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Abrapa publicou Relatório Mensal de Safra para novembro de 2025
24 de Novembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou na última segunda-feira, 24/11, seu Relatório Mensal de Safra, trazendo números que confirmam o avanço da cotonicultura nacional. Mesmo com uma queda projetada de 3,6% na produtividade por hectare (1.885 kg/ha), o país registrou recorde de produção. A estimativa aponta 4,11 milhões de toneladas, um crescimento de 11,1% em relação à safra 2023/2024. O volume robusto também deve elevar os estoques finais, previstos em 796 mil toneladas até julho de 2025, registrando uma alta de 58% sobre o ciclo anterior. No comércio exterior, o relatório projeta para 2025/2026 exportações de 3,1 milhões de toneladas, avanço de 9,3% em relação ao último ano comercial. Em outubro de 2025, o Brasil embarcou 293,9 mil toneladas, 4,6% acima do mesmo mês de 2024, gerando US$ 476,9 milhões em receita. China e Índia lideraram as compras, respondendo por 46% do volume exportado no mês. Índia e Bangladesh, somadas, ampliaram as importações de algodão brasileiro em 63,4 mil toneladas na comparação com o mesmo período do ano passado. O mercado interno também mostrou dinamismo. Entre janeiro e setembro de 2025, a produção têxtil cresceu 10,8%, enquanto o setor de vestuário avançou 1,3%. No mesmo período, o setor gerou 12,9 mil novos empregos na indústria têxtil e outros 16,7 mil na confecção. As exportações brasileiras de têxteis e confecções acumularam alta de 7,9% entre janeiro e outubro de 2025. As importações do setor, por sua vez, cresceram 6,7% no período. Para saber mais informações, acesso no relatório completo no link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Relatorio_safra_Abrapa.nov2025.pdf

Inauguração de escritório da ApexBrasil marca nova fase da atuação no Mato Grosso
24 de Novembro de 2025

A ApexBrasil inaugura na próxima segunda-feira (24) o escritório da Agência em Cuiabá, durante uma agenda voltada a aproximar o setor produtivo mato-grossense das oportunidades internacionais. A programação inclui encontro entre 54 adidos agrícolas, representantes de entidades e empresários do agro, além da assinatura de convênios que somam R$ 42,62 milhões para impulsionar cadeias estratégicas do estado. No mesmo evento, serão lançados programas de qualificação para empresas de diferentes portes que buscam avançar na exportação. As atividades da Agência começam com reuniões entre os 54 adidos agrícolas e representantes de setores produtivos, em uma agenda que busca colocar empresários em contato direto com quem atua na abertura de mercados e identificação de oportunidades no exterior. As atividades contarão com as presenças do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. A nova unidade funcionará na sede da Famato, no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A descentralização, relata Viana, faz parte da estratégia de aproximar serviços e inteligência de mercado de empresas locais. A instalação do escritório foi anunciada no dia 23 de setembro, após assinatura, em Brasília (DF), de um termo de cooperação entre a Famato, Ministério da Agricultura e Pecuária e a ApexBrasil. “A ApexBrasil tem que estar onde o agronegócio está. Mato Grosso é um dos motores da nossa produção, com enorme potencial de diversificar sua pauta exportadora, atrair investimentos e agregar valor à produção local. Com este escritório, queremos apoiar produtores, empreendedores e cooperativas para que ampliem sua presença internacional e aproveitem as oportunidades que o mundo oferece”, afirma. Durante a solenidade, a ApexBrasil assinará convênios com ABRAPA (Associação Brasileira de Produtores de Algodão), UNEM (União Nacional do Etanol de Milho) e IBRAFE (Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais), destinados à promoção de exportações, inteligência de mercado e expansão para novos destinos. Juntos, os acordos somam R$ 42,62 milhões. Produtor no centro e qualificação das empresas No mesmo dia, serão lançados dois programas de formação: o Qualifica Exportação, voltado a empresas já maduras no processo de internacionalização, e o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), executado em parceria com o Sebrae-MT, voltado a micro e pequenas empresas. Juntos, devem atender 150 negócios no estado, com investimento superior a R$ 2,5 milhões. O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, destaca que a chegada da ApexBrasil deve encurtar o caminho entre o campo e os mercados internacionais. “Nosso compromisso é abrir mercados e levar o nome de Mato Grosso para o mundo. Esse escritório vai dar ao produtor rural condições de competir em pé de igualdade, com suporte técnico, acesso a certificações e oportunidades que consolidam nossa posição como referência global em alimentos”, ressalta. Ele observa que a nova unidade influencia diretamente o cotidiano do setor ao transformar potencial em resultado. Segundo ele, “mais do que abrir mercados, a chegada da ApexBrasil simboliza um passo decisivo para que o produtor rural transforme potencial em resultado, consolidando Mato Grosso como motor do desenvolvimento brasileiro e referência no fornecimento de alimentos ao mundo”.

Relatório Mensal de Estatística - Novembro de 2025
19 de Novembro de 2025

A Abrapa publicou nesta quarta-feira, 19/11, o Relatório Mensal de Estatística de novembro do Cotton Brazil. Após curto período de paralização dos serviços públicos do governo americano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) voltou a publicar as previsões de safras e exportações do algodão pelo mundo. Produção nacional - Com previsão estimada em 4,08 milhões de toneladas para safra 2025/2026, a produção brasileira representa 16% de todo algodão produzido no mundo. O país mantém a sua posição como terceiro maior produtor mundial. Exportações – Apesar dos Estados Unidos terem registrado um aumento nas exportações relativas ao ano comercial 2025/2026, o Brasil segue liderando o ranking de maior exportador mundial da pluma, com estimativa de 3,16 milhões de toneladas exportadas. Oferta global – A China e os Estados Unidos registraram um aumento no volume produzido entre os meses de setembro e novembro, o crescimento foi de 217 mil e 193,9 mil toneladas, respectivamente. Importações – No mundo, Vietnã, Bangladesh e Paquistão são os 3 países que mais importaram a pluma no período entre setembro e novembro. Clientes da pluma brasileira – No acumulado de agosto a outubro de 2025, os maiores importadores do algodão brasileiro foram a China, com 112 mil toneladas. a Índia, com 92 mil toneladas e Bangladesh, com 81 mil toneladas.   Essas e outras informações você pode conferir no relatório completo, disponibilizado no link abaixo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Relatorio_WASDE_USDA_IMEA_Novembro_25.pdf

Será que é de algodão? Sou de Algodão lança campanha que convida o público a olhar além da etiqueta
17 de Novembro de 2025

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), acaba de lançar a sua segunda campanha institucional do ano: “Será que é de algodão?”. A ação tem como propósito provocar a reflexão sobre o que de fato vestimos, e estimular o consumidor a checar a etiqueta das roupas antes de comprar. Com o subtítulo “Nem tudo o que parece é natural”, a campanha alerta para um hábito comum: comprar por impulso, sem atenção à composição das peças. O movimento busca chamar a atenção para as ciladas do consumo rápido, como tecidos sintéticos que imitam a maciez natural do algodão, roupas baratas que duram poucas lavagens ou causam desconforto na pele, e a falta de informação sobre o que realmente estamos levando para casa. “Queremos que o público repense a forma como escolhe suas roupas. Olhar a etiqueta é um gesto simples, mas que pode transformar o jeito de consumir moda. É um convite para olhar além da vitrine, da tendência e do preço, e enxergar o que está por trás de cada peça”, afirma Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão. Para Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, a campanha reforça o principal propósito do movimento. “O Sou de Algodão nasceu para aproximar o campo da moda, e conscientizar o consumidor sobre a importância das suas escolhas. Ao olhar a etiqueta, o consumidor valoriza o que é feito aqui, e reconhece o trabalho de quem produz com qualidade e responsabilidade”, destaca. Moda consciente começa na informação O conceito criativo da campanha “será que é de algodão?” parte da provocação para estimular uma mudança de comportamento. “A etiqueta nunca mente”, diz um dos vídeos da ação, que mostra comparações entre tecidos sintéticos e o algodão natural, destacando o conforto, a durabilidade e a versatilidade da fibra natural brasileira. O vídeo principal da campanha, criado em parceria com a Omni Filmes, foi desenvolvido com inteligência artificial, e termina com a chamada “nem tudo o que parece é natural” - um paralelo entre o conteúdo produzido e a mensagem central da campanha. Outras ativações incluem vídeos de humor, e uma edição especial do quadro “Povo Fala”, com influenciadores convidados, que abordam de forma leve e educativa a pergunta: “Você sabe do que é feita a roupa que está vestindo?”. Ações digitais e rede de parceiros Com duração de três meses (setembro a novembro), a campanha se desdobra nas redes sociais do movimento, com vídeos, desafios e conteúdos educativos. Entre as ações previstas, estão o vídeo manifesto e carrosséis educativos, corrente de marcas parceiras, artigo no blog Sou de Algodão sobre como ler as etiquetas e conteúdos com o projeto parceiro Etiqueta Certa, que reforçam a importância de se conhecer a composição e a origem das peças. Moda com origem e propósito O algodão brasileiro, natural, confortável e produzido com responsabilidade socioambiental, segue como protagonista nas campanhas do movimento. O Brasil é um dos poucos países que possuem cadeia produtiva completa, do cultivo ao tecido, e do fio à peça pronta, o que garante soberania produtiva e geração de valor. “Quando o consumidor aprende a olhar para a etiqueta, ele também passa a valorizar quem está por trás de cada etapa dessa cadeia, seja do produtor ao estilista, seja do campo à passarela. É sobre consciência, pertencimento e orgulho do que é feito aqui”, reforça Silmara. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento:  Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_

Na COP30, Abrapa debate sobre o algodão brasileiro como alternativa para a moda responsável
14 de Novembro de 2025

Na última quarta-feira, 12/11, o gerente de sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fábio Carneiro, coordenou o painel “O algodão como opção natural e competitiva na matriz têxtil: campo e consumidor” na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). A apresentação fez parte da programação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no espaço AgriZone. Produção têxtil com responsabilidade socioambiental Durante a sua apresentação, Fábio Carneiro destacou que o uso de fibras sintéticas pela indústria aumenta anualmente, enquanto a do algodão tende a queda. Fábio explicou que somente no ano de 2024, a produção de tecidos sintéticos como o poliéster e o nylon, liberou 222 milhões de toneladas de gases poluentes de efeito estufa. No mesmo período, as emissões de origem em fibras naturais não chegaram a 34 milhões de toneladas, o que representou uma redução nas suas emissões em 0,51%, se comparado com 2023. Carneiro relacionou essa tendência ao baixo custo de produção dos tecidos sintéticos e à mudança nos hábitos de consumo. O palestrante enfatizou outro dado relacionado ao uso da terra e à geração de empregos. O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor de algodão do planeta e o maior exportar da pluma, utilizando uma área de cultivo correspondente a apenas 0,2% de todo território nacional e gerando aproximadamente 8 milhões de empregos diretos. “A cadeia têxtil do algodão gera 1,34 milhões de empregos diretos e 8 milhões indiretos, que vão desde as fazendas, fiações e confecções até o varejo. Isso sem contabilizar as ocupações vindas a beneficiamento do caroço, que é matéria-prima para a produção de óleo de cozinha, biodiesel e ração”, afirmou Carneiro. O gerente citou a presença das novas gerações no campo como um vetor de inovação tecnológica que torna a produção do algodão mais eficiente, reduzindo expressivamente o consumo de insumos nas lavouras atuais. “Quando você chega nas fazendas, você vê caras novas, pessoas jovens querendo mostrar com tecnologia e inovação os resultados na fazenda”, ressaltou. Transparência e parceria A convite da Abrapa, a head de sustentabilidade e comunicação da C&A Brasil, Cynthia Watanabe, participou do painel e reforçou a parceria entre a marca e o programa de rastreabilidade SouABR. Os participantes abordaram o programa de rastreabilidade da cadeia de custódia do algodão como um fator de valor agregado aos produtos feitos da pluma. Watanabe explicou que as metas para aumentar o uso de matérias-primas naturais de origem susntetável, são os principais motivos que levaram a marca a aderir ao programa. De acordo com Cynthia “A C&A tem uma ambição de ter 80% do nosso uso de matérias-primas vindas de origem mais sustentável. Hoje, o algodão representa 66% do nosso share. A gente vem cada vez mais diminuindo o uso de fibras sintéticas e utilizando fibras naturais, como o algodão e a viscose.” Watanabe também afirmou que a C&A entende que economia circular e economia de baixo carbono é o futuro do setor têxtil e completou: “Para que a companhia toda se movimentasse nessa agenda, estabelecemos metas que se desdobram para toda nossa liderança, do CEO ao analista. Temos o compromisso público de reduzir de 42% das nossas emissões de escopo 1, 2 e 3.” A íntegra da apresentação da Abrapa na Cop30 está disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=ftZu06Apskc

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 14/11/2025
14 de Novembro de 2025

Destaque da Semana 1 - O grande foco de hoje é o WASDE de novembro, que será o primeiro relatório de oferta e demanda desde setembro — lembrando que, após o início do shutdown em 1º/out, nenhuma atualização adicional foi publicada. A expectativa geral é que o USDA traga revisões para cima nas estimativas de safra da China, do Brasil e dos Estados Unidos, além de possíveis sinais de melhora na atividade têxtil chinesa. Destaque da Semana 2 - As principais entidades que representam o setor do algodão no Brasil, nos EUA e na Austrália têm se reunido com frequência para colocar em prática um plano conjunto de promoção internacional da fibra, destacando seus atributos naturais, sustentáveis e biodegradáveis. Destaque da Semana 3 - Os três países já estão atuando juntos através da iniciativa MTLC (Make the Label Count), na União Europeia, que atua no combate à desinformação sobre tecidos naturais junto a legisladores europeus. Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 13/nov cotado a 62,90 U$c/lp (-2,5% vs. 06/nov). O contrato Dez/26 fechou em 67,57 U$c/lp (-0,9% vs. 06/nov). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 694 pts para embarque Dez-25/Jan-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 14/nov/25. Altistas 1 - O WASDE de novembro pode trazer alguma surpresa positiva em consumo, após meses de forte ritmo de embarques de Brasil e Austrália e revisões anteriores de alta para o uso mundial. Altistas 2 - Caso o USDA reduza o gap entre consumo e produção em 2025/26, o mercado pode reagir de forma positiva. Altistas 3 - Na China, o PMI do setor têxtil voltou a ficar acima de 50 em outubro (52,66), com melhora em todos os subíndices, queda moderada nos estoques de fios e aumento na parcela de fiações operando a mais de 90% da capacidade. Altistas 4 - A Beijing Cotton Outlook (BCO) também elevou levemente a projeção de consumo da China para 8,45 milhões tons em 2025/26, reforçando que a demanda doméstica, embora pressionada, continua reagindo aos preços mais baixos do algodão. Altistas 5 - A BCO estima produção chinesa em 7,42 milhões tons (+8,2% a/a), abaixo do consumo projetado de 8,45 milhões de tons e com estoques finais levemente menores em 2025/26. Esse quadro mantém a China como grande importadora líquida. Altistas 6 - Os estoques portuários chineses em Qingdao caíram para cerca de 300 mil tons, patamar inferior aos meses anteriores, indicando que o algodão importado continua saindo para as fiações. Altistas 7 - O Brasil exportou 295,6 mil tons em outubro, o maior volume já registrado para o mês, atingindo cerca de 556 mil tons (2,55 milhões de fardos) no acumulado de agosto a outubro. Baixistas 1 - As cotações seguem pressionadas: o Índice A (referência para preços na Ásia) encerrou em 74,95 U$c/lb, apenas 10 pontos acima do piso de 5 anos registrado em outubro, mantendo o sentimento de mercado “pesado” e defensivo. Baixistas 2 - A rolagem do contrato Dez/25 pelos fundos adicionada à necessidade de fixação de compras “on-call” por produtores, em cima do vencimento de dezembro, adicionou pressão baixista no contrato. Baixistas 3 - A expectativa para o WASDE de hoje é de aumento das safras em China (para algo próximo a 7,4 milhões tons), Brasil (em torno de 4,1 milhões tons) e EUA (13,4–13,75 milhões de fardos, cerca de 2,9 milhões tons). Baixistas 4 - O comércio físico continua da mão-para-a-boca, com compradores focados em pequenos lotes para embarque próximo. Baixistas 5 - Apesar da melhora do PMI têxtil, a China registrou forte queda nas exportações de têxteis e vestuário em outubro: -12,6% a/a e -9% m/m, com valor mensal de US$22,26 bilhões. A implementação da trégua na guerra comercial entre EUA e China anunciada este mês deve melhorar este quadro. Baixistas 6 - Há ainda um grande volume de algodão a fixar nas mãos de produtores, portanto qualquer rali de preço tende a ser rapidamente aproveitado para venda, limitando o potencial de alta no curto prazo. Baixistas 7 - A fibra de poliéster na China é cotada ao redor de 40 c/lb, em leve queda recente. A diferença de preço continua incentivando a mistura e, em alguns mercados, a substituição direta do algodão por alternativas sintéticas. EUA - A colheita e o beneficiamento avançam abaixo do ritmo do ano passado, mas com boa qualidade em regiões como South Texas. China 1 - Os preços futuros em Zhengzhou recuaram na semana, enquanto o Índice CC ficou praticamente estável em 14.819 yuan/ton, ampliando o prêmio sobre o Índice A ajustado, aumentando assim a atratividade do algodão importado. China 2 - Durante a 8ª China International Import Expo em Xangai, empresas chinesas como COFCO, Chinatex e CNCGC assinaram múltiplos acordos de compra de algodão com fornecedores internacionais, incluindo Brasil, Argentina e Austrália. Paquistão 1 - O mercado de fios continua fraco, com fiações reduzindo pedidos de preço para viabilizar exportações e pressionando margens ao longo da cadeia. Paquistão 2 - A produção de algodão foi revisada para cerca de 1,2 milhão tons, acima da estimativa anterior de 1,1 milhão tons, o que adiciona oferta local em um cenário de demanda têxtil internacional ainda hesitante. Bangladesh - Os preços de fios recuaram, mas o país segue como importante destino para algodão Brasileiro, africano e australiano, beneficiando-se também do adiamento da implementação de tarifas mais altas no porto de Chattogram. Índia 1 - A CAI projeta safra de 30,5 milhões de fardos de 170kg (cerca de 5,2 milhões tons), 2% menor que em 2024/25, com queda em estados-chave como Haryana e Telangana e aumento em Punjab e Andhra Pradesh. Índia 2 - O país deve importar cerca de 4,5 milhões de fardos de 170kg (765 mil tons), devido à isenção temporária de tarifas (até 31/12) e à menor produção interna. Vietnã - As exportações de fios até outubro superam o mesmo período de 2024, mostrando resiliência do polo têxtil vietnamita, mesmo com queda no valor das exportações têxteis no último mês. Turquia – As importações turcas seguem firmes na temporada, com dados recentes indicando forte crescimento ano a ano e participação relevante do Brasil e EUA. COP30 1 - Em 12/nov na COP30 em Belém, o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, apresentou o painel "O algodão como opção natural e competitiva", alertando sobre o aumento das fibras sintéticas e seus impactos ambientais. COP30 2 - O algodão brasileiro foi destacado como solução sustentável por Cyntia Kasai, Head de Sustentabilidade da C&A Brasil. A marca participa do programa SouABR, que faz a rastreabilidade total da semente ao guarda-roupa. Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 154,8 mil tons na primeira semana de nov/25. Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (13/11) foram beneficiados nos estados da BA (89%), GO (95,15%), MA (68%), MG (97%), MS (92%), MT (68%), PI (96,74%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 73,87%. Plantio 2025/26 - Iniciada a semeadura nos estados do Paraná e São Paulo. Preços - Consulte a tabela de cotações: Quadro de cotações para 13 -11 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

Lideranças femininas do agro visitam a Abrapa e destacam o modelo de gestão da associação
14 de Novembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) recebeu nesta quarta-feira,12/11, cerca de 60 lideranças femininas do movimento Agroligadas, na sua sede em Brasília. A visita fez parte do “Tour Agroligadas”, iniciativa voltada à troca de experiências e ao fortalecimento do protagonismo feminino no campo. Durante o encontro, o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, apresentou o modelo de gestão da entidade e os principais programas desenvolvidos pela associação, com foco em qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e promoção do algodão brasileiro. Portocarrero citou a união do setor como fator decisório para o sucesso do algodão brasileiro. De acordo com o diretor, “Apesar de ser cultivado em vários estados, o algodão brasileiro tem um padrão de qualidade reconhecido internacionalmente. Caso alguns produtores não estivessem trabalhando no mesmo nível a reputação do nosso produto poderia ser prejudicada. A união dos produtores para que as melhores características da pluma estejam presentes em todos os fardos produzidos no país”, afirmou o diretor. As participantes também visitaram o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), onde acompanharam o processo de aferição das amostras por meio de equipamentos de HVI. A presidente do movimento, Geni Schenkel, destacou que a escolha da Abrapa como umas das visitas do tour se deu relevância da instituição. “Escolhemos vir à Abrapa em primeiro lugar por ser a associação mais organizada do setor do agronegócio. Queríamos entender como funciona tão bem esse associativismo que tem uma relação de grande relevância com o desenvolvimento de políticas públicas e que transita com tanta eficiência nos espaços decisórios de Brasília” afirmou. Associativismo como força de transformação Após a visita técnica, o grupo participou do talk show “Conectar para Crescer: o associativismo que move a Abrapa”, mediado por Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão. O painel contou com a presença de Marcela Albanez, presidente do comitê Women in Cotton Brasil; Rafaela Albuquerque, gestora da ApexBrasil; e Ângela Pimenta, diretora do Departamento de Promoção do Agronegócio do Ministério da Agricultura (Mapa). Rafaela Albuquerque apresentou o programa Cotton Brazil, desenvolvido em parceria entre a Abrapa, a Anea e a ApexBrasil, como exemplo de construção de marca e diferenciação no mercado global. “A Apex faz um projeto setorial de promoção, que cria uma estratégia de branding com o objetivo de mostrar ao mundo os atributos e identidade dos produtos brasileiros. No caso do algodão, criamos a estratégia que resultou no branding do Cotton Brazil”, explicou. Representando o Mapa, Ângela Pimenta destacou o papel dos adidos agrícolas brasileiros, hoje presentes em 38 países, na abertura de novos mercados internacionais para produtos nacionais. Já Marcela Albanez ressaltou a presença das mulheres na cadeia do algodão e contou como o movimento Women in Cotton se consolidou no país. “Nenhuma cadeia cresce sem a participação ativa das mulheres. O movimento chegou ao Brasil para transformar propósito em ação concreta” afirmou. No encerramento, Silmara Ferraresi ponderou sobre a ação da Abrapa na consolidação da cotonicultura nacional. “Abrapa não vende sonho, ela vende estrutura, consistência e entrega. Se o seu foco for vender um sonho, você vende uma vez, na segunda o cliente não volta. Nos últimos 25 anos a Abrapa esteve dedicada a estruturar o setor. Toda a estrutura levada pela associação ao mercado externo foi pensada, desenhada e testada dentro de casa”, concluiu a diretora. Do campo à cidade: a rede feminina do agro Criado em 2017, o movimento Agroligadas tem como missão ampliar a inserção das mulheres no agronegócio e fortalecer sua atuação em diferentes áreas do setor. Formado por lideranças de todo o país, o grupo desenvolve projetos sociais nas áreas de educação e comunicação, conectando o campo e a cidade e estimulando uma nova geração de mulheres protagonistas no agro.  

COP 30: Entidades lançam Manifesto pela Sustentabilidade dos Grãos e Fibras
14 de Novembro de 2025

Belém (12/11/2025) - O Sistema CNA/Senar e entidades do setor lançaram, na quarta (12), o “Manifesto pela Sustentabilidade dos Grãos e Fibras do Brasil”. O lançamento ocorreu no Pavilhão AgroBrasil, espaço do Sistema CNA/Senar localizado na AgriZone, na Embrapa Amazônia Oriental. A quarta-feira (12), no local, foi dedicada aos painéis que debateram desafios, sistemas de produção e sustentabilidade dos grãos no Brasil. O documento lançado pelas entidades reforça o compromisso da agropecuária brasileira com uma produção sustentável, competitiva e alinhada às demandas do mercado global. Além de destacar o compromisso do agro nacional com a sustentabilidade, a segurança alimentar global e a credibilidade da produção brasileira no cenário internacional. Assinam o manifesto, além da CNA, a Abramilho, Abrapa, Aprofir Brasil, Aprosoja Brasil, Aprosoja Mato Grosso, Sistema OCB e Sistema Ocepar. O documento diz que “o Brasil construiu uma agricultura tropical que une ciência e conservação ambiental”. De acordo com o manifesto, o Brasil construiu, nos últimos cinquenta anos, uma agricultura tropical que multiplicou em até seis vezes a produção de grãos e fibras, com um aumento de 230% na produtividade, impulsionado por avanços científicos e tecnológicos. O texto destaca que práticas como o plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta e a fixação biológica de nitrogênio fazem parte da rotina das fazendas brasileiras e permite ganhos produtivos com menor impacto ambiental. Além disso, afirma que, sem essas tecnologias, o país precisaria de 219 milhões de hectares adicionais para produzir o mesmo volume atual, e que isso reforça a eficiência da agricultura tropical. Outro ponto abordado é o papel do produtor rural na preservação ambiental, já que 29% de toda vegetação nativa brasileira está protegida dentro das propriedades rurais e forma a maior governança privada de áreas nativas do mundo. A soja é apontada como um dos maiores exemplos da agricultura baseada em ciência, uma vez que a fixação biológica de nitrogênio elimina a necessidade de fertilizantes nitrogenados e evita a emissão de cerca de 260 milhões de toneladas de CO₂ equivalente por ano. No caso do milho, o manifesto ressalta que o Brasil é o único grande produtor mundial capaz de colher três safras anuais, sendo que duas dessas safras de culturas diferentes podem ser feitas no mesmo solo, sem expandir suas áreas cultivadas, o que favorece a diversificação e rotação de culturas, fundamentais para a sustentabilidade dos sistemas agroalimentares. Já o setor de fibras é citado como um exemplo global de boas práticas. Cerca de 34% do algodão com certificação socioambiental no mundo é brasileiro, auditado por empresas independentes e submetido a quase 200 critérios de conformidade social, ambiental e de boas práticas agrícolas. “Reconhecemos que o futuro da agricultura está na ciência, na inovação e na valorização de quem produz e preserva. A agricultura brasileira é parte da solução climática e prova que é possível alimentar o mundo conservando o meio ambiente. Convidamos governos, instituições e a sociedade a caminhar juntos na construção de um futuro sustentável, liderado pela agricultura tropical”.