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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 13/03/2026
13 de Março de 2026

Destaque da Semana 1 - O contrato Dez/26 voltou a chamar atenção do mercado ao flertar novamente com o patamar de 70,00 US$c/lb, depois de ter estado mais distante desse no meio da semana. O mercado segue testando essa marca psicológica importante, que continua sendo uma referência central para fixação dos produtores. Destaque da Semana 2 - O Brasil segue competitivo e com forte capacidade exportadora, o que ajuda a manter o mercado internacional abastecido. No acumulado de agosto a fevereiro, os embarques brasileiros somaram 1,99 milhão de tons, acima dos 1,90 milhão de tons do mesmo período do ano anterior. Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Fonte: Cotton Brazil. Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 12/mar cotado a 67,12 U$c/lp (+1,7% vs. 05/mar). O contrato Dez/26 fechou em 69,86 U$c/lp (+1,6% vs. 05/mar). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 858 pts para embarque Mar/Abr-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 12/mar/26. Oferta - A Cotlook estima a produção global de algodão em 26,17 milhões de toneladas em 2025/26, ante 26,37 milhões em 2024/25, representando recuo de aproximadamente 0,7% ano a ano. Para 2026/27, a projeção inicial é de 25,08 milhões de toneladas, indicando nova queda de cerca de 4,2% frente a 2025/26. Demanda - A Cotlook projeta o consumo global de algodão em 25,12 milhões de toneladas em 2025/26, ante 25,51 milhões em 2024/25, indicando retração de cerca de 1,5% ano a ano. Para 2026/27, a estimativa inicial é de 25,23 milhões de toneladas, sugerindo leve recuperação de aproximadamente 0,4% em relação a 2025/26. Altistas 1 - A disparada do petróleo e do poliéster deixou o algodão relativamente mais competitivo, melhorando a relação de preço em favor do algodão para níveis não vistos desde 2020. O cenário pode estimular maior uso de algodão por fiações. Altistas 2 - Na China, o diferencial entre os preços internos entre algodão local e importado segue alto, com o algodão chinês muito mais caro. Há fortes rumores de mercado que o país deve liberar em breve quota adicional de importação de 300 mil toneladas. Altistas 3 - Fiações seguem ativas nas compras, diante de estoques muito apertados e da necessidade de manter as fábricas operando, mesmo com o choque geopolítico. Compras novas foram reportadas na China, Vietnã e Bangladesh. Altistas 4 - O mercado passou a olhar com mais atenção o risco climático do novo ciclo, com plantio avançando no Sul do Texas e tempo ainda irregular em parte do cinturão produtor dos EUA. Qualquer problema de clima tende a ganhar mais peso nas próximas semanas. Baixistas 1 - O WASDE de março levemente negativo para o quadro global ao elevar a produção mundial para 26,3 milhões de toneladas e os estoques finais para 16,63 milhões de toneladas. O relatório também reduziu o consumo global, reforçando a percepção de oferta ainda confortável. Baixistas 2 - O ambiente financeiro global continua instável por causa do risco geopolítico causado pela guerra no Oriente Médio, com a alta do petróleo e do fortalecimento do dólar. Em cenários assim, commodities como algodão tendem a sofrer com menor apetite ao risco e com decisões de compra mais cautelosas por parte dos importadores. Baixistas 3 - Na China, os preços do fio subiram, mas o ritmo de negócios permanece lento e os estoques de fios das fiações aumentaram ligeiramente. Ou seja, a melhora de custo do algodão frente ao poliéster ainda não se traduziu em uma reação ampla da demanda. Baixistas 4 - Os estoques comerciais na China continuam elevados, com 5,477 milhões de tons ao fim de fevereiro, apesar da queda mensal. Além disso, os estoques em portos podem voltar a subir acima de 600 mil tons nas próximas semanas com novas chegadas. Baixistas 5 - O mercado já espera o relatório de Prospective Plantings do USDA em 30/mar, o que tende a reduzir apetite por risco até que a área dos EUA fique mais clara. Enquanto isso, muitos participantes preferem operar dentro de intervalo e adiar decisões maiores. China 1 - O Beijing Cotton Outlook (BCO) elevou a estimativa de produção chinesa 2025/26 para 7,78 milhões de tons e o consumo para 8,88 milhões de tons, com estoques finais projetados em 6,26 milhões de tons. China 2 - O spread entre os preços domésticos e internacionais passou de 35 US$c/lb, fortalecendo o argumento a favor de nova quota de importação com tarifa variável. Se houver liberação antecipada de quota, a importação chinesa pode reagir mais cedo do que o mercado vinha esperando. Bangladesh 1 – A demanda por importações de algodão aumentou recentemente, com fiações buscando garantir suprimentos diante da expectativa de fretes e bases mais elevados à medida que o conflito no Oriente Médio continua. Bangladesh 2 – Apesar de boas vendas de fio, persistem preocupações logísticas: rotas marítimas importantes seguem fechadas ou severamente afetadas pelo conflito, gerando temores de escassez de energia, aumento de custos e atrasos no escoamento de têxteis e vestuário destinados ao mercado internacional. Paquistão – O plantio de algodão avança nas áreas mais precoces das províncias de Sindh e Punjab, favorecido por condições climáticas quentes e secas nos últimos dias. O avanço dos trabalhos pode desacelerar temporariamente na próxima semana devido ao feriado de Eid. Vietnã – As importações de algodão em pluma no último mês somaram 104.115 toneladas, queda de 32% em relação a janeiro e 40% abaixo do mesmo período de 2025. Os Estados Unidos foram novamente o principal fornecedor, com 39% do total, seguidos por Brasil (25%) e Austrália (13%). EUA 1 – O relatório WASDE de março manteve inalterado o balanço de algodão dos Estados Unidos. A produção segue estimada em 13,92 milhões de toneladas, as exportações em 12 milhões e os estoques finais em 4,4 milhões. EUA 2 – O contrato maio/26 na ICE registrou ganhos ao longo da semana. Após oscilar entre 63,62 e 65,78 centavos de dólar por libra, o contrato encerrou o período em 65,17 c/lb, acumulando alta líquida de 101 pontos na semana. Agenda – A International Cotton Conference Bremen será realizada de 25 a 27 de março de 2026, no Parlamento de Bremen, na Alemanha. Considerada uma das conferências mais importantes do mundo sobre algodão e cadeia têxtil, o evento bienal terá 400 participantes de cerca de 40 países e acontece dentro da chamada “Cotton Week”. Dialogues – A edição 2026 do Cotton Brazil Dialogues ocorrerá entre julho e agosto. A iniciativa reunirá representantes da cadeia global do algodão, especialistas do setor, marcas e organizações internacionais em visitas às principais regiões produtoras do Brasil. Quality – A Abrapa divulgou o relatório de qualidade referente ao algodão beneficiado em fevereiro da safra 2024/2025. O levantamento reforça a consistência e a confiabilidade do sistema brasileiro de classificação da fibra. Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 87,9 mil toneladas na primeira semana de mar/26. A média diária de embarque foi 39,7% maior que no mesmo mês de 2025. Beneficiamento 2024/25 - O beneficiamento foi encerrado no país, na data de ontem (12/03). Total Brasil: 100%. Plantio 2025/26 - Até o dia de ontem (12/03), a semeadura foi praticamente finalizada em todos os estados. Restam apenas o estado Piauí (99%) para a conclusão do plantio. Total Brasil: 99,98%. Preços - Consulte a tabela de cotações abaixo. Quadro de cotações para 12-03 (1) Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

Do campo à vitrine: projeto busca rastrear o algodão de 1 milhão de peças de roupa
12 de Março de 2026

Bloomberg Línea — O algodão utilizado em uma única camiseta pode nascer no Mato Grosso, combinar fibras da Bahia ou de Goiás, virar fio no Nordeste, se transformar em tecido em outro estado e só então chegar a uma confecção antes de aparecer nas araras de uma loja. Mapear esse caminho - e torná-lo visível ao consumidor - é o que o programa de rastreabilidade SouABR tem procurado fazer desde 2021, em um esforço para garantir que produtores rurais e intermediários seguiram boas práticas sociais, trabalhistas e ambientais ao longo da cadeia. Após quatro anos de testes e mais de 640.000 peças rastreadas, a iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) entra agora em uma nova fase de expansão. A meta é atingir 1 milhão de peças rastreadas até o fim de 2026, algo que dependerá menos de tecnologia do que de adesão de novas marcas ao projeto. “Vai depender do compromisso da varejista. Mas com mais uma varejista, a gente já bateria um milhão de peças”, disse Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de relações institucionais da Abrapa, em entrevista à Bloomberg Línea. A iniciativa nasceu fruto do movimento Sou de Algodão, um programa da Abrapa para incentivar o uso do algodão brasileiro. O objetivo é conectar e rastrear a cadeia do algodão como um todo, passando pela produção nas fazendas à fiação e ao processo de costura que abastece grandes varejistas. Marcas como Farm, Riachuelo e C&A estão entre as que já participaram da iniciativa. Em 2025, o programa registrou seu ano de maior tração, com 319.647 peças rastreáveis produzidas e organizou as informações em uma plataforma digital - o consumidor pode acessar a cadeia responsável por cada peça a partir de um QR Code na etiqueta. Durante o período de testes, o sistema buscou consolidar uma base de dados até então inédita sobre a cadeia produtiva, segundo Ferraresi. “Quando rastreamos uma peça, às vezes encontramos algodão vindo de três ou quatro estados. A produção passa por diferentes etapas e pode cruzar o Brasil até chegar à roupa”, disse Ferraresi. Uma cadeia ainda difícil de rastrear O Brasil é o terceiro maior produtor de algodão do mundo, atrás apenas da China e da Índia, com uma safra que deve atingir 4,25 milhões de toneladas em 2025/2026, segundo dados da Abrapa. A maior parte da produção (3,16 toneladas) é exportada, o que faz do país o maior exportador mundial da matéria-prima. A China é a maior compradora do produto brasileiro (29%), seguida de Bangladesh (15%) e Turquia (13%). A rastreabilidade do algodão é complexa e muitas vezes mais difícil de ser realizada. Diferentemente de alimentos, cuja produção costuma envolver poucos elos até chegar ao consumidor, a fibra passa por uma sequência de transformações industriais antes de virar roupa. Primeiro vem a produção agrícola e o beneficiamento nas fazendas. Depois, amostras da fibra são enviadas para laboratórios que analisam qualidade e características físicas. Em seguida, os fardos são vendidos para fiações, onde o algodão é transformado em fio. O fio então é convertido em tecido ou malha, que só então segue para as confecções responsáveis que produzem a peça final. “Rastrear fibra natural é muito diferente de rastrear carne ou hortaliça, por exemplo. A cadeia do algodão é longa e envolve muitos elos que precisam compartilhar informações”, disse a executiva responsável pelo projeto. O programa SouABR tenta mapear cada uma dessas etapas. A plataforma registra dados desde o produtor rural até a loja. O consumidor pode acessar essas informações por meio de um QR Code na etiqueta da roupa, que revela o caminho da fibra ao longo da cadeia produtiva, da fazenda certificada até a peça final. Do campo à moda O projeto de rastreabilidade se apoia em iniciativas anteriores desenvolvidas pela Abrapa para estruturar e certificar a produção de algodão no país. Desde 2004, o setor trabalha com sistemas de identificação de fardos de algodão produzidos no Brasil. Em 2012, foi criado o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), programa que certifica práticas socioambientais nas fazendas produtoras. Com o intuito de aproximar a cadeia produtiva da indústria da moda nasceu o movimento Sou de Algodão. “Quando lançamos o movimento, a ideia era falar não só com a cadeia têxtil, mas também com o consumidor. Queríamos mostrar os atributos do algodão e convidar toda a cadeia a construir uma rastreabilidade ponta a ponta”, disse Ferraresi. A construção da plataforma começou em 2019 e envolveu empresas da indústria e do varejo que ajudaram a desenhar o modelo de rastreabilidade, conta. As primeiras coleções rastreadas chegaram ao mercado em 2021. Uma das estratégias utilizadas na época que se perpetua até hoje é pensar em coleções com material certificado nas passarelas, como a Casa de Criadores, de moda autoral, para alcançar novos públicos. “Às vezes são muitas pessoas envolvidas. Era isso que a gente queria mostrar também na passarela: que fazer rastreabilidade não é só dizer a origem ou a localização. Estamos falando de pessoas”, disse. O desafio da cadeia Apesar do avanço, ampliar a escala do projeto ainda depende de mudanças na indústria têxtil, explica a executiva. Isso porque a rastreabilidade só funciona quando todos os participantes da cadeia registram dados na plataforma. “Não basta a varejista querer a rastreabilidade. Ela precisa convencer toda a sua cadeia de valor a participar: a confecção, a tecelagem, a fiação. Se um elo não registra as informações, a rastreabilidade da peça se perde”, explica Ferraresi. Além disso, empresas precisam adaptar processos produtivos para garantir que utilizem apenas algodão certificado nas peças rastreadas - o que tende a aumentar os custos para produzir uma única peça. “Uma fiação que entra no programa precisa segregar fardos certificados, registrar número por número na plataforma e acompanhar todo o processo. Isso exige adaptação e tem custo dentro da empresa.” Apesar desse esforço, peças rastreadas geralmente são vendidas pelo mesmo preço de produtos convencionais, disse Ferraresi. Isso ocorre porque o consumidor final ainda tem dificuldade em reconhecer o valor adicional de uma peça com origem rastreada. Ao mesmo tempo, a indústria enfrenta a crescente concorrência de produtos vendidas por lojas online chinesas no mercado, cujos fornecedores produzem muitas peças com fibras sintéticas e tem processos produtivos de menor custo - o que resulta em produtos significativamente mais baratos. “O sintético é o nosso maior concorrente e, na maioria das vezes, custa metade do que o algodão, o que é um grande desafio para competir”, disse. Futuro do projeto Em 2025, participaram do programa SouABR 110 produtores de algodão e 168 fazendas, responsáveis por 50.095 fardos rastreados na plataforma. O sistema também envolveu fiações, tecelagens, malharias e confecções que registraram dados sobre cada etapa do processo produtivo. Entre as marcas e varejistas que tiveram operações dentro do projeto-piloto estiveram empresas como Calvin Klein, C&A, Döhler, Dudalina e Almagrino. A iniciativa agora entra em uma nova fase, com a expectativa de ampliar a participação de empresas da cadeia nos próximos anos. Para Silmara, os números refletem o amadurecimento do projeto. A iniciativa passa a operar com uma política formal de adesão paga a partir de julho de 2026, estabelecendo critérios e responsabilidades para empresas participantes. Segundo a política de adesão do programa compartilhada com a Bloomberg Línea, a anuidade varia conforme o porte da empresa: R$ 1.200 para microempreendedores individuais (MEI), R$ 6.000 para microempresas (ME) e R$ 12.000 para empresas de pequeno porte (EPP). Para as varejistas, os custos variam conforme a quantidade de peças rastreadas. A anuidade começa em R$ 77 mil para volumes de até 50 mil peças e pode chegar a cerca de R$ 2,5 milhões para empresas que rastreiem até 50 milhões de peças. Além disso, há uma taxa única de onboarding para utilizar a plataforma que vai de R$ 1.875 para MEIs a R$ 7.500 para empresas maiores. O modelo busca criar uma estrutura financeira para sustentar o programa - até então financiado pela Abrapa e pelo movimento Sou de Algodão.

FAO e Brasil renovam aliança para fortalecer a cooperação Sul-Sul trilateral no Sul Global
12 de Março de 2026

O Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) assinaram, durante o 39º período de sessões da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, um novo acordo de cooperação técnica Sul-Sul trilateral para continuar trabalhando, juntamente com os governos dos países do Sul Global, pela transformação dos sistemas agroalimentares. Com base em sua bem-sucedida experiência em políticas e programas de combate à fome e à pobreza, o Brasil mantém seu firme compromisso de compartilhar conhecimentos, experiências e lições aprendidas por meio da cooperação Sul-Sul. A FAO conta com mais de 40 anos de experiência como promotora e facilitadora da cooperação Sul-Sul e da cooperação trilateral nas áreas de agricultura, segurança alimentar e nutricional. Com este novo acordo, prevê-se ampliar a participação de instituições brasileiras no intercâmbio de conhecimentos e experiências para o fortalecimento de capacidades de países do Sul Global. Além disso, busca-se implementar novas iniciativas conjuntas e continuar contribuindo para o avanço das agendas regionais e globais que têm como objetivo erradicar a fome e reduzir as desigualdades por meio de políticas inclusivas voltadas aos que mais necessitam. O documento foi assinado na última quinta-feira (05/03) pela diretora-geral adjunta da FAO, Beth Bechdol, e pelo diretor da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), Embaixador Ruy Pereira. Ao longo dos últimos 18 anos, a FAO e o Governo do Brasil trabalharam juntos, com foco prioritário na América Latina e no Caribe, compartilhando conhecimentos e boas práticas por meio do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil–FAO. Essa atuação conjunta tem promovido o fortalecimento de capacidades em áreas prioritárias como segurança alimentar e nutricional, alimentação escolar, agricultura familiar, fortalecimento de cadeias produtivas como a do algodão, desenvolvimento rural sustentável e governança da terra. A cooperação técnica de instituições brasileiras tem sido fundamental, juntamente as contribuições da FAO como plataforma neutra, facilitadora e catalisadora de políticas que podem ser adaptadas e ampliadas para outros países. Além disso, foram incorporadas duas novas iniciativas que reforçam a cooperação: uma voltada ao fortalecimento dos sistemas agroalimentares urbanos dirigidos a populações vulneráveis, e outra focada na melhoria dos sistemas públicos de abastecimento de alimentos, ampliando o alcance e o impacto da cooperação na região. Resultados Ao longo da trajetória de cooperação entre a FAO e o Brasil, foram alcançados importantes resultados na América Latina e no Caribe, entre os quais se destacam: A capacitação de mais de 40 mil profissionais em alimentação escolar, com impacto direto em1,6 milhão de estudantes de mais de 23 mil escolas, por meio da metodologia de Escolas Sustentáveis. A criação da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (RAES), que atualmente reúne 18 países e promove o intercâmbio de experiências e o fortalecimento de políticas públicas na região. O fortalecimento de sistemas produtivos diversificados no âmbito do Projeto +Algodão, com a participação de mais de 100 instituições cooperantes. A iniciativa já beneficiou mais de14 mil famílias e cerca de 10 mil produtores, ampliando o acesso à inovação, aos mercados e contribuindo para a melhoria da renda rural. O avanço na modernização dos sistemas de informação sobre a terra na América Latina e no Caribe, por meio do intercâmbio de experiências e boas práticas em governança territorial e uso sustentável dos recursos naturais. O fortalecimento de políticas públicas para a agricultura familiar no âmbito da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do MERCOSUL (REAF). O apoio ao fortalecimento da resiliência de países do Corredor Seco da América Central frente à mudança climática, por meio da introdução de inovações nos sistemas produtivos. O incentivo à inclusão de mulheres e jovens, promovendo sua participação nos diferentes projetos. Alianças estratégicas A atuação na região tem contado com a participação de pelo menos 13 instituições brasileiras que compartilham experiências e políticas públicas bem-sucedidas, promovem o intercâmbio de boas práticas e fortalecem redes e espaços de diálogo sobre políticas públicas em nível regional e sub-regional, gerando benefícios mútuos entre os países do Sul Global. Entre as instituições participantes estão o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização de Terras (Empaer-PB) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).   [embed]https://www.youtube.com/watch?v=4A6TSVmAqeY[/embed]

CBA 2026 apresenta programação macro com foco em ciência aplicada, decisão no campo e conexão com o mercado
11 de Março de 2026

O 15º Congresso Brasileiro de Algodão (CBA), que acontece de 22 a 24 de setembro de 2026, no Expominas BH, em Belo Horizonte (MG), divulgou a programação macro da próxima edição, estruturada para oferecer uma jornada completa de conhecimento técnico, científico e estratégico aos congressistas. Com uma curadoria que prioriza a aplicabilidade da ciência no campo, o CBA organiza sua programação em diferentes formatos, plenárias, hubs técnicos, workshops e minicursos, permitindo que o participante escolha como aprofundar seus conhecimentos de acordo com seus interesses e desafios profissionais. Plenárias estruturam o debate técnico e estratégico As Plenárias ocupam um papel central na programação e estão divididas em dois formatos complementares. A Plenária Técnica é dedicada ao aprofundamento científico, reunindo conteúdos de ciência, manejo, inovação aplicada e soluções práticas para o campo. É um espaço voltado à atualização técnica e à tomada de decisão baseada em conhecimento, reunindo especialistas e um público altamente qualificado. Já a Plenária Conexões amplia o olhar sobre a cotonicultura ao integrar conhecimento técnico a temas como mercado, estratégia, liderança, sustentabilidade e visão setorial, promovendo reflexões que conectam ciência, contexto econômico e futuro do setor. As plenárias acontecem nos três dias de evento, sempre no período da manhã, estruturando o início da programação diária.  Hubs Técnicos aprofundam temas estratégicos da cotonicultura No período da tarde, e atendendo a pedidos, a programação se concentra em 4 Hubs Técnicos, painéis simultâneos voltados a conteúdos mais específicos e aprofundados. Organizados por temas estratégicos da cadeia do algodão, os hubs permitem uma comunicação mais direcionada e qualificada, com públicos segmentados por interesse, aprofundando debates técnicos, apresentação de dados, experiências práticas e soluções aplicáveis à realidade da lavoura. Workshops e minicursos ampliam a experiência prática No terceiro dia do Congresso, o CBA dedica espaço exclusivo aos Workshops e Minicursos, formatos que estimulam a participação ativa dos congressistas. Os Minicursos oferecem palestras com maior interação com o público, permitindo perguntas, quizzes e aprofundamento em temas específicos. Já os Workshops são atividades práticas, em que o participante vivencia processos, troca experiências e aplica o conhecimento técnico na prática. A estrutura da programação do 15º CBA reforça o compromisso do Congresso em oferecer mais tempo de conteúdo técnico, diversidade de formatos e uma experiência que vai além da palestra tradicional. Ao longo dos três dias, os participantes poderão transitar entre ciência aplicada, debates estratégicos, aprofundamento técnico e experiências práticas, construindo uma jornada de aprendizado alinhada às demandas reais do campo e aos desafios atuais da cotonicultura brasileira. Sobre o CBA O Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) é o principal fórum técnico e científico da cotonicultura nacional. Realizado a cada dois anos, o evento reúne produtores, pesquisadores, empresas, consultores e lideranças do setor para discutir os principais desafios da produção de algodão no Brasil. A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição, workshops e espaços de troca entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

15º Congresso Brasileiro de Algodão abre inscrições em 1º de abril
11 de Março de 2026

O 15º Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) abre oficialmente suas inscrições no dia 1º de abril, marcando o início da contagem regressiva para o principal encontro técnico- científico e institucional da cadeia algodoeira no Brasil. O evento será realizado de 22 a 24 de setembro de 2026, no ExpoMinas, em Belo Horizonte (MG), e terá como tema central “Algodão brasileiro, fibra natural: uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. Reconhecido como o maior fórum de debate da cotonicultura nacional, o CBA reúne produtores, pesquisadores, estudantes, empresas, técnicos e tomadores de decisão para discutir os principais desafios, avanços científicos, tecnologias e tendências que impactam o setor. A programação contempla plenárias, hubs técnicos, workshops e minicursos, apresentação de trabalhos científicos e uma área de exposição com empresas da cadeia produtiva. As inscrições estão organizadas em diferentes categorias. São considerados filiados os associados ativos na safra 2024/2025 de uma das associações estaduais vinculadas à Abrapa — Abapa, Acopar, Agopa, Amapa, Amipa, Ampa, Ampasul, Apaece, Apap, Apipa e Appa. Já os patrocinadores correspondem exclusivamente aos representantes das empresas ou instituições que estarão presentes na área de exposição do 15° CBA. A categoria estudantes é destinada a alunos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, que deverão anexar, no momento da inscrição, um comprovante digital de vínculo acadêmico, além de apresentá-lo fisicamente no credenciamento do evento; nessa modalidade, a inscrição é individual, para pessoa física, e não pode ser realizada por empresas. A categoria destinada a autores de trabalhos científicos contará com o benefício de ter o mesmo valor de inscrição em todos os lotes. Por fim, a categoria não filiados contempla os congressistas que não se enquadram como filiados, patrocinadores, estudantes e autores de trabalhos científicos. O Congresso contará com diferentes lotes de inscrição, com valores progressivos conforme a proximidade do evento, incentivando a inscrição antecipada. Os valores variam de acordo com a categoria escolhida, e todas as informações detalhadas — incluindo política de compras, regras e condições — estão disponíveis no site oficial do congresso. A inscrição dá acesso à programação técnico-científica completa, às plenárias, às salas temáticas, workshops, minicursos, à área de exposição e aos espaços de relacionamento, coffee breaks e almoço. Além disso, o congressista ainda terá serviço de transfer inter hotéis – oferecido exclusivamente aos participantes e patrocinadores, que realizarem suas reservas nos hotéis oficiais através da agência oficial, o kit congressista e certificado – gerado online e poderá ser acessado a partir de dois dias úteis após o Congresso. O pagamento poderá ser realizado via Pix, cartão de crédito à vista ou cartão de crédito parcelado, sendo que eventuais juros do parcelamento são de responsabilidade do participante. Além das inscrições, o dia 1º de abril também marca a abertura do período de submissão de trabalhos científicos para o 15º CBA, que terá o regulamento disponível em breve. Pesquisadores, estudantes, professores, profissionais do setor e demais interessados poderão submeter seus estudos, que integram um dos pilares centrais do Congresso e reforçam o compromisso do evento com a ciência aplicada e a inovação no campo. Mais informações sobre inscrições, categorias, valores estão disponíveis nas redes sociais e no site oficial do Congresso Brasileiro do Algodão: https://congressodoalgodao.com.br/inscreva-se/ Sobre o CBA O Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) é o principal fórum técnico-científico da cotonicultura nacional. Realizado a cada dois anos, o evento reúne produtores, pesquisadores, empresas, consultores e lideranças do setor para discutir os principais desafios da produção de algodão no Brasil. A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição, workshops e espaços de troca entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

Abrapa publica Relatório Mensal de Estatística do Cotton Brazil de março
11 de Março de 2026

Nesta quarta-feira, 11 de março, a Abrapa publicou o novo Relatório Mensal de Estatística do Cotton Brazil. O material reúne as informações atualizadas da Abrapa, Conab, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), USDA e IMEA, em um só lugar. Confira os principais destaques desta edição: Produção brasileira - A produção em 2025 (safra 2025/2026 USDA ou 2024/2025 CONAB/ABRAPA) 4,25 milhões de toneladas, um aumento de 14,71% em relação à safra passada. Dados da Abrapa - O USDA passou a adotar a estimativa de produção da Abrapa no seu último relatório. Exportação - O Brasil segue na liderança mundial como maior exportador, detendo 33% do mercado, superando os Estados Unidos, que possuem 27%. Exportação mensal - Em fevereiro de 2026 foram exportadas 270 mil toneladas de algodão. Ano comercial 2025/2026 - De agosto de 2025 a fevereiro de 2026, o Brasil já exportou 1.992 mil toneladas, registrando um aumento de 87 mil toneladas se comparado com o mesmo período do ano comercial passado. Principais Compradores - A China continua sendo o principal destino da pluma brasileira, com 29% de participação no acumulado de 2025/26, seguida por Bangladesh (15%) e Turquia (13%). Vias de Exportação - O Porto de Santos é a principal via de saída do algodão brasileiro, responsável por 91% das exportações no período de 2025/26. Algodão no mundo - A China lidera a estimativa da produção de algodão no mundo com 7,73 milhões de toneladas, seguida pela Índia com 5,12 milhões de toneladas, e pelo Brasil com 4,25 milhões. Índia - De acordo com o USDA a tendência é de aumento nas importações na Índia, que registrou um crescimento de 17% em fevereiro de 2026, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Estoque global - Deverá chegar a 16,63 milhões de toneladas 2025/2026, um crescimento de 3,57% em relação à safra anterior. Para saber mais, acesse o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Relatorio_Mensal_CB_Marco.pdf

Relatório de qualidade de fevereiro: Dados apontam alto padrão da fibra brasileira na safra 2024/2025
11 de Março de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou o relatório de qualidade referente ao algodão beneficiado em fevereiro da safra 2024/2025, consolidando dados das análises realizadas nos laboratórios do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), que monitora a fibra processada em 13 laboratórios participantes em todo o país. Até 28 de fevereiro de 2026, foram registradas as análises de 16.018.698 fardos, quantidade que representa a avaliação de praticamente toda a produção nacional da última safra, estimada em cerca de 4,25 milhões de toneladas de algodão em pluma. Indicadores de Qualidade e Desempenho O relatório aponta os seguintes índices de conformidade para as principais características da fibra na safra 2024/2025: Micronaire (MIC): 95,8% das amostras situam-se no intervalo de 3,50 a 4,90. Resistência (STR): 96,5% da produção apresenta resistência igual ou superior a 28 gf/tex. Comprimento (UHML): 93,9% da fibra possui comprimento mínimo de 1,11 polegadas. Uniformidade (UI): 94,8% das amostras registram índice de uniformidade igual ou superior a 80%. Fibras Curtas (SFI): 79,4% da produção apresenta índice de fibras curtas menor ou igual a 10%. Brilho (Rd) e Amarelamento (+b): O grau de reflectância (Rd ≥ 75) atingiu 85,9%, enquanto 78,1% da safra cumpre o parâmetro de amarelamento (≤ 9). Estrutura e Transparência As análises são conduzidas por uma rede de laboratórios que operam com 90 equipamentos de HVI. O Mato Grosso concentra a maior estrutura, com 9 laboratórios e 62 equipamentos, seguido pela Bahia, com uma unidade e 16 equipamentos. O sistema é supervisionado pelo Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), em Brasília.Calendário Operacional* Embora a colheita ocorra majoritariamente entre junho e setembro, o beneficiamento e as análises de HVI da safra 2024/2025 estendem-se até o março de 2026. Os dados completos são atualizados diariamente e podem ser consultados via plataforma de Business Intelligence (BI) desenvolvida pela Abrapa para monitoramento da qualidade do algodão. Veja o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Relatorio-de-Qualidade-do-Algodao-Fev-26.pdf E acesse a plataforma de B.I. da qualidade do algodão brasileiro: https://abrapa.com.br/sbrhvi

Câmara Setorial do Algodão realiza 1ª reunião de 2026 buscando alternativas para altos custos e competitividade
09 de Março de 2026

Em sua primeira reunião de 2026, realizada nesta segunda-feira, 09 de março, a Câmara Setorial do Algodão e Derivados analisou o atual cenário de produção da pluma, que atualmente enfrenta de margens apertadas e desafios estruturais para uma das commodities mais importantes da balança comercial brasileira. O encontro reuniu produtores, exportadores e representantes da indústria têxtil para proposição de soluções para os desafios macroeconômicos nacionais e em meio à tensão da geopolítica internacional. O setor enfrenta a alta nas taxas de juros da economia, o encarecimento do diesel e o retorno da incidência de PIS/Cofins sobre fertilizantes. Somado a isso, o aumento do preço do barril de petróleo acima dos US$100, em decorrência do conflito entre Irã e Estados Unidos, eleva os custos do frete internacional. O desafio da competitividade De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Dawid Wajs, a qualidade do algodão brasileiro está cada dia melhor, atingindo um alto padão em características intrínsecas nunca vistos anteriormente, isso permitiu o acesso do Brasil a mercados mais exigentes. No entanto, o avanço técnico esbarra no consumo global totalmente estagnado. O baixo preço do poliéster continua sendo um dos maiores desafios para os produtores de algodão, que ao invés de disputarem mercado com as fibras sintéticas estão concorrendo entre si, o que não resolve o problema do consumo. “Apesar da competitividade logística brasileira no subcontinente asiático, acordos bilaterais dos Estados Unidos com grandes compradores, como Índia e Bangladesh, têm deslocado a demanda para a fibra norte-americana", analisou Wajs. Estratégias para aumentar a demanda Diante da paralisia do consumo mundial, o setor busca alternativas. O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou quatro eixos de ação do Cotton Brazil para recuperação de mercado e impulsionamento de vendas do algodão brasileiro. O trabalho será focado no desenvolvimento de Políticas públicas; Inteligência e alinhamento internacional; P&D e parcerias; Comunicação e promoção. Para o presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, o aumento do consumo do algodão deve estar mais atrelado ao valor agregado do que na diminuição dos custos. "Não conseguiremos diminuir o custo, mas podemos aumentar o reconhecimento de atributos como certificações ambientais, características do algodão e outras qualidades do algodão brasileiro", afirmou. Pimentel também citou a saída da Indorama, indústria petroquímica asiática com filial no Brasil, da produção de poliéster no Brasil por falta de competitividade. Tensões regulatórias Durante a reunião, o Diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, citou as ações da Abrapa para contornar possíveis impactos na cadeia do algodão de uma série de políticas de governo. A primeira a ser abordada, foi a política de preços mínimos para o algodão brasileiro. O preço mínimo definido pelo governo federal atualmente é de R$ 114 por arroba, valor que já não reflete a realidade produtiva do algodão. A entidade propôs ao Ministério da Agricultura o reajuste para R$ 122 por arroba. De acordo com Portocarrero, “A conjuntura global não é favorável, tanto de mercado de consumo de fibras naturais quanto do aumento de custo de produção no que tange o frete e os fertilizantes. Não sabemos o impacto futuro da guerra entre Estados Unidos e Irã. Todos esses fatores tendem a influenciar o custo de produção”. No âmbito do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), o governo federal, sinaliza a preparação de um banimento de agrotóxicos considerados ultra perigosos. A proposta que visa reduzir o uso de defensivos químicos no campo pode afetar a produtividade do setor agrário se não for trabalhado enquanto política pública que leve em consideração a competitividade do setor produtivo nacional. A preocupação do setor é que o Pronara se transforme em um instrumento que extrapole competências legais e ameace o Marco Regulatório dos Defensivos. Em relação ao projeto de modernização da jornada de trabalho no Brasil, Portocarrero confirmou que a Abrapa assinou manifesto proposto pela Frente Parlamentar da Agropecuária para que o projeto de lei que pretende modificar a escala de trabalho não prejudique o desenvolvimento da cotonicultura nacional. Entrada da Abiove na Câmara Setorial Uma das novidades anunciadas na reunião foi a entrada da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) como membro da Câmara Setorial. Visando o interesse do mercado asiático em caroço do algodão e farelo, a Abiove, representada pela consultora Fátima Parizzi, destacou a necessidade de alinhar o desenvolvimento de sementes com a produtividade da fibra, tratando a cultura como uma cadeia produtiva integral. Próximo encontro A próxima reunião do setor ocorrerá no dia 25 de junho, durante o ANEA Cotton Dinner, quando espera-se que os desdobramentos do pedido de reajuste do preço mínimo já tenha resposta oficial do governo.