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Coabra inaugura laboratório de análises de algodão em Sinop (MT)
27 de Novembro de 2025A Cooperativa Agroindustrial do Centro Oeste do Brasil (Coabra) inaugurou, na última terça-feira, 25/11, seu novo laboratório de análises de algodão, em Sinop (MT). O laboratório é o 13º participante do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A inauguração representa um marco para a região Norte da BR-163, uma das que mais crescem em produção de algodão no país. O evento reuniu representantes de entidades do setor, autoridades locais e cooperados. Segundo o coordenador do laboratório, Rhudson Assolari, a nova estrutura atende uma demanda dos produtores da região. “Com o aumento da produção nos últimos anos, a demanda por resultados ágeis e confiáveis também aumentou. Hoje, os cooperados têm um serviço próximo, preciso e capaz de acompanhar o crescimento da produção de algodão na região”, afirmou. Ele destaca que o laboratório “já nasceu com todos os requisitos técnicos e de credenciamento, e já se tornou uma referência na região”. O presidente da Coabra, José Moreli, explicou que a decisão de construir um laboratório em Sinop foi estratégica, já que a cidade está localizada entre as regiões Norte e Alto Norte do estado. “A Coabra resolveu investir nesse projeto de construção do novo laboratório, porque os nosso cooperados estavam fazendo as análises do algodão em diversos laboratórios. Resolvemos construir a unidade em Sinop, por ser uma região centralizada que está se tornando um polo muito importante na cultura do algodão”. Moreli ainda afirmou que existe uma boa expectativa dos associados em relação ao laboratório da cooperativa, que já inicia os seu trabalhos com todas as certificações de necessárias em dia. “Os cooperados gostaram da novidade porque, afinal de contas, o laboratório é deles. E têm todas as certificações e credenciamentos que estamos buscando. Com certeza teremos um laboratório reconhecido internacionalmente e que proverá aos associados resultados rápidos e de excelente análise e qualidade”, completou. Participação das entidades do setor A inauguração contou com a presença do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e com representantes da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA), incluindo o diretor Décio Tocantins e o vice-presidente da entidade, André Sucolotti. O evento também reuniu prefeitos, autoridades locais, cooperados, professores e representantes do Instituto Matogrossense do Algodão (IMA). Marcio Portocarrero, ressaltou a importância da expansão de laboratórios do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) no país. “Cada novo laboratório estruturado dentro dos padrões do SBRHVI representa mais segurança, transparência e competitividade para o algodão brasileiro. É um avanço para toda a cadeia. Este é o 13º laboratório de análises que participa do programa SBRHVI”, afirmou Portocarrero. Laboratório nasce alinhado ao SBRHVI e a padrões internacionais Todos os técnicos da Coabra passaram pelos treinamentos oferecidos pela Abrapa. O laboratório é integrante do Programa SBRHVI e já iniciou o processo de credenciamento do MAPA e a busca pela certificação ISO 17025. “Toda a equipe é formada, qualificada e experiente. Seguimos rigorosamente os requisitos do SBRHVI para garantir excelência e confiabilidade”, destacou Rhudson. O coordenador explica que o programa da Abrapa foi essencial para a estruturação da nova unidade. “O SBRHVI foi fundamental. Ele já oferece todos os procedimentos e padrões necessários, o que facilita muito a construção e a operação de um laboratório novo. Todo o projeto foi desenhado dentro dos pilares do programa”, disse. Estrutura e capacidade O laboratório inicia suas operações com quatro máquinas HVI Automic Q Pro, da Uster Technologies, consideradas referência mundial. A capacidade atual é de 1,2 milhão de amostras por safra, mas a cooperativa já planeja ampliar o parque de máquinas para alcançar 1,5 milhão a 1,8 milhão de amostras a partir da safra 2025/26. Segundo Rhudson, o volume de potenciais clientes também indica a necessidade de expansão. “A cooperativa tem cerca de 250 cooperados, sendo 70 produtores de algodão. Hoje atendemos, em média, 110 mil hectares, mas a demanda total passa de 200 mil hectares, por isso precisamos aumentar o número de equipamentos”, afirmou.
Abrapa realiza reunião anual com os gerentes dos laboratórios participantes programa Standard Brasil HVI
25 de Novembro de 2025Na última quarta-feira, 19/11, se reuniram na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), representantes da Uster Technologies, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e os gerentes dos 13 laboratórios que integram o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). O gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, explicou que a avaliação da conformidade dos laboratórios foi o tema que balizou o que foi discutido encontro. De acordo com Lima, “O objetivo do encontro foi avaliar o desempenho geral e individual dos laboratórios de análise do algodão, através do nível padronização e compatibilidade com os requisitos do programa SBRHVI”. O Programa Standard Brasil HVI O programa SBRHVI é focado em melhorar a confiabilidade do algodão comercializado pelo Brasil. A sua organização é baseada em 3 pilares que garantem a padronização e aumentam a transparência das análises laboratoriais. O primeiro pilar corresponde à adequação e ao alinhamento com os programas do CBRA. Nesse eixo, os laboratórios recebem padrões de referência para conferir o desempenho dos equipamentos de HVI e passam por acompanhamento contínuo. O segundo pilar concentra todos os dados de qualidade em uma base nacional que organiza essas informações e as conecta aos programas de rastreabilidade da Abrapa, assegurando que os dados das análises estejam presentes de forma transparentes para todos os participantes da cadeia. O terceiro pilar é dedicado ao apoio técnico aos laboratórios e envolve capacitações para as equipes, além do envio diário de retornos sobre as amostras de referência. A reunião anual faz parte do último pilar, por ser um momento de avaliação e feedbacks aos laboratórios. Para o gerente do laboratório da Agopa e coordenador de qualidade do laboratório da Coabra em Sinop, Rudson Assolari, a participação dos laboratórios no programa é imprescindível para a credibilidade dos resultados apresentados pelos laboratórios. “O programa dá todo o auxílio necessário para a padronização da qualidade dos laboratórios, desde a sua implementação. Todas as ferramentas que são adotadas pelo SBRHVI melhoram muito a confiabilidade e a credibilidade nos resultados que oferecemos aos produtores, que são os nossos principais clientes”, afirmou Assolari. Presença da Uster Technologies Os equipamentos da Uster Technologies são responsáveis por fazer a análise de 80% de todo algodão produzido no mundo. No Brasil, 60% das análises de amostras dos fardos são feitas com aparelhos de HVI fabricados pela empresa. Fundada na Suíça, a Uster é a maior referência global em avaliação das principais características de qualidade do algodão, e desde 2012 ela integra o grupo Toyota. O gerente de vendas da empresa na América Latina, Gregory Winiger, esteve presente na reunião para falar sobre a utilização dos aparelhos nos Brasil e da evolução da qualidade do algodão brasileiro. Nas palavras de Winiger: “O Brasil é um mercado muito importante para a Uster, especialmente nos últimos anos. O país é o exportador número um de algodão no mundo. O objetivo das visitas anuais da Uster a Abrapa é estarmos mais próximos dos nossos clientes. Estamos muito felizes em ser parceiros da comunidade algodoeira brasileira para melhorar e padronizar a qualidade do algodão.” Os laboratórios do SBRHVI pretendem expandir as suas operações a partir do próximo ano e adquirir novos equipamentos para abarcar a demanda esperada para a safra 2025/2026.
Abrapa e ApexBrasil renovam convênio do Cotton Brazil
24 de Novembro de 2025A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) formalizaram nesta segunda-feira (24) a renovação do convênio do projeto Cotton Brazil. A assinatura garante a continuidade, por mais dois anos, das ações de promoção internacional da pluma nacional em mercados estratégico. A parceria entre Abrapa, ApexBrasil e ANEA (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) é um dos principais fatores que levou o Brasil a se tornar maior exportador de algodão em 2024, antecipando uma meta inicialmente prevista para 2030. “No ano comercial 2024/25, exportamos quase 3 milhões de toneladas de pluma, gerando US$ 5 bilhões de receita somente com a exportação”, citou Gustavo V. Piccoli, presidente da associação. A assinatura ocorreu durante a inauguração do escritório avançado da ApexBrasil em Cuiabá (MT), evento que reuniu, de forma inédita, 54 adidos agrícolas brasileiros que atuam em embaixadas ao redor do mundo. “É uma estrutura muito importante. Foi com o apoio dos adidos e dos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, além da ApexBrasil, que conseguimos estruturar nossa presença física na Ásia”, comentou Piccoli. Desde 2020, a Abrapa mantém um escritório de representação em Singapura, que coordena as ações do programa Cotton Brazil. O foco é voltado para dez países estratégicos: Bangladesh, China, Coreia, Egito, Índia, Indonésia, Paquistão, Tailândia, Turquia e Vietnã. Os bons resultados colhidos são fruto de mais de duas décadas de melhorias feitas “da porteira para dentro”: seja na qualidade da pluma, no aumento da produtividade, na rastreabilidade e, principalmente, na sustentabilidade ao longo da produção. “Assim, quando vendemos o algodão, estamos promovendo um produto com certificação internacional, sustentável – e, com isso, melhoramos a imagem do Brasil no exterior”, explicou. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, concorda com esse ponto de vista. “Os produtores brasileiros gradativamente foram avançando na eficiência, na qualidade e na responsabilidade ambiental. O resultado foi a conquista de importantes espaços, como foi o caso do Egito, em 2023”, comentou. Historicamente reconhecido como o país com o melhor algodão do mundo, o Egito passou a importar pluma brasileira numa clara validação da qualidade do produto brasileiro. A presença física dos brasileiros no sudeste asiático é outro motivo para a abertura de mercados internacionais, analisou o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. “Estamos falando de um mercado muito desafiador, que é o do algodão. Secularmente esse comércio é competitivo, um mercado difícil de ocupar. Mas a Abrapa acertou na estratégia de manter seu escritório em Singapura, e tem perseverado desde então, o que explica esse sucesso”, comentou. “Fico muito satisfeito em renovar esse convênio para podermos fazer a defesa do algodão e a promoção do algodão do Brasil no mundo todo”, declarou Jorge Viana. Algodão brasileiro em números. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor e o maior exportador de algodão no mundo. No ciclo 2024/25, colheu 4,11 milhões de toneladas e exportou 2,83 milhões de toneladas. Saiba mais. O escritório avançado da ApexBrasil em Cuiabá (MT) está localizado na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), no Centro Político-Administrativo.
Abrapa publicou Relatório Mensal de Safra para novembro de 2025
24 de Novembro de 2025A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou na última segunda-feira, 24/11, seu Relatório Mensal de Safra, trazendo números que confirmam o avanço da cotonicultura nacional. Mesmo com uma queda projetada de 3,6% na produtividade por hectare (1.885 kg/ha), o país registrou recorde de produção. A estimativa aponta 4,11 milhões de toneladas, um crescimento de 11,1% em relação à safra 2023/2024. O volume robusto também deve elevar os estoques finais, previstos em 796 mil toneladas até julho de 2025, registrando uma alta de 58% sobre o ciclo anterior. No comércio exterior, o relatório projeta para 2025/2026 exportações de 3,1 milhões de toneladas, avanço de 9,3% em relação ao último ano comercial. Em outubro de 2025, o Brasil embarcou 293,9 mil toneladas, 4,6% acima do mesmo mês de 2024, gerando US$ 476,9 milhões em receita. China e Índia lideraram as compras, respondendo por 46% do volume exportado no mês. Índia e Bangladesh, somadas, ampliaram as importações de algodão brasileiro em 63,4 mil toneladas na comparação com o mesmo período do ano passado. O mercado interno também mostrou dinamismo. Entre janeiro e setembro de 2025, a produção têxtil cresceu 10,8%, enquanto o setor de vestuário avançou 1,3%. No mesmo período, o setor gerou 12,9 mil novos empregos na indústria têxtil e outros 16,7 mil na confecção. As exportações brasileiras de têxteis e confecções acumularam alta de 7,9% entre janeiro e outubro de 2025. As importações do setor, por sua vez, cresceram 6,7% no período. Para saber mais informações, acesso no relatório completo no link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Relatorio_safra_Abrapa.nov2025.pdf
Inauguração de escritório da ApexBrasil marca nova fase da atuação no Mato Grosso
24 de Novembro de 2025A ApexBrasil inaugura na próxima segunda-feira (24) o escritório da Agência em Cuiabá, durante uma agenda voltada a aproximar o setor produtivo mato-grossense das oportunidades internacionais. A programação inclui encontro entre 54 adidos agrícolas, representantes de entidades e empresários do agro, além da assinatura de convênios que somam R$ 42,62 milhões para impulsionar cadeias estratégicas do estado. No mesmo evento, serão lançados programas de qualificação para empresas de diferentes portes que buscam avançar na exportação. As atividades da Agência começam com reuniões entre os 54 adidos agrícolas e representantes de setores produtivos, em uma agenda que busca colocar empresários em contato direto com quem atua na abertura de mercados e identificação de oportunidades no exterior. As atividades contarão com as presenças do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. A nova unidade funcionará na sede da Famato, no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A descentralização, relata Viana, faz parte da estratégia de aproximar serviços e inteligência de mercado de empresas locais. A instalação do escritório foi anunciada no dia 23 de setembro, após assinatura, em Brasília (DF), de um termo de cooperação entre a Famato, Ministério da Agricultura e Pecuária e a ApexBrasil. “A ApexBrasil tem que estar onde o agronegócio está. Mato Grosso é um dos motores da nossa produção, com enorme potencial de diversificar sua pauta exportadora, atrair investimentos e agregar valor à produção local. Com este escritório, queremos apoiar produtores, empreendedores e cooperativas para que ampliem sua presença internacional e aproveitem as oportunidades que o mundo oferece”, afirma. Durante a solenidade, a ApexBrasil assinará convênios com ABRAPA (Associação Brasileira de Produtores de Algodão), UNEM (União Nacional do Etanol de Milho) e IBRAFE (Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais), destinados à promoção de exportações, inteligência de mercado e expansão para novos destinos. Juntos, os acordos somam R$ 42,62 milhões. Produtor no centro e qualificação das empresas No mesmo dia, serão lançados dois programas de formação: o Qualifica Exportação, voltado a empresas já maduras no processo de internacionalização, e o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), executado em parceria com o Sebrae-MT, voltado a micro e pequenas empresas. Juntos, devem atender 150 negócios no estado, com investimento superior a R$ 2,5 milhões. O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, destaca que a chegada da ApexBrasil deve encurtar o caminho entre o campo e os mercados internacionais. “Nosso compromisso é abrir mercados e levar o nome de Mato Grosso para o mundo. Esse escritório vai dar ao produtor rural condições de competir em pé de igualdade, com suporte técnico, acesso a certificações e oportunidades que consolidam nossa posição como referência global em alimentos”, ressalta. Ele observa que a nova unidade influencia diretamente o cotidiano do setor ao transformar potencial em resultado. Segundo ele, “mais do que abrir mercados, a chegada da ApexBrasil simboliza um passo decisivo para que o produtor rural transforme potencial em resultado, consolidando Mato Grosso como motor do desenvolvimento brasileiro e referência no fornecimento de alimentos ao mundo”.
Relatório Mensal de Estatística - Novembro de 2025
19 de Novembro de 2025A Abrapa publicou nesta quarta-feira, 19/11, o Relatório Mensal de Estatística de novembro do Cotton Brazil. Após curto período de paralização dos serviços públicos do governo americano, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) voltou a publicar as previsões de safras e exportações do algodão pelo mundo. Produção nacional - Com previsão estimada em 4,08 milhões de toneladas para safra 2025/2026, a produção brasileira representa 16% de todo algodão produzido no mundo. O país mantém a sua posição como terceiro maior produtor mundial. Exportações – Apesar dos Estados Unidos terem registrado um aumento nas exportações relativas ao ano comercial 2025/2026, o Brasil segue liderando o ranking de maior exportador mundial da pluma, com estimativa de 3,16 milhões de toneladas exportadas. Oferta global – A China e os Estados Unidos registraram um aumento no volume produzido entre os meses de setembro e novembro, o crescimento foi de 217 mil e 193,9 mil toneladas, respectivamente. Importações – No mundo, Vietnã, Bangladesh e Paquistão são os 3 países que mais importaram a pluma no período entre setembro e novembro. Clientes da pluma brasileira – No acumulado de agosto a outubro de 2025, os maiores importadores do algodão brasileiro foram a China, com 112 mil toneladas. a Índia, com 92 mil toneladas e Bangladesh, com 81 mil toneladas. Essas e outras informações você pode conferir no relatório completo, disponibilizado no link abaixo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Relatorio_WASDE_USDA_IMEA_Novembro_25.pdf
Será que é de algodão? Sou de Algodão lança campanha que convida o público a olhar além da etiqueta
17 de Novembro de 2025O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), acaba de lançar a sua segunda campanha institucional do ano: “Será que é de algodão?”. A ação tem como propósito provocar a reflexão sobre o que de fato vestimos, e estimular o consumidor a checar a etiqueta das roupas antes de comprar. Com o subtítulo “Nem tudo o que parece é natural”, a campanha alerta para um hábito comum: comprar por impulso, sem atenção à composição das peças. O movimento busca chamar a atenção para as ciladas do consumo rápido, como tecidos sintéticos que imitam a maciez natural do algodão, roupas baratas que duram poucas lavagens ou causam desconforto na pele, e a falta de informação sobre o que realmente estamos levando para casa. “Queremos que o público repense a forma como escolhe suas roupas. Olhar a etiqueta é um gesto simples, mas que pode transformar o jeito de consumir moda. É um convite para olhar além da vitrine, da tendência e do preço, e enxergar o que está por trás de cada peça”, afirma Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão. Para Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, a campanha reforça o principal propósito do movimento. “O Sou de Algodão nasceu para aproximar o campo da moda, e conscientizar o consumidor sobre a importância das suas escolhas. Ao olhar a etiqueta, o consumidor valoriza o que é feito aqui, e reconhece o trabalho de quem produz com qualidade e responsabilidade”, destaca. Moda consciente começa na informação O conceito criativo da campanha “será que é de algodão?” parte da provocação para estimular uma mudança de comportamento. “A etiqueta nunca mente”, diz um dos vídeos da ação, que mostra comparações entre tecidos sintéticos e o algodão natural, destacando o conforto, a durabilidade e a versatilidade da fibra natural brasileira. O vídeo principal da campanha, criado em parceria com a Omni Filmes, foi desenvolvido com inteligência artificial, e termina com a chamada “nem tudo o que parece é natural” - um paralelo entre o conteúdo produzido e a mensagem central da campanha. Outras ativações incluem vídeos de humor, e uma edição especial do quadro “Povo Fala”, com influenciadores convidados, que abordam de forma leve e educativa a pergunta: “Você sabe do que é feita a roupa que está vestindo?”. Ações digitais e rede de parceiros Com duração de três meses (setembro a novembro), a campanha se desdobra nas redes sociais do movimento, com vídeos, desafios e conteúdos educativos. Entre as ações previstas, estão o vídeo manifesto e carrosséis educativos, corrente de marcas parceiras, artigo no blog Sou de Algodão sobre como ler as etiquetas e conteúdos com o projeto parceiro Etiqueta Certa, que reforçam a importância de se conhecer a composição e a origem das peças. Moda com origem e propósito O algodão brasileiro, natural, confortável e produzido com responsabilidade socioambiental, segue como protagonista nas campanhas do movimento. O Brasil é um dos poucos países que possuem cadeia produtiva completa, do cultivo ao tecido, e do fio à peça pronta, o que garante soberania produtiva e geração de valor. “Quando o consumidor aprende a olhar para a etiqueta, ele também passa a valorizar quem está por trás de cada etapa dessa cadeia, seja do produtor ao estilista, seja do campo à passarela. É sobre consciência, pertencimento e orgulho do que é feito aqui”, reforça Silmara. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_
Na COP30, Abrapa debate sobre o algodão brasileiro como alternativa para a moda responsável
14 de Novembro de 2025Na última quarta-feira, 12/11, o gerente de sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fábio Carneiro, coordenou o painel “O algodão como opção natural e competitiva na matriz têxtil: campo e consumidor” na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). A apresentação fez parte da programação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no espaço AgriZone. Produção têxtil com responsabilidade socioambiental Durante a sua apresentação, Fábio Carneiro destacou que o uso de fibras sintéticas pela indústria aumenta anualmente, enquanto a do algodão tende a queda. Fábio explicou que somente no ano de 2024, a produção de tecidos sintéticos como o poliéster e o nylon, liberou 222 milhões de toneladas de gases poluentes de efeito estufa. No mesmo período, as emissões de origem em fibras naturais não chegaram a 34 milhões de toneladas, o que representou uma redução nas suas emissões em 0,51%, se comparado com 2023. Carneiro relacionou essa tendência ao baixo custo de produção dos tecidos sintéticos e à mudança nos hábitos de consumo. O palestrante enfatizou outro dado relacionado ao uso da terra e à geração de empregos. O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor de algodão do planeta e o maior exportar da pluma, utilizando uma área de cultivo correspondente a apenas 0,2% de todo território nacional e gerando aproximadamente 8 milhões de empregos diretos. “A cadeia têxtil do algodão gera 1,34 milhões de empregos diretos e 8 milhões indiretos, que vão desde as fazendas, fiações e confecções até o varejo. Isso sem contabilizar as ocupações vindas a beneficiamento do caroço, que é matéria-prima para a produção de óleo de cozinha, biodiesel e ração”, afirmou Carneiro. O gerente citou a presença das novas gerações no campo como um vetor de inovação tecnológica que torna a produção do algodão mais eficiente, reduzindo expressivamente o consumo de insumos nas lavouras atuais. “Quando você chega nas fazendas, você vê caras novas, pessoas jovens querendo mostrar com tecnologia e inovação os resultados na fazenda”, ressaltou. Transparência e parceria A convite da Abrapa, a head de sustentabilidade e comunicação da C&A Brasil, Cynthia Watanabe, participou do painel e reforçou a parceria entre a marca e o programa de rastreabilidade SouABR. Os participantes abordaram o programa de rastreabilidade da cadeia de custódia do algodão como um fator de valor agregado aos produtos feitos da pluma. Watanabe explicou que as metas para aumentar o uso de matérias-primas naturais de origem susntetável, são os principais motivos que levaram a marca a aderir ao programa. De acordo com Cynthia “A C&A tem uma ambição de ter 80% do nosso uso de matérias-primas vindas de origem mais sustentável. Hoje, o algodão representa 66% do nosso share. A gente vem cada vez mais diminuindo o uso de fibras sintéticas e utilizando fibras naturais, como o algodão e a viscose.” Watanabe também afirmou que a C&A entende que economia circular e economia de baixo carbono é o futuro do setor têxtil e completou: “Para que a companhia toda se movimentasse nessa agenda, estabelecemos metas que se desdobram para toda nossa liderança, do CEO ao analista. Temos o compromisso público de reduzir de 42% das nossas emissões de escopo 1, 2 e 3.” A íntegra da apresentação da Abrapa na Cop30 está disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=ftZu06Apskc