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Moda: Desafio Sou de Algodão+CdC recebe inscrições até fevereiro
15 de Dezembro de 2025O maior concurso para estudantes de moda do Brasil acaba de abrir inscrições para sua 4ª edição — e, como sempre, nasce dentro da Casa de Criadores, berço da moda autoral brasileira. O Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, parceria do movimento Sou de Algodão com a Abrapa, firma-se como vitrine de novos talentos e laboratório criativo onde a moda começa, literalmente, do zero. O lançamento ocorreu durante a CdC 56, em julho, e as inscrições seguem abertas até 28 de fevereiro de 2026. Nesta temporada, o concurso reforça um compromisso que já se tornou marca registrada: unir criatividade e responsabilidade a partir de uma matéria-prima essencial, democrática e brasileira — o algodão. Mais do que descobrir novos nomes, o projeto impulsiona estudantes a experimentar, testar modelagens, mergulhar nas próprias raízes e criar peças que traduzam identidade. Não à toa, já passaram por ali talentos como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista, Guilherme Dutra e, mais recentemente, o vencedor Lucas Caslu, que hoje integra o line-up oficial da Casa de Criadores. Como funciona e quem pode participar O Desafio é aberto a estudantes matriculados em cursos superiores reconhecidos pelo MEC ou em cursos técnicos cadastrados no SISTEC. Podem participar áreas como Design de Moda, Modelagem, Negócios da Moda, Estilismo, Produção, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil — sempre com acompanhamento de um professor orientador. A regra principal segue firme: cada look deve conter pelo menos 70% de algodão, reforçando o propósito de divulgar a fibra como base para uma moda mais sustentável e consciente. Os projetos podem transitar entre moda feminina, masculina, prêt-à-porter, alta costura, fitness, homewear/loungewear ou streetwear, mas sempre apresentando visão autoral. Nesta edição, só serão aceitos trabalhos individuais. Etapas e premiação A seleção acontece em três fases. A primeira escolhe até dez semifinalistas por região, com divulgação marcada para 3 de abril de 2026. Depois, jurados regionais e nacionais selecionam um representante de cada região do país, formando o grupo dos cinco finalistas, anunciados em 15 de julho de 2026. O grande momento acontece no desfile da 59ª Casa de Criadores, previsto para novembro/dezembro de 2026. O vencedor não só leva o prêmio de R$ 30 mil, como também passa a integrar o line-up oficial da edição seguinte, desfilando sua coleção completa na 60ª CdC, em 2027. O professor orientador recebe uma bolsa de R$ 10 mil, enquanto o segundo e terceiro colocados ganham tecidos de algodão de tecelagens parceiras. Para André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, a força do concurso está na liberdade de criação: "A moda autoral brasileira está mais diversa, livre e regional do que nunca. Criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional, é fundamental para quem quer construir uma carreira consistente. A dica? Criar como se ninguém tivesse feito nada parecido antes." Silmara Ferraresi, gestora do Sou de Algodão, reforça o aspecto educativo do projeto: "Mostramos que tendência e responsabilidade caminham juntas desde o início do processo criativo. Por isso chegamos tão longe: estamos formando uma nova geração que entende a moda de forma ampla e coerente." Criado em 2016, o movimento Sou de Algodão é uma iniciativa da Abrapa que valoriza toda a cadeia produtiva da fibra e promove o consumo consciente. Atualmente, 82% do algodão brasileiro é certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos. Serviço Inscrições: até 28/02/2026 Onde se inscrever: no portal oficial do Desafio Exigências: trabalho individual; look com 70% de algodão; professor orientador Premiação: R$ 30 mil ao vencedor + entrada no line-up oficial da 60ª CdC
Abrapa destaca programas de rastreabilidade na segunda edição do Diálogo do Algodão Brasileiro
12 de Dezembro de 2025Na última terça-feira, 09/12, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou da segunda edição do Encontro do Diálogo do Algodão Brasileiro. Realizado anualmente pela Better Cotton Iniciative, o encontro reúne representantes do setor agrícola, têxtil, varejista, exportador e de organizações não-governamentais que estão interessados em colaborar com a produção do algodão no Brasil. A diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, Silmara Ferraresi, foi convidada pelo BCI para apresentar o case da rastreabilidade do algodão brasileiro. Promoção e rastreabilidade do algodão brasileiro Ferraresi mostrou na sua apresentação como funcionam os programas de promoção e rastreabilidade da Abrapa, que seguem o algodão da semente ao guarda-roupa. Sobre o programa SouABR, a diretora explicou detalhes de como a transparência é garantida em toda a cadeia custódia do algodão certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Através de um QR Code que acompanha a peça, o cliente final consegue acessar todos os dados relacionados a sua produção, sabendo quais fazendas cultivaram o algodão, a fiação e a tecelagem que transformaram a pluma em tecido até a confecção e a varejista, uma inovação que aumenta a credibilidade de todos os compradores. O movimento Sou de Algodão foi destaque por ser o responsável pela promoção do algodão no mercado doméstico. “O algodão é a fibra mais utilizada no Brasil, representando 40% do que é consumido pela indústria têxtil brasileira. No mundo, o algodão representa apenas 21% do consumo total de fibras.” explicou Ferraresi. No ano comercial 2024/2025, o Brasil e sua indústria têxtil verticalizada foi o maior cliente do algodão brasileiro, “E parte disso se deve a todo trabalho de promoção desenvolvido pelo Sou de Algodão”, avaliou. A diretora também citou a nova política de adesão ao programa SouABR, que, a partir de 2026, permitirá que novas marcas façam parte do programa e aproveitou o momento para reforçar o convite de participação às marcas que estavam presentes. “Para aquelas marcas que estão aqui hoje e ainda não estão conosco, no SouABR e no Sou de Algodão, fica o convite. Nós queremos todo mundo daqui com a gente para levantar a bandeira de um algodão mais responsável, que contribui para uma cadeia brasileira cada vez mais sustentável e que entrega valor agregado para os seus consumidores”. Painel mediado pela Abrapa reuniu Renner, Capricórnio Têxtil, WWF, Amaggi e Embrapa Após a palestra, Ferraresi coordenou um painel temático sobre a rastreabilidade, que contou com a participação da gerente de sustentabilidade da Renner, Fabiola Lima; da coordenadora de sustentabilidade da Capricórnio Têxtil, Gabryella Mendonça; do Líder da estratégia para combate ao desmatamento e conversão da vegetação nativa da WWF, Pabllo Majer; da head de sustentabilidade do Grupo Amaggi, Fabiana Reguero; e do pesquisador da Embrapa, João Paulo Morais. Os desafios e as vantagens da rastreabilidade foram destaque no debate. Durante o painel, a head de sustentabilidade da Amaggi citou que apesar algodão brasileiro ter muitas vantagens competitivas em relação a outros países produtores, existe uma dificuldade de mostrar isso aos compradores estrangeiros. “A pluma brasileira tem muitas vantagens competitivas se comparada com a produzida em outros países. Nós precisamos aproveitar toda essa rastreabilidade da origem, para de certa forma, promover e escalar as exportações. Neste sentido precisamos encontrar onde estão as sinergias, e descobrir como que a gente pode destacar os pontos fortes do nosso produto”. Ainda sobre os desafios, Gabryella Mendonça, citou que a rastreabilidade deve ser comunicada como uma solução que vai além da logística.“Como nós podemos conectar a rastreabilidade com os temas críticos do nosso setor? Como a agenda de clima, o desmatamento, e diretos humanos, por exemplo. Neste sentido, é importante que a rastreabilidade seja vista muito além da logística, ela precisa ser uma agenda, uma necessidade socioambiental”, completou Mendonça. Sobre as vantagens, Pabllo Majer, reforçou a importância da rastreabilidade tanto para quem produz, quanto para a preservação do meio-ambiente. De acordo com Majer, “Quando você tem rastreabilidade e o controle de origem, você acaba dando mais valor ao agricultor que se compromete com a transparência da sua produção. Outro ponto muito importante é que o respeito a todo o nosso código florestal passa pela rastreabilidade. Ela se torna essencial para manter a floresta em pé, mitigar todas as mudanças climáticas e reduzir o uso de químicos”. Construindo uma visão conjunta O gerente sênior dos programas de grandes fazendas e parcerias da BCI, Alvaro Moreira, citou que o encontro alcançou o seu principal objetivo ao reforçar a importância da construção de uma visão conjunta sobre o que significa produzir algodão de forma mais sustentável no Brasil. “Esta edição trouxe a rastreabilidade para o centro do debate, destacando o programa da Abrapa e seu potencial como ferramenta transformadora para gerar impacto positivo no campo.” Para os participantes, o evento evidenciou o alto nível de organização do setor cotonicultor brasileiro, fator que contribui diretamente para tornar essas discussões ainda mais produtivas. Sobre o Sou de Algodão Com o propósito promover o algodão como matéria-prima primordial para a moda e o consumo responsável para o mercado brasileiro, a Abrapa criou o movimento Sou de Algodão em 2016. A iniciativa une os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Sobre o SouABR Lançado em 2021, o SouABR é o programa de rastreabilidade da Abrapa que garante total transparência em toda a cadeia de custódia do algodão brasileiro. Por meio de um QR Code aplicado às peças, o consumidor final acessa informações completas sobre a origem e o percurso do produto, da semente ao guarda-roupa. A iniciativa reforça a credibilidade do setor, conecta o público à história de cada peça e consolida um novo padrão de confiança e inovação para o mercado têxtil.
Congresso Brasileiro do Algodão recebe Jacaré de Ouro no Prêmio Caio
11 de Dezembro de 2025Na última segunda-feira, 8 de dezembro, a 14ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) conquistou o primeiro lugar no Prêmio Caio, na categoria que elege os melhores congressos nacionais de 2024. A cerimônia, realizada em São Paulo, reuniu produtoras e agências de publicidade de todo o país. Reconhecido desde 1999 como a principal premiação da indústria de eventos no Brasil, o Prêmio Caio é comparado ao “Oscar” do setor. A premiação ocorre anualmente e é realizada pelo Grupo Conecta. Desde sua criação, a iniciativa é gerida por um Conselho Diretor, composto pelas principais entidades representantes da cadeia nacional de eventos e turismo. A edição de 2025 contou com 97 categorias distribuídas em quatro segmentos: Eventos, Cliente Final, Serviços para Eventos e Sustentabilidade. O diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, e a diretora de Relações Institucionais da entidade, Silmara Ferraresi, participaram da solenidade, ao lado de Melissa Matteo, representante da Comunicato Eventos Inteligentes, empresa responsável pela organização do 14º CBA. De acordo com Portocarrero, a premiação do 14º CBA marca a história do Congresso por estar alinhada com o momento de reconhecimento da pluma brasileira no mercado internacional. “2024 foi um ano excelente para o algodão brasileiro. Além de termos alcançado a liderança nas exportações mundiais, também alcançamos o recorde de público do CBA. Esse prêmio vem para coroar esse momento da histórico para a Abrapa”, explicou o diretor. Essa é a segunda vez que o CBA recebe o Jacaré de Ouro do Prêmio Caio, a primeira foi na 10ª edição do Congresso, que aconteceu na cidade paranaense de Foz do Iguaçu, em 2015. Construindo história rumo ao protagonismo mundial Em um ano marcado pela conquista inédita do posto de maior exportador de algodão do mundo, o congresso realizado em 2024 adotou o tema “Construindo história rumo ao protagonismo mundial”, referência à trajetória conjunta dos produtores que projetou a cotonicultura brasileira no cenário global. Realizado em Fortaleza (CE), o 14º CBA reuniu cerca de 4,2 mil participantes, entre eles 114 palestrantes e 3,3 mil congressistas inscritos de 25 estados e 20 países, estabelecendo recorde de público. O evento adotou um formato inovador em comparação aos tradicionais congressos técnicos. A programação científica contou com seis plenárias. Paralelamente, funcionaram salas temáticas organizadas em uma estrutura hexagonal, com 19 hubs operando simultaneamente no modelo de “palestras silenciosas”: os participantes utilizavam fones de ouvido para acompanhar as apresentações e circulavam livremente entre os conteúdos. Os hubs abordaram temas diversos ligados à tecnologia e à agricultura, do manejo integrado de pragas ao beneficiamento da fibra. Nas plenárias master, o congresso discutiu economia global, mudanças climáticas, inovações que afetam a produção e o comércio do algodão e estratégias para ampliar o consumo da fibra dentro e fora do Brasil. Para Silmara Ferraresi, o reconhecimento do Prêmio Caio coroa uma trajetória iniciada, há uma década. “Desde que a Abrapa assumiu a realização do CBA, em 2015, o congresso se tornou um divisor de águas para disseminação de conhecimento, reforço de imagem, do posicionamento e da reputação do algodão brasileiro. Receber o Jacaré de Ouro é uma grande alegria e a confirmação de que o esforço da cadeia produtiva está sendo reconhecido”, afirmou. Próxima edição O 15º CBA será realizado em Belo Horizonte entre 22 e 24 de setembro de 2026. O tema será “Algodão Brasileiro: Fibra Natural, uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. As inscrições serão abertas em abril de 2026 e poderão ser feitas pelo site oficial do congresso: www.congressodoalgodao.com.br.
Exportações de algodão do Brasil devem crescer 10% na safra 2025/26, projeta Anea
09 de Dezembro de 2025A exportação de algodão brasileiro deve registrar um crescimento de cerca de 10% na temporada 2025/26, segundo projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). A alta é sustentada pela competitividade do produto nacional, pela diversificação de mercados compradores e pelo avanço recente nas compras da Índia. Brasil deve exportar 3,2 milhões de toneladas de algodão De acordo com o presidente da Anea, Dawid Wajs, os embarques brasileiros — que consolidam o país como maior exportador mundial da pluma — devem alcançar 3,2 milhões de toneladas entre julho de 2025 e agosto de 2026. Mesmo diante de um cenário de ampla oferta global e de redução das importações chinesas, o executivo avalia que o algodão brasileiro mantém vantagem competitiva. “O prêmio do algodão brasileiro segue bastante competitivo no mercado internacional, com ótima aceitação nas indústrias têxteis estrangeiras. Teremos um ano promissor, com exportações superiores às da safra anterior”, destacou Wajs, em entrevista à Reuters. Embarques reagem após início lento da safra Segundo o presidente da Anea, as exportações começaram de forma mais lenta neste ciclo, em razão do atraso na colheita, mas já apresentam tendência de recuperação. “Temos estoques importantes que precisarão ser exportados. O mercado está se ajustando e deve manter um ritmo de embarques crescente nos próximos meses”, explicou. Atualmente, o Brasil responde por cerca de um terço do comércio mundial de algodão, à frente dos Estados Unidos, segundo maior exportador global. Entre os principais compradores do algodão brasileiro estão China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão. Índia se destaca nas importações com política tarifária especial Até outubro, a China liderou as compras da nova safra, com 122 mil toneladas, seguida pela Índia, com 106,3 mil toneladas. O aumento das importações indianas, no entanto, é considerado pontual, influenciado por uma isenção temporária de impostos de importação sobre o algodão válido até 31 de dezembro deste ano. “A Índia, que já representa 16% das exportações desta temporada, aproveitou um momento de preços baixos e demanda global reduzida”, afirmou Wajs. Em novembro, exportações disparam 34% Entre julho e outubro, o Brasil embarcou 677 mil toneladas de algodão, volume 7% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior. No entanto, os dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam uma forte recuperação em novembro, quando os embarques somaram 402 mil toneladas, um aumento de 34,4% em relação a novembro do ano passado. Produção nacional ultrapassa 4 milhões de toneladas Na safra 2024/25, a produção brasileira de algodão em pluma ultrapassou 4 milhões de toneladas, consolidando o país entre os maiores produtores do mundo. Desse total, cerca de 760 mil toneladas foram destinadas ao mercado interno, de acordo com dados da Anea. Com estoques robustos, alta qualidade do produto e mercados diversificados, o Brasil deve seguir expandindo sua presença internacional e fortalecendo sua posição de liderança no comércio global da fibra.
Desfile Talentos Senac Moda 2025 acontece na Casa de Criadores
08 de Dezembro de 2025O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), reforça a sua atuação no pilar da educação e incentivo a novos criadores ao apoiar o Desfile Talentos Senac Moda 2025, que aconteceu na última quarta-feira (3), no Centro Cultural São Paulo (CCSP), durante a Casa de Criadores. Ao longo de todo o semestre, o movimento promoveu encontros de capacitação para estudantes da instituição parceira, como visitas técnicas e diálogos com a indústria, contribuindo diretamente para o desenvolvimento do projeto que se encerra neste desfile. Com consultoria criativa do estilista João Pimenta estyling do professor Kledir Salgado, o programa reuniu 14 estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac, selecionados para uma imersão de um semestre. O resultado foi a criação de 28 looks autorais, desenvolvidos com cerca de 300 metros de tecidos e malhas, 30 novelos de linhas e barbantes e 6 metros de palhas, disponibilizados por empresas parceiras. Formação, vivência e aproximação com a indústria Ao longo do processo, o Sou de Algodão estruturou uma série de experiências que ampliaram o repertório técnico e criativo dos estudantes. Entre as ações, destacam-se: ● Visita à Covolan, empresa brasileira do setor têxtil, especializada na produção de tecidos de alta qualidade, com foco principal no denim, situada em Santa Bárbara d’Oeste; ● Visita à Veste S.A Estilo, empresa brasileira do ramo de varejo de moda de alto padrão com sede em São Paulo; ● Talk com Covolan e João Pimenta, durante a semana de lançamentos das tecelagens; ● Pesquisa de campo no DCSP, com participação ativa do movimento. Essas atividades permitiram que os alunos se aproximassem de processos reais da cadeia têxtil, tivessem contato com profissionais do setor e aprofundassem o entendimento sobre o algodão brasileiro e sua utilização nas etapas criativas da moda. O estilista parceiro João Pimenta, consultor criativo da instituição, destaca: “A coleção ‘Nude Total’ parte da ideia de que não existe um único tom de nude. Trabalhamos a diversidade de peles - branca, retinta, ruiva, asiática, com vitiligo - criando roupas que dialogam com essas variações, e mostram que o nude vai muito além do bege rosado. Para isso, escolhemos o algodão como base: uma matéria-prima natural, fácil de costurar, com excelente acabamento e perfeita para receber a pintura artesanal que fizemos após o casting, pigmentando cada peça de acordo com quem a veste. A parceria com o Sou de Algodão foi extremamente coerente com esse processo, porque reforça nossa conexão com a fibra brasileira, sua certificação e sua versatilidade criativa, além de aproximar os estudantes da realidade da cadeia têxtil”. Parcerias que viabilizam novos talentos Empresas do setor também somaram forças ao projeto, como a Covolan, Textilfio, MN Tecidos, Innovativ, Círculo e Torcetex, fornecendo os materiais utilizados no desenvolvimento das coleções. A professora responsável, Viviane Kozesinski, e a coordenadora do curso, Ana Paula Mendonça Alves, reforçam a importância da ação conjunta entre instituições de ensino e a indústria. “Desde o início da parceria, firmada em 2023, o Movimento Sou de Algodão fomentou conhecimento e vivências reais relacionadas a cadeia produtiva do algodão, por meio de visitas a plantações de algodão, fiações e tecelagens, impactando positiva e permanente a formação dos estudantes do curso de Design de Moda. Em 2025, o apoio do Movimento ao projeto Talentos Senac Moda se deu por meio de uma rica agenda de ações que conectou a indústria e estudantes do projeto e ainda possibilitou a captação de uma diversidade de materiais naturais encaminhados pelas empresas associadas que acreditaram no potencial dos nossos jovens talentos”, diz Viviane Kozesinski, professora do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac – Santo Amaro. “A coleção foi desenvolvida com uma diversidade de materiais compostos de fibras naturais, como o algodão e palhas, fornecidos pelos parceiros do movimento Sou de Algodão. Para interpretar a temática da coleção Nude Total, os materiais foram fornecidos em seu estado natural. Os estudantes interpretaram a diversidade de cores das peles brasileiras, colorindo manualmente os tecidos, fios e palhas”, reforça Ana Paula Mendonça Alves, coordenadora do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac – Santo Amaro. Trajetória consolidada ao longo do semestre O Desfile Talentos Senac Moda 2025 representa o resultado de um percurso de seis meses marcado por pesquisa, prática e colaboração entre estudantes, docentes, profissionais do mercado e parceiros institucionais. A apresentação final durante a Casa de Criadores, o maior evento de moda autoral no Brasil, reforça o compromisso do projeto em revelar novas vozes da moda brasileira e destacar processos criativos conectados à sustentabilidade e ao algodão nacional. “Acompanhar toda a jornada dos estudantes ao longo do semestre foi extremamente enriquecedor. Nossa missão no Sou de Algodão é conectar educação, cadeia têxtil e criação, e ver esse encontro ganhar forma em uma passarela tão relevante quanto a da Casa de Criadores ressalta a importância de investirmos em novos talentos”, finaliza Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do Sou de Algodão. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Talentos Senac Moda É um projeto de cunho pedagógico e cultural que busca promover o aprimoramento conceitual e prático dos estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac, em uma iniciativa que reforça o compromisso da instituição com o seu Jeito Senac de Educar, assim como seu pioneirismo na área de Moda. Os trabalhos dos estudantes participantes do projeto são embasados nas trilhas formativas: criação, construção e comunicação, com a missão de compreender todo o funcionamento do mercado, passando pela criação e planejamento de serviços e produtos de moda, pela construção e materialização dessas ideias e, por fim, pelas estratégias de comunicação e gestão do segmento da moda. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest:@soudealgodao TikTok: @soudealgodao_
Carbono é tema principal de reunião do Comitê ESG da Abrapa
05 de Dezembro de 2025A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou, nesta quinta-feira (4), um alinhamento estratégico com o Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro) e a Embrapa Meio Ambiente sobre ações de sustentabilidade e a coordenação entre pesquisa, setor produtivo e formulação de políticas públicas. O encontro foi conduzido pelo Comitê ESG da entidade, que é formado pelas principais lideranças da cadeia algodoeira. Representando os produtores, estavam o Grupo SLC, o Grupo Santa Colomba e o Grupo Scheffer, entre outros. O encontro reforçou a importância do trabalho colaborativo para consolidar o algodão brasileiro como referência em sustentabilidade. Emissões de carbono do algodão brasileiro Durante a reunião a Embrapa Meio Ambiente e a FGV Agro apresentaram projetos para o setor. Inicialmente, a pesquisadora da Embrapa, Dra. Nilza Patrícia Ramos, mostrou a evolução sobre o projeto de pesquisa desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Abrapa e Bayer, voltado à construção de um inventário sobre a emissão de carbono do algodão, do plantio do algodão até o descarte. O estudo cria perfis detalhados da emissão de carbono nas etapas de produção agrícola, no beneficiamento, na extração de óleo e geração de biodiesel a partir do caroço do algodão. A iniciativa permitirá evidenciar a eficiência produtiva do algodão brasileiro nesse tema, além de identificar oportunidades de melhoria de processos e orientar produtores sobre formas de reduzir as emissões. De acordo com o gerente de sustentabilidade da Abrapa, “Já temos dados técnicos primários de 149 mil hectares de algodão para o estudo. Porém para finalizar, falta a caracterização do algodão irrigado e expandir o estudo na Bahia e em Goiás”. O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, destacou o potencial das biofibras e a importância de conectar ciência e políticas públicas para alavancar a competitividade da fibra nacional. Segundo ele, o cálculo de emissão de carbono será um vetor decisivo para ampliar a participação do algodão brasileiro em mercados que exigem transparência ambiental. Políticas públicas e de incentivo ao têxtil sustentável O pesquisador Guilherme Bastos, da FGV Agro, apresentou o “Plano Nacional para Promoção do Têxtil Sustentável”, iniciativa que busca estruturar as bases técnicas, regulatórias e institucionais para a valorização do algodão brasileiro no mercado global, destacando seus diferenciais ambientais, sociais e econômicos frente às fibras sintéticas. Para o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o alinhamento entre as três instituições é estratégico, “Os projetos se complementam para valorizar a cadeia do algodão. Embrapa, FGV e Abrapa precisam caminhar juntas para que avancemos em ciência, sustentabilidade e competitividade”. Ele classificou a reunião como “essencial para melhorar a comunicação entre os elos da cadeia e promover a evolução conjunta das pesquisas”, e acredita que os esforços tendem a fortalecer a reputação do algodão como uma fibra socioambientalmente responsável.
Relatório de Qualidade SBRHVI: dados de novembro reforçam melhora no comprimento e na resistência da fibra
05 de Dezembro de 2025A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou o Relatório de Qualidade do Algodão do Programa Standard Brazil HVI SBRHVI referente a novembro, que aponta avanços importantes na pluma da safra 2024/2025. Os resultados mostram um algodão brasileiro com maior índice de resistência e fibras longas, se comparado aos resultados da safra 2023/2025. Nos 13 laboratórios credenciados ao SBRHVI, 92 equipamentos estão em operação para analisar a qualidade de todos os fardos produzidos no país. Dos 19,2 milhões de fardos estimados para a safra, 13,7 milhões já passaram por análise HVI, garantindo credibilidade das informações de qualidade do algodão brasileiro. O relatório também apresenta uma novidade importante, o lançamento de uma plataforma de Business Intelligence (B.I.) focada em ampliar a transparência dos dados de qualidade do algodão produzido no Brasil. A ferramenta permite consultas personalizadas e atualizadas sobre a evolução das principais características da pluma, com base nos resultados emitidos pelos laboratórios do SBRHVI. A plataforma já está disponível e pode ser acessada em: http://bit.ly/48CQECy. Confira o Relatório de Qualidade de Novembro no link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Relatorio-de-Qualidade-Safra-24-25-30.11.25.pdf
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 05/12/2025
05 de Dezembro de 2025Destaque da Semana - Exportações Brasileiras de algodão batem recorde histórico em nov/25, com mais de 400 mil tons embarcadas. Lá fora, cautela nos mercados globais aliada a números fracos de vendas semanais dos EUA fizeram con que os futuros de algodão na ICE (NY) recuassem para o menor nível em mais de uma semana. Foi a quarta sessão consecutiva de baixa após um animador rali de cinco sessões. Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY - O contrato Mar/26 fechou nesta quinta 04/dez cotado a 64,08 U$c/lp (-0,7% vs. 26/nov). O contrato Dez/26 fechou em 67,65 U$c/lp (-0,25% vs. 26/nov). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 710 pts para embarque Dez-25/Jan-26 (Middling 1-1/8", 31-3-36), fonte Cotlook 27/nov/25. Altistas 1 - Com a posição líquida vendida dos fundos muito elevada, um gatilho de curto prazo – como surpresa no WASDE ou nos dados de exportação – pode forçar recompra de posições curtas e aumentar a volatilidade para cima. Altistas 2 - Muitos produtores em grandes origens já trabalham com margens apertadas ou negativas aos preços atuais de NY, o que limita a disposição de vender novos volumes a esses patamares. Esse contexto reforça a percepção de que preços muito abaixo dos níveis atuais podem não ser sustentáveis no médio prazo, especialmente para a safra 2026/27. Altistas 3 - As expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve se fortaleceram, com a ferramenta CME FedWatch indicando cerca de 87% de probabilidade de redução já na próxima reunião. Em pesquisa da Reuters realizada entre 28/nov e 4/dez, 82% dos economistas consultados projetam corte de 25 pontos-base, o que tende a estimular a atividade econômica global, melhorar o ambiente de consumo e apoiar, indiretamente, a demanda têxtil e de energia. Altistas 4 - Em vários mercados, as fiações operam com estoques de algodão e de fios relativamente enxutos, após meses de compras “hand-to-mouth”. Qualquer recuperação um pouco mais firme dos pedidos no varejo pode levar a um movimento concentrado de recomposição de estoques, sustentando preços físicos e diferenciais de qualidade. Baixistas 1 - Relatos indicam que fiações na China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão não mostram urgência em recompor estoques. A ausência do tradicional movimento de recompras no início do mês confirma que “simplesmente precisamos de demanda”, com excesso de algodão disponível e pouco comprometimento das mills. Baixistas 2 - Em mercados como Bangladesh, Vietnã e Paquistão, o ambiente macro segue desafiador, com custos de energia, instabilidade cambial e incertezas políticas afetando as exportações de têxteis e vestuário. A combinação de pedidos irregulares e estoques de produtos acabados ainda elevados reduz o apetite por novas compras de algodão. Baixistas 3 - Em vários relatórios, o balanço global continua apontando estoques finais confortáveis, mesmo com alguns ajustes pontuais de produção. Estoques elevados reduzem a urgência das fiações em recompor posições e deixam o poder de barganha mais nas mãos dos compradores. Baixistas 4 - A ausência de notícias realmente novas no front fundamental faz com que o mercado fique “preso” em um intervalo relativamente estreito, com viés descendente. Sem gatilhos de alta claros, os participantes tendem a privilegiar a preservação de caixa e a alongar decisões de compra, o que aprofunda a sensação de morosidade. EUA 1 - USDA Export Sales para a semana encerrada em 30/10 mostraram vendas líquidas de apenas 81.500 fardos para a safra corrente (-39% vs semana anterior e -51% vs. média das últimas quatro semanas), sinalizando demanda externa fraca para o algodão americano. EUA 2 - Vietnã segue como principal cliente dos EUA (27% do total), seguido pelo Paquistão (11%). China aumentou seu compromisso em apenas 5,7 mil tons, totalizando 31,8 mil tons (vs 124,8 mil em 2024). China 1 - Dados da China National Cotton Exchange mostram que até 3/dez 4,55 milhões tons de pluma foram inspecionadas no Xinjiang (+626,2 mil tons na semana), volume 19% superior a 2024. China 2 - A China Cotton Association manteve as projeções para 2025/26: produção de 7,28 milhões tons (+9,2%), importações de 1,1 milhão (+4,5%), consumo de 8,1 milhões (+3,8%) e exportações de 20 mil tons. Os estoques finais seguem em 10,11 milhões tons (+2,7%). China 3 - Xinjiang reforçará a cooperação com países da Ásia Central, conforme discutido no Tianshan Forum for Central Asia Economic Cooperation esta semana. A região visa consolidar seu papel como hub central do Cinturão e Rota. Bangladesh - A média de importação de algodão de Bangladesh em set-out/25 foi de 130 mil tons/mês, mas outubro teve o menor volume desde 2023. Se nov/25 repetir a queda, pode indicar desaceleração setorial. Turquia - Na Mediterranean Cotton Roads conference, foi informado que a seca afetou a produtividade da safra atual da Turquia, com produção estimada pela Cotlook em 650 mil toneladas (-24% vs 2024/25). A área plantada deve cair em 2026. Vietnã - Fiações vietnamitas seguem cautelosas, comprando pouco e focando em algodão dos EUA, Austrália e Brasil. A alta dos preços futuros reduziu o interesse na semana. Indonésia - Pequenos lotes de algodão brasileiro foram negociados esta semana para entrega imediata, mas o mercado segue fraco. O setor têxtil local enfrenta concorrência de produtos chineses baratos, afetando a competitividade da indústria doméstica. Câmara Setorial 1 - A Câmara Setorial do Algodão realizou sua última reunião de 2025 em 02/dez, coordenada pelo presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, com participação das associações estaduais, Anea, Mapa e Abit para discutir balanço da safra e políticas públicas. Câmara Setorial 2 - A Abrapa protocolou ao ministro Carlos Fávaro pedido de acesso a instrumentos como Prepo e crédito do BNDES para sustentar preços mínimos e liquidez dos produtores, frente à volatilidade de preços e custos elevados. Câmara Setorial 3 - O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou dados de fechamento de safra, confirmando que o Brasil segue como maior exportador mundial, mas com receita pressionada pela queda dos preços globais. Câmara Setorial 4 - A Abrapa projetou safra 2026 de 3,83 milhões tons (- 9,9% vs 2024/25) e estima que o Brasil ampliará sua participação nas exportações globais para 33% (3,1 milhões tons), mesmo com cenário de preços baixos. Exportações 1 - As exportações brasileiras de algodão somaram 402,4 mil tons em nov/25. Recorde embarcado no mês de novembro. Exportações 2 - No acumulado de ago/25 a nov/25, as exportações brasileiras somam 952,7 mil tons, alta de 11,9% com relação ao mesmo período em 2024. Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (04/12) foram beneficiados nos estados da BA (94%), GO (99,5%), MA (78%), MG (99%), MS (98%), MT (83%), PI (99%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 86,1%. Plantio 2025/26 - Até o dia de ontem (04/12) foram semeados nos estados da BA (15,3%), MG (30%), PR (60%) e SP (65%). Total Brasil: 3,86%. Preços - Consulte a tabela de cotações: Quadro de cotações para 04 -12 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com