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Algodão brasileiro rumo ao topo do ranking mundial

25 de Junho de 2021

Elevar o padrão e a credibilidade do algodão brasileiro é um compromisso contínuo dos cotonicultores. Foi assim que conseguimos, em pouco mais de uma década, reposicionar o Brasil de grande importador para segundo maior exportador e quarto maior produtor mundial da fibra.


Hoje, abastecemos 100% do mercado nacional e 20% da indústria têxtil mundial.  O salto é resultado da união e da determinação dos produtores, com intenso trabalho focado em quatro pilares: qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e promoção comercial.



Para fazer frente às exigências do mercado internacional quanto à garantia de origem do algodão, ainda em 2004, o Brasil adotou a padronização das etiquetas e a implantação de uma metodologia internacional de rastreabilidade de fardos que deu origem ao Sistema Abrapa de Identificação (SAI). Atualmente 100% do algodão brasileiro exportado é rastreável, fardo a fardo.


A implantação da análise e classificação da fibra de algodão pelo modelo internacional HVI (High Volume Instruments) foi outra medida pró-competitividade que equiparou o Brasil aos principais países produtores.


Visando à padronização das análises de qualidade, em 2016, implementamos o programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), que tem como principal pilar um moderno e bem equipado laboratório central – o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) – certificado internacionalmente pelo Centro Global de Testes e Pesquisas de Algodão (ICA Bremen, na sigla em inglês) e responsável pela checagem de resultados e pela orientação e treinamento aos laboratórios que atendem aos cotonicultores brasileiros.


Como resultado, a safra 2019/2020 foi a melhor em confiabilidade nos laudos de HVI da história, com mais de 96% neste índice, o que garante maior credibilidade do algodão brasileiro nos mercados interno e externo.



Outra pauta prioritária dos nossos cotonicultores é a sustentabilidade. Em uma iniciativa pioneira no país, a Abrapa lançou, em 2012, o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que promove a gestão sustentável das fazendas e das beneficiadoras de algodão por meio da evolução progressiva de boas práticas sociais, ambientais e econômicas.


O ABR atua, desde 2013, em benchmarking com a Better Cotton Initiative (BCI), uma organização não governamental global que reúne em seu conselho de administração as principais marcas mundiais – como Nike, Adidas, Ralph Lauren, Levis, H&M, entre várias outras – e promove a adoção de práticas responsáveis no processo produtivo do algodão.


O programa completa 10 safras, com comprometimento crescente do produtor brasileiro. Atualmente, cerca de 80% das fazendas são certificadas com o selo ABR, auditado por empresas independentes de renome mundial.


O Brasil é o maior fornecedor mundial de algodão Better Cotton, com 36% de toda a produção mundial, e é o único país que possui uma certificação específica para o primeiro elo industrial da cadeia do algodão, o beneficiamento, atestando as boas práticas sustentáveis, desde a lavoura até a Unidade de Beneficiamento de Algodão (UBA).


Ações como essas, aliadas a novos recursos tecnológicos e pesquisas para melhoramento genético, vêm garantindo crescimento vertiginoso à produção brasileira de algodão, tanto em volume quanto em qualidade.  Na safra 2019/2020, chegamos a 3 milhões de toneladas, com a maior produtividade do mundo em regime de sequeiro.


Com o consumo da indústria têxtil nacional estabilizado em 700 mil toneladas por ano, passamos a buscar ativamente o mercado externo e trabalhar para mudar a percepção sobre a fibra brasileira. A realidade é que mesmo com indicadores médios de qualidade superiores aos dos Estados Unidos, nosso principal concorrente, estamos recebendo de 8% a 10% menos no preço da pluma que os norte-americanos.


Para diminuirmos essa diferença, os produtores precisam melhorar a qualidade do algodão brasileiro como um todo, a forma como apresentamos nossa pluma no mercado e a transparência dos dados desde o fardo até as análises do tipo HVI. Temos que mostrar ao mundo quem somos, o que pensamos e aquilo que fazemos.


Esse é o objetivo do projeto Cotton Brazil, lançado no ano passado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).  Com apoio dos ministérios da Agricultura (Mapa) e de Relações Exteriores (MRE) e da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), colocamos em prática um ambicioso plano de promoção internacional do algodão brasileiro e instalamos um escritório da Abrapa na Ásia, destino de 99% das exportações brasileiras de algodão.


Os primeiros frutos começam a ser colhidos. Estamos batendo recordes de exportações e o mercado externo está cada vez mais confiante no algodão brasileiro. Isso nos faz ter certeza de que a busca contínua do setor produtivo por qualidade e credibilidade é o caminho para levar o algodão produzido no Brasil ao topo do ranking mundial.


*Júlio Cézar Busato é presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), criada em 1999 e que representa 99% de toda a área plantada, 99% da produção e 100% da exportação do Brasil.


 


As ideias e opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do seu autor e não representam, necessariamente, o posicionamento da Revista Globo Rural.


Globo Rural – vozes do Agro - Júlio Cézar Busato - em 25 Jun 2021

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Vietnã e Indonésia sugerem intercâmbio técnico com Abrapa

25 de Junho de 2021

A troca de informações, em uma espécie de intercâmbio técnico, pode ampliar ainda mais o crescente comércio de algodão entre cotonicultores brasileiros e a indústria têxtil do Vietnã e da Indonésia. A sugestão esteve presente em dois webinars realizados nesta semana pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) na rodada de eventos Cotton Brazil Harvest 2021 Roundtable.


"Queremos apoiá-los a encontrar mais compradores. Para isso, é fundamental que o produtor brasileiro possa ter mais informações técnicas sobre a tecnologia de fiação usada no Vietnã", propôs Nguyen An Toan, presidente da Vietnam Cotton and Spinners Association (VCOSA).


No atual ano comercial, que começou em agosto de 2020 e segue até o mês que vem, o Vietnã já ampliou em 25% os volumes comprados de algodão brasileiro – passando de 298 mil toneladas, em 2019/20, para as 371 mil toneladas atuais. Num recorte de dez anos, o comércio exterior entre os dois países é 28 vezes superior, já que em 2010/11 o volume importado foi de 13 mil toneladas de pluma.


"A praticamente cada cinco fardos exportados pelo Brasil, um tem como destino final o Vietnã. Em todos os cinco primeiros meses de 2021, o Vietnã esteve entre os três maiores importadores do algodão brasileiro", informou o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato.


Quarto maior importador de algodão no mundo, a Indonésia também destacou o potencial do intercâmbio de informações técnicas com o Brasil. "Podemos e queremos ser treinados para processarmos ainda melhor a fibra brasileira. Quanto mais soubermos do algodão brasileiro, mais iremos consumi-lo", declarou Michelle Tjokrosaputro, presidente da indústria têxtil indonésia Dan Liris.


No ciclo 2010/11, o mercado indonésio adquiriu 97 mil toneladas da fibra brasileira. Dez anos depois, o volume aumentou quase 94%, chegando a 189 mil toneladas.


Cotton Brazil Harvest 2021 Roundtable é uma série de webinars realizado pelo programa de promoção internacional do algodão brasileiro, o Cotton Brazil. Idealizado e coordenado pela Abrapa, ele recebe apoio direto da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).


A última edição da mesa redonda virtual ocorre nesta terça (29), na Índia. Além de Vietnã e Indonésia, a Abrapa realizou rodadas de negócios com Bangladesh, Turquia, Paquistão e Coreia do Sul.

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Conselho de Ética do Algodão será presidido pela Abit

24 de Junho de 2021

Eleição dos integrantes para o biênio 2021-2023 ocorreu nesta quarta-feira (23)


A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) presidirá o Conselho de Ética do Algodão pelos próximos dois anos. A eleição dos novos integrantes ocorreu nesta quarta-feira (23), em reunião virtual.  A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) também integra o colegiado, ao lado da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) / Junta de Corretores.



O Conselho de Ética do Algodão foi criado em 2007, para promover os princípios de ética e zelar pelo bom relacionamento entre os participantes da cadeia do algodão. Entre suas atribuições está a mediação de conflitos, mediante concordância prévia das partes envolvidas.



Confira, abaixo, os membros eleitos para o biênio de 24.06.2021 a 24.06.2023:



Conselho Deliberativo


Presidente: Sérgio Armando Benevides Filho (Abit)


Vice-Presidente Mario Baptista da Silva Reis (BBM)


Tesoureira: Lorena Monteiro (Anea)


Secretário: Paulo Sérgio Aguiar (Abrapa)



Conselho Fiscal


1º José Aldo Teixeira (Abit)


2º Luiz Renato Zapparoli (Abrapa)


3º Henrique Snitcovski (Anea)


1º Suplente: Francisco Renato Linhares Tavares (BBM)


2º Suplente: Aroldo Torres (Abit)


3º Suplente: Miguel Faus (Anea)



Representantes da Abrapa no Conselho de Ética: 


Walter Yukio Horita (Abapa)


Luiz Renato Zapparoli (Agopa)


Paulo Sérgio Aguiar (Ampa)



Representantes da Abrapa no Conselho consultivo da entidade:


Haroldo Rodrigues da Cunha – ex-presidente da Abrapa e do Conselho de Ética do Algodão


Milton Garbugio – ex-presidente da Abrapa e do Conselho de Ética do Algodão

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Mercado da fibra vive momento positivo, com crescimento da demanda e preços remuneradores para o produtor

24 de Junho de 2021

Foi dada a largada na colheita da safra 20/21 de algodão. Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul saíram na frente. Os outros estados produtores só iniciam os trabalhos entre junho e julho. Entre eles, Mato Grosso e Bahia, os maiores produtores nacionais da fibra.


As máquinas vão ao campo em meio a uma expectativa positiva, apesar de apontar para números finais menores no volume. Isso acontece devido à reação nos preços das plumas conseguiu inserir ânimo ao final de uma safra complicada.


A estimativa é de uma produção 20% menor neste ciclo, cerca de 2,41 milhões de toneladas de algodão em pluma. O motivo para esta queda é a diminuição da área plantada no País, que também diminuiu 17% e alcançou pouco mais de 1,35 milhão de hectares.


O ano que passou foi desafiador para a cotonicultura brasileira. O setor viu a demanda mundial pela fibra cair de 26 milhões de toneladas para 22 milhões, reflexo da crise provocada pela pandemia da Covid-19.


Além disso, outras culturas estavam mais rentáveis, como a soja e o milho. Fatores como estes influenciaram a tomada de decisão dos produtores no momento da semeadura.


O cenário agora é completamente diferente. "No momento do plantio os preços estavam abaixo do custo de produção. Agora o mercado retomou. A demanda voltou quase ao patamar normal", disse o presidente da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), Júlio Cézar Busato.


Com a procura em alta e os preços em excelente patamar, os produtores estão otimistas. "Com a valorização que houve da pluma e do caroço, a gente acredita que quem optou pelo plantio da cultura possa ter um bom resultado", conta o presidente da Appa (Associação Paulista dos Produtores de Algodão), Peter Derks.


O estado, que está em plena colheita, plantou 4,7 mil hectares e deve registrar produtividade média de 280 arrobas por hectare.


Exportações x Consumo doméstico  


Cerca de 80% de tudo que vai ser colhido no País já foram comercializados. Mas há um detalhe importante: pelo menos 60% foram vendidos abaixo de 65 centavos de dólar por libra peso, valor inferior aos preços praticados agora, que variam entre 84 e 90 centavos de dólar, segundo dados da Abrapa.


Só em abril, as exportações brasileiras de algodão totalizaram 176.995 toneladas, 95% a mais que o embarcado no mesmo período de 2020.


A China, com 32%, e o Vietnã, com 16%, lideram o ranking de compradores da pluma brasileira. Com crescimento de 10%, a demanda mundial está estimada em 24,9 milhões de toneladas no ciclo 20/21, no momento em que se espera uma redução de 6,5% na produção mundial.


O cenário positivo já se reflete no próximo plantio. "A área deve crescer de 10 a 12%, depende do comportamento do mercado", antecipa Busato. Pelo menos 30% da produção futura também já foram negociados.


Diante de uma perspectiva tão boa no mercado externo, a indústria nacional passou a questionar se poderia faltar produto para abastecer o mercado brasileiro. A resposta do presidente da Abrapa é enfática:


"Não existe risco de faltar algodão este ano. As indústrias brasileiras estão abastecidas ou estão se abastecendo" 


Luiz Carlos Bergamaschi.


Além disso, com certeza, esse algodão que está chegando no mercado (referente ao começo da colheita) vai abastecer o mercado nacional.


O consumo doméstico da fibra é de 700 mil toneladas. A previsão é de que chegue a 720 mil toneladas em 2021. Busato também alerta para a importância de se fechar contratos antecipados e destaca que o algodão brasileiro é de alta qualidade e o mais barato do mundo, portanto, bem mais competitivo.


Grandes produtores 


 


Maior fornecedor brasileiro de algodão, com 70% da produção, o Mato Grosso plantou 950 mil hectares com a cultura nesta safra, segundo a Abrapa. O atraso na colheita da soja reduziu em 17% a área cultivada no estado.


A Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão) também estima queda na produtividade. A colheita está prevista para o fim de junho.


Outro estado que colhe em junho é a Bahia, segundo maior produtor da fibra. "A safra ainda não está definida, mas deve repetir o que vem acontecendo nos últimos anos, desde 2017", é o que diz o presidente da Abapa (Associação Baiana dos Produtores de Algodão), Luiz Carlos Bergamaschi.


Os cotonicultores baianos plantaram no ciclo atual quase 267 mil hectares, contra 313 mil na temporada passada. A produção está prevista entre 500 mil e 508 mil toneladas de algodão em pluma. A safra anterior chegou perto de 600 mil toneladas.


Por lá, 70% da safra foram comercializados. A maior parte foi negociada por um bom preço, cerca de 77 centavos de dólar por libra peso. "Valor que remunera o produtor. Não como soja e milho, mas remunera", explica Bergamaschi. A expectativa é de recuperação na área plantada, de 10 a 15%, no próximo ciclo.


 


Qualidade certificada


Enquanto os produtores se preparam para iniciar os trabalhos de colheita, no Centro de Análise de Fibras da Abapa a expectativa é para a classificação da safra. Cerca de 3 milhões de amostras da pluma serão processadas, volume praticamente igual ao da safra 19/20.


Este ano, o laboratório baiano vai classificar também o algodão do Maranhão – em torno de 200 mil amostras –, e passa a analisar toda a pluma do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). A qualidade esperada para a produção da Bahia é das melhores, afinal, o clima ajudou.


O centro da Abapa é modelo no Brasil, com taxa de confiabilidade em torno de 99%, pelos programas do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA/Abrapa).


Outra novidade prevista para este ano é a implementação do Programa de Certificação de Conformidade Oficial do Algodão Brasileiro. Trata-se de uma certificação inédita para a fibra por parte do Ministério da Agricultura.


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Simulação em condição ideal, com certificação da unidade produtiva em todas as safras de a desão


O projeto está em fase final de estruturação e, de acordo com informações divulgadas pela Abrapa, vai permitir a consolidação da boa imagem do algodão do Brasil no mercado internacional. Será uma garantia de identidade, qualidade e segurança dos resultados das análises realizadas pela rede de laboratórios privados, sob supervisão da associação, por meio do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI).


"A certificação atenderá às exigências dos mercados interno e externo e garantirá a credibilidade necessária para que o algodão brasileiro seja reconhecido como um dos melhores do mundo, levando junto a certificação/licenciamento socioambiental dos programas ABR/BCI e o sistema de rastreabilidade (SAI) que já garante a identificação de todos os fardos de algodão produzidos pelos cotonicultores brasileiros", avaliou o presidente da Abrapa, em reportagem divulgada no site da entidade.


Matéria publicada originalmente no portal: https://agriculture.basf.com/br/pt/conteudos/cultivos-e-sementes/algodao/PR-SP-MS-abrem-colheita-nacional-de-algodao.html

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Avança processo para criação de programa de auto-controle

24 de Junho de 2021

Empenhada na implementação do Programa de Certificação de Conformidade Oficial do Algodão Brasileiro, a Abrapa levou representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para um dia de campo em Cristalina/GO. Em visita à Fazenda Pamplona, do Grupo SLC, nesta quarta-feira (23), os técnicos conheceram todas as etapas do processo produtivo, da colheita ao emblocamento dos fardos por HVI.



O objetivo central da diligência foi verificar o procedimento de coleta de amostras de algodão para classificação visual e por instrumentos de alto volume. A certificação oficial será uma garantia de identidade, qualidade e segurança dos resultados das análises de qualidade.



O gerente da Fazenda Pamplona, Marcelo Peglow, e o coordenador administrativo de Classificação Take-Up, Edson Lima, recepcionaram a missão, integrada pelo Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Glauco Bertoldo, pelo coordenador-geral de Qualidade Vegetal, Hugo Caruso, pelo coordenador de Fiscalização da Qualidade Vegetal, Cid Alexandre Oliveira Rozo, e pela Coordenadora de Regulamentação da Qualidade Vegetal, Karina Fontes Coelho Leandro. O gestor do programa SBRHVI da Abrapa, Edson Mizoguchi, também acompanhou.



"A visita técnica foi muito importante para verificação da conformidade da retirada das amostras e da rastreabilidade do algodão, desde a colheita", avalia o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero. Há duas semanas, a mesma equipe esteve no laboratório da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) para conhecer os procedimentos-padrão adotados por todos os laboratórios de análise de algodão cadastrados no programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). "O próximo passo é a elaboração de um manual de coleta das amostras, para que possamos avançar no documento oficial de certificação", explica Portocarrero.

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Plano Safra 2021/2022 dobra recursos para práticas sustentáveis

23 de Junho de 2021

Linhas de financiamento contemplam produção de bioinsumos on farm


O incentivo a soluções tecnológicas sustentáveis e práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção dos recursos naturais está entre as medidas do Plano Safra 2021/2022, anunciado na terça-feira (22) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).  O governo federal destinará R$ 251,22 bilhões para apoiar o próximo ciclo, sendo R$ 177,78 bilhões para custeio e comercialização e R$ 73,4 bilhões para investimentos – 29% a mais que no Plano anterior. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2021 a 30 de junho de 2022.



O Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), principal linha para financiamento de técnicas sustentáveis, foi reforçado.  Estão previstos R$ 5,05 bilhões, o dobro da temporada anterior, com taxa de juros de 5,5% e 7% ao ano, carência de até oito anos e prazo máximo de pagamento de 12 anos.



Uma das novidades do ABC é o estímulo à aquisição e construção de instalações para a implantação ou ampliação de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso próprio. A prática, crescente entre os cotonicultores, vem sendo incentivada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com as associações estaduais. “Foi uma decisão muito acertada em função dos resultados técnicos positivos, alta viabilidade econômica e benefícios ambientais envolvidos”, avalia o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato.



Ele destaca, também, o crescimento de 84% no volume de recursos destinados ao Programa de Construção de Armazéns (PCA). Estão previstos R$ 4,12 bilhões, com limite de R$ 25 milhões por beneficiário, juros entre 5,5% e 7% ao ano e prazo máximo de 12 anos com carência de 3 anos. O Moderfrota contará com R$ 7,53 bilhões e juros de 8,5% ao ano, enquanto o Moderagro terá R$ 1,89 bilhão, com taxa de juros de 7.5% ao ano.



O Plano Safra 2021/2022 destina R$ 1,35 bilhão, com juros de 7,5% ao ano, para o Proirriga, programa de financiamento da agricultura irrigada. Já o Inovagro, voltado para o financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais, terá R$ 2,6 bilhões. O pacote incentiva, ainda, projetos de implantação, melhoramento e manutenção de sistemas para a geração de energia renovável. O limite de crédito coletivo para projetos de geração de energia elétrica a partir de biogás e biometano será de até R$ 20 milhões.




Confira as linhas disponibilizadas:

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Embarques de algodão têm desempenho recorde em maio

23 de Junho de 2021

O volume recorde de exportações de algodão e as ações de promoção da pluma brasileira no mercado externo foram alguns dos temas abordados pelo Canal Agro Mais, em entrevista, com o presidente da Abrapa, na última sexta-feira (18). Júlio Busato contou que a China ultrapassou o mercado interno como principal consumidor da fibra brasileira, com 730 mil toneladas adquiridas, na temporada 20/21.


Assista: https://youtu.be/NXO22pnBAYU


Canal Agro Mais em 18.06.2021

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Brasil participa da China International Cotton Conference

21 de Junho de 2021

Gigante asiático é o principal destino das exportações brasileiras de algodão


Maior importador de algodão do mundo, a China é prioridade para os cotonicultores brasileiros. Para estreitar laços comerciais, o Brasil marcou presença na China International Cotton Conference (CICC), organizada pela China Cotton Association (CCA), nos dias 17 e 18 deste mês, em Suzhou. A participação foi promovida pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e a Anea, como parte do programa de  promoção internacional da fibra brasileira, o Cotton Brazil,


Embora ocupe o topo do ranking global de produtores de algodão, a China não atende sua demanda interna na totalidade pois é, também, o maior consumidor da fibra. De acordo com o Departamento de Agricultura Norte-Americano (USDA), a safra chinesa de 2020/2021 totaliza 6,4 milhões de toneladas, para uma demanda estimada de 8,6 milhões toneladas. Para cobrir o déficit, o gigante asiático acaba de anunciar cota extra de importação de 700 mil toneladas, que ainda não foram alocadas.


De olho nas oportunidades chinesas, a Abrapa montou um estande promocional em Suzhou, para divulgar informações e fazer networking com indústria têxtil, fiações, importadores e rede varejista de vestuário durante a CICC.  Além disso, dentro do bloco de discussões "Sustainable Development of the Global Cotton Industry Chain", na sexta-feira, foi realizada uma palestra sobre números da safra e projeções da produção brasileira de algodão. Outra novidade foi o lançamento do canal do Cotton Brazil na plataforma Wechat, com conteúdo específico para o público chinês.


"O diálogo comercial entre Brasil e China é prioritário em nossa pauta do mercado internacional do algodão e tende a se intensificar, pois nossos objetivos são complementares", destaca o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato. O Brasil responde por 37% das importações chinesas da pluma e quer aumentar esta fatia.


O país asiático já é o principal cliente do algodão brasileiro, e os números só crescem. Entre 2011 e 2021, os embarques para a China aumentaram 792% –  o percentual pode ser maior, pois ainda restam dois meses para o encerramento do ano comercial. "Além da qualidade da nossa fibra estar em níveis crescentes, outro atrativo é que produzimos volume suficiente para exportar a pluma ao longo dos 12 meses do ano", explica Busato.


Nos últimos 60 dias, a Abrapa selou parceria comercial com duas importantes organizações do setor têxtil chinês. Tanto a China National Cotton Exchange (CNCE) como a China Cotton Association (CCA), promotora da conferência em Suzhou, assinaram Memorandos de Entendimento para aproximar o setor industrial chinês dos cotonicultores brasileiros.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa

18 de Junho de 2021

ALGODÃO PELO MUNDO #24/2021


Algodão em NY - Semana tensa para commodities nas bolsas.  Começando na segunda, com algodão atingindo limite de baixa contaminado pelas quedas nos grãos em Chicago e depois influenciado por fatores macroeconômicos . O contrato Dez/21 fechou em 84,06 U$c/lp, queda de 4,7% nos últimos 7 dias.



- Preços - Ontem (17/6), o algodão brasileiro estava cotado a 97,25 U$c/lp (-100 pts) para embarque em Out-Nov/21.  O basis médio deste mês está em +962 pontos (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).



- Baixistas - Esta semana o FED (Banco Central dos EUA) manteve as taxas de juros em 0%, mas sinalizou que as taxas começarão a subir antes do esperado por conta da inflação.  Com este movimento, o dólar se fortaleceu e por consequência pressionou as commodities.



- Baixistas 2 - O dólar mais forte reduz a demanda por commodities pois estas são precificadas na moeda americana.  Por isso, há uma relação inversa entre valor do dólar em relação à outras moedas e cotação das commodities.



- Baixistas 3 - Apesar das ameaças de uma tempestade tropical na região do Golfo do México e das previsões para o Texas serem de precipitações aquém do normal nos próximos dias, não há dúvidas que no momento a seca que atinge principalmente o Oeste do Texas é menor que há algumas semanas.



- Altistas 1 - Os números de exportação dos EUA e do Brasil seguem muito bem.  Faltando um mês e meio para o fim do ano comercial, o Brasil está próximo de superar 2,3 milhões de tons, enquanto os EUA seguem no ritmo de exportar 3,58 milhões de tons.



- Altistas 2 - O bom desempenho das exportações causará grande aperto no quadro de oferta e demanda dos dois países.



- Paquistão 1 - Nesta semana, a Cotton Brazil Harvest 2021 Roundtable passou pelo Paquistão, 3º maior importador do algodão brasileiro, com 12% de marketshare e evolução de 524% nas compras nos últimos 10 anos.



- Paquistão 2 - Lá, o cenário é otimista. "Operamos em capacidade total desde julho/20. Há 15 anos, não vejo tanto entusiasmo como agora", afirmou Adeel Tata, diretor de operações da TATA Pakistan, uma das maiores indústrias têxteis do país.



- Coréia do Sul - Bons ventos também na Coreia do Sul, outro país que recebeu webinar do Cotton Brazil nesta semana. A indústria coreana aumentou capacidade de produção e desde o último trimestre de 2020 a tendência é de alta, garantiu o presidente da Spinners and Weavers Association of Korea (SWAK), Joon Kim.



- China 1 - A Abrapa marca presença na China International Cotton Conference, evento da China Cotton Association/CCA realizado ontem (17) e hoje (18) em Suzhou, China.



- China 2 - Além de estande promocional e palestra sobre números de safra e projeções na programação oficial, o programa Cotton Brazil lançou seu canal na plataforma Wechat, com conteúdo específico para o público chinês.



- China 3 - A China tem estado bastante ausente do mercado nas ultimas semanas, uma vez que as novas quotas de importação ainda não foram alocadas.



- India - A Cotton Association of India reduziu esta semana a previsão de produção do país para 6,05 milhões de toneladas (USDA estimou 6,21) e aumentou o consumo para 5,53 milhões de toneladas (USDA estimou 5,12).



- Plantio - Os EUA já semearam 90% da área prevista (+19pp na semana). No Paquistão, o plantio já atingiu 80%.  Na Índia, plantio em áreas de sequeiro seguem avançando com a chegada das monsões, principalmente nos estados do Sul.



- Agenda - Na semana que vem, a Cotton Brazil Harvest 2021 Roundtable passa pelo Vietnã (22) e pela Indonesia (24). A série de webinars promovidos pelo Cotton Brazil é realizada em parceria com Anea e Apex.



- Colheita - A Abrapa informa o andamento da colheita da safra 2020/21 de algodão no Brasil até ontem (17/6): BA e TO (1,5%); MA (2%); MG (7%), MS (5%), SP (62%) e PR (80%). Total Brasil: 1% colhido.



- Exportações - O Brasil exportou 47,2 mil tons de algodão nas duas primeiras semanas do mês de junho. Volume bem próximo das 56,7 mil tons exportadas durante o mês inteiro de jun/20.



Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com



- Preços - Consulte tabela abaixo

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Paquistão e Coréia do Sul pretendem intensificar importações da pluma brasileira

18 de Junho de 2021

Intenção foi manifestada, esta semana, em webinars da Cotton Brazil Harvest 2021 Roundtable 


O reaquecimento do consumo tem deixado indústrias têxteis e fiações por todo o mundo otimistas. A notícia é positiva para aos cotonicultores brasileiros, que ouviram de empresários paquistaneses e sul-coreanos a intenção de ampliar a produção com a fibra nacional.



O diálogo com os dois países ocorreu, esta semana, durante a Cotton Brazil Harvest 2021 Roundtable, promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).



"Nossa indústria está rodando em capacidade total, desde julho do ano passado. Em 15 anos, não vi tanto entusiasmo como agora", afirmou Adeel Tata, diretor de operações da TATA Pakistan, uma das principais indústrias têxteis paquistanesas, durante o encontro virtual. Atualmente, o Paquistão é o terceiro maior comprador de algodão brasileiro, respondendo por 12% de marketshare.



O aumento na capacidade das indústrias têxteis paquistanesas, somado à diminuição da produção local de algodão, explica o incremento de 545% nas compras da fibra brasileira, nos últimos 10 anos. No acumulado do ciclo 2020/21 – até maio deste ano – o volume já atingiu 265,7 mil toneladas, contra 42,5 mil toneladas, na temporada 2009/10.



Pensando no futuro da parceria, o empresário Adeel Tata reforçou a importância de preços acessíveis e de uma visibilidade maior para a sustentabilidade da produção brasileira . "Em minha viagem ao Brasil, fiquei com ótima impressão, pois os agricultores têm reservas naturais dentro de suas propriedades. As áreas de preservação ambiental em meio às plantações são incríveis e me deixaram muito satisfeito", lembrou Tata.



A disposição em fortalecer a parceria com o Brasil também foi manifestada no webinar com empresários da Coréia do Sul.  "Desde o último trimestre do ano passado, a tendência é de alta", informou o presidente da Spinners and Weavers Association of Korea (SWAK), Joon Kim. Segundo ele, há meses a capacidade de fabricação de tecidos e vestuário tem se ampliado. "E ainda há demanda para ser atendida", reiterou.



As importações tendem a continuar, segundo Howard Yoo, da Di Dong Il. "Gostaríamos de manter a conexão e a colaboração com os cotonicultores brasileiros. Após a pandemia, queremos visitar o Brasil para conhecer, a fundo, a produção local". No ciclo 2019/20, o mercado sul-coreano importou 43,6 milhões de toneladas de algodão brasileiro. O volume se ampliou na atual temporada, já acumulando 70,6 milhões de toneladas.



O presidente da (Anea), Miguel Faus, manifestou otimismo com o que escutou dos potenciais compradores.   "Estamos com uma grande demanda em diversos produtos e esperamos que esse ritmo se mantenha pelos próximos anos", disse.



Os cotonicultores brasileiros garantiram que estão preparados para suprir a procura pela pluma nacional com qualidade e certificação. "Nos tornamos um grande exportador há apenas quatro anos e queremos crescer ainda mais. Para isso, buscamos rentabilidade e mercado, e esse contato direto com os importadores do nosso algodão é fundamental", avaliou o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato.



A expectativa de produção do algodão no Brasil, na temporada 2020/21, é de 2,35 milhões de toneladas e, apesar de uma queda na área de plantio nacional, será a terceira maior safra do país. Atualmente, o Brasil já absorve 23% da demanda global da indústria têxtil.

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