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A colheita da nova safra de algodão avança no Brasil
28 de Julho de 2025

De acordo com a última revisão realizada pela Abrapa, a área plantada com a cultura no país deverá ser maior em relação ao ciclo 2023/2024, um aumento de 10,2%, e chegando a 2,14 milhões de hectares. Foi registrada uma pequena queda na produtividade por hectare, em comparação com o registrado em 2024. Porém, a produção total estimada continua com previsão de recorde. Influenciada pelo aumento de área plantada, espera-se que a safra alcance 3,96 milhões de toneladas de algodão, alta de 7,1% com relação a 2023/2024. Em relação às exportações, para o período comercial 2024/2025, é projetado um aumento de 4,5%, com expectativa de 2,80 milhões de toneladas a serem exportadas, de acordo com os dados da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA). No mês de junho, o Brasil exportou 132,8 mil toneladas, totalizando uma receita de US$ 213,5 milhões. No acumulado de agosto/2024 a junho/2025, o Vietnã foi o principal destino das exportações brasileiras (517 mil toneladas), representando 19% do total embarcado. Somadas, as exportações para o Vietnã e o Paquistão ultrapassaram a China como principal destino do algodão brasileiro, devido à redução de 836 mil toneladas embarcados para a China, em comparação ao mesmo período do ano passado. No Brasil, a produção têxtil teve alta de 11,8% e a de vestuário cresceu 1,8% no acumulado de janeiro a abril de 2025. O setor têxtil gerou mais 8,7 mil novos de trabalho. O setor de confecções criou 12,5 novos empregos, no acumulado de janeiro a abril de 2025. De acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil seguir como maior exportador mundial da pluma. Acesse o relatório completo aqui

Confederação Colombiana do Algodão conhece a produção da pluma brasileira e se encanta com a qualidade da fibra nacional
28 de Julho de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) recebeu na sua sede, em Brasília, representantes da Confederação Colombiana do Algodão (Conalgodón). A visita técnica, que ocorreu entre os dias 15 e 18 de julho, apresentou à comissão todo o trabalho desenvolvido pela Abrapa em prol da produção brasileira de algodão. Desafios na cotonicultura colombiana A Colômbia é um país com, aproximadamente, 18 mil hectares de lavouras de algodão. Sua produção que já foi mais pujante, vem sofrendo uma drástica redução desde a abertura econômica do país, na década de 1990. Atualmente, os produtores colombianos enfrentam desafios relacionados às pragas e à qualidade da fibra produzida. Buscando formas de sanar esses problemas e incentivar o crescimento na cotonicultura no país andino, os membros da Conalgodón vieram ao Brasil para expandirem seus conhecimentos estudando o caso de sucesso do Brasil. Visita à Abrapa A visita à sede da Abrapa contou com palestras onde os colombianos puderam entender como funciona o setor algodoeiro no país. O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, falou sobre a história da cotonicultura nacional e explicou como funciona cada programa desenvolvido pela associação para melhorar desde o plantio à promoção da fibra para os mercados consumidores. Para Portocarrero, a visita da comitiva é uma oportunidade para estreitar os laços da Abrapa com outros países sul-americanos e colaborar com o desenvolvimento da cotonicultura no mundo. “Atualmente, o Brasil é uma referência mundial na produção de algodão, e faz parte desse papel proeminente que ocupa, apresentar cases que possam disseminar o conhecimento sobre a cadeia do maior produtor da pluma no ocidente. Visando fortalecer o desenvolvimento da cotonicultura globalmente”, afirmou. Imersão no Algodão Brasileiro Além da palestra ministrada pelo diretor, os representantes conheceram o   Eles ainda participaram do último dia de Cotton Trip, dedicado às entidades governamentais e internacionais. Realizado pela Abrapa junto ao movimento Sou de Algodão, a Cotton Trip levou a comitiva para a Fazenda Pamplona, lá eles puderam aprender na prática como funciona a organização de uma unidade produtora de algodão certificado, desde a colheita até a usina de beneficiamento da pluma. Para os participantes, a tecnologia utilizada na produção brasileira, é o que garante o controle de qualidade de produção em larguíssima escala. A comitiva avaliou que esse é o grande diferencial da cotonicultura nacional, se comparada com colombina. Lá, a produção algodoeira ainda conta com colheita manual, não mecanizada. Os produtores também não têm acesso às análises de qualidade utilizando equipamentos, como o HVI.

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 25/07/2025
25 de Julho de 2025

Destaque da Semana - A falta de clareza sobre o impacto dos acordos comerciais recém-anunciados pelos EUA, a incerteza sobre as demais negociações e a indefinição da safra no hemisfério Norte contribuíram para mais uma semana de mercado estável. Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 24/jul cotado a 68,71 U$c/lp (+0,2% vs. 24/jul). O contrato Dez/26 fechou em 70,00 U$c/lp (-0,1% vs. 24/jul). Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 913 pts para embarque Ago/Set-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36)), fonte Cotlook 24/jul/25. Altistas 1 - Apesar do estado das lavouras ter melhorado nos EUA, notícias de clima quente no Texas , um dos principais estados produtores de algodão no país, e no Delta geraram certo temor no mercado esta semana. Altistas 2 - Índia e Reino Unido firmaram um acordo de livre comércio que elimina tarifas, concluindo um acordo entre duas grandes economias em um momento em que as políticas tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump, continuam a causar disrupções no comércio global. Baixistas 1 - Desafios fundamentalistas como excesso de oferta continuam pressionando o mercado. Baixistas 2 - As tensões geopolíticas aumentam a incerteza. As disputas comerciais entre EUA os demais países e as tarifas retaliatórias chinesas têm gerado alerta no mercado, enquanto as altas taxas de juros elevam os custos de produção. Brazilian Cotton Dialogues 1 - Boas práticas e preservação ambiental foram o destaque da imersão “Brazilian Cotton Dialogues”, realizada pela Abrapa/Cotton Brazil nesta semana com 15 representantes da indústria têxtil, ongs e marcas mundiais. Brazilian Cotton Dialogues 2 - Na programação, visitas a fazendas, algodoeiras e laboratórios de três dos principais estados produtores (MT, BA e GO). A iniciativa fomentou o ambiente de diálogo, em um espaço aberto a perguntas e trocas de experiências. Brazilian Cotton Dialogues 3 - Em Cuiabá, durante um workshop, foram apresentados três cases de cotonicultura sustentável realizados pela Amaggi, Scheffer e Bom Futuro. Brazilian Cotton Dialogues 4 - Participaram da missão “Brazilian Cotton Dialogues” marcas internacionais, o ITMF (principal entidade do setor têxtil global), consultores, fiações, ONGs e empresas representantes de outros elos da cadeia. Tarifas 1 - Em 1/ago, termina a moratória tarifária dos EUA para vários países, criando incertezas no mercado de algodão. As negociações com a China têm prazo até 12/ago, com esperança de extensão para evitar as tarifas de até 145%. Tarifas 2 - Maior fornecedor de algodão aos EUA em 2025, a Índia avança em negociações, mas resiste a abrir seu mercado agrícola e reduzir subsídios a produtores locais. Paquistão busca reduzir a tarifa de 29%. Tarifas 3 - Vietnã terá tarifas de 20% (produtos locais) e 40% (transbordos, visando China). Acordos bilaterais incluem a compra de US$ 3 bilhões em produtos agrícolas dos EUA, mas sem menção ao algodão. Tarifas 4 - Bangladesh teve tarifa reduzida de 37% para 35%, o que ainda pesa. Para compensar, comprometeu-se a comprar 700 mil tons de trigo dos EUA. Indonésia e UE negociam taxas menores (19% e 15% respectivamente). China 1 - A China lançou trens exclusivos para escoamento de algodão de Xinjiang em 20/jul. O objetivo é acelerar a logística e fortalecer o elo com as principais regiões têxteis do país, como Guangdong e Jiangsu. China 2 - O tempo de transporte foi reduzido de cerca de 14 dias para apenas 6 dias em rotas norte‑sul. Até agora, foram transportadas 234 mil tons de algodão, fios e tecidos de Xinjiang, consolidando a cadeia têxtil regional e reduzindo custos logísticos. China 3 - Importações chinesas de algodão em junho atingiram apenas 27,4 mil tons (mínimo histórico), com Turquia (25% do total), Austrália (23%) e Brasil (21%) como principais fornecedores. China 4 - No acumulado de 11 meses, a China importou 1,08 milhão tons (vs. 3,06 milhões em 2024). Brasil lidera (45%), seguido pela Austrália (23%), enquanto os EUA caíram de 35% para 18%. China 5 - Futuros da bolsa de Zhengzhou (ZCE) subiram 890 yuans/tonelada (6,7%) desde o fim de maio. Esta alta é impulsionada pela expectativa de oferta mais apertada no verão, após consumo maior que o previsto. China 6 -Diferença entre futuros chineses (ZCE) e de Nova York (ICE) chegou a U$c 21,5/lp. Com isso, traders estão aproveitando e fechando negócios com algodão brasileiro, mas estoques ainda estão com comerciantes locais, sem destino final às fiações. Bangladesh 1 - A Bangladesh Textile Mills Association (BTMA) protesta contra o novo imposto antecipado de 2% sobre o algodão importado e o aumento do tributo sobre fios locais, alertando para o risco de colapso da indústria. Bangladesh 2 - Em resposta às medidas, a associação suspendeu a retirada de contêineres de algodão e exigiu a revogação imediata das políticas fiscais “autodestrutivas”. Bangladesh 3 - A BTMA também cita alta nos juros bancários (até 16%), energia cara e incerteza no fornecimento como fatores que agravam a situação das fábricas têxteis. Paquistão - Os produtores de algodão do Paquistão se beneficiaram de uma estação de monções. Até agora, houve enchentes limitadas, mas com a continuidade das chuvas em várias regiões, os riscos estão aumentando. Índia - Nos primeiros dez meses da temporada, as importações de algodão pela Índia chegaram a 569.019 tons , sendo os principais fornecedores Austrália (21%), Brasil (20%) e ZFA (19%). Indonésia 1 - A Indonésia importou 38.717 tons de algodão em maio, um aumento de 43% em relação a abril e 11% ante maio/2023, com o Brasil respondendo por quase metade deste volume. Indonésia 2 - Nos primeiros 10 meses da temporada, as importações de algodão totalizaram 344.216 tons, com Brasil como principal fornecedor (44%), seguido por Austrália (28%) e EUA (17%). Coreia do Sul - No acumulado de 11 meses, as importações de algodão pela Coreia do Sul totalizaram 64.265 tons (acima das 55.810 em 2023/24), com Brasil (64%) e EUA (30%) como principais fornecedores. Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 81,9 mil tons na terceira semana de julho. A média diária de embarque é 19,4% menor que no mesmo período em 2024. Colheita 2024/25 - Até ontem (24/07) foram colhidos no estado da BA (42%), GO (55,8%), MA (50%), MG (55%), MS (57%), MT (10%), PI (63%), PR (95%) e SP (93%). Total Brasil: 20,23%. Beneficiamento 2024/25 - Até ontem (24/07) foram beneficiados nos estados da BA (19%), GO (13,5%), MA (5%), MG (19%), MS (15%), MT (0,9%), PI (28%), PR (80%) e SP (95%). Total Brasil: 6,19%. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 24-07 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

Döhler entra para o ranking das empresas mais inovadoras do Sul do Brasil
25 de Julho de 2025

A gigante têxtil Döhler acaba de receber o Prêmio Campeãs da Inovação pela conquista do 7º lugar em Santa Catarina e 25º lugar no ranking geral entre 80 empresas reconhecidas. Além disso, o case da Döhler – a primeira toalha de algodão rastreável do Brasil – foi eleito o mais inovador de SC. A entrega do reconhecimento ocorreu na tarde desta quinta-feira (24), em Curitiba (PR). Lucas Döhler, diretor industrial da companhia, recebeu os certificados e explicou aos presentes como funciona a toalha Marrocos feita parceria com o programa de rastreabilidade SouABR, da Abrapa. “Com essa iniciativa, a gente ajuda a promover uma cadeia têxtil cada vez mais responsável e entregamos valor ao cliente porque ele passa a ter acesso a todos os detalhes de cada elo produtivo", destacou Döhler. Isso porque, ao apontar a câmera do celular para o QR code presente na tag da toalha, o consumidor vai saber de qual fazenda veio o algodão, passando pela Fiação, Tecelagem até o produto chegar às prateleiras. Em cada etapa os dados são inseridos em uma plataforma que usa a tecnologia blockchain para impedir qualquer alteração. Isso significa transparência e respeito ao consumidor. A Döhler, inclusive, foi a marca com o maior número de peças rastreadas do Brasil em 2024, segundo relatório divulgado pelo SouABR. Foram, no total, 131,6 mil peças rastreadas. A premiação Com mais de 20 anos de trajetória, a premiação "Campeãs da Inovação", do Grupo Amanhã em parceria com o IXL Center, reconhece empresas que se destacam por suas ideias inovadoras e soluções criativas, além de impulsionar o crescimento sustentável e a competitividade no mercado. É uma das mais importantes pesquisas do gênero no país e contempla cerca de 70 perguntas divididas em eixos que verificam a fundo a vocação de inovação de uma empresa. “Historicamente, a Döhler tem compromisso com inovação, sustentabilidade e responsabilidade social. Ser reconhecida por este prêmio é uma grande conquista e reforça o papel fundamental da inovação no crescimento, na adaptação ágil às mudanças do mercado e na criação de novas oportunidades de negócio”, pontua Udo Döhler, presidente do Conselho de Administração da Döhler. Portanto, investir em inovação é essencial para que as empresas permaneçam relevantes, competitivas e sustentáveis a longo prazo, finalizou Udo. Ao todo, mais de 300 empresas de Santa Catarina, Paraná e do Rio Grande do Sul se candidataram ao prêmio Campeãs da Inovação. Dessas, 80 foram selecionadas para entrar no ranking. Na categoria têxtil, apenas a Döhler foi selecionada e entrou para lista das mais inovadoras com case campeão em SC. Sobre a Döhler Uma das principais e mais sustentáveis indústrias têxteis da América Latina, reconhecida globalmente pela qualidade. Tem 143 anos de história, mais de 2,5 mil colaboradores e está situada em Joinville (SC). Em seu parque fabril de 225 mil m2 produz artigos para casa (cama, mesa, banho e decoração), além de tecidos para mobília, indústria de calçados e soluções para os setores hoteleiro e hospitalar. Exporta para mais de 20 países e tem orgulho de fabricar produtos que levam conforto e bem-estar a milhares de pessoas ao redor do mundo. @dohlertextil https://www.dohler.com.br/ Assessoria de imprensa Raquel Schiavini Schwarz Raquel.imprensa@dohler.com.br (47) 999195250

Preservação ambiental nas fazendas de algodão é destaque durante “Brazilian Cotton Dialogues”
25 de Julho de 2025

O cuidado com o solo e a preservação de áreas vegetais nativas foram o ponto alto dos dois primeiros dias do “Brazilian Cotton Dialogues”. Promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) junto ao programa Cotton Brazil, a iniciativa consiste em visitas a fazendas, algodoeiras e laboratórios de três dos principais estados produtores (MT, BH e GO). A comitiva reúne 15 representantes do setor têxtil global e de organizações ambientais com objetivo de conhecer, de perto, o modelo de produção brasileiro. Na etapa realizada em Mato Grosso, a programação contou com uma visita à fazenda Cidade Verde, do grupo WDF (Wilson Daltrozo e Filhos), em Primavera do Leste. Lucas Daltrozo, diretor de produção, explicou que o algodão entrou na propriedade como uma alternativa para o manejo da soja, mas o mercado mostrou que nova cultura era um bom negócio. “Costumo dizer que, antes de qualquer coisa, somos cotonicultores, porque hoje o algodão ocupa cerca de 52% da nossa área”, afirmou. De 1997 para cá, quando começou o plantio do algodão, muita coisa mudou. Hoje, Lucas adota o que ele chama de sistema “três-três”, que consiste no cultivo de algodão como primeira safra por três anos consecutivos, seguido por uma cultura de cobertura e, em seguida, soja. “Deu resultado. Conseguimos rodar o algodão em toda a fazenda, rotacionando com a soja, e funcionou. A produtividade aumentou, o material orgânico no solo também, e começamos a colher um fardo e meio a mais por hectare”, revelou Lucas. Anualmente, o grupo realiza análise de solo na fazenda e a necessidade de aplicação complementar de fósforo foi reduzida com o sistema “três-três”. Agrônomo formado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Lucas Daltrozo leva a sério os cuidados com o solo. O grupo coordenado pela Abrapa visitou parte de uma área experimental de 1,5 mil hectares que Daltrozo mantém para testar diferentes tipos de cobertura – como braquiária, crotalária e sorgo. “O próximo desafio é integrar mais a pecuária dentro do sistema ‘três-três’. Quero colocar o animal dentro desta área de forma experimental, pra daí termos a total integração entre planta, animal e ambiente”, revelou. Além da lavoura, a comitiva visitou a algodoeira do grupo WDF, em operação há 17 anos. “Levamos dez anos para termos a nossa usina. Nos meses de beneficiamento do algodão, ampliamos o quadro de colaboradores”, diz Lucas, explicando que, hoje, a fazenda emprega diretamente cerca de 130 profissionais. Ainda em Primavera do Leste, a comitiva visitou a UniCotton, cooperativa fundada há 27 anos, que reúne 108 produtores de algodão. Além de comercialização, beneficiamento, inteligência de mercado e pool de compras, a UniCotton é uma das unidades de classificação de algodão associada à rede de laboratórios que integram o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), coordenado pela Abrapa. A programação em Mato Grosso incluiu um workshop técnico na sede da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa). Além de dados sobre a cotonicultura no Brasil e em Mato Grosso, o evento contou com a apresentação de três cases sobre a cotonicultura sustentável, realizados pela Amaggi, Scheffer e Bom Futuro. Ao longo da programação, o “Brazilian Cotton Dialogues” ficou aberto a perguntas, questionamentos e trocas de experiência. A implementação da rotatividade entre as plantações de algodão e milho ou soja, permitindo a colheita de duas safras completas em um ano, o aumento da produtividade e a preservação de áreas nativas dentro das propriedades rurais foram alguns dos assuntos que mais chamaram a atenção. “Esses dois dias em Mato Grosso foram reveladores para todos nós. Principalmente por percebermos como o produtor brasileiro está empenhado em inserir a conservação ambiental no seu cotidiano”, declarou K.V. Srinivasan, presidente da International Textile Manufacturers Federation (ITMF). “A transformação da cotonicultura brasileira começa quando o foco se volta para o melhor uso da terra. Somos o terceiro maior produtor mundial e o maior exportador de pluma usando uma área inferior a 1% do território brasileiro”, contextualizou Marcelo Duarte Monteiro, diretor de Relações Internacionais da Abrapa. Em Mato Grosso, além da Ampa, responsável por representar política e institucionalmente o setor, há ainda o Instituto Mato-grossense do Algodão (ImaMT), centro de pesquisas de melhoramento genético e desenvolvimento de tecnologia agrícola.  Segundo Jean-Louis Belot, coordenador do ImaMT, “O aproveitamento do solo foi possível devido ao alto grau de organização dos produtores”. “Devido ao nosso clima, estamos em uma área muito propensa à pressão de pragas. Nossa meta sempre foi aumentar a resistência das plantas a ameaças fitossanitárias e criar soluções para que o produtor fizesse o melhor controle biológico possível”, explicou Jean-Louis. Após a etapa em Mato Grosso, o “Brazilian Cotton Dialogues” continua em Goiás e na Bahia, onde serão visitadas mais duas fazendas, algodoeiras e laboratórios. O evento é uma das ações do “Cotton Brazil”, programa que promove o algodão brasileiro em escala global. Idealizado pela Abrapa, o “Cotton Brazil” é realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e recebe apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea).

Por que o algodão é o futuro da moda consciente?
24 de Julho de 2025

A cada julho, o mundo volta seus olhos para o impacto silencioso – e persistente – do plástico em nossas vidas. O movimento Plastic Free July, iniciado na Austrália em 2011, propõe um desafio direto: repensar hábitos, reduzir excessos e buscar alternativas sustentáveis. Embora normalmente ligado a canudos, sacolas e embalagens, o problema vai muito além — está, literalmente, no tecido das roupas que usamos. Boa parte do que vestimos hoje é feita de fibras sintéticas como o poliéster, resultado direto da indústria do petróleo. Essas fibras se escondem sob nomes técnicos, mas o dano que provocam é visível: todos os anos, bilhões de microplásticos são liberados nos rios e oceanos apenas com a lavagem das roupas. Invisíveis, eles invadem os corpos de peixes, tartarugas, aves e — mais recentemente se descobriu — até os nossos próprios órgãos. Diante desse cenário, a escolha de tecidos passa a ser uma decisão ética. O algodão, uma fibra vegetal que se decompõe naturalmente, ganha protagonismo como alternativa viável e responsável. Não se trata de nostalgia ou idealismo: trata-se de dados. Segundo o International Cotton Advisory Committee, o algodão perdeu espaço no mercado global de fibras nos últimos anos, enquanto os sintéticos continuam crescendo em ritmo acelerado. O custo ambiental dessa curva é alarmante. No Brasil, onde 80% da safra de algodão é certificada socioambientalmente, a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) vem liderando esforços para reverter essa lógica. Através de movimentos como Sou de Algodão, a associação busca conscientizar consumidores e estimular escolhas mais alinhadas com um futuro de baixo impacto. “Ninguém quer vestir petróleo”, afirma Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa. “Quando escolhemos algodão, escolhemos um material que respeita o ciclo da vida.” Além de biodegradável e renovável, o algodão cultivado no Brasil utiliza irrigação mínima e segue protocolos que priorizam o equilíbrio entre produção, meio ambiente e responsabilidade social. É um exemplo de que moda e consciência não precisam andar em lados opostos. Em um momento em que até a ciência aponta a presença de microplásticos em tecidos cerebrais humanos, como revelado por uma pesquisa publicada na Nature Medicine em 2024, o debate sobre o que vestimos se torna urgente. Vestir algodão não é apenas um gesto de estilo ou conforto — é um manifesto silencioso por um planeta menos contaminado e por um corpo mais protegido. Julho pode ser apenas um mês. Mas as escolhas que fazemos agora têm impacto que vai muito além do calendário. É hora de respirar novos ares — e vestir tecidos que fazem o mesmo.

Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores lança sua 4ª edição
23 de Julho de 2025

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão - Abrapa, em parceria com a Casa de Criadores, maior evento de moda autoral brasileira , acaba de lançar a 4ª edição do Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, concurso que visa estimular a moda responsável entre estudantes de todo o Brasil. O lançamento oficial ocorreu durante a 56ª semana da Casa de Criadores, e tem as inscrições abertas até o dia 28 de fevereiro de 2026. Com o conceito ‘Aqui a moda começa do zero’, o concurso já revelou nomes como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista e Guilherme Dutra, e, na última edição, nomeou Lucas Caslu como o grande vencedor. Com o objetivo de dar oportunidade para estudantes de moda de todo o país mostrarem toda a sua criatividade, a iniciativa está com as inscrições abertas por meio do site oficial. André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, destaca a autenticidade e a diversidade para a 4ª edição do concurso. "A moda autoral no Brasil está cada vez mais diversa, livre e regional, ainda mais conectada com as raízes do nosso país. Com o Desafio, nós queremos mostrar que criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional, como o algodão, é essencial para quem está começando e quer fazer parte de uma moda mais responsável. A minha dica para os estudantes é criar como se ninguém tivesse feito a mesma coisa antes", afirma. Quem pode participar? Pessoas formadas no ensino médio e que estão matriculadas em cursos de ensino superior reconhecidos pelo MEC ou em técnicos profissionalizantes (cadastrados no SISTEC). Os cursos habilitados são: Design de Moda, Design de Produto, Negócios de Moda, Estilismo, Produção de Moda, Modelagem do Vestuário, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil. Em qualquer uma dessas opções, é necessário ter um(a) professor(a) coordenador(a). A 3ª edição, realizada em 2024, reuniu mais de 950 trabalhos de todas as regiões do Brasil, tendo como finalistas dez trabalhos que carregaram a mesma ideia: mostrar a identidade, a cultura e a história de seus autores. Pensando nisso, os organizadores procuram, novamente, neste ano, a participação de estudantes de todo o país que desejam se destacar no cenário da moda nacional. Para Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão, essa iniciativa tem como foco, também, a divulgação do algodão como matéria-prima principal, para mostrar que tendência e responsabilidade andam juntos. Para isso, os participantes devem utilizar a fibra natural em, pelo menos, 70% da composição de cada look desenvolvido. Como se inscrever no 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores Os interessados em participar devem realizar as inscrições no portal até o dia 28 de fevereiro de 2026. Nesta edição, são permitidos apenas trabalhos individuais. Além disso, eles poderão ser dos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt à porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear. A seleção envolverá três etapas distintas: a primeira será a dos semifinalistas, realizada pela comissão organizadora. Serão escolhidos até 10 trabalhos de cada região brasileira, divulgados até o dia 3 de abril de 2026, via e-mail, mensagem de celular, perfil do Sou de Algodão, no Instagram, e pelo portal do movimento. Os selecionados serão avaliados por uma comissão de jurados regionais e/ou nacionais do mercado de moda, e, dessa etapa, serão nomeados até um candidato de cada região, totalizando 5 finalistas, que serão divulgados até 15 de julho de 2026. Os finalistas seguirão para um grande desfile durante a 59ª Casa de Criadores, em novembro/dezembro de 2026, no qual o vencedor será revelado.   Após a vitória, ele entrará para a line-up oficial da Casa de Criadores, e deverá desfilar uma coleção na 60ª edição do referido evento, a ser realizado no primeiro semestre de 2027. Além disso, o movimento Sou de Algodão pagará um prêmio no valor de R$30.000,00. O segundo e terceiro colocados ganharão tecidos de algodão que podem ser utilizados para suas futuras produções, fornecidos por tecelagens e malharias parceiras do Movimento Sou de Algodão. O professor orientador do aluno vencedor receberá o valor de R$10.000,00, como Bolsa Orientação. “Chegar à 4ª edição do Desafio reforça o quanto essa iniciativa tem se consolidado como uma importante vitrine para novos e futuros talentos da moda brasileira. Nosso objetivo é mostrar que é possível unir criatividade, inovação e responsabilidade desde o início do processo criativo”, conclui Silmara. Para mais informações sobre as inscrições e para conferir o regulamento oficial, é só acessar o site do Desafio, neste link. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_ Contatos para pautas: Carolina Felski - carolina.felski@viracomunicacao.com.br - (19) 99915.1321 Guilherme Pichonelli - guilherme@viracomunicacao.com.br - (11) 98076.1234

Edição 2025 da Cotton Trip Sou de Algodão tem balanço de conexão entre diferentes elos da cadeia do algodão 
22 de Julho de 2025

Desde 2018, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), junto ao movimento Sou de Algodão, realiza a Cotton Trip, evento que promove uma imersão na realidade do algodão brasileiro.   A iniciativa leva grupos de pessoas interessadas em conhecer a cadeia produtiva do algodão para as fazendas, onde conhecem as lavouras, acompanham a colheita e visitam as usinas de beneficiamento do algodão. Os convidados também assistem palestras e conversam diretamente com os diretores da Abrapa, se atualizando sobre todas as novidades do setor.   Na edição de 2025, foram realizadas 5 imersões reunindo formadores de opinião, criadores, comunicadores, embaixadas e organizações não governamentais que puderam ter uma ideia mais clara sobre a cadeia produtiva do algodão.  Para saber mais sobre cada dia de Cotton Trip, é só acessar os links disponíveis a seguir:  1º dia - Influenciadores e Profissionais da Moda   A primeira Cotton Trip no estado de São Paulo passou por Itaí (SP) e Paranapanema (SP). Influenciadores, estilistas parceiros e stylists conheceram mais sobre as etapas da produção do algodão em visitas à lavoura, na Fazenda Santa Isabel, e à unidade de beneficiamento na Cooperativa Agroindustrial de Holambra.   https://soudealgodao.com.br/imprensa/release/sou-de-algodao-promove-cotton-trip-com-influenciadores-e-profissionais-da-moda/  2º dia - Imprensa  A segunda etapa da Cotton Trip 2025 teve quatro dias de programação e reuniu diferentes públicos para acompanhar a colheita e o beneficiamento do algodão na Fazenda Pamplona, da SLC Agrícola, e conhecer o Centro Brasileiro de Referência de Análise de Algodão (CBRA), na sede da Abrapa em Brasília.  Neste dia de imersão, jornalistas de grandes veículos do Brasil entrevistaram lideranças e geraram conteúdo exclusivo sobre moda, agronegócios e sustentabilidade.   https://abrapa.com.br/2025/07/17/cotton-trip-2025-sou-de-algodao-promove-imersao-no-campo-com-jornalistas/  3º dia - Marcas Parceiras  Com o objetivo de aproximar o campo da indústria da moda, a imersão reuniu nomes como Aramis, C&A, Renner, Riachuelo, Calvin Klein, Grupo Soma, entre outros. Foi um momento de diálogo, transparência e conexão.  https://abrapa.com.br/2025/07/18/cotton-trip-com-marcas-parceiras-reforca-o-elo-entre-a-industria-e-o-algodao-brasileiro/  4º dia - Fiações e Tecelagens  Representantes da indústria — incluindo Vicunha, Santista e Canatiba — vivenciaram as etapas de produção de algodão na prática. O dia consolidou o papel da Cotton Trip como uma das mais relevantes iniciativas de aproximação entre o algodão brasileiro e os diferentes segmentos que atuam na transformação da fibra.  https://abrapa.com.br/2025/07/21/cotton-trip-com-marcas-parceiras-reforca-o-elo-entre-a-industria-e-o-algodao-brasileiro-2/  5º dia - Entidades governamentais e internacionais  O último dia da Cotton Trip 2025 reuniu representantes do governo federal (Ibama, Anvisa, MCTI, Mapa) e organizações internacionais, como WWF, Embaixada da França, da Indonésia, do Vietnã e o Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha. A pauta foi cooperação, meio ambiente e relações bilaterais.  https://abrapa.com.br/2025/07/21/cotton-trip-2025-promove-imersao-na-cadeia-do-algodao-e-reforca-compromisso-com-sustentabilidade/