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Produtores estimam aumento de 7,7% na safra de algodão
02 de Abril de 2024

O Brasil deve colher um novo recorde na produção de algodão. Os produtores estimam aumento de 7,7% na safra 2023/2024, em relação ao ciclo anterior. A projeção é da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). O volume estimado para a safra é de 3,5 milhões de toneladas de algodão beneficiado. O aumento pode ser explicado basicamente pelo crescimento de 15,4% na área plantada, que deve ser consolidada em mais de um milhão de hectares. A alta se deve, em grande parte, à migração de área de milho de segunda safra para a cultura, e o resultado abaixo do esperado para a soja, em função dos efeitos do El Niño. Por outro lado, a produtividade deve ser 6,7% menor que em 2022/2023 e é projetada em 1,8 mil quilos de pluma por hectare. Acesse: https://agromais.uol.com.br/conteudo/produtores-estimam-aumento-de-77-na-safra-de-algodao

Inscrições abertas para trabalhos científicos no Congresso Brasileiro do Algodão
02 de Abril de 2024

Estão abertas as inscrições de trabalhos científicos para a 14ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão, que acontecerá em Fortaleza, CE, de 3 a 5 de setembro. Promovido a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio científico da Embrapa , o evento é considerado o maior encontro da cadeia produtiva no Brasil. O congresso se destaca pelo reconhecimento e premiação da pesquisa acadêmica de excelência no País. As inscrições para a categoria de estudantes (graduação e pós-graduação lato sensu e stricto sensu) começam no dia 1º de abril e terminam em 30 de maio. Para as demais áreas temáticas (que incluem pesquisadores, produtores, técnicos de fazenda, consultores, entre outros), o prazo de inscrição é de 1º de abril a 13 de junho. As inscrições deverão ser realizadas por meio de preenchimento de ficha eletrônica disponibilizada no portal do congresso . Serão aceitos estudos com temas inovadores, criativos e proposição de soluções para problemas enfrentados pela cadeia produtiva do algodão em oito áreas de conhecimento: I – Produção Vegetal – Fisiologia, Ecofisiologia, Fitotecnia, Nutrição de Plantas e Sistemas de Produção; II – Agricultura Digital – Agricultura de Precisão e Inteligência Artificial; III – Colheita/Beneficiamento/Qualidade de Fibra e do Caroço; IV – Controle de Pragas – Entomologia e Biotecnologia; V – Fitopatologia e Nematologia; VI – Matologia e Destruição de Soqueira; VII – Melhoramento Vegetal e Biotecnologia; e VIII – Socioeconomia. Serão premiados os melhores trabalhos nas categorias Estudante de Graduação, Estudante de Pós-Graduação, Áreas Temáticas (pesquisadores de qualquer instituição) e Professor Orientador. Além da participação no 14º CBA, os melhores estudos nas categorias Áreas Temáticas e o Professor Orientador também autorizam bolsas de pesquisas para a safra 2024/2025.

Concurso de moda nacional premiará estudante com até R$30 mil
02 de Abril de 2024

Em mais uma edição, o movimento Sou de Algodão e a Casa de Criadores – conhecido como o maior evento de moda autoral – se juntam para o 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores. A ideia da competição, que já revelou nomes como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista e, mais recentemente, nomeou Guilherme Dutra como o grande vencedor, permite que estudantes de moda de todo o país mostrem sua criatividade, descobrindo assim, novos talentos no mercado. As inscrições permanecerão abertas até o dia 30 de abril. Nesta edição, além dos cursos superiores como Design de Moda e Engenharia Têxtil, aqueles formados no ensino médio e que estão matriculados em cursos profissionalizantes (cadastradas no SISTEC) também podem se inscrever. Os cursos habilitados são: Estilismo e Coordenação de Moda, Modelagem de Vestuário, Produção de Moda. Como se inscrever no 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores Os interessados em participar devem realizar as inscrições no portal oficial, podendo ser projetos individuais ou em duplas. Além disso, os trabalhos poderão ser dos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt à porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear. A seleção envolverá três etapas distintas: a primeira será a seleção dos semifinalistas, realizada por uma comissão organizadora. Serão escolhidos até 15 trabalhos de cada região brasileira, divulgados até o dia 17 de maio de 2024, via e-mail, mensagem de celular, perfil do Sou de Algodão, no Instagram, e pelo portal. Os selecionados serão avaliados por uma comissão de jurados regionais e/ou nacionais do mercado de moda, e, dessa etapa, serão nomeados até dois candidatos de cada região, totalizando até 10 finalistas, que seguirão para a final, em desfile presencial a ser realizado na 55ª edição do evento Casa de Criadores, em novembro de 2024. Premiação O grande vencedor do 3º Desafio entrará para line-up oficial da Casa de Criadores e deverá desfilar uma coleção na 56ª edição do referido evento, a ser realizado no primeiro semestre de 2025. Além disso, o movimento Sou de Algodão pagará um prêmio no valor de até R$ 30.000,00. O segundo e terceiro colocados ganharão 100 e 50 metros de tecido, respectivamente, fornecidos por tecelagens e malharias parceiras do Movimento Sou de Algodão. O professor orientador do aluno vencedor receberá o valor de R$ 10.000,00 líquidos, como Bolsa Orientação.

Indústria têxtil do Camboja pode crescer com algodão brasileiro
02 de Abril de 2024

A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) participou da primeira missão empresarial multissetorial brasileira feita ao Camboja, entre os dias 19 e 28 de março. O foco foi mostrar como o algodão brasileiro pode contribuir para o grande potencial, ainda não explorado, que a indústria têxtil cambojana tem pela frente. A iniciativa foi realizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Nos últimos 20 anos, o Camboja tem aumentado suas exportações de vestuário em 12% ao ano, passando de receitas no valor de US$ 1 bilhão para US$ 9 bilhões, em 2022. Nesse ano, o país do Sudeste Asiático se posicionou como o sétimo maior exportador de roupas no mundo, segundo dados do World Trade Statistical Review 2023. No entanto, país importa 100% dos fios e tecidos de que precisa para abastecer suas fábricas. Abrindo o mercado para a importação de algodão e investindo na abertura de fiações, ele pode vivenciar um salto de desenvolvimento econômico. Essa visão de futuro foi a mensagem central levada pelo diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, à missão do MRE. Responsável pelo Cotton Brazil, iniciativa que representa a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global, o executivo apresentou a empresários e lideranças setoriais cambojanas um estudo que mapeia o potencial da indústria têxtil do país. “O setor de fiação pode proporcionar uma agregação de valor de mais de 400% à economia cambojana, o que significa adicionar US$ 2,4 bilhões de receita por ano. Sem contar os ganhos sociais, como geração de empregos e novas oportunidades de negócios”, analisou Duarte. Hoje, um dos principais gargalos enfrentados pelo setor industrial é o fornecimento de energia estável e acessível. O Brasil é, desde já, candidato a fornecedor da matéria-prima. Terceiro maior produtor mundial e segundo maior exportador de algodão, o país tem se destacado pelo avanço nos índices de qualidade da fibra, pela rastreabilidade do produto e pela produção responsável. Na safra 2022/23, 82% da produção brasileira recebeu certificação socioambiental pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Além disso, o Brasil é o maior fornecedor mundial de algodão com licenciamento Better Cotton. Pelo menos duas grandes tendências no mercado mundial contribuem para o desenvolvimento da indústria têxtil cambojana. A primeira delas é a busca por outros mercados fornecedores, além da China. “Um dos países que pode se beneficiar dessa demanda por diversificação é o Camboja, que hoje já responde por 2% do comércio mundial de roupas”, pontua Marcelo Duarte. A segunda tendência é a busca por roupas e produtos têxteis cada vez mais sustentáveis, pelo consumidor final. Nesse contexto, o algodão – fibra natural e reciclável – é uma opção mais responsável que as fibras sintéticas. Sobre a missão A missão empresarial multissetorial foi realizada pelo Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Itamaraty (DPRA), órgão do Ministério de Relações Exteriores (MRE). Além do Camboja, a programação incluiu o Vietnã e a Tailândia – dois países que são mercados já consolidados do algodão brasileiro. Esta foi a primeira missão empresarial brasileira oficial ao Camboja da história. Nos últimos anos, o Brasil tem buscado se aproximar diplomática e comercialmente do país do Sudeste Asiático. Em 2023, o Chanceler brasileiro Mauro Vieira visitou oficialmente a capital cambojana, Phom Penh, e, neste ano, o Governo Brasileiro pretende implantar a Embaixada do Brasil no país.

Sou de Algodão promove apresentações em cinco estados brasileiros durante o mês de março
02 de Abril de 2024

Ao longo do mês de março, diversos estudantes dos cursos da área da Moda e do Design de três regiões brasileiras participaram de encontros promovidos pelo movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Nas apresentações, cerca de 285 alunos e docentes dos estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul puderam conhecer mais do movimento e principalmente do 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, concurso de estudantes que vai revelar ainda este ano o novo nome da moda autoral brasileira. Ao todo, a competição já conta com mais de 700 alunos cadastrados. Os eventos contaram com a apresentação da gestora de relações institucionais do Sou de Algodão, Manami Kawaguchi Torres, e aconteceram nas seguintes instituições: no Istituto Europeo di Design (IED), em São Paulo (SP), no Instituto Federal de Brasília (IFB), em Brasília (DF), na Unicesumar, em Maringá (PA), na UNIVALI, em Balneário Camboriú (SC), e na Universidade de Caxias do Sul (UCS), em Caxias do Sul (RS). Nesta última, a palestra foi marcada pela participação especial do estilista parceiro João Pimenta, que contou sobre suas origens,  sua trajetória e seus trabalhos. Para o coordenador do curso de Moda na UCS, Renan Isoton, o encontro foi muito importante para que todos os estudantes pudessem entender como sustentabilidade, criatividade e planejamento estão correlacionados ao mundo da moda. “Foi um evento incrível, e muito emocionante. Ter a Manami e o João apresentando juntos nos ajudou a perceber como a nossa identidade e origem impactam em nossa criatividade. A palestra agregou muito em nosso curso, muitos alunos se identificaram com a história do estilista e conseguiram ver sentido e aplicação no que a Manami trouxe sobre o algodão”, celebra. Durante as apresentações, Manami falou um pouco sobre o movimento, o relacionamento e ações com as marcas e estilistas parceiros e também sobre o objetivo de promover uma moda mais consciente e responsável, que traz como matéria-prima central o algodão brasileiro. Além disso, ela não deixou de ressaltar que espera muita diversidade regional entre os finalistas do 3º Desafio com a Casa de Criadores. “O Sou de Algodão acredita que somente a educação é capaz de promover as transformações necessárias para uma moda mais responsável. Estamos animados com os futuros projetos a serem realizados com diversas universidades brasileiras”, declarou Manami. Como se inscrever no 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores O 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores tem como objetivo atrair alunos de graduação e dos cursos técnicos profissionalizantes da área da moda e design, de todas as partes do Brasil. Na edição anterior, o Desafio recebeu mais de 400 inscrições vindas de todas as regiões do país, evidenciando um crescente engajamento com a temática. Os interessados em participar devem realizar as inscrições no portalhttp://www.soudealgodao.com.br/desafio até o dia 30 de abril de 2024, podendo ser projetos individuais ou em duplas. Além disso, os trabalhos poderão ser dos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt à porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento:  Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_

O algodão muito além dos tecidos
29 de Março de 2024

O algodão está presente na rotina de todos, mas muitos não sabem que é do agro. Uma das fibras mais antigas da história, com registros de uso datando de mais de 5.000 anos, com origem das regiões da atual Índia e Paquistão. Na chegada dos colonizadores europeus às Américas, ganhou destaque como uma cultura de grande importância econômica, especialmente nos Estados Unidos. Foi durante esse período que chegou ao Brasil, inicialmente implantado no Nordeste, devido às condições climáticas favoráveis e à disponibilidade de mão de obra. Com a expansão para o Centro-Oeste o Brasil se tornou um dos principais produtores mundiais da pluma. O principal uso do algodão é na indústria têxtil, para a produção de roupas, lençóis e toalhas. Também está presente em absorventes, curativos, papel, entre outros, utilizado na fabricação de velas, produtos de limpeza, materiais de isolamento acústico e até mesmo em aplicações médicas, como em curativos cirúrgicos e fios cirúrgicos. Na indústria alimentícia, o óleo é alternativa ao óleo de soja e na produção de margarina e maionese. A torta e o farelo, subprodutos do processamento do caroço de algodão, são fontes de proteínas para alimentação animal. Contribui para a transição energética via biodiesel (óleo extraído do caroço de algodão), sendo a terceira matéria-prima mais utilizada no Brasil. As fibras podem ser utilizadas para fabricação de cédulas de moedas, devido a sua durabilidade e resistência. Na cadeia produtiva tem-se os fornecedores de insumos agrícolas, como sementes, fertilizantes e defensivos, além da utilização de equipamentos e máquinas específicas para a cultivo do algodão. A produção agrícola engloba o plantio, crescimento e colheita da planta. Em seguida, é transportado para as unidades de beneficiamento, onde as plumas são separadas dos caroços. As plumas são, então, enviadas para as indústrias têxteis e malharias, onde serão transformadas em tecidos, roupas e fios. Esses produtos podem ser vendidos ao consumidor ou comercializados com marcas que estampam seus logotipos para revenda. Já o caroço é esmagado, onde será obtido o óleo, a torta e o línter, destinados para as indústrias química, têxtil, alimentícia, bioenergética ou de produção animal. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção da pluma na safra 2022/23 foi de 3,2 milhões de toneladas, com produtividade de 1.907 quilos por hectare, em área plantada próxima de 1,7 milhões de hectares, gerando um valor anual de produção ao redor de R$ 30 a 35 bilhões. O Mato Grosso é o principal com 2,2 milhões de t colhidas (68,8%), seguido da Bahia e do Mato Grosso do Sul. No ranking de produção, o Brasil ocupa a 3ª posição, respondendo por 13% da oferta, atrás somente da China e da Índia. Nas exportações, ocupa a 2ª posição, com cerca de 25%, muito próximo dos Estados Unidos que é o líder. E as vendas externas trazem ao Brasil cerca de US$ 3,3 bilhões por ano, movimentando a nossa economia. A sustentabilidade é uma das principais diretrizes, envolvendo práticas desde a agricultura regenerativa até a reciclagem de roupas. O setor abriga esforços de referência global, como o da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) e do Ibá (Instituto Brasileiro do Algodão), tendo uma das mais importantes iniciativas de comunicação do agro, o “Sou de Algodão”, movimento que promove o consumo do algodão vis-à-vis a fibra sintética (petróleo). Existe o selo “Algodão Brasileiro Responsável” (ABR) que assegura a produção responsável nas esferas ambiental, social e econômica. A rastreabilidade é outro tópico de destaque, já temos roupas onde o consumidor aponta seu celular num QR Code e pode acompanhar todas as etapas do produto até chegar à sua casa, desde o produtor, fiação, malharia, confecção e varejista. A estimativa é que o comércio global deve crescer quase 20% em dez anos e o Brasil se aproximar de 30% de participação no mercado global, assumindo a liderança também neste setor, em quantidade, qualidade e sustentabilidade. O “Cotton Brasil” é um projeto que tem contribuído para promover o algodão brasileiro no mundo, abrindo novos mercados e oportunidades. Na hora de escolher as roupas e agasalhos, que tal optar pelo algodão, contribuindo para promover um produto sustentável e que gera tantas oportunidades ao Brasil? Nós “Somos de Algodão”. Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/mundo-agro/o-algodao-muito-alem-dos-tecidos/

Abrapa realiza Assembleia Geral Ordinária de Representantes de 2024
28 de Março de 2024

No dia 27 de março, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, conduziu a Assembleia Geral Ordinária do Conselho de Representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), deste ano. Realizada virtualmente, a reunião contou com a participação dos membros das associações estaduais e discutiu os programas estratégicos da instituição, a aprovação das contas do exercício de 2023 e orçamento para 2024. Antes disso, no dia 26 deste mês, o Conselho de Administração da entidade já havia se reunido para analisar o ano de 2023 e fazer o encaminhamento das propostas a serem apresentadas durante a assembleia desta quarta-feira. Após o debate, foram aprovadas as demonstrações financeiras referentes ao ano passado, o relatório da empresa auditora de terceira parte, a Ernst & Young, e o orçamento para 2024. A continuidade da Abrapa no Programa de Imagem e Acesso a Mercados do Agronegócio Brasileiro (PAM AGRO), da Apex-Brasil, foi validada, uma vez que a iniciativa é importante para o desenvolvimento do algodão brasileiro no mercado europeu, visando construir uma agenda e imagem positiva do agronegócio brasileiro. A filiação da Associação dos Produtores de Algodão do Pará (APAP) também foi homologada, como parte da estratégia da Abrapa de ampliar sua conexão com os diversos elos da cadeia. Com a realização da Assembleia Geral, a entidade concluiu a agenda de reuniões estatutárias do primeiro trimestre de 2024.

Bom ânimo na cotonicultura brasileira
28 de Março de 2024

O Brasil deve colher um novo recorde na produção de algodão, segundo os dados levantados e apresentados pela Associação Brasileiras dos Produtores de Algodão (Abrapa) e suas associações estaduais, durante a 74ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizada na manhã desta quarta-feira (27), online. O volume estimado para a safra 2023/2024 é de 3,5 milhões de toneladas de algodão beneficiado (pluma), um aumento de 7,7% em relação ao ciclo anterior, explicado, basicamente, pelo incremento da ordem de 15,4% na área plantada, que deve ser consolidada em 1,93 milhão de hectares. Esse aumento se deve, em grande parte, à migração de área de milho de segunda safra para a cultura, e o resultado abaixo do esperado para a soja, em função dos efeitos do El niño.  Já a produtividade projetada para esta safra deve ser 6,7% menor que em 2022/2023, e é projetada em 1.809 quilos de pluma por hectare. Os números não diferem tanto dos divulgados pela Conab, no dia 12 de março, que projetavam produção de 3,56 milhões de toneladas de pluma (+12,2% em relação à safra 2022/2023), com área plantada estimada em 1,93 milhão de hectares (+16,3%). As chuvas recentes, registradas, praticamente, em todos os estados produtores estão ajudando no desenvolvimento da cultura, entretanto, para repetir o recorde do ano passado ainda são necessárias chuvas no período de enchimento de capulhos, principalmente, nas lavouras plantadas em segunda safra.  O clima também favoreceu a pressão de pragas como a mosca-branca e de lagartas, como a spodóptera, que, apesar disso, estão bem manejadas. Esta foi a primeira reunião oficial, das quatro realizadas anualmente pela Câmara Setorial, que é presidida pela Abrapa e tem representantes de todos os elos da cadeia produtiva da fibra, como a Indústria (Abit), os exportadores (Anea), a Conab e o Mapa. Uma reunião extraordinária ocorreu no início de março, quando a quebra na safra da soja e os mecanismos necessários de suporte aos produtores, foram o tema do encontro. De acordo com o presidente da Câmara Setorial e da Abrapa, Alexandre Schenkel, as lavouras de algodão em excelentes condições no Brasil, e o grande volume a ser colhido reforça a necessidade de continuar investindo na abertura de mercados para o algodão brasileiro. “Isso vem sendo feito de maneira intensiva, através do programa Cotton Brazil, que reúne a Abrapa, a Anea e a Apex na realização de ações de promoção da fibra no mercado externo. Mas precisamos também diversificar e balancear esses mercados. Hoje, 60% do algodão brasileiro vai para a China, o que é muito bom, mas a concentração é sempre preocupante”, afirmou. Logística Um outro assunto de destaque na reunião foi a logística, para escoar uma produção que cresce a cada ano. É preciso investimento em manutenção de rodovias e de outros modais, e esse foi o tema da apresentação dos consultores de logística, Luís Antonio Pagot e Luiz Munhoz, no encontro. Segundo eles, para esta safra, a situação é ainda “confortável”, mas, sem investimentos, o país corre o risco de um “apagão logístico” no futuro. “Na próxima reunião, em junho, será apresentado um diagnóstico completo, incluindo ferrovias, hidrovias e rodovias, além da situação dos portos, tanto para a região Norte e Nordeste do país quanto para o Centro-Oeste, para estabelecer uma estratégia e fazê-la chegar às autoridades do governo, encaminhando demandas direcionadas à melhora da infraestrutura”, afirma o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero. Exportações Os problemas logísticos, segundo o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus, não têm sido um grande empecilho ao escoamento das safras de maior volume, graças a esforços conjuntos, orquestrados pelas instituições, “mas é preciso prioridade para o tema”. De acordo com a Anea, o ritmo dos embarques em março está forte, e este deve ser um mês “histórico” para as exportações de algodão brasileiro. “Se isso continuar desse jeito, em abril, maio e junho, o carry-out vai ser menor do que até, talvez, na safra passada”, afirma. Até a última sexta-feira, 11, o Brasil embarcou 1,93 milhão de toneladas. “No ano passado, nesse mesmo período, a gente embarcou 1,21 milhão de toneladas. Superamos, em muito, essa marca até agora”, afirma Faus. Indústria Destino de cerca de 750 mil toneladas, o mercado interno está confiante em um bom ano, em 2024. Ou, pelo menos segundo o diretor superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel, tendendo ao “copo meio cheio”, em lugar de “meio vazio”. Um provável crescimento do PIB é favorável ao emprego, à renda, e, consequentemente, à perspectiva de consumo. “Mas nós ainda estamos vivendo em um cenário em que o consumidor não está manifestando muito otimismo, e é importante que a gente vire essa chave, porque expectativa positiva em relação ao futuro é um ingrediente relevante, junto com a renda e uma certa segurança de que vai haver emprego para os próximos períodos”, diz. Para a Abit, a indústria crescerá mais no setor têxtil do que na confecção, “mas se nós sairmos de uma expectativa de 1,8 % de PIB e caminharmos para algo como, de 2.2% a 2.5%, o efeito sobre o mercado é grande”, pondera. A Abit pontuou, mais uma vez, a questão das importações através de plataformas digitais internacionais, cujos produtos estão entrando no Brasil isentos de pagamento dos impostos federais, quando até US$ 50. “Isso é muito ruim para a indústria nacional. Para o consumidor, em um primeiro momento, pode parecer muito positivo, mas amanhã vai lhe custar um emprego”, adverte. Ainda segundo o presidente da Abit, a indústria vislumbra crescimento potencial, sobretudo, a partir do segundo semestre, da ordem de 1 % para a nossa indústria.