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Como os campeões de produtividade no campo transformam o agronegócio no Brasil
31 de Outubro de 2025Por José Maria Tomazela 29/10/2025 | 10h30 Longe dos gigantes da soja do Centro-Oeste, o produtor Charles Breda, de Santa Catarina, alcançou o maior índice de produtividade do País. Em 2024, sua fazenda, a Agro Mallon, venceu o desafio nacional do Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) com 135,49 sacas por hectare, mais que o dobro da média nacional de 60,3, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Há dois anos, tínhamos média de 75 sacas por hectare. A alta performance vem dos investimentos em tecnologia e manejo”, diz o consultor Leandro Barcelos. O resultado foi alcançado em cultura de sequeiro, sem irrigação. “A terra é o maior ativo do produtor. O solo deve ser o bem mais precioso e bem cuidado. Eu e minha equipe fazemos tudo com amor e não medimos esforços para fazer bem feito”, diz Breda. O aumento da microbiologia do solo, iniciado em 2021, permitiu que a soja resistisse até 15 dias de veranico — período de calor e estiagem. “Aqui a gente cava o solo e encontra minhoca”, conta orgulhoso. Enquanto os maiores produtores se destacam pelo volume total colhido, os mais produtivos se sobressaem pelo rendimento por hectare. Eles não figuram entre os maiores em área plantada, mas lideram a vanguarda da produção. Suas fazendas são referência em eficiência e inovação, com técnicas avançadas de manejo, nutrição do solo e integração de culturas. Essa combinação de ciência e prática no campo tem elevado a produtividade das lavouras. O valor do solo Em Palmeiras das Missões (RS), Dimas Binsfeld colheu o triplo da média nacional e se tornou campeão em produtividade de milho irrigado no concurso do Grupo de Estratégias e Tecnologias para Alta Produtividade (Getap). Foram 343,1 sacas por hectare, ante 106,5 sacas na média brasileira. Ele atribui o resultado ao uso de sementes de alta performance, análises detalhadas do solo, nutrição personalizada, monitoramento e irrigação sob medida. São práticas que, segundo Binsfeld, “transformaram o potencial da lavoura em resultado de verdade”. Outro campeão de produtividade, Karl Milla, um dos filhos do patriarca Ernest Milla, de origem austríaca, conta que o pai, falecido em 2021, deixou como legado o cuidado com o solo. À frente da Ernest Milla Agrícola, em Candói (PR), a família alcançou o melhor resultado nacional no milho sequeiro, com 330,9 sacas por hectare. “A grande lição que nosso pai nos deixou é construir a poupança do solo. Olhar para a vida do solo é olhar para o futuro do agro. Nossa produtividade é fruto de gerações e do trabalho em equipe, investindo na saúde e no equilíbrio do solo. É uma construção de décadas.” A arte da produção Renato Bürgel costuma dizer que produzir uma boa fibra de algodão “é quase uma arte”. Ao lado dos irmãos Rogério e Rudnei, ele comanda, no Mato Grosso do Sul, a produção, reconhecida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) como uma das mais eficientes do País. Na safra 2024/2025, os três colheram média de 419 arrobas por hectare, resultado bem acima das médias estadual e nacional. Quando começaram, em 1998, a produção era de 180 a 200 arrobas por hectare. O salto veio com investimentos em sementes melhoradas, plantio direto, adubação balanceada e manejo integrado de pragas. Após a safrinha do milho, o trio prepara o solo com nabo forrageiro e faz todo o ciclo produtivo, do plantio à colheita e ao beneficiamento. “Buscamos motivar todas as pessoas envolvidas na produção. Isso explica o resultado: uma fibra de altíssima qualidade e padrão internacional, exportada para qualquer país do mundo”, diz Renato. Os maiores A história de André Antonio Maggi, que saiu do Paraná rumo a Mato Grosso, deu origem a três grupos familiares entre os maiores do agronegócio brasileiro: Amaggi, Bom Futuro e Scheffer. Juntos, cultivam 12.750 km², o equivalente a mais da metade de Sergipe, produzem mais de 4 milhões de toneladas de soja e milho, volume comparável ao do Uruguai. A Amaggi já foi o maior produtor mundial de soja e hoje lidera a comercialização de grãos. Em 2024, produziu 1,3 milhão de toneladas e negociou 19 milhões em parceria com 6 mil agricultores, além de empregar 9,6 mil pessoas. O Grupo Scheffer é referência em agricultura regenerativa, com 236 mil hectares, e produção próxima de 1 milhão de toneladas de grãos e algodão. O Grupo Bom Futuro é o maior produtor de soja do País e também figura entre os líderes em milho e algodão. Na última safra, colheu 1,2 milhão de toneladas de soja e 800 mil de milho. Investe ainda em integração lavoura-pecuária, com cerca de 104 mil cabeças abatidas por ano, e mantém um aeroporto próprio em Cuiabá, conhecido como o “aeroporto do agro”. Fora da família Maggi, a gaúcha SLC Agrícola disputa a liderança nacional com 660 mil hectares em sete estados e mais de 2,4 milhões de toneladas produzidas em 2024.
Abrapa alerta produtores sobre a contaminação por seed coat no algodão brasileiro
30 de Outubro de 2025A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou, na última quarta-feira, 29/10, o Comunicado Técnico Nº 04/2025, com orientações aos produtores sobre a presença de fragmentos de seed coat (casca de sementes) no algodão cultivado no Brasil. O documento foi elaborado a partir da constatação de compradores e técnicos da área da qualidade, que têm relatado um aumento na ocorrência de seed coat no algodão comercializado. Prejuízos e danos à reputação O diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, alertou que a contaminação por fragmentos de casca compromete a reputação da pluma nacional tanto no mercado interno quanto no internacional. Segundo ele, “a reputação do algodão brasileiro é fruto de uma qualidade construída em conjunto com todos os nossos produtores. Em casos de contaminação, é fundamental haver uma orientação central que os auxilie a identificar o que pode estar causando a contaminação e resolver o problema em todas as unidades produtivas. Pensando nisso, a Abrapa publicou o comunicado para indicar as melhores práticas de produção e manejo”. O gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, destacou que a contaminação reduz o valor da fibra brasileira. “Os fragmentos de seed coat causam atrasos, aumentam a necessidade de manutenção e a limpeza das máquinas nas indústrias de fiação. Esse processo eleva os custos das empresas, que são repassados para o produtor, em forma de deságio”, explicou. Do planejamento ao beneficiamento Além de reforçar a importância de produzir um algodão livre de seed coat, a Abrapa escolheu um momento estratégico para divulgar o comunicado, o período de planejamento da safra, visando evitar a contaminação desde as etapas iniciais da produção. O documento recomenda os cotonicultores sobre a compra de sementes que ajudam o problema além de destacar cuidados no beneficiamento considerados essenciais para garantir um algodão de alta qualidade. Leia o Comunicado Técnico Nº 04/2025 na íntegra: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Comunicado-Tecnico-N042025.pdf
Sou de Algodão lança política de adesão do Programa SouABR durante Congresso Internacional da Abit
30 de Outubro de 2025O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), lança oficialmente, nos dias 29 e 30 de outubro, durante o Congresso Internacional da Abit, em São Paulo, a Política de Adesão do programa SouABR. O lançamento acontece no Espaço Sou de Algodão, estande do movimento no evento, que apresentará informações sobre o programa e sobre o compromisso do algodão brasileiro com a responsabilidade socioambiental e a rastreabilidade. Uma trajetória de transparência e inovação Desde o início dos anos 2000, a Abrapa - e, posteriormente, o Sou de Algodão - têm trabalhado para fortalecer uma moda mais responsável e conectada à origem da fibra que compõe cada peça. Em 2004, a Abrapa lançou o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), marco inicial da rastreabilidade do algodão brasileiro. O avanço veio em 2012, com a criação do Algodão Brasileiro Responsável (ABR), um programa de certificação que atesta boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas fazendas produtoras. O movimento Sou de Algodão nasceu em outubro de 2016, ampliando o diálogo com o consumidor e o setor criativo da moda. Três anos depois, em 2019, o sistema de rastreabilidade por blockchain foi desenvolvido, garantindo total transparência entre o campo e a indústria. Em 2021, surgiu o programa SouABR, que conecta essa rastreabilidade a marcas e confecções. Atualmente, o programa contabiliza mais de 578 mil peças lançadas com algodão rastreável, por meio de 19 indústrias têxteis parceiras e marcas como Almagrino, Calvin Klein, C&A, Dohler, Dudalina, Individual, Renner, Reserva e Youcom. No último dia 17 de outubro, durante a São Paulo Fashion Week N60, o movimento apresentou o desfile Trajetórias, reunindo seis estilistas parceiros para a criação de 36 looks all black, com algodão rastreável - uma celebração à moda feita com propósito e origem. Nova fase: política de adesão para marcas Com o lançamento da Política de Adesão do programa SouABR, o movimento dá um novo passo rumo à expansão da moda consciente, oferecendo às marcas um modelo estruturado de engajamento e reconhecimento dentro do programa. “Nosso objetivo é ampliar o alcance do SouABR, convidando novas marcas e indústrias a fazerem parte dessa cadeia de valor transparente. A política de adesão traz clareza sobre critérios, responsabilidades e benefícios, fortalecendo a relação entre o algodão brasileiro e o consumidor final”, explica Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão. Já Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, destaca: “O programa SouABR já conecta o produtor, a indústria e o varejo. Agora, queremos que cada marca participante se torne um agente de conscientização sobre o impacto positivo do algodão responsável no meio ambiente e na economia”. Presença institucional e diálogo com o setor O Espaço Sou de Algodão no Congresso Internacional da Abit será um ponto de encontro para profissionais, marcas e representantes da cadeia têxtil interessados em conhecer mais sobre o movimento e o programa SouABR. Além do lançamento da política, o estande apresentará materiais informativos, vídeos e cases de marcas que já integram a iniciativa. “O Sou de Algodão é uma iniciativa exemplar da Abrapa, que há quase uma década conecta toda a cadeia têxtil em torno de valores fundamentais: sustentabilidade, inovação e orgulho do que é produzido no Brasil. Desde o início, a Abit tem se somado a esse movimento que une o campo, a indústria e o consumidor em uma mesma causa, que é valorizar o algodão brasileiro e o trabalho de quem o transforma em qualidade e propósito. Esse é o verdadeiro diferencial do movimento, que vem se fortalecendo e conquistando espaço ao levar consigo a credibilidade e a certificação da responsabilidade brasileira”, reitera Fernando Pimentel, diretor superintendente e presidente emérito da Abit. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_
Ministério da Agricultura e Pecuária lança linha de crédito para recuperação de pastagens em encontro com cotonicultores do Oeste da Bahia
29 de Outubro de 2025Na última sexta-feira, 24/10, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), em Luís Eduardo Magalhães, o lançamento regional do Programa Caminho Verde Brasil. O projeto, que foi anunciado pelo assessor especial do Mapa, Carlos Ernesto Augustin, pretende promover a produção agropecuária sustentável, e a recuperação de pastagens degradadas. O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, a presidente da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto e demais representantes de associações, cooperativas, sindicatos, bancos e demais entidades do setor agrícola, estiveram presentes no evento. Estimativa de R$ 30 bilhões para recuperação de pastagens O programa é uma iniciativa nacional que tem como aporte inicial R$ 30 bilhões disponíveis para financiar sistemas sustentáveis de produção agropecuária e florestal. Seu principal objetivo é converter no prazo de 10 anos aproximadamente 40 milhões de hectares de pastagens de baixa produtividade em terras de alto rendimento, aliando grandes volumes de produção à proteção ambiental. Marcio Portocarrero avaliou positivamente o programa, “iniciativas como a do Programa Caminho Verde Brasil, que promovem a agricultura responsável ao recuperar pastagens degradadas para expandir a área cultivável sem a necessidade de desmatamento, agregam valor de mercado à produção brasileira”. Distribuição e acesso ao financiamento Os recursos serão distribuídos entre os biomas brasileiros sendo a região do Cerrado a maior beneficiada com a disponibilização de R$17,2 bilhões, seguida pela Mata Atlântica, que receberá R$ 4 bilhões. A Amazônia vai receber R$ 3,5 bilhões e a Caatinga, R$3 bilhões, o Pampa e Pantanal foram contemplados com R$ 1,2 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente. Para acessar os recursos, o produtor deve assumir compromissos durante o financiamento, são exemplos: - Produção de baixo carbono; - Desmatamento zero; - Apresentação do balanço anual de carbono; - Certificação trabalhista. As unidades produtivas certificadas pelo programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável) já adotam parte destes critérios, facilitando o enquadramento do cotonicultor com fazendas certificadas aos requisitos exigidos pelo programa durante a sua fase de adoção. Crédito da foto: Ascom da Aiba
Sou de Algodão celebra 9 anos com vozes que representam a força do algodão brasileiro
28 de Outubro de 2025O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), completa nove anos de história conectando todos os elos da cadeia têxtil, do produtor ao consumidor, em torno de um propósito comum: valorizar o algodão brasileiro e promover a moda responsável. Lançado oficialmente em 2016, durante a São Paulo Fashion Week (SPFW), o movimento tornou-se um símbolo da união entre o campo e as passarelas, consolidando o algodão como fibra protagonista da moda nacional e um pilar de responsabilidade socioambiental reconhecido em todo o país. Para celebrar a data, o Sou de Algodão reuniu nove depoimentos de parceiros, estilistas, professores e líderes do setor, que traduzem a amplitude de seu impacto e o legado de uma moda que une ética, design e propósito. 1. Acervo vivo da moda brasileira O acervo do Sou de Algodão é a memória afetiva de uma década de transformações: reúne peças icônicas, coleções autorais e criações que revelam o poder criativo do algodão nacional. Marina Sanvicente, figurinista da TV Globo, comenta: “O Movimento Sou de Algodão é super importante para a cultura brasileira porque conecta e aproxima todos os elos; quem planta, quem cria e quem investe. Esse movimento faz toda a diferença no resultado final, gerando boas oportunidades e reunindo pessoas muito talentosas, criativas e incríveis, que fizeram e continuam fazendo a história da moda brasileira. Valoriza a nossa matéria-prima, o algodão, que é algo genuinamente nosso, e leva ótimas oportunidades tanto para quem produz quanto para quem consome. No SPFW, por exemplo, já tivemos parcerias em que as peças mais legais, criativas e conscientes vinham justamente do projeto Sou de Algodão. Acredito muito nesse propósito, ele realmente faz toda a diferença para a nossa moda”. 2. Indústria nacional fortalecida O movimento impulsionou a competitividade e a rastreabilidade da indústria têxtil, unindo responsabilidade e inovação tecnológica. Laís Silveira, gerente de Sustentabilidade da Veste S.A., reforça: “O programa de rastreabilidade SouABR agrega valor a toda a cadeia produtiva e oferece aos consumidores a segurança de saber exatamente de onde vem o que vestem. Cada peça rastreada reflete o compromisso da Veste com a sustentabilidade, a ética e o futuro do setor têxtil brasileiro”. 3. Educação e universidades Ao aproximar a academia do mercado, o movimento inspira uma nova geração de profissionais da moda, mais conscientes e engajados. Cacau Claudia Martins, docente da Universidade Anhembi Morumbi, celebra a parceria: “Sou de Algodão promove uma conexão essencial entre a academia e o mercado, tornando os processos mais transparentes e conscientes. Vivenciamos experiências transformadoras que mostram o verdadeiro valor da moda responsável. Tivemos a oportunidade de visitar fazendas, confecções e acompanhar desfiles da SPFW, vivências que fortalecem a visão dos futuros profissionais sobre o papel da moda na sociedade”. 4. Parcerias que inspiram O trabalho colaborativo com marcas parceiras é um dos pilares da transformação promovida pelo movimento. Alan Abreu, coordenador de ESG da Reserva, destaca: “Fazer moda é cuidar de quem faz parte dela: das pessoas, do planeta e das histórias que nos conectam. Ser uma marca parceira do Sou de Algodão e acompanhar iniciativas como a Cotton Trip e o programa de rastreabilidade nos mostra que, quando o propósito é compartilhado, o sonho se torna coletivo”. 5. Sustentabilidade em ação Desde o início, o movimento é um exemplo de integração entre campo e consumo, mostrando que responsabilidade ambiental e inovação caminham juntas. Fernando Prudente, líder de sustentabilidade da Bayer, reforça: “O sucesso e os impactos já alcançados mostram que o projeto, iniciado há nove anos, fazia todo sentido. Agora é o momento de colher os resultados e evoluir, levando essa mensagem para o mundo. Para nós da Bayer, é um orgulho ter acompanhado essa jornada desde o início e continuar contribuindo para o fortalecimento da cadeia do algodão brasileiro”. Warley Palota, da BASF, complementa: “Esse movimento, que não para de crescer e ganha novos adeptos a cada momento, representa um marco na promoção do consumo natural, responsável e sustentável. Sei que há grandes desafios pelo futuro, mas também muitas oportunidades. Com boas parcerias, acredito que o movimento vai continuar crescendo ao longo dos anos. Para nós, da BASF, é uma satisfação fazer parte desse projeto, que visa não apenas divulgar a fibra brasileira, mas também valorizar o que ela representa para o planeta e para as pessoas.” 6. Desafios criativos e novos talentos O Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores consolidou-se como uma vitrine para a nova geração de estilistas brasileiros. André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, destaca: “A parceria entre a Casa de Criadores e o Sou de Algodão tem um papel muito importante na valorização da moda nacional e autoral. O movimento vem fortalecendo uma nova geração de profissionais que unem criatividade, propósito e consciência, valores que também fazem parte da nossa história. Ao longo das quatro edições do Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, vimos surgir talentos que hoje começam a construir caminhos promissores. É o maior concurso de moda para estudantes do Brasil e um verdadeiro estímulo para quem acredita em uma moda com identidade e responsabilidade”. 7. Moda nacional protagonista O algodão brasileiro é, hoje, presença marcante nas passarelas e no calendário oficial da moda. Paulo Borges, diretor criativo da São Paulo Fashion Week, reforça: “A parceria entre a SPFW e o Movimento Sou de Algodão é um encontro de propósitos. Desde o início dessa colaboração, buscamos mostrar que a moda brasileira é feita de histórias, de mãos e de consciência, e o Sou de Algodão traduz isso de uma forma muito genuína. Ao longo desses nove anos de trajetória, já realizamos quatro desfiles Sou de Algodão dentro da SPFW, todos sob nossa direção criativa, e cada um deles representou um novo capítulo dessa construção coletiva que valoriza a origem, o campo e o fazer com propósito. O movimento tem um papel essencial em fortalecer uma moda nacional mais responsável, conectando os elos da cadeia têxtil e aproximando criadores, marcas e consumidores em torno de um mesmo ideal. Ver Sou de Algodão ocupar a passarela da SPFW é testemunhar o poder da moda quando ela une arte, sustentabilidade e pertencimento, e reafirmar que o futuro do setor passa, necessariamente, por essa consciência.” 8. Estilo e consciência Stylists e apoiadores reforçam o papel do movimento na conscientização sobre o consumo responsável e o fortalecimento da moda brasileira. Arlindo Grund, stylist e apresentador, afirma: “Desde que o Sou de Algodão apareceu no meu caminho, meu olhar ficou muito mais apurado quando o assunto é essa fibra nacional tão importante. Mas, além de adquirir conhecimento, criar conexões com quem faz o Sou de Algodão também tem sido essencial nesse processo. Que a gente passe a olhar com mais atenção para as etiquetas do que estamos consumindo.” 9. Orgulho do que é feito no Brasil Mais do que uma iniciativa da moda, o movimento é símbolo de orgulho nacional e de valorização do que é produzido com ética e tecnologia no país. Fernando Pimentel, presidente da Abit, sintetiza: “O Sou de Algodão é uma iniciativa exemplar da Abrapa, que há nove anos conecta toda a cadeia têxtil em torno de valores fundamentais — sustentabilidade, inovação e orgulho do que é produzido no Brasil”. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao
Brasil e Indonésia firmam acordo de cooperação em medidas sanitárias
24 de Outubro de 2025O Brasil e a Indonésia firmaram acordo de cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias e em questões de certificação. O memorando de entendimento foi assinado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e pelo chefe da Autoridade de Quarentena da Indonésia (IQA), Sahat Manaor Panggabean, na manhã desta quinta-feira, 23, em Jacarta, durante visita da comitiva presidencial brasileira. Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que o memorando tem por objetivo criar e consolidar a cooperação entre o Brasil e a Indonésia, especialmente no que se refere ao comércio de produtos agropecuários entre os dois países. O documento inclui, ainda, a troca de informações sobre políticas sanitárias e fitossanitárias, a cooperação em processos de certificação eletrônica e inspeção pré-fronteira, investigações conjuntas em casos de fraude ou questões sanitárias, ações em análise de risco, rastreabilidade, vigilância e resposta a emergências. O acordo prevê colaboração no reconhecimento de equivalência de medidas sanitárias, capacitação técnica, intercâmbio de experiências e realização de atividades de facilitação do comércio. "Grandes oportunidades se abrem para o agro brasileiro. O Brasil já tem uma boa relação comercial com a Indonésia e busca avançar ainda mais, incluindo o encerramento do contencioso sobre a exportação de carnes de frango brasileiras para o país. A abertura desse mercado, além da ampliação das exportações de café e algodão, reforça o papel do agronegócio como pilar da relação entre Brasil e Indonésia", afirmou Fávaro. O ministro se reuniu, ainda, com o ministro Coordenador de Assuntos Alimentares da Indonésia, Zulkifli Hasan, e com o ministro do Comércio, Budi Santoso. As autoridades apresentaram o programa nacional de merenda escolar, para a ampliação do acesso a alimentos de qualidade para crianças em idade escolar. O Brasil quer exportar frango ao mercado indonésio com destinação a esse programa.
Abrapa leva inovações para indústria têxtil no ITMA Asia + CITME
24 de Outubro de 2025Pela primeira vez, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participa da ITMA Asia + CITME, um dos maiores eventos globais de maquinário têxtil que ocorre de 28 a 31 de outubro em Singapura. Para marcar sua estreia, o Brasil lança duas inovações: a rastreabilidade por lote e o Cotton Brazil Knowledge Hub, uma plataforma digital aberta com informações técnicas e boas práticas sobre o uso da fibra brasileira. Organizado pela International Textile Machinery Association (ITMA) e pela China International Textile Machinery Exhibition (CITME), o ITMA Asia + CITME reúne empresas, fabricantes e entidades do setor têxtil mundial. Um cenário ideal para os produtores brasileiros de algodão apresentarem ao mundo suas inovações. “A rastreabilidade sempre foi um dos principais ativos do algodão brasileiro. Recentemente, identificamos que a consulta de dados por lotes, e não apenas por fardos, seria um diferencial importante. Desenvolvemos o sistema e o lançamento será feito oficialmente aqui no ITMA”, afirma Fernando Rati, gerente do Cotton Brazil, programa de promoção internacional da Abrapa. O novo Sistema de Busca por Lotes permite a análise de um lote inteiro de algodão, reunindo diversos fardos em uma única consulta. O resultado é um dossiê completo com dados sobre o produtor, a planta de descaroçamento, o laboratório de classificação, a análise HVI e as certificações socioambientais (ABR, BCI e governo brasileiro). Já o Knowledge Hub (https://cottonbrazilknowledgehub.com/) reúne informações, relatórios técnicos e conteúdos educativos sobre o algodão brasileiro. “Com dados confiáveis e orientação técnica, o portal permite que o industrial obtenha um maior desempenho operacional ao usar a pluma brasileira”, explica Rati. Durante os quatro dias do evento, a Abrapa realiza apresentações técnicas sobre rastreabilidade, qualidade e performance do algodão brasileiro. Entre os temas programados, estão perspectivas de safra e exportações, desafios e soluções para a fiação de algodão brasileiro, além de tingimento com a fibra brasileira. O embaixador do Brasil em Singapura, Luciano Mazza de Andrade, confirmou presença junto à comitiva brasileira no ITMA Asia + CITME. A delegação é coordenada pela Abrapa e formada por produtores e exportadores brasileiros. Números. Terceiro maior produtor e maior exportador de algodão no mundo, o Brasil tornou-se um importante player para as indústrias têxteis ao redor do globo. No ciclo 2024/25, colheu 4,11 milhões de toneladas e exportou 2,83 milhões de toneladas para mais de 70 países. Desse total, 95,95% foram embarcadas para países asiáticos. Cotton Brazil. A atuação internacional da Abrapa é realizada por meio do CottonBrazil, programa que promove o algodão brasileiro e desenvolve novos mercados. A iniciativa é feita em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e tem apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).
10 tendências do SPFW N60 que vão dominar as ruas depois da semana de moda
23 de Outubro de 2025De 13 a 20 de outubro, a Semana de Moda de São Paulo trouxe uma programação intensa que celebrou 30 anos do evento com desfiles, performances e coleções carregadas de referências culturais e experimentação. A capital paulista voltou a receber o público para conferir de perto as propostas dos grandes nomes e das novas marcas que vêm ganhando espaço nas passarelas. Nesta edição, as tendências do SPFW N60 se destacaram por um diálogo entre tradição e brincadeira: do recorte teatral das golas às bolsas divertidas, que transformam acessórios em verdadeiras obras de arte. Entre referências artesanais e construções cenográficas, vimos peças que já nascem com cara de hit de temporada — prontas para migrar das passarelas ao street style e ao guarda-roupa contemporâneo. Continue lendo a fim de saber mais! 1. Babados Os babados apareceram com força — especialmente em vestidos. Exemplos marcantes incluem o look de renda preto de Amir Slama com babados na cintura, o vestido mullet da Cria Costura em tecidos coloridos e a homenagem da Meninos Rei às vestimentas das baianas. Essa linguagem feminina e fluida ganha versões elegantes e outras mais divertidas, prontas para combinar com botas e acessórios robustos. 2. Franjas As franjas criaram movimento nas passarelas: apareceram na barra do vestido da Bold Strap, na blusa da Cria Costura e no look colorido de Flávia Aranha. Esse elemento traz um balanço performático que realça o caminhar e, como resultado, dá cara de festa a peças do dia a dia. 3. Laços Acima de tudo, os laços retornam como detalhe estrutural e decorativo: vemos o top no conjunto da À La Garçonne, gravata de amarrações da Santa Resistência e o vestido feito de laços da Sou de Algodão. A tendência flerta com o romantismo literal, mas ganha modernidade em cortes assimétricos e tecidos inesperados. 4. Volume no quadril Silhuetas com volume no quadril surgem em vestidos e saias — do vestido no desfile da Apartamento 03 às saias da Fauve e Weider Silveiro, que tem diálogo com o tutu de balé. É uma aposta que reinterpreta nervuras clássicas e cria proporções dramáticas, ou seja, ótima para quem busca um ponto focal no look. 5. Golas estruturadas Golas teatrais e estruturadas apareceram como assinatura em desfiles de Angela Brito, Apartamento 03 e Weider Silveiro. Elas transformam camisas e vestidos em peças de impacto, emprestando assim um ar cenográfico e editorial às coleções. 6. Peças de couro O couro apareceu em peças com texturas diversas: sobretudo e casacos assinados pela FORCA, minissaia texturizada da Handred e um vestido da Lilly Sarti que ganhou saia leve floral por baixo, criando desse modo contraste entre a rigidez do couro e a leveza do tule. 7. Pelúcia e plumas Texturas volumosas dominaram alguns momentos: Gloria Coelho trouxe um vestido rosa claro todo em plumas em um desfile realizado no metrô, enquanto marcas como FORCA e Lilly Sarti apostaram em casacos de pelúcia. Assim, pudemos conferir conforto e teatralidade lado a lado. 8. Xadrez O xadrez, com toda a certeza um clássico do outono-inverno, apareceu em versões contemporâneas nos looks da Dendezeiro, Sou de Algodão e em peças de Herchcovitch/Alexandre. Desse modo, a estampa segue sendo base para coordenações com peças lisas e mix de texturas. 9. Poá A estampa de bolinhas foi a padronagem da vez, combinada com outras linguagens visuais: apareceu na Fauve em coordenação com listras, na Handred com detalhes vermelhos e na Patricia Vieira misturado a estampas florais — prova de que o poá segue versátil e moderno. 10. Bolsas diferentonas Enfim, os acessórios assumiram papel de protagonista no SPFW N60. As bolsas em formato de luva no desfile de Apartamento 03, a bolsa-casinha de Monopoly de Dario Mittmann e a bolsa em formato de teclado de madeira assinada por Ronaldo Fraga, por exemplo, mostram como a turma do design brincou com função e narrativa nas passarelas. Como usar as tendências do SPFW N60 sem exagerar A chave para adotar as tendências do SPFW N60 no dia a dia é equilibrar: escolha um ponto de impacto (babados, bolsa-espetáculo ou gola estruturada) e combine com peças neutras. Misturar texturas, como por exemplo couro com plumas ou poá com xadrez, funciona quando há um fio condutor — cor, material ou proporção — que una o look.