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Pulverização aérea para controle do bicudo é tema de workshop da Abrapa
11 de Abril de 2024

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu, nos dias 10 e 11 de abril, o Workshop de Pulverização Aérea de Precisão para Controle do Bicudo-do-algodoeiro, reunindo representantes das associações estaduais e pesquisadores da Embrapa, do Instituto Goiano do Algodão (IGA) e do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt), em sua sede, em Brasília, e na fazenda do grupo GMS Agrícola, em Luziânia (GO), respectivamente no primeiro e segundo dia. Na ocasião, foi apresentado o resultado do projeto desenvolvido entre a entidade, Better Cotton (BC), a empresa Perfect Flight e a Agridrones, que identificou o protocolo de boas práticas para o controle da doença, utilizando aviões e drones. “Um dos principais desafios enfrentados no cultivo do algodão em climas tropicais é a pressão de pragas e doenças. O objetivo é mostrar aos produtores soluções eficientes que visam à economia na aplicação, aumentam a eficácia do controle do bicudo e preservam o meio ambiente, ao aplicar o produto de forma localizada”, afirmou Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa. O bicudo provoca grandes danos ao algodoeiro. Essa iniciativa demonstra a importância da agricultura de precisão e do uso de tecnologias para o manejo sustentável de pragas, utilizando aviões e drones em sinergia para aplicações mais precisas. “O projeto é financiado pela Better Cotton desde 2022 e envolve a utilização de aviões e drones para a aplicação precisa de defensivos no combate ao bicudo. Essa abordagem inovadora pode reduzir o número de aplicações necessárias, diminuindo o impacto ambiental”, explicou Álvaro Moreira, gerente sênior da BC. Agricultura de Precisão A empresa Perfect Flight utiliza tecnologia para analisar a área de aplicação de defensivos, considerando fatores externos, como a presença de animais e pessoas, e as condições climáticas, evitando a dispersão dos produtos. A decisão entre utilizar aviões ou drones é tomada com base nessas análises, sendo que os drones podem ser controlados remotamente ou programados previamente para executar suas funções com precisão. “O tamanho de gota, horário de aplicação, o tipo de aeronave, de bico a ser usado para a pulverização e a utilização de óleo em calda. Todos esses temas foram abordados durante o workshop para informar, de forma mais exata e transparente, sobre o bom desenvolvimento da cultura e controle das pragas”, explica Guilherme Gomes Olins, entomologista do IMA. No primeiro dia, os convidados participaram de palestras na Abrapa. Já no segundo, eles visitaram uma fazenda do grupo GMS Agrícola, em Goiás, para a verificação dos resultados práticos das aplicações nos campos de algodão. “O workshop destacou o comprometimento dos produtores com a inovação e tecnologia no setor agrícola. Ao colaborar com iniciativas como essa, contribuímos para o avanço da produtividade e sustentabilidade do algodão brasileiro, enfrentando desafios como pragas, doenças e mudanças climáticas”, informou Carlos Alberto Moresco, sócio-proprietário do grupo GMS Agrícola e integrante do conselho de administração da Abrapa.

Abrapa statement - Comunicado Abrapa
11 de Abril de 2024

“In response to the recent investigative report released by Earthsight, ABRAPA (Brazilian Cotton Growers Association) wishes to address the serious allegations raised concerning the practices of some of our members. The allegations outlined in the report are deeply concerning to us. We take these allegations very seriously, and we are committed to addressing them with utmost urgency, transparency and integrity. ABRAPA unequivocally condemns any practices that undermine environmental conservation, violate human rights, or harm local communities. We first became aware of Earthsight's investigation in September 2023 when we were approached by the NGO to address its allegations. Without delay ABRAPA, in collaboration with the growers mentioned, provided Earthsight with the legal and technical evidence to address and counter the allegations. Unfortunately, these were largely disregarded in the report published today. The responses we provided can be accessed here: Letter_Abrapa_SLC_Horita For 25 years ABRAPA has been proactive in promoting labour and environmental improvements on farms, not least through the Brazilian Responsible Cotton (ABR) programme begun in 2012 and international partnerships such as that with Better Cotton. Responsible cotton production is a cornerstone of our organisation, with a strong focus on ensuring full compliance with Brazilian environmental legislation, reducing workplace accidents, promoting the human development of rural communities, and enhancing soil health. It is important to note that ABRAPA does not issue sustainability certificates or verify compliance with the ABR criteria. ABRAPA does not approve farms for or disqualify farms from the Responsible Brazilian Cotton (ABR) or Better Cotton programmes. All auditing for and certifications in these programmes are carried out through annual on-site inspections by independent third-party auditing companies that have the complete freedom to deny certification to companies not meeting international requirements. It is in that vision of upholding the highest standards of transparency and accountability that we welcome the third-party inspection and verification that is being conducted by an independent consultancy engaged by Better Cotton to thoroughly investigate the allegations made by Earthsight and examine the evidence and responses provided by the farmers and the independent ABR certification bodies. We believe in the science and independence of this process and eagerly await its findings. Once the results from this report have been shared with us, we will determine the next steps. We urge all parties involved to await the results of these independent investigations before drawing conclusions. We remain dedicated to fostering a sustainable and responsible cotton production ecosystem that respects the environment, protects human rights, and benefits local communities. We want to assure our stakeholders, including consumers, retailers, and international partners, that ABRAPA remains steadfast in our commitment to ethical and sustainable practices in the Brazilian cotton industry. We continuously review and update our standards to ensure they meet the highest level of ethical conduct and environmental stewardship. That’s why we are committed to providing regular updates on our progress and transparently communicating with all stakeholders.” Brazilian Cotton Growers Association (ABRAPA) "Em resposta ao recente relatório investigativo divulgado pela Earthsight, a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) deseja abordar as graves alegações levantadas sobre as práticas de alguns de nossos associados. As alegações descritas no relatório são profundamente preocupantes para nós. Nós as levamos muito a sério e estamos comprometidos em tratá-las com a máxima urgência, transparência e integridade. A Abrapa condena inequivocamente quaisquer práticas que prejudiquem a conservação ambiental, violem os direitos humanos ou prejudiquem as comunidades locais. Tomamos conhecimento da investigação da Earthsight pela primeira vez em setembro de 2023, quando fomos abordados pela ONG para tratar de suas alegações. Sem demora, a Abrapa, em colaboração com os produtores mencionados, forneceu à Earthsight as evidências legais e técnicas para abordar e contrapor as afirmações. Infelizmente, estas foram largamente ignorados no relatório publicado hoje. As respostas que fornecemos podem ser acessadas aqui: Cartas_Abrapa_SLC_Horita Há 25 anos, a Abrapa atua na promoção de melhorias trabalhistas e ambientais nas fazendas, inclusive por meio do programa Algodão Responsável (ABR), iniciado em 2012, e de parcerias internacionais como a Better Cotton. A produção responsável de algodão é um dos pilares de nossa organização, com um forte foco em garantir o pleno cumprimento da legislação ambiental brasileira, reduzir acidentes de trabalho, promover o desenvolvimento humano das comunidades rurais e melhorar a saúde do solo. É importante ressaltar que a Abrapa não emite certificados de sustentabilidade nem verifica o atendimento aos critérios do ABR. A associação não aprova ou reprova fazendas que participam dos programas Algodão Brasileiro Responsável (ABR) ou Better Cotton. Todas as auditorias e certificações, nesses programas, são realizadas por meio de inspeções anuais no local por empresas de auditoria terceirizadas independentes que têm total liberdade para negar a certificação a fazendas que não atendem aos requisitos internacionais. É nessa visão de manter os mais altos padrões de transparência e responsabilidade que saudamos a inspeção e verificação de terceiros que estão sendo conduzidas por uma consultoria independente contratada pela Better Cotton para investigar minuciosamente as alegações feitas pela Earthsight e examinar as evidências e respostas fornecidas pelos agricultores e pelos organismos de certificação ABR independentes. Acreditamos na ciência e na independência desse processo e aguardamos suas descobertas. Uma vez que os resultados deste relatório tenham sido compartilhados conosco, determinaremos os próximos passos. Instamos todas as partes envolvidas a aguardar os resultados destas investigações independentes antes de tirarem conclusões. Continuamos dedicados a promover um ecossistema de produção de algodão sustentável e responsável que respeite o meio ambiente, proteja os direitos humanos e beneficie as comunidades locais. Queremos assegurar aos nossos stakeholders, incluindo consumidores, varejistas e parceiros internacionais, que a Abrapa permanece firme em nosso compromisso com práticas éticas e sustentáveis na indústria algodoeira brasileira. Revisamos e atualizamos continuamente nossos padrões para garantir que eles atendam ao mais alto nível de conduta ética e gestão ambiental. É por isso que estamos comprometidos em fornecer atualizações regulares sobre nosso progresso e nos comunicar de forma transparente com todas as partes interessadas." Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) 11.04.2024 Imprensa Abrapa Catarina Guedes – Assessora de Imprensa (71) 98881-8064 media@abrapa.com.br/catarinaguedes@agripress.com.br

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
05 de Abril de 2024

Destaque da Semana - O mercado nos vencimentos próximos continua volátil com perdas relevantes nesta semana. Por outro lado, Dez/24 segue bem estável. Algodão em NY - O contrato Jul/24 fechou nesta quinta 04/04 cotado a 88,57 U$c/lp (-3,7% na semana). O contrato Dez/24 fechou 83,52 U$c/lp (-0,6% na semana) e o Dez/25 a 78,58 U$c/lp (-0,1% na semana). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 384 pts para embarque Abr/Mai (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 04/abr/24). Baixistas 1 - A inversão entre preços dos primeiros vencimentos (mais altos) versus preços dos contratos da próxima safra está pressionando o mercado. Baixistas 2 - A macroeconomia global segue como ponto de atenção. Inflação e juros altos podem impactar negativamente a demanda mundial de algodão. Altistas 1 - A área norte-americana foi prevista pelo USDA em 10,67 milhões de acres na safra 2024/25 (+4,3%), ficando entre a estimativa do NCC (9,85 milhões acres) e do Outlook/USDA (11 milhões acres). Altistas 2 - Considerando produtividade e abandono médios dos últimos 5 anos, a safra americana deve ser de 14,5 milhões de fardos (3,16 milhões tons). ICAC 1 - O ICAC divulgou sua projeção para a safra 2024/25 prevendo aumento em área, produção, consumo e comércio de algodão. ICAC 2 - Os dados indicam produção de 25,2 milhões tons (+2,5%) e consumo de 25,37 milhões tons (+2,9%). Entre exportação e importação, o volume previsto é de 9,94 milhões tons no ciclo 2024/25. ICAC 3 - O relatório sinaliza também que os preços globais de algodão aumentarão ligeiramente na temporada 2024/25. Oferta e Demanda - O primeiro balanço do USDA de estimativas de oferta e demanda para 2024/25 será publicado no relatório WASDE de maio. EUA 1 - O USDA publicou o 1º relatório de progresso da safra mostrando que o avanço do plantio de algodão da safra 2024/25 está em 3% no país. EUA 2 - O monitor de secas dos EUA indica seca anormal a moderada se formando nas planícies do sul do Texas. China 1 - O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria na China passou de 49,1 para 50,8% em mar/24, primeira alta após 5 meses seguidos de queda. China 2 - Apesar dos sinais positivos, o crescimento econômico continua pressionado. Analistas avaliam que o governo deve manter estímulos para impulsionar a economia. Índia - A Índia, por outro lado, vai bem com previsão de PIB maior e inflação menor. O Morgan Stanley estima que o PIB cresça 6,8% e a inflação média caia de 5,4% para 4,5% no ano. Turquia - A importação de algodão pela Turquia em fev/24 somou quase 65 mil tons – cerca de 113% a mais que em jan/24 (30,5 mil tons). Austrália - Mais de 90% da safra 2023 de algodão australiano já foram exportados, segundo dados da Australian Cotton Shippers Association (ACSA). Camboja 1 - 7º maior exportador de roupas, o Camboja pode injetar US$ 2,4 bilhões por ano na economia se implantar fiações e tecelagens. Hoje, o país é grande importador de tecidos usados nas indústrias de confecção. Camboja 2 - Na semana passada, o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, mostrou como o Brasil pode apoiar a indústria têxtil cambojana na 1ª missão oficial do Ministério de Relações Exteriores (MRE) no país. Câmara Setorial - Em reunião ordinária na semana passada, a Abrapa estimou a safra 2023/24 em 3,5 milhões tons de algodão (+7,7% em relação a 2022/23). ABR-UBA - Na safra 2022/23, 62% dos 3,27 milhões tons de algodão beneficiado no Brasil foram certificados pelo programa ABR-UBA. A certificação abrangeu 99 UBAs em oito estados (42% do total). Relatório na íntegra: https://bit.ly/ABR-UBA2223 Exportações - O Brasil exportou 252,8 mil tons de algodão em mar/24, volume recorde para o mês. No acumulado de agosto/23 a março/24, a soma foi de 1,88 milhão tons (+57% em relação ao mesmo período da temporada passada). Agenda 1 - Na próxima quinta (11) será divulgado o relatório mensal do USDA. Agenda 2 - Semana que vem, ocorre o Eid al-Fitr (Festival do Fim do Jejum), o fim do Ramadã, um dos principais feriados islâmicos. Grande parte dos clientes do algodão brasileiro são nações muçulmanas (Turquia, Indonésia, Paquistão, Egito e Bangladesh). Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 04-04 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

Abrapa integra missão do MRE a Bangladesh
05 de Abril de 2024

A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) é uma das entidades setoriais que participará, nos dias 07 e 08 de abril, da primeira missão do Ministério das Relações Exteriores (MRE) a Daca, capital de Bangladesh. O objetivo é fortalecer os laços comerciais entre os dois países, agora também de forma oficial. O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, o embaixador Mauro Vieira, conduzirá a missão em Bangladesh – país asiático com o qual o Brasil movimentou US$ 2,3 bilhões em 2023. A programação inclui um seminário empresarial em parceria com a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria de Bangladesh (FBCCI), no dia 08, além de reuniões de trabalho e visitas técnicas. O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, participará da missão para reforçar a presença brasileira junto ao mercado têxtil bengali. Duarte coordena o Cotton Brazil, iniciativa que representa toda a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala internacional. Além de participar do seminário empresarial, ele acompanhará o ministro brasileiro em reunião com o Ministério do Comércio e em visita a uma indústria têxtil local. Bangladesh é um mercado conhecido dos cotonicultores brasileiros. Em fevereiro deste ano, a Abrapa realizou a primeira missão comercial do Cotton Brazil no país, tendo a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) como parceiros. Localizada no sul da Ásia e tendo extensa fronteira com a Índia, Bangladesh é um dos mercados prioritários do Cotton Brazil, graças ao seu protagonismo no setor têxtil mundial. No ciclo 2022/23, a nação foi a maior importadora de algodão beneficiado (pluma) no mundo (1,48 milhão de toneladas) e a segunda maior compradora do produto brasileiro (242,3 mil toneladas). Atualmente, o Brasil responde por 16% do mercado bengali de algodão. Os grandes volumes de importação de algodão têm um motivo. Com uma média de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 6% ao ano em 2022, Bangladesh tem uma das maiores indústrias de vestuário do globo - ficando atrás apenas da China. Em 2022, a exportação de roupas produzidas em Bangladesh movimentou US$ 45 bilhões –7,9% do volume mundial exportado segundo o World Trade Statistical Review-2023. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor e o segundo maior exportador mundial de algodão. No ano comercial 2023/24, que vai de agosto de 2023 a julho de 2024, a projeção da Anea é que sejam exportadas 2,57 milhões de toneladas de pluma brasileira.

Tem início calendário de treinamentos de inspetores de UBA
04 de Abril de 2024

Começou nesta quarta-feira, dia 3 de abril, o calendário de capacitações de inspetores de Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBA), conduzido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com supervisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nas associações estaduais. O primeiro deles ocorreu na sede da Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul), em Chapadão do Sul (MS). O objetivo foi capacitar os profissionais no Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), certificação oficial instituída pelo governo federal para a pluma nacional. "Com a qualificação, todas as algodoeiras do estado estão aptas a participar do PQAB, garantindo transparência e confiabilidade nas análises laboratoriais da qualidade realizadas nos fardos de algodão produzidos no país”, afirmou Edson Mizoguchi, gestor do programa de Qualidade da entidade. O inspetor de UBA, assim como o de algodão em pluma são funcionários designados e treinados para alimentar as informações referentes às amostras e fardos no Sistema Abrapa de Identificação (SAI) e Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), seguindo os processos e padrões de análises internacionais, que são a base para o Mapa expedir a certificação. Durante a capacitação, foram abordados aspectos técnicos de preparo dos inspetores para a realização do autocontrole nos pontos críticos do processo, desde a retirada das amostras até a análise do algodão. Após o treinamento, os participantes foram submetidos a uma prova, sendo a nota mínima exigida seis. Segundo o gerente do laboratório da Ampasul, Renato Marinho, o laboratório da Ampasul possui o mais alto nível de confiabilidade do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), com índices superiores a 99%. Os próximos treinamentos ocorrerão no dia 9, em Luís Eduardo Magalhães (BA), e no dia 12, em Uberlândia (MG).

Indústria têxtil do Camboja pode crescer com algodão brasileiro
03 de Abril de 2024

A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) participou da primeira missão empresarial multissetorial brasileira feita ao Camboja, entre os dias 19 e 28 de março. O foco foi mostrar como o algodão brasileiro pode contribuir para o grande potencial, ainda não explorado, que a indústria têxtil cambojana tem pela frente. A iniciativa foi realizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Nos últimos 20 anos, o Camboja tem aumentado suas exportações de vestuário em 12% ao ano, passando de receitas no valor de US$ 1 bilhão para US$ 9 bilhões, em 2022. Nesse ano, o país do Sudeste Asiático se posicionou como o sétimo maior exportador de roupas no mundo, segundo dados do World Trade Statistical Review 2023. No entanto, o país importa 100% dos fios e tecidos de que precisa para abastecer suas fábricas. Abrindo o mercado para a importação de algodão e investindo na abertura de fiações, ele pode vivenciar um salto de desenvolvimento econômico. Essa visão de futuro foi a mensagem central levada pelo diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, à missão do MRE. Responsável pelo Cotton Brazil, iniciativa que representa a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global, o executivo apresentou a empresários e lideranças setoriais cambojanas um estudo que mapeia o potencial da indústria têxtil do país. “O setor de fiação pode proporcionar uma agregação de valor de mais de 400% à economia cambojana, o que significa adicionar US$ 2,4 bilhões de receita por ano. Sem contar os ganhos sociais, como geração de empregos e novas oportunidades de negócios”, analisou Duarte. Hoje, um dos principais gargalos enfrentados pelo setor industrial é o fornecimento de energia estável e acessível. O Brasil é, desde já, candidato a fornecedor da matéria-prima. Terceiro maior produtor mundial e segundo maior exportador de algodão, o país tem se destacado pelo avanço nos índices de qualidade da fibra, pela rastreabilidade do produto e pela produção responsável. Na safra 2022/23, 82% da produção brasileira recebeu certificação socioambiental pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Além disso, o Brasil é o maior fornecedor mundial de algodão com licenciamento Better Cotton. Pelo menos duas grandes tendências no mercado mundial contribuem para o desenvolvimento da indústria têxtil cambojana. A primeira delas é a busca por outros mercados fornecedores, além da China. “Um dos países que pode se beneficiar dessa demanda por diversificação é o Camboja, que hoje já responde por 2% do comércio mundial de roupas”, pontua Marcelo Duarte. A segunda tendência é a busca por roupas e produtos têxteis cada vez mais sustentáveis, pelo consumidor final. Nesse contexto, o algodão – fibra natural e reciclável – é uma opção mais responsável que as fibras sintéticas. Sobre a missão A missão empresarial multissetorial foi realizada pelo Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Itamaraty (DPRA), órgão do Ministério de Relações Exteriores (MRE). Além do Camboja, a programação incluiu o Vietnã e a Tailândia – dois países que são mercados já consolidados do algodão brasileiro. Esta foi a primeira missão empresarial brasileira oficial ao Camboja da história. Nos últimos anos, o Brasil tem buscado se aproximar diplomática e comercialmente do país do Sudeste Asiático. Em 2023, o Chanceler brasileiro Mauro Vieira visitou oficialmente a capital cambojana, Phom Penh, e, neste ano, o Governo Brasileiro pretende implantar a Embaixada do Brasil no país.

Produtores estimam aumento de 7,7% na safra de algodão
03 de Abril de 2024

O Brasil deve colher um novo recorde na produção de algodão. O volume estimado para a safra 2023/2024 é de 3,5 milhões de toneladas de algodão beneficiado (pluma), um aumento de 7,7% em relação ao ciclo anterior, explicado, basicamente, pelo incremento de 15,4% na área plantada, que deve ser consolidada em 1,93 milhão de hectares. Esse aumento se deve, em grande parte, à migração de área de milho de segunda safra para a cultura, e o resultado abaixo do esperado para a soja, em função dos efeitos do El Niño. Já a produtividade deve ser 6,7% menor que em 2022/2023 e é projetada em 1.809 quilos de pluma por hectare. Os dados foram apresentados pela Associação Brasileiras dos Produtores de Algodão (Abrapa) durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizada essa semana, de forma virtual. Os números não diferem tanto dos divulgados pela Conab, no dia 12 de março, que indicaram produção de 3,56 milhões de toneladas de pluma. As chuvas recentes registradas praticamente em todos os estados produtores estão ajudando no desenvolvimento da cultura, entretanto, para repetir o recorde do ano passado ainda são necessárias precipitações no período de enchimento de capulhos, principalmente, nas lavouras plantadas em segunda safra. O clima também favoreceu a pressão de pragas como a mosca-branca e de lagartas, como a spodoptera. Os produtores, no entanto, vêm conseguindo manejar com eficiência as lavouras, segundo nota da Abrapa.

Abrapa e IBA participam da reunião de alinhamento do projeto Mais Algodão, no Chile
03 de Abril de 2024

Começou no dia 02 de abril e vai até 04, o 15º Comitê de Acompanhamento do Projeto (CAP) Regional, como parte das ações do “Mais Algodão”, iniciativa criada para o fortalecimento e desenvolvimento sustentável do setor algodoeiro, no Mercosul, Haiti e África Subsaariana, por meio da cooperação Sul–Sul. O Brasil é signatário do acordo, aportando, para isso, recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do IBA, Alexandre Schenkel, e o diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero, participam da reunião, que está sendo realizada na cidade de Santiago, no Chile. O evento é promovido pelo Escritório Regional para América Latina e o Caribe (ALC) da FAO, em colaboração com o Governo do Brasil, através do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Na pauta do CAP 2024, uma avaliação geral do projeto, que completa 12 anos, e as estratégias para tornar o seu legado duradouro. Além disso, o atendimento aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, da ONU, tem sido prioridade em todas as discussões da agenda. Mais que provedor de recursos, o Brasil tem papel estratégico no Mais Algodão, servindo de parâmetro para os demais países, assim como difusor de conhecimento sobre o cultivo sustentável, organização da cadeia produtiva e união dos produtores. A aliança para a criação do Mais Algodão foi firmada em 2012, como um resultado direto da vitória do Brasil, no âmbito da OMC, sobre os subsídios americanos aos cotonicultores dos EUA, entendidos pelo foro internacional como “desleais”. Os recursos aportados pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), criado após o ganho de causa no contencioso, permitiram, além do investimento em projetos para o desenvolvimento da produção de algodão no Brasil, o aporte financeiro para o fortalecimento do setor algodoeiro nos países vizinhos. Longo prazo “Os recursos do IBA para esta finalidade, entretanto, não são infinitos, e o que estudamos é como o projeto será tocado, com a colaboração de todos os signatários, futuramente”, explica Marcio Portocarrero. Segundo ele, o legado do Mais Algodão é visível para os países contemplados, Bolívia, Paraguai, Colômbia, Peru, Equador, que cultivam juntos em torno de 76 mil hectares de algodão, em modelo de agricultura familiar, de pequena escala. A Embrapa, também envolvida, proveu tecnologia em sementes para adaptar a essas diferentes regiões produtivas. Para o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, o grande trabalho, desde a implementação do Mais Algodão, foi ter conseguido implantar, nesses países, um modelo de assistência técnica e de capacitação, com a organização setorial. “Agora, estamos um passo à frente de quando o Mais Algodão começou. É hora de discutir mercado, promoção comercial e viabilização do negócio algodão. Essa é a nossa contribuição aqui”, pontua.  Com a colaboração dos países e do setor privado, como a Abrapa/IBA, todos os trabalhos realizados têm incentivado a produção de algodão, uma fibra natural, que deixará um futuro melhor para as novas gerações, e permitirão fonte de renda para as famílias produtoras”, finaliza Schenkel.