Banco do Brasil amplia e refina serviço para megaprodutores do agronegócio
24 de Agosto de 2021
Agora vai. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão
(Abrapa) está otimista com a adoção do "Blue Card", uma espécie de visto que vai atestar a qualidade da pluma nacional exportada. A expectativa é que os trâmites para o selo avancem após a aprovação pelo Ministério da Agricultura, na última semana, da certificação voluntária de produtos de origem vegetal. "A ideia é adotar o selo para a próxima safra, 2021/22", diz Júlio Cézar Busato, presidente da Abrapa.
Disputa. A iniciativa da Abrapa é inspirada no "Green Card": selo de qualidade para o algodão norte-americano, principal concorrente da fibra brasileira no exterior. Com o Blue Card, a Abrapa espera aumentar a valorização da pluma local. "Em 2020,
Movimento Sou de Algodão lança projeto de conexão de negócios entre marcas parceiras
Com Sou de Algodão Conecta, as mais de 650 marcas podem fortalecer o networking e gerar negócios em colaboração
23 de Agosto de 2021
O Movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) lança, no mês de agosto, o Sou de Algodão Conecta. O novo pilar de negócios tem como objetivo ampliar o relacionamento entre as mais de 650 marcas parceiras do Movimento e gerar colaborações de sucesso, além de chamar atenção de outras companhias do segmento têxtil para entrarem no grupo de empresas que utilizam o algodão no Brasil. O primeiro encontro ocorrerá online no dia 24 deste mês, às 19h, exclusivamente para representantes das marcas parceiras. O tema principal será "As gerações e o comportamento do consumidor: como a indústria da moda e a cadeia produtiva vêm se adaptando à nova realidade", e os participantes do debate são o Instituto de Pesquisa Locomotiva, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), além da própria Abrapa
Segundo Júlio Cézar Busato, presidente da Abrapa, o Sou de Algodão Conecta será um importante elo entre a cadeia produtiva, as empresas que já aderiram ao Sou de Algodão e aquelas que desejam entender mais sobre a iniciativa. "Hoje contamos com mais de 650 parceiros que já fazem a diferença no mercado têxtil e queremos compartilhar o conhecimento, projetos de sucesso e benefícios que as marcas conquistam ao se juntarem ao Movimento. Além disso, sempre traremos informações importantes sobre o algodão e como a fibra movimenta a economia nacional, tornando o Brasil o segundo maior exportador do mundo".
O Sou de Algodão Conecta trará às marcas um amplo apoio institucional para movimentar negócios e parcerias. A cada encontro será possível reunir informações, dados de mercado e troca de experiências entre marcas, estilistas e produtores associados. "Dessa forma, vamos conectar empresas de Norte a Sul do país, estimular o conhecimento e alavancar projetos que
irão fortalecer toda a cadeia e trarão benefícios para as marcas, para o setor e para o consumidor final", ressalta Busato.
Na primeira fase do projeto, todos os encontros serão realizados online, por meio de webinars, sempre com temas diferentes. Entre os assuntos debatidos, destaca-se a importância do networking, treinamento de etiquetagem de produtos, apoio institucional para atuar no mercado e-commerce, como escolher o melhor tecido sustentável e atitudes inteligentes e conscientes que vão atrair o consumidor que busca novas práticas responsáveis social e ambientalmente.
Todas as marcas parceiras presentes no Sou de Algodão Conecta vão receber, ao final de cada encontro, conteúdos dos encontros para estudos e projeção de novas ações. "Todo o nosso conhecimento será compartilhado para que as companhias divulguem e promovam a importância do algodão responsável. Queremos que, por meio deles, outras empresas entendam e se interessem em ser parceiras e consigam passar ao consumidor o valor que a fibra tem para o Brasil", finaliza o executivo.
Sobre Sou de Algodão
É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 36% de toda a produção mundial de algodão responsável.
Algodão/Abrapa: Movimento Sou de Algodão ja tem parceria com 650 empresas
23 de Agosto de 2021
Algodão/Abrapa: Movimento Sou de Algodão ja tem parceria com 650 empresas
São Paulo, 20/08/2021 - O Movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), totalizou parceria com 650 empresas ao fim do primeiro semestre deste ano, informou a organização do movimento em nota. A meta da organização era alcançar este número de parcerias até o fim do ano.
As marcas que aderem ao projeto se comprometem a utilizar no mínimo 70% de algodão na composição das suas peças. As confecções representam 78,46% das empresas que aderiram ao movimento, seguidas pelos artesanatos (10,15%) e pelas tecelagens (5,38%). A maior parte das empresas, 49%, é da região Sudeste. Outros 34% são do Sul, 10% do Nordeste e 1% do Centro-Oeste e Norte.
Portaria regulamentando procedimentos foi publicada pelo Mapa em 12 agosto
22 de Agosto de 2021
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) definiu os requisitos e critérios para a Certificação Voluntária dos produtos de origem vegetal destinados à exportação. A regulamentação está na Portaria 375, publicada no Diário Oficial da União do dia 12 de agosto. Com vigência a partir de 1º de setembro de 2021, as normas abrem caminho para a implementação do Programa de Certificação de Conformidade Oficial do Algodão Brasileiro.
A certificação oficial será coordenada pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal – Dipov do ministério. O procedimento, que inclui inspeção documental e física, atestará que a amostra de algodão utilizada para análise de qualidade da fibra foi retirada de acordo com os protocolos estabelecidos e corresponde ao fardo que será comercializado.
A Abrapa, em parceria com o Mapa, oferecerá um treinamento para os responsáveis técnicos indicados pelas Unidades de Beneficiamento de Algodão, para que possam atuar como inspetores credenciados. Esses profissionais estarão habilitados para acompanhar o processo de retirada das amostras e emitir o documento de avaliação de conformidade.
O Sistema Abrapa de Identificação-SAI será utilizado para recepcionar as informações geradas. O atestado de conformidade do procedimento migrará, através de um web service, para o sistema do Ministério da Agricultura que, mediante o recolhimento de uma taxa pelo produtor, emitirá o Certificado de Conformidade de Produto de Origem Vegetal que acompanhará o fardo de algodão até o seu destino final.
"A certificação oficial é uma conquista dos produtores de algodão, nos possibilita dar maior segurança e garantia aos compradores, fortalecendo a relação de confiança e valorizando nosso produto", avalia Júlio Cézar Busato, presidente da Abrapa. "Nosso algodão já é certificado sob o ponto de vista ambiental, social e econômico dentro das fazendas produtoras e das unidades de beneficiamento. Com o reconhecimento do governo brasileiro quanto à lisura do procedimento de coleta das amostras, passamos a ter um produto 100% certificado", afirma.
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
ALGODÃO PELO MUNDO #33/2021
20 de Agosto de 2021
- Algodão em NY - Após atingir as maiores cotações dos últimos 9 anos na última terça-feira, o mercado se retraiu e fechou a semana em baixa. O contrato Dez/21 fechou em 92,76 U$c/lp, queda de 0,6% nos últimos 7 dias.
- Preços 1 - Ontem (19/8), o algodão brasileiro estava cotado a 106,50 U$c/lp (+350 pts) para embarque em Out-Nov/21 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).
- Baixistas 1 - O Banco Central dos EUA (Fed) demonstrou intenção de reduzir a aplicação de estímulos ainda este ano, o que causou alta do dólar e queda generalizada nos mercados de commodities e ações.
- Baixistas 2 - Após o início da crise causada pela Covid-19, o Fed adotou uma politica monetária expansionista, reduzindo juros, comprando papéis, injetando trilhões de dólares na economia, estimulando consumo e alta dos ativos.
- Altistas 1 - Continua repercutindo nesta semana o relatório mensal de agosto do USDA, que reduziu a estimativa da safra americana deste ano. A previsão, entretanto, parece inconsistente com as condições das lavouras por lá (67% de boas a excelentes).
- Altistas 2 - Vendas de exportações dos EUA da última semana foram animadoras, ficando em 312.500 fardos, com a China voltando às compras e absorvendo metade do volume.
- Altistas 3 - Os enormes gargalos logísticos atualmente enfrentados no comércio internacional têm forçado as indústrias a estarem mais agressivas no mercado de modo a garantir matéria-prima e a evitar repasse de possíveis novas altas nos fretes.
- China 1 - Apesar da relação de preço estar mais desfavorável ao algodão em relação ao poliéster nos últimos meses, fiações Chinesas têm reportado melhores margens com algodão do que com a fibra artificial.
- China 2 - Na sexta semana de leilões de algodão da reserva estatal, novamente 100% dos lotes ofertados foram adquiridos pelo mercado.
- Índia - No maior produtor do mundo, já foram plantados 12 milhões de hectares de algodão, 93% do total.
- Bangladesh - Com os enormes congestionamentos no porto de Chittagong, fiações têm buscado cada vez mais algodão Indiano, transportado por terra.
- Austrália - Com o boicote Chinês ao algodão Australiano, o Vietnã assumiu o posto de principal destino das exportações do país da Oceania, seguido pela Indonésia.
- Fretes - Fretes marítimos atingiram o maior valor em mais de 11 anos de acordo com acompanhamento da Baltic Exchange.
- Portos 1 - Em nota divulgada ontem, a ANEA expressou preocupação com limitações logísticas provocadas pela retomada do comércio mundial pós-pandemia.
- Portos 2 - A entidade vê com preocupação a chegada da alta temporada de exportações de algodão do Brasil (Ago-Dez) e pede pela disponibilização de mais navios e containers por parte dos armadores para atender à demanda.
- Exportações - O Brasil exportou 25,5 mil tons de algodão nas duas primeiras semanas do mês de agosto/21.
- Colheita - Até ontem (19/8): BA e TO (71%); GO (91%), MA (51%); MG (73%), MS (100%), MT (65%), PI (90%) SP (96%) e PR (100%). Total Brasil: 67% colhido.
- Beneficiamento - Até ontem (19/8): BA e TO (33%); GO (39%), MA (18%); MG (35%), MS (57%), MT (15%), PI (47%) SP (96%) e PR (100%). Total Brasil: 21% beneficiado.
Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com
Brasil exporta 2,4 milhões de toneladas de algodão e bate recorde Resumo
20 de Agosto de 2021
O mercado aquecido de algodão foi o tema de entrevista realizada na última segunda-feira (16) com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, no programa Agricultura BR do Canal do Boi. Busato destacou os dados da recém encerrada temporada 20/21 de exportações e o potencial de crescimento junto aos compradores externos. O Brasil já é o segundo maior exportador mundial da fibra.
Grupo quer conhecer modelo produtivo brasileiro e laboratórios de classificação de algodão
19 de Agosto de 2021
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Abrapa recebeu, em sua sede, em Brasília, uma delegação com representantes da cadeia produtiva do algodão do estado mexicano de Chihuahua. A visita, organizada pela Embaixada do Brasil no México, ocorreu nesta terça-feira (17).
A região de Chihuahua responde por 75% de toda a produção de algodão do México, equivalentes a cerca de 1,2 milhão de fardos. A comitiva – integrada por Cornelius Letkeman Banman, Victor Enns Friessen, Jacob Banman Wiebe, Johan Teichroeb Rempel e Ruben Reyes Castillo – veio conhecer o modelo produtivo do algodão brasileiro e a operação do laboratório central de classificação HVI, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA).
O diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, recepcionou o grupo e fez uma apresentação detalhada sobre os programas e certificações do algodão brasileiro. Na sequência, os mexicanos fizeram uma visita técnica ao CBRA, sob orientação do gestor do programa SBRHVI da Abrapa, Edson Mizoguchi.
A comitiva ainda fará visitas na Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e na Associação baiana dos produtores de Algodão (Abapa) para conhecer mais sobre o processo de produção do algodão nos estados e seus laboratórios de classificação.
Premiação do 13º CBA fomenta pesquisa sobre algodão nas universidades
Concurso é aberto a estudantes, professores e pesquisadores
18 de Agosto de 2021
O incentivo à pesquisa e à disseminação de conhecimento é um dos objetivos do Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), promovido a cada dois anos pela Abrapa. A excelência da produção acadêmica é reconhecida por meio de uma premiação, que oferece bolsas de estudo e participações em congressos internacionais aos melhores trabalhos científicos.
O CBA nasceu justamente como um encontro de pesquisadores, em 1997, organizado pela Embrapa Algodão. Ao longo de 24 anos, ganhou maior dimensão e participação efetiva do setor produtivo e de empresas, mas a produção técnico-científica continuou sendo prioridade. Foi assim que surgiu a ideia de premiar as melhores pesquisas. “Tentamos evoluir e valorizar um pouco mais esses trabalhos, para estimular jovens profissionais e professores orientadores das universidades a trabalharem com algodão”, conta Jean Belot, pesquisador do Instituto Matogrossense do Algodão (IMAmt) que participou de todas as edições do Congresso e é coordenador-geral da Comissão Científica do 13º CBA.
Segundo Belot, o fomento ao trabalho das universidades é a estratégia adotada pelos Estados Unidos, principal concorrente brasileiro na disputa pelo mercado internacional da pluma. “Nossa avaliação é muito clara, não podemos sustentar uma cadeia produtiva tão importante como a do algodão sem uma pesquisa forte, temos que pensar no futuro”, enfatiza.
Temas de pesquisa
Nas primeiras edições, o Congresso Brasileiro do Algodão abrangia trabalhos técnico-científicos em inúmeras áreas de conhecimento, de estatística a difusão de tecnologias, sementes, práticas culturais e mecanização. Os estudos acompanharam a evolução e as demandas da cadeia produtiva. “As pragas e o custo de manejo sempre foram um gargalo. As instituições tiveram que desenvolver novas cultivares mais resistentes, mais produtivas e de melhor qualidade, visando oferecer maior rentabilidade ao produtor”, relata Odilon Reny, chefe administrativo da Embrapa Algodão e integrante da comissão científica do CBA, desde a 2ª edição.
A produção científica e a união da cadeia produtiva propiciaram um salto na cotonicultura brasileira nas últimas duas décadas. O país passou de segundo maior importador para segundo maior fornecedor global de algodão e, com o apoio das universidades e instituições de pesquisa, pretende chegar ao topo do ranking mundial nos próximos anos.
Na avaliação de Fernando Lamas, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste que participa desde a primeira edição do CBA, o grande desafio dos pesquisadores é pensar a sustentabilidade da cultura. “Temos que desenvolver modelos de produção que permitam reduzir as emissões de CO2 e chegar num algodão carbono neutro ou carbono zero, até para atendermos a demanda dos países importadores e do consumidor brasileiro”, avalia.
Premiação no 13º CBA
Se você é pesquisador e se interessa pela cotonicultura, chegou a hora de planejar seu próximo estudo. As inscrições para a premiação científica do 13º CBA – que acontece de 16 a 18 de agosto de 2022, em Salvador - começam em 05 de abril do ano que vem.
Os trabalhos deverão abordar temas inovadores, criativos e com proposição de soluções para problemas enfrentados pela cadeia produtiva do algodão em oito áreas de conhecimento:
I – Produção Vegetal – Fisiologia, Fitotecnia, Nutrição de Plantas e Sistemas de Produção;
II – Agricultura Digital – Agricultura de Precisão e Inteligência Artificial;
III – Colheita/ Beneficiamento/ Qualidade de Fibra e do Caroço;
IV – Controle de Pragas – Entomologia e Biotecnologia;
V – Fitopatologia e Nematologia;
VI – Matologia e Destruição de Soqueira;
VII – Melhoramento Vegetal e Biotecnologia e
VIII – Socioeconomia.
Serão premiados os melhores estudos nas categorias Estudante de Graduação, Estudante de Pós-Graduação, Áreas Temáticas (pesquisadores de qualquer instituição) e Professor Orientador.
Os trabalhos serão analisados pela Comissão Científica do 13º CBA, que escolherá 12 a serem apresentados de forma oral por seus autores no Congresso do ano que vem.
Nota à Imprensa é assinada pela Abrapa e pela Ampa
17 de Agosto de 2021
A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (ABRAPA) e a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (AMPA) divulgaram, nesta terça-feira (17), nota à imprensa em apoio ao Estado Democrático de Direito e às Instituições que garantem a segurança jurídica na democracia brasileira.
No documento, as entidades se posicionam em defesa da atuação independente e harmônica entre os Poderes e contra ataques à Constituição Federal ou os Pod.
Mesmo com reajuste de 6,5%, o preço mínimo do algodão, agora em R$ 82,60, continua abaixo do custo médio da produção da pluma no país. Os seis principais estados produtores estimam que o valor ideal para a commodity seria de pelo menos, R$92. Para falar sobre o assunto, o Programa Bem da Terra, do canal Terra Viva, entrevistou o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, na última quinta-feira (12).