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Exportações de algodão do Brasil devem crescer 10% na safra 2025/26, projeta Anea
09 de Dezembro de 2025A exportação de algodão brasileiro deve registrar um crescimento de cerca de 10% na temporada 2025/26, segundo projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). A alta é sustentada pela competitividade do produto nacional, pela diversificação de mercados compradores e pelo avanço recente nas compras da Índia. Brasil deve exportar 3,2 milhões de toneladas de algodão De acordo com o presidente da Anea, Dawid Wajs, os embarques brasileiros — que consolidam o país como maior exportador mundial da pluma — devem alcançar 3,2 milhões de toneladas entre julho de 2025 e agosto de 2026. Mesmo diante de um cenário de ampla oferta global e de redução das importações chinesas, o executivo avalia que o algodão brasileiro mantém vantagem competitiva. “O prêmio do algodão brasileiro segue bastante competitivo no mercado internacional, com ótima aceitação nas indústrias têxteis estrangeiras. Teremos um ano promissor, com exportações superiores às da safra anterior”, destacou Wajs, em entrevista à Reuters. Embarques reagem após início lento da safra Segundo o presidente da Anea, as exportações começaram de forma mais lenta neste ciclo, em razão do atraso na colheita, mas já apresentam tendência de recuperação. “Temos estoques importantes que precisarão ser exportados. O mercado está se ajustando e deve manter um ritmo de embarques crescente nos próximos meses”, explicou. Atualmente, o Brasil responde por cerca de um terço do comércio mundial de algodão, à frente dos Estados Unidos, segundo maior exportador global. Entre os principais compradores do algodão brasileiro estão China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão. Índia se destaca nas importações com política tarifária especial Até outubro, a China liderou as compras da nova safra, com 122 mil toneladas, seguida pela Índia, com 106,3 mil toneladas. O aumento das importações indianas, no entanto, é considerado pontual, influenciado por uma isenção temporária de impostos de importação sobre o algodão válido até 31 de dezembro deste ano. “A Índia, que já representa 16% das exportações desta temporada, aproveitou um momento de preços baixos e demanda global reduzida”, afirmou Wajs. Em novembro, exportações disparam 34% Entre julho e outubro, o Brasil embarcou 677 mil toneladas de algodão, volume 7% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior. No entanto, os dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam uma forte recuperação em novembro, quando os embarques somaram 402 mil toneladas, um aumento de 34,4% em relação a novembro do ano passado. Produção nacional ultrapassa 4 milhões de toneladas Na safra 2024/25, a produção brasileira de algodão em pluma ultrapassou 4 milhões de toneladas, consolidando o país entre os maiores produtores do mundo. Desse total, cerca de 760 mil toneladas foram destinadas ao mercado interno, de acordo com dados da Anea. Com estoques robustos, alta qualidade do produto e mercados diversificados, o Brasil deve seguir expandindo sua presença internacional e fortalecendo sua posição de liderança no comércio global da fibra.
Desfile Talentos Senac Moda 2025 acontece na Casa de Criadores
08 de Dezembro de 2025O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), reforça a sua atuação no pilar da educação e incentivo a novos criadores ao apoiar o Desfile Talentos Senac Moda 2025, que aconteceu na última quarta-feira (3), no Centro Cultural São Paulo (CCSP), durante a Casa de Criadores. Ao longo de todo o semestre, o movimento promoveu encontros de capacitação para estudantes da instituição parceira, como visitas técnicas e diálogos com a indústria, contribuindo diretamente para o desenvolvimento do projeto que se encerra neste desfile. Com consultoria criativa do estilista João Pimenta estyling do professor Kledir Salgado, o programa reuniu 14 estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac, selecionados para uma imersão de um semestre. O resultado foi a criação de 28 looks autorais, desenvolvidos com cerca de 300 metros de tecidos e malhas, 30 novelos de linhas e barbantes e 6 metros de palhas, disponibilizados por empresas parceiras. Formação, vivência e aproximação com a indústria Ao longo do processo, o Sou de Algodão estruturou uma série de experiências que ampliaram o repertório técnico e criativo dos estudantes. Entre as ações, destacam-se: ● Visita à Covolan, empresa brasileira do setor têxtil, especializada na produção de tecidos de alta qualidade, com foco principal no denim, situada em Santa Bárbara d’Oeste; ● Visita à Veste S.A Estilo, empresa brasileira do ramo de varejo de moda de alto padrão com sede em São Paulo; ● Talk com Covolan e João Pimenta, durante a semana de lançamentos das tecelagens; ● Pesquisa de campo no DCSP, com participação ativa do movimento. Essas atividades permitiram que os alunos se aproximassem de processos reais da cadeia têxtil, tivessem contato com profissionais do setor e aprofundassem o entendimento sobre o algodão brasileiro e sua utilização nas etapas criativas da moda. O estilista parceiro João Pimenta, consultor criativo da instituição, destaca: “A coleção ‘Nude Total’ parte da ideia de que não existe um único tom de nude. Trabalhamos a diversidade de peles - branca, retinta, ruiva, asiática, com vitiligo - criando roupas que dialogam com essas variações, e mostram que o nude vai muito além do bege rosado. Para isso, escolhemos o algodão como base: uma matéria-prima natural, fácil de costurar, com excelente acabamento e perfeita para receber a pintura artesanal que fizemos após o casting, pigmentando cada peça de acordo com quem a veste. A parceria com o Sou de Algodão foi extremamente coerente com esse processo, porque reforça nossa conexão com a fibra brasileira, sua certificação e sua versatilidade criativa, além de aproximar os estudantes da realidade da cadeia têxtil”. Parcerias que viabilizam novos talentos Empresas do setor também somaram forças ao projeto, como a Covolan, Textilfio, MN Tecidos, Innovativ, Círculo e Torcetex, fornecendo os materiais utilizados no desenvolvimento das coleções. A professora responsável, Viviane Kozesinski, e a coordenadora do curso, Ana Paula Mendonça Alves, reforçam a importância da ação conjunta entre instituições de ensino e a indústria. “Desde o início da parceria, firmada em 2023, o Movimento Sou de Algodão fomentou conhecimento e vivências reais relacionadas a cadeia produtiva do algodão, por meio de visitas a plantações de algodão, fiações e tecelagens, impactando positiva e permanente a formação dos estudantes do curso de Design de Moda. Em 2025, o apoio do Movimento ao projeto Talentos Senac Moda se deu por meio de uma rica agenda de ações que conectou a indústria e estudantes do projeto e ainda possibilitou a captação de uma diversidade de materiais naturais encaminhados pelas empresas associadas que acreditaram no potencial dos nossos jovens talentos”, diz Viviane Kozesinski, professora do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac – Santo Amaro. “A coleção foi desenvolvida com uma diversidade de materiais compostos de fibras naturais, como o algodão e palhas, fornecidos pelos parceiros do movimento Sou de Algodão. Para interpretar a temática da coleção Nude Total, os materiais foram fornecidos em seu estado natural. Os estudantes interpretaram a diversidade de cores das peles brasileiras, colorindo manualmente os tecidos, fios e palhas”, reforça Ana Paula Mendonça Alves, coordenadora do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac – Santo Amaro. Trajetória consolidada ao longo do semestre O Desfile Talentos Senac Moda 2025 representa o resultado de um percurso de seis meses marcado por pesquisa, prática e colaboração entre estudantes, docentes, profissionais do mercado e parceiros institucionais. A apresentação final durante a Casa de Criadores, o maior evento de moda autoral no Brasil, reforça o compromisso do projeto em revelar novas vozes da moda brasileira e destacar processos criativos conectados à sustentabilidade e ao algodão nacional. “Acompanhar toda a jornada dos estudantes ao longo do semestre foi extremamente enriquecedor. Nossa missão no Sou de Algodão é conectar educação, cadeia têxtil e criação, e ver esse encontro ganhar forma em uma passarela tão relevante quanto a da Casa de Criadores ressalta a importância de investirmos em novos talentos”, finaliza Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do Sou de Algodão. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Talentos Senac Moda É um projeto de cunho pedagógico e cultural que busca promover o aprimoramento conceitual e prático dos estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac, em uma iniciativa que reforça o compromisso da instituição com o seu Jeito Senac de Educar, assim como seu pioneirismo na área de Moda. Os trabalhos dos estudantes participantes do projeto são embasados nas trilhas formativas: criação, construção e comunicação, com a missão de compreender todo o funcionamento do mercado, passando pela criação e planejamento de serviços e produtos de moda, pela construção e materialização dessas ideias e, por fim, pelas estratégias de comunicação e gestão do segmento da moda. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest:@soudealgodao TikTok: @soudealgodao_
Carbono é tema principal de reunião do Comitê ESG da Abrapa
05 de Dezembro de 2025A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou, nesta quinta-feira (4), um alinhamento estratégico com o Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro) e a Embrapa Meio Ambiente sobre ações de sustentabilidade e a coordenação entre pesquisa, setor produtivo e formulação de políticas públicas. O encontro foi conduzido pelo Comitê ESG da entidade, que é formado pelas principais lideranças da cadeia algodoeira. Representando os produtores, estavam o Grupo SLC, o Grupo Santa Colomba e o Grupo Scheffer, entre outros. O encontro reforçou a importância do trabalho colaborativo para consolidar o algodão brasileiro como referência em sustentabilidade. Emissões de carbono do algodão brasileiro Durante a reunião a Embrapa Meio Ambiente e a FGV Agro apresentaram projetos para o setor. Inicialmente, a pesquisadora da Embrapa, Dra. Nilza Patrícia Ramos, mostrou a evolução sobre o projeto de pesquisa desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Abrapa e Bayer, voltado à construção de um inventário sobre a emissão de carbono do algodão, do plantio do algodão até o descarte. O estudo cria perfis detalhados da emissão de carbono nas etapas de produção agrícola, no beneficiamento, na extração de óleo e geração de biodiesel a partir do caroço do algodão. A iniciativa permitirá evidenciar a eficiência produtiva do algodão brasileiro nesse tema, além de identificar oportunidades de melhoria de processos e orientar produtores sobre formas de reduzir as emissões. De acordo com o gerente de sustentabilidade da Abrapa, “Já temos dados técnicos primários de 149 mil hectares de algodão para o estudo. Porém para finalizar, falta a caracterização do algodão irrigado e expandir o estudo na Bahia e em Goiás”. O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, destacou o potencial das biofibras e a importância de conectar ciência e políticas públicas para alavancar a competitividade da fibra nacional. Segundo ele, o cálculo de emissão de carbono será um vetor decisivo para ampliar a participação do algodão brasileiro em mercados que exigem transparência ambiental. Políticas públicas e de incentivo ao têxtil sustentável O pesquisador Guilherme Bastos, da FGV Agro, apresentou o “Plano Nacional para Promoção do Têxtil Sustentável”, iniciativa que busca estruturar as bases técnicas, regulatórias e institucionais para a valorização do algodão brasileiro no mercado global, destacando seus diferenciais ambientais, sociais e econômicos frente às fibras sintéticas. Para o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o alinhamento entre as três instituições é estratégico, “Os projetos se complementam para valorizar a cadeia do algodão. Embrapa, FGV e Abrapa precisam caminhar juntas para que avancemos em ciência, sustentabilidade e competitividade”. Ele classificou a reunião como “essencial para melhorar a comunicação entre os elos da cadeia e promover a evolução conjunta das pesquisas”, e acredita que os esforços tendem a fortalecer a reputação do algodão como uma fibra socioambientalmente responsável.
Relatório de Qualidade SBRHVI: dados de novembro reforçam melhora no comprimento e na resistência da fibra
05 de Dezembro de 2025A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou o Relatório de Qualidade do Algodão do Programa Standard Brazil HVI SBRHVI referente a novembro, que aponta avanços importantes na pluma da safra 2024/2025. Os resultados mostram um algodão brasileiro com maior índice de resistência e fibras longas, se comparado aos resultados da safra 2023/2025. Nos 13 laboratórios credenciados ao SBRHVI, 92 equipamentos estão em operação para analisar a qualidade de todos os fardos produzidos no país. Dos 19,2 milhões de fardos estimados para a safra, 13,7 milhões já passaram por análise HVI, garantindo credibilidade das informações de qualidade do algodão brasileiro. O relatório também apresenta uma novidade importante, o lançamento de uma plataforma de Business Intelligence (B.I.) focada em ampliar a transparência dos dados de qualidade do algodão produzido no Brasil. A ferramenta permite consultas personalizadas e atualizadas sobre a evolução das principais características da pluma, com base nos resultados emitidos pelos laboratórios do SBRHVI. A plataforma já está disponível e pode ser acessada em: http://bit.ly/48CQECy. Confira o Relatório de Qualidade de Novembro no link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Relatorio-de-Qualidade-Safra-24-25-30.11.25.pdf
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 05/12/2025
05 de Dezembro de 2025Destaque da Semana - Exportações Brasileiras de algodão batem recorde histórico em nov/25, com mais de 400 mil tons embarcadas. Lá fora, cautela nos mercados globais aliada a números fracos de vendas semanais dos EUA fizeram con que os futuros de algodão na ICE (NY) recuassem para o menor nível em mais de uma semana. Foi a quarta sessão consecutiva de baixa após um animador rali de cinco sessões. Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY - O contrato Mar/26 fechou nesta quinta 04/dez cotado a 64,08 U$c/lp (-0,7% vs. 26/nov). O contrato Dez/26 fechou em 67,65 U$c/lp (-0,25% vs. 26/nov). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 710 pts para embarque Dez-25/Jan-26 (Middling 1-1/8", 31-3-36), fonte Cotlook 27/nov/25. Altistas 1 - Com a posição líquida vendida dos fundos muito elevada, um gatilho de curto prazo – como surpresa no WASDE ou nos dados de exportação – pode forçar recompra de posições curtas e aumentar a volatilidade para cima. Altistas 2 - Muitos produtores em grandes origens já trabalham com margens apertadas ou negativas aos preços atuais de NY, o que limita a disposição de vender novos volumes a esses patamares. Esse contexto reforça a percepção de que preços muito abaixo dos níveis atuais podem não ser sustentáveis no médio prazo, especialmente para a safra 2026/27. Altistas 3 - As expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve se fortaleceram, com a ferramenta CME FedWatch indicando cerca de 87% de probabilidade de redução já na próxima reunião. Em pesquisa da Reuters realizada entre 28/nov e 4/dez, 82% dos economistas consultados projetam corte de 25 pontos-base, o que tende a estimular a atividade econômica global, melhorar o ambiente de consumo e apoiar, indiretamente, a demanda têxtil e de energia. Altistas 4 - Em vários mercados, as fiações operam com estoques de algodão e de fios relativamente enxutos, após meses de compras “hand-to-mouth”. Qualquer recuperação um pouco mais firme dos pedidos no varejo pode levar a um movimento concentrado de recomposição de estoques, sustentando preços físicos e diferenciais de qualidade. Baixistas 1 - Relatos indicam que fiações na China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão não mostram urgência em recompor estoques. A ausência do tradicional movimento de recompras no início do mês confirma que “simplesmente precisamos de demanda”, com excesso de algodão disponível e pouco comprometimento das mills. Baixistas 2 - Em mercados como Bangladesh, Vietnã e Paquistão, o ambiente macro segue desafiador, com custos de energia, instabilidade cambial e incertezas políticas afetando as exportações de têxteis e vestuário. A combinação de pedidos irregulares e estoques de produtos acabados ainda elevados reduz o apetite por novas compras de algodão. Baixistas 3 - Em vários relatórios, o balanço global continua apontando estoques finais confortáveis, mesmo com alguns ajustes pontuais de produção. Estoques elevados reduzem a urgência das fiações em recompor posições e deixam o poder de barganha mais nas mãos dos compradores. Baixistas 4 - A ausência de notícias realmente novas no front fundamental faz com que o mercado fique “preso” em um intervalo relativamente estreito, com viés descendente. Sem gatilhos de alta claros, os participantes tendem a privilegiar a preservação de caixa e a alongar decisões de compra, o que aprofunda a sensação de morosidade. EUA 1 - USDA Export Sales para a semana encerrada em 30/10 mostraram vendas líquidas de apenas 81.500 fardos para a safra corrente (-39% vs semana anterior e -51% vs. média das últimas quatro semanas), sinalizando demanda externa fraca para o algodão americano. EUA 2 - Vietnã segue como principal cliente dos EUA (27% do total), seguido pelo Paquistão (11%). China aumentou seu compromisso em apenas 5,7 mil tons, totalizando 31,8 mil tons (vs 124,8 mil em 2024). China 1 - Dados da China National Cotton Exchange mostram que até 3/dez 4,55 milhões tons de pluma foram inspecionadas no Xinjiang (+626,2 mil tons na semana), volume 19% superior a 2024. China 2 - A China Cotton Association manteve as projeções para 2025/26: produção de 7,28 milhões tons (+9,2%), importações de 1,1 milhão (+4,5%), consumo de 8,1 milhões (+3,8%) e exportações de 20 mil tons. Os estoques finais seguem em 10,11 milhões tons (+2,7%). China 3 - Xinjiang reforçará a cooperação com países da Ásia Central, conforme discutido no Tianshan Forum for Central Asia Economic Cooperation esta semana. A região visa consolidar seu papel como hub central do Cinturão e Rota. Bangladesh - A média de importação de algodão de Bangladesh em set-out/25 foi de 130 mil tons/mês, mas outubro teve o menor volume desde 2023. Se nov/25 repetir a queda, pode indicar desaceleração setorial. Turquia - Na Mediterranean Cotton Roads conference, foi informado que a seca afetou a produtividade da safra atual da Turquia, com produção estimada pela Cotlook em 650 mil toneladas (-24% vs 2024/25). A área plantada deve cair em 2026. Vietnã - Fiações vietnamitas seguem cautelosas, comprando pouco e focando em algodão dos EUA, Austrália e Brasil. A alta dos preços futuros reduziu o interesse na semana. Indonésia - Pequenos lotes de algodão brasileiro foram negociados esta semana para entrega imediata, mas o mercado segue fraco. O setor têxtil local enfrenta concorrência de produtos chineses baratos, afetando a competitividade da indústria doméstica. Câmara Setorial 1 - A Câmara Setorial do Algodão realizou sua última reunião de 2025 em 02/dez, coordenada pelo presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, com participação das associações estaduais, Anea, Mapa e Abit para discutir balanço da safra e políticas públicas. Câmara Setorial 2 - A Abrapa protocolou ao ministro Carlos Fávaro pedido de acesso a instrumentos como Prepo e crédito do BNDES para sustentar preços mínimos e liquidez dos produtores, frente à volatilidade de preços e custos elevados. Câmara Setorial 3 - O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou dados de fechamento de safra, confirmando que o Brasil segue como maior exportador mundial, mas com receita pressionada pela queda dos preços globais. Câmara Setorial 4 - A Abrapa projetou safra 2026 de 3,83 milhões tons (- 9,9% vs 2024/25) e estima que o Brasil ampliará sua participação nas exportações globais para 33% (3,1 milhões tons), mesmo com cenário de preços baixos. Exportações 1 - As exportações brasileiras de algodão somaram 402,4 mil tons em nov/25. Recorde embarcado no mês de novembro. Exportações 2 - No acumulado de ago/25 a nov/25, as exportações brasileiras somam 952,7 mil tons, alta de 11,9% com relação ao mesmo período em 2024. Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (04/12) foram beneficiados nos estados da BA (94%), GO (99,5%), MA (78%), MG (99%), MS (98%), MT (83%), PI (99%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 86,1%. Plantio 2025/26 - Até o dia de ontem (04/12) foram semeados nos estados da BA (15,3%), MG (30%), PR (60%) e SP (65%). Total Brasil: 3,86%. Preços - Consulte a tabela de cotações: Quadro de cotações para 04 -12 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com
Talentos Senac Moda realiza desfile na Casa de Criadores 57
03 de Dezembro de 2025O Senac São Paulo é presença confirmada na Casa de Criadores 57, principal evento dedicado a lançar novos talentos da moda autoral brasileira. Por meio do projeto Talentos Senac Moda, o desfile produzido por estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac - Santo Amaro apresenta a coleção “Nude Total” no dia 3 de dezembro, a partir das 18h, no Centro Cultural São Paulo, no bairro da Liberdade. A coleção “Nude Total” é uma mostra de vestuários com profunda reflexão sobre a complexidade e a diversidade das peles brasileiras, com o propósito de transformar a moda numa plataforma de diálogo sobre inclusão e representatividade. Emergindo como um manifesto estético, onde a teoria encontra a prática de maneira vibrante, as peças são inspiradas na riqueza dos tons e texturas que compõem o Brasil, com paleta de cores que transcende o conceito tradicional de nude, abraçando a multiplicidade de beleza inerente a cada indivíduo. Na passarela da Sala Flávio de Carvalho, o público presente vai conferir de perto os 28 looks produzidos por 14 estudantes, no qual cada um apresentará duas composições completas. A produção das peças contou com a mentoria de Ana Paula Mendonça Alves, Daniela Nunes Figueira Belschansky, Kledir Salgado e Sabrina Morais Ferreira, professores do Centro Universitário Senac, sob consultoria criativa do estilista João Pimenta. A coleção “Nude Total” é 70% composta por algodão e a construção das peças teve o apoio especial do Sou de Algodão, um movimento que cultiva a moda responsável no Brasil e valoriza a cadeia produtiva do algodão brasileiro, que fez a captação de grande parte dos tecidos, fios e palhas junto às empresas associadas Círculo, Covolan, Innovativ, MN Tecidos, Textil Fio Malhas, Torcetex e Veste.3 A beleza do desfile tem a colaboração e assinatura da equipe do Senac São Paulo, composta por estudantes e docentes, e com apoio das marcas O Boticário e Klass Vough. Talentos Senac Moda É um projeto de cunho pedagógico e cultural que busca promover o aprimoramento conceitual e prático dos estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac, em uma iniciativa que reforça o compromisso da instituição com o seu Jeito Senac de Educar, assim como seu pioneirismo na área de Moda. Os trabalhos dos alunos e alunas participantes do projeto são embasados nas trilhas formativas: criação, construção e comunicação, com a missão de compreender todo o funcionamento do mercado, passando pela criação e planejamento de serviços e produtos de moda, pela construção e materialização dessas ideias e, por fim, pelas estratégias de comunicação e gestão do segmento da moda. Tradição na área da moda Desde 1964, o Senac São Paulo atua com a área de Moda e oferece uma trilha formativa inovadora com portfólio amplo em diferentes níveis de ensino, presencial e EAD, como por exemplo: cursos livres, técnicos, graduação, pós-graduação e extensão universitária. A instituição contribuiu na formação de muitos profissionais com trabalhos relevantes para o mundo da moda e investe em parcerias educacionais com profissionais atuantes no mercado, como o estilista João Pimenta, que desde 2018 é consultor criativo da instituição. Serviço: Talentos Senac Moda na Casa de Criadores 57 – CdC 57 Quando: dia 3 de dezembro, a partir das 18h Onde: Centro Cultural São Paulo (Sala Flávio de Carvalho) - Liberdade, São Paulo/SP Informações: www.casadecriadores.com.br
Câmara Setorial do Algodão e Derivados encerra 2025 com previsão de alta nas exportações e cautela na produção
02 de Dezembro de 2025A Câmara Setorial do Algodão realizou, na última terça-feira, 02/12, seu encontro final de 2025, reunindo lideranças da cadeia produtiva para discutir cenários, desafios e prioridades para o próximo ano. A reunião foi coordenada pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, com participação das associações estaduais da Bahia (Abapa), Goiás (Agopa), Mato Grosso (Ampa), Mato Grosso do Sul (Ampasul), Minas Gerais (Amipa) e Piauí (Apipa). Representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), e demais entidades que compõem o setor também participaram. O grupo analisou o balanço da safra 2024/2025, tendências de mercado e as propostas de políticas públicas para fortalecer o consumo de algodão no Brasil e no exterior. Piccoli destacou a importância de uma agenda coordenada entre governo e setor privado para que o algodão brasileiro recupere protagonismo na indústria têxtil. “O crescimento do consumo de algodão depende de políticas públicas que valorizem a fibra natural. Ao contrário das fibras sintéticas, ela não representa riscos à saúde humana nem causa impacto ambiental duradouro. Essa pauta precisa avançar simultaneamente no mercado interno e no internacional”, afirmou. Atuação da Abrapa Piccoli citou os esforços da Abrapa para viabilizar aos cotonicultores o acesso ao Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Prepo), tendo em vista que o preço atual do algodão em pluma encontra-se abaixo do preço mínimo, ou o acesso a uma linha de crédito específica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que permita os produtores obterem o recurso para não serem obrigados a vender o seu algodão por preço muito baixo. Medidas que visam permitir que os produtores possam honrar os seus compromissos e aguardar para fechar contratos quando os preços estiverem melhores. O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, argumentou que o acesso a instrumentos como o CPR-BNDES ou ao Pepro é decisivo para garantir o equilíbrio da atividade em um momento marcado por volatilidade de preços e aumento dos custos financeiros. Portocarrero explicou que com o crédito mais restrito e a elevação do estoque global pressionando as cotações internacionais, produtores têm enfrentado menor capacidade de giro e maior exposição ao risco. “A implementação desses programas permitiria suavizar perdas econômicas, assegurar liquidez e preservar a capacidade de investimento dos cotonicultores, fatores essenciais para que o país mantenha sua competitividade nas próximas safras”. De acordo com o diretor, a Abrapa já levou a questão ao Ministro da Agricultura e Pecuária, Calos Fávaro. “Nós estivemos com o Ministro Fávaro em Cuiabá, para discutirmos a retomada desta demanda e hoje, estamos protocolando oficialmente a solicitação através da Câmara Setorial”. Produção nacional A Abrapa apresentou a primeira projeção para a safra 2026, apontando uma retração estratégica da produção. A área plantada deve cair 5,5% em relação a 2025, resultando em uma produção estimada de 3,829 milhões de toneladas, queda de 9,9% frente às 4,1 milhões de toneladas colhidas em 2024/2025. O presidente da Associação Matogrossense de Produtores de Algodão (Ampa), Orcival Guimarães, citou o endividamento do setor e a alta dos juros como fatores de risco para o crescimento da cotonicultura do país. “O momento é de cautela, pelo excesso de oferta de algodão no mundo. Diante do cenário atual de endividamento interno e juros altos, estamos prevendo a redução de 10% da safra no Mato Grosso”, ponderou. Para a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessadra Zanotto, a falta de crédito e o risco da cultura são fatores que afetam todos os estados produtores. A tendência é de que a produção da Bahia também diminua, principalmente nas lavouras que não fazem o uso da irrigação. “A Bahia está prevendo uma redução de 2,5%. As áreas irrigadas serão as maiores produtoras no próximo ano.”, concluiu a presidente. Exportações brasileiras O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou dados do fechamento do ano safra, que confirmam que o Brasil segue exportando mais do que qualquer outro país, porém com uma receita menor. “Isso se deve ao fato de que os preços de algodão seguem em queda, incentivados pelo grande volume de oferta no mercado mundial”, analisou o diretor A projeção do Cotton Brazil é de que em 2026, a participação do Brasil nas exportações globais de algodão aumente em 2%, alcançando o patamar recorde de 33%, com um volume total de 3,1 milhões de toneladas. Apesar da diminuição do volume exportado do Brasil, a China ainda aparece como o principal comprador da pluma brasileira, representando 20% da participação no ano comercial 2025/2026, enquanto o Brasil detém 41% do market share do mercado chinês. A Índia está entre os destaques mais positivos. O país importou 92 mil toneladas de algodão brasileiro e atualmente ocupa a segunda colocação entre os maiores compradores, com 17% do total das exportações realizadas entre julho e novembro de 2025. Duarte também aproveitou a reunião para mostrar como Agência Brasileira de Promoções de Exportações e Investimentos (Apex) influenciou no crescimento das exportações brasileiras, destacando o papel das parcerias público privadas no sucesso da pluma nacional. De acordo com o diretor, “Desde que a Apex começou a trabalhar conosco, na consolidação do Cotton Brazil, a receita das exportações brasileiras dobrou. Saltamos de US$ 2,6 bilhões em 2019 para US$ 5,2 bilhões em 2024”. O presidente da Anea, Dawid Wajis, citou a conjuntura internacional como um gerador de incertezas para o mercado. Para Wajis, “O acordo entre Estados Unidos e China trouxe um pouco mais de clareza ao mercado, contudo ainda existem muitas incertezas de será o funcionamento em relação ao algodão”. Desafios do consumo doméstico O diretor-superintendente e presidente emérito da Abit, Fernando Pimentel, chamou atenção para os desafios competitivos enfrentados pela indústria nacional, sobretudo diante do preço do fio importado da China, que chega ao Brasil por valores inferiores ao do próprio algodão exportado pelo país asiático. “Essa assimetria compromete a competitividade da indústria brasileira e exige a adoção de medidas que equilibrem o jogo e protejam uma cadeia que é estratégica para o país”, disse Pimentel. Ele também pontuou que o avanço das fibras sintéticas precisa ser enfrentado com uma agenda integrada de comunicação, modernização regulatória e aproximação do varejo e do consumidor. De acordo com Pimentel, as fibras sintéticas avançaram no país, em 2005 elas representavam 37% do total utilizado pela indústria, hoje são 56% das fibras consumidas pela indústria. “O Brasil tem condições de ampliar o uso do algodão, mas isso requer informação, previsibilidade regulatória e articulação setorial. É um movimento que precisa partir de toda a cadeia”, completou. O presidente da Abit também apresentou uma proposta da indústria para aumentar o consumo do algodão no Brasil, contemplando os seguintes eixos de ação: - Pesquisa, desenvolvimento e inovação; - Competitividade e mercado; - Comunicação e sustentabilidade; - Articulação institucional; - Inteligência de mercado. A próxima reunião da Câmara Setorial está programada para 23 de março de 2026, quando serão retomadas as discussões sobre competitividade, expansão do consumo interno e estratégia para o fortalecimento internacional da pluma brasileira.
Abrapa amplia presença internacional e consolida parcerias estratégicas no Encontro Anual dos Adidos Agrícolas
29 de Novembro de 2025A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou, na última semana, do Encontro Anual dos Adidos Agrícolas, realizado em Brasília, reforçando sua atuação nas relações internacionais do setor. O evento, promovido pela ApexBrasil com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), reuniu representantes do Brasil em postos estratégicos no exterior e se consolidou como espaço de articulação comercial e institucional do país. Com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e de outras autoridades, o encontro mobilizou 40 adidos agrícolas em exercício e 14 recém-nomeados. Ao abrir o evento, Viana destacou o papel crescente do Brasil no cenário global: “O Brasil deu um novo salto de presença, ajudando a alimentar o mundo, a gerar emprego, a resolver problemas sociais dentro e fora do país, a fazer a transição energética, a reduzir desmatamento e enfrentando as crises”. Abrapa dialoga e amplia rede estratégica Durante as mesas-redondas temáticas, a Abrapa estabeleceu diálogos com representantes de 14 países e blocos econômicos. Além de fortalecer sua relação com os 10 mercados asiáticos prioritários do programa Cotton Brazil, a associação abriu frentes com adidos dos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e OCDE (França). O objetivo é ampliar a cooperação internacional e fomentar o consumo de algodão em grandes mercados consumidores de produtos têxteis. As conversas abordaram desafios logísticos e comerciais, oportunidades de expansão, entraves regulatórios e perspectivas de longo prazo para a fibra natural brasileira. Para a Abrapa, trata-se de mais um passo na consolidação de relações estratégicas com países-chave para o futuro das exportações de algodão. Os três eixos estratégicos O encontro reforçou o alinhamento dos adidos com o posicionamento estratégico do Cotton Brazil, programa liderado pela Abrapa para difundir o algodão brasileiro no exterior. A estratégia está estruturada em três pilares: Aproximação com stakeholders globais: Eixo criado para estabelecer relações com marcas, varejistas, ONGs e outros atores transversais da cadeia têxtil, com foco na Europa, onde esses agentes estão concentrados. Expansão do mercado: Mantém o crescimento da participação do Brasil nos mercados asiáticos, promovendo a sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade do algodão brasileiro. Defesa da fibra natural: Promove algodão em contraposição às fibras sintéticas, inclusive em parceria com outros grandes produtores, como os EUA, para valorizar atributos socioambientais da fibra. Modelo de parceria público-privada é destaque Segundo o diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, o maior resultado do encontro foi a construção conjunta de planos de ação específicos para cada país. A partir de um mapeamento detalhado de oportunidades, a Abrapa e as adidâncias definiram estratégias personalizadas para 14 mercados prioritários. “Existe um plano de ação para cada país em conjunto com os adidos. Esse é o grande resultado que a gente vê na prática e é um case de parceria público-privada que realmente funciona junto com a adidância agrícola nos países e as embaixadas”, afirmou Duarte. Como forma de agradecimento pelo apoio das representações brasileiras no exterior, a Abrapa presenteou os adidos com quadros com fotografias de campos de algodão em Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra. As imagens, impressas em papel de algodão, destacam a relevância da cadeia produtiva e a cooperação para ampliar a presença da pluma brasileira no mercado internacional.