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Presidente da Abapa representa a cotonicultura na inauguração da nova sede da ApexBrasil
17 de Dezembro de 2025Convidada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para representar o setor algodoeiro, a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, participou da solenidade de inauguração da nova sede da ApexBrasil, realizada nesta segunda-feira (15), em Brasília. A cerimônia também celebrou a abertura de 500 novos mercados internacionais entre 2023 e 2025 e teve presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do vice e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, dentre outras autoridades. A nova sede da ApexBrasil foi concebida como um espaço integrado à cidade. Com cerca de 17 mil metros quadrados, sua localização é estratégica próxima, ao Parque da Cidade, em Brasília. Em seu discurso, Alessandra afirmou falar “como quem vive o campo no dia a dia, conhece os riscos da atividade e entende que produzir bem é apenas parte do desafio”. Para a presidente da Abapa, o papel da ApexBrasil é estratégico. “O produtor brasileiro produz com qualidade, eficiência e responsabilidade, mas produzir bem não é suficiente. O verdadeiro desafio é transformar produção em mercado, mercado em valor e valor em desenvolvimento. É exatamente nesse ponto que a ApexBrasil é fundamental”, afirmou. Como exemplo, a presidente da Abapa citou o Cotton Brazil como um catalisador das exportações da fibra, afirmando que o projeto setorial desenvolvido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e pela ApexBrasil, ilustra uma bem-sucedida iniciativa de promoção internacional. A presidente da Abapa também reconheceu o trabalho dos adidos agrícolas, embaixadores e equipes diplomáticas brasileiras na abertura e manutenção de mercados, além de iniciativas como o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), da ApexBrasil, que prepara empresas e cadeias produtivas para atuar no comércio internacional. Mais do que cifras A dirigente ressaltou o papel do algodão como uma fibra alinhada às demandas contemporâneas. “O algodão é natural, biodegradável, reciclável e não polui oceanos, animais ou pessoas com microplásticos. Existe uma história e um compromisso por trás de cada camiseta e de cada calça jeans, e precisamos comunicar isso cada vez mais ao consumidor”, afirmou, destacando também a importância da ApexBrasil nesse processo de conscientização. Alessandra fez questão de ressaltar o papel da Bahia nessa trajetória. No Oeste baiano, a cultura foi vetor de desenvolvimento regional, estruturando uma cadeia moderna, competitiva e sustentável, construída com diálogo institucional e uma relação madura com o Governo do Estado. Alessandra chamou atenção para a importância de fortalecer a indústria nacional, especialmente o setor têxtil, como forma de agregar valor à produção. Segundo ela, o parque industrial brasileiro consome atualmente cerca de 750 mil toneladas de algodão por ano, com potencial para alcançar 1 milhão de toneladas. Ao final do evento, a presidente teve a oportunidade de conversar com os ministros Favaro e Alckmin, enfatizando a importância de seguirem em frente – governo e iniciativa privada – em políticas públicas a favor das fibras naturais. Superação Durante o evento, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a trajetória de superação da cotonicultura brasileira e o papel dos produtores na reconstrução do setor após períodos de dificuldade. “Temos que agradecer aos empresários brasileiros que acreditaram que era possível voltar a produzir algodão depois do bicudo, melhorar a qualidade e transformar o produto em um dos mais exportados do mundo”, afirmou. Em 2024, o Brasil se tornou o maior exportador mundial de algodão, respondendo por cerca de 33% das exportações globais. Para a safra 2024/2025, a expectativa é de embarques da ordem de 2,8 milhões de toneladas, com geração de aproximadamente US$ 4,8 bilhões em divisas. Já para 2025/2026, a projeção é superar 3 milhões de toneladas exportadas, com receitas acima de US$ 5 bilhões. Atualmente, o setor atua de forma estruturada em dez mercados prioritários, que concentram 96% das importações globais da fibra, com crescimento da participação brasileira em todos eles desde 2019, incluindo destinos como Índia e Egito. Novos mercados Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a maior força da Agência está na atuação direta do governo federal na promoção internacional do País. “A estratégia de inserção global passou por uma mudança de rumo, com a retomada do diálogo com diferentes países e líderes globais, fortalecendo a imagem do Brasil no exterior”, argumentou. Já o presidente da República ressaltou que a abertura dos 500 novos mercados reflete o amadurecimento da relação entre o governo e o setor empresarial. “O que interessa é a qualidade daquilo que a gente está oferecendo. Não só de preço, mas também de qualidade. E é isso que a gente está fazendo”, afirmou. Na mesma linha, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, avaliou que os novos mercados abertos comprovam a capacidade da exportação brasileira. “O empresário, do outro lado, compra um produto, faz o primeiro contêiner, vê que ele é bom, que chega na hora certa, que tem demanda e o Brasil aguenta suprir, e isso amplia o fruto desses 500 mercados”, garantiu. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou os efeitos positivos da reforma tributária sobre o comércio exterior. Segundo ele, a desoneração total das exportações poderá elevar em até 17% o volume exportado pelo Brasil após sua implementação completa, conforme estudo do Ipea. Alckmin também projetou que o País deve alcançar recorde de US$ 345 bilhões em exportações neste ano.
Abrapa lança campanha de adesão ao Programa ABR
16 de Dezembro de 2025A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) deu início à campanha de adesão ao Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) para a safra 2025/2026. A iniciativa marca o começo de um novo ciclo para os produtores que desejam fortalecer suas práticas de sustentabilidade e comprovar o compromisso com uma cotonicultura responsável e transparente. Nos próximos meses, a Abrapa vai divulgar, em seus canais oficiais, uma série de conteúdos educativos sobre o protocolo ABR — o padrão nacional de certificação socioambiental do algodão brasileiro. As publicações vão abordar desde os benefícios da certificação até os principais mitos e dúvidas sobre o processo, incentivando mais fazendas a fazer parte dessa jornada. Fique de olho e acompanhe as novidades da campanha! 5 motivos para aderir ao ABR Reconhecimento socioambiental O selo ABR comprova que sua fazenda segue práticas sustentáveis, respeitando o meio ambiente, as pessoas e a legislação trabalhista. É o padrão nacional de certificação do algodão responsável no Brasil. Valorização da produção O algodão certificado pelo ABR ganha credibilidade no mercado e agrega valor à fibra, fortalecendo a imagem do produtor e da cadeia produtiva como um todo. Acesso a mercados exigentes Ser ABR abre portas para compradores e marcas que priorizam matérias-primas rastreáveis e sustentáveis — dentro e fora do país. Gestão mais eficiente O processo de certificação estimula controles internos mais rigorosos, com indicadores de desempenho, uso racional de insumos, segurança e conformidade legal. Desenvolvimento regional Ao promover boas práticas sociais e ambientais, o ABR fortalece comunidades locais, gera empregos e impulsiona o crescimento sustentável do algodão brasileiro. Como obter a certificação ABR Adesão As associações estaduais filiadas à Abrapa orientam e acompanham todo o processo de adesão dos produtores. O corpo técnico oferece treinamentos e suporte para a formalização da participação no Programa ABR. Diagnóstico As associações aplicam o checklist prévio do Programa ABR para avaliar a conformidade da fazenda. Caso sejam identificados ajustes necessários, é elaborado um plano de correção com metas específicas a serem cumpridas. Auditoria independente As unidades produtivas passam por auditoria realizada por uma equipe independente, que verifica o cumprimento dos requisitos do protocolo e a veracidade das informações prestadas. Certificação e licenciamento Com o laudo positivo dos auditores, a fazenda recebe a certificação ABR. Além disso, ao atender requisitos adicionais, pode se qualificar para o licenciamento Better Cotton (BCI), ampliando o reconhecimento internacional da produção. Produzir com responsabilidade é o caminho A adesão ao Programa ABR é mais do que uma escolha técnica — é um compromisso com o futuro da cotonicultura brasileira. Dessa forma, o produtor contribui para uma cadeia mais justa, transparente e sustentável, fortalecendo a imagem do algodão brasileiro no mundo. Quer saber mais sobre como participar? Clique aqui para entrar em contato com a associação estadual de produtores de algodão da sua região e iniciar o processo de adesão ao Programa ABR. Quem planta algodão com responsabilidade, colhe mais oportunidades.
Abrapa publica o Relatório Mensal de Estatística de dezembro do Cotton Brazil
15 de Dezembro de 2025O Cotton Brazil, programa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para a promoção internacional da pluma brasileira, divulgou hoje o relatório mensal de estatísticas, referente ao mês de dezembro de 2025. O conteúdo reúne as informações atualizadas da Abrapa, Conab, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), USDA e IMEA, em um só lugar. Destaques do mês: - Em novembro, o Brasil exportou 402,5 mil toneladas de algodão, totalizando 953 mil toneladas nos quatro primeiros meses do ano comercial 2025/26. Esse é o melhor desempenho desde a safra 2020/21. - No mês, China, Índia e Bangladesh importaram 244.474 toneladas. No acumulado de 2025/26, os três países responderam por 56% do volume exportado, o equivalente a 534.087 toneladas. Sobre o Cotton Brazil O Cotton Brazil é o programa da Abrapa que promove o algodão brasileiro em escala global o algodão brasileiro. A iniciativa é realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e recebe apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea). Acesse o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Relatorio_WASDE_USDA_IMEA_Dezembro_25-1.pdf
Moda: Desafio Sou de Algodão+CdC recebe inscrições até fevereiro
15 de Dezembro de 2025O maior concurso para estudantes de moda do Brasil acaba de abrir inscrições para sua 4ª edição — e, como sempre, nasce dentro da Casa de Criadores, berço da moda autoral brasileira. O Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, parceria do movimento Sou de Algodão com a Abrapa, firma-se como vitrine de novos talentos e laboratório criativo onde a moda começa, literalmente, do zero. O lançamento ocorreu durante a CdC 56, em julho, e as inscrições seguem abertas até 28 de fevereiro de 2026. Nesta temporada, o concurso reforça um compromisso que já se tornou marca registrada: unir criatividade e responsabilidade a partir de uma matéria-prima essencial, democrática e brasileira — o algodão. Mais do que descobrir novos nomes, o projeto impulsiona estudantes a experimentar, testar modelagens, mergulhar nas próprias raízes e criar peças que traduzam identidade. Não à toa, já passaram por ali talentos como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista, Guilherme Dutra e, mais recentemente, o vencedor Lucas Caslu, que hoje integra o line-up oficial da Casa de Criadores. Como funciona e quem pode participar O Desafio é aberto a estudantes matriculados em cursos superiores reconhecidos pelo MEC ou em cursos técnicos cadastrados no SISTEC. Podem participar áreas como Design de Moda, Modelagem, Negócios da Moda, Estilismo, Produção, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil — sempre com acompanhamento de um professor orientador. A regra principal segue firme: cada look deve conter pelo menos 70% de algodão, reforçando o propósito de divulgar a fibra como base para uma moda mais sustentável e consciente. Os projetos podem transitar entre moda feminina, masculina, prêt-à-porter, alta costura, fitness, homewear/loungewear ou streetwear, mas sempre apresentando visão autoral. Nesta edição, só serão aceitos trabalhos individuais. Etapas e premiação A seleção acontece em três fases. A primeira escolhe até dez semifinalistas por região, com divulgação marcada para 3 de abril de 2026. Depois, jurados regionais e nacionais selecionam um representante de cada região do país, formando o grupo dos cinco finalistas, anunciados em 15 de julho de 2026. O grande momento acontece no desfile da 59ª Casa de Criadores, previsto para novembro/dezembro de 2026. O vencedor não só leva o prêmio de R$ 30 mil, como também passa a integrar o line-up oficial da edição seguinte, desfilando sua coleção completa na 60ª CdC, em 2027. O professor orientador recebe uma bolsa de R$ 10 mil, enquanto o segundo e terceiro colocados ganham tecidos de algodão de tecelagens parceiras. Para André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, a força do concurso está na liberdade de criação: "A moda autoral brasileira está mais diversa, livre e regional do que nunca. Criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional, é fundamental para quem quer construir uma carreira consistente. A dica? Criar como se ninguém tivesse feito nada parecido antes." Silmara Ferraresi, gestora do Sou de Algodão, reforça o aspecto educativo do projeto: "Mostramos que tendência e responsabilidade caminham juntas desde o início do processo criativo. Por isso chegamos tão longe: estamos formando uma nova geração que entende a moda de forma ampla e coerente." Criado em 2016, o movimento Sou de Algodão é uma iniciativa da Abrapa que valoriza toda a cadeia produtiva da fibra e promove o consumo consciente. Atualmente, 82% do algodão brasileiro é certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos. Serviço Inscrições: até 28/02/2026 Onde se inscrever: no portal oficial do Desafio Exigências: trabalho individual; look com 70% de algodão; professor orientador Premiação: R$ 30 mil ao vencedor + entrada no line-up oficial da 60ª CdC
Abrapa destaca programas de rastreabilidade na segunda edição do Diálogo do Algodão Brasileiro
12 de Dezembro de 2025Na última terça-feira, 09/12, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou da segunda edição do Encontro do Diálogo do Algodão Brasileiro. Realizado anualmente pela Better Cotton Iniciative, o encontro reúne representantes do setor agrícola, têxtil, varejista, exportador e de organizações não-governamentais que estão interessados em colaborar com a produção do algodão no Brasil. A diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, Silmara Ferraresi, foi convidada pelo BCI para apresentar o case da rastreabilidade do algodão brasileiro. Promoção e rastreabilidade do algodão brasileiro Ferraresi mostrou na sua apresentação como funcionam os programas de promoção e rastreabilidade da Abrapa, que seguem o algodão da semente ao guarda-roupa. Sobre o programa SouABR, a diretora explicou detalhes de como a transparência é garantida em toda a cadeia custódia do algodão certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Através de um QR Code que acompanha a peça, o cliente final consegue acessar todos os dados relacionados a sua produção, sabendo quais fazendas cultivaram o algodão, a fiação e a tecelagem que transformaram a pluma em tecido até a confecção e a varejista, uma inovação que aumenta a credibilidade de todos os compradores. O movimento Sou de Algodão foi destaque por ser o responsável pela promoção do algodão no mercado doméstico. “O algodão é a fibra mais utilizada no Brasil, representando 40% do que é consumido pela indústria têxtil brasileira. No mundo, o algodão representa apenas 21% do consumo total de fibras.” explicou Ferraresi. No ano comercial 2024/2025, o Brasil e sua indústria têxtil verticalizada foi o maior cliente do algodão brasileiro, “E parte disso se deve a todo trabalho de promoção desenvolvido pelo Sou de Algodão”, avaliou. A diretora também citou a nova política de adesão ao programa SouABR, que, a partir de 2026, permitirá que novas marcas façam parte do programa e aproveitou o momento para reforçar o convite de participação às marcas que estavam presentes. “Para aquelas marcas que estão aqui hoje e ainda não estão conosco, no SouABR e no Sou de Algodão, fica o convite. Nós queremos todo mundo daqui com a gente para levantar a bandeira de um algodão mais responsável, que contribui para uma cadeia brasileira cada vez mais sustentável e que entrega valor agregado para os seus consumidores”. Painel mediado pela Abrapa reuniu Renner, Capricórnio Têxtil, WWF, Amaggi e Embrapa Após a palestra, Ferraresi coordenou um painel temático sobre a rastreabilidade, que contou com a participação da gerente de sustentabilidade da Renner, Fabiola Lima; da coordenadora de sustentabilidade da Capricórnio Têxtil, Gabryella Mendonça; do Líder da estratégia para combate ao desmatamento e conversão da vegetação nativa da WWF, Pabllo Majer; da head de sustentabilidade do Grupo Amaggi, Fabiana Reguero; e do pesquisador da Embrapa, João Paulo Morais. Os desafios e as vantagens da rastreabilidade foram destaque no debate. Durante o painel, a head de sustentabilidade da Amaggi citou que apesar algodão brasileiro ter muitas vantagens competitivas em relação a outros países produtores, existe uma dificuldade de mostrar isso aos compradores estrangeiros. “A pluma brasileira tem muitas vantagens competitivas se comparada com a produzida em outros países. Nós precisamos aproveitar toda essa rastreabilidade da origem, para de certa forma, promover e escalar as exportações. Neste sentido precisamos encontrar onde estão as sinergias, e descobrir como que a gente pode destacar os pontos fortes do nosso produto”. Ainda sobre os desafios, Gabryella Mendonça, citou que a rastreabilidade deve ser comunicada como uma solução que vai além da logística.“Como nós podemos conectar a rastreabilidade com os temas críticos do nosso setor? Como a agenda de clima, o desmatamento, e diretos humanos, por exemplo. Neste sentido, é importante que a rastreabilidade seja vista muito além da logística, ela precisa ser uma agenda, uma necessidade socioambiental”, completou Mendonça. Sobre as vantagens, Pabllo Majer, reforçou a importância da rastreabilidade tanto para quem produz, quanto para a preservação do meio-ambiente. De acordo com Majer, “Quando você tem rastreabilidade e o controle de origem, você acaba dando mais valor ao agricultor que se compromete com a transparência da sua produção. Outro ponto muito importante é que o respeito a todo o nosso código florestal passa pela rastreabilidade. Ela se torna essencial para manter a floresta em pé, mitigar todas as mudanças climáticas e reduzir o uso de químicos”. Construindo uma visão conjunta O gerente sênior dos programas de grandes fazendas e parcerias da BCI, Alvaro Moreira, citou que o encontro alcançou o seu principal objetivo ao reforçar a importância da construção de uma visão conjunta sobre o que significa produzir algodão de forma mais sustentável no Brasil. “Esta edição trouxe a rastreabilidade para o centro do debate, destacando o programa da Abrapa e seu potencial como ferramenta transformadora para gerar impacto positivo no campo.” Para os participantes, o evento evidenciou o alto nível de organização do setor cotonicultor brasileiro, fator que contribui diretamente para tornar essas discussões ainda mais produtivas. Sobre o Sou de Algodão Com o propósito promover o algodão como matéria-prima primordial para a moda e o consumo responsável para o mercado brasileiro, a Abrapa criou o movimento Sou de Algodão em 2016. A iniciativa une os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Sobre o SouABR Lançado em 2021, o SouABR é o programa de rastreabilidade da Abrapa que garante total transparência em toda a cadeia de custódia do algodão brasileiro. Por meio de um QR Code aplicado às peças, o consumidor final acessa informações completas sobre a origem e o percurso do produto, da semente ao guarda-roupa. A iniciativa reforça a credibilidade do setor, conecta o público à história de cada peça e consolida um novo padrão de confiança e inovação para o mercado têxtil.
Congresso Brasileiro do Algodão recebe Jacaré de Ouro no Prêmio Caio
11 de Dezembro de 2025Na última segunda-feira, 8 de dezembro, a 14ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) conquistou o primeiro lugar no Prêmio Caio, na categoria que elege os melhores congressos nacionais de 2024. A cerimônia, realizada em São Paulo, reuniu produtoras e agências de publicidade de todo o país. Reconhecido desde 1999 como a principal premiação da indústria de eventos no Brasil, o Prêmio Caio é comparado ao “Oscar” do setor. A premiação ocorre anualmente e é realizada pelo Grupo Conecta. Desde sua criação, a iniciativa é gerida por um Conselho Diretor, composto pelas principais entidades representantes da cadeia nacional de eventos e turismo. A edição de 2025 contou com 97 categorias distribuídas em quatro segmentos: Eventos, Cliente Final, Serviços para Eventos e Sustentabilidade. O diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, e a diretora de Relações Institucionais da entidade, Silmara Ferraresi, participaram da solenidade, ao lado de Melissa Matteo, representante da Comunicato Eventos Inteligentes, empresa responsável pela organização do 14º CBA. De acordo com Portocarrero, a premiação do 14º CBA marca a história do Congresso por estar alinhada com o momento de reconhecimento da pluma brasileira no mercado internacional. “2024 foi um ano excelente para o algodão brasileiro. Além de termos alcançado a liderança nas exportações mundiais, também alcançamos o recorde de público do CBA. Esse prêmio vem para coroar esse momento da histórico para a Abrapa”, explicou o diretor. Essa é a segunda vez que o CBA recebe o Jacaré de Ouro do Prêmio Caio, a primeira foi na 10ª edição do Congresso, que aconteceu na cidade paranaense de Foz do Iguaçu, em 2015. Construindo história rumo ao protagonismo mundial Em um ano marcado pela conquista inédita do posto de maior exportador de algodão do mundo, o congresso realizado em 2024 adotou o tema “Construindo história rumo ao protagonismo mundial”, referência à trajetória conjunta dos produtores que projetou a cotonicultura brasileira no cenário global. Realizado em Fortaleza (CE), o 14º CBA reuniu cerca de 4,2 mil participantes, entre eles 114 palestrantes e 3,3 mil congressistas inscritos de 25 estados e 20 países, estabelecendo recorde de público. O evento adotou um formato inovador em comparação aos tradicionais congressos técnicos. A programação científica contou com seis plenárias. Paralelamente, funcionaram salas temáticas organizadas em uma estrutura hexagonal, com 19 hubs operando simultaneamente no modelo de “palestras silenciosas”: os participantes utilizavam fones de ouvido para acompanhar as apresentações e circulavam livremente entre os conteúdos. Os hubs abordaram temas diversos ligados à tecnologia e à agricultura, do manejo integrado de pragas ao beneficiamento da fibra. Nas plenárias master, o congresso discutiu economia global, mudanças climáticas, inovações que afetam a produção e o comércio do algodão e estratégias para ampliar o consumo da fibra dentro e fora do Brasil. Para Silmara Ferraresi, o reconhecimento do Prêmio Caio coroa uma trajetória iniciada, há uma década. “Desde que a Abrapa assumiu a realização do CBA, em 2015, o congresso se tornou um divisor de águas para disseminação de conhecimento, reforço de imagem, do posicionamento e da reputação do algodão brasileiro. Receber o Jacaré de Ouro é uma grande alegria e a confirmação de que o esforço da cadeia produtiva está sendo reconhecido”, afirmou. Próxima edição O 15º CBA será realizado em Belo Horizonte entre 22 e 24 de setembro de 2026. O tema será “Algodão Brasileiro: Fibra Natural, uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. As inscrições serão abertas em abril de 2026 e poderão ser feitas pelo site oficial do congresso: www.congressodoalgodao.com.br.
Exportações de algodão do Brasil devem crescer 10% na safra 2025/26, projeta Anea
09 de Dezembro de 2025A exportação de algodão brasileiro deve registrar um crescimento de cerca de 10% na temporada 2025/26, segundo projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). A alta é sustentada pela competitividade do produto nacional, pela diversificação de mercados compradores e pelo avanço recente nas compras da Índia. Brasil deve exportar 3,2 milhões de toneladas de algodão De acordo com o presidente da Anea, Dawid Wajs, os embarques brasileiros — que consolidam o país como maior exportador mundial da pluma — devem alcançar 3,2 milhões de toneladas entre julho de 2025 e agosto de 2026. Mesmo diante de um cenário de ampla oferta global e de redução das importações chinesas, o executivo avalia que o algodão brasileiro mantém vantagem competitiva. “O prêmio do algodão brasileiro segue bastante competitivo no mercado internacional, com ótima aceitação nas indústrias têxteis estrangeiras. Teremos um ano promissor, com exportações superiores às da safra anterior”, destacou Wajs, em entrevista à Reuters. Embarques reagem após início lento da safra Segundo o presidente da Anea, as exportações começaram de forma mais lenta neste ciclo, em razão do atraso na colheita, mas já apresentam tendência de recuperação. “Temos estoques importantes que precisarão ser exportados. O mercado está se ajustando e deve manter um ritmo de embarques crescente nos próximos meses”, explicou. Atualmente, o Brasil responde por cerca de um terço do comércio mundial de algodão, à frente dos Estados Unidos, segundo maior exportador global. Entre os principais compradores do algodão brasileiro estão China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão. Índia se destaca nas importações com política tarifária especial Até outubro, a China liderou as compras da nova safra, com 122 mil toneladas, seguida pela Índia, com 106,3 mil toneladas. O aumento das importações indianas, no entanto, é considerado pontual, influenciado por uma isenção temporária de impostos de importação sobre o algodão válido até 31 de dezembro deste ano. “A Índia, que já representa 16% das exportações desta temporada, aproveitou um momento de preços baixos e demanda global reduzida”, afirmou Wajs. Em novembro, exportações disparam 34% Entre julho e outubro, o Brasil embarcou 677 mil toneladas de algodão, volume 7% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior. No entanto, os dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam uma forte recuperação em novembro, quando os embarques somaram 402 mil toneladas, um aumento de 34,4% em relação a novembro do ano passado. Produção nacional ultrapassa 4 milhões de toneladas Na safra 2024/25, a produção brasileira de algodão em pluma ultrapassou 4 milhões de toneladas, consolidando o país entre os maiores produtores do mundo. Desse total, cerca de 760 mil toneladas foram destinadas ao mercado interno, de acordo com dados da Anea. Com estoques robustos, alta qualidade do produto e mercados diversificados, o Brasil deve seguir expandindo sua presença internacional e fortalecendo sua posição de liderança no comércio global da fibra.
Desfile Talentos Senac Moda 2025 acontece na Casa de Criadores
08 de Dezembro de 2025O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), reforça a sua atuação no pilar da educação e incentivo a novos criadores ao apoiar o Desfile Talentos Senac Moda 2025, que aconteceu na última quarta-feira (3), no Centro Cultural São Paulo (CCSP), durante a Casa de Criadores. Ao longo de todo o semestre, o movimento promoveu encontros de capacitação para estudantes da instituição parceira, como visitas técnicas e diálogos com a indústria, contribuindo diretamente para o desenvolvimento do projeto que se encerra neste desfile. Com consultoria criativa do estilista João Pimenta estyling do professor Kledir Salgado, o programa reuniu 14 estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac, selecionados para uma imersão de um semestre. O resultado foi a criação de 28 looks autorais, desenvolvidos com cerca de 300 metros de tecidos e malhas, 30 novelos de linhas e barbantes e 6 metros de palhas, disponibilizados por empresas parceiras. Formação, vivência e aproximação com a indústria Ao longo do processo, o Sou de Algodão estruturou uma série de experiências que ampliaram o repertório técnico e criativo dos estudantes. Entre as ações, destacam-se: ● Visita à Covolan, empresa brasileira do setor têxtil, especializada na produção de tecidos de alta qualidade, com foco principal no denim, situada em Santa Bárbara d’Oeste; ● Visita à Veste S.A Estilo, empresa brasileira do ramo de varejo de moda de alto padrão com sede em São Paulo; ● Talk com Covolan e João Pimenta, durante a semana de lançamentos das tecelagens; ● Pesquisa de campo no DCSP, com participação ativa do movimento. Essas atividades permitiram que os alunos se aproximassem de processos reais da cadeia têxtil, tivessem contato com profissionais do setor e aprofundassem o entendimento sobre o algodão brasileiro e sua utilização nas etapas criativas da moda. O estilista parceiro João Pimenta, consultor criativo da instituição, destaca: “A coleção ‘Nude Total’ parte da ideia de que não existe um único tom de nude. Trabalhamos a diversidade de peles - branca, retinta, ruiva, asiática, com vitiligo - criando roupas que dialogam com essas variações, e mostram que o nude vai muito além do bege rosado. Para isso, escolhemos o algodão como base: uma matéria-prima natural, fácil de costurar, com excelente acabamento e perfeita para receber a pintura artesanal que fizemos após o casting, pigmentando cada peça de acordo com quem a veste. A parceria com o Sou de Algodão foi extremamente coerente com esse processo, porque reforça nossa conexão com a fibra brasileira, sua certificação e sua versatilidade criativa, além de aproximar os estudantes da realidade da cadeia têxtil”. Parcerias que viabilizam novos talentos Empresas do setor também somaram forças ao projeto, como a Covolan, Textilfio, MN Tecidos, Innovativ, Círculo e Torcetex, fornecendo os materiais utilizados no desenvolvimento das coleções. A professora responsável, Viviane Kozesinski, e a coordenadora do curso, Ana Paula Mendonça Alves, reforçam a importância da ação conjunta entre instituições de ensino e a indústria. “Desde o início da parceria, firmada em 2023, o Movimento Sou de Algodão fomentou conhecimento e vivências reais relacionadas a cadeia produtiva do algodão, por meio de visitas a plantações de algodão, fiações e tecelagens, impactando positiva e permanente a formação dos estudantes do curso de Design de Moda. Em 2025, o apoio do Movimento ao projeto Talentos Senac Moda se deu por meio de uma rica agenda de ações que conectou a indústria e estudantes do projeto e ainda possibilitou a captação de uma diversidade de materiais naturais encaminhados pelas empresas associadas que acreditaram no potencial dos nossos jovens talentos”, diz Viviane Kozesinski, professora do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac – Santo Amaro. “A coleção foi desenvolvida com uma diversidade de materiais compostos de fibras naturais, como o algodão e palhas, fornecidos pelos parceiros do movimento Sou de Algodão. Para interpretar a temática da coleção Nude Total, os materiais foram fornecidos em seu estado natural. Os estudantes interpretaram a diversidade de cores das peles brasileiras, colorindo manualmente os tecidos, fios e palhas”, reforça Ana Paula Mendonça Alves, coordenadora do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac – Santo Amaro. Trajetória consolidada ao longo do semestre O Desfile Talentos Senac Moda 2025 representa o resultado de um percurso de seis meses marcado por pesquisa, prática e colaboração entre estudantes, docentes, profissionais do mercado e parceiros institucionais. A apresentação final durante a Casa de Criadores, o maior evento de moda autoral no Brasil, reforça o compromisso do projeto em revelar novas vozes da moda brasileira e destacar processos criativos conectados à sustentabilidade e ao algodão nacional. “Acompanhar toda a jornada dos estudantes ao longo do semestre foi extremamente enriquecedor. Nossa missão no Sou de Algodão é conectar educação, cadeia têxtil e criação, e ver esse encontro ganhar forma em uma passarela tão relevante quanto a da Casa de Criadores ressalta a importância de investirmos em novos talentos”, finaliza Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do Sou de Algodão. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Talentos Senac Moda É um projeto de cunho pedagógico e cultural que busca promover o aprimoramento conceitual e prático dos estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac, em uma iniciativa que reforça o compromisso da instituição com o seu Jeito Senac de Educar, assim como seu pioneirismo na área de Moda. Os trabalhos dos estudantes participantes do projeto são embasados nas trilhas formativas: criação, construção e comunicação, com a missão de compreender todo o funcionamento do mercado, passando pela criação e planejamento de serviços e produtos de moda, pela construção e materialização dessas ideias e, por fim, pelas estratégias de comunicação e gestão do segmento da moda. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest:@soudealgodao TikTok: @soudealgodao_