanhos 46 a 54; e Repassa, plataforma de revenda de roupas, calçados e acessórios.
Atualmente, são mais de 660 lojas em operação, considerando todos os negócios do ecossistema. Além de estar presente no Brasil com todas as suas marcas, a Companhia iniciou seu processo de internacionalização ao inaugurar unidades da Renner no Uruguai a partir de 2017 e na Argentina em 2019. A Lojas Renner S.A. é formada ainda pela Realize CFI, que apoia a atividade de varejo através da oferta e gestão de produtos financeiros; e pela Uello Tecnologia, uma logtech nativa digital focada em soluções para entregas urbanas.


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Ex-presidente da Abrapa é eleito 1º vice-presidente do IPA

25 de Janeiro de 2023

O Engenheiro Agrônomo e agricultor, Júlio Cézar Busato, que, recentemente, concluiu o seu mandato como presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), foi eleito 1º vice-presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA). A Abrapa está representada na chapa do atual presidente, Nilson Leitão, reeleito, por aclamação, em chapa única e apoiada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para o período de 2023/2025. A eleição ocorreu ontem, 24 de janeiro, durante assembleia que reuniu representantes das 49 entidades-membro do IPA. Busato assumiu o compromisso de auxiliar o presidente e a diretoria eleita nos trabalhos por um maior fortalecimento do Instituto.


Criado em 2011, com participação intensa da Abrapa em sua fundação, o IPA é composto por representantes das cadeias produtivas do agro brasileiro, da produção à indústria. A entidade discute e elenca as pautas prioritárias para o desenvolvimento agropecuário e subsidia, com informações, a FPA, que irá defendê-las no Congresso Nacional.  ""A cotonicultura tem um peso expressivo nas exportações brasileiras e é um grande gerador de empregos de qualidade no Brasil. É nosso papel, em foros como o IPA, contribuir com a proposição de soluções para catalisar o agro nacional. A união é uma marca dos produtores brasileiros de algodão e estamos juntos, também agora, para somar"", concluiu Busato.


25.01.2023
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Nota de Pesar

Abrapa lamenta a morte do produtor e agrônomo, Ismael Perina Júnior

25 de Janeiro de 2023

​Em nome de todos os cotonicultores do Brasil, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) lamenta a morte e se faz solidária à família do produtor e agrônomo, Ismael Perina Júnior. Sua perda prematura deixa um vácuo no agronegócio brasileiro, ao qual ele dedicou sua vida, em especial, ao setor sucroenergético.  Natural de Jaboticabal/SP, Perina foi presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Mapa, presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul (Orplana), vice-presidente do Sicoob Coopercredi-SP e membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp. A todos os seus amigos e familiares, as nossas sinceras condolências.

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Cotonicultores brasileiros celebram abertura de mercado egípcio

Importação da pluma nacional está autorizada, após 17 anos de negociações. Em jogo, um mercado de 120 mil toneladas por ano

24 de Janeiro de 2023

Os produtores de algodão brasileiro receberam a notícia da abertura do mercado egípcio com otimismo. É que, após 17 anos de negociação, o Egito definiu as exigências fitossanitárias para liberar a importação da pluma brasileira. Caracterizada por demandar uma fibra de alta qualidade, a indústria têxtil egípcia importa atualmente cerca de 120 mil toneladas por ano.


O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel ressaltou que o algodão brasileiro tem qualidade para atender a mais este mercado. ""Nossa pluma hoje tem qualidade compatível com a de países como Estados Unidos e Austrália. A produção brasileira é responsável e transparente e está pronta para atender o Egito"", comentou.

As exigências sanitárias feitas pelo governo egípcio são usuais para o mercado brasileiro. ""É preciso atestar que há controle do bicudo do algodoeiro e comprovar como é feito o tratamento de resíduos durante a produção agrícola"", informou Cesar Simas Teles, adido agrícola do Mapa na Embaixada do Brasil no Cairo.

Mensurar o volume a ser negociado entre Brasil e Egito é ainda arriscado: não há referência histórica de comparação. ""Alguns agentes de mercado falam que o algodão brasileiro pode absorver de 20% a 25% do volume anual importado pelos egípcios (120 mil tons), mas sem base estatística"", observa Teles.

Schenkel está confiante. ""Atualmente, o Brasil tem condições de atender o volume que for necessário"", endossa. O otimismo explica-se pelos bons resultados de um programa de promoção e desenvolvimento de mercados realizado pela Abrapa, chamado Cotton Brazil.

""De 2020 para cá, mantemos uma agenda permanente de ações, eventos e comércio com China, Vietnã, Paquistão, Turquia, Bangladesh, Indonésia, Coreia do Sul, Tailândia e Índia e agora vamos incluir o Egito"", revelou o presidente da associação.

Realizado em convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e em parceria com a Associação Nacional Exportadores de Algodão (Anea), o Cotton Brazil opera hoje a partir do escritório de representação em Singapura. Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa e responsável pelo programa, já está com o Egito no radar.

""Estamos em diálogo com o Mapa para que mais esse mercado possa ser inserido nas nossas ações. Já estamos planejando ir ao Egito para fazer a promoção do nosso produto, pois o Brasil tem condições para ser um importante fornecedor para a indústria têxtil egípcia, que terá um grande salto nos próximos anos"", afirma Duarte.

Novo mercado. A abertura do mercado egípcio para o algodão brasileiro vem sendo trabalhada desde 2006 pelo Mapa. ""Tem sido um processo longo de negociação, que envolveu não apenas o Mapa como também o Ministério de Relações Exteriores (MRE). Ainda temos questões em detalhamento, mas já podemos considerar esta notícia o início de um novo ciclo para os dois países"", analisou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

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ALGODÃO PELO MUNDO #02/2023

20 de Janeiro de 2023

- Destaque da Semana – Gong Xi Fa Cai! Feliz Ano Novo Chinês! As festividades já começaram e se arrastam por toda a próxima semana. O ano do Coelho começa neste domingo, 22 de janeiro. O Ano Novo Lunar é comemorado também no Vietnã, Coreia do Sul, Singapura, Malásia, Tailândia, Japão, Filipinas e Indonésia, além de comunidades asiáticas espalhadas pelo mundo.


- Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 83,39 U$c/lp (+1,65%).


- Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 82,32 U$c/lp (+2,8%) e o Dez/24 a 78,96 (+3,22%) para a safra 2023/24.


- Preços (19/01), o algodão brasileiro estava cotado a 100,00 U$c/lp (+50 pts) para embarque em Jan/Fev-23 (Middling 1-1/8"" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou também em 101,75 U$c/lp (+175 pts).


- Altistas 1 - A reabertura da China ao mundo, após anos de fechamento de fronteiras e restrições internas, está trazendo ânimo ao mercado com a esperança de novo impulso na economia e no consumo.


- Altistas 2 – A queda dólar americano em relação a uma cesta de moedas tem contribuído para um aumento de interesse dos compradores. A moeda caiu mais de 10% nos últimos 4 meses.


- Altistas 3 – Analistas acreditam que o Banco Central dos EUA (Fed) pode reduzir o ritmo de aumento da taxa de juros (aumentando em 0,25% a taxa) na próxima reunião que acontece em 31/Jan e 01/Fev.  Com isso, o dólar perde mais força.


- Altistas 4 – Dólar mais baixo barateia o algodão no destino, aumenta demanda e ainda dá suporte para aumento nas cotações da commodity.


- Baixistas 1 – Se o Fed, por outro lado, permanecer conservador e aumentar 0,5% a taxa de juros dos EUA, o resultado nas commodities tende a ser negativo.


- Baixistas 2 – As baixas reservas em dólar em alguns países como Bangladesh e Paquistão têm dificultado a abertura de cartas de crédito por compradores destes países.


- Baixistas 3 - Analistas acreditam que o número de consumo global de algodão em 2022/23 deverá ser mais próximo dos 23 mi/tons projetados pelo ICAC do que dos 24,1 mi/tons projetados pelo USDA no relatório deste mês.


- China 1 - A fala do vice premiê da China, Liu He, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na terça (17) animou os mercados. Liu afirmou que o país está aberto ao mundo e confiante que a economia retornará à tendência normal de crescimento em 2023 e espera um aumento significativo das importações, investimentos e consumo.


- China 2 - Por outro lado, o mundo está acompanhando com atenção a migração de centenas de milhões de pessoas que estão se deslocando para celebrar o Ano Novo Chinês. O movimento ocorre pela primeira vez desde 2019 e pode espalhar a Covid-19 por todo o país.


- Egito 1 - Após anos de negociação, o Egito definiu as exigências fitossanitárias para liberar a importação da pluma brasileira. A indústria têxtil egípcia importa atualmente cerca de 120 mil toneladas por ano.


- Egito 2 - As exigências sanitárias feitas pelo governo egípcio são usuais para o mercado brasileiro, como atestado de controle do bicudo do algodão e comprovação do tratamento de resíduos durante a produção.


- Egito 3 – O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, diz que o Brasil tem condições de atender o volume que for necessário para o Egito. E ressalta a qualidade e a transparência na produção do algodão brasileiro.


- Paquistão – A escassez de reservas cambiais do país causou um acúmulo de contêineres parados no porto de Karachi. A crise cambial está dificultando a abertura de cartas de crédito para o algodão, pois o governo está priorizando alimentos, suprimentos médicos e outros itens.


- Exportações - De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil exportou 77,1 mil tons de algodão até a segunda semana janeiro/23. A média diária de embarque foi 18,8% inferior quando comparado com janeiro/22.


- Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (19/01):  Os estados BA, GO, MG, MS, PI, PR e SP já encerram o beneficamento. Ainda resta algodão para serem beneficiado no MT (1%) e MA (19%).


- Semeadura 2022/23 - Até ontem (19/01): BA (81%); GO (80,38%); MA (73%), MG (83%), MS (96%); MT (25%); PI (100%); PR (100%), SP (86%). Total Brasil: 41% semeado.


- Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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