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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

21 de Maio de 2021

ALGODÃO PELO MUNDO #20/2021


- Algodão em NY - O spread invertido entre jul/21 e Dez/21 desapareceu com Jul/21 fechando ontem em 81,53 U$c/lp, queda de 4,1%, enquanto Dez/21, referência para a nova safra brasileira, fechou em 81,99 U$c/lp, queda de 1,6% nos últimos 7 dias.


- Preços - O preço do algodão brasileiro Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia fechou ontem cotado a 91,25 U$c/lp (-450 pts na semana) para embarque em Jun-Jul/21 e 92,75 U$c/lp (-325 pts) para embarque em Out-Nov/21.


- Baixistas 1 - Choveu no Texas e os últimos boletins meteorológicos indicam chance moderada de chuva na próxima semana. Entretanto, apesar dessas chuvas, a situação de seca ainda é crítica na região.


- Baixistas 2 - O contrato Jul/21, pressionado pela proximidade de sua expiração e inversão em relação a Dez/21 foi o que mais caiu: 10% nessas duas semanas. Opções de Julho vencem em 11/Jun e entrega se inicia 24/Jun.


- Altistas 1 - Compradores privados Chineses, mesmo sem a alocação oficial da nova cota de importação, já se movimentam no mercado, confiantes de que a oficialização dos limites por importador deve ocorrer em breve, informou a Cotlook.


- Altistas 2 - O balanço de oferta e demanda nos EUA continua apertado. Semana passada, o USDA divulgou relatório mensal com aumento na previsão de exportações do país, o que se confirmou nesta semana com bons números de embarques semanais.


- Plantio 1 - Os EUA já semearam 38% da área prevista. No Paquistão, o plantio deve terminar no final do mês, enquanto na Índia a expectativa é em relação à chegada das monções na virada do mês, que permitirão plantio em áreas de sequeiro.


- Plantio 2 - Com o plantio na reta final, China Cotton Association divulgou que o país deve semear este ano 2,9 milhões de hectares com a fibra, 9.4% a menos que a estimativa do USDA. A principal região produtora do país, Xinjiang, tem tido clima adverso nesta safra: muito vento e frio.


- China 1 - O governo Chinês está silencioso em relação à importação de algodão para recompor as reservas estatais. Segundo a Cotlook, rumores de mercado indicam que a reserva estatal fará leilões de venda de estoques velhos em breve.


- China 2 - O governo Chinês divulgou dados preliminares de importação no mês de Abril. Segundo a Alfândega Chinesa, o país importou 230 mil tons de algodão e 230 mil tons de fio de algodão no mês passado.


- China 3 - Desde Ago/20, a China já importou 2,3 milhões de tons de algodão (+86% que período anterior) e 1,7 milhões de tons de fio de algodão (+21% que período anterior).


- Índia 1 - Apesar da enorme crise sanitária enfrentada pelo país devido à Covid-19, os impactos no consumo de algodão pelas fiações do segundo maior consumidor do mundo têm sido pequenos, por enquanto.


- Índia 2 - Entretanto, a indústria de confecções tem enfrentado grandes desafios nesta segunda onda. Em abril, 72% das indústrias de roupas na Índia tiveram pedidos de compra cancelados e 75% pretendem reduzir equipes, segundo a CMAI, entidade local.


- Vietnã 1 - Segundo maior mercado para o algodão Brasileiro, o Vietnã exportou US$ 9,5 bilhões de vestuário têxtil de jan/20 a abr/20. Somente em abril, somaram US$ 3 bilhões, recorde para o mês.


- Vietnã 2 - O setor continua em franca expansão no país, com destaque para o investimento de US$ 500 milhões do grupo chinês Texhong em uma fiação cuja 1ª fase entra em operação neste ano.


- Exportações - Segundo o Ministério da Economia, foram exportadas 22,5 mil tons de algodão na segunda semana de maio, totalizando 48,4 mil tons nas duas primeiras semanas do mês.


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com


- Preços - Consulte tabela abaixo


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Abrapa acompanha largada da colheita da safra 20/21

21 de Maio de 2021

O presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, esteve esta semana em Campos de Holambra/SP, para acompanhar o início da colheita da safra 2020/2021 no país e conversar com cotonicultores da região. A visita faz parte de um giro pelos estados produtores da fibra.


Em reunião com a Associação Paulista dos Produtores de Algodão (Appa), Busato falou sobre os projetos desenvolvidos pela Abrapa na busca de mercados e na valorização da pluma brasileira – como o Cotton Brazil e o Sou de Algodão. Também destacou a importância da adesão ao programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), para maior credibilidade às análises de classificação feitas pelos laboratórios brasileiros. "Para conquistar mercado e valorizar a pluma brasileira, os produtores precisam fazer o dever de casa e trabalhar em prol da qualidade, da transparência e da credibilidade", afirma Busato, elogiando a união dos cotonicultores paulistas, que trabalham em sistema de cooperativa. "Isso tem ajudado muito no crescimento do setor", avalia.


De acordo com presidente da Appa, Peter Derks, a aproximação com a Abrapa é um incentivo para o aumento da produção de algodão no estado, ainda pequena em razão da grande competição pela área com culturas, como cana e laranja.  Outra questão é predomínio do algodão safra, o que significa que a pluma concorre com soja e milho. "A preocupação dos produtores é com a remuneração e o algodão tem altos e baixos", pontua. "Depois da visita,  são mais pessoas sabendo o que vem sendo feito pelo setor e falando para as outras, isso é muito proveitoso para a cotonicultura da região", avalia Derks.

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Colheita do algodão: setor vive cenário positivo

21 de Maio de 2021

O início da colheita da safra 20/21 de algodão e o aquecimento da demanda foram alguns dos assuntos abordados pelo presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, em entrevista ao Canal Terra Viva, nesta quinta-feira (20). Busato explicou que a previsão de uma produção 20% inferior à do ciclo anterior se deve à redução da área plantada, em razão da baixa cotação da pluma no período de plantio. O bom momento do mercado deve se refletir na retomada do crescimento na próxima safra.


Assista: https://youtu.be/hVU0xLnsR-Y


Canal Terra Viva, 20.05.2021

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Abrapa e Mapa acertam detalhes para criação de uma certificação oficial da fibra

21 de Maio de 2021

A implementação do Programa de Certificação de Conformidade Oficial do Algodão Brasileiro está na reta final. O assunto foi tema de reunião da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, nesta quinta-feira (20).  Participaram o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Tollstadius Leal, e o Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Glauco Bertoldo.


Durante o encontro, foram tratados os últimos detalhes do projeto de estruturação de uma certificação oficial por parte do Ministério da Agricultura, que permitirá a consolidação da boa imagem do algodão brasileiro no mercado internacional.  Essa será uma garantia de identidade, qualidade e segurança dos resultados das análises do algodão realizadas pela rede de laboratórios privados, sob supervisão da Abrapa, através do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI).


Segundo Júlio Busato, presidente da Abrapa, a certificação oficial proporcionará ainda maior confiabilidade ao programa de qualidade do algodão brasileiro, consolidado há quatro anos a partir da implantação de um moderno e bem equipado laboratório central - o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) -, responsável pela orientação aos laboratórios e checagem das análises de classificação.


"A certificação atenderá às exigências dos mercados interno e externo e garantirá a credibilidade necessária para que o algodão brasileiro seja reconhecido como um dos melhores do mundo, levando junto a certificação/licenciamento socio-ambiental dos programas ABR/BCI e o sistema de rastreabilidade (SAI) que já garante a identificação de todos os fardos de algodão produzidos pelos cotonicultores brasileiros", avalia. O Ministério da Agricultura deve publicar, nos próximos dias, portaria instituindo a certificação.

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Abelhas nunca saem de moda

20 de Maio de 2021

Elas ajudam a produzir o algodão que você veste


A visita de abelhas e outros polinizadores podem incrementar em até 20% a produção das lavouras de algodão, uma das principais matérias-primas da indústria da moda. É por causa da relevância desses insetos para o setor algodoeiro que a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) faz questão de celebrar o Dia Mundial das Abelhas (20 de maio) em parceria com a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.).


O cultivo do algodão não é totalmente dependente da polinização realizada por insetos. A reprodução da planta pode acontecer por autopolinização (autogamia), mas também com a ajuda do vento (anemofilia) e até pela ação do homem (manualmente).


Porém, há anos, pesquisas científicas (veja abaixo) vêm demonstrando que as abelhas podem ser aliadas dos cotonicultores, prestando um serviço de polinização cruzada, que contribuiu para uma maior rentabilidade dos cultivos de algumas variedades de algodão.


Um estudo realizado no Mato Grosso, entre 2011 e 2012, mostrou que áreas de algodoeiros localizados a menos de 200 metros de fragmentos de mata – onde as abelhas constroem seus ninhos – tiveram mais porcentagem de fibra (+2%), número de sementes (+18%) e produtividade (+18,4% de Kg de fibra/ha). O estudo mostrou que, além da abelha-africanizada (Apis mellifera), inúmeras outras espécies de abelhas nativas visitam as plantas do algodoeiro.


Ou seja, trabalhando de graça, as abelhas podem elevar a produção, a rentabilidade e o lucro dos produtores. E, de quebra, os cotonicultores colaboram para a sustentabilidade e a conservação do meio ambiente, já que as flores do algodão alimentam e fortalecem as populações de abelhas no entorno das áreas agrícolas. Ademais, a existência desses insetos contribui para a conservação de toda a biodiversidade local.


Os principais polinizadores


Duas espécies de abelhas são apontadas como as melhores polinizadoras do algodoeiro: as mamangavas do chão (Bombus spp.) e mamangavas de toco (Xylocopa spp.). Porém, elas visitam as flores com menor frequência do que outras espécies de abelhas, como a abelha-africanizada (Apis mellifera), a mais abundante. Outros visitantes florais do algodoeiro são a abelha-irapuá (Trigona spinipes), Gaesischia sp., Ptilothrix plumata Diadasina sp. (espécies que não possuem um nome popular).


Como atrair as abelhas


É possível ajudar as abelhas a realizarem o seu trabalho – e lucrar com isso. A Rede de Pesquisa dos Polinizadores do Algodoeiro no Brasil (PoAL) aponta algumas dicas úteis aos produtores:




  • Conservar a vegetação natural próxima às áreas cultivadas, para dar abrigo e alimento às abelhas (néctar e pólen) durante maior período do ano, e a outros animais que ajudam a controlar as pragas do algodoeiro e plantas que cultivamos;

  • Ter plantios consorciados com outras culturas, o que aumenta a oferta de alimentos para abelhas e insetos que ajudam no controle natural das pragas;

  • Utilizar técnicas alternativas para o controle de pragas como as caldas naturais, catação de botões florais atacados por bicudo e lagarta e Manejo Integrado de Pragas (MIP). Assim, é preciso usar menos produtos químicos que também matam os insetos úteis;

  • Fazer plantio direto (sem revolvimento do solo) para favorecer as abelhas que constroem ninhos no solo;

  • Recompor as áreas próximas as plantações de algodão com espécies nativas que forneçam alimentos às abelhas e outros polinizadores.


Parceria em prol das abelhas


Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) tem consciência do importante papel dos polinizadores para a produção de algodão e da necessidade de conservação dessa fauna. Por essa razão, desde 2016 é uma das apoiadoras da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), que atua com a missão de promover o conhecimento científico sobre abelhas e outros polinizadores e na conscientização da população e de agricultores sobre a importância de se conservar a biodiversidade.


Referências:


Klein AM et al. (2020) A Polinização Agrícola por Insetos no Brasil. Um Guia para Fazendeiros, Agricultores, Extensionistas, Políticos e Conservacionistas. Albert-Ludwigs University Freiburg, Nature Conservation and Landscape Ecology.


Pires C. S. S., Pires V.C., Rodrigues W. et al. (2015) Plano de manejo para polinizadores em áreas de algodoeiro consorciado no Nordeste do Brasil. Rio de Janeiro: Funbio. 40p., Brazil


Pires C.S.S., Silveira F.A., Cardoso C.F. et al. (2014) Selection of bee species for environmental risk assessment of gm cotton in the Brazilian Cerrado. Pesquisa Agropecuária Brasileira


Rodrigues A.W., Torezani K.R.S., Pires V.C., Arantes R.C.C., Pires C.S.S. e Silveira F.A. et al. (2013) Projeto Polinizadores do Algodoeiro no Brasil. Brasília, DF: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Stephens S. G. (1956) The Composition Of An Open Pollinated Segregating Cotton Population. Amer. Nat. 90(850): 25 - 39.


McGregor, S.E. 1976.  Insect Pollination of Cultivated Crop Plants.Agric.  Handbook  496: 171-190.

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Nova ferramenta facilita diagnóstico da situação ambiental de imóveis rurais

19 de Maio de 2021

Com o objetivo de dar agilidade e precisão à checagem dos dados declarados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou, na última semana, uma ferramenta chamada AnalisaCAR.  O módulo, desenvolvido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) em parceria com a Universidade Federal de Lavras, facilitará a identificação da situação ambiental dos imóveis rurais, contribuindo para a implementação do Código Florestal Brasileiro.


O Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar) conta com mais de 6 milhões de registros, atualmente analisados manualmente pelos órgão estaduais competentes. O AnalisaCAR utiliza tecnologias de sensoriamento remoto que possibilitam o processamento de milhares de cadastros simultaneamente. Cruzamentos automatizados verificam as informações geográficas declaradas pelo proprietário/possuidor rural e apontam a situação de regularidade ambiental dos imóveis rurais em relação às áreas de preservação permanente (APP), de reserva legal (RL) e de uso restrito (AUR) e, quando for o caso, da localização de excedentes de vegetação nativa.


A ferramenta traz inúmeros benefícios para os produtores rurais.  Além de proporcionar um diagnóstico preciso da situação ambiental do imóvel rural, a análise passa a ser feita com base em critérios técnicos pré-estabelecidos, reduzindo possíveis subjetividades da análise manual. Entre as vantagens também estão a possibilidade de retificação de informações de forma simples e automatizada; a comprovação oficial da regularidade ambiental para os imóveis rurais que estiverem de acordo com a legislação; o acesso aos Programas de Regularização Ambiental (PRA), caso o proprietário/ possuidor precise regularizar algum passivo ambiental e tenha feito o CAR até 31/12/2020; o acesso às Cotas de Reserva Ambiental (CRA), caso o proprietário/possuidor conservar mais área florestal do que o exigido pela lei; e a possibilidade de adesão à programas de Pagamento por Serviços Ambientais,  entre outras facilidades.


O Cadastro Ambiental Rural (CAR)


Criado pela Lei nº 12.651/2012, no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente - SINIMA, e regulamentado pela Instrução Normativa MMA nº 2, de 5 de maio de 2014, o Cadastro Ambiental Rural – CAR é um registro público eletrônico de âmbito nacional, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais referentes às Áreas de Preservação Permanente - APP, de uso restrito, de Reserva Legal, de remanescentes de florestas e demais formas de vegetação nativa, e das áreas consolidadas, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento.


A inscrição no CAR é obrigatória para todos os imóveis rurais do país, constitui-se no primeiro passo para a regularização ambiental e dá acesso a benefícios previstos no Código Florestal (Lei nº 12.651/2012).


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Orientação contínua aos laboratórios garante qualidade das análises de algodão feitas no Brasil

19 de Maio de 2021

Uma rede de 11 laboratórios espalhados pelo país responde pelo atestado de qualidade do algodão brasileiro. São eles que fazem as análises de classificação pelo padrão internacional por instrumentos de alto volume do tipo HVI, aceitas comercialmente no mundo todo. O trabalho é monitorado e orientado de perto pelo Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).


Os laboratórios de classificação analisam as características intrínsecas da fibra - micronaire, resistência, comprimento, uniformidade, índice de fibras curtas e cor. Os resultados, além de influenciar no preço, são fundamentais para toda a cadeia, da produção à indústria.  Laudos confiáveis indicam caminhos para melhorias no cultivo e otimização de processo de beneficiamento, facilitam a composição de lotes para a venda e a eventual substituição de fardos e garantem que o cliente receberá a qualidade adequada à sua produção.


"Existe mercado para fibras de todas as qualidades, mas a indústria precisa saber exatamente o que está comprando para que o produtor tenha uma remuneração justa pela pluma entregue. Por isso, a padronização e a confiabilidade das análises são tão importante", afirma o presidente da Abrapa, Júlio Busato.


Para que todos os laboratórios atendam aos cotonicultores dentro do mesmo padrão de qualidade, o CBRA gera conhecimento, difunde informação, dá suporte, treina equipes e realiza visitas técnicas de verificação e orientação às unidades participantes do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), lançado em 2016, para conferir credibilidade às análises de classificação feitas no Brasil.


A estruturação do programa contou com a consultoria de Axel Drieling, do Centro Global de Testagem e Pesquisa do Algodão (ICA Bremen), instituição de referência mundial que congrega o Faserinstitut Bremen, o Bremen Fibre Institute (FIBRE) e o Bremer Baumwollboerse (BBB). "Como país produtor e exportador de algodão, é importante que todos os laboratórios brasileiros forneçam resultados acurados e precisos. O CBRA, com sua posição central, tem todos os pré-requisitos para apoiar e garantir isso", assegura o consultor.


 


Guia de orientação


Uma das principais ferramentas utilizadas pelo CBRA na harmonização de procedimentos é o chamado Guia de Orientação, que reúne normas e recomendações para a realização de análises de algodão de acordo com as melhores práticas. O documento apresenta instruções normativas do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, guias de boas práticas, procedimento para buscar a certificação ICA Bremen, entre outras informações.


O guia também inclui a tradução do material técnico disponível e suas atualizações. "É mais fácil para uma entidade central reunir as informações mais recentes e manter contato com as organizações internacionais importantes. Isso possibilita que todos os laboratórios possam melhorar e garantir testes e resultados confiáveis", avalia Axel Drieling.


Treinamentos


O Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) promove, periodicamente, workshops com renomados especialistas, para capacitação de profissionais estratégicos dos laboratórios credenciados. Os treinamentos permitem que o conhecimento seja multiplicado e propiciam maior alinhamento e harmonia nos métodos de ensaio.


A própria equipe do laboratório central da Abrapa está em constante aprimoramento. Deninson dos Santos de Lima, responsável técnico e operacional do CBRA, já participou de cursos sobre leitura e interpretação da norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, melhores práticas em laboratório - ICA Bremen, auditor interno baseado na norma NBR ISO 19011 e manutenção de HVI – Uster, entre outros. "Consegui adquirir uma sensibilidade técnica que me permite perceber os ajustes necessários em equipamentos e processos para que o CBRA tenha um melhor rendimento e qualidade nos ensaios realizados, melhorando cada vez mais o material de referência produzido para o programa SBRHVI", relata.


Entre suas atribuições, está o suporte aos laboratórios participantes do programa SBRHVI, principalmente nas dúvidas relacionadas a questões técnicas. "Eles buscam saber como analisar criticamente os seus processos, para garantir a qualidade dos resultados", conta.


Lúcio Matos, gestor do laboratório da Associação Sul Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul), participou de todos os treinamentos já oferecidos pela Abrapa.  "A aquisição de conhecimentos disponibilizados pelos treinamentos fez com que os laboratórios conquistassem credibilidade, e o algodão brasileiro alcançasse um espaço na vitrine da comercialização mundial", acredita. Ele destaca a adequação e a implantação do sistema de gestão da qualidade dos laboratórios com base na Norma ABNT ISSO/IEC 17025 como carro-chefe das melhorias implementadas, a partir da orientação oferecida pela Abrapa.


Assim como na Ampasul, o suporte do CBRA tornou possível a implantação de um sistema de gestão baseado nos requisitos da ISO 17025 no laboratório da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa). "Nos permitiu padronizar métodos, organizar processos, avaliar a competência do laboratório e treinar nosso pessoal para que estejam aptos a realizar suas atividades com eficiência e sabedoria", revela Rhudson Santo Assolari, gerente Laboratorial de Análises de Algodão da Agopa.


Treinamentos promovidos pelo programa SBRHVI, desde a sua criação:


































































            

                           Cursos
 

    Instituição
 

      Ano
Workshop de Melhores Práticas de Laboratório de HVIICA Bremen2017
Estatística aplicada na análise do algodão – programa SBRHVIInferir2017
II Workshop de Melhores Práticas de Laboratório de HVIICA Bremen2018
Treinamento de manutenção USTER HVI M1000Uster2018
Leitura e Interpretação da ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017Senai/SC2019
Formação de Auditores Internos da Qualidade em Laboratórios segundo ABNT NBR ISO 19011Senai/SC2019
II Workshop Manutenção UsterUster2019
Estimativa de incerteza de mediçãoQualabor2019
III Workshop de melhores práticas de laboratório HVIAbrapa2019
Treinamento Monitoramento e Controle de Centrais de ClimatizaçãoSenai/BA2020
Workshop Contemp - Controladores e Software de MonitoramentoContemp2021

Visitas técnicas


A cada safra, a equipe do CBRA realiza visitas técnicas em todos os laboratórios credenciados, com o objetivo de avaliar se atendem aos requisitos mínimos para o bom funcionamento e a garantia da qualidade dos resultados. "Durante as visitas, buscamos orientar os laboratórios e identificar pontos de melhoria", explica Edson Mizoguchi.  Também são úteis para que sejam detectadas as necessidades de treinamento dos laboratórios. Desde o começo da pandemia de Covid19, as verificações têm sido realizadas remotamente.


"Todos os treinamentos oferecidos vêm para qualificar os serviços prestados, e as visitas técnicas são muito importantes para os laboratórios terem uma padronização da linha de trabalho", pontua Jaison Vavassori, diretor executivo da Unicotton.


Essa também é a avaliação de Rhudson Santo Assolari. "Hoje, temos um controle mais eficaz no processo de recebimento e na divulgação dos resultados, procedimento que nos dá muita confiança", afirma. "Tanto as visitas técnicas quanto as orientações e os treinamentos nos processos de trabalho são de extrema importância para a qualidade do algodão brasileiro", ressalta o gerente da Agopa.

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Indústria têxtil brasileira não corre risco de desabastecimento

19 de Maio de 2021

Em entrevista ao Canal Rural, na última segunda-feira (17), o presidente da Abrapa, Júlio Busato, assegurou que o crescimento das exportações nos primeiros meses do ano não põe em risco o abastecimento da indústria têxtil brasileira. A demanda nacional está estabilizada em 700 mil toneladas, há uma década, e a safra 2019/2020 chegou a 3 milhões de toneladas de pluma. "Tudo o que produzimos acima disso, obrigatoriamente, precisa ser exportado", explicou.


Assista à entrevista na íntegra no  Link: https://youtu.be/yb0mRZSPVQQ


Canal Rural  17.05.2021

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Salto das exportações brasileiras de algodão nos últimos anos é tema de entrevista no Notícias Agrícolas

17 de Maio de 2021

Em entrevista ao portal Notícias Agrícolas na última sexta-feira (14), o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato,  falou sobre o salto das exportações brasileiras de algodão nos últimos anos, fruto do crescimento da produção e das ações de promoção da nossa pluma no exterior. Há sete anos, na safra 2013/2014, o Brasil exportava metade do volume da Austrália. No ciclo 2020/2021, a previsão é de vendas externas 10 vezes superiores aos embarques australianos.


Assista a entrevista em  https://www.youtube.com/watch?v=CvcheKzLRjk


Notícias Agrícolas em 14.05.2021

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Exportações brasileiras de algodão e as perspectivas de ampliação do mercado externo foram destaque no Canal Agro Mais/Band

14 de Maio de 2021

O crescimento das exportações brasileiras de algodão e as perspectivas de ampliação do mercado externo foram tema de entrevista do presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, ao Canal Agro Mais/Band, na noite desta terça-feira (11).  No bate-papo ao vivo com os jornalistas Daniela Ramalho e Marcelo Dias, no programa Agro Noite, Busato também falou sobre os avanços tecnológicos do setor e a previsão de retomada do consumo mundial de algodão depois da pandemia.


Link da entrevista: https://youtu.be/h6U68Yev1Gg

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