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Algodão safra 22/23 está praticamente colhido e análise do material está em ritmo acelerado

21 de Setembro de 2023

A colheita de algodão chega à reta final, no Brasil. Aproximadamente 98% da safra já foi colhida.


Colheita 2022/23 – Até o dia 15/09 foram colhidos: BA (92,7%), GO (97,3%), MA (98%); MG (97%), MS (100%); PR (100%), SP (99%), MT (100%), PI (99,85%) Total Brasil: 98% colhido.


Beneficiamento 2022/23 – Até o dia 15/09 foram beneficiados : BA (61%), GO (73%), MA (28%) MG (63%), MS (59%); PR (88%), SP (99%), MT (40%), PI (45%) Total Brasil : 46% beneficiado.




Fonte: Relatório da Abrapa

 

Análise do algodão em ritmo acelerado


Nos 12 laboratórios de HVI do país, as 74 máquinas operam em ritmo acelerado, para analisar as mais de 14 milhões de amostras representativas da safra 2022/2023.


Tendência do Clima


A semana segue com uma forte massa de ar seco e quente sobre interior do Brasil e a previsão é de tempo aberto, com predomínio do sol e temperaturas cada vez mais elevadas sobre o Sudeste, Centro-Oeste, grande parte do Paraná, interior Nordestino e grande parte da região Norte. No interior do Centro-Oeste, áreas mais ao sul da região Norte, norte e oeste do Paraná, oeste de São Paulo e de Minas Gerais, são esperadas máximas próximas ou até superiores aos 40°C, até o próximo final de semana (23 e 24/09).


A chuvas devem acontecer de forma bastante isolada e com fraca intensidade na faixa leste do Nordeste, na forma de pancadas com moderada intensidade sobre o meio oeste da região Norte e novamente os maiores acumulados de precipitação nesta semana são esperados sobre o extremo Sul do Brasil, devido ao avanço de uma frente fria.


As chuvas devem avançar para o interior do Brasil somente nos últimos dias do mês de setembro e primeiros dias de outubro. Na virada do mês, uma frente fria deve avançar pela costa do Brasil organizando instabilidades sobre interior das regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas ainda assim, em forma de pancadas irregulares.


Exportações de algodão


O Brasil exportou 63,5 mil toneladas de algodão até a segunda semana de set/23. A média diária de embarque supera em 44% em comparação com o set/22. Já, a estimativa para a safra brasileira 23/24, que começará a ser plantada no final deste ano aumentou para 3,0 milhões de toneladas (+120 mil tons).


Chuva, enchente e o cenário do algodão internacional


Na última terça-feira (12/09) os EUA divulgaram o relatório de oferta e demanda de setembro e estimaram que o Brasil deve ter uma safra maior que a americana em 23/24 pela primeira vez na história. A área de algodão do Texas recebeu algumas chuvas. Apesar de já ser tarde, deve ajudar um pouco. Na Grécia, inundações causaram danos gigantescos. Além da crise humanitária, uma estimativa preliminar e cautelosa sugere que aproximadamente 500 mil toneladas de algodão foram perdidas.


Por ANGELA RUIZ

Acesso em: https://agroclima.climatempo.com.br/noticia/2023/09/20/algodao-safra-22-23-esta-praticamente-colhido-e-analise-do-material-esta-em-ritmo-acelerado

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SCMC comemora apoio institucional com o movimento Sou de Algodão

19 de Setembro de 2023


O Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC), plataforma colaborativa que conecta empresas e universidades de moda e design para capacitar pessoas, fomentar a inovação, estimular ambientes pulsantes e ressignificar protagonismos, comemora a oficialização do apoio institucional com o movimento Sou de Algodão.


Trata-se de uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) que busca despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Através da união e valorização dos profissionais da cadeia do algodão, o movimento dialoga com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas.


“O algodão é uma fibra natural e renovável, que oferece uma série de benefícios ambientais e sociais. O apoio ao Sou de Algodão é uma forma de contribuir para a promoção de um setor mais sustentável e responsável”, afirma a gestora de projetos do SCMC, Fernanda Rickmann.


Através da parceria, ambas irão realizar ações conjuntas para promover o consumo consciente de algodão. As ações incluem palestras, workshops, cursos e outras atividades de capacitação e sensibilização.


Para Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, o SCMC é uma plataforma importante para o desenvolvimento da indústria da moda brasileira:


“Fechamos parceria com aqueles que acreditam no nosso propósito e que nos ajudam a promover o nosso discurso, fazendo com que mais pessoas tenham conhecimento adequado sobre o algodão brasileiro”.


Sobre o Santa Catarina Moda e Cultura
O Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC) atualmente está com 27 empresas que fazem parte da plataforma: Altenburg, Audaces, Beagle, Blumenau Iluminação, Brandili, Cia. Hering, Círculo, Coratex, Dalila Têxtil, Delta Máquinas Fakini, Fundação Hermann Hering, Gerson Otto Empresarial, Grupo Cristina, Grupo Kamylus, Grupo Marlan, Grupo Romitex, HI Etiquetas, Karsten, Keiser Moda Intima, Meias LOA, Marisol, Oceano Surf Wear, Tecnoblu, Têxtil Lab, TonyFun e TRTêxtil.


Sobre o movimento Sou de Algodão
O movimento Sou de Algodão é uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) que busca despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Através da união e valorização dos profissionais da cadeia do algodão, o movimento dialoga com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas.


Acesso em: https://economiasc.com/2023/09/18/scmc-comemora-apoio-institucional-com-o-movimento-sou-de-algodao/

 

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CBRA cumpre visita do terceiro pilar do Programa SBRHVI em oito laboratórios de Mato Grosso

19 de Setembro de 2023

A equipe do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), cumpriu a programação do terceiro pilar do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), para aplicação do protocolo de Verificação e Diagnóstico de Conformidade do Laboratório (VDCL), nos oito laboratórios participantes do Estado de Mato Grosso. Os dois outros pilares são o próprio CBRA e o Banco da Qualidade do Algodão Brasileiro. Durante as visitas técnicas, que ocorreram em agosto e setembro, quando necessário, foram feitas recomendações de melhorias. Foram visitados os laboratórios Unicotton (Primavera do Leste), Cooperfibra (Campo Verde), Petrovina (Pedra Preta) e Kuhlmann- Bureau Veritas, nas unidades de Rondonópolis, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde e Sorriso. “O SBRHVI tem como objetivo garantir o resultado de origem e assegurar mais credibilidade e transparência aos resultados de análise de HVI realizados pelos laboratórios. Por isso, nessas visitas, avaliamos o cumprimento dos 42 itens da lista de VDCL e, se for o caso, fazemos as recomendações para melhorias, para que todos os itens estejam em conformidade com o Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro – certificação voluntária/autocontrole – Mapa”, afirmou o gestor do Programa SBRHVI, Edson Mizoguchi.


No caso dos laboratórios do Grupo Veritas, visitados de 11 a 15 de setembro, o gestor informou que houve uma considerável evolução na implantação do Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ), o que irá colaborar para “padronização dos procedimentos e para melhoria de todos os laboratórios do grupo”. A supervisora de Qualidade da Kuhlmann/Bureau Veritas, Bruna Corrêa, explicou que os cinco laboratórios de classificação instrumental de algodão em pluma somam 36 instrumentos de classificação. “Todos participam do Programa SBRHVI, pois os três pilares do programa nos auxiliam a alcançar um melhor resultado, monitorar as calibrações dos equipamentos e proporcionar maior confiabilidade aos laudos que emitimos. Iniciamos o programa de certificação voluntária do algodão brasileiro. Entretanto, até o momento, foram os programas do SBRHVI que nos atenderam e têm sido uma ferramenta importante para a rastreabilidade e confiabilidade dos resultados das análises de fibra no Brasil”, afirmou.


O assistente do CBRA, Deninson Lima, visitou o laboratório da Cooperfibra, no dia 24 de agosto, e informou que o local está próximo de ter a acreditação dos ensaios na norma ABNT NBR 17025:2017. “A direção da unidade já está trabalhando em um novo laboratório, reestruturado para a melhoria dos processos. Ele poderá atingir o dobro do volume de ensaios de sua capacidade atual”, explicou. Para o gerente do laboratório Ademir Roberto Carling, o resultado se deve ao relacionamento com o CBRA, depois da implementação do Programa. “Os nossos processos melhoraram bastante, e ficaram mais confiáveis para o mercado. Quem ganha com isso são os nossos produtores, que estão na batalha do dia a dia para tentar produzir não só qualidade, mas quantidade também”, disse.


Além da visita técnica, foi realizada auditoria interna de qualidade no laboratório de Petrovina, de 23 a 25 de agosto, visando à implantação do Sistema de Gestão de Qualidade. Apesar de laboratório ser pequeno em relação aos demais, eles estão empenhados em garantir a qualidade em todo o processo. “Participar do Programa SBRHVI trouxe mais transparência, credibilidade e rastreabilidade nos processos de análise de HVI dos fardos de algodão produzidos no Brasil. Com a VDCL, nosso laboratório teve uma melhoria contínua no atendimento aos requisitos das melhores práticas”, afirmou Cintia Karla Ribeiro, responsável pelo local.


Já o laboratório da Unicotton possui certificação ISO 9001:2015, o que facilita, na visão dos técnicos do CBRA, a documentação de todas as evidências que impactam diretamente os processos que envolvam os ensaios. A visita técnica foi feita em 23 de agosto. “O laboratório cumpre com os requisitos para a participação no Programa SBRHVI e trabalha, cada vez mais, na estruturação dos requisitos técnicos exigidos pela VDCL”, explicou Deninson Lima.

Terceiro Pilar


Entre maio e junho deste ano, os laboratórios da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), da Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) também passaram pela aplicação da VDCL. Somados aos laboratórios de Mato Grosso, que receberam a visita técnica recentemente, a equipe do CBRA completou, com sucesso, a verificação nos 12 laboratórios que integram o terceiro pilar do Programa do SBRHVI. A ação garante que os processos padronizados e dados aferidos nos ensaios com o algodão beneficiado, feitos por aparelhos HVI, são fidedignos e transparentes. Além disso, os laboratórios ficam preparados para atender à fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro – certificação voluntária/autocontrole – Mapa. A próxima rodada de visitas será na safra do ano que vem. De acordo com o gestor do Programa SBRHVI, Edson Mizoguchi, os laboratórios têm investido em melhorias a cada ano, refletindo na qualidade do programa. “Neste ano, tivemos o acréscimo de quatro máquinas e um laboratório, totalizando 74 máquinas e 12 laboratórios. Os avanços têm sido muito robustos”, disse. O gestor explica que, atualmente, o foco dos laboratórios está na implementação do Sistema de Gestão de Qualidade, que vai trazer mais padronização ao processo. “Nosso desafio é a excelência.”


19.09.2023
Imprensa Abrapa
Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
(71) 98881-8064
Monise Centurion – Jornalista Assistente
(17) 99611-8019

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Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro - safra 2022/23 (agosto)

18 de Setembro de 2023

A colheita de algodão chega à reta final, no Brasil. Nos 12 laboratórios de HVI do país, as 74 máquinas operam em ritmo acelerado, para analisar as mais de 14 milhões de amostras representativas da safra 2022/2023. Neste ciclo, a grande novidade é a implementação do pelo Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro – certificação voluntária/autocontrole – Mapa, que deixa o processo ainda mais transparente e preciso. Conheça os índices de qualidade do algodão, apurados até agora, no Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro do mês de agosto. Acesse o link e saiba mais.


Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro – safra 2022_2023.agosto.FINAL

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Desfile internacional em Brasília celebra o Dia Mundial do Algodão

18 de Setembro de 2023

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), realizarão, no dia 04 de outubro, em Brasília (DF), um desfile especial para celebrar o Dia Mundial do Algodão e os 10 anos do projeto +Algodão, uma iniciativa de cooperação internacional desenvolvida com países da América Latina.


O Dia Mundial do Algodão, comemorado em 7 de outubro, foi criado em 2019 e aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em 2021. A celebração anual tem o objetivo de aumentar a visibilidade do setor e o seu papel fundamental no desenvolvimento econômico, no comércio internacional e na redução da pobreza, especialmente para a agricultura familiar algodoeira.


Com a curadoria do estilista colombiano Juan Pablo Martinez, a coleção “América Latina veste-se de algodão” é composta por mais de 30 looks e destaca a influência da América Latina no mundo da moda e da cultura.


Modelos irão desfilar peças que ressaltam a ancestralidade do cultivo e do manuseio do algodão, incorporando técnicas artesanais e bordados milenares do Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru. Todas as peças foram confeccionadas com algodão produzido por agricultoras e agricultores familiares.


O evento será prestigiado por representantes de governos, do setor algodoeiro, da indústria têxtil e artesãs da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru.


Projeto +Algodão


Na América Latina, a produção de algodão envolve milhares de agricultores e agricultoras familiares. De acordo com dados obtidos pelo projeto +Algodão, em 2019, havia um total de 131,5 mil produtores de algodão na região, dos quais 77% eram agricultores familiares. Na safra 2017/18, uma extensão de 13,4 milhões de hectares foi dedicada ao cultivo de algodão na região, resultando na produção de 17,7 milhões de toneladas de fibra provenientes tanto de pequenos como de grandes produtores.


Com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento sustentável da cadeia do algodão na região, o Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e sete países parceiros (Argentina, Bolívia, Equador, Colômbia, Haiti, Paraguai e Peru) uniram esforços para implementar o projeto de cooperação Sul-Sul denominado +Algodão.


A iniciativa, que completa 10 anos em 2023, já destinou mais de US$12 milhões em ações regionais e nos países parceiros, com recursos financeiros do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), além de recursos técnicos e humanos das instituições parceiras brasileiras e dos países participantes.


Durante esse período, mais de 14 mil famílias e mais de 9.700 produtores já foram beneficiados, participando de cursos de capacitação, dias de campo e outras atividades desenvolvidas pelo projeto, que aperfeiçoaram seus conhecimentos em todas as etapas, desde o plantio até a comercialização.


Inovações


Para auxiliar e facilitar o trabalho dos pequenos produtores de algodão, o projeto +Algodão, em parceria com a Embrapa algodão, desenvolveu equipamentos e tecnologia, como uma colheitadeira de uma linha, uma moto triciclo para a mecanização da pequena propriedade rural e um descaroçador móvel com prensa hidráulica para o beneficiamento do algodão em associações ou cooperativas de agricultores familiares.


Para promover novos conhecimentos, o projeto organizou intercâmbios de boas práticas agrícolas em temas como preparo do solo, sementes certificadas, manejo integrado de pragas, cultivo associado, contando com a parceria da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer-PB), e da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), para ações de acesso aos mercados, formulação de planos de negócios, entre outros.


Serviço


Desfile “América Latina veste-se de algodão”
Data: Quarta-feira, 04 de outubro de 2023
Horário: A partir das 16h
Local: Museu da República – Setor Cultural Sul, Lote 2, CEP 70070-150, Brasília – DF


Programação completa


16h00 – Talk Show: O papel das Fibras Naturais para a Moda Sustentável
16h15 – Diálogo: O papel das Fibras Naturais para a Moda Sustentável
18h00 – Lançamento da Coleção: “América Latina veste-se de algodão”
19h00 – Encerramento e projeção de imagens na Cúpula do Museu da República, em comemoração ao Dia Mundial do Algodão.



Por  Nelson Fontes


Acesso em: https://www.divulgapetrolina.com/2023/09/desfile-internacional-em-brasilia-celebra-o-dia-mundial-do-algodao/ 


https://www.revistafatorbrasil.com.br/2023/09/19/desfile-internacional-em-brasilia-celebra-o-dia-mundial-do-algodao/

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Quais as projeções para o algodão nos próximos 10 anos?

Produção deve passar de 2.901 mil toneladas em 2022/23 para 3,6 milhões de toneladas em 2032/33, de acordo com estudo do Ministério da Agricultura

18 de Setembro de 2023

De acordo com o estudo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) sobre projeções para o agronegócio até 2032/33, o Brasil deve ter um incremento considerável na produção de pluma de algodão, passando de 2.901 mil toneladas na safra 2022/23 para expressivos 3,6 milhões de toneladas até 2032/33.


As projeções indicam uma ascensão gradual na produção de algodão em pluma, com uma taxa de crescimento anual de 2,8% ao longo do período previsto. Isso resultaria em uma variação de 26,8% na produção, fomentada pela contínua exportação nos próximos anos.


Não é só no Brasil que a produção de algodão deve crescer. De acordo com a OCDE-FAO, o cultivo global está projetado para crescer a uma taxa anual de 1,8% neste ano, atingindo 28,3 milhões de toneladas em 2032.


A expansão será impulsionada principalmente por avanços na produtividade, esperando-se um aumento de 1,5% ao ano, além de uma expansão da área colhida em menor escala, com uma taxa de 0,3% ao ano.


Relevância do Brasil ao mercado
Segundo o estudo do Mapa, cerca de 76,0% da produção global de algodão será originada em países em desenvolvimento, e o Brasil deverá contribuir com 12,5% da produção mundial em 2030, em comparação aos atuais 10,9%. Isso reflete a crescente importância do país no cenário global.


A produção de algodão se concentra especialmente em Mato Grosso e Bahia, que juntos representam impressionantes 89,9% da produção nacional em 2022/23. Mato Grosso lidera com 69,5% da produção total, seguido de perto pelo estado da Bahia, que contribui com 20,4% da produção do país. Outros estados, como Mato Grosso do Sul, Maranhão e Goiás, somam aproximadamente 5,0% da produção nacional.


O consumo de algodão no Brasil é projetado para manter-se estável nos próximos dez anos, com uma estimativa de 732 mil toneladas. Essa tendência reforça a relevância do mercado internacional para o crescimento do setor no país, conforme apontado pela OECD-FAO.


Quanto aos preços internacionais, deve haver ligeira redução no médio prazo, ajustados a valores reais. O cenário é influenciado pelo aumento da produtividade e pela expectativa de queda nos preços das fibras sintéticas, exercendo pressão para o aumento da oferta que pode levar à diminuição dos preços do algodão.


Acesso em: https://exame.com/agro/quais-as-projecoes-para-o-algodao-nos-proximos-10-anos/ 

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Sou de Algodão apresenta o 3º Desafio com a Casa de Criadores para estudantes de moda do Rio Grande do Norte e do Espírito Santo

No total, 92 alunos participaram dos webinars promovidos pelo movimento sobre o projeto que vai revelar o novo talento da moda nacional

18 de Setembro de 2023

Nos dias 12 e 15 de setembro, a gestora de relações institucionais do movimento Sou de Algodão, Manami Kawaguchi Torres, participou de dois webinars para divulgar o lançamento do 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores. Os encontros ocorreram via plataforma Meet com 92 estudantes e 7 docentes dos cursos de moda da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Campus Vitória da Fundação de Assistência e Educação (FAESA).


Entre os temas abordados, estiveram a apresentação geral do movimento Sou de Algodão e da Casa de Criadores, a explicação sobre os atributos da fibra e falas sobre como é a relação do público com o consumo responsável na moda, que busca pela transparência da produção, desde a origem até o produto final. O ponto alto da apresentação foi o conteúdo sobre o Desafio, que visa atrair estudantes de graduação em cursos superiores do Brasil todo e descobrir novos talentos para o mercado.


Durante as apresentações, Manami esclareceu dúvidas dos participantes e explicou as regras da terceira edição deste concurso, destacando os principais pontos do regulamento e a premiação que contemplará os três primeiros colocados.


Também no dia 12, Manami Kawaguchi Torres esteve em reunião com a coordenadora do curso de moda a ser iniciado no Senac Goiás, Ildeth Dias. Na ocasião, apresentou Sou de Algodão e o 3º Desafio com a Casa de Criadores à coordenadora, que ainda não conhecia o movimento de forma próxima. “Achei fantástico e consistente, o Desafio contempla todos os estados e regiões do Brasil. Quero muito que o Senac faça parte dessa ação logo no início do nosso curso, para que os alunos já tenham contato com o concurso, uma vez que minha percepção foi muito positiva”, declarou Ildeth.


O vencedor desta edição ganhará R$30 mil e passará a fazer parte do line-up oficial, com um desfile exclusivo na edição seguinte da Casa de Criadores, e seu professor orientador receberá R$ 10 mil em bolsa de pesquisa. Já os 2º e 3º lugares ganharão uma quantidade de tecidos de algodão para trabalharem em novas criações, como incentivo ao empreendedorismo.


Como se inscrever no 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores
Os interessados em participar devem realizar as inscrições no portal http://www.soudealgodao.com.br/desafio até o dia 30 de abril de 2024, podendo ser projetos individuais ou em duplas. Além disso, os trabalhos poderão ser dos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt à porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear.


Sobre Sou de Algodão
É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 42% de toda a produção mundial de algodão sustentável.


Abrace este movimento:
Site: www.soudealgodao.com.br
Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao

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De onde vem o que eu como: Podcast G1 - Calça jeans

Saiba qual é a diferença entre denim e jeans. Conheça a história e a produção de uma peça popular no guarda-roupa.

15 de Setembro de 2023

Sabe o que é uma das melhores coisas do algodão? É que ele e tudo o que vem dele tem história, e a calça jeans é um bom exemplo disso. O podcast “De onde vem o que eu como?”, do G1, mais uma vez, deu uma variada no “cardápio” e voltou ao guarda-roupa. Desta vez, para falar sobre a mais democrática, versátil e onipresente das peças de vestuário, a calça jeans: de onde veio, como evoluiu, como ganhou esse nome, dentre várias curiosidades bacanas. Mais que a história da própria roupa, o podcast também mostrou que a trajetória da calça jeans, desde a lavoura até nossas casas, pode ser rastreada. A diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, foi uma das convidadas do programa, para falar sobre rastreabilidade, sustentabilidade e muito mais! Clique no link e ouça a entrevista completa.


https://g1.globo.com/podcast/de-onde-vem-o-que-eu-como/

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

15 de Setembro de 2023

Destaque da Semana - Na última terça-feira (12/09) os EUA divulgaram o relatório de oferta e demanda de setembro e estimaram que o Brasil deve ter uma safra maior que a americana em 23/24 pela primeira vez na história.


Algodão em NY - O contrato Dez/23 fechou nesta quinta 14/9 cotado a 87,80 U$c/lp (+2,8% na semana). O contrato Jul/24 fechou 87,66 U$c/lp (+2,7% na semana) e o Dez/24 a 80,66 (+1,8% na semana).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 886 pts para embarque Out/Nov (Middling 1-1/8" (31-3-36), (fonte Cotlook 31/out/23).


Altistas 1 - O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em seu relatório de estimativas mundiais de oferta e demanda agrícola (WASDE) de setembro, projetou esta semana uma produção menor nos EUA e no mundo para 2023-24.


Altistas 2 - Os preços do petróleo ultrapassaram os 94 dólares por barril, maior cotação deste nov/2022, tornando o poliéster substituto do algodão mais caro.


Baixistas 1 - Apesar de algumas notícias positivas esta semana, a economia chinesa continua sendo um fator de preocupação.


Baixistas 2 - As vendas líquidas de exportação dos EUA foram de 67.400 fardos de algodão para 23/24, uma queda de 21% em relação à semana anterior. As exportações de 118.200 fardos corridos caíram 33% na semana.


Oferta e Demanda 1 - No relatório de estimativas mundiais de oferta e demanda agrícola do USDA de setembro a produção mundial foi reduzida em 375 mil toneladas, para 25,44 milhões, principalmente da Índia, EUA, Zona do Franco Africano e Grécia.


Oferta e Demanda 2 - O consumo mundial foi reduzido em 231 mil toneladas, para 25,23 milhões, principalmente na Índia, Bangladesh e Vietnã.


Oferta e Demanda 3 - Os estoques finais mundiais caem em 356 mil toneladas, para 19,59 milhões de toneladas, abaixo do ano anterior em 3,5%. O índice global de estoque/uso permanece em 78% (84% no ano anterior).


Oferta e Demanda 4 - A estimativa de produção dos EUA do USDA de setembro para 23/24 ficou em 2,86 milhões de toneladas, uma redução significativa em relação aos 3,05 milhões indicados no relatório do mês passado.


Oferta e Demanda 5 - Já a estimativa para a safra brasileira 23/24, que começará a ser plantada no final deste ano aumentou para 3,0 milhões de toneladas (+120 mil tons).


EUA 1 -Relatório do USDA mostrou que a condição da safra de algodão continua delicada. Bom/excelente caiu novamente para 29% (-2%) e Ruim/muito Ruim se manteve em 41%


EUA 2 - O Texas recebeu algumas chuvas. Apesar de já ser tarde, deve ajudar um pouco.


China 1 - Com os preços de algodão importado mais atrativos e as empresas com acesso a mais quotas de importação, os leilões da Reserva Estatal da China não conseguiram atingir o nível de venda de 100% esta semana.


China 2 - Hoje (15/9) apenas 65% dos lotes ofertados pela Reserva foram vendidos. No acumulado, já foram vendidas até 15/9 o total de 448.431 toneladas.


Grécia - Inundações na Grécia na última semana causaram danos gigantescos. Além da crise humanitária, uma estimativa preliminar e cautelosa sugere que aproximadamente 500 mil toneladas de algodão foram perdidas.


Austrália 1 - O Vietnã foi o maior destino único do algodão australiano em julho com 71.989 toneladas. No entanto, o volume enviado para a China novamente aumentou significativamente (para 44.524 toneladas).


Austrália 2 - Entretanto, o algodão australiano exportado para a China ainda se acumula nos armazéns alfandegados nos portos.


Austrália 3 - Compradores (incluindo uma estatal) que estão armazenando algodão australiano nos portos apostam que a proibição de três anos às importações acabará em breve, à medida que os laços diplomáticos e comerciais entre os dois países sejam restabelecidos.


Exportações - O Brasil exportou 63,5 mil tons de algodão até a segunda semana de set/23. A média diária de embarque supera em 44% em comparação com o set/22.


Colheita 2022/23 - Até o dia 15/09 foram colhidos: BA (92,7%), GO (97,3%), MA (98%); MG (97%), MS (100%); PR (100%), SP (99%), MT (100%), PI (99,85%) Total Brasil: 98% colhido.


Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 15/09 foram beneficiados : BA (61%), GO (73%), MA (28%) MG (63%), MS (59%); PR (88%), SP (99%), MT (40%), PI (45%) Total Brasil : 46% beneficiado.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Relatório de Safra - setembro de 2023

15 de Setembro de 2023

Ultrapassar três milhões de toneladas na produção de algodão está cada dia mais próximo de se tornar realidade. Esta será a segunda vez que o Brasil atinge este marco histórico em sua secular cotonicultura. A primeira foi em 2019. Mas volume não é tudo. É preciso ver a “foto grande”. Confira, no Relatório da Safra de setembro, uma atualização deste finzinho de colheita no país, os rankings de exportação e importação, além das tendências e dos fatores relevantes que podem influenciar a conjuntura, em curto e médio prazo, no Brasil e no mundo.


Clique no link e acesse o documento completo:


Relatorio_safra_Abrapa.14set2023

 

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