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Abrapa leva algodão brasileiro à Expo Osaka 2025 
15 de Agosto de 2025

Na próxima semana, o Pavilhão do Brasil da Expo Osaka 2025, no Japão, abre espaço para a força do algodão brasileiro. De 18 a 23 de agosto, o Cotton Brazil, programa de promoção da pluma brasileira no exterior da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promove uma programação especial para mostrar a versatilidade, a qualidade e a sustentabilidade do produto brasileiro. A Expo, também conhecida como Exposição Universal, é realizada desde 1851, organizada pelo Bureau International des Expositions (BIE), e tem como objetivo promover o intercâmbio cultural e tecnológico entre países. A sua primeira edição ocorreu em Londres, e já passou pelo Brasil em 1922, na cidade do Rio de Janeiro, única realizada no país e na América Latina. Sua primeira edição em Osakaocorreu em 1970 e, em 2025, está sendo realizada de 13 de abril a 13 de outubro. Com o tema "Desenhando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”, a Expo Osaka recebeu até agora 15 milhões de visitantes e a previsão é chegar a 28 milhões de pessoas até outubro. “Queremos aproveitar essa grande vitrine para o mundo que é a Expo Osaka e mostrar que o algodão é a melhor alternativa para o nosso futuro, por se tratar de uma fibra têxtil natural, renovável e muito mais sustentável que as sintéticas”, explicou Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa. Destaque para o agro brasileiro Durante o mês de agosto, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) promove uma extensa programação focada no agronegócio brasileiro. Na semana de 18 a 23 de agosto, é a vez da Abrapa promover uma exposição multimídia, com painéis interativos, debates e ações de relacionamento com autoridades e empresários japoneses, brasileiros e internacionais. O poder da fibra natural A mostra Power of the Natural: From Cotton Fields to Fashion apresenta peças de vestuário que revelam diferentes usos e expressões culturais do algodão brasileiro. Entre elas, destaca-se o traje tradicional das baianas, símbolo histórico do uso do algodão no país, que pertence a Gilcilene, baiana de Salvador que trabalha com a venda de acarajé há mais de 22 anos em Luís Eduardo Magalhães. A mostra também contará com uma peça de alta costura, um vestido em renda renascença 100% algodão da grife Martha Medeiros, confeccionado artesanalmente por artesãs do Nordeste brasileiro. A marca faz parte do movimento Sou de Algodão e é conhecida pela técnica artesanal, símbolo da herança e tradição das rendeiras nordestinas no manuseio da fibra. Presenteado especialmente para a exposição, o judogi do medalhista mundial David Moura simboliza a conexão cultural entre Brasil e Japão. No judô, popularizado no Brasil pela influência da imigração japonesa, a veste é como uma extensão do corpo do atleta. Moura, um dos maiores atletas do judô brasileiro, é natural de Mato Grosso, o estado que mais produz algodão no Brasil. A mostra traz também peças confeccionadas com algodão rastreado, uma camiseta branca, uma calça e uma jaqueta jeans. Em cada etiqueta, um QR Code permite acompanhar toda a jornada do algodão, desde a fazenda onde foi cultivado até chegar à marca responsável pela criação da peça. Quem for na exposição poderá levar de brinde para casa um Furishiki. A peça tradicional da cultura japonesa, terá um toque de brasilidade por ser confeccionada no tecido Chita. Geralmente, os Furishikis são utilizados como embalagens reutilizáveis, e a depender das dobras feitas no seu tecido, podem servir como cestas, sacola e até mesmo como embrulhos para presentes mais especiais. Mulheres que tecem o futuro Como parte da programação dedicada ao algodão brasileiro na Expo Osaka 2025, o painel “Mulheres que tecem o futuro: da sustentabilidade à inovação”, acontece no dia 22 de agosto. No encontro, lideranças femininas debatem representatividade, rastreabilidade e práticas sustentáveis na cadeia do algodão. A diretora de Negócios da Apex Brasil, será a mediadora do painel que terá a participação da produtora rural e presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, e da superintendente de Projetos Estratégicos da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Lilian Kaddissi. A programação da Abrapa na Expo Osaka é realizada pelo Cotton Brazil, programa de promoção do algodão brasileiro em escala global. A iniciativa é uma parceria com a ApexBrasil e com apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 15/08/2025
15 de Agosto de 2025

Destaque da Semana - Esta semana teve relatório mensal do USDA mostrando produção global menor e consequentemente menores estoques finais. Mercado ainda operando em um intervalo muito estreito (67–69 centavos) com as incertezas do cenário geopolítico global. Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 14/ago cotado a 67,68 U$c/lp (+1,9% vs. 07/ago). O contrato Dez/26 fechou em 69,47 U$c/lp (+1,2% vs. 07/ago). Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 702 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 14/ago/25. Altistas 1 - O relatório de oferta e demanda do USDA de agosto trouxe uma inesperada redução na projeção da safra dos EUA de 301 mil tons, para 2,88 milhões de tons. Altistas 2 - Clima adverso nos EUA: seca intensa e calor extremo, risco de queda de maçãs, reduzindo potencial produtivo.  Além disso a temporada de furações é sempre uma ameaça. Altistas 3 - Oferta futura mais apertada: de mar/26 a jul/26, vendas “on call” mais que o dobro das compras, o que dá suporte aos preços nesse período. Altistas 4 - Apesar da leve alta recente, fiações seguem com estoques baixos e fixando contratos, o que indica interesse contínuo em assegurar algodão. Altistas 5 - EUA e China anunciaram esta semana que a “trégua” na guerra comercial será prorrogada até 10 de novembro. O comunicado indicou que as discussões até agora foram produtivas, mas ainda não houve acordo de como resolver a disputa. Baixistas 1 - Embora a prorrogação da “trégua” entre as duas potências tenha sido bem recebida pelo mercado por evitar o retorno imediato a tarifas proibitivas, a extensão fará com que a incerteza persista, podendo impactar os pedidos de Natal. Baixistas 2 - Grande pressão vendedora com a chegada de safra recorde do Brasil, ainda em boa parte não comercializada e de uma grande safra australiana sendo beneficiada. Baixistas 3 - Desequilíbrio nas posições on call (dez/25): compras “on call” (6,82 milhões de fardos) muito maiores que vendas (2,14 milhões), o que pode gerar fixações e pressão de baixa se os preços subirem.  Compras “on call” são vendas de produtores ainda a fixar no mercado. Baixistas 4 - Cenário macroeconômico incerto com petróleo em queda, sinalizando possível desaquecimento econômico. Brazilian Cotton School 1 - As inscrições para a 3ª turma do Brazilian Cotton School estão abertas, com aulas de 9 a 27 de março de 2026. Pela primeira vez, a escola aceitará participantes internacionais, caso haja demanda significativa. Brazilian Cotton School 2 - A programação inclui 120h/aulas presenciais, divididas entre Brasília e São Paulo, com visitas técnicas a fazendas produtoras, ao CBRA e ao Porto de Santos. Interessados podem se inscrever até 30/out pelo site www.braziliancottonschool.com.br. China 1 - O Ministério do Comércio chinês anunciou em 11/ago a prorrogação até 10/nov da suspensão de tarifas elevadas sobre produtos comercializados entre China e EUA, permitindo novas negociações. China 2 - As tarifas vigentes permanecem em 30% sobre produtos chineses importados pelos EUA e 10% sobre mercadorias americanas importadas pela China. Vietnã 1 - Importações vietnamitas de algodão totalizaram 144,7 mil tons em julho (-9% vs junho, +31% vs 2024). EUA lideraram com 55% (79,3 mil tons), seguidos por Brasil (19% / 27,9 mil tons) e Austrália (13% / 19,2 mil tons). Vietnã 2 - No acumulado da safra 2024/25, as importações atingiram 1,74 milhão tons (+21% vs 2023/24). Os EUA lideraram com 37% do volume total, enquanto Brasil respondeu por 31% e Austrália por 15%. Austrália 1 - A colheita de algodão está praticamente concluída na Austrália, com 75% da safra já beneficiada. Previsão de conclusão até início de outubro. Austrália 2 - As exportações de algodão totalizaram 128.868 tons em junho (+220% vs maio, -9% vs jun/2024). China liderou como principal destino (23%), seguida por Índia (20%) e Vietnã (18%). Austrália 3 - No acumulado de 11 meses, as exportações australianas somaram 966.523 tons (-10% vs 2023/24). China absorveu 26% do volume, Vietnã 24%, enquanto a Índia elevou sua participação de 4% para 13%. Exportações 1 - O Brasil bateu novo recorde histórico nas exportações de algodão em 2024/25, com 2,83 milhões tons embarcadas (+6% vs 2023/24), mantendo o título de maior exportador mundial. Exportações 2 - Neste ciclo, o Vietnã liderou as importações (19%), seguido por Paquistão (17%) e China (16%). Destaque para o crescimento nas vendas para Índia (+1.777%), Egito (+332%) e Paquistão (+200%). Exportações 3 - Apesar da queda na importação para a China (de 3,26 milhões tons para 1,12 milhão tons), o Brasil manteve a liderança no fornecimento ao país - que absorveu 16% dos embarques, ficando em terceiro lugar entre os importadores. Exportações 4 - Nos portos, Santos segue absoluto com 94% dos embarques. No entanto, Salvador triplicou o volume e São Francisco do Sul aumentou em 4,5 vezes a movimentação no ano comercial. Exportações 5 - As exportações brasileiras de algodão somaram 17,2 mil tons nas duas primeiras semanas de agosto. A média diária de embarque foi 43,4% menor que no mesmo mês em 2024. Colheita 2024/25 - Até ontem (14), foram colhidos no estado da BA 57,9%, GO 74,55%, MA 70%, MG 70%, MS 89%, MT 40%, PI 86,9%, PR 95% e SP 95%. Total Brasil: 46,79% Beneficiamento 2024/25 - Até ontem (14), foram beneficiados nos estados da BA 34%, GO 30,55%, MA 14%, MG 35%, MS 33,4%, MT 8%, PI 35,2%, PR 90% e SP 91,5%. Total Brasil: 15,14% Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 14-08 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

O uso da tecnologia blockchain na rastreabilidade do algodão brasileiro
15 de Agosto de 2025

O algodão é a fibra têxtil vegetal mais comercializada no mundo, sendo o Brasil o terceiro maior produtor global, exportando essa matéria-prima para mais de 150 países. No cenário internacional, há uma crescente exigência por práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade social e ambiental. Nesse contexto, a BCI - Better Cotton Initiative surge como referência mundial de sustentabilidade no setor algodoeiro, com o objetivo de melhorar o algodão tanto para os agricultores quanto para todos os interessados em seu futuro. A iniciativa também promove o cultivo sustentável e busca padronizar os processos por meio da criação de normas, princípios e critérios. No Brasil, o setor é liderado pela ABRAPA - Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, que, entre seus pilares de atuação, destaca-se pela ênfase na rastreabilidade, permitindo traçar um mapa fiel da produção do algodão nacional, por meio de duas iniciativas: o SAI - Sistema Abrapa de Identificação e a SouABR - Algodão Brasileiro Responsável. Desse modo, o presente artigo discute como a tecnologia blockchain se consolida como instrumento jurídico e tecnológico fundamental para garantir a rastreabilidade segura da cadeia do algodão, respondendo às demandas globais por sustentabilidade e governança. A iniciativa SAI desenvolveu um sistema que, por meio de uma etiqueta de identificação semelhante ao "CPF", permite rastrear com exatidão o fardo: da fazenda onde foi colhido, à usina de beneficiamento, passando pelo laboratório responsável pela análise da qualidade da fibra. Entre suas vantagens, destacam-se o sistema único e confiável de identificação dos fardos, a agilidade na obtenção dos resultados de classificação pelos laboratórios e facilidade da comercialização nos mercados interno e externo. Já a iniciativa SouABR é a pioneira na rastreabilidade em larga escala da indústria têxtil brasileira por meio da tecnologia blockchain. A partir de um QR Code na etiqueta da peça de roupa, o consumidor consegue acompanhar toda a trajetória da peça, desde o plantio do algodão certificado até o produto final. Nesse ínterim, cabe esclarecer o conceito de blockchain; entretanto, é imprescindível explicar, antes mesmo, o que é o Bitcoin. O conceito de Bitcoin está apoiado em três grandes pilares: hardware, software e criptoativo. O hardware compreende o conjunto de dispositivos físicos que formam uma rede de computadores descentralizada que servem como mineradores ou validadores, enquanto o software refere-se à blockchain, ao gerador de pares de chave e às regras do protocolo. Por fim, o criptoativo é o pagamento do software para o hardware e desempenha a função de moeda em um sistema de pagamentos. Portanto, quando nos referimos a blockchain, tratamos de um componente do Bitcoin enquanto software. A blockchain é uma rede descentralizada e distribuída por computadores, que registram de forma imutável, transparente e segura dados, informações e operações. Sendo assim, uma tecnologia de registro distribuído, público, pseudônimo e auditável, que funciona como livro razão. O principal diferencial da blockchain é que não existe autoridade central ou intermediário, portanto, a confiança está exclusivamente na tecnologia. A partir da blockchain do Bitcoin, surgiram diversas redes blockchain que funcionam de maneiras diferentes. A iniciativa SouABR utiliza a blockchain da Polygon para fazer o registro da cadeia de suprimentos, essa rede é uma sidechain da blockchain Ethereum, ou seja, funciona de forma paralela à rede principal. A blockchain da Ethereum inovou implementando na sua estrutura a possibilidade de criar um código computacional executável, que seriam os smart contracts. O conceito de smart contracts, embora a expressão possa ser traduzida literalmente como "contratos inteligentes", esse não se enquadra como categoria contratual nos moldes do ordenamento jurídico brasileiro, em síntese, são cláusulas de execução automática. No caso da SouABR, utiliza-se um smart contract para registrar, na blockchain, todas as etapas da cadeia produtiva do algodão, desde o plantio até a chegada da peça de vestuário no varejista. A blockchain funciona como livro-razão, cuja versão original está em todos os nós da rede. As regras de funcionamento do protocolo garantem a execução, validando a ordem de inserção dos dados e operações com transparência. Dessa forma, qualquer interessado pode acessar essas informações de forma segura. Além disso, a própria estrutura descentralizada da rede torna praticamente inviável e extremamente onerosa qualquer tentativa de violação, o que garante elevados níveis de segurança e confiabilidade. Por fim, a integridade dos registros é preservada por meio do mecanismo de consenso entre os validadores, que atestam a autenticidade de cada bloco incluído na cadeia. Assim, a iniciativa utiliza a tecnologia fazendo o registro dos dados em blocos que juntos formam uma rede, cada bloco é autenticado, validado e colocado em sequência, de forma imutável e inviolável. Cada bloco na rede contém uma lista de transações com timestamp, indicando a data e hora exatas. Portanto, o registro se torna uma prova concreta e cabal resistente a adulteração. Diversos países já reconheceram a validade jurídica da tecnologia blockchain e regularam a matéria, contudo, há ainda um longo caminho a ser percorrido. No Brasil, a matéria ainda está em processo de regulação, sendo tema de diversas consultas públicas do BACEN - Banco Central e de resoluções da CVM - Comissão de Valores Mobiliários, além da sanção da lei 14.478/22 que dispõe sobre a regulamentação das prestadoras de serviços de ativos virtuais. De acordo com Freire (2021), a natureza jurídica da blockchain, considerando apenas o aspecto da tecnologia distribuída e descentralizada de registro eletrônico de dados deve ser definida juridicamente como "obra", pois trata-se de uma criação intelectual do domínio científico expressa por meio de código e da internet, nos termos do art. 1º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos. Quanto a natureza jurídica do smart contract, essa não é cristalina, segundo Leandro Gobbo (2023, v.22, p.25): "smart contracts são instrumentos cujo objetivo é viabilizar a realização de negócios diferidos no tempo, formalizados por meio de código de computador, escritos em linguagem formal e de exequibilidade automática." Além disso, o registro em blockchain consolida-se como prova digital dos atos jurídicos ao longo da cadeia de suprimentos, preservando as posições jurídicas envolvidas. Não obstante, o próprio CPC, no art. 369, permite o emprego de qualquer meio de prova para corroborar a verdade dos fatos. Por sua vez, a blockchain também garante a cadeia de custódia da prova, por conta das características intrínsecas da própria tecnologia que geram uma lista de transações por ordem cronológica, que são auditáveis, transparentes e seguras, atendendo aos critérios de cronologia, integridade, autenticidade e idoneidade da prova, previstos do art. 158-A e seguintes do CPP. A aplicação da tecnologia blockchain no rastreio do algodão brasileiro representa um marco na modernização da produção têxtil. As iniciativas SAI e SouABR demonstram como a inovação pode atender às crescentes demandas por sustentabilidade, confiabilidade e governança no mercado global. O uso da tecnologia blockchain como instrumento de registro da cadeia de suprimentos tem potencial para transformar as relações comerciais, fortalecendo os vínculos entre todos os agentes da atividade produtiva. A regulação ainda é uma incógnita, mas o potencial transformador dessa tecnologia em todas as áreas é imensurável, uma vez que o presente artigo tratou da tecnologia somente no viés do registro, cuja viabilidade jurídica foi demonstrada ao longo do texto. Portanto, é inevitável o uso da blockchain nas atividades produtivas, não sendo possível ignorá-la em detrimento do crescimento econômico. Assim, no futuro próximo, espera-se a integração entre a tecnologia e a regulação. Rafaela Montanari Aguiar Rey Lima Advogada, formada em Direito pelo UniCEUB, pós-graduada pela Residência Jurídica do Programa de Carreiras da OAB/DF e, atualmente, cursando MBA em Blockchain e Criptoativos pela Trevisan.

15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão já tem data e local definidos
14 de Agosto de 2025

Na sua 15ª edição, o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que acontecerá na capital mineira, Belo Horizonte, já começou a ser organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Com data marcada para os dias 22 a 24 de setembro de 2026, o evento será sediado no Expominas BH, local que reflete a importância e a relevância do Congresso. Nesta edição, o CBA pretende alcançar o maior número de participantes e expositores dos últimos anos. Em 2024, o Congresso contou com a presença de 3.327 congressistas inscritos.  Sucesso com recorde histórico Na 14ª edição, realizada em Fortaleza (CE), o CBA bateu recordes de patrocinadores, expositores e participantes, reunindo 4.200 visitantes, entre agricultores, executivos e pesquisadores. A programação incluiu 114 palestras, 6 plenárias e 19 hubs temáticos relacionados à cadeia produtiva do algodão. Além disso, foram apresentados 288 trabalhos científicos que trouxeram atualizações para o setor, abrangendo desde a semente até os diversos usos industriais do algodão. Tradição mineira em destaque Minas Gerais é um dos estados brasileiros mais reconhecidos pela produção têxtil. O Norte de Minas figura entre as maiores regiões produtoras de algodão do país, responsável por cerca de 65 mil toneladas de pluma, na safra 2023/2024. Com um número expressivo de indústrias e microempresas voltadas à confecção de roupas e acessórios de moda, as malhas produzidas no estado são importantes impulsionadoras do desenvolvimento econômico do Sul de Minas, consolidando a região como referência nacional no setor. Em Belo Horizonte, o comércio de roupas e tecidos é aquecido e recebe milhares de compradores e revendedores todos os anos. De acordo com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a produção algodoeira do estado é forte e inovadora. “A produção algodoeira do Norte de Minas se destaca no cenário nacional e garante ao estado o posto de terceiro maior produtor nacional. Esse desempenho é resultado da dedicação dos cotonicultores mineiros, que têm qualificação técnica e estão sempre em busca da melhoria contínua da qualidade da fibra”, ressaltou Piccoli. Segundo ele, “Minas Gerais é um estado estratégico para o algodão brasileiro, pois ele está envolvido em toda a sua cadeia produtiva, do cultivo ao comércio”. Comissão de experts do algodão Para a edição de 2026, a comissão organizadora do CBA será formada por profissionais experientes no setor. Com o objetivo de garantir a representatividade de toda a cadeia produtiva, a comissão contará com sete membros, entre produtores, lideranças e especialistas da pluma. A produtora rural e presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, será uma das duas mulheres que integrarão a comissão responsável pela 15ª edição do CBA. Para Zanotto, o Congresso é o maior ponto de encontro da cadeia do algodão no Brasil. Ela também destacou que, neste ano, o evento tende a ampliar seu alcance. “A cada edição, vemos avanços nas discussões sobre inovação, sustentabilidade, mercado e políticas públicas, reunindo produtores, pesquisadores, empresas e instituições em um mesmo propósito. Isso fortalece a competitividade do nosso algodão, amplia nossa visibilidade no cenário nacional e internacional e inspira novas gerações a se engajarem nessa cadeia que move a economia e gera impactos sociais positivos em todo o país”, afirmou. Como integrante da comissão organizadora, Zanotto disse estar otimista: “Tenho certeza de que a próxima edição vai superar expectativas e deixar um legado ainda mais forte para a cotonicultura brasileira”. Quem fará parte da comissão organizadora do CBA 2026? Gustavo Viganó Piccoli Produtor rural e pioneiro no cultivo de algodão no município de Sorriso (MT). Com 25 anos de atuação no agronegócio, cultiva algodão, soja e milho. Presidiu a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e integrou diretorias de cooperativas agrícolas como COOAMI e Coabra. Após dois mandatos como vice-presidente, assumiu em 2024 a presidência da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), comprometido em manter os padrões de confiança e sustentabilidade que consolidaram a entidade como referência no setor. Alessandra Zanotto Costa Produtora rural e sócia-diretora no Grupo Zanotto, tem fortalecido sua liderança no agro pautada no empoderamento feminino em posições de decisão. Integra os comitês Women in Cotton da International Cotton Association (ICA) e Forbes Mulher Agro, representando o Brasil. Em janeiro de 2025, tornou-se presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), após passagem como vice-presidente e como conselheira fiscal da Abrapa. Sob sua liderança no Grupo Zanotto, destaca-se a gestão com foco em sustentabilidade (econômica, ambiental e social) e governança. Carlos Alberto Moresco Administrador de empresas com trajetória consolidada em gestão e agricultura sustentável. Atua como diretor de carga da GM Agrícola e Algodoeira há 17 anos e já presidiu a Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e o Instituto Goiano de Agricultura (IGA) por seis anos. Atualmente é o 1º Secretário da Abrapa. Marcelo Duarte Mestre em Comércio Agrícola pela Lincoln University (Nova Zelândia), possui MBA pela FGV e foi pesquisador visitante na Universidade de Illinois, após graduar-se em Administração pela UFMT. Atualmente, exerce o cargo de diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e integra conselhos ligados ao agronegócio no Brasil e no exterior. Na função, coordena o escritório avançado da Abrapa em Singapura e lidera o Cotton Brazil, programa internacional de desenvolvimento de mercado do algodão brasileiro. Marcio Portocarrero Engenheiro agrônomo com mais de 45 anos de experiência. Pós-graduado pela OEA em Desenvolvimento Regional e pelo Instituto Histradut (Israel) em Agroindústria e Cooperativismo. Já foi Secretário Nacional de Desenvolvimento Agropecuário e Secretário de Meio Ambiente, Cultura e Turismo de MS. Desde 2011, é Diretor Executivo da Abrapa. Orcival Gouveia Guimarães Produtor rural, empresário agropecuário e sócio proprietário da Guimarães Agropecuária e Boa Esperança Agropecuária. É presidente da AMPA (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão), representando o setor em âmbito estadual e nacional, com ampla experiência em gestão agrícola. Silmara Ferraresi Bacharel em Letras pela Uneb, com MBA em Liderança, Inovação e Gestão 3.0, além de especialização em ESG e Reputação. É diretora de Relações Institucionais da Abrapa e, desde 2016, gestora do movimento Sou de Algodão. Para acompanhar todas as novidades sobre o CBA, siga a página oficial no Instagram: @congressodoalgodao

Haddad faz aceno ao setor algodoeiro durante o lançamento do Plano Brasil Soberano
14 de Agosto de 2025

Na tarde desta quarta-feira,13/08, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um aceno ao setor algodoeiro, no seu discurso durante o lançamento do Plano Brasil Soberano. O plano, que oferece alternativas aos setores da economia que estão sendo diretamente afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, foi publicado como Medida Provisória que, além de garantir linhas de crédito, também traz outras propostas que podem mitigar, a curto e médio prazo, os problemas gerados pela reorganização da economia global. Dentre as propostas, o monitoramento dedicado, que reconhece a vulnerabilidade gerada pelo cenário econômico aos setores indiretamente afetados, pode incluir a cadeia do algodão nas medidas de contenção dos danos. Confira os principais pontos do plano: Acesso a linhas de crédito privilegiadas A MP libera R$ 30 bilhões para exportadores afetados, esses recursos são destinados ao Fundo Garantidor das Exportações e estarão disponíveis a custo reduzido, o que proporciona fôlego financeiro aos setores. Seguro-exportação fortalecido A criação de um sistema robusto de seguro para exportadores, com apoio de fundos garantidores, amplia a segurança frente aos riscos do comércio internacional. Isso é especialmente relevante para produtos sujeitos a oscilações de demanda e preços. Ampliação do Reintegra — incentivo tributário O programa Reintegra, que devolve parte dos tributos incidentes sobre exportações em forma de crédito tributário, será ampliado. Isso pode reduzir os custos totais de exportação. Compras governamentais e flexibilidade regional A MP autoriza que estados e municípios comprem produtos que originalmente seriam exportados, como perecíveis, ainda que o destaque tenha sido para esse tipo de alimento, o mecanismo pode, em tese, ser estendido ou adaptado para outros produtos estratégicos.

Brasil mantém liderança mundial nas exportações de algodão pela segunda temporada seguida e mira expansão sustentável
13 de Agosto de 2025

A conquista, alcançada pela primeira vez no ano comercial anterior, representa não apenas um avanço em volumes embarcados, mas também a maturidade de um setor que alia tecnologia, sustentabilidade e estratégia comercial para se destacar entre os maiores players globais. Em entrevista exclusiva ao Broto, Marcio Portocarrero, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), comenta que essa liderança coroa um modelo produtivo altamente profissionalizado. “Mais do que volume, essa conquista reflete um modelo de produção sustentável e rastreável, coordenado pela Abrapa em parceria com as associações estaduais. O protagonismo brasileiro amplia nossa presença em mercados exigentes e posiciona o Brasil como referência global”, afirma. O programa Cotton Brazil, idealizado pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), tem papel central nesse resultado. Lançado em 2020 para promover a pluma brasileira no mercado internacional, o programa nasceu com a meta de tornar o Brasil líder nas exportações até 2030. A meta, no entanto, foi antecipada em seis anos — um indicativo da eficácia da iniciativa. De acordo com Marcelo Duarte Monteiro, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, o Cotton Brazil mapeou os dez maiores mercados importadores do mundo — entre eles Bangladesh, China, Vietnã, Paquistão e Indonésia —, responsáveis por mais de 90% das compras globais. “Com missões internacionais, comunicação qualificada e um escritório em Singapura, conseguimos promover não só a fibra brasileira, mas também defender o algodão como uma fibra natural de excelência”, explica. Em 2024/25, o Brasil exportou 2,837 milhões de toneladas de algodão em pluma, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos e consolidando a liderança global. Tal volume, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO, representa ainda um aumento de 0,1% ante 2023/24. Essa praticamente manutenção acontece sem comprometer o abastecimento interno: “Atendemos 99% da demanda das indústrias têxteis brasileiras. O consumo doméstico está em torno de 720 mil toneladas, e a produção nacional permite atender ambos os mercados com segurança”, afirma Portocarrero. Diferenciais competitivos: rastreabilidade e sustentabilidade Um dos grandes trunfos do algodão brasileiro está na capacidade de garantir a rastreabilidade e a certificação socioambiental de grande parte da safra. Segundo Portocarrero, mais de 85% da produção nacional passa por auditorias em critérios ASG, e 100% dos fardos são rastreados por meio do Sistema Abrapa de Identificação (SAI), que utiliza QR codes e códigos de barras padronizados pela GS1 Brasil. Esse sistema permite rastrear a fibra desde a origem, com informações detalhadas sobre a fazenda produtora, certificações, unidade de beneficiamento e qualidades intrínsecas da pluma. “Trata-se de um diferencial competitivo que garante transparência e atende às demandas de um mercado cada vez mais exigente”, afirma Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa. Sou de Algodão: aproximação com o consumidor No mercado interno, o movimento Sou de Algodão, criado pela Abrapa em 2016, vem construindo uma nova percepção sobre a fibra junto ao consumidor final. A iniciativa atua na valorização da moda consciente e da produção responsável, conectando a cadeia produtiva com marcas, estilistas, universidades e o público geral. O projeto já conta com quase 1.800 marcas parceiras, mais de 110 milhões de tags distribuídas e parcerias com 14 universidades e 17 instituições. “A moda é uma poderosa ferramenta de comunicação, e o Sou de Algodão nos ajuda a mostrar ao consumidor que ele pode fazer escolhas mais responsáveis. Com um simples QR code na etiqueta da roupa, é possível saber toda a origem da peça”, destaca Silmara. Além da atuação nas passarelas da São Paulo Fashion Week e no e-commerce — com loja própria no Mercado Livre —, o movimento lançou o programa SouABR, que une rastreabilidade digital com certificação socioambiental. O piloto já envolveu 99 fazendas, 79 produtores, milhões de quilos de fios e centenas de milhares de peças rastreadas. “É um marco que reforça nosso compromisso com a moda ética e transparente”, complementa Silmara. Produção tecnificada e diversificada Embora haja uma concentração significativa da produção nos estados de Mato Grosso e no oeste da Bahia, a Abrapa busca incentivar e ampliar a cotonicultura em outras regiões do Brasil, superando a alta complexidade técnica e os elevados investimentos que a cotonicultura exige em maquinário, manejo e controle fitossanitário. Nessa linha, estados como Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Piauí e Ceará têm recebido investimentos em capacitação técnica, transferência de tecnologia e infraestrutura de escoamento. “Temos bons exemplos em Catuti (MG) e Guanambi (BA), onde pequenos produtores se organizaram em cooperativas e obtêm bons resultados”, relata Portocarrero. Paralelamente, grandes produtores vêm investindo em tecnologias inovadoras, como biofábricas para controle biológico de pragas, drones para aplicação dirigida e uso de ferramentas de georreferenciamento para aumento da eficiência, o que também contribui positivamente para a expansão da cadeia. Segundo Portocarrero, essas práticas já permitem a substituição de até 24% dos defensivos químicos por insumos biológicos, percentual esse que deverá continuar crescendo progressivamente nos próximos anos. Selo ABR: agregando valor à lavoura Um dos pilares do modelo produtivo brasileiro é o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que certifica as boas práticas trabalhistas e ambientais das propriedades produtoras. Segundo Portocarrero, a certificação melhora a gestão, aumenta a produtividade, reduz riscos legais e fortalece o acesso a mercados mais exigentes. “Além disso, o processo contribui para o engajamento das equipes e a adoção de tecnologias mais sustentáveis”, explica. Atualmente, cerca de 83% da produção brasileira é certificada pelo ABR e também licenciada pelo programa internacional Better Cotton. Aproximadamente 93% da safra nacional é cultivada com água da chuva — outro diferencial relevante em tempos de escassez hídrica em outras partes do mundo. Expansão com cautela e foco em novos mercados Apesar do avanço nas exportações, a Abrapa defende que o crescimento do setor ocorra com responsabilidade e planejamento de mercado. Isso porque a demanda global por algodão está relativamente estável há mais de 12 anos, enquanto as fibras sintéticas seguem crescendo a taxas superiores a 5% ao ano. “Não podemos incentivar uma expansão descontrolada. O mundo precisa voltar a consumir mais fibras naturais para que haja espaço para mais algodão”, alerta Portocarrero. Nesse sentido, a entidade tem defendido campanhas globais de conscientização sobre os impactos ambientais das fibras sintéticas, que derivam de combustíveis fósseis e geram microplásticos. “Acreditamos que o algodão, por ser renovável, reciclável e de menor impacto ambiental, tem um papel central na construção de uma moda mais ética e sustentável”, diz.

3ª turma da Brazilian Cotton School está com inscrições abertas
11 de Agosto de 2025

Estão abertas oficialmente as inscrições para terceira turma da Brazilian Cotton School, com aulas previstas entre os dias 9 e 27 de março de 2026. A primeira semana de aulas ocorre em Brasília (DF), na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e, as duas semanas seguintes, em São Paulo (SP), totalizando em mais de 120 horas de aulas presenciais. Dentro do cronograma de ensino do curso, os alunos têm acesso a materiais exclusivos, com temas que vão, desde a história do algodão no mundo, até a negociação de um contrato futuro na bolsa de valores, passando por planejamento agrícola e financeiro da produção, plantio e cuidados na lavoura - incluindo sementes, fertilizantes e crop protection -, além de noções sobre colheita e benefício. Na última edição, mais de 50 mentores ministraram as aulas, com nomes importantes de dentro da cadeia do algodão. A turma também teve acesso a abordagens de aspectos jurídicos, financeiros e fiscais do setor no Brasil e no mundo, como a arbitragem, conhecimento sobre tradings, inovação, qualidade da fibra, logística, armazenamento, controle e opções (hedge school). O público-alvo da escola é formado por representantes da produção agrícola, beneficiamento, indústria, comerciantes, consultores de mercado e governo.  “Muitos dos interessados procuram a escola por indicação dos participantes das turmas anteriores, o que nos dá a percepção de que o conteúdo e o formato do curso atingem o objetivo de oferecer uma visão inteira da cadeia do algodão, desde o plantio até a formação do fio em tecido ou malha”, declarou Jonas Nobre, diretor-executivo da escola. Uma dessas alunas é Bianca Frohlich, comercial de Originação da Metasul Comércio Ltda, que fez parte da turma de 2025. “Participar da 2ª turma do Brazilian Cotton School foi uma experiência que marcou minha trajetória de forma muito especial”, conta ela. “Tive a chance de mergulhar fundo nos temas técnicos que envolvem toda a cadeia do algodão — do campo à indústria — com uma abordagem prática, direta e conectada à realidade do mercado. Cada módulo foi uma aula, não só de conteúdo, mas também de visão estratégica”, resumiu a profissional. A aluna também cita o convívio com profissionais de diferentes áreas do setor. “Uma troca riquíssima! Foi um verdadeiro networking de valor, com conversas que viraram aprendizados, aprendizados que viraram novas formas de enxergar o negócio e colegas que viraram amigos”, declarou Frohlich. Novidade para 2026 A inovação da Brazilian Cotton School para a turma de 2026 é a abertura da escola para participantes internacionais. Caso haja um número relevante de interessados de fora do país, as aulas contarão com tradução simultânea para o inglês. Esta foi uma demanda percebida pela escola nas edições anteriores. A própria escola também nasceu a partir da demanda de produtores rurais, traders, indústria e corretores e segue modelos internacionais, sendo uma iniciativa conjunta entre a Associação Brasileira do Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). Visitas técnicas Além do conteúdo em sala de aula, o cronograma do curso inclui visitas a fazendas produtoras, ao Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), escolas técnicas e ao Porto de Santos (SP), representando uma oportunidade única para que os alunos conheçam de perto diferentes elos da cadeia do algodão brasileiro. As inscrições seguem até o dia 30 de outubro no site: www.braziliancottonschool.com.br   Informações para a Imprensa Sara Kirchhof secretaria@braziliancottonschool.com.br (11) 9 14711522  

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 08/08/2025
08 de Agosto de 2025

Destaque da Semana - Agosto marca o início oficial do ano comercial 25/26. Brasil recebe missão internacional com fiações dos países que representam 80% da demanda internacional de algodão. A missão percorreu as principais regiões produtoras do país nesta semana. Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 07/ago cotado a 66,43 U$c/lp (-1,2% vs. 31/jul). O contrato Dez/26 fechou em 68,65 U$c/lp (-0,7% vs. 31/jul). Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 691 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 31/jul/25. Altistas 1 - Os mercados financeiros chineses estão se recuperando do impacto inicial do “Tarifaço”, trazendo um otimismo cauteloso para uma possível recuperação do mercado têxtil no próximo ano. Altistas 2 - Apesar da cautela ainda predominar nas compras a médio prazo, Vietnã, Bangladesh e Indonésia têm comprado visando entrega imediata, incluindo algodão brasileiro. Altistas 3 - Na sua previsão de julho, o FMI projetou crescimento global de 3,0% para 2025 e 3,1% para 2026, uma revisão para cima em relação às previsões de abril. Baixistas 1 - Mesmo assim, esses números continuam abaixo do crescimento global de 3,3% registrado em 2024, sinalizando uma desaceleração da economia mundial. Baixistas 2 - Segundo o FMI, persistem riscos de baixa devido a possíveis aumentos de tarifas, elevada incerteza e tensões geopolíticas. Baixistas 3 - Por enquanto, a safra americana está indo bem, sem seca e em condições muito melhores que no mesmo período do ano passado. Agenda - O mercado aguarda os números de oferta e demanda de Agosto do USDA que serão divulgados na próxima terça-feira (12). Missão Compradores 1 - Delegação de representantes de fiações dos 6 maiores países importadores de algodão, que representam 80% das importações globais, participaram da 9ª edição da Missão Compradores Cotton Brazil. Missão Compradores 2 - O grupo visitou fazendas de algodão, algodoeiras e laboratórios nos estados de Mato Grosso, Bahia e Goiás ao longo da semana. Missão Compradores 3 - Comprimento, resistência e coloração da pluma agradaram Tahrin Aman, da Aman Spinning Mills, de Bangladesh. “O Brasil é um importante fornecedor e queremos comprar mais e mais deste algodão”, disse. Missão Compradores 4 - A agenda técnica terminou em Brasília com um workshop sobre qualidade e sustentabilidade do algodão Brasileiro. Missão Compradores 5 - A Missão Compradores é uma iniciativa do Cotton Brazil, sendo realizada em parceria com ApexBrasil e Anea com os objetivos de aumentar as exportações e a valorizar o algodão brasileiro. EUA - O USDA reportou estabilidade nas condições das lavouras de algodão em 3/ago, com 55% das lavouras como "boa a excelente", acima dos 45% do ano passado China 1 - As exportações chinesas de têxteis e vestuário atingiram US$ 26,766 bilhões em julho, com ligeira queda anual. Desse total, US$ 11,604 bilhões foram de têxteis e US$ 15,162 bilhões de artigos de vestuário. China 2- No acumulado de jan a jul/2025, o volume exportado chegou a US$ 170,741 bilhões, registrando crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Bangladesh 1 - Segundo notícias locais, produtos de vestuário de Bangladesh com pelo menos 20% de algodão dos EUA terão tarifa de 20% aplicada apenas sobre a parte não americana, aumentando competitividade contra Índia, Vietnã e Paquistão. Bangladesh 2 - Os exportadores precisarão comprovar a porcentagem e valor do algodão americano usado. A Associação de Fabricantes e Exportadores de Confecções de Bangladesh trabalha em sistema de documentação para atender as exigências dos EUA. Bangladesh 3 - A medida pode impulsionar a importação de algodão dos EUA para Bangladesh, com potencial para cerca de 476 mil tons após a implementação. Bangladesh 4 - Com essa nova regra dos EUA, as compras de algodão brasileiro por Bangladesh tendem a cair. Na última temporada, o Brasil foi o 2º maior fornecedor (16,11%), atrás da Índia (19,4%), com Benin (12,03%) e EUA (10,12%) em seguida. Índia 1 - O governo indiano informou que as importações de algodão do Brasil aumentaram 10x nesta temporada. Os embarques brasileiros saltaram de 11,5 mil tons em 2023/24 para 111,4 mil tons até mai/2025. Índia 2 - As compras dos EUA também dobraram, passando de 45,7 mil tons para 89,3 mil tons, com forte demanda por fibras extra longas. Índia 3 - A indústria têxtil indiana pede o fim da taxa de 11% sobre algodão importado, com produção doméstica no nível mínimo em 15 anos e preços acima do mercado internacional. Índia 4 - Os EUA anunciaram nova tarifa adicional de 25% sobre produtos indianos, válida a partir de 27/ago, elevando a carga tributária total para 50% quando combinada com tarifa já existente. O setor têxtil está entre os principais impactados pela medida. Paquistão - Setor têxtil paquistanês recebe com cautela tarifa de 19% sobre exportações para EUA, valor 10% menor que o inicialmente ameaçado, garantindo vantagem competitiva frente a outros exportadores regionais. Turquia - Os EUA anunciaram tarifa de 15% sobre produtos turcos a partir de 8/ago, com o fim da pausa prolongada em tarifas "recíprocas". A medida afetará diretamente as exportações têxteis do país para o mercado norte-americano. Exportações 1 - As exportações brasileiras de algodão somaram 127,1 mil tons em jul/2025, queda de 24% em relação ao volume exportado no mesmo mês em 2024. Exportações 2 - No acumulado de ago/24 a jul/25, as exportações brasileiras de algodão somaram 2,83 milhões tons, alta de 5,8% em comparação com ago/23-jul24. O volume exportado foi recorde. Colheita 2024/25 - Até ontem (07), foram colhidos no estado da BA 40,56%, GO 69,36%, MA 60%, MG 66%, MS 76%, MT 27%, PI 79,7%, PR 95% e SP 95%. Total Brasil: 33,56% Beneficiamento 2024/25 - Até ontem (07), foram beneficiados nos estados da BA 30%, GO 23,9%, MA 8%, MG 29%, MS 28,5%, MT 4%, PI 33,5%, PR 90% e SP 100%. Total Brasil: 11,15% Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 07-08 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com