notícias
Calvin Klein expande uso de algodão rastreável
26 de Setembro de 2025A Calvin Klein expande o uso de algodão rastreável com a produção local no Brasil. Em 2024, a marca anota 25.176 em peças produzidas com algodão rastreável, como parte do programa de rastreabilidade SouABR, que usa tecnologia blockchain para o registro. Até meados de 2025, esse volume cresceu em torno de 30%, para atingir 32.482 peças rastreadas, informa a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), responsável pela implementação do programa de rastreabilidade. Não apenas aumentou a quantidade de peças produzidas com origem certificada, como a Calvin Klein diversificou os produtos rastreados. Em 2024, a marca lançou as primeiras camisetas. Hoje o mix inclui ainda jeans, camisas e peças de underwear. De acordo com o programa, os parceiros industriais da Calvin Klein no Brasil incluem as tecelagens Vicunha Têxtil e Cataguases Têxtil, além da fiação Norfil, empresas que também aderiram aos critérios de rastreabilidade. A adoção da certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável) reforça o alinhamento da marca a uma cadeia produtiva com critérios sociais, ambientais e econômicos rigorosos, destaca o comunicado. “Ver uma marca global como a Calvin Klein ampliar seu portfólio de peças com algodão rastreável mostra que estamos avançando na construção de uma moda mais transparente e conectada com a origem”, declarou no comunicado à imprensa Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa. RASTREABILIDADE EM NÚMEROS Através da tecnologia blockchain, a plataforma SouABR rastreou 194.066 peças em 2024, encomendadas por 5 empresas enquadradas no elo Varejo do programa. Além de Calvin Klein, constam neste segmento C&A, Veste, Almagrino e Döhler. Até meados de 2025, o volume no elo Varejo atingiu 136.800 peças de origem rastreável, informa a Abrapa. Até o momento, a Calvin Klein é a segunda marca com mais peças de origem certificada em 2025.
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 26/09/2025
26 de Setembro de 2025Destaque da Semana - O algodão segue em faixa estreita de preços (66–69 c/lb), mas se aproximando cada vez mais do limite inferior desta banda. Cortes de juros nos EUA e exportações estáveis impediram queda maior. Somente um fato novo pode mudar essa monotonia: clima nos EUA, lei de incentivo ao uso de algodão, avanço comercial China–EUA. Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 25/set cotado a 66,28 U$c/lp (-0,9% vs. 18/set). O contrato Dez/26 fechou em 69,35 U$c/lp (-0,5% vs. 18/set). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 783 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 25/set/25. Altistas 1 - Preços baixos curam preços baixos: se os preços continuarem abaixo do custo, produtores de todas as regiões migrarão para outras culturas com melhores margens. Altistas 2 - Rolagem de compras não fixadas para Mar/26. A migração alivia a pressão imediata sobre o contrato dez/25 e dilui o desequilíbrio “on-call”. Com menos urgência para fixar. Altistas 3 - Exportações semanais dos EUA seguem razoáveis para a época. A presença constante de compradores em Ásia e Mediterrâneo mostra que, a preços atuais, existe consumo “real” a ser atendido. Altistas 4 - Relatos de estoques um pouco menores indicam que a indústria Chinesa não está superabastecida. Em momentos de reposição, a demanda marginal tende a vir do exterior, principalmente Brasil. Baixistas 1 - Demanda fraca no varejo: consumo global estagnado, e poucos pedidos para as fábricas. Baixistas 2 - O mercado de algodão continua plenamente abastecido com a grande oferta e demanda limitada, embora com apenas estoques mínimos de “reserva” nas fiações. Baixistas 3 - Tarifas e incertezas comerciais travam investimentos e pedidos com prazos mais longos. Baixistas 4 - Fundos especulativas seguem fortemente vendidos, rolando posições de dezembro para março e aproveitando o carry (~200 pontos) Oferta - A Cotlook revisou para baixo a previsão da produção global de algodão em 2025/26 para 25,9 milhões tons (-82 mil tons). Reduções na ZFA, Turquia e Paquistão superaram os aumentos nas estimativas para China, EUA e Índia. Demanda - A estimativa de consumo global de algodão para 2025/26 é de 25,4 milhões tons, representando uma redução de 0,7% frente às 25,6 milhões tons em 2024/25. Brasil - O Brasil pode bater novo recorde na produção de algodão, com a safra 2024/25 estimada em 4,11 milhões tons, conforme anunciado pela Abrapa durante reunião da Câmara Setorial com Mapa, Anea e BBM. EUA 1 - Condições das lavouras dos EUA na ultima semana: 6% muito ruim, 12% ruim, 35% regular, 37% boa e 10% excelente. EUA 2 - As condições pioraram na semana com boas+excelentes caindo de 52% para 47%, e muito ruim+ruim subindo de 14% para 18%. Em comparação com a média, entretanto, a condição média da safra é excelente. China 1 - A China Cotton Association divulgou produção de 7,216 milhões tons. China 2 - A previsão do Cotlook para o consumo de algodão na China para 2025/26 foi elevada para 8,42 milhões tons após revisão positiva dos dados de 2024/25. China 3 - Importações chinesas de algodão em agosto foram de 72.714 tons (+37% vs julho, -50% vs ago/2024). Austrália foi o principal fornecedor (77%), seguida pelo Brasil (15%), e EUA, com apenas 1% (vs 30% em 2024). Vietnã 1 - O mercado vietnamita segue moderado, com alta de cerca de 100 pontos no algodão Mid 37 do Brasil. Vietnã 2 - O basis para algodão australiano LM 37 se fortaleceu, enquanto a demanda por algodão brasileiro tipo 36 está fraca, exigindo basis abaixo de 600 pontos para atrair interesse, com compradores preferindo fibra 37. Vietnã 3 - As fiações vietnamitas continuam com vendas de fio abaixo da média, mas registraram demanda mais forte na primeira quinzena de setembro da China e de Hong Kong. Vietnã 4 - O fortalecimento do CNY frente ao USD (1% em set) tornou o fio vietnamita mais barato para compradores chineses. O fio vietnamita está atualmente 5 a 15 centavos/kg mais barato que o chinês, com oferta doméstica chinesa firme. Bangladesh 1 - Bangladesh já contratou cerca de 200 mil tons de algodão, com projeção de comprar até 500 mil tons do Brasil até jul/2026, representando 28% de suas importações totais. Bangladesh 2 - O consumo projetado é de 1,76 milhão de tons. A participação dos EUA pode crescer por acordos tarifários, enquanto a Índia pode perder espaço devido aos altos preços. Bangladesh 3 - As importações de algodão de Bangladesh em agosto foram de 133.122 tons (-12% vs ago/2024). ZFA foi o principal fornecedor (31%), seguida por Brasil e Austrália (17% cada), EUA (15%) e Índia (12%). Índia - Apesar de uma queda de 5% na área plantada, a produção de algodão 2025/26 da Índia é estimada pela Cotlook em cerca de 5,19 milhões tons (99% do total da safra anterior). Paquistão - Clima quente e seco persiste no cinturão do algodão. Observadores locais estimam a produção entre 1,02 - 1,19 milhão tons. Austrália - A Cotton Compass estima a produção da safra 24/25 em 1,18 milhão tons (1,04 milhão irrigadas + 138 mil de sequeiro). Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 104,6 mil tons nas três primeiras semanas de setembro/25. A média diária de embarque é 13,6% menor que no mesmo mês em 2024. Colheita 2024/25 - Até o dia de ontem (25/09) foram colhidos no estado da BA (98,6%), GO (99,11%), MA (100%), MG (100%), MS (100%), MT(100%), PI (100%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 99,74%. Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (25/09) foram beneficiados nos estados da BA (64%), GO (73,75%), MA (38%), MG (69%), MS (65%), MT (39%), PI (70,5%), PR (100%) e SP (97%). Total Brasil: 45,99%. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 25-09 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com
A colheita da nova safra de algodão está na reta final e Brasil segue como maior exportador global
25 de Setembro de 2025A projeção da produção de pluma brasileira foi atualizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), durante o mês de setembro. A nova estimativa prevê uma produção de 4,11 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, um aumento de 11,1%, se comparada à colheita anterior. A área plantada com a cultura no país terá um aumento de 10,4% em relação ao ciclo 2023/2024, chegando a 2,147 milhões de hectares. Com o fechamento do ano comercial 2024/2025, em 31/07, o Brasil confirmou a posição como maior exportador global no ano, pela segunda vez na história. O país exportou 77,5 mil toneladas, em agosto de 2025, totalizando uma receita de US$ 123,5 milhões. O mês de agosto é o primeiro mês do calendário comercial 2025/2026. Paquistão foi o principal destino do algodão brasileiro em agosto de 2025, participando com 22% do total embarcado. Índia e Egito também foram destaques positivos do mês. Para 2025/2026, a expectativa é que de as exportações atinjam 3,1 milhões de toneladas de pluma, alta de 9,3% com relação ao último ano comercial. Acesse o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Relatorio_safra_Abrapa.Set2025.pdf
Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados: Abrapa divulga estimativa de produção recorde para a safra 2024/2025
23 de Setembro de 2025O Brasil está prestes a bater mais um recorde na produção de algodão, segundo estimativas divulgadas pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, durante a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, realizada na manhã da última terça-feira, 23/09. O encontro contou com a presença de representantes das principais associações de produtores do país vinculadas à Abrapa, da indústria têxtil, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). De acordo com os dados apresentados, a safra 2024/2025 deverá alcançar 4,11 milhões de toneladas de algodão. O volume estimado surpreendeu os produtores, que avaliam estratégias para comercializar toda a produção. Produção nos principais estados brasileiros A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, informou que a produção surpreendeu os cotonicultores do estado, onde a produção deve atingir 816 mil toneladas, uma projeção de aumento de 15% em relação à safra 2023/2024. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mato Grosso do Sul registrou a maior produtividade por hectare. O diretor executivo da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Algodão (Ampasul), Adão Hoffmann, destacou que o desempenho surpreendeu, já que as lavouras foram atingidas por chuvas nos meses que antecederam a colheita. Ainda assim, o terço médio e o ponteiro do algodão apresentaram bom desenvolvimento, e a qualidade da fibra melhorou em termos de comprimento e micronaire. Em Minas Gerais, terceiro maior produtor do país, os resultados ficaram abaixo do esperado. Problemas climáticos reduziram o volume colhido, embora a qualidade da fibra não tenha sido comprometida. Mato Grosso mantém a liderança nacional na produção de algodão. De acordo com o diretor executivo da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Décio Tocantins, o estado colheu 2,9 milhões de toneladas, o que representa cerca de 70% da pluma produzida no Brasil. A produtividade estimada, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), deve ser 5,6% maior em relação ao ciclo 2023/2024. Driblando a demanda global Houve consenso entre os presentes de que o principal desafio do setor é a estabilidade da demanda global. Em um cenário de alta produção, a demanda atual não sustenta uma recuperação dos preços, que seguem pressionados pela grande oferta de pluma. Como medida paliativa, Piccoli, apresentou a proposta de criação do Programa de Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) voltado ao algodão em pluma. Segundo ele, a possibilidade de estocagem elimina a necessidade de venda imediata, fortalece o poder de negociação do produtor e permite esperar por condições mais favoráveis de exportação, evitando liquidações forçadas em períodos de preços deprimidos. O projeto foi levado por representantes da Abrapa, da Ampa e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, na última sexta-feira (19/09). A proposta será oficializada via Câmara Setorial ainda em setembro, para discussão conjunta com o Mapa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Consumo interno de algodão O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, atualizou os participantes sobre o consumo de fibras pela indústria brasileira. Segundo ele, o Brasil produziu 132 milhões de toneladas de fibras têxteis, das quais 77,7 milhões foram de poliéster e 24,5 milhões de algodão, que representaram 19% do total. Apesar da inadimplência e dos juros elevados, que limitam o consumo das famílias, a indústria segue crescendo e gerando empregos. O principal desafio, contudo, é que o Brasil importa mais roupas do que exporta. Para Pimentel, o consumo interno de algodão só aumentará se houver maior produção por parte das confecções. Com uma defesa comercial mais firme, o país poderia aumentar a produção de vestuário e reduzir a dependência de tecidos sintéticos utilizados, por exemplo, na indústria automotiva. Expectativas para as exportações Miguel Fauss, ex-presidente e atual conselheiro da Anea, ressaltou que a China,maior compradora do algodão brasileiro, deverá reduzir suas aquisições neste ano. O país, que também é o maior produtor mundial da fibra, colheu mais algodão na última safra e adota postura cautelosa diante da crise nas relações com os Estados Unidos. Ainda assim, há espaço para expansão em outros mercados, como a Índia. Outro fator que influencia a competitividade, segundo Fauss, é o preço do petróleo. Sua queda tende a baratear a produção de fibras sintéticas, levando as indústrias a optarem pelos tecidos fósseis como forma de ampliar margens de lucro, o que pode reduzir a procura pela fibra natural brasileira.
Entidades do agro lançam manifesto e cobram plano nacional de logística no Brasil
22 de Setembro de 2025A conclusão do 1º Fórum de Geopolítica e Logística do Agro, em Brasília, resultou no lançamento do Manifesto pela Logística do Agro Brasileiro, divulgado nesta sexta-feira (19). O texto é assinado por Gustavo Viganó Piccoli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); Mauricio Buffon, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil); e Orcival Gouveia Guimarães, presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). O documento afirma que o Brasil já provou sua força em ciência, tecnologia e produtividade, mas perde competitividade na hora de exportar por causa de estradas precárias, pontes frágeis, atraso na expansão ferroviária e portos lentos e burocráticos. “É urgente um plano nacional para modernizar nossas rodovias, evitando caminhões atolados em estradas precárias ou pontes de madeira que se desfazem a cada inverno. O transporte sobre trilhos precisa deixar de ser promessa e se tornar alternativa real, com uma malha ferroviária conectada, integrada e capaz de oferecer solução de ponta a ponta”, diz o documento. A falta de armazéns obriga produtores a vender rapidamente e com menor valor agregado, enquanto o déficit de energia desestabiliza agroindústrias e sistemas de irrigação. Custo Brasil e disputa desigual “Hoje, nossos produtos levam mais tempo e custam mais para chegar aos compradores finais. Esse cenário, agravado pelo chamado ‘Custo Brasil’ e por uma Selic considerada desproporcional, cria uma disputa desigual com concorrentes internacionais que contam com logística moderna e infraestrutura mais robusta”, afirma o manifesto. O que o manifesto defende As entidades pedem um plano nacional que priorize rodovias seguras, ferrovias integradas, hidrovias navegáveis, portos modernos e sistemas de armazenagem mais robustos, para que a logística “deixe de ser obstáculo e passe a ser a chave que abre portas de competitividade e desenvolvimento”. “O diagnóstico é claro: não há mais espaço para adiar investimentos estruturantes na logística nacional.” Soberania e urgência O manifesto ressalta que investir em logística não é apenas facilitar a vida do produtor. É garantir soberania alimentar, geração de emprego, renda e o futuro do país. A mensagem final é de urgência e coordenação entre produtores, reguladores, financiadores, gestores públicos e sociedade: “O futuro não espera. O Brasil também não pode esperar”.
Entidades lançam Manifesto pelo Agro e defendem investimentos em logística
22 de Setembro de 2025Três associações de produtores divulgaram nesta sexta-feira, 19, um manifesto em defesa do agronegócio brasileiro. O documento, assinado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) defende que a logística deixe se ser um gargalo para se transformar em um pilar de competitividade e de crescimento para o País. As reivindicações são fruto das discussões promovidas durante o 1º Fórum de Geopolítica e Logística, realizado em Brasília no último dia 10 de setembro, e destacam que, apesar de o Brasil ter se consolidado como potência agrícola, os entraves logísticos comprometem prazos, elevam custos e reduzem a competitividade frente a concorrentes internacionais que contam com infraestrutura mais moderna. Além disso, aponta que o déficit de armazéns e o alto “Custo Brasil” pressionam o produtor e limitam a geração de valor. No texto, as entidades cobram a implementação de políticas de Estado voltadas para: rodovias seguras; ferrovias integradas e funcionais; hidrovias navegáveis; portos modernos e menos burocráticos; ampliação da capacidade de armazenagem; fornecimento estável de energia elétrica para sustentar a produção e a agroindústria. Para as associações, não há mais espaço para adiar investimentos estruturantes. Elas afirmam que investir em logística significa não apenas dar melhores condições ao setor produtivo, mas também garantir soberania alimentar, geração de emprego e fortalecimento da economia nacional. “A logística é a chave — e ela precisa girar, com o esforço conjunto de produtores, governo, reguladores, financiadores e sociedade”, argumentam. Clique aqui para ler o documento na íntegra O evento O 1º Fórum de Geopolítica e Logística foi organizado pelas Abrapa em parceria com as duas outras associações. O objetivo foi debater os principais desafios para o agro e quais as medidas que devem ser tomadas agora para ampliar as exportações de produtos brasileiros com qualidade e segurança. Quem estava presente assistiu a dois painéis: um sobre a diversificação dos modais de transporte e escoamento da safra brasileira, e outro sobre a atuação de agências reguladoras e obstáculos da infraestrutura de abastecimento no País. Fonte: https://agro.estadao.com.br/agropolitica/entidades-lancam-manifesto-pelo-agro-e-defendem-investimentos-em-logistica
Representantes da Abrapa apresentam programa de estocagem de algodão ao Ministro da Agricultura e Pecuária
19 de Setembro de 2025Na última quinta-feira, 18/08, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, reuniu-se com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, para solicitar ao Governo Federal o estabelecimento de uma linha de crédito para a estocagem de algodão em pluma. Ele esteve acompanhado do diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, do diretor executivo da Associação Mato-Grossense de Produtores de Algodão (Ampa), Décio Tocantins, e do presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Alexandre Schenkel. Com o objetivo de possibilitar que os produtores estoquem parte da produção e evitem liquidações forçadas em um mercado em queda, o programa pretende fortalecer a competitividade internacional da pluma brasileira. A proposta também busca mitigar as perdas dos cotonicultores e garantir o fornecimento de algodão para a indústria têxtil em períodos futuros. De acordo com Gustavo Piccoli, “A implementação do programa poderá aliviar a pressão de venda imediata ao oferecer uma estrutura que aumente o poder de barganha da produção nacional, contribuindo para estabilizar os preços internos no curto prazo e ajustar os fluxos de exportação conforme as oportunidades comerciais.” Medida provisória para renegociação de dívidas Na ocasião, Piccoli também manifestou preocupação com o alto grau de endividamento dos produtores, fator que dificulta o acesso a novos financiamentos. Em resposta às solicitações, o ministro Fávaro informou que o governo brasileiro está tomando providências para viabilizar medidas que possibilitem a renegociação das dívidas, por meio da edição de uma medida provisória específica. Previsibilidade e segurança Segundo Piccoli, garantir previsibilidade de renda e segurança ao produtor é fundamental para que o Brasil continue produzindo em larga escala e mantendo a liderança nas exportações da fibra. “O Brasil é referência mundial na produção sustentável de algodão. Para consolidar essa posição, é urgente a adoção de instrumentos de política agrícola anticíclica, capazes de assegurar renda e segurança ao produtor”, destacou o presidente da Abrapa.
Após a realização do Fórum Geopolítica e Logística, Abrapa, Ampa e Aprosoja lançam Manifesto pelo Agro Brasileiro
19 de Setembro de 2025No documento, as entidades se posicionaram em defesa de uma política de Estado que priorize rodovias seguras, ferrovias integradas, hidrovias navegáveis, portos modernos e armazenagem robusta. Leia o Manisfeto na íntegra: Manifesto - Fórum Geopolítica e Logística