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Estudantes podem apresentar pesquisas no 15º Congresso Brasileiro do Algodão e concorrer à participação com tudo pago
14 de Abril de 2026

Estudantes de graduação e pós-graduação terão uma oportunidade única de apresentar suas pesquisas no principal evento técnico da cotonicultura brasileira. O 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que acontecerá de 22 a 24 de setembro de 2026, em Belo Horizonte (MG), abrirá espaço para que novos pesquisadores compartilhem seus estudos e contribuam para o avanço da ciência aplicada ao agro. As submissões de trabalhos científicos estarão abertas de 1º de abril a 11 de junho de 2026, e estudantes poderão inscrever pesquisas desenvolvidas em diferentes áreas relacionadas à cadeia produtiva do algodão. Entre os temas contemplados estão produção vegetal, agricultura digital, colheita e beneficiamento, qualidade de fibra e do caroço, controle de pragas, fitopatologia, nematologia, manejo de plantas daninhas, melhoramento vegetal, biotecnologia e socioeconomia, refletindo a diversidade de pesquisas que impulsionam a inovação na cotonicultura. Além da oportunidade de apresentar seus trabalhos diante de especialistas, pesquisadores e profissionais do setor, os estudantes também poderão concorrer a premiações que incluem inscrição no congresso, passagem aérea e hospedagem para participação no evento. Para participar da premiação, é importante atenção ao prazo: apenas os trabalhos enviados até 14 de maio de 2026 serão elegíveis para concorrer na categoria de estudantes. A iniciativa busca estimular a participação de jovens pesquisadores e valorizar estudos que tragam contribuições relevantes para o desenvolvimento da cultura do algodão no Brasil. Ao participar do congresso, os estudantes têm a chance de apresentar seus resultados, receber feedback de especialistas e ampliar sua rede de contatos dentro do setor agro. Além disso, o congresso proporciona um ambiente privilegiado de aprendizado, com acesso a palestras, debates técnicos e discussões sobre os principais desafios e oportunidades da cotonicultura. Para estudantes interessados em participar, todas as orientações para submissão de trabalhos científicos estão disponíveis no site oficial do evento (www.congressodoalgodao.com.br). Sobre o CBA O Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) é o principal fórum técnico e científico da cotonicultura nacional. Realizado a cada dois anos, o evento reúne produtores, pesquisadores, empresas, consultores e lideranças do setor para discutir os principais desafios da produção de algodão no Brasil. A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição, workshops e espaços de troca entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

Profissionais da cadeia do algodão também podem apresentar trabalhos científicos no 15º Congresso Brasileiro do Algodão
14 de Abril de 2026

A inovação no agro nasce, muitas vezes, da experiência prática no campo. Por isso, o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) também abre espaço para que profissionais da cadeia produtiva apresentem trabalhos científicos e compartilhem conhecimentos aplicados ao setor. Produtores rurais, consultores, pesquisadores de instituições privadas, profissionais de fazendas, técnicos da indústria e especialistas do setor poderão submeter seus estudos e experiências técnicas para integrar a programação científica do congresso, que será realizado de 22 a 24 de setembro de 2026, em Belo Horizonte (MG). As submissões estarão abertas entre 1º de abril e 11 de junho de 2026 para técnicos de fazenda, produtores rurais, pesquisadores, consultores, indústria e outros, e os trabalhos podem abordar diferentes temas estratégicos para o desenvolvimento da cotonicultura. Entre as áreas contempladas estão produção vegetal, agricultura digital, colheita e beneficiamento, qualidade de fibra e do caroço, controle de pragas, fitopatologia, nematologia, matologia e destruição de soqueira, melhoramento vegetal, biotecnologia e socioeconomia. A participação de profissionais que atuam diretamente no campo ou em empresas da cadeia produtiva contribui para enriquecer o debate técnico do congresso. Muitas das soluções que impulsionam a produtividade e a sustentabilidade da cultura do algodão surgem justamente da integração entre pesquisa científica e experiência prática. Ao apresentar trabalhos científicos no congresso, esses profissionais têm a oportunidade de compartilhar resultados de projetos, tecnologias aplicadas, experiências de manejo e soluções desenvolvidas para desafios enfrentados no dia a dia da produção. Além de ampliar a visibilidade dessas iniciativas, o congresso também promove um ambiente de troca de conhecimento entre academia, setor produtivo e indústria, fortalecendo a inovação dentro da cadeia do algodão. As premiações irão do primeiro ao oitavo colocado, com prêmios como bolsa de pesquisa, notebook, tablets e kindles. Profissionais interessados em compartilhar suas experiências e contribuir para o debate científico do setor podem acessar o site oficial do evento (www.congressodoalgodao.com.br) para conferir as orientações completas sobre o processo de submissão. Sobre o CBA O Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) é o principal fórum técnico e científico da cotonicultura nacional. Realizado a cada dois anos, o evento reúne produtores, pesquisadores, empresas, consultores e lideranças do setor para discutir os principais desafios da produção de algodão no Brasil. A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição, workshops e espaços de troca entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

Algodão brasileiro registra salto de qualidade na safra 2024/25
14 de Abril de 2026

O algodão brasileiro apresentou aumento de qualidade na safra 2024/25, segundo um levantamento da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão). A pluma brasileira se destacou nesse ciclo por alinhar uniformidade e qualidade em toda a produção. Segundo a Associação, este aumento é resultado da implementação de tecnologia, aprimoramento genético e padronização dos processos de beneficiamento e classificação dos fios. Há 10 anos, empresas do setor estão se adaptando a novos critérios de uniformidade de produção e análise de dados como forma de investimento na produção de algodão. Como reflexo desse movimento, neste último ciclo, praticamente toda a produção de algodão no país (cerca de 4,25 milhões de toneladas), passou pelo sistema de análise HVI (do inglês High Volume Instrument), utilizado para metrificar a qualidade da safra.  Para o gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, esse salto na qualidade reflete maior transparência e confiabilidade na produção e na relação com compradores internacionais do algodão brasileiro.  “Quando todos os fardos apresentam o mesmo padrão elevado de qualidade, a relação de confiança com os compradores se fortalece e o preço da pluma tende a melhorar, tanto no comércio interno quanto no internacional”, afirmou.  A análise indica que o algodão brasileiro apresentou desempenho considerado “ótimo ou excelente” nos critérios de: resistência, comprimento, micronaire (indicador que mede a finura e maturidade da fibra), uniformidade, brilho e coloração. O destaque para a categoria resistência demonstra o melhor desempenho da série histórica para a categoria.  “Nós temos uma excelente finura de fibra, um excelente comprimento, resistência e uniformidade também. Em termos de qualidade intrínseca, a gente não perde para nenhum outro país, principalmente os nossos concorrentes diretos, como Austrália e Estados Unidos”, explicou Lima. Em 2025, o setor bateu recorde de exportações e se consolidou como o maior vendedor de algodão no mundo. Para o ciclo 25/26, a expectativa da Abrapa é manter o padrão de produção e qualidade, com um aumento também nasvendas para o exterior.

Algodão brasileiro consolida salto de qualidade na safra 2024/2025, aponta relatório de qualidade da Abrapa
13 de Abril de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou na última sexta-feira, 10 de abril, o último relatório de qualidade da safra 2024/2025.  O documento traz um panorama completo da qualidade da pluma brasileira após a análise de praticamente toda a produção nacional já colhida, beneficiada e classificada. Ao todo, foram analisados 17,4 milhões de fardos por meio do sistema HVI (High Volume Instrument), o equivalente a cerca de 4,25 milhões de toneladas de algodão. O volume representa praticamente a totalidade da safra, reforçando a transparência e a robustez do programa SBRHVI, formado por uma rede de 13 laboratórios e 90 equipamentos espalhados pelos principais estados produtores. Para o gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, os resultados são animadores pois demonstram a evolução consistente do algodão brasileiro. “O avanço da qualidade da fibra mostra que os esforços concentrados de todos os elos da cadeia produtora para garantir a melhoria da qualidade da fibra estão dando resultados positivos”. Lima também explicou que o trabalho nacional para garantir a melhoria da qualidade da pluma tende a influenciar na reputação do Brasil enquanto produtor. “Quando todos os fardos apresentam o mesmo padrão elevado de qualidade, a relação de confiança com os compradores se fortalece e o preço da pluma tende a melhorar, tanto no comércio interno quanto no internacional”. Melhoria consistente na qualidade Os números confirmam o fortalecimento do padrão da fibra brasileira para a indústria têxtil. No indicador de resistência, por exemplo, 96,6% das amostras ficaram acima de 28 gf/tex, um dos melhores resultados da série histórica recente. Já o comprimento da fibra também avançou, 94,2% do algodão apresentou medida igual ou superior a 1,11 polegada, reforçando a competitividade do produto no mercado global. Outro destaque desta safra é o micronaire, indicador que mede a finura e maturidade da fibra. De acordo com o Deninson Lima: “Na safra 2024/2025, 95,8% do algodão brasileiro ficou dentro da faixa considerada ideal (entre 3,5 e 4,9), mantendo estabilidade em níveis elevados”. A uniformidade das fibras também apresentou bom desempenho, com 94,9% das amostras acima de 80%, enquanto o índice de fibras curtas, fator que impacta diretamente o rendimento industrial, registrou 80,8% dentro do limite desejável (até 10%). No quesito brilho (reflectância), 85,6% do algodão atingiu padrão acima de 75, e o grau de amarelamento permaneceu controlado, com 77,5% dentro dos parâmetros ideais. A análise detalhada mostra ainda um avanço qualitativo na distribuição do comprimento da fibra. Quase 80% do algodão brasileiro concentra-se nas faixas mais valorizadas (acima de 1,14 polegada), com crescimento expressivo das categorias superiores, tendência que vem se intensificando desde a safra 2022/2023. No aspecto de coloração, predominam os padrões mais demandados pelo mercado. As classes intermediárias e superiores (como 31 e 41) concentram a maior parte da produção, indicando boa aparência visual e menor presença de impurezas. Qualidade e transparência Esse desempenho é resultado direto de uma combinação de fatores, como investimento em tecnologia no campo, aprimoramento genético, boas práticas agrícolas e padronização rigorosa dos processos de beneficiamento e classificação. Atualmente, 100% da produção nacional passa por avaliação em HVI dentro do programa SBRHVI, o que garante transparência e confiabilidade às informações. Próxima safra Com a safra 2024/2025 totalmente analisada, os próximos relatórios da Abrapa já passam a refletir os dados da nova temporada 2025/2026, cujo ciclo produtivo está em andamento. A expectativa do setor é manter a trajetória de evolução, consolidando o Brasil como referência global não apenas em volume, mas também em qualidade de algodão. Para saber mais detalhes sobre a qualidade do algodão brasileiro da safra 2024/20254, acesse o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Relatorio-de-Qualidade-Safra-24-25-Marco.pdf

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa -10/04/2026
10 de Abril de 2026

Destaque da Semana 1 - As cotações do algodão em NY ganharam força e atingiram o maior nível em 11 meses, com o contrato Mai/26 fechando em 73,26 U$c/lb após romper a resistência de 73,00 U$c/lb. A alta foi sustentada principalmente pela queda do dólar e pelas preocupações com a seca nas principais regiões produtoras norte-americanas. Destaque da Semana 2 - Mesmo com o WASDE do USDA trazendo um tom levemente baixista, o mercado ignorou esses fatores no curto prazo. O forte volume negociado e a reação compradora mostram que, neste momento, o mercado está mais sensível aos riscos climáticos e ao ambiente macro do que ao aumento projetado da oferta global. Destaque da Semana 3 - As exportações brasileiras de março foram muito fortes, somando 347.823 tons, recorde histórico para o mês. No acumulado de agosto a março, o Brasil embarcou 2,34 milhões de tons, acima dos 2,14 milhões de tons do mesmo período da safra anterior. Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Fonte: Cotton Brazil. Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 09/abr cotado a 75,32 U$c/lp (+3,1% vs. 02/abr). O contrato Dez/26 fechou em 76,87 U$c/lp (+2,5% vs. 02/abr). Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 958 pts para embarque Abr/Mai-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 09/abr/26. Altistas 1 - O clima segue sendo um risco relevante nos EUA. Embora chuvas recentes tenham ajudado partes do cinturão, a seca persiste em praticamente toda a região produtora. Altistas 2 - O Índice A (preço do algodão na Ásia) atingiu 82,55 U$c/lb, o nível mais alto desde novembro de 2024, sinalizando firmeza do mercado físico internacional. Altistas 3 - O ambiente macro ficou menos pesado no fim da semana, com queda do dólar e recuperação das bolsas após notícias de cessar-fogo parcial no Oriente Médio. Mesmo com a incerteza ainda elevada, esse alívio financeiro ajudou o algodão a sustentar a alta. Altistas 4 - As compras de curto prazo continuam ativas fora de China e Índia, com os principais produtores têxteis buscando cobertura para embarque próximo. Altistas 5 - Há especulação no mercado sobre eventual liberação de estoques da Reserva Estatal chinesa nesta primavera. Historicamente, esse movimento costuma vir acompanhado de recompras no mercado internacional. Baixistas 1 - O WASDE de abril do USDA foi levemente baixista para o quadro global de 2025/26. Os estoques iniciais mundiais foram revisados para cima em 60 mil toneladas, alta de 0,40%. Baixistas 2 - A produção global foi elevada em 190 mil toneladas, alcançando 26,53 milhões de toneladas. O consumo mundial também foi ajustado para cima, em 130 mil toneladas. Com isso, a relação estoque/uso global subiu levemente, passando de 64% para 65%. Baixistas 3 - China e Índia seguem relativamente quietas nas importações, porque ainda contam com oferta doméstica abundante. Baixistas 4 - O mercado continua muito concentrado em compras de curto prazo. O relatório semanal dos EUA mostrou apenas 14,1 mil fardos de vendas para 2026/27, bem abaixo do volume negociado para a safra corrente. Baixistas 5 - Apesar da alta semanal, o mercado segue muito dependente de fatores externos ao algodão. Petróleo, dólar, fertilizantes, guerra no Oriente Médio e fretes ainda exercem pressões difíceis de medir. Brasil - O relatório do USDA não apresentou alterações neste mês para o Brasil. A produção brasileira foi mantida em 4,25 milhões de toneladas, enquanto as exportações seguem projetadas em 3,16 milhões de toneladas no ciclo. Considerando estoques de passagem de 1,09 milhão de toneladas, a relação estoque/uso permanece em 28%. EUA 1 - Para a safra 2025/26 dos Estados Unidos, o WASDE do USDA não trouxe mudanças em relação ao mês anterior. A produção norte-americana segue estimada em 3,03 milhões de toneladas. Os estoques finais permanecem próximos de 1 milhão de toneladas, enquanto a relação estoque/uso continua em 32,4%. China 1 - O relatório de abril do USDA projeta produção de 7,80 milhões de toneladas. Mesmo com a safra maior, o USDA também elevou a previsão de importações em 90 mil toneladas e revisou o consumo para cima em 110 mil toneladas. Apesar desses ajustes, os estoques finais chineses ficaram praticamente estáveis, com acréscimo de 40 mil toneladas, mantendo a relação estoque/uso em 80%. China 2 - Os futuros de algodão na bolsa de Zhengzhou registraram leve queda ao longo da semana, acompanhados por redução no volume negociado e no interesse em aberto. O China Cotton Index também recuou, encerrando o período em 16.712 yuans por tonelada. China 3 - Apesar da queda, o mercado segue sustentado por custos mais altos e perspectiva apertada para fibras longas. Ainda assim, as vendas de fios continuam lentas e as fiações demonstram cautela em relação à demanda para abril. Paquistão 1 - O plantio do algodão avançou mais lentamente nos últimos dias devido a condições climáticas adversas em algumas regiões produtoras. O cenário pode resultar em novos atrasos no plantio nas principais áreas de cultivo. Paquistão 2 - Negócios de algodão em caroço da nova safra foram reportados na semana a cerca de Rs. 10.000 por 40 quilos para entregas no fim de maio. Os preços elevados para a nova temporada, somados à recente alta da pluma remanescente da safra anterior, são apontados como sinais positivos. Turquia - As importações de algodão bruto somaram cerca de 96.680 toneladas em fevereiro, o maior volume mensal desde junho de 2025. As compras superaram 483.000 toneladas, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, com o Brasil respondendo por 44% do total, seguido pelos EUA (21%). Preços - Consulte a tabela de cotações abaixo. Quadro de cotações para 09.04 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

Nota oficial: Abrapa e ANEA alertam para impactos de mudanças na tributação de remessas internacionais
07 de Abril de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA) em linha com manifestações já apresentadas pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), acompanham com preocupação a possibilidade de revisão da tributação sobre remessas internacionais de até US$ 50. A eventual redução ou extinção dessa tributação pode intensificar a entrada de produtos têxteis importados no país, majoritariamente de origem sintética e derivados de combustíveis fósseis. Esse cenário tende a ampliar a concorrência com a indústria nacional, comprometendo condições isonômicas de competitividade, além de gerar impactos ambientais e à saúde humana. Avanço das importações e perfil das fibras As importações têxteis cresceram de cerca de 1,1 milhão de toneladas em 2015 para mais de 2 milhões em 2024, incluindo fibras, fios, tecidos e confecções. Desse total, aproximadamente 94% correspondem a fibras sintéticas e artificiais, enquanto o algodão e outras fibras naturais representam menos de 6%. Esse avanço tem provocado desequilíbrio no consumo de têxteis no Brasil, levando a uma queda expressiva e contínua da participação das fibras naturais nos produtos acabados consumidos no país: ela caiu de 42% para 27%, mesmo com o aumento da produção nacional de algodão. Em contrapartida, o consumo de fibras sintéticas cresceu quase 70%, impulsionado principalmente pelas importações. Impactos ambientais e à saúde humana A ampliação desse fluxo tende a aumentar a geração de resíduos persistentes e microplásticos. Estimase que cerca de 35% dos microplásticos presentes nos oceanos tenham origem em têxteis sintéticos. Além disso, estudos recentes apontam possíveis riscos à saúde humana, com a presença de microplásticos no organismo associada a processos inflamatórios, doenças cardiovasculares e impactos nos sistemas imunológico e endócrino. Impactos econômicos e sociais No campo econômico e social, a possível redução da tributação pode pressionar a indústria têxtil nacional e reduzir o valor agregado do algodão brasileiro. O complexo algodão-têxtil gera cerca de 1,3 milhão de empregos formais e 8 milhões indiretos, sendo aproximadamente 60% ocupados por mulheres. Diante desse contexto, as entidades reforçam que o debate deve ser conduzido com visão de longo prazo, considerando seus impactos sobre a economia, o meio ambiente e a sociedade. Um ambiente competitivo equilibrado é essencial para fortalecer a indústria nacional, preservar empregos e avançar rumo a uma cadeia têxtil mais sustentável.

Abrapa 27 anos: A união dos produtores transformou um cenário adverso em sucesso
07 de Abril de 2026

A Abrapa comemora 27 anos neste dia 07 de abril. E, assim como os melhores tecidos de algodão, essa história é uma história tecida por muitos fios. No ano de 1999, produtores de diferentes regiões do Brasil decidiram caminhar juntos para reconstruir e renovar a cotonicultura nacional. Em um momento marcado pela crise do bicudo, que devastou lavouras em todo o país, a associação nasceu com um propósito claro: somar forças para fazer o algodão brasileiro retomar sua relevância econômica, social e histórica. A união dos produtores transformou um cenário adverso em uma história de superação, organização e crescimento. O que começou como uma resposta a uma crise tornou-se um modelo de articulação setorial. As parcerias construídas com instituições de pesquisa, entidades do agro, indústria, governo e mercados internacionais fortaleceram o setor em diferentes frentes: a qualidade evoluiu diretamente no campo e passou a ser atestada por análises confiáveis e padronizadas; saímos na frente na produção com certificação socioambiental, com a criação do Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), em 2012; e nos tornamos referência em rastreabilidade, acompanhando o algodão da semente ao guarda-roupa. Os resultados desse esforço foram colhidos ao longo dos anos e em 2024, chegamos ao posto de maior exportador mundial de algodão. E a Abrapa segue sendo a expressão dessa união. Mais do que representar uma commodity, é a tradução do trabalho coletivo de produtores e 11 associações estaduais que transformaram o algodão, a principal fibra natural do mundo, em presença no dia a dia, em cuidado com as pessoas, em responsabilidade ambiental e em parte essencial da identidade do brasileiro. Os desafios sempre existirão e continuarão se renovando. Mas a história da Abrapa mostra que, quando produtores caminham juntos e constroem parcerias sólidas, a capacidade de superar crises se fortalece e o futuro se constrói com mais solidez. Celebrar os 27 anos da Abrapa é celebrar a união que deu novo rumo à cotonicultura brasileira e tudo o que a força dos produtores é capaz de promover.   Gustavo Piccoli é produtor de algodão e desde 2025 ocupa o cargo de presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa).