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Abrapa elevou a estimativa de produção da safra de algodão 2022/2023

05 de Outubro de 2023

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reviu para cima a estimativa de produção para a safra 2022/2023, durante a 72ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizada on-line, nesta terça-feira (03). De acordo com a entidade, serão 3,23 milhões de toneladas de pluma neste ciclo, contra 3,07 milhões de toneladas esperados na reunião anterior da Câmara, em 30 de junho. O volume colhido representa uma alta de 26,5%, em relação à safra passada, 2021/2022. O dado divulgado na Câmara supera, também, o 12º levantamento da safra 2022/23 da Conab para o algodão, publicado em 06 de setembro último, de 3,15 milhões de toneladas de pluma, 23,3% a mais do que na safra passada. A Abrapa informou ainda que as lavouras já foram 100% colhidas, e o beneficiamento da fibra, até a data da reunião, estava em torno de 56%.


De acordo com o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, o aumento na produção reflete o incremento na área plantada (4,6%), que totalizou 1,67 milhão de hectares, além da produtividade recorde para a cultura, cuja média ficou em 1931 quilos de algodão beneficiado, por hectare: 21% a mais que a registrada na safra passada e 7% acima do último recorde de produtividade alcançado na safra 2019/2020, de 1802 quilos por hectare.


Para a safra 2023/2024, as primeiras estimativas apontam para um crescimento de 8,4% na área plantada com algodão, que deve chegar a 1,81 milhão de hectares, com produção, preliminarmente aguardada, de 3,29 milhões de toneladas, 2% a mais, em relação à safra recém-colhida. “Sobre a produtividade para a próxima safra, neste momento, seremos muito conservadores, pois entendemos que as condições climáticas este ano foram vantajosas e a produção de algodão por hectare foi recorde. Para 2023/2024, espera-se uma queda sutil neste índice, de 5,9%, resultando em 1818 quilos de pluma por hectare”, afirma Schenkel.


Indústria


Também membro da Câmara Setorial e presente à reunião, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), representada pelo diretor superintendente, Fernando Pimentel, afirmou que 2023 deve fechar “no zero a zero”, na indústria, e a confecção ficará no negativo. “Esse é um momento desafiador, com as plataformas internacionais competindo de forma desleal com a indústria nacional e um inverno que não permitiu que vendêssemos bem as coleções. Além disso, existem crises em algumas varejistas”, explica Pimentel.


Para 2024, a indústria nacional é mais otimista. “A expectativa é de um modesto crescimento, acompanhando o PIB. O prognóstico de hoje é de cerca de 1,5%”, afirmou.


Exportações


Na safra 2022/2023, pela primeira vez, o Brasil alcançou o terceiro lugar no ranking de maiores produtores, superando os Estados Unidos. Segundo o levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de setembro, para o ano comercial 2023/2024, o Brasil colheu três milhões de toneladas de pluma, contra 2,86 milhões de toneladas dos americanos. Nas exportações, no mesmo levantamento, os Estados Unidos ainda se mantiveram na liderança, com 2,7 milhões de toneladas de pluma, ante 2,6 do milhões embarcadas pelo Brasil. O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus, alerta que essas são posições não definitivas.


“O Brasil vem perseguindo o posto de terceiro produtor e o maior exportador, já há algum tempo. A gente esperava que isso fosse acontecer mais para a frente, dentro de uns cinco anos. Contudo, em relação à produção global, alcançamos a meta já nesta safra. É muito importante salientar que esta é uma situação circunstancial. Os Estados Unidos tiveram uma quebra de safra causada pela seca no Texas. Vamos ver como ficarão as exportações. Comparados aos americanos, nossos embarques estão muito próximos. Se os ultrapassarmos agora, será também uma questão conjuntural”, pondera Faus. Segundo o presidente da Anea, os Estados Unidos devem voltar a plantar mais algodão no ano que vem.


“Se eles tiverem uma safra de normal para boa, sem os problemas de clima deste ciclo, voltarão a ultrapassar o Brasil. O mais importante é notar que o Brasil tem um papel relevante no comércio internacional de algodão, que, anos atrás, não possuía. Isso foi conseguido com o aumento da produção, melhoria da qualidade, investimentos em rastreabilidade, sustentabilidade e promoção nos mercados lá fora. Nós estamos no caminho certo para, se não for agora, a médio prazo, nos posicionarmos como o principal exportador do mundo”, considera Faus.


O Brasil exportou 186,5 mil toneladas de algodão em setembro de 2023. O volume foi 0,9% maior que o total embarcado no mesmo mês, em 2022. No acumulado de agosto e setembro de 2023, as exportações somaram 290,8 mil toneladas, alta de 17,4% com relação ao mesmo período de 2022. Setembro é o segundo mês do período comercial 2023/24.


Gargalos e proposições


Durante a reunião da Câmara, também foram abordados os problemas com a logística dos embarques na safra 2023/2024. De acordo com os dados apresentados pelo diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, os principais gargalos se deveram à perda do “REDEx” (Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação), por alguns dos terminais de estufagem de contêineres. O documento, expedido pela Receita Federal, tem por objetivo facilitar e agilizar os procedimentos de exportação, garantindo que as mercadorias cumpram todas as regulamentações e requisitos aduaneiros antes de serem enviadas para o exterior.


“Além deste complicador, temos quatro grandes obras sendo realizadas na entrada do Porto de Santos, responsável por 95% dos embarques de algodão no Brasil, somadas à falta de planejamento na chegada das cargas, à concorrência com as outras commodities exportadas via Santos e a questões com os processos de inspeção sanitária, pelo Mapa, dentre outros entraves”, relatou Portocarrero.


O executivo da Abrapa também apresentou as sugestões que serão entregues ao governo, apontadas pelo Grupo de Trabalho da Abrapa, Anea e outras entidades da cadeia produtiva. “Uma dessas propostas é que a inspeção agropecuária federal seja feita em armazém geral. Além disso, queremos fazer uma reunião com o Mapa, a Abrapa, a Anea, e os representantes dos operadores e dos terminais retroportuários, para estabelecer uma operação estruturada, capaz de agilizar o processo de inspeção. Visamos, ainda, definir um plano diretor para ordenar os processos de embarque de commodities e estabelecendo os critérios para a operação dos caminhões e terminais. Outro ponto é verificar a viabilidade de um investimento num ‘depósito pulmão’, em um local mais próximo ao Porto de Santos. Sugerimos também que seja o aprimoramento da programação por parte dos traders e produtores de algodão, com um cronograma de embarque e de acesso dos caminhões ao porto”, afirmou Portocarrero.


O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, finalizou a reunião destacando a importância da convergência de informações que a Câmara Setorial promove. “Isso representa valor para a cadeia produtiva e é essencial para que mantenhamos o Brasil como um grande produtor, assim como um país que industrializa boa parte da sua produção. Somos ainda o nosso principal mercado”, afirma Schenkel. “Esses encontros nos permitem aprimorar a rota. Temos que ser cada dia mais eficientes, com excelência no que fazemos”. Sobre os dados apresentados, ele considera serem “muito positivos”. Schenkel afirma que ainda há desafios, antes de terminar essa safra. “São eles, o beneficiamento e o escoamento dessa pluma, seja para as exportações ou para as nossas indústrias nacionais”, ponderou.


03.10.2023


Imprensa Abrapa


Catarina Guedes – Assessora de Imprensa


Acesso em: Sociedade Nacional de Agricultura – Inteligência em agronegócio desde 1897 (sna.agr.br)

Abrapa elevou a estimativa de produção da safra de algodão 2022/2023 - Sucesso no Campo

Abrapa elevou a estimativa de produção da safra de algodão 2022/2023 (novoeste.com)

Abrapa elevou a estimativa de produção da safra de algodão 2022/2023 – InfoEconômico (infoeconomico.com.br)

A Mídia Eletrônica mais completa de Mato Grosso do Sul - Jovem Sul (jovemsulnews.com.br)

Abrapa elevou a estimativa de produção da safra de algodão 2022-2023 | Revista Cultivar

Abrapa elevou a estimativa de produção da safra de algodão 2022/2023 - Notícias Agrícolas (noticiasagricolas.com.br)

Brasil – Algodão – Abrapa elevou a estimativa de produção da safra de algodão 2022/2023. | Ioeste

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Algodão: o pequeno notável

05 de Outubro de 2023

A data foi instituída pela ONU, em reconhecimento à importância da cultura, que sustenta mais de 100 milhões de famílias em todo o mundo. Então por que pequeno? Pequeno porque no Brasil tudo relacionado ao agro é superlativo. Cultivamos mais de 44 milhões de hectares de soja, 22 milhões de hectares de milho, mais de 8 milhões de hectares de cana-de-açúcar. E o algodão? Pouco mais de 1,6 milhão de hectares. E por que notável? Notável porque, neste ano, provavelmente o Brasil se tornará o maior exportador de algodão, ultrapassando os Estados Unidos. Só não exportará mais porque o consumo interno é grande. Estima-se que a indústria têxtil nacional, quase 30.000 empresas, empregue 1,5 milhão de pessoas.


Mas nem sempre foi assim. No final dos anos 1980 o Brasil chegou a ser um dos maiores importadores de algodão do mundo. Tudo vinha muito bem, até que a inflação, o imposto de exportação e erros do Mercosul quase mataram a cultura, que era feita principalmente por pequenos agricultores nos estados do nordeste, de São Paulo e Paraná. Além do polo têxtil, que empregava muita gente já naquela época. Políticas erradas causaram o sumiço de estimados 1.500.000 empregos na época.


Mas o custo da produção em grande escala ainda permitia o cultivo, que se deslocava para Minas, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Depois Bahia, Maranhão, Piaui e outros estados com produção menor. Com algumas modificações tributárias, mais a lei Kandir, que isentou a exportação do ICMS, mais um trabalho muito bem feito de toda a cadeia produtiva da pluma, ou do ouro branco, resultou no protagonismo de hoje.


Pesquisa que desenvolveu tecnologia nacional, possibilitando o cultivo do algodoeiro em segunda safra, depois da soja, associada ao arrojo e inteligência de produtores, fizeram com que nosso algodão, que sofria deságio nas bolsas mundiais, seja hoje produto premium. A ABRAPA (Associação Brasileira de Produtores de Algodão) teve papel fundamental. Acionou os Estados Unidos contra os pesados subsídios praticados, e ganhou a causa, o que possibilitou a criação do Instituto Brasileiro do Algodão. Campanhas como, por exemplo, o Algodão Brasileiro de Qualidade, que permite o rastreamento completo da cadeia, com sustentabilidade e qualidade, e Sou de Algodão, que agrega empresas que utilizam e comercializam o produto, tem tido papel importante na divulgação do algodão brasileiro. A ABRAPA, juntamente com a ANEA (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) desenvolveram um programa chamado Cotton Brazil, que tem inclusive escritório em Cingapura, para promover exportações. Há que se ressaltar ainda o papel do MAPA, com participação ativa e profissional nas últimas décadas.


Isso tudo apesar dos governos e desgovernos. Então fica a mensagem: tudo é possível com determinação, trabalho, organização, conhecimento e, lógico, investimento e marketing inteligente.


O pequeno pode ser notável.


Por, Ciro Rosolem membro do Conselho Científico Agro Sustentável e Professor da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP


Acesso em: Algodão: o pequeno notável - Portal do Agronegócio (portaldoagronegocio.com.br)

Algodão: o pequeno notável | Notícias de Campo Grande e MS - Capital News

Algodão: o pequeno notável - Vida Rural MT | Notícias do Agronegócio Mato-Grossense

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Abrapa elevou a estimativa de produção da safra de algodão 2022/2023

04 de Outubro de 2023

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reviu para cima a estimativa de produção para a safra 2022/2023, durante a 72ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizada on-line, nesta terça-feira (03). De acordo com a entidade, serão 3,23 milhões de toneladas de pluma neste ciclo, contra 3,07 milhões de toneladas esperados na reunião anterior da Câmara, em 30 de junho. O volume colhido representa uma alta de 26,5%, em relação à safra passada, 2021/2022. O dado divulgado na Câmara supera, também, o 12º levantamento da safra 2022/23 da Conab para algodão, publicado em 06 de setembro último, de 3,15 milhões de toneladas de pluma, 23,3% a mais do que na safra passada. A Abrapa informou ainda que as lavouras já foram 100% colhidas, e o beneficiamento da fibra, até a data da reunião, estava em torno de 56%.


De acordo com o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, o aumento na produção reflete o incremento na área plantada (4,6%), que totalizou 1,67 milhão de hectares, além da produtividade recorde para a cultura, cuja média ficou em 1931 quilos de algodão beneficiado, por hectare: 21% a mais que a registrada na safra passada e 7% acima do último recorde de produtividade alcançado na safra 2019/2020, de 1802 quilos por hectare.

Para a safra 2023/2024, as primeiras estimativas apontam para um crescimento de 8,4% na área plantada com algodão, que deve chegar a 1,81 milhão de hectares, com produção, preliminarmente aguardada, de 3,29 milhões de toneladas, 2% a mais em relação à safra recém-colhida. “Sobre a produtividade para a próxima safra, neste momento, seremos muito conservadores, pois entendemos que as condições climáticas este ano foram vantajosas e a produção de algodão por hectare foi recorde. Para 2023/2024, espera-se agora uma queda sutil neste índice, de 5,9%, resultando em 1818 quilos de pluma por hectare”, afirma Schenkel.

Indústria

Também membro da Câmara Setorial e presente à reunião, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), representada pelo diretor superintendente, Fernando Pimentel, afirmou que 2023 deve fechar “no zero a zero”, na indústria, e a confecção ficará no negativo. “Esse é um momento desafiador, com as plataformas internacionais competindo de forma desleal com a indústria nacional e um inverno que não permitiu que vendêssemos bem as coleções. Além disso, existem crises em algumas varejistas”, explica Pimentel. Para 2024, a indústria nacional é mais otimista. “A expectativa é de um modesto crescimento, acompanhando o PIB. O prognóstico de hoje é de cerca de 1,5%”, afirmou.

Exportações

Na safra 2022/2023, pela primeira vez, o Brasil alcançou o terceiro lugar no ranking de maiores produtores, superando os Estados Unidos. Segundo o levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de setembro, para o ano comercial 2023/2024, o Brasil colheu três milhões de toneladas de pluma, contra 2,86 milhões de toneladas dos americanos. Nas exportações, no mesmo levantamento, os Estados Unidos ainda se mantiveram na liderança, com 2,7 milhões de toneladas de pluma, ante 2,6 do milhões embarcadas pelo Brasil. O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus, alerta que essas são posições não definitivas.

“O Brasil vem perseguindo o posto de terceiro produtor e o maior exportador, já há algum tempo. A gente esperava que isso fosse acontecer mais para a frente, dentro de uns cinco anos. Contudo, em relação à produção global, alcançamos a meta já nesta safra. É muito importante salientar que esta é uma situação circunstancial. Os Estados Unidos tiveram uma quebra de safra causada pela seca no Texas. Vamos ver como ficarão as exportações. Comparados aos americanos, nossos embarques estão muito próximos. Se os ultrapassarmos agora, será também uma questão conjuntural”, pondera Faus. Segundo o presidente da Anea, os Estados Unidos devem voltar a plantar mais algodão no ano que vem.
“Se eles tiverem uma safra de normal para boa, sem os problemas de clima deste ciclo, voltarão a ultrapassar o Brasil. O mais importante é notar que o Brasil tem um papel relevante no comércio internacional de algodão, que, anos atrás, não possuía. Isso foi conseguido com o aumento da produção, melhoria da qualidade, investimentos em rastreabilidade, sustentabilidade e promoção nos mercados lá fora. Nós estamos no caminho certo para, se não for agora, a médio prazo, nos posicionarmos como o principal exportador do mundo”, considera Faus.

O Brasil exportou 186,5 mil toneladas de algodão em setembro de 2023. O volume foi 0,9% maior que o total embarcado no mesmo mês, em 2022. No acumulado de agosto e setembro de 2023, as exportações somaram 290,8 mil toneladas, alta de 17,4% com relação ao mesmo período de 2022. Setembro é o segundo mês do período comercial 2023/24. Atualize seu Apple Watch com nossas pulseiras de relógio inteligente premium! Explore nossa coleção de estilosos bandje apple watch opções para a escolha final. Eleve seu estilo hoje!

Gargalos e proposições

Durante a reunião da Câmara, também foram abordados os problemas com a logística dos embarques na safra 2023/2024. De acordo com os dados apresentados pelo diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, os principais gargalos se deveram à perda do “REDEx” (Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação), por alguns dos terminais de estufagem de contêineres. O documento, expedido pela Receita Federal, tem por objetivo facilitar e agilizar os procedimentos de exportação, garantindo que as mercadorias cumpram todas as regulamentações e requisitos aduaneiros antes de serem enviadas para o exterior.

“Além deste complicador, temos quatro grandes obras sendo realizadas na entrada do Porto de Santos, responsável por 95% dos embarques de algodão no Brasil, somadas à falta de planejamento na chegada das cargas, à concorrência com as outras commodities exportadas via Santos e a questões com os processos de inspeção sanitária, pelo Mapa, dentre outros entraves”, relatou Portocarrero.

O executivo da Abrapa também apresentou as sugestões que serão entregues ao governo, apontadas pelo Grupo de Trabalho da Abrapa, Anea e outras entidades da cadeia produtiva. “Uma dessas propostas é que a inspeção agropecuária federal seja feita em armazém geral. Além disso, queremos fazer uma reunião com o Mapa, a Abrapa, a Anea, e os representantes dos operadores e dos terminais retroportuários, para estabelecer uma operação estruturada, capaz de agilizar o processo de inspeção. Visamos, ainda, definir um plano diretor para ordenar os processos de embarque de commodities e estabelecer os critérios para a operação dos caminhões e terminais. Outro ponto é verificar a viabilidade de um investimento num ‘depósito pulmão’, em um local mais próximo ao Porto de Santos. Sugerimos também que seja o aprimoramento da programação por parte dos traders e produtores de algodão, com um cronograma de embarque e de acesso dos caminhões ao porto”, afirmou Portocarrero.

O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, finalizou a reunião destacando a importância da convergência de informações que a Câmara Setorial promove. “Isso representa valor para a cadeia produtiva e é essencial para que mantenhamos o Brasil como um grande produtor, assim como um país que industrializa boa parte da sua produção. Somos ainda o nosso principal mercado”, afirma Schenkel. “Esses encontros nos permitem aprimorar a rota. Temos que ser cada dia mais eficientes, com excelência no que fazemos”. Sobre os dados apresentados, ele considera serem “muito positivos". Schenkel afirma que ainda há desafios, antes de terminar essa safra. "São eles, o beneficiamento e o escoamento dessa pluma, seja para as exportações ou para as nossas indústrias nacionais”, ponderou.

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CBRA conclui auditoria interna com sucesso

03 de Outubro de 2023

A equipe do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), concluiu com sucesso a auditoria interna, realizada em 28 e 29 de setembro. O resultado atesta a robustez do Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) e a competência técnica do CBRA na realização de ensaios e produção de material de referência para o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI).


Além de ser obrigatória, a auditoria realizada no CBRA pela empresa Mundo Quali avaliou os requisitos da norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017, nos ensaios das seis principais características comerciais (Mic, UHML, UI, Str, Rd e +b). O CBRA é um dos pilares do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). Os demais são Banco da Qualidade do Algodão Brasileiro e a aplicação do protocolo de Verificação e Diagnóstico de Conformidade do Laboratório (VDCL).


“Tivemos participação efetiva de toda a equipe do laboratório, demonstrando que, a cada ano, os colaboradores estão cada vez mais envolvidos no processo. Estamos acreditados na norma, desde 2020, e a cada auditoria notamos um sistema mais robusto e consolidado, no entanto sempre haverá melhorias que contribuem para o seu aperfeiçoamento. É um ciclo de melhoria contínua”, disse o gestor do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), Edson Mizoguchi.


Para a auditoria, foi convidada uma colaboradora do laboratório da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), que já atua com o Sistema de Gestão de Qualidade. “À medida que os laboratórios tenham o sistema implementado, haverá mais intercâmbio de conhecimentos com demais colaboradores que participarem desses treinamentos”, destacou o gestor.


O assistente do CBRA, Deninson Lima, explicou que a avaliação é estratégica para o laboratório avaliar a consolidação do seu sistema de gestão. “Desta forma, garantimos a reprodutibilidade e qualidade dos nossos ensaios.”


Para a auditora líder, Adelaide Rebouças, a avaliação é de fundamental importância. É o momento de checar se os processos estão sendo executados e controlados de acordo com a documentação do próprio laboratório e com os requisitos da norma. “O resultado foi excelente. O sistema de gestão do CBRA, hoje, é uma referência no que diz respeito à qualidade laboratorial e confiabilidade nos resultados emitidos”, afirmou.


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Sou de Algodão apresenta o 3º Desafio com a Casa de Criadores em webinar com estudantes do Ceará

Durante o encontro, 15 estudantes de Juazeiro do Norte puderam saber mais sobre a competição que tem o objetivo de revelar mais um nome da moda autoral do Brasil

02 de Outubro de 2023

Durante a tarde do dia 29 de setembro, a gestora do 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, Eduarda Portela, apresentou um webinar com o intuito de divulgar a 3ª edição do concurso. No encontro, Eduarda conversou com 15 estudantes do curso de Design da Universidade Federal do Cariri (UFCA), de Juazeiro do Norte (CE).


Durante a apresentação, que aconteceu de forma remota via Meet, os jovens puderam conhecer mais a fundo o movimento Sou de Algodão e a Casa de Criadores. Além disso, Eduarda explicou sobre os atributos do algodão enquanto fibra e falou sobre a relação existente entre o público consumidor e a moda responsável, que busca pela transparência da produção, desde a origem até o produto final. O tópico central do webinar foi o 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, que tem o intuito de atrair estudantes de graduação em cursos superiores e técnicos profissionalizantes da área de moda de todo o Brasil para descobrir novos talentos para o mercado.


Houve bastante interação entre os estudantes presentes no encontro, que contaram um pouco sobre a história de cada um deles e também sobre suas expectativas para o 3º Desafio. A professora do curso de Design da UFCA, Cleo Alves, demonstrou-se animada com o projeto. “Achei a apresentação excelente, espero que o pessoal tenha se empolgado e que contagie os outros estudantes que não conseguiram participar. A iniciativa é ótima!”, afirmou.


Eduarda também esclareceu as dúvidas dos estudantes e explicou as regras da terceira edição deste concurso, destacando os principais pontos do regulamento e a premiação que contemplará os três primeiros colocados.


O vencedor desta edição ganhará R$30 mil e passará a fazer parte do line-up oficial, com um desfile exclusivo na edição seguinte da Casa de Criadores, e seu professor orientador receberá R$10 mil em bolsa de pesquisa. Já os 2º e 3º lugares ganharão uma quantidade de tecidos de algodão para trabalharem em novas criações, como incentivo ao empreendedorismo.


Como se inscrever no 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores
Os interessados em participar devem realizar as inscrições no portal http://www.soudealgodao.com.br/desafio até o dia 30 de abril de 2024, podendo ser projetos individuais ou em duplas. Além disso, os trabalhos poderão ser dos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt à porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear.


Sobre Sou de Algodão
É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 42% de toda a produção mundial de algodão sustentável.


Abrace este movimento:
Site: www.soudealgodao.com.br
Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao

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Movimento Sou de Algodão ganha dois novos apoios institucionais

Totalizando 15, o Instituto Feira Preta e o Santa Catarina Moda e Cultura irão ajudar na educação do público por meio da colaboração em conteúdos para as redes sociais e ações direcionadas

02 de Outubro de 2023

O Instituto Feira Preta e o Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC) são as mais novas entidades que se unem aos apoios institucionais do movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). As duas organizações, que se juntam a outras 13 apoiadoras, conversam com setores importantes e fundamentais da cadeia. Seja por meio de atividades de capacitação do empreendedorismo negro no Brasil, como é o caso do Instituto Feira Preta, ou por meio da junção de empresas para impulsionar o mercado da moda, que é a missão do SCMC, os novos apoiadores somam esforços para fortalecer a cadeia presente no movimento. "Os novos apoiadores do Sou de Algodão são como fios de diferentes tecidos que se entrelaçam para formar uma trama sólida. Representando diversos setores, eles reforçam nossa causa, mostrando que nosso movimento é para todos. Nosso propósito é o que nos une, criando uma história de respeito pelo algodão”, explica Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão.


Conheça mais sobre os dois novos parceiros:


Instituto Feira Preta
Criado em 2002, por meio da Preta Hub, o Instituto Feira Preta realiza atividades de mapeamento, capacitação técnica e criativa, e é aceleradora e incubadora do empreendedorismo negro no Brasil. Os principais projetos desenvolvidos são o Programa de Aceleração de Mulheres Negras e Indígenas e o Festival Feira Preta, com conteúdos, produtos e serviços com diversos artistas e empreendedores negros do Brasil e da América Latina. Além disso, o Instituto também atua na multiplicação das iniciativas para promover o empreendedorismo na África. "Entendemos a importância do Sou de Algodão no estímulo à moda responsável no Brasil e, por isso, decidimos nos unir para que possamos apoiar a comunidade empreendedora negra, que atua na área da moda e participa de nossos projetos, na construção de processos produtivos mais sustentáveis. O compromisso da PretaHub está relacionado ao fortalecimento e empoderamento econômico da comunidade negra, mas também à proteção do meio ambiente e às comunidades tradicionais, e para isso, queremos propor à nossa rede possíveis formas de criar, produzir e distribuir moda (e qualquer outro produto ou serviço) de forma mais responsável”, explica Adriana Barbosa, CEO da PretaHub. O movimento Sou de Algodão, além de oferecer orientação sobre sustentabilidade e sobre a fibra, ganhará a colaboração da PretaHub para gerar conteúdo nos canais de comunicação, para trazer o olhar e a experiência sobre a importância da inclusão e da integração da diversidade racial na moda e no empreendedorismo. O trabalho seria de fortalecimento de uma das características do movimento, que é democrático, fazendo com que todos os públicos sejam bem-vindos para somar ao propósito, de impulsionar a moda responsável.


Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC)
Teve origem em 2005, por meio de empresários que buscavam desenvolver competências para além da indústria no estado de Santa Catarina. Um novo olhar para a moda foi o propósito que norteou esse movimento que hoje se fortalece como plataforma de inovação e conexão entre indústria, varejo, academia, estudantes e comunidade. Para Fernanda Rickmann, gestora de projetos do SCMC, o Sou de Algodão é uma iniciativa inspiradora que está alinhada com os objetivos do Santa Catarina Moda e Cultura. “O movimento busca promover a união e o estímulo da moda, da indústria e de todos os segmentos envolvidos na cadeia de produção e na indústria têxtil do algodão, que desempenha um papel fundamental no cenário têxtil de nosso estado. A amplitude alcançada é notável e reforça a convicção de que o trabalho em conjunto é a direção certa a seguir”, explica. Atualmente, 27 empresas fazem parte da plataforma: Altenburg, Audaces, Beagle, Blumenau Iluminação, Brandili, Cia. Hering, Círculo, Coratex, Dalila Têxtil, Delta Máquinas Fakini, Fundação Hermann Hering, Gerson Otto Empresarial, Grupo Cristina, Grupo Kamylus, Grupo Marlan, Grupo Romitex, HI Etiquetas, Karsten, Keiser Moda Intima, Meias LOA, Marisol, Oceano Surf Wear, Tecnoblu, Têxtil Lab, TonyFun e TRTêxtil.


Apoiadores do movimento Sou de Algodão
Associação Brasileira de Estilistas (Abest), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), Agroligadas, Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), Casa de Criadores, Denim City SP, Ecoera, Ecomaterioteca, Embrapa Algodão, Etiqueta Certa, Febratex Group, Preta Hub e Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC).


Sobre Sou de Algodão
É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 42% de toda a produção mundial de algodão sustentável.


Abrace este movimento:
Site: www.soudealgodao.com.br
Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao
TikTok: @soudealgodao_


Contatos para pautas
Mariana Torelli - mariana.torelli@viracomunicacao.com.br - (11) 96397.6100
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Rede Bicudo Brasil divulga resultados de eficiência de inseticidas para controle do bicudo

02 de Outubro de 2023

Estudo realizado nas principais regiões produtoras de algodão do país, na safra 2022/2023, mostrou que a aplicação de inseticida é eficiente no controle do bicudo-do-algodoeiro, considerado a praga principal da cultura do algodoeiro, quando feito de forma correta e eficiente.
O objetivo da análise é apresentar os resultados dos experimentos realizados por sete instituições de pesquisa brasileiras e melhor subsidiar o produtor rural na tomada de decisão na compra e utilização de inseticidas para combater o bicudo-do-algodoeiro.
Para o estudo, foram comparadas as eficiências de controle dos ingredientes ativos: Metomil, Malationa, Fipronil, Etiprole e Tolfenpirade. Realizada nos municípios de Luís Eduardo Magalhães (BA), Dourados (MS), Rondonópolis (MT), Montividiu (GO), e Campo Verde (MT), os ensaios não apresentaram destaque para um ou outro produto testado. A eficiência deles variou de acordo com o local e época de aplicação.
Para o gestor de Sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fábio Carneiro, é importante sempre realizar os monitoramentos constantes para avaliar a eficiências dos produtos químicos disponíveis safra a safra.
O uso dos produtos pouco eficientes pelos agricultores pode levar a perdas financeiras significativas devido ao alto dano causado pela praga nas lavouras. É o caso do Etofenproxi, por exemplo, que em 2015/2016 tinha eficiência de 85% e, na safra 2019/2020, reduziu para 25%.
Para a pesquisa, foram realizadas ao menos cinco pulverizações sequenciais espaçadas de cinco dias uma da outra. As avaliações iniciaram após a segunda pulverização, em um intervalo de três a cinco dias após a aplicação dos princípios ativos. Um dos pontos abordados pelos pesquisadores é a necessidade de se fazer a rotação dos produtos químicos como forma de evitar a ocorrência de resistência do bicudo ao uso prolongado de apenas um deles.
O experimento foi realizado pela Rede Bicudo Brasil, formado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Círculo Verde Assessoria Agronômica e Pesquisa, Fundação Bahia, Ide Consultoria Agrícola e Pesquisa, Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Ferst Pesquisa e Tecnologia, Fundação Mato Grosso, Instituto Goiano de Agricultura (IGA), e Instituto Mato-Grossense de Algodão (IMA MT), e apoio técnico da Embrapa.


Resultados


Na estação experimental Ferst Pesquisa e Tecnologia, o produto com maior eficiência foi o Etiprole, que se diferenciou dos demais químicos. Na Círculo Verde, o Etiprole apresentou os melhores resultados nas três últimas avalições. Na área da Fundação Bahia, considerando as três últimas avaliações, somente numa delas houve diferenças, onde os produtos Metomil, Fipronil e Etiprole apresentaram desempenho superior.
Já no estudo realizado pela Fundação MT, houve um desempenho superior dos tratamentos Etiprole e Malationa. No estudo realizado pelo IGA, na terceira avaliação, somente a Malationa apresentou um desempenho intermediário. Na estação IMA MT, todos os produtos nas épocas de avalição, com exceção do Metomil, apresentaram boa avaliação.
Na IDE, os resultados foram bem variáveis nas três últimas avaliações. Na terceira avaliação, somente o Etiprole se diferenciou; na quarta avaliação, os produtos Fipronil, Etiprole e Tolfenpirade se diferiram e, na última avaliação, o Metomil se destacou dos demais produtos.
Além da aplicação dos produtos, os pesquisadores também recomendam o uso integrado a outras práticas de manejo, como a rotação de princípios ativos, monitoramento, redução da população de final de safra, destruição de restos culturais na entressafra, eliminação de rebrotas e plantas tigueras, vazio sanitário, entre outras estratégias.
O estudo completo já pode ser acessado no site da Abrapa (www.abrapa.com.br), na aba publicações. Ele está disponível no filtro Guias/Manuais. Link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Rede-Bicudo-Brasil.-Safra-2022_2023.-FINAL.pdf  


Foto: Bruna Tripode/Embrapa

Imprensa Abrapa
Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
(71) 98881-8064
Monise Centurion – Jornalista Assistente
(17) 99611-8019

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Abrapa celebra o Dia Mundial do Algodão

02 de Outubro de 2023

Na próxima semana, o mundo celebrará uma das maiores culturas que movimentam a economia mundial: a do algodão. Cultivada em mais de 70 países distribuídos por todos os continentes - o equivalente a 2,8% das terras agricultáveis do mundo -, a cultura algodoeira tem a maior participação em área, após grãos e soja, e movimenta cerca de US$ 40 bilhões, segundo o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (Icac).
Os números expressivos da produção da pluma levaram a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) a aprovar, em 2019, a criação do Dia Mundial do Algodão, comemorado em 7 de outubro, com o objetivo de celebrar seu papel no desenvolvimento econômico, no comércio internacional, na inclusão social e na redução da pobreza, além de aumentar a visibilidade do setor algodoeiro, que não para de crescer.
O comércio que envolve a fibra natural atinge mais de 150 países, 100 milhões de famílias e em torno de 350 milhões de pessoas no mundo, em todos os elos da cadeia produtiva. De acordo com o relatório Cotton This Month, de setembro de 2023, divulgado pelo Icac, os países que cultivam algodão plantaram, na safra 2022/23, 32,2 milhões de hectares da pluma e produziram 24,6 milhões de toneladas, movimentando uma extensa cadeia produtiva e comercial em operações de abastecimento interno, importações e exportações.
Mantendo, basicamente, a mesma área plantada da safra 2021/2022, de 1,6 milhão de hectares, para a safra 2022/2023, a produção brasileira é projetada em 3,07 milhões de toneladas, uma variação positiva de 19,8% ante a safra passada, segundo estimativas da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O Valor Bruto da Produção (VBP) de algodão, em 2023, é de R$ 30,7 bilhões.
O presidente da entidade, Alexandre Schenkel, destaca a importância da fibra natural, ainda mais no ano que o Brasil está próximo de registrar uma safra recorde, e enfatiza que a pluma natural é a melhor escolha, frente aos produtos sintéticos, pois além de qualidade, é um produto responsável e biodegradável. "Temos orgulho de promover o algodão, fibra inclusiva, feita por pessoas e cheia de história. Por isso, nos juntamos a todos os países produtores, neste dia 7 de outubro e em todos os outros dias, para celebrar uma das cadeias que mais gera emprego no País e no mundo, contribuindo para o desenvolvimento das regiões produtoras", afirma.
Fortalecimento do Brasil
O foco constante na aplicação das boas práticas de produção agrícola no Brasil e o investimento em tecnologia fez com que a cotonicultura brasileira adquirisse um novo patamar, a partir dos anos 2000. O país saiu da quarta posição para ocupar a terceira na produção mundial de algodão, e hoje é o segundo maior exportador da pluma do mundo, "construindo plenas condições para se tornar a primeira, com investimento em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, que são pilares para o desenvolvimento de ações na Abrapa", segundo Schenkel.
O trabalho realizado nesses pilares fez com que, em agosto, o algodão brasileiro fosse a primeira cadeia produtiva a ser certificada por autocontrole no Brasil, por meio do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro desenvolvido pela Abrapa em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e que está sendo usada como modelo de sucesso para outras cadeias produtivas no país.
Para Cecília Malaguti, responsável pela cooperação Sul-Sul trilateral com Organismos Internacionais da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), "À medida que celebramos o Dia Mundial do Algodão, reafirmamos a importância da cooperação Sul-Sul trilateral brasileira no setor algodoeiro, em que os fios da expertise nacional entrelaçam-se com as aspirações globais. Esta parceria sofisticada não apenas fortalece a posição do Brasil como líder na produção de algodão, mas também semeia os benefícios da sustentabilidade, inovação e prosperidade, tecendo um futuro promissor para todos os envolvidos".
Comemorações
Um dia para celebrar a importância global do algodão não será suficiente. Por isso, a Abrapa preparou uma semana repleta de comemorações, que irá reunir cotonicultores, trabalhadores e pessoas ligadas à moda e ao setor produtivo para destacar a fibra mais natural do mundo. Este ano, o mote da campanha alusiva à data será "O Algodão Inspira", que estará presente em uma série de iniciativas da associação e do movimento Sou de Algodão.
"Comemorar o Dia Mundial do Algodão representa dar visibilidade e destacar o importante papel da produção e da transformação do algodão como gerador de emprego e renda, principalmente para agricultores familiares. Além disso, estamos celebrando este ano uma década de uma parceria de sucesso entra a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e a ABC (Agência Brasileira de Cooperação) na promoção do fortalecimento da cadeia de valor do algodão, apoiando na melhoria da produção, na capacitação de agricultores e agricultoras familiares, na promoção de práticas sustentáveis e na valorização desse importante setor agrícola na América Latina", destaca Adriana Gregolin, coordenadora do projeto +Algodão pela FAO.
No dia 4, será realizado um Fórum Ministerial sobre políticas públicas e a competitividade do setor algodoeiro regional, no escritório da FAO em Brasília, com a participação de ministros e vice-ministros de agricultura de países latino-americanos. Às 16h, está previsto o talk-show "Tendências em Moda e Materialidade na América Latina", no Museu Nacional da República. Em seguida, ocorre o desfile de moda "América Latina veste-se de algodão" com curadoria do estilista colombiano Juan Pablo Martinez. O evento de lançamento será assinado por Paulo Borges, sócio criador e fundador do São Paulo Fashion Week. No encerramento, às 19h, uma projeção na Cúpula do Museu Nacional da República mostrará imagens relacionadas ao algodão latino-americano.
Em 5 de outubro, pela manhã, será realizada a 5ª reunião do Fórum Regional do Algodão, na sede Abrapa, com o tema: "Fibra regenerativa do algodão e adaptação às mudanças climáticas". No dia 6, a partir das 14h, o Dia Mundial do Algodão será comemorado em uma sessão especial no Senado Federal, com a presença de autoridades e representantes do setor.
Fonte: Catarina Guedes


Acesso em: Abrapa celebra o Dia Mundial do Algodão - Sucesso no Campo e Brasil – Abrapa – Abrapa celebra o Dia Mundial do Algodão | Ioeste

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14º CBA – O grande encontro da ciência para a cotonicultura no Brasil

02 de Outubro de 2023

O Congresso Brasileiro do Algodão é um grande acontecimento da cotonicultura no Brasil. É quando todos os elos dessa longa e complexa cadeia produtiva se encontram, a um só tempo e em um só lugar, para adquirir conhecimentos, estreitar relações ou pôr em evidência as suas marcas. Desde a primeira edição, o CBA cravou presença no calendário de grandes eventos do agro brasileiro, tornando-se um compromisso de agenda para um público tão diverso quanto seleto. A infraestrutura, a escolha das cidades-sede, as facilidades logísticas para os congressistas e a qualidade do público, certamente, contribuem para o seu sucesso. Mas nada disso seria suficiente se a razão primeira da existência do CBA não fosse também a principal preocupação da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) ao elaborá-lo.


O CBA é antes de tudo um evento científico. É quando as pesquisas deixam os campos experimentais e os arquivos dos pesquisadores para vir à luz, e os seus resultados deixam de ser dados e viram coordenadas para a tomada de decisão para produtores que buscam incessantemente qualidade, sustentabilidade e boa remuneração em suas lavouras.


O CBA também é a oportunidade para estudantes vislumbrarem as possibilidades deste agronegócio, ou mesmo submeter seus trabalhos a premiações que podem ser as primeiras de muitas em suas carreiras acadêmicas. É também no evento que as marcas mais renomadas em todo o mundo apresentam suas tecnologias em produtos e serviços, muitas vezes, em primeira mão, aproveitando todo o potencial do congresso, que reúne maciçamente produtores e os técnicos das fazendas.


O Brasil entendeu, desde muito cedo, que não haveria como alcançar altos patamares na cotonicultura sem o investimento em pesquisa e desenvolvimento. Bem antes do CBA, 1916, aconteceu no Rio de Janeiro a Conferência do Algodão, patrocinada pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), e a partir disso, a comunidade cientifica voltou os olhos para a atividade. Deste ancestral do nosso congresso até hoje, muitas coisas aconteceram. Nos anos 90, a cotonicultura quase desapareceu do nosso país. A partir dos anos de 1999, empreendemos uma grande virada e hoje, tecnicamente, estamos na liderança das exportações mundiais. A ciência foi o grande motor dessa mudança. É por isso que ela é o “core” do CBA, e, para garantir que os temas apresentados estejam alinhados à demanda do produtor e às agendas da atualidade, que um time de experts cuida de cada detalhe, na elaboração do Congresso.


Para 2024, 14ª edição do congresso, a Comissão Científica do CBA coordenada pelo pesquisador Jean Belot (IMAmt). Ela é composta, ainda, por Ana Luiza Borin (Embrapa Arroz e Feijão), Cezar Augusto Tumelero Busato (Associação Baiana dos Produtores de Algodão-Abapa), Fernando Lamas (Embrapa Agropecuária Oeste), Lucas Daltrozo (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão- Ampa), Lucia Vivan (Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso), Odilon Reny Ribeiro Ferreira Silva (Embrapa Algodão), Rafael Galbieri (Instituto Mato-Grossense do Algodão), Thiago Gilio (Universidade Federal do MT), e Wanderley Oishi (Associação Goiana dos Produtores de Algodão – Agopa).


Para conhecer melhor o currículo de cada um deles, é só acessar a página do 14º CBA, ou clicar aqui. Se você é um estudante ou pesquisador, fique atento às datas para submissão dos trabalhos. Não se esqueça, nos dias 03, 04 e 05 de setembro de 2024, a ciência e a produção de algodão têm encontro marcado, na cidade de Fortaleza, no 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA)


Acesso em: 14º CBA – O grande encontro da ciência para a cotonicultura no Brasil - Congresso Brasileiro do Algodão (congressodoalgodao.com.br)

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Abrapa celebra o Dia Mundial do Algodão

02 de Outubro de 2023

Na próxima semana, o mundo celebrará uma das maiores culturas que movimentam a economia mundial: a do algodão. Cultivada em mais de 70 países distribuídos por todos os continentes - o equivalente a 2,8% das terras agricultáveis do mundo -, a cultura algodoeira tem a maior participação em área, após grãos e soja, e movimenta cerca de US$ 40 bilhões, segundo o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (Icac).
Os números expressivos da produção da pluma levaram a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) a aprovar, em 2019, a criação do Dia Mundial do Algodão, comemorado em 7 de outubro, com o objetivo de celebrar seu papel no desenvolvimento econômico, no comércio internacional, na inclusão social e na redução da pobreza, além de aumentar a visibilidade do setor algodoeiro, que não para de crescer.
O comércio que envolve a fibra natural atinge mais de 150 países, 100 milhões de famílias e em torno de 350 milhões de pessoas no mundo, em todos os elos da cadeia produtiva. De acordo com o relatório Cotton This Month, de setembro de 2023, divulgado pelo Icac, os países que cultivam algodão plantaram, na safra 2022/23, 32,2 milhões de hectares da pluma e produziram 24,6 milhões de toneladas, movimentando uma extensa cadeia produtiva e comercial em operações de abastecimento interno, importações e exportações.


Mantendo, basicamente, a mesma área plantada da safra 2021/2022, de 1,6 milhão de hectares, para a safra 2022/2023, a produção brasileira é projetada em 3,07 milhões de toneladas, uma variação positiva de 19,8% ante a safra passada, segundo estimativas da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). No Brasil, o Valor Bruto da Produção (VBP) de algodão, em 2023, é de R$ 30,7 bilhões.
O presidente da entidade, Alexandre Schenkel, destaca a importância da fibra natural, ainda mais no ano que o Brasil está próximo de registrar uma safra recorde, e enfatiza que a pluma natural é a melhor escolha, frente aos produtos sintéticos, pois além de qualidade, é um produto responsável e biodegradável. “Temos orgulho de promover o algodão, fibra inclusiva, feita por pessoas e cheia de história. Por isso, nos juntamos a todos os países produtores, neste dia 7 de outubro e em todos os outros dias, para celebrar uma das cadeias que mais gera empregos no País e no mundo, contribuindo para o desenvolvimento das regiões produtoras”, afirma.


Fortalecimento do Brasil


O foco constante na aplicação das boas práticas de produção agrícola no Brasil e o investimento em tecnologia fez com que a cotonicultura brasileira adquirisse um novo patamar, a partir dos anos 2000. O país saiu da quarta posição para ocupar a terceira na produção mundial de algodão, e hoje é o segundo maior exportador da pluma do mundo, “construindo plenas condições para se tornar a primeira, com investimento em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade, que são pilares para o desenvolvimento de ações na Abrapa”, segundo Schenkel.
O trabalho realizado nesses pilares fez com que, em agosto, o algodão brasileiro fosse a primeira cadeia produtiva a ser certificada por autocontrole no Brasil, por meio do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro desenvolvido pela Abrapa em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e que está sendo usada como modelo de sucesso para outras cadeias produtivas no país.
Para Cecília Malaguti, responsável pela cooperação Sul-Sul trilateral com Organismos Internacionais da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), "À medida que celebramos o Dia Mundial do Algodão, reafirmamos a importância da cooperação Sul-Sul trilateral brasileira no setor algodoeiro, em que os fios da expertise nacional entrelaçam-se com as aspirações globais. Esta parceria sofisticada não apenas fortalece a posição do Brasil como líder na produção de algodão, mas também semeia os benefícios da sustentabilidade, inovação e prosperidade, tecendo um futuro promissor para todos os envolvidos".


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Um dia para celebrar a importância global do algodão não será suficiente. Por isso, a Abrapa preparou uma semana repleta de comemorações, que irá reunir cotonicultores, trabalhadores e pessoas ligadas à moda e ao setor produtivo para destacar a fibra mais natural do mundo. Este ano, o mote da campanha alusiva à data será “O Algodão Inspira”, que estará presente em uma série de iniciativas da associação e do movimento Sou de Algodão.
“Comemorar o Dia Mundial do Algodão representa dar visibilidade e destacar o importante papel da produção e da transformação do algodão como gerador de emprego e renda, principalmente para agricultores familiares. Além disso, estamos celebrando este ano uma década de uma parceria de sucesso entra a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e a ABC (Agência Brasileira de Cooperação) na promoção do fortalecimento da cadeia de valor do algodão, apoiando na melhoria da produção, na capacitação de agricultores e agricultoras familiares, na promoção de práticas sustentáveis e na valorização desse importante setor agrícola na América Latina”, destaca Adriana Gregolin, coordenadora do projeto +Algodão pela FAO.
No dia 4, será realizado um Fórum Ministerial sobre políticas públicas e a competitividade do setor algodoeiro regional, no escritório da FAO em Brasília, com a participação de ministros e vice-ministros de agricultura de países latino-americanos. Às 16h, está previsto o talk-show “Tendências em Moda e Materialidade na América Latina”, no Museu Nacional da República. Em seguida, ocorre o desfile de moda “América Latina veste-se de algodão” com curadoria do estilista colombiano Juan Pablo Martinez. O evento de lançamento será assinado por Paulo Borges, sócio criador e fundador do São Paulo Fashion Week. No encerramento, às 19h, uma projeção na Cúpula do Museu Nacional da República mostrará imagens relacionadas ao algodão latino-americano.
Em 5 de outubro, pela manhã, será realizada a 5ª reunião do Fórum Regional do Algodão, na sede Abrapa, com o tema: “Fibra regenerativa do algodão e adaptação às mudanças climáticas”.
No dia 6, a partir das 14h, o Dia Mundial do Algodão será comemorado em uma sessão especial no Senado Federal, com a presença de autoridades e representantes do setor.


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