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ABRAPA lança o SIGA, nova plataforma digital que integra os programas do algodão brasileiro
18 de Dezembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) lançará, a partir de 15 de janeiro, o Sistema Integrado de Gestão do Algodão (SIGA), uma nova plataforma digital que passa a centralizar o acesso a todos os programas do algodão brasileiro. Desenvolvido em conjunto com as associações estaduais que integram a Abrapa, o SIGA marca um novo passo na modernização da gestão, da rastreabilidade e da sustentabilidade da cotonicultura nacional. De acordo com o gerente de tecnologia da informação da Abrapa, Eberson Terra, “O SIGA está sendo construído de forma colaborativa, ouvindo representantes de todos os envolvidos e principalmente as associações estaduais. Nosso objetivo é garantir uma experiência unificada em que a jornada seja fácil e rápida para suprir as necessidades diárias dentro da cadeia do algodão brasileiro de cada usuário.” Para reforçar o compromisso da Abrapa com a inovação, a sustentabilidade e a rastreabilidade, pilares que sustentam a reputação do algodão brasileiro no mercado nacional e internacional, o sistema terá uma interface mais simples, intuitiva e integrada, reunindo em um único ambiente os sistemas da Abrapa que acompanham a jornada do algodão do plantio ao beneficiamento. O acesso poderá ser feito pelo endereço siga.abrapa.com.br, utilizando o mesmo usuário e senha já existentes. Durante um período de transição, também será possível acessar o sistema pelo link antigo (sistemas.abrapa.com.br). “O SIGA é um novo caminho para o algodão brasileiro. Ele conecta todos os programas da Abrapa em um só lugar, facilita processos e reforça a transparência e a eficiência da gestão setorial”, destacou o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli. Adesão ao ABR e ao Better Cotton passa pelo SIGA A partir da safra 2025/2026, a adesão aos programas Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e Better Cotton (BCI) será realizada exclusivamente pelo SIGA. O sistema também será o meio utilizado para que os produtores e responsáveis pelo ABR possam optar por adiar a adesão ou acompanhar, em tempo real, o status de cada fazenda habilitada. Entre as principais novidades do novo sistema estão: -  Adesão em grupo, sem necessidade de convites individuais; - Visualização de todas as fazendas vinculadas ao perfil do produtor, com acompanhamento do status de liberação conforme a associação estadual; -  Possibilidade de aderir ou pular a adesão até o início do beneficiamento; -  Ambiente único e integrado, que torna o processo mais rápido e organizado. Em caso de dúvidas sobre acesso ou navegação, a equipe da Abrapa está à disposição para prestar suporte aos usuários. Dúvidas sobre o sistema: TI da Abrapa (61) 3028-9700 Dúvidas sobre a adesão do ABR e BCI: entre em contato com a sua associação estadual ou em sustentabilidade@abrapa.com.br

Pressão por rastreabilidade e impacto climático leva setor têxtil a reforçar governança e gestão de riscos
18 de Dezembro de 2025

Valor Econômico Por Naiara Bertão, Prática ESG — São Paulo Com a pressão crescente por responsabilidade socioambiental sobre o setor da moda, grandes companhias brasileiras vêm ampliando esforços em governança, mensuração e transparência. As iniciativas vão desde a busca por certificações independentes e a revisão de processos internos até a adoção de padrões internacionais de divulgação financeira relacionados à sustentabilidade. Lunelli, Lupo e Lojas Renner S.A. estão entre os exemplos mais recentes desse movimento, que indica uma tentativa de fortalecer a gestão de riscos, impactos e compromissos ESG (sigla em inglês para questões ambientais, sociais e de governança corporativa). A Lojas Renner foi a primeira varejista do mundo e uma das duas companhias abertas no Brasil a adiantar a publicação do Relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, primeira divulgação em conformidade com as normas internacionais IFRS S1 e S2. As normas, equivalentes no Brasil aos pronunciamentos CBPS 01 e 02, exigem divulgação estruturada de riscos, métricas e impactos climáticos com auditoria externa. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passará a exigir das empresas listadas na bolsa de valores brasileira (B3) o documento a partir do exercício social de 2026, com reporte em 2027. Até então, a publicação é voluntária e, além da Renner, apenas a mineradora Vale divulgou seu relatório este ano, e a B3, a bolsa de valores do país, anunciou recentemente que vai publicar no ano que vem com dados de 2025. Para a Renner, a antecipação foi encarada como uma oportunidade de avaliar suas práticas e onde ainda pode avançar. “É claro que ser o primeiro significa não ter referência sobre como fazer. Mas vimos que poderia ser mais positivo do que negativo adiantar o relatório”, conta Regina Frederico Durante, vice-presidente de Gente, Sustentabilidade e Relações Institucionais da Lojas Renner S.A.. Ela conta que desde 2011 a empresa publica anualmente o relatório de sustentabilidade seguindo o padrão do GRI e já incorporou, ao longo do tempo, outros frameworks de divulgação de informações ESG, como do SASB e da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD). Contudo, as exigências do IFRS S1 e S2 vão além do habitual e exigem um esforço duplo, de mapeamento e análise de risco, sob o ponto de vista de sustentabilidade e financeira. Eduardo Ferlauto, diretor de Sustentabilidade da Renner, explica que o diagnóstico e as escutas de stakeholders levaram quase um ano. “Já tínhamos mapeado, desde 2022, o impacto das ondas de calor e inundações pela metodologia do TCFD, mas faltava materialidade financeira”, conta. Por exigir dados e análises que extrapolam o Financeiro e a Sustentabilidade, foi necessária uma conexão com outras áreas da companhia, como Controladoria, Riscos, Governança Corporativa, Planejamento Financeiro e Relações com Investidores (RI). “O IFRS é um novo paradigma para o valuation das empresas. É importante ter claro como [a gestão de riscos e oportunidades ligadas a clima e sustentabilidade] se conecta à estratégia de negócio”, diz Ferlauto. A metodologia seguiu o COSO Enterprise Risk Management (ERM) 2017, um padrão de gestão de riscos corporativos que foca na integração da gestão de riscos com a estratégia e o desempenho para criar valor à empresa. O executivo comenta que tanto a decisão de se antecipar em relação ao mercado quanto o documento final passou pela validação de comitês internos de Auditoria, Gestão de Riscos e Sustentabilidade e também pelo Conselho de Administração. A empresa também contratou a EY pra fazer a auditoria externa. “A governança é importante para dar segurança e para permitir que seja feita uma integração entre a estratégia de sustentabilidade e a estratégia da companhia”, comenta Ferlauto. Os resultados mostram impacto financeiro líquido positivo de R$ 100 milhões em 2024, mesmo diante de eventos climáticos extremos. Em dez anos, a projeção da Renner é de geração de caixa de R$ 191 milhões a R$ 217 milhões. Os ganhos vêm principalmente do consumo de energia renovável de baixo impacto e do aumento das vendas de produtos mais sustentáveis. A análise de riscos climáticos identificou ameaças como inundações, ondas de calor, incêndios florestais e secas. Ao mesmo tempo, mapeou oportunidades ligadas à demanda crescente por produtos responsáveis, ao uso de energia renovável e a novas tecnologias. O plano de transição para matérias-primas de menor impacto inclui projeções de receitas e custos associados. Por outro lado, entre as oportunidades encontradas estão o uso de energia renovável e a venda de produtos mais sustentáveis. Juntos, essas duas frentes têm o potencial de impacto positivo entre R$ 424 milhões e R$ 488 milhões no fluxo de caixa operacional, sem descontar os impostos. A Renner já opera com 100% de energia renovável - desde 2021, contratada via mercado livre de energia - solar, eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCH) - o que gerou, em 2024, uma economia de 24% em relação à energia convencional. Para ampliar seu portfólio de produtos sustentáveis, porém, a empresa precisou fortalecer a governança da agenda ESG. Algumas metas colocadas lá atrás já foram concluídas entre 2018 e 2021 e novos compromissos foram firmados até 2030, distribuídos em três pilares: soluções climáticas, circulares e regenerativas; conexões que amplificam; e relações humanas e diversas. Regina, VP de Sustentabilidade, reforça que engajar toda a cadeia de fornecimento segue sendo um dos maiores desafios do setor. “A tecnologia e a inovação desempenham um papel estratégico na gestão da sustentabilidade em nossa empresa”, conta a executiva. A incorporação da inteligência artificial, por exemplo, tem sido “decisiva”, segundo ela, para fortalecer a governança. “Automatizamos e digitalizamos processos, aumentamos a precisão na gestão de riscos e otimizamos recursos, trazendo mais transparência.” ​ Além de contar com o alto nível de automação no centro de distribuição e lojas, a companhia investiu em tecnologias para fazer a gestão de perto da cadeia de sua cadeia de fornecedores. ​A empresa desenvolveu um modelo preditivo que alcança 63% de assertividade na identificação de não conformidades críticas, elevando a eficiência e a maturidade ESG da cadeia produtiva. “Além disso, estamos implementando uma ferramenta de rastreabilidade para obter transparência de todo o nosso processo produtivo", completa. Ao longo dos últimos cinco anos, a Renner tem investido em melhorar seus processos de monitoramento e desenvolvimento da cadeia de fornecimento sob a ótica das melhores práticas de sustentabilidade, de acordo com a executiva. Entre os resultados citados estão o rastreamento de 53,5 milhões de peças de vestuário, que representam 28,2% do volume de compras global. Ao aumentar em 50% a eficiência no processo de monitoramento​ da cadeia produtiva, também conseguiu acelerar a verificação dos fornecimento sob a ótica das melhores práticas de sustentabilidade, de acordo com a executiva. Entre os resultados citados estão o rastreamento de 53,5 milhões de peças de vestuário, que representam 28,2% do volume de compras global. Ao aumentar em 50% a eficiência no processo de monitoramento​ da cadeia produtiva, também conseguiu acelerar a verificação dos fornecedores frente aos requisitos ESG. O engajamento dos fornecedores também aumentou na qualificação online oferecida pela companhia e, ao menos 70% deles usam sistemas automáticos para disponibilizar informações. “Quase metade dos fornecedores - 48,3% - já disponibilizam inventários GHG Escopo 1 e 2 diretamente na nossa plataforma digital​”, conta. A varejista incentiva os fornecedores a inovarem, seja em pesquisa de fios menos poluentes como alternativas aos de fontes fósseis ou em novas ideias de economia circular para lidar com resíduos industriais e no pós-consumo. O algodão, uma das principais matérias-primas da indústria têxtil, apesar de ser natural, sofre com o aquecimento do planeta, o que tem obrigado as empresas a buscar alternativas em fibras naturais. Além disso, é uma cultura que demanda muita água - em muitos casos, irrigação intensiva - e depende de fertilizantes sintéticos. Segundo os dados do relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade apresentado pela empresa, em 2024, a Renner consumiu 19,5 mil toneladas de algodão (dos quais 97% certificados), 10,4 mil toneladas de poliéster (2,6% certificados) e 6 mil toneladas de viscose (94% certificados). O custo das matérias-primas é, no longo prazo, o maior efeito negativo no fluxo de caixa, representando entre R$ 148 milhões e R$ 172 milhões adicionais em 10 anos. Inundações e ondas de calor podem trazer prejuízos entre R$ 88 milhões a R$ 99 milhões no mesmo período, calcula a empresa. A aposta da indústria tem sido em programas de algodão orgânico e certificado segundo boas práticas socioambientais - como é o caso da Better Cotton Initiative (BCI). “O Brasil hoje é um grande celeiro do algodão, ao lado de Índia e China, mas podemos nos deparar com um cenário de escassez. Por isso, precisamos pensar estratégias para blindar o negócio, tanto olhando pela ótica dos riscos, quanto das oportunidades”, comenta Ferlauto. Ele cita projetos com algodão agroflorestal e ecológico. A companhia também faz parte de um programa da _Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) de rastreabilidade do algodão, o Sou de Algodão_, conjunto com outras varejistas e marcas de roupas. Hoje, 70% das peças vendidas nas lojas Renner são produzidas no Brasil. Nos últimos anos, o grupo seguiu um movimento chamado de nearshoring, que traz a produção mais próxima do mercado consumidor por uma questão de custo e maior controle. Selo B como um diferencial competitivo A Lunelli, gestora das marcas de produtos têxteis Lunender, Lunelli Malhas e Tecidos, Lez a Lez, Alakazoo, Hangar 33, Fico e Vila Flor e cujo faturamento bateu R$ 1,6 bilhão em 2024, conquistou em 2025 a Certificação Sistema B, reconhecido globalmente por avaliar não apenas desempenho ambiental e social, mas também governança e transparência. O selo — administrado pelo B Lab — analisa cinco pilares: Governança, Trabalhadores, Comunidade, Meio Ambiente e Clientes. A Lunelli é o segundo grupo têxtil brasileiro com mais de miil colaboradores a obter o reconhecimento. “Passamos a fazer parte de um seleto grupo, que integra um movimento global de transformação, composto por negócios que colocam as pessoas e o planeta no centro das decisões, e que atuam de forma colaborativa para gerar impacto positivo e duradouro”, comenta Viviane Cecilia Lunelli, presidente da Lunelli. A companhia também participa do Pacto Global da ONU no Brasil. Segundo a executiva, essa conquista só foi possível pelo engajamento dos funcionários, fornecedores e outros parceiros. “Assim como nós, eles acreditam na força da construção coletiva e na evolução contínua do nosso setor”, acrescenta. O grupo tem quase 5 mil funcionários, 46 lojas (13 lojas próprias) e, em 2024, produziu aproximadamente 26,5 milhões de peças. Os princípios do movimento B foram traduzidos internamente em um modelo de gestão, com destaque para a sustentabilidade econômica, geração de emprego e renda e produção com menor impacto ambiental. A companhia compra algodão com certificação Better Cotton e, desde 2018, usa em suas peças “viscose responsável”, tecido que utiliza a fibra ecológica Lenzing EcoVero, extraída da madeira e produzida com menos água. Em seu relatório de sustentabilidade mais recente, consta uma série de ações para reduzir desperdícios, como, por exemplo, a transformação do resíduo têxtil em novas fibras para a fiação e reincorporação no processo produtivo. Foram implementadas tecnologias de lavagem que reduzem entre 20 e 30% no consumo de água - no jeans, por exemplo, a etapa de lavagem usa hoje apenas um copo de 250 ml de água, redução de 99% em relação ao processo convencional. O restante da água é reutilizada após tratamento. O grupo optou ainda pelo uso de corantes reativos bi-funcionais de baixo impacto ambiental e a etapa de amaciamento por nebulização, aumentando a durabilidade das peças. “Também aplicamos laser para fazer os efeitos de “desgaste” do jeans, substituindo o processo de lavanderia com água e produzindo uma peça com técnicas mais limpas e livres de produtos químicos”, traz o relatório. Em 2024, conseguiu reduzir em 19% o envio de resíduos a aterros sanitários. Na pauta social, mais de R$ 1,4 milhão foi investido, em 2024, em projetos sociais relacionados ao cuidado da pessoa idosa, criança e adolescente, incentivo ao esporte e cultura, entre doações, patrocínios e incentivos fiscais. Tudo isso contou para a obtenção do Selo de Empresa B. Reforço na governança para avançar mais rápido Há dois anos e meio na Lupo, após atuar como fornecedor da empresa por mais de 25 anos, Vinicius Morbeck, diretor Industrial e coordenador de Sustentabilidade do grupo, tem liderado a estruturação de uma governança mais ampla voltada a práticas ESG, com a criação de sistemas formais, comitês e rotinas permanentes de acompanhamento. Ainda que o grupo já mantinha iniciativas socioambientais próprias e parcerias anteriores à sua chegada, agora os processos estão mais formalizados. Hoje, a companhia conta com um comitê de ESG, envolvendo representantes de fábrica, jurídico e Recursos Humanos, e grupos expandidos com representantes de outras áreas. A empresa montou “minicomitês temáticos”, de químicos a comunidades, responsáveis por levantar riscos, impactos e necessidades de investimento. As atualizações são apresentadas periodicamente à diretoria e à presidência. “Tenho delegado pessoas para conversar com cada grupo. São reuniões focadas no tema, consolidando tudo e acompanhando as ações”, explica o executivo. As atualizações são levadas à diretoria e ao presidente, especialmente quando há necessidade de dinheiro. A cada três meses, o comitê administrativo revisa os avanços, dificuldades e define próximos passos. As metas de sustentabilidade foram reorganizadas com ajuda da consultoria Ricca, com foco em dupla materialidade. “Foi um grande divisor de águas para a gente”, diz Morbeck. O trabalho considerou três empresas de referência no setor têxtil, avaliou impactos, riscos e questões financeiras e resultou na divisão do plano em 11 grupos temáticos, com frentes ambientais, sociais e de governança. No pilar ambiental, por exemplo, a Lupo trabalha com redução de resíduos, água e emissões de CO₂, com objetivos robustos para 2030. No social, o foco é inclusão e diversidade em todas as unidades — no Brasil e no Paraguai — respeitando as particularidades locais. Em governança, a prioridade é integrar riscos ao negócio, incluindo financeiros e socioambientais, criando planos de mitigação. “Cinquenta por cento do nosso plano está no ambiental; 30% a 35% no social e 15% em governança de riscos integrados ao negócio”, detalha.

Presidente da Abapa representa a cotonicultura na inauguração da nova sede da ApexBrasil
17 de Dezembro de 2025

Convidada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para representar o setor algodoeiro, a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, participou da solenidade de inauguração da nova sede da ApexBrasil, realizada nesta segunda-feira (15), em Brasília. A cerimônia também celebrou a abertura de 500 novos mercados internacionais entre 2023 e 2025 e teve presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do vice e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, dentre outras autoridades. A nova sede da ApexBrasil foi concebida como um espaço integrado à cidade. Com cerca de 17 mil metros quadrados, sua localização é estratégica próxima, ao Parque da Cidade, em Brasília. Em seu discurso, Alessandra afirmou falar “como quem vive o campo no dia a dia, conhece os riscos da atividade e entende que produzir bem é apenas parte do desafio”. Para a presidente da Abapa, o papel da ApexBrasil é estratégico. “O produtor brasileiro produz com qualidade, eficiência e responsabilidade, mas produzir bem não é suficiente. O verdadeiro desafio é transformar produção em mercado, mercado em valor e valor em desenvolvimento. É exatamente nesse ponto que a ApexBrasil é fundamental”, afirmou. Como exemplo, a presidente da Abapa citou o Cotton Brazil como um catalisador das exportações da fibra, afirmando que o projeto setorial desenvolvido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e pela ApexBrasil, ilustra uma bem-sucedida iniciativa de promoção internacional. A presidente da Abapa também reconheceu o trabalho dos adidos agrícolas, embaixadores e equipes diplomáticas brasileiras na abertura e manutenção de mercados, além de iniciativas como o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), da ApexBrasil, que prepara empresas e cadeias produtivas para atuar no comércio internacional. Mais do que cifras  A dirigente ressaltou o papel do algodão como uma fibra alinhada às demandas contemporâneas. “O algodão é natural, biodegradável, reciclável e não polui oceanos, animais ou pessoas com microplásticos. Existe uma história e um compromisso por trás de cada camiseta e de cada calça jeans, e precisamos comunicar isso cada vez mais ao consumidor”, afirmou, destacando também a importância da ApexBrasil nesse processo de conscientização. Alessandra fez questão de ressaltar o papel da Bahia nessa trajetória. No Oeste baiano, a cultura foi vetor de desenvolvimento regional, estruturando uma cadeia moderna, competitiva e sustentável, construída com diálogo institucional e uma relação madura com o Governo do Estado. Alessandra chamou atenção para a importância de fortalecer a indústria nacional, especialmente o setor têxtil, como forma de agregar valor à produção. Segundo ela, o parque industrial brasileiro consome atualmente cerca de 750 mil toneladas de algodão por ano, com potencial para alcançar 1 milhão de toneladas. Ao final do evento, a presidente teve a oportunidade de conversar com os ministros Favaro e Alckmin, enfatizando a importância de seguirem em frente – governo e iniciativa privada – em políticas públicas a favor das fibras naturais. Superação Durante o evento, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a trajetória de superação da cotonicultura brasileira e o papel dos produtores na reconstrução do setor após períodos de dificuldade. “Temos que agradecer aos empresários brasileiros que acreditaram que era possível voltar a produzir algodão depois do bicudo, melhorar a qualidade e transformar o produto em um dos mais exportados do mundo”, afirmou. Em 2024, o Brasil se tornou o maior exportador mundial de algodão, respondendo por cerca de 33% das exportações globais. Para a safra 2024/2025, a expectativa é de embarques da ordem de 2,8 milhões de toneladas, com geração de aproximadamente US$ 4,8 bilhões em divisas. Já para 2025/2026, a projeção é superar 3 milhões de toneladas exportadas, com receitas acima de US$ 5 bilhões. Atualmente, o setor atua de forma estruturada em dez mercados prioritários, que concentram 96% das importações globais da fibra, com crescimento da participação brasileira em todos eles desde 2019, incluindo destinos como Índia e Egito. Novos mercados Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a maior força da Agência está na atuação direta do governo federal na promoção internacional do País. “A estratégia de inserção global passou por uma mudança de rumo, com a retomada do diálogo com diferentes países e líderes globais, fortalecendo a imagem do Brasil no exterior”, argumentou. Já o presidente da República ressaltou que a abertura dos 500 novos mercados reflete o amadurecimento da relação entre o governo e o setor empresarial. “O que interessa é a qualidade daquilo que a gente está oferecendo. Não só de preço, mas também de qualidade. E é isso que a gente está fazendo”, afirmou. Na mesma linha, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, avaliou que os novos mercados abertos comprovam a capacidade da exportação brasileira. “O empresário, do outro lado, compra um produto, faz o primeiro contêiner, vê que ele é bom, que chega na hora certa, que tem demanda e o Brasil aguenta suprir, e isso amplia o fruto desses 500 mercados”, garantiu. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou os efeitos positivos da reforma tributária sobre o comércio exterior. Segundo ele, a desoneração total das exportações poderá elevar em até 17% o volume exportado pelo Brasil após sua implementação completa, conforme estudo do Ipea. Alckmin também projetou que o País deve alcançar recorde de US$ 345 bilhões em exportações neste ano.

Abrapa lança campanha de adesão ao Programa ABR
16 de Dezembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) deu início à campanha de adesão ao Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) para a safra 2025/2026. A iniciativa marca o começo de um novo ciclo para os produtores que desejam fortalecer suas práticas de sustentabilidade e comprovar o compromisso com uma cotonicultura responsável e transparente. Nos próximos meses, a Abrapa vai divulgar, em seus canais oficiais, uma série de conteúdos educativos sobre o protocolo ABR — o padrão nacional de certificação socioambiental do algodão brasileiro. As publicações vão abordar desde os benefícios da certificação até os principais mitos e dúvidas sobre o processo, incentivando mais fazendas a fazer parte dessa jornada. Fique de olho e acompanhe as novidades da campanha! 5 motivos para aderir ao ABR Reconhecimento socioambiental O selo ABR comprova que sua fazenda segue práticas sustentáveis, respeitando o meio ambiente, as pessoas e a legislação trabalhista. É o padrão nacional de certificação do algodão responsável no Brasil. Valorização da produção O algodão certificado pelo ABR ganha credibilidade no mercado e agrega valor à fibra, fortalecendo a imagem do produtor e da cadeia produtiva como um todo. Acesso a mercados exigentes Ser ABR abre portas para compradores e marcas que priorizam matérias-primas rastreáveis e sustentáveis — dentro e fora do país. Gestão mais eficiente O processo de certificação estimula controles internos mais rigorosos, com indicadores de desempenho, uso racional de insumos, segurança e conformidade legal. Desenvolvimento regional Ao promover boas práticas sociais e ambientais, o ABR fortalece comunidades locais, gera empregos e impulsiona o crescimento sustentável do algodão brasileiro. Como obter a certificação ABR Adesão As associações estaduais filiadas à Abrapa orientam e acompanham todo o processo de adesão dos produtores. O corpo técnico oferece treinamentos e suporte para a formalização da participação no Programa ABR. Diagnóstico As associações aplicam o checklist prévio do Programa ABR para avaliar a conformidade da fazenda. Caso sejam identificados ajustes necessários, é elaborado um plano de correção com metas específicas a serem cumpridas. Auditoria independente As unidades produtivas passam por auditoria realizada por uma equipe independente, que verifica o cumprimento dos requisitos do protocolo e a veracidade das informações prestadas. Certificação e licenciamento Com o laudo positivo dos auditores, a fazenda recebe a certificação ABR. Além disso, ao atender requisitos adicionais, pode se qualificar para o licenciamento Better Cotton (BCI), ampliando o reconhecimento internacional da produção. Produzir com responsabilidade é o caminho A adesão ao Programa ABR é mais do que uma escolha técnica — é um compromisso com o futuro da cotonicultura brasileira. Dessa forma, o produtor contribui para uma cadeia mais justa, transparente e sustentável, fortalecendo a imagem do algodão brasileiro no mundo. Quer saber mais sobre como participar? Clique aqui para entrar em contato com a associação estadual de produtores de algodão da sua região e iniciar o processo de adesão ao Programa ABR. Quem planta algodão com responsabilidade, colhe mais oportunidades.

Abrapa publica o Relatório Mensal de Estatística de dezembro do Cotton Brazil
15 de Dezembro de 2025

O Cotton Brazil, programa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para a promoção internacional da pluma brasileira, divulgou hoje o relatório mensal de estatísticas, referente ao mês de dezembro de 2025. O conteúdo reúne as informações atualizadas da Abrapa, Conab, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), USDA e IMEA, em um só lugar. Destaques do mês: - Em novembro, o Brasil exportou 402,5 mil toneladas de algodão, totalizando 953 mil toneladas nos quatro primeiros meses do ano comercial 2025/26. Esse é o melhor desempenho desde a safra 2020/21. - No mês, China, Índia e Bangladesh importaram 244.474 toneladas. No acumulado de 2025/26, os três países responderam por 56% do volume exportado, o equivalente a 534.087 toneladas. Sobre o Cotton Brazil O Cotton Brazil é o programa da Abrapa que promove o algodão brasileiro em escala global o algodão brasileiro. A iniciativa é realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e recebe apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea). Acesse o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Relatorio_WASDE_USDA_IMEA_Dezembro_25-1.pdf

Moda: Desafio Sou de Algodão+CdC recebe inscrições até fevereiro
15 de Dezembro de 2025

O maior concurso para estudantes de moda do Brasil acaba de abrir inscrições para sua 4ª edição — e, como sempre, nasce dentro da Casa de Criadores, berço da moda autoral brasileira. O Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, parceria do movimento Sou de Algodão com a Abrapa, firma-se como vitrine de novos talentos e laboratório criativo onde a moda começa, literalmente, do zero. O lançamento ocorreu durante a CdC 56, em julho, e as inscrições seguem abertas até 28 de fevereiro de 2026. Nesta temporada, o concurso reforça um compromisso que já se tornou marca registrada: unir criatividade e responsabilidade a partir de uma matéria-prima essencial, democrática e brasileira — o algodão. Mais do que descobrir novos nomes, o projeto impulsiona estudantes a experimentar, testar modelagens, mergulhar nas próprias raízes e criar peças que traduzam identidade. Não à toa, já passaram por ali talentos como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista, Guilherme Dutra e, mais recentemente, o vencedor Lucas Caslu, que hoje integra o line-up oficial da Casa de Criadores. Como funciona e quem pode participar O Desafio é aberto a estudantes matriculados em cursos superiores reconhecidos pelo MEC ou em cursos técnicos cadastrados no SISTEC. Podem participar áreas como Design de Moda, Modelagem, Negócios da Moda, Estilismo, Produção, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil — sempre com acompanhamento de um professor orientador. A regra principal segue firme: cada look deve conter pelo menos 70% de algodão, reforçando o propósito de divulgar a fibra como base para uma moda mais sustentável e consciente. Os projetos podem transitar entre moda feminina, masculina, prêt-à-porter, alta costura, fitness, homewear/loungewear ou streetwear, mas sempre apresentando visão autoral. Nesta edição, só serão aceitos trabalhos individuais. Etapas e premiação A seleção acontece em três fases. A primeira escolhe até dez semifinalistas por região, com divulgação marcada para 3 de abril de 2026. Depois, jurados regionais e nacionais selecionam um representante de cada região do país, formando o grupo dos cinco finalistas, anunciados em 15 de julho de 2026. O grande momento acontece no desfile da 59ª Casa de Criadores, previsto para novembro/dezembro de 2026. O vencedor não só leva o prêmio de R$ 30 mil, como também passa a integrar o line-up oficial da edição seguinte, desfilando sua coleção completa na 60ª CdC, em 2027. O professor orientador recebe uma bolsa de R$ 10 mil, enquanto o segundo e terceiro colocados ganham tecidos de algodão de tecelagens parceiras. Para André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, a força do concurso está na liberdade de criação: "A moda autoral brasileira está mais diversa, livre e regional do que nunca. Criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional, é fundamental para quem quer construir uma carreira consistente. A dica? Criar como se ninguém tivesse feito nada parecido antes." Silmara Ferraresi, gestora do Sou de Algodão, reforça o aspecto educativo do projeto: "Mostramos que tendência e responsabilidade caminham juntas desde o início do processo criativo. Por isso chegamos tão longe: estamos formando uma nova geração que entende a moda de forma ampla e coerente." Criado em 2016, o movimento Sou de Algodão é uma iniciativa da Abrapa que valoriza toda a cadeia produtiva da fibra e promove o consumo consciente. Atualmente, 82% do algodão brasileiro é certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos. Serviço Inscrições: até 28/02/2026 Onde se inscrever: no portal oficial do Desafio Exigências: trabalho individual; look com 70% de algodão; professor orientador Premiação: R$ 30 mil ao vencedor + entrada no line-up oficial da 60ª CdC

Abrapa destaca programas de rastreabilidade na segunda edição do Diálogo do Algodão Brasileiro 
12 de Dezembro de 2025

Na última terça-feira, 09/12, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou da segunda edição do Encontro do Diálogo do Algodão Brasileiro. Realizado anualmente pela Better Cotton Iniciative, o encontro reúne representantes do setor agrícola, têxtil, varejista, exportador e de organizações não-governamentais que estão interessados em colaborar com a produção do algodão no Brasil. A diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, Silmara Ferraresi, foi convidada pelo BCI para apresentar o case da rastreabilidade do algodão brasileiro. Promoção e rastreabilidade do algodão brasileiro  Ferraresi mostrou na sua apresentação como funcionam os programas de promoção e rastreabilidade da Abrapa, que seguem o algodão da semente ao guarda-roupa. Sobre o programa SouABR, a diretora explicou detalhes de como a transparência é garantida em toda a cadeia custódia do algodão certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Através de um QR Code que acompanha a peça, o cliente final consegue acessar todos os dados relacionados a sua produção, sabendo quais fazendas cultivaram o algodão, a fiação e a tecelagem que transformaram a pluma em tecido até a confecção e a varejista, uma inovação que aumenta a credibilidade de todos os compradores. O movimento Sou de Algodão foi destaque por ser o responsável pela promoção do algodão no mercado doméstico. “O algodão é a fibra mais utilizada no Brasil, representando 40% do que é consumido pela indústria têxtil brasileira. No mundo, o algodão representa apenas 21% do consumo total de fibras.” explicou Ferraresi. No ano comercial 2024/2025, o Brasil e sua indústria têxtil verticalizada foi o maior cliente do algodão brasileiro, “E parte disso se deve a todo trabalho de promoção desenvolvido pelo Sou de Algodão”, avaliou. A diretora também citou a nova política de adesão ao programa SouABR, que, a partir de 2026, permitirá que novas marcas façam parte do programa e aproveitou o momento para reforçar o convite de participação às marcas que estavam presentes. “Para aquelas marcas que estão aqui hoje e ainda não estão conosco, no SouABR e no Sou de Algodão, fica o convite.  Nós queremos todo mundo daqui com a gente para levantar a bandeira de um algodão mais responsável, que contribui para uma cadeia brasileira cada vez mais sustentável e que entrega valor agregado para os seus consumidores”. Painel mediado pela Abrapa reuniu Renner, Capricórnio Têxtil, WWF, Amaggi e Embrapa Após a palestra, Ferraresi coordenou um painel temático sobre a rastreabilidade, que contou com a participação da gerente de sustentabilidade da Renner, Fabiola Lima; da coordenadora de sustentabilidade da Capricórnio Têxtil, Gabryella Mendonça; do Líder da estratégia para combate ao desmatamento e conversão da vegetação nativa da WWF, Pabllo Majer; da head de sustentabilidade do Grupo Amaggi, Fabiana Reguero; e do pesquisador da Embrapa, João Paulo Morais. Os desafios e as vantagens da rastreabilidade foram destaque no debate. Durante o painel, a head de sustentabilidade da Amaggi citou que apesar algodão brasileiro ter muitas vantagens competitivas em relação a outros países produtores, existe uma dificuldade de mostrar isso aos compradores estrangeiros. “A pluma brasileira tem muitas vantagens competitivas se comparada com a produzida em outros países. Nós precisamos aproveitar toda essa rastreabilidade da origem, para de certa forma, promover e escalar as exportações. Neste sentido precisamos encontrar onde estão as sinergias, e descobrir como que a gente pode destacar os pontos fortes do nosso produto”. Ainda sobre os desafios, Gabryella Mendonça, citou que a rastreabilidade deve ser comunicada como uma solução que vai além da logística.“Como nós podemos conectar a rastreabilidade com os temas críticos do nosso setor? Como a agenda de clima, o desmatamento, e diretos humanos, por exemplo. Neste sentido, é importante que a rastreabilidade seja vista muito além da logística, ela precisa ser uma agenda, uma necessidade socioambiental”, completou Mendonça. Sobre as vantagens, Pabllo Majer, reforçou a importância da rastreabilidade tanto para quem produz, quanto para a preservação do meio-ambiente. De acordo com Majer, “Quando você tem rastreabilidade e o controle de origem, você acaba dando mais valor ao agricultor que se compromete com a transparência da sua produção. Outro ponto muito importante é que o respeito a todo o nosso código florestal passa pela rastreabilidade. Ela se torna essencial para manter a floresta em pé, mitigar todas as mudanças climáticas e reduzir o uso de químicos”. Construindo uma visão conjunta O gerente sênior dos programas de grandes fazendas e parcerias da BCI, Alvaro Moreira, citou que o encontro alcançou o seu principal objetivo ao reforçar a importância da construção de uma visão conjunta sobre o que significa produzir algodão de forma mais sustentável no Brasil. “Esta edição trouxe a rastreabilidade para o centro do debate, destacando o programa da Abrapa e seu potencial como ferramenta transformadora para gerar impacto positivo no campo.” Para os participantes, o evento evidenciou o alto nível de organização do setor cotonicultor brasileiro, fator que contribui diretamente para tornar essas discussões ainda mais produtivas. Sobre o Sou de Algodão Com o propósito promover o algodão como matéria-prima primordial para a moda e o consumo responsável para o mercado brasileiro, a Abrapa criou o movimento Sou de Algodão em 2016. A iniciativa une os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Sobre o SouABR Lançado em 2021, o SouABR é o programa de rastreabilidade da Abrapa que garante total transparência em toda a cadeia de custódia do algodão brasileiro. Por meio de um QR Code aplicado às peças, o consumidor final acessa informações completas sobre a origem e o percurso do produto, da semente ao guarda-roupa. A iniciativa reforça a credibilidade do setor, conecta o público à história de cada peça e consolida um novo padrão de confiança e inovação para o mercado têxtil.

Congresso Brasileiro do Algodão recebe Jacaré de Ouro no Prêmio Caio
11 de Dezembro de 2025

Na última segunda-feira, 8 de dezembro, a 14ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) conquistou o primeiro lugar no Prêmio Caio, na categoria que elege os melhores congressos nacionais de 2024. A cerimônia, realizada em São Paulo, reuniu produtoras e agências de publicidade de todo o país. Reconhecido desde 1999 como a principal premiação da indústria de eventos no Brasil, o Prêmio Caio é comparado ao “Oscar” do setor. A premiação ocorre anualmente e é realizada pelo Grupo Conecta. Desde sua criação, a iniciativa é gerida por um Conselho Diretor, composto pelas principais entidades representantes da cadeia nacional de eventos e turismo. A edição de 2025 contou com 97 categorias distribuídas em quatro segmentos: Eventos, Cliente Final, Serviços para Eventos e Sustentabilidade. O diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, e a diretora de Relações Institucionais da entidade, Silmara Ferraresi, participaram da solenidade, ao lado de Melissa Matteo, representante da Comunicato Eventos Inteligentes, empresa responsável pela organização do 14º CBA. De acordo com Portocarrero, a premiação do 14º CBA marca a história do Congresso por estar alinhada com o momento de reconhecimento da pluma brasileira no mercado internacional. “2024 foi um ano excelente para o algodão brasileiro. Além de termos alcançado a liderança nas exportações mundiais, também alcançamos o recorde de público do CBA. Esse prêmio vem para coroar esse momento da histórico para a Abrapa”, explicou o diretor. Essa é a segunda vez que o CBA recebe o Jacaré de Ouro do Prêmio Caio, a primeira foi na 10ª edição do Congresso, que aconteceu na cidade paranaense de Foz do Iguaçu, em 2015. Construindo história rumo ao protagonismo mundial Em um ano marcado pela conquista inédita do posto de maior exportador de algodão do mundo, o congresso realizado em 2024 adotou o tema “Construindo história rumo ao protagonismo mundial”, referência à trajetória conjunta dos produtores que projetou a cotonicultura brasileira no cenário global. Realizado em Fortaleza (CE), o 14º CBA reuniu cerca de 4,2 mil participantes, entre eles 114 palestrantes e 3,3 mil congressistas inscritos de 25 estados e 20 países, estabelecendo recorde de público. O evento adotou um formato inovador em comparação aos tradicionais congressos técnicos. A programação científica contou com seis plenárias. Paralelamente, funcionaram salas temáticas organizadas em uma estrutura hexagonal, com 19 hubs operando simultaneamente no modelo de “palestras silenciosas”: os participantes utilizavam fones de ouvido para acompanhar as apresentações e circulavam livremente entre os conteúdos. Os hubs abordaram temas diversos ligados à tecnologia e à agricultura, do manejo integrado de pragas ao beneficiamento da fibra. Nas plenárias master, o congresso discutiu economia global, mudanças climáticas, inovações que afetam a produção e o comércio do algodão e estratégias para ampliar o consumo da fibra dentro e fora do Brasil. Para Silmara Ferraresi, o reconhecimento do Prêmio Caio coroa uma trajetória iniciada, há uma década. “Desde que a Abrapa assumiu a realização do CBA, em 2015, o congresso se tornou um divisor de águas para disseminação de conhecimento, reforço de imagem, do posicionamento e da reputação do algodão brasileiro. Receber o Jacaré de Ouro é uma grande alegria e a confirmação de que o esforço da cadeia produtiva está sendo reconhecido”, afirmou. Próxima edição O 15º CBA será realizado em Belo Horizonte entre 22 e 24 de setembro de 2026. O tema será “Algodão Brasileiro: Fibra Natural, uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. As inscrições serão abertas em abril de 2026 e poderão ser feitas pelo site oficial do congresso: www.congressodoalgodao.com.br.