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6 marcas que destacaram o que é do Brasil nos desfiles do SPFW N60
23 de Outubro de 2025

A edição comemorativa de 30 anos do São Paulo Fashion Week, que aconteceu entre 13 e 20 de outubro, mostrou que as riquezas culturais, ambientais e sociais do Brasil são fonte inesgotável de inspiração e criatividade na moda. Entre celebrar o legado de figuras importantes para a história do nosso país e valorizar matérias-primas que movem a nossa economia, várias marcas provaram que dá para desenvolver coleções deslumbrantes e inovadoras com o que é daqui. Abaixo, destacamos 6 desfiles que foram baseados exatamente nisso. 6 MARCAS QUE DESTACARAM O QUE É BRASILEIRO NA PASSARELA DO SPFW N60 Apartamento 03 O estilista Luiz Claudio Silva resgatou códigos circenses ao trazer como figura condutora de sua coleção Benjamin de Oliveira, considerado o primeiro palhaço negro do Brasil. Com sua mistura de texturas, entre plumas, canutilhos e lurex, as peças exuberantes prenderam a atenção do público. LED A marca mineira LED, comandada pelos diretores criativos Célio Dias e Cleu Oliver, celebrou o Carnaval como engenharia popular, transformando a passarela em uma verdadeira festa. Normando Os estilistas Marcos Normando e Emídio Contente tiveram como tema principal a mitologia amazônica, trazendo narrativas ancestrais tanto de seres que já existem como de seres criados por eles. Destaca-se o uso inédito por uma marca brasileira de microorganismos nativos para fazer o tingimento natural das peças, mostrando que aqui também se cria inovação na moda. Ateliê Mão de Mãe A coleção ‘Tropicália’, desenvolvida por Patrick Fortuna e Vinicius Santana, homenageia esse movimento cultural como forma de resistência. Eles se inspiram na liberdade e ousadia criativas de figuras icônicas para esse período e para o legado do Brasil na arte como um todo, tais como Gal Costa, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Caetano Veloso. Catarina Mina A marca cearense de Celina Hissa ressaltou a potência e a versatilidade da carnaúba, palmeira conhecida como ‘árvore da vida’, e sua importância para a economia cearense, desde a raiz até as folhas. Sou de Algodão Em seu quarto desfile no São Paulo Fashion Week, o movimento Sou de Algodão une marcas e estilistas brasileiros – Alexandre Herchcovitch, Aluf, Amapô, David Lee, Fernada Yamamoto e Weider Silveiro – para trazer suas próprias visões criativas ao algodão brasileiro com certificação ambiental. Leia mais em: https://capricho.abril.com.br/moda/marcas-que-destacaram-o-que-e-do-brasil-nos-desfiles-do-spfw-n60/

Governo prorroga prazo para georreferenciamento de imóveis rurais
22 de Outubro de 2025

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, editou nesta terça-feira (21) um decreto que amplia em quatro anos, até outubro de 2029, o prazo limite para a exigência de certificação de georreferenciamento dos imóveis rurais que são objeto de transferência. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União. "Assinei o decreto porque esta semana venceria o prazo para o georreferenciamento das propriedades rurais. Isso dá um prazo mais longo para que todos possam se adequar à lei e promover o georreferenciamento", disse Alckmin a jornalistas. Ao longo dos próximos dias, Alckmin exerce a Presidência enquanto o presidente Lula cumpre viagem oficial ao Sudeste Asiático. O georreferenciamento é o processo de mapeamento técnico que define a localização, os limites e a dimensão de um imóvel rural por meio de coordenadas geográficas. Para isso, utilizam-se técnicas de levantamento topográfico, como GPS de alta precisão, drones ou até imagens de satélite. A exigência de georreferenciamento por lei garante a exatidão dos limites de cada terreno e evita sobreposições com outras propriedades. O procedimento é necessário para transações como venda e doação, acesso a crédito rural e para fins de registro e regularização. A extensão do prazo de adequação foi proposta pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em função das dificuldades que os proprietários de imóveis rurais, em especial os pequenos, relataram estar enfrentando para se adequar, em razão dos elevados custos e da complexidade técnica do processo de certificação. Com a decisão, o georreferenciamento nas hipóteses de desmembramento, parcelamento, remembramento ou qualquer situação de transferência de imóveis agora só será exigido a partir de 21 de novembro de 2029. Ao unificar o prazo, os proprietários de imóveis rurais de quaisquer dimensões terão mais prazo para planejar e efetivar a medida. Fonte: Agência Brasil

Abrapa recomenda dimensão e revestimento padrão para fardos de algodão brasileiro
21 de Outubro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) recomenda a padronização dos fardos de algodão brasileiro para a comercialização nos âmbitos nacional e internacional. O modelo preferencial é o chamado “fardo geladeira”, cujas dimensões e peso atendem aos requisitos logísticos e comerciais. O Comunicado 03/2025 também indica o material para o revestimento dos fardos, em tecido plano ou malha de algodão de primeiro uso. Leia o comunicado completo no link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Comunicado-Tecnico-N032025.pdf          

O algodão brasileiro foi destaque na Textile Exchange Conference 2025
21 de Outubro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) marcou presença na Textile Exchange Conference 2025, em Lisboa, Portugal. O intuito dos brasileiros no evento, considerado um dos mais relevantes do mercado têxtil mundial, foi claro: alertar para o aumento no consumo de fibras sintéticas e mostrar como a pluma brasileira pode contribuir para uma moda mais sustentável e saudável. Fabio Carneiro, gerente de Sustentabilidade da Abrapa, explica que boa parte das ações atualmente discutidas pelo mundo todo para aumentar a sustentabilidade no consumo de roupas e produtos têxteis já está no cotidiano dos produtores brasileiros. “O interesse por práticas boas práticas de agricultura para a produção de algodão, incluindo práticas regenerativas, levou muitos visitantes ao nosso estande. Foi uma oportunidade fundamental de diálogo para escutar as demandas do setor e mostrar como o Brasil pode contribuir com diferentes certificações de sustentabilidade e rastreabilidade. ”, observou. A conferência anual da Textile Exchange conecta marcas varejistas, organizações não governamentais e produtores de todo o mundo. Juliana Lopes, diretora de ESG, Comunicação e Compliance da Amaggi, participou da delegação brasileira representando o grupo, um dos maiores do país. De acordo com ela, o evento evidenciou que ainda há desconhecimento em relação a cotonicultura brasileira mundo afora. “Percebemos que muitos se surpreendem com todo o trabalho que já é feito no Brasil quanto à rastreabilidade. Nas reuniões one-on-one com marcas, organizações não governamentais e outras instituições, vimos que poucos conhecem a legislação brasileira e o dia a dia do produtor. Nosso papel foi compartilhar todas essas informações”, pontuou. Visão compartilhada por Camila Batata, gerente de comunicação e marketing da Scheffer, outro grupo importante no cenário brasileiro. “O que para nós é algo básico e rotineiro precisa ainda ser comunicado para o mercado consumidor global. Fazer a rastreabilidade do algodão a partir da fazenda, por exemplo, é visto como algo inovador, embora seja a nossa realidade há muitos anos. Participar deste evento nos permite levar essa mensagem adiante”, disse ela. Outro ponto de muito interesse foi relacionado com as boas práticas de cultivo. “A forma com que cuidamos do solo, o uso massivo de tecnologia nas lavouras e a agricultura regenerativa chamam atenção. São rotina das fazendas brasileiras, mas importantes segmentos do setor ainda desconhecem isso”, comentou. O contato com marcas, ONGs e outras organizações setoriais também foi um exercício de escuta. “Ao mesmo tempo em que divulgamos nossas boas práticas agrícolas, a inovação e a liderança em sustentabilidade do algodão brasileiro, aproveitamos para ouvir as demandas do mercado para que o nosso produto continue atendendo às novas exigências da indústria e dos consumidores”, observou Luiz Carlos Bergamaschi, produtor de algodão e conselheiro da Abrapa. Cotton Brazil Há dois anos consecutivos, o Brasil é o maior exportador de algodão do mundo e o terceiro maior produtor. No ciclo 2024/25, encerrado em julho, o País embarcou 2,83 milhões de toneladas de pluma, 6% a mais que as 2,68 milhões de toneladas de 2023/24. A promoção internacional do produto é feita pela Abrapa com o programa Cotton Brazil, desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e com apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Textile Exchange Neste ano, o tema da Textile Exchange Conference foi “Shifting Landscapes” (“Paisagens em transformação”), e o evento foi realizado de 13 a 17 de outubro, em Lisboa. A Textile Exchange é uma instituição sem fins lucrativos que fomenta o uso de fibras de menor impacto ambiental em todo o mundo – entre elas, o algodão.

Inscrições para a Brazilian Cotton School 2026 entram na reta final
21 de Outubro de 2025

As inscrições para a Brazilian Cotton School 2026 entram na reta final. Promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), a iniciativa se consolidou como uma das principais ações de formação e atualização profissional voltadas ao setor. As aulas da terceira turma da Cotton School serão realizadas presencialmente de 9 a 27 de março de 2026, sendo uma semana em Brasília (DF) e, duas, em São Paulo (SP). Com uma programação abrangente, a escola oferece uma imersão completa no universo do algodão, passando por temas como sustentabilidade, qualidade da fibra, certificações, rastreabilidade e tendências globais de consumo. O conteúdo é voltado a profissionais, estudantes, pesquisadores e representantes de empresas que atuam nas diferentes etapas da cadeia produtiva. De acordo com a organização, o objetivo da Brazilian Cotton School é fortalecer a competitividade e a imagem do algodão brasileiro por meio da qualificação de profissionais e do compartilhamento de boas práticas. “O conhecimento técnico é um pilar fundamental da nossa indústria, e a escola tem sido essencial para conectar ciência, mercado e sustentabilidade”, afirma Jonas Nobre, diretor-executivo da escola. As cerca de 120 horas de aulas ministradas por mais de 50 mentores renomados na cotonicultura nacional, incluem visitas técnicas a fazendas de algodão, indústria têxtil e ao Porto de Santos. As inscrições seguem abertas até o final de outubro de 2025, com número limitado de vagas. Interessados podem acessar o site oficial da escola para consultar a programação completa e realizar a inscrição: www.braziliancottonschool.com.br   Serviço: Evento: Brazilian Cotton School 2026 Data: de 9 a 27 de março Local: Brasília e São Paulo Formato: 100% presencial

#OcupaPanda: Caminhos para eliminar o desmatamento das cadeias produtivas
21 de Outubro de 2025

Realizado pelo WWF-Brasil como preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o Ocupa Panda foi encerrado na sexta-feira, 17 de outubro, na sede da organização em Brasília, com um dia dedicado às cadeias Livres de Desmatamento e Conversão (DCF). Em cinco painéis, representantes da sociedade civil, do setor privado e do poder público discutiram caminhos para ampliar a contribuição do setor produtivo para a agenda climática a partir da eliminação do desmatamento nas cadeias de suprimentos de commodities. Com intensa programação desde a última segunda-feira (13), o Ocupa Panda mobilizou a comunidade engajada na COP30, trazendo à tona discussões essenciais para o êxito da primeira Conferência do Clima sediada na Amazônia. O encerramento, dedicado às cadeias produtivas livres de desmatamento e conversão, reforçou a relevância desse caminho para acelerar a queda nos índices de devastação ambiental no Brasil e no mundo, rumo à meta de desmatamento zero. Os painéis discutiram temas como o comércio verde, com foco na nova relação entre Brasil e China; a rastreabilidade das cadeias de commodities como vantagem competitiva para as empresas e os impactos positivos e desafios relacionados a compromissos setoriais como a Moratória da Soja e o termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público Federal (MPF) e frigoríficos, conhecido como “TAC da Carne”. Foram debatidas também as inovações em modelos de financiamento verde para a cadeia de recuperação de pastagens degradadas, envolvendo o fomento à produção da sociobiodiversidade e pagamentos por serviços ambientais. No encerramento do evento, foi lançada a Aliança pela Resiliência das Cabeceiras do Pantanal. Durante o evento, os participantes destacaram a formação de um novo eixo verde no comércio internacional, protagonizado pelo Brasil e pela China. Como maior importadora de commodities brasileiras, a China demonstra crescente preocupação com os efeitos da crise climática na produção agropecuária do Brasil, que podem comprometer a segurança alimentar e causar instabilidade nos preços dos alimentos no país do Extremo Oriente. “Está acontecendo uma redistribuição dos polos de poder na política climática mundial. Enquanto os Estados Unidos abandonaram as discussões climáticas e a Europa retroagiu em seu protagonismo como grupo mais progressista nessas discussões, o Brasil e a China estão ocupando um espaço importante, de forma inteligente e consistente”, comentou Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil. A China está eliminando cada um dos seus gargalos tecnológicos, mas não encontrou saída ainda para garantir a segurança alimentar nos próximos 20 anos. Isso pode ser uma oportunidade para o Brasil, de acordo com André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). “Há uma nova geopolítica que pode representar uma forma diferente de se relacionar com a natureza, e o Brasil e a China podem ser precursores disso. Temos que fazer isso dentro de um novo modelo, que pressupõe a floresta em pé”, disse Guimarães. Rastreabilidade na agropecuária Representantes do setor privado e do poder público brasileiros expuseram, durante o evento, casos de sucesso de modelos de rastreabilidade das cadeias produtivas, como a plataforma de monitoramento da pecuária SRBIPA, do Pará, o Sistema de Fiscalização e Monitoramento do Agronegócio e da Vegetação Nativa (SIFMA-SELO VERDE), do Maranhão, e o programa SouABR, da ABRAPA, que usa tecnologia blockchain, em conjunto com a cadeia têxtil, para rastrear peças de roupa, desde o plantio do algodão certificado até a venda do produto final. “As apresentações foram inspiradoras. O caso do algodão, por exemplo, mostra como a iniciativa privada pode atuar e que é possível ter uma commodity rastreada de ponta a ponta, dando transparência a todos os processos e agregando valor ao produto”, comentou Daniela Teston, diretora de Relações Corporativas do WWF-Brasil. Para Daniela, porém, apesar das iniciativas exemplares, ainda há muitos desafios em relação à rastreabilidade das commodities. Um exemplo disso foi dado por Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade da MBRF, uma das maiores produtoras e exportadoras de carne do Brasil. “Temos mais de 1.100 frigoríficos no Brasil que se dedicam à pecuária bovina e apenas 20% deles têm selo do sistema de inspeção federal - e elas têm 75% do mercado. Cerca de 75% da produção de carne fica no mercado doméstico, com grau zero de exigência socioambiental”, declarou Pianez. Pactos setoriais e financiamento para restauração Debatedores envolvidos com a implementação de dois dos acordos multissetoriais mais importantes para deter o desmatamento causado pela produção de commodities - a Moratória da Soja e a TAC da Carne - analisaram o histórico e os impactos positivos dessas iniciativas. De acordo com Pablo Majer, líder de Conversão Zero do WWF-Brasil, as exposições mostraram como esses acordos trouxeram muitos avanços para a agenda ambiental e muitos benefícios aos produtores, frigoríficos, traders e ao mercado nacional, com grande reconhecimento internacional. “Estamos vivendo um momento desafiador. Por um lado, temos o contexto da COP30, falando de uma série de ações ambientais, da tentativa de fortalecer a agenda ambiental e climática, por outro lado, temos ataques diários à Moratória da Soja. É um momento delicado e complexo. Temos aqui um caminho muito claro para seguirmos juntos. É muito importante que todos os atores estejam envolvidos, o setor privado, o setor público, a sociedade civil e o setor produtivo, que é essencial para as nossas metas climáticas”, disse Majer. Com mais de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, o Brasil detém um dos maiores potenciais do mundo para restaurar produtividade, reduzir emissões e aumentar a resiliência climática, destacou Laís Ernesto Cunha, analista Sênior de Conservação do WWF-Brasil, em um painel que discutiu políticas e instrumentos de financiamento verde já disponíveis e apresentou experiências de campo que conectam crédito, conservação e produtividade. O painel contou com a participação de membros de bancos, representantes de órgãos públicos envolvidos em políticas de financiamento verde e executores de atividades produtivas sustentáveis. Segundo Laís, o debate demonstrou que é possível transformar em ativo o passivo das pastagens degradadas, integrando políticas públicas, instrumentos financeiros e experiências práticas de campo. “Hoje, falar em aumento da produção com desmatamento é perder credibilidade. Não é preciso derrubar nenhuma árvore para se produzir mais e melhor. A boa notícia é que há um caminho para isso”, afirmou. Recuperação das Cabeceiras do Pantanal Durante o lançamento da Aliança pela Resiliência das Cabeceiras do Pantanal, os debatedores mostraram a importância da região para a segurança hídrica e climática do Brasil e celebraram a união de empresas e organizações que atuaram sob a coordenação do WWF-Brasil para fortalecer a governança e a restauração dessa enorme área de Cerrado que abastece o Pantanal. “Atuar na recuperação das Cabeceiras do Pantanal é fazer a coisa certa. Se estamos tirando recursos de lá, temos que devolver na mesma mediada”, afirmou Gabriel Serber, vice-presidente de Impacto Social e Sustentabilidade da Arcos Dorados, empresa que opera os restaurantes McDonald's na América Latina e faz parte da parceria no Cerrado. Maíra Sugawara, coordenadora de Sustentabilidade Ambiental do Instituto Aegea, comentou a importância de os trabalhos serem baseados em dados científicos e da colaboração entre setores para fazer a diferença no território. A empresa atua há três anos em parceria com o WWF-Brasil na elaboração de estudos e projetos relacionados à restauração da paisagem na área das Cabeceiras do Pantanal, trazendo soluções para o enfrentamento dos desafios impostos ao saneamento na região. “A parceria com o WWF-Brasil trouxe ciência e dados para nossa abordagem e atuação no território. Não é fácil aprovar grandes projetos de restauração em uma diretoria de empresa. O setor privado gosta de previsibilidade e segurança jurídica - e isso se constrói com dados”, declarou Maíra. FIQUE DE OLHO! Daniela Teston, diretora de Relações Corporativas do WWF-Brasil “O setor empresarial tem um papel importantíssimo, fortalecendo a cadeia produtiva regenerativa, como as redes de sementes e a bioeconomia local, apoiando a tecnologia de impacto, mantendo o engajamento em coalizões multissetoriais. Mais que responsabilidade ambiental, estamos falando de estratégia inteligente de negócios. Regenerar as Cabeceiras do Pantanal não é só agenda ambiental, é justiça climática e inclusão social. Essa estratégia só será bem-sucedida se for construída com quem vive e cuida da terra: as comunidades tradicionais, os produtores rurais e os empreendedores comprometidos. Investir na regeneração é investir no futuro das nossas empresas, do nosso país e do nosso planeta.” Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade da MBRF “A ciência mostra que, para mitigar o risco do alto grau de degradação atual no Pantanal, é preciso cuidar das Cabeceiras, no Cerrado. Um caminho fundamental para fazer a recuperação de áreas degradadas nas Cabeceiras do Pantanal, tornando-as produtivas novamente, é fazer com que sejam rentáveis e que o produtor consiga mesclar sua atividade econômica com a cadeia de restauração, que também vai gerar renda. Não existe produção sustentável se ela antes não for rentável.” Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil “Muita gente acha que a China nunca vai incorporar critérios ambientais em suas decisões de compra de commodities. Mas começamos a aprender que a China olha com muita atenção os estudos científicos sobre os impactos do desmatamento e como isso pode prejudicar os negócios. Grandes compradores chineses de carne e soja do Brasil começaram a entender os impactos e passaram a incorporar critérios ambientais, ou ao menos exigir soja e carne livres de desmatamento. Toda essa questão sobre comércio verde é uma tendência colocada na relação diplomática entre Brasil e China - e os chineses virão à COP30 afirmar que essa é a tendência”. André Guimarães, diretor-executivo do IPAM “As prioridades na COP30 serão os debates sobre o multilateralismo, como avançar na implementação e como aproximar a agenda do clima da vida das pessoas. Quando falamos de floresta, segurança alimentar, trade, commodities, estamos falando de clima. Já mexemos demais com o planeta e chegamos a um momento no qual não há mais dúvidas, o caminho é um só: acabar com o desmatamento. Cuidar da floresta é manter a capacidade produtiva e também os preços dos alimentos. Nós vamos ter que produzir mais alimentos para uma população crescente, em menos áreas. Essa é a equação que se impõe”. COMO O WWF-BRASIL ATUA O WWF-Brasil tem o compromisso de contribuir para a construção de um futuro sustentável, em que o país avance rumo à neutralidade de emissões, com sua biodiversidade conservada e impulsionado por um modelo de desenvolvimento justo, inclusivo e responsável. Nossa estratégia está estruturada em quatro pilares: Zerar o desmatamento e fomentar Soluções Baseadas na Natureza. Fortalecer a conservação da biodiversidade. Proteger direitos e promover o bem-estar de povos e comunidades tradicionais. Promover um desenvolvimento de baixo impacto. NOSSAS AÇÕES NA AGENDA DE CADEIAS LIVRES DE DESMATAMENTO E CONVERSÃO (DCF) O WWF-Brasil atua em parceria com diversos setores e partes interessadas para alcançar a meta de desmatamento zero nos ecossistemas naturais — um passo fundamental para manter a temperatura global abaixo do limite crítico de 1,5°C. Para isso, além de incentivarmos a criação de Unidades de Conservação e a demarcação de Terras Indígenas, fomentamos o engajamento do setor privado, pois a crescente demanda por alimentos e a expansão das áreas agrícolas e de pastagens são alguns dos principais motores do desmatamento. Baseamos nosso trabalho na ciência para substituir o desmatamento por estratégias eficazes de recuperação de pastagens degradadas, promovendo uma agropecuária sustentável e responsável. Também apoiamos o desenvolvimento das chamadas “finanças verdes”, buscando influenciar positivamente o mercado financeiro ao evidenciar os impactos econômicos, sociais e ambientais do desmatamento. Outra frente estratégica é fortalecer a agenda de cadeias produtivas livres de desmatamento e conversão (DFC), para destravar o potencial do setor privado na contribuição à agenda climática, eliminando o desmatamento em suas cadeias de suprimentos de commodities.

Sou de Algodão | SPFW N60
20 de Outubro de 2025

Com o tema “Trajetórias”, a Sou de Algodão, movimento que estimula o uso do algodão nacional, convidou seis nomes da moda brasileira para assinarem os looks de seu 4º desfile na semana de moda, onde o projeto se apresenta desde 2022. Alexandre apostou em modelagens oversized e no xadrez quadriculado, algumas de suas marcas registradas, além de vestidos com ancas marcadas. Ana Luísa Fernandes trouxe o perfume artístico e circense de seu último desfile, com vestidos armados e maxilaços. Fernanda Yamamoto apresentou peças que combinam riscas de giz sobressalentes e tridimensionais a dobraduras inspiradas no origami, enquanto David Lee explorou aventais bordados com a flor do algodão. Na Amapô, o jeans assumiu o protagonismo em releituras de seus looks mais icônicos, agora reinterpretados em preto. O encerramento ficou a cargo de Weider Silveiro, com uma alfaiataria desconstruída que propõe um diálogo entre o masculino e o feminino. Confira: https://vogue.globo.com/google/amp/desfiles/noticia/2025/10/sou-de-algodao-or-spfw-n60.ghtml

Algodão brasileiro conquista a passarela: moda consciente e rastreável brilha na SPFW
20 de Outubro de 2025

O algodão brasileiro subiu à passarela da São Paulo Fashion Week (SPFW) com protagonismo renovado. O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou o desfile “Trajetórias” em sua quarta participação no evento, celebrando a força de uma cadeia produtiva que conecta sustentabilidade, inovação e design. Com 36 looks all black, o desfile destacou o percurso do algodão rastreável e certificado socioambientalmente, cultivado em 82 fazendas de seis estados brasileiros — Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí. A coleção foi desenvolvida dentro do programa SouABR (Algodão Brasileiro Responsável), que assegura práticas de governança e responsabilidade ambiental e social em toda a cadeia produtiva. “Você sabia que o Brasil é o terceiro maior produtor de algodão do mundo?”, questiona Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa, em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Na última safra, alcançamos o posto de maior exportador global de algodão e somos também o líder mundial em produção responsável. Metade de todo o algodão licenciado pela Veracoto vem de fazendas brasileiras.” Ferraresi lembra ainda que a indústria têxtil nacional é a maior verticalizada do Ocidente e está entre as sete maiores do mundo. “Nosso setor é o segundo maior em transformação e geração de empregos no Brasil, com 1,34 milhão de postos diretos e 8 milhões indiretos, totalizando quase 10 milhões de pessoas envolvidas, sendo 60% mulheres. Isso mostra a relevância do algodão não apenas na moda, mas também na economia e na inclusão social.” Para a executiva, o desfile simboliza uma conquista coletiva. “Em nosso quarto desfile na SPFW, a rastreabilidade do algodão brasileiro com certificação socioambiental assume o protagonismo. É uma trajetória que une produtores, indústrias e estilistas para mostrar que o futuro da moda é responsável e transparente”, afirma. O desfile contou com tecidos desenvolvidos por seis indústrias têxteis brasileiras — Cataguases, RenauxView, Santana Textiles, Vicunha, Dalila e Fio Puro — representando todas as etapas da cadeia, da fiação à confecção. O conceito criativo e o styling foram assinados por Paulo Martinez, que escolheu o preto absoluto como metáfora de unidade: “O all black celebra a convergência de todas as cores e de todos os elos da cadeia. É um gesto de respeito e comemoração.” Entre os nomes presentes na passarela estavam Alexandre Herchcovitch, Fernanda Yamamoto, Amapô, Weider Silveiro, ALUF e David Lee, cada um interpretando as infinitas possibilidades do algodão de forma única e autoral.