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Dia Mundial do Algodão: Brasil é líder em exportação e produção sustentável
03 de Outubro de 2025Desde 2024, o Brasil é o maior exportador de algodão e terceiro maior produtor mundial da pluma. No ano comercial de 2024/2025, foram produzidas 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas. Além dos números excepcionais do comércio exterior, o algodão é muito valorizado pela indústria brasileira, sendo a principal matéria-prima do setor têxtil nacional. O resultado é fruto da união e organização do setor, que tem como principais estratégias o aumento da produtividade, melhorias na qualidade da fibra, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social. Na próxima terça-feira, 07/10, é comemorado o Dia Mundial do Algodão, e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) junto ao movimento Sou de Algodão, mobilizam a cadeia e os consumidores através da campanha “Não é só fibra. É propósito.” Um convite a olhar além da fibra e enxergar o algodão como potência capaz de movimentar a economia brasileira, inspirar a criatividade e conectar pessoas. Algodão brasileiro é número um em certificações socioambientais Das fazendas de algodão no Brasil, 83% têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e pela Better Cotton, iniciativas que comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis. Para receber a certificação, as propriedades passam por auditoria externa que avalia 195 itens de conformidade socioambiental. Entre os pontos analisados estão a gestão de recursos hídricos, o desenvolvimento regional, a conservação da biodiversidade, a adaptação e mitigação climática, a saúde do solo e o manejo integrado de pragas. Esses critérios colocam o Brasil no topo do ranking mundial de algodão certificado socioambientalmente. Na safra 2023/2024, a pluma brasileira representou mais de 48% das 5,47 milhões de toneladas certificadas no mundo. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, a produção de uma fibra responsável é um dos grandes diferenciais do algodão brasileiro no mercado internacional. “O consumidor está cada vez mais exigente em relação à preservação ambiental e às práticas de sustentabilidade. Para responder à demanda, grandes marcas têm buscado soluções que estejam alinhadas a esses valores. Nesse contexto, o algodão brasileiro se destaca como uma matéria-prima que une qualidade e sustentabilidade”, destacou Piccoli. Valor além do preço As marcas que utilizam algodão brasileiro como matéria-prima agregam valor ao produto final devido às características intrínsecas da pluma nacional. Segundo Piccoli, “o diferencial do algodão brasileiro está em oferecer ao mercado, durante os 12 meses do ano, um produto com certificação socioambiental e rastreabilidade, atestando sua origem e detalhando cada etapa da transformação, da semente até chegar à roupa.”. A rastreabilidade é garantida por dois programas da Abrapa que reforçam a responsabilidade socioambiental da fibra ao assegurar a transparência e a origem de cada fardo comercializado. O primeiro é o Sistema Abrapa de Identificação (SAI). A diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, explica: “Todo fardo de algodão produzido no Brasil recebe uma etiqueta que dá acesso às informações sobre a fazenda de origem, certificações, análises laboratoriais das características da fibra, unidades de beneficiamento e todo o trajeto percorrido até os portos ou fiações nacionais”. O segundo programa é o Sou ABR, que amplia a rastreabilidade até o consumidor final. “O Sou ABR agrega os dados do SAI às informações das fiações, tecelagens e confecções pelas quais o algodão passa até se transformar em roupa. Por meio da tecnologia blockchain, rastreia toda a cadeia de custódia da fibra”, acrescenta Ferraresi. No Brasil, grandes redes como C&A, Renner e Calvin Klein já oferecem linhas de produtos rastreáveis em suas lojas, trazendo confiabilidade e valor agregado às coleções. Da semente à geração de empregos Com uma cadeia produtiva que vai do campo ao varejo, a transformação do algodão em roupas demanda grande quantidade de mão de obra especializada. Antes mesmo de chegar à indústria, cada fazenda produtora gera, em média, 30 empregos. Já no setor têxtil, de acordo com dados da IEMI/ABIT, são 1,34 milhão de empregos diretos. Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, trabalhar no setor algodoeiro, no campo ou nas cidades, representa uma vantagem para os trabalhadores, já que a demanda por mão de obra capacitada estimula a profissionalização. “A Abrapa, por exemplo, promove regularmente cursos para quem atua em unidades de beneficiamento, laboratórios e também para produtores”, ressaltou. Nos últimos 20 anos, a produção de algodão no Brasil passou por uma revolução tecnológica, que permitiu superar problemas com pragas e elevar tanto a produtividade por hectare quanto a qualidade da fibra. “O aperfeiçoamento da fibra brasileira passa pelas mãos e pelo olhar atento de quem trabalha diretamente com ela, no campo ou nos laboratórios. Somente em 2025, 1.440 profissionais do setor participaram de cursos oferecidos pela Abrapa em todos os grandes polos produtores”, destacou Portocarrero. O impacto do algodão vai além do emprego e da capacitação: ele também impulsiona o desenvolvimento social e econômico. “Entre 2013 e 2023, as principais regiões produtoras de algodão registraram um aumento de 21,3% no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). Atualmente a faixa de desenvolvimento desses locais é de 0,736, superior à média brasileira, que é de 0,606”, afirmou o diretor. Inovação para o futuro Desde o final da década de 1990, quando o setor atravessava sua maior crise produtiva, a inovação tem sido o motor da recuperação e da expansão da cotonicultura no Brasil. O melhoramento genético aumentou a produtividade por hectare e reduziu a necessidade de expansão das áreas cultivadas, permitindo ao país alcançar o posto de terceiro maior produtor mundial. Atualmente, algodão ocupa apenas 0,25% do território brasileiro e apresenta uma qualidade de fibra superior. A qualidade do algodão brasileiro atende aos mais altos padrões internacionais. O Brasil conta com 14 laboratórios de análise de fibra com HVI, que verificam as principais características comerciais do algodão e servem de referência para o aprimoramento constante da produção, do beneficiamento e da genética da pluma. Esses laboratórios fazem parte do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), desenvolvido pela Abrapa para garantir a veracidade dos dados de qualidade do algodão brasileiro diante dos principais compradores. Outra inovação importante foi a adoção do cultivo em sequeiro aliado ao sistema de plantio direto. Hoje, 92% do algodão brasileiro é cultivado apenas com água da chuva. O plantio direto, que envolve o mínimo revolvimento do solo e a manutenção de cobertura vegetal, ajuda a preservar a umidade, reduzir o desperdício de água e aproximar a produção nacional da agricultura regenerativa. Para Portocarrero, “o futuro do algodão brasileiro está apoiado em sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade, sempre fazendo o uso da tecnologia para evoluir em harmonia com a sociedade e o meio ambiente”.
Ministro Carlos Fávaro e presidente da Petrobras debatem integração entre agro e energia para impulsionar o desenvolvimento do Brasil
03 de Outubro de 2025O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta quinta-feira (2) a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF). O encontro teve como objetivo debater a integração entre a Petrobras e a agropecuária como impulsionadores do desenvolvimento do Brasil. “É um orgulho ter sido o ministro que recebeu, pela primeira vez em 165 anos do Ministério da Agricultura, a presidente da Petrobras. Esse encontro aproxima de forma concreta o agro e o setor de energia. É a relevância que o agro se tornou no Brasil, como ele é estratégico. E o inverso, a gente entende o agro pode, deve e vai ser importante para a Petrobras”, destacou o ministro da Carlos Fávaro. Na ocasião, foi apresentado que a empresa se aproxima do agronegócio em três frentes distintas: originação de matérias-primas, polos de venda e venda direta para grandes consumidores. A presidente da Petrobras evidenciou que a estratégia da estatal para os próximos anos passa pela integração entre os principais setores da economia brasileira. “O futuro do Brasil é um futuro em que o agronegócio e o setor petrolífero caminham juntos. São dois dos principais motores da nossa economia e precisam se complementar”, afirmou Magda Chambriard. A empresa tem buscado a ampliação no Centro Oeste e MATOPIBA, regiões que tem vocação natural para a produção agrícola com disponibilidade de terras agriculturáveis e clima favorável â produção agrícola. A demanda do agronegócio nestas regiões mais que dobrou sua demanda de diesel nos últimos anos. Também foi ressaltado que há oportunidades para expansão do transporte dutoviário e ferroviário, além de possibilidades de escoamento de produção e incremento na produção de biocombustíveis, como etanol de milho e biodiesel. Com iniciativas existentes em produtos renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, a Petrobras se aproximou do agronegócio para a originação de matérias-primas para a produção de Hydrotreated Vegetable Oil (HVO) que consiste em um biocombustível avançado, produzido a partir de óleos vegetais (como soja, palma) ou gorduras animais, tratados com hidrogênio e do Sustainable Aviation Fuel (SAF) que consiste em um combustível sustentável de aviação, feito de matérias-primas renováveis como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas ou até lixo urbano. O ministro Fávaro ressaltou que esta integração abrirá novas perspectivas para o Brasil. “Estamos abrindo uma série de oportunidades em um novo caminho que o mundo está trilhando: a produção de energia renovável, verde e limpa, que nasce da terra”, afirmou. Ainda, foi exposto que existem acordos formados entre o Mapa, a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para parcerias com cooperativas para ofertas produtos e assistência técnica aos consumidores finais. Além disso, produzem juntamente com a Embrapa e com Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes) fertilizantes de eficiência aumentada para o uso de matérias primas alternativas. A parceria entre o Mapa e a estatal no MATOPIBA iniciou em março deste ano, após reuniões técnicas em que foram identificadas oportunidades de atuação e ocorreu a articulação de uma operação de visita na região junto a associações e produtores rurais com o objetivo de ampliar ainda mais a atuação da Petrobras na região. Segundo a presidente Magda Chambriard, a Petrobras reconhece a importância dessas iniciativas. “Não estamos aqui para destruir nenhuma política pública. Pelo contrário, entendemos que esses investimentos foram necessários para valorizar o que temos de melhor: o petróleo e o agro”, reforçou. Participaram do encontro o corregedor do Mapa, Cyro Dornelas; o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser; o gerente-geral de Comércio de Produtos e Claros da Petrobras, Leonardo Gouveia; o gerente de contratações de Logística e Parcerias da Petrobras, Eduardo Ávila; e representantes de associações do agronegócio brasileiro.
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 03/10/2025
03 de Outubro de 2025Destaque da Semana - O contrato Dez/25 na ICE tocou nova mínima do ciclo em 65,50 c/lp em 29/set e recuperou levemente, estimulando fixações e uma demanda pontual de importação em vários destinos. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA entrou em shutdown em 01/out, o que pode atrasar dados oficiais e aumentar incertezas macro no curto prazo. Semana de feriado nacional na China até o dia 08/10. Canal do Cotton Brazil - Para acessar as novidades do mercado de algodão no mundo, entre no nosso canal, por aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 02/out cotado a 65,09 U$c/lp (-1,8% vs. 25/set). O contrato Dez/26 fechou em 68,65 U$c/lp (-1,0% vs. 25/set). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 766 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 02/out/25. Altistas 1 - Preços mais baixos motivaram fixações de fiações e alguma recomposição de estoques. A queda abaixo de 66 c/lp abriu janelas táticas de compra. Altistas 2 - Índia voltou às importações com foco em cargas que podem chegar ainda em 2025, antes do retorno do imposto em 01/jan. A Austrália tem sido a origem mais beneficiada devido à proximidade e tempo curto de trânsito. Altistas 3 - Índia: chuvas acima da média em set/out elevam risco de perdas de qualidade e atraso na colheita. Volatilidade climática eleva incerteza de oferta local. Altistas 4 - Em Bangladesh, negócios com Brasil e África ocorreram apesar dos entraves financeiros, indicando demanda de oportunidade. Fixações ajudam a “baratear” estoque caro. Altistas 5 - No Paquistão, firmeza recente nos preços domésticos pode redirecionar parte da demanda para algodão importado. Isso tende a elevar interesse por Brasil e EUA. Altistas 6 - China: prêmio do CC Index sobre o A Index segue elevado, preservando a competitividade do importado ajustado, especialmente em janelas pós-feriado. Baixistas 1 - Shutdown nos EUA paralisa relatórios, inclusive do USDA, e adiciona ruído macro, com estimativas de impacto na economia. A incerteza pesa no sentimento de risco. Baixistas 2 - Ofertas na Ásia para várias origens recuaram na semana. O A Index caiu para 76,95 c/lp, espelhando fraqueza no mercado. Baixistas 3 - Os fundos expandiram posições líquida vendidas, gerando pressão no mercado. A ausência de novidades altistas limita reação. Baixistas 4 - Bangladesh: dificuldades bancárias/Lcs persistem e parte dos fios é vendido abaixo do break-even. Margens comprimidas limitam novas compras. Baixistas 5 - Sinais de safra dos EUA ligeiramente maiores vs. relatório de setembro do USDA adicionam oferta potencial, mas Georgia e Delta seguem como pontos de atenção. Baixistas 6 - Panorama global: probabilidade de aumento de estoques finais em cerca de 2 milhões tons não é construtiva para preços. Ausência de drivers de demanda mantém viés lateral/baixista. Evento Comercial - Nos dias 8 e 9/out, em Dubai, será realizado o Dubai 2025 – The Future of Cotton, congresso da International Cotton Association, e o Cotton Brazil estará presente com um evento para convidados. EUA 1 - O governo federal dos EUA entrou em shutdown em 1º/out devido à falta de acordo orçamentário no Congresso. Relatórios do USDA serão suspensos até novo aviso. EUA 2 - A colheita do algodão nos EUA atingiu 16% em 28/set (+ 4 pontos semanais), equiparando-se à média histórica para o período, de acordo com o relatório mais recente do USDA. EUA 3 - A condição da safra americana foi reportada nesta semana em 5% muito ruim (-1 p.p. vs semana anterior), 12% ruim (estável), 36% regular (+1 p.p.), 37% boa (estável) e 10% excelente (estável). China - A China Cotton Association prevê para a safra 2025/26 uma produção chinesa de 7,22 milhões tons (+8,4%), com importações de 1,1 milhão de tons, consumo de 8,1 milhões (+3,8%) e estoques finais de 10,05 milhões (+2%). Turquia - Compradores têm apresentado lances de forma frequente, porém em níveis considerados muito baixos pelos vendedores. As exportações de vestuário em agosto recuaram na comparação anual, e as importações de algodão seguem de caráter oportunístico, ocorrendo apenas quando os preços se ajustam às necessidades imediatas das fiações. Paquistão - Nos últimos dias, Paquistão registrou demanda modesta por algodão brasileiro safra 2025, com Middling 36 G5 negociado a 700-725 pts sobre dezembro e Middling 1-3/32" a 600-625 pts. Vietnã - O Vietnã confirmou negócios na semana com algodão brasileiro safra 2025 (SM 1-5/32") a 74,00 cent/lb para outubro, e algodão americano (Midd 1-5/32") a 76,20 cent/lb para nov/dez. Argentina - O plantio de algodão na Argentina ainda está em fase inicial, com a intenção de semeadura mantida entre 450 mil e 475 mil ha. Grécia - Observadores locais estimam a produção de algodão da Grécia entre 220 mil e 230 mil tons nesta safra, mas condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da cultura podem resultar em uma produção ainda maior. Exportações - Até o fechamento deste boletim, os dados ainda não haviam sido divulgados. Colheita 2024/25 - Até 02/10, somente o estado da Bahia apresenta áreas remanescentes de colheita (99,7%). Nos demais estados, a operação de colheita já foi concluída. Total Brasil: 99,95% Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (02/10) foram beneficiados nos estados da BA (68%), GO (79,2%), MA (42%), MG (74%), MS (68%), MT (43%), PI (76,23%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 50,03%. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 02-10 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com
Terra do algodão, Egito busca fornecedor no Brasil
26 de Setembro de 2025São Paulo – O Brasil começou a exportar algodão para o Egito apenas em 2023, mas já tem no país do Norte da África um dos principais destinos da commodity. A importância do Egito é tão grande que o projeto setorial Cotton Brazil, uma parceria da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), incluiu o país como um dos mercados-alvo das suas ações de promoção do algodão brasileiro. De acordo com o gestor do Cotton Brazil, Fernando Rati, a decisão da Abrapa em incluir o Egito como mercado prioritário se deve ao fato de que o país é um grande produtor e exportador de têxteis, mas não apenas por isso. O Egito carece de algodão para atender à demanda da sua indústria e para suprir desafios relacionados à sua produção. “Referência global e tradicional na cotonicultura de algodão de alta qualidade e de fibra mais longa, o país enfrenta desafios quanto à fertilidade do solo, disponibilidade de água e produtividade. A solução encontrada pelos egípcios foi investir na mistura de fibras para alavancar sua operação industrial têxtil, o que explica o aumento na importação junto a países como o Brasil”, afirma Rati. Diretor do escritório da Câmara de Comércio Árabe Brasileira no Cairo, Michael Gamal afirma que o Egito começou a importar algodão do Brasil apenas em 2023 após quase duas décadas de negociações. Entre os motivos que explicam a demora ele indica a complexidade para ser abrir um novo mercado, o que requer o estabelecimento de parcerias locais e de uma cadeia de suprimentos confiável. Além disso, afirma, o algodão brasileiro precisou atender as normas regulatórias do Egito, garantir padrões de qualidade e construir a confiança dos clientes locais. “Superados esses obstáculos, esse esforço produziu rapidamente resultados positivos: nos primeiros oito meses da safra 2023/24, as importações egípcias de algodão brasileiro aumentaram 85 vezes em relação ao ano anterior. Embora o Egito seja um destino em crescimento, a estratégia geral de exportação do Brasil continua focada em seus mercados mais consolidados”, afirma Gamal. Produtividade na lavoura Há mais de 50 espécies conhecidas de plantas que produzem algodão, mas apenas duas em volume comercial: gossypium barbadense é o conhecido “algodão egípcio” ou pima, de fibras extralongas, utilizados na produção de têxteis de alta qualidade. Provém, contudo, de lavouras com uma produtividade menor, com plantas que demandam mais tempo de maturação. Corresponde a aproximadamente 3% da produção mundial. Gossypium hirsutum, também chamado upland, produz fibras médias e longas, é utilizado na produção de roupas em grande volume e pode ter até duas safras por ano. Aproximadamente 95% da produção mundial de algodão para produção é procedente desta espécie. Outras duas espécies comerciais, gossypium herbaceum e gossypium arboreum são menos utilizadas. Pesquisador da Unidade Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), João Paulo Saraiva Morais afirma que a maior parte dos produtores de têxteis, no Brasil, no Egito ou outros locais utiliza “blends”, que são misturas de fibras em seus produtos. Ele explica que o Brasil é capaz de produzir o algodão egípcio, porém como a produtividade da lavoura desta cultura é menor, o produtor prefere utilizar o upland. No Brasil, diz Morais, a cultura do algodão geralmente é intercalada com a da soja. Porém, enquanto a lavoura nacional da soja ocupa uma área de 44 milhões de hectares, a de algodão não passa de dois milhões de hectares. Mesmo assim, o País é o quarto maior produtor e o maior exportador mundial de algodão. “Poderia ser um produtor ainda maior se o uso de poliéster [fibra sintética derivada de petróleo] fosse menos difundido”, afirma. A retomada nas plantações de algodão ocorreu a partir dos anos 2000. Antes, entre os anos 1980 e 1990, o campo foi atingido pela praga bicudo-do-algodoeiro, que afastou os produtores. A partir dos anos 2000, com o desenvolvimento de novas cultivares e técnicas, a produção voltou a crescer. O crescimento da oferta – e da demanda – coloca o Brasil como um importante ator global na cadeia do algodão. Na temporada 2024/2025, diz Rati, o Egito produziu 93 mil toneladas de algodão e importou 218 mil toneladas. Ele indica que a previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, órgão que elabora estatísticas para o agronegócio, é que na safra 2025/2026 ano o Egito produzirá 54 mil toneladas de algodão e importará 239 mil toneladas. Na temporada 2023/2024, o Brasil exportou 18 mil toneladas de algodão ao Egito, volume que cresceu para 78 mil na temporada seguinte, encerrada em julho deste ano. À frente do Egito, Vietnã, Paquistão, China, Bangladesh, Turquia, Indonésia e Índia são os principais compradores de algodão do Brasil. “As previsões para essa próxima temporada apontam o Egito com menor produção de algodão e maiores patamares de importação. Se considerarmos que o Egito continuará a aumentar suas importações de algodão para os próximos anos, aliado ao market share do Brasil, que atualmente está em 36%, ainda existe um bom potencial de aumento”, afirma o gestor do projeto Cotton Brazil. O algodão brasileiro não compete com o egípcio. Ao contrário, ele são complementares. Para que todo o potencial do algodão brasileiro seja explorado no Egito, avalia Gamal, as companhias brasileiras podem desenvolver estratégias de promoção do seu produto. Ele diz que o escritório da Câmara Árabe recebe muitos contatos de importadores locais em busca de informações sobre o algodão brasileiro, especialmente de empresários da província de El-Mahalla, localizada no Norte do Egito e um importante polo têxtil. “Com produção em queda e demanda dos moinhos em alta, o Egito oferece um grande potencial de crescimento [como mercado de destino]. Os exportadores brasileiros devem se concentrar em missões comerciais, feiras e a promoção do algodão sustentável para garantir um presença no longo prazo”, afirma.
Tecnologia permite que cliente faça 'raio-x' de roupas e descubra em quais peças o algodão da Bahia foi transformado; entenda
26 de Setembro de 2025Você já pensou de onde vem a matéria-prima da toalha de banho ou da roupa que costuma vestir no trabalho? Por meio de um programa de inovação, materiais produzidos com o algodão cultivado na Bahia podem ser rastreados pelo consumidor final a partir de um simples QR Code. Criado em 2021 pelo Movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o programa Sou ABR possibilita o rastreamento completo de peças produzidas com pelo menos 50% de algodão certificado. A iniciativa permite que os consumidores descubram a fazenda em que o algodão foi produzido e todos os lugares por onde a fibra passou até chegar às prateleiras das lojas. Alguns dos exemplos de rastreabilidade estão em calças da grife americana Calvin Klein e da rede de varejo C&A. As peças têm a etiqueta “Sou ABR” e basta o cliente apontar a câmera do celular para o QR Code para descobrir que as roupas foram feitas com algodões de mais de 20 fazendas, sendo pelo menos metade delas baianas. As fazendas ficam nas cidades de São Desidério, Jaborandi, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e Riachão das Neves e, com a tecnologia, é possível até encontrá-las no mapa. Segundo a gestora do movimento Sou Algodão, Silmara Ferraresi, o programa está em fase piloto até dezembro deste ano. O objetivo é contribuir para um consumo consciente. “Essa tecnologia traz para o consumidor a segurança de que ele está comprando algo dentro da lei, sem trabalho infantil, com boas práticas sustentáveis”. Já são milhares de peças rastreáveis de marcas bastante conhecidas no Brasil, como Renner, Reserva, C&A, Calvin Klein e YouCom. A marca baiana Dendezeiro também tem parceria com a iniciativa e já produziu duas peças rastreáveis. Através da tecnologia, é possível entender toda a cadeia produtiva envolvida nesse processo, incluindo os produtores, as indústrias e também uma etapa fundamental: a análise do algodão. É por meio desse trabalho que o mercado decide em qual produto o algodão plantado e colhido na Bahia será transformado. Análise do algodão Na Bahia, a avaliação da fibra é feita no Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), localizado em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado, e considerado o maior laboratório do ramo na América Latina. No local, são analisadas 34 mil amostras de algodão por dia. "De cada fardo de algodão é retirada uma amostra e essa amostra é analisada e classificada. Esses dados são usados para gerar relatórios técnicos e comerciais, que ajudam produtores e compradores a avaliarem a qualidade da safra", explica Sérgio Alberto Brentano, gerente do laboratório. Neste contexto, a qualidade do algodão é classificada conforme os seguintes tópicos: - parâmetro - descrição; - comprimento - mede o tamanho médio das fibras; - micronaire - avalia finura e maturidade da fibra; - resistência - indica a força da fibra, essencial para fiação; - uniformidade - grau de consistência entre as fibras; - cor e folha - avalia cor e presença de impurezas. A partir da classificação do algodão, as indústrias de fiação, as malharias, tecelagens e as indústrias de confecção irão escolher os fardos para produzir os mais diversos produtos: vestimentas, roupas de cama, toalhas, entre outros produtos. O algodão usado na fabricação da calça jeans, por exemplo, contém um fio mais resistente do que o utilizado na fabricação de camisas. Exportações a todo vapor Além do consumo no mercado nacional, a Bahia exportou mais de 470 mil toneladas de algodão para ao menos 12 países entre 2024 e 2025. Fundamental matéria-prima para a indústria têxtil, a commodity produzida principalmente no oeste do estado teve como principais destinos China, Paquistão, Vietnã, Turquia e Bangladesh, que, juntos, concentram 84,9% das exportações brasileiras da fibra. Segundo a Abapa, as importações desses países somaram mais de 372 mil toneladas no período. As vendas resultaram em um arrecadamento histórico de US$ 630.648.990,00 do total comercializado para os 12 países: US$ 792.508.743,00. O alto número registrado pela associação é resultado de um momento histórico celebrado pelo Brasil neste ano: em fevereiro o país desbancou os Estados Unidos e, pela primeira vez, se tornou o maior exportador de algodão do mundo. Os especialistas apontam que o feito é resultado de décadas de investimentos em tecnologia no campo. Mas por que o algodão brasileiro é tão procurado pela indústria têxtil nacional e internacional? A fibra brasileira é considerada muito resistente e, segundo a presidente da Abapa, a agricultora Alessandra Zanotto, a espessura e o comprimento dela também atendem às exigências do mercado. "O que a indústria têxtil hoje precisa é de qualidade, um algodão aderente ao produto que ela precisa fazer. O tipo do fio, a grossura, a resistência e também o que a indústria precisa e do conforto de abastecimento". "O Brasil se tornou um grande exportador, porque ele consegue garantir esse fornecimento para indústria têxtil lá fora", ressaltou. Expectativa para os próximos anos A expectativa dos especialistas e produtores é de que o número de exportações baianas em relação ao algodão continue em crescimento. Em 5 de agosto, o oeste da Bahia recebeu a 9ª edição da Missão Compradores — iniciativa promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para apresentar o modelo de produção nacional a representantes da indústria têxtil global. O evento incluiu visitas técnicas à fazenda Sete Povos Agro, no município de Barreiras, e ao Centro de Análise de Fibras da Abapa, em Luís Eduardo Magalhães. A delegação foi composta por 19 executivos de empresas da China, Índia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia. "A gente vê, sim, oportunidades de crescimento de área na Bahia, principalmente na irrigada e automaticamente se a gente aumenta essa produção, também cresce a exportação", ressaltou a profissional. O bom desempenho ainda faz com que cresça o número de empregos diretos e indiretos no setor. "A gente atrela o aumento da produção a um impacto positivo na economia de modo geral, principalmente no índice de desenvolvimento das pessoas e nas oportunidades de emprego. Por mais que seja uma cultura que necessita e adapta muita inovação em máquinas, ela tem um ciclo longo na lavoura, no campo e isso acaba necessitando de mais pessoas para trabalhar", explicou Zanotto.
Calvin Klein expande uso de algodão rastreável
26 de Setembro de 2025A Calvin Klein expande o uso de algodão rastreável com a produção local no Brasil. Em 2024, a marca anota 25.176 em peças produzidas com algodão rastreável, como parte do programa de rastreabilidade SouABR, que usa tecnologia blockchain para o registro. Até meados de 2025, esse volume cresceu em torno de 30%, para atingir 32.482 peças rastreadas, informa a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), responsável pela implementação do programa de rastreabilidade. Não apenas aumentou a quantidade de peças produzidas com origem certificada, como a Calvin Klein diversificou os produtos rastreados. Em 2024, a marca lançou as primeiras camisetas. Hoje o mix inclui ainda jeans, camisas e peças de underwear. De acordo com o programa, os parceiros industriais da Calvin Klein no Brasil incluem as tecelagens Vicunha Têxtil e Cataguases Têxtil, além da fiação Norfil, empresas que também aderiram aos critérios de rastreabilidade. A adoção da certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável) reforça o alinhamento da marca a uma cadeia produtiva com critérios sociais, ambientais e econômicos rigorosos, destaca o comunicado. “Ver uma marca global como a Calvin Klein ampliar seu portfólio de peças com algodão rastreável mostra que estamos avançando na construção de uma moda mais transparente e conectada com a origem”, declarou no comunicado à imprensa Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa. RASTREABILIDADE EM NÚMEROS Através da tecnologia blockchain, a plataforma SouABR rastreou 194.066 peças em 2024, encomendadas por 5 empresas enquadradas no elo Varejo do programa. Além de Calvin Klein, constam neste segmento C&A, Veste, Almagrino e Döhler. Até meados de 2025, o volume no elo Varejo atingiu 136.800 peças de origem rastreável, informa a Abrapa. Até o momento, a Calvin Klein é a segunda marca com mais peças de origem certificada em 2025.
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 26/09/2025
26 de Setembro de 2025Destaque da Semana - O algodão segue em faixa estreita de preços (66–69 c/lb), mas se aproximando cada vez mais do limite inferior desta banda. Cortes de juros nos EUA e exportações estáveis impediram queda maior. Somente um fato novo pode mudar essa monotonia: clima nos EUA, lei de incentivo ao uso de algodão, avanço comercial China–EUA. Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 25/set cotado a 66,28 U$c/lp (-0,9% vs. 18/set). O contrato Dez/26 fechou em 69,35 U$c/lp (-0,5% vs. 18/set). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 783 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 25/set/25. Altistas 1 - Preços baixos curam preços baixos: se os preços continuarem abaixo do custo, produtores de todas as regiões migrarão para outras culturas com melhores margens. Altistas 2 - Rolagem de compras não fixadas para Mar/26. A migração alivia a pressão imediata sobre o contrato dez/25 e dilui o desequilíbrio “on-call”. Com menos urgência para fixar. Altistas 3 - Exportações semanais dos EUA seguem razoáveis para a época. A presença constante de compradores em Ásia e Mediterrâneo mostra que, a preços atuais, existe consumo “real” a ser atendido. Altistas 4 - Relatos de estoques um pouco menores indicam que a indústria Chinesa não está superabastecida. Em momentos de reposição, a demanda marginal tende a vir do exterior, principalmente Brasil. Baixistas 1 - Demanda fraca no varejo: consumo global estagnado, e poucos pedidos para as fábricas. Baixistas 2 - O mercado de algodão continua plenamente abastecido com a grande oferta e demanda limitada, embora com apenas estoques mínimos de “reserva” nas fiações. Baixistas 3 - Tarifas e incertezas comerciais travam investimentos e pedidos com prazos mais longos. Baixistas 4 - Fundos especulativas seguem fortemente vendidos, rolando posições de dezembro para março e aproveitando o carry (~200 pontos) Oferta - A Cotlook revisou para baixo a previsão da produção global de algodão em 2025/26 para 25,9 milhões tons (-82 mil tons). Reduções na ZFA, Turquia e Paquistão superaram os aumentos nas estimativas para China, EUA e Índia. Demanda - A estimativa de consumo global de algodão para 2025/26 é de 25,4 milhões tons, representando uma redução de 0,7% frente às 25,6 milhões tons em 2024/25. Brasil - O Brasil pode bater novo recorde na produção de algodão, com a safra 2024/25 estimada em 4,11 milhões tons, conforme anunciado pela Abrapa durante reunião da Câmara Setorial com Mapa, Anea e BBM. EUA 1 - Condições das lavouras dos EUA na ultima semana: 6% muito ruim, 12% ruim, 35% regular, 37% boa e 10% excelente. EUA 2 - As condições pioraram na semana com boas+excelentes caindo de 52% para 47%, e muito ruim+ruim subindo de 14% para 18%. Em comparação com a média, entretanto, a condição média da safra é excelente. China 1 - A China Cotton Association divulgou produção de 7,216 milhões tons. China 2 - A previsão do Cotlook para o consumo de algodão na China para 2025/26 foi elevada para 8,42 milhões tons após revisão positiva dos dados de 2024/25. China 3 - Importações chinesas de algodão em agosto foram de 72.714 tons (+37% vs julho, -50% vs ago/2024). Austrália foi o principal fornecedor (77%), seguida pelo Brasil (15%), e EUA, com apenas 1% (vs 30% em 2024). Vietnã 1 - O mercado vietnamita segue moderado, com alta de cerca de 100 pontos no algodão Mid 37 do Brasil. Vietnã 2 - O basis para algodão australiano LM 37 se fortaleceu, enquanto a demanda por algodão brasileiro tipo 36 está fraca, exigindo basis abaixo de 600 pontos para atrair interesse, com compradores preferindo fibra 37. Vietnã 3 - As fiações vietnamitas continuam com vendas de fio abaixo da média, mas registraram demanda mais forte na primeira quinzena de setembro da China e de Hong Kong. Vietnã 4 - O fortalecimento do CNY frente ao USD (1% em set) tornou o fio vietnamita mais barato para compradores chineses. O fio vietnamita está atualmente 5 a 15 centavos/kg mais barato que o chinês, com oferta doméstica chinesa firme. Bangladesh 1 - Bangladesh já contratou cerca de 200 mil tons de algodão, com projeção de comprar até 500 mil tons do Brasil até jul/2026, representando 28% de suas importações totais. Bangladesh 2 - O consumo projetado é de 1,76 milhão de tons. A participação dos EUA pode crescer por acordos tarifários, enquanto a Índia pode perder espaço devido aos altos preços. Bangladesh 3 - As importações de algodão de Bangladesh em agosto foram de 133.122 tons (-12% vs ago/2024). ZFA foi o principal fornecedor (31%), seguida por Brasil e Austrália (17% cada), EUA (15%) e Índia (12%). Índia - Apesar de uma queda de 5% na área plantada, a produção de algodão 2025/26 da Índia é estimada pela Cotlook em cerca de 5,19 milhões tons (99% do total da safra anterior). Paquistão - Clima quente e seco persiste no cinturão do algodão. Observadores locais estimam a produção entre 1,02 - 1,19 milhão tons. Austrália - A Cotton Compass estima a produção da safra 24/25 em 1,18 milhão tons (1,04 milhão irrigadas + 138 mil de sequeiro). Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 104,6 mil tons nas três primeiras semanas de setembro/25. A média diária de embarque é 13,6% menor que no mesmo mês em 2024. Colheita 2024/25 - Até o dia de ontem (25/09) foram colhidos no estado da BA (98,6%), GO (99,11%), MA (100%), MG (100%), MS (100%), MT(100%), PI (100%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 99,74%. Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (25/09) foram beneficiados nos estados da BA (64%), GO (73,75%), MA (38%), MG (69%), MS (65%), MT (39%), PI (70,5%), PR (100%) e SP (97%). Total Brasil: 45,99%. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 25-09 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com
A colheita da nova safra de algodão está na reta final e Brasil segue como maior exportador global
25 de Setembro de 2025A projeção da produção de pluma brasileira foi atualizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), durante o mês de setembro. A nova estimativa prevê uma produção de 4,11 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, um aumento de 11,1%, se comparada à colheita anterior. A área plantada com a cultura no país terá um aumento de 10,4% em relação ao ciclo 2023/2024, chegando a 2,147 milhões de hectares. Com o fechamento do ano comercial 2024/2025, em 31/07, o Brasil confirmou a posição como maior exportador global no ano, pela segunda vez na história. O país exportou 77,5 mil toneladas, em agosto de 2025, totalizando uma receita de US$ 123,5 milhões. O mês de agosto é o primeiro mês do calendário comercial 2025/2026. Paquistão foi o principal destino do algodão brasileiro em agosto de 2025, participando com 22% do total embarcado. Índia e Egito também foram destaques positivos do mês. Para 2025/2026, a expectativa é que de as exportações atinjam 3,1 milhões de toneladas de pluma, alta de 9,3% com relação ao último ano comercial. Acesse o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Relatorio_safra_Abrapa.Set2025.pdf