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Experiência Sou de Algodão aproxima estudantes da prática da indústria têxtil
17 de Setembro de 2025

Na última segunda-feira (15), o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promoveu duas experiências com alunos de Design de Moda das universidades parceiras FAAL (Faculdade de Administração e Artes de Limeira) e Senac São Paulo. Pela manhã, o grupo da FAAL visitou a tecelagem Innovativ, especialista em Jacquard, situada em Santa Bárbara d’Oeste (SP). Já no período da tarde, foi a vez dos estudantes do Senac SP conhecerem a Covolan, empresa têxtil especializada em tecelagem de denim, sediada na mesma cidade. Coordenadas por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, as visitas possibilitaram que os alunos vivenciassem a prática dentro de fábricas de referência no setor, compreendendo a fundo os processos de produção, a importância da sustentabilidade e as oportunidades que a cadeia do algodão oferece. FAAL na Innovativ Na primeira visita do dia, os alunos da FAAL tiveram a oportunidade de conhecer a Innovativ, empresa com décadas de atuação no mercado de moda, especializada em tecidos jacquard e ratier. Durante a recepção, os estudantes acompanharam apresentações sobre o uso do algodão em diferentes aplicações e puderam observar máquinas, técnicas e processos de revisão de tecidos. “A experiência Sou de Algodão, em parceria com a Innovativ, é importante pois acreditamos muito no potencial brasileiro, seja trazendo isso em coleções ou na matéria-prima que utilizamos por aqui, que é 98% nacional. Esse contato nos permite falar diretamente com futuros estilistas e criadores, explicando a importância do algodão não só pela sua responsabilidade e por ser biodegradável, mas também pelo impacto econômico que ele agrega ao mercado. É muito gratificante receber os estudantes na Innovativ, mostrar o nosso trabalho e reforçar o propósito de construir juntos uma moda mais sustentável em todos os sentidos”, explica Thalita Colla, supervisora de marketing na Innovativ. “Foi uma super experiência! Os alunos ficaram muito entusiasmados e a criatividade e qualidade que a Innovativ possui superaram as expectativas. Ver um trabalho que resgata o lado mais artístico aliado à sustentabilidade e que ainda consegue se transformar em produtos de alta qualidade é o máximo. Considero a parceria com o Sou de Algodão extremamente produtiva, especialmente por proporcionar aos alunos experiências que unem resgate, inovação, sustentabilidade e responsabilidade social”, destaca Sandra V. Boschiero, docente da FAAL. Também segundo Manami, é essencial que os futuros profissionais entendam como a fibra do algodão se transforma em tecidos de alta qualidade. “Esse contato direto com a indústria permite que os alunos enxerguem o impacto da sua futura atuação profissional em toda a cadeia têxtil, desde o cultivo da fibra até a peça final de moda e decoração”, reitera. Senac SP na Covolan À tarde, a experiência foi realizada na Covolan, empresa fundada em 1966 e referência internacional em denim, com forte atuação em sustentabilidade ambiental, econômica e social. Os estudantes do Senac SP percorreram as instalações da fábrica, conheceram o funcionamento de maquinários e acompanharam de perto como o algodão é trabalhado para dar origem a tecidos versáteis e atemporais. Caroline Ferraz Covolan, diretora de projetos da empresa, afirma que receber os alunos no parque fabril é mostrar, na prática, que sustentabilidade e ética são possíveis quando vivenciadas desde o início da carreira. “Com a parceria com o Sou de Algodão, reforçamos a força do Brasil e nosso papel como a indústria de denim mais certificada das Américas. Nas visitas técnicas, os estudantes conectam teoria e prática ao observar como tratamos resíduos, otimizamos energia e estruturamos a produção. Para nós, é gratificante ver como essa vivência desperta senso crítico, inspira responsabilidade e aproxima o aprendizado da realidade do mercado, fortalecendo a visão de uma moda mais consciente e conectada ao futuro”, afirma Caroline. “O conhecimento proporcionado por esta imersão na fábrica certamente vai ampliar o repertório de nossos estudantes em relação às propriedades dos materiais patrocinados pela Covolan, que irão compor a coleção a ser apresentada no evento Casa de Criadores, em dezembro deste ano. É uma oportunidade única de aproximar a vivência acadêmica da prática de mercado, fortalecendo a formação dos alunos e valorizando a parceria com o Sou de Algodão”, ressalta Viviane Torres Kozesinski, docente do curso de Design de Moda do Senac SP. Para Manami, a visita ao polo do denim reforça a diversidade de caminhos que a moda nacional oferece. “O Brasil é reconhecido mundialmente pelo seu denim, e estar aqui, na Covolan, permite aos estudantes compreenderem o potencial criativo, tecnológico e sustentável da nossa indústria”, pontua. Formação para além da sala de aula As duas experiências tiveram como objetivo ampliar o olhar dos alunos sobre a moda, além de aproximá-los das práticas cotidianas do setor. Nos locais, eles puderam vivenciar os processos de criação, produção e revisão de tecidos, valorizando a matéria-prima nacional e conhecendo de perto o papel do algodão na indústria têxtil. No encerramento das visitas, Manami reforçou a importância da aproximação entre instituições de ensino e empresas têxteis. “Quando unimos universidades, indústrias e o movimento, estamos construindo uma base sólida para a formação de profissionais conscientes, engajados e preparados para transformar a moda em um setor cada vez mais responsável e inovador”, conclui.   Abrace este movimento:  Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_

Sou de Algodão leva moda responsável e inovação a estudantes de São Paulo e Santa Catarina
17 de Setembro de 2025

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou, nos dias 10 a 12 de setembro, quatro encontros com estudantes de Design de Moda em São Paulo, e um webinar com alunos de Engenharia Têxtil em Santa Catarina. As ações tiveram como objetivo aproximar os futuros profissionais das discussões mais atuais do setor, como inovação e sustentabilidade, além de despertar o interesse dos alunos na quarta edição do Desafio com a Casa de Criadores. Todas as palestras foram conduzidas por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, e contaram com participações especiais. Unip: 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores Na Universidade Paulista (Unip), campus Paulista, o movimento realizou duas sessões no dia 10, voltadas para as turmas da manhã e da noite. Além de apresentar o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, Manami trouxe reflexões sobre os desafios e oportunidades do setor têxtil e da moda, destacando a relevância de iniciativas que unem criatividade, inovação e responsabilidade. “Estar conectado ao Sou de Algodão + Casa de Criadores significa aproximar a universidade de profissionais e marcas que ditam tendências, além de reforçar nosso compromisso com uma formação que alia criatividade, inovação e consciência socioambiental. É também uma oportunidade de projetar nossos talentos em um cenário de grande visibilidade”, destaca Haroldo de Souza, Coordenador Geral  dos Cursos de Design de Moda da UNIP. “É um marco importante para o curso de Moda da UNIP, pois coloca nossos alunos em sintonia com um movimento nacional de valorização da moda autoral e responsável”. Anhembi Morumbi: ESG e mercado em pauta No dia seguinte, quinta-feira (11), foi a vez da Universidade Anhembi Morumbi receber o movimento em dois de seus campi: Vila Olímpia e Paulista. Os encontros contaram ainda com a participação de Laís Malerba Silveira, Gerente de ESG e Sustentabilidade da Veste S.A., uma das maiores varejistas do Brasil, que compartilhou experiências sobre ESG, e Natália Favorito, designer especialista da Individual, uma das cinco marcas do grupo, que explicou os processos de desenvolvimento de coleções. A ação amplia o debate sobre a integração entre academia e mercado. Durante a atividade, a coordenadora do curso, Deborah Serretiello, reforçou o valor dessa conexão com o Sou de Algodão. “A parceria da instituição com o movimento nos dá acesso a empresas que nunca tivemos antes, e esse conhecimento sobre o mercado de trabalho e as boas práticas do setor é muito importante para a formação dos futuros profissionais”, reitera. “Na Veste, entendemos que a moda vai além das tendências: ela envolve responsabilidade, inovação e propósito. Por isso, trocar experiências com jovens talentos é uma oportunidade única de mostrar como sustentabilidade, design e negócios caminham juntos, ao mesmo tempo em que aprendemos com a energia e curiosidade de quem está começando a construir sua trajetória profissional”, completa Laís. Claudia Regina Martins, docente do curso, destaca a parceria com o movimento, que permite que os estudantes tenham contato direto com empresas como a Veste. “A participação das representantes da Veste foi muito enriquecedora, especialmente por trazerem detalhes do ciclo de produção dentro da cadeia de confecção, que é a grande expertise deles. Muitos alunos ainda não tiveram a oportunidade de entrar em uma fábrica e conhecer de perto esses processos, e quando a universidade abre esse espaço, o aprendizado se torna de suma importância. Ficamos todos muito encantados e felizes em presenciar esse movimento de consciência. Para os estudantes, essa troca é transformadora e certamente vai render frutos valiosos no futuro”, avalia. UFSC: Qualidade do algodão brasileiro em debate Encerrando a semana de atividades, na sexta-feira (12), o Sou de Algodão promoveu o webinar “A qualidade do algodão brasileiro”, para estudantes e docentes do curso de Engenharia Têxtil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com abertura realizada por  Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, e participação de Edson Tetsuji Mizoguchi, consultor de qualidade da Abrapa, e João Paulo Saraiva Morais, pesquisador da Embrapa Algodão, o encontro trouxe um panorama aprofundado sobre a trajetória da fibra no Brasil, sua relevância para a cadeia têxtil e os avanços em sustentabilidade e inovação. “Ter participado da excepcional palestra foi um prazer. Informativa, envolvente e bem conduzida, do início ao fim, os palestrantes demonstraram profundo domínio do assunto, entrelaçando as dimensões históricas, agrícolas, econômicas e ambientais do algodão de uma forma acessível e intelectualmente rica. Em suma, foi mais do que uma simples palestra, foi uma jornada abrangente e instigante por uma das culturas agrícolas mais importantes do mundo”, destacou Miguel Angelo Granato, coordenador do Mestrado em Engenharia Têxtil da UFSC. De acordo com Edson Mizoguchi, a iniciativa é estratégica para aproximar os futuros profissionais do setor. “Esse webinar é importante para mostrar aos acadêmicos como o Brasil tem evoluído na qualidade da principal fibra natural, que é o algodão. Quando estiverem no mercado, poderão compreender sua importância no contexto da sustentabilidade e da cadeia têxtil brasileira. O futuro do algodão depende desses novos profissionais”, afirmou. Já João Paulo Morais ressaltou o impacto da ação junto à academia e ao mercado consumidor. “O evento foi importante porque promove o algodão e busca aumentar a participação das fibras naturais no mercado. Queremos mostrar que, mesmo sendo mais cara que a sintética, a fibra natural tem vantagens e, do ponto de vista da fiação, evidenciar os esforços dos produtores em fornecer a melhor matéria-prima possível às indústrias”, explicou. Para Manami Kawaguchi Torres, essas iniciativas reforçam o compromisso do movimento em preparar os estudantes para os desafios que eles encontrarão ao longo da carreira. “Nosso papel é abrir portas, gerar diálogo e mostrar que é possível unir criatividade, inovação e responsabilidade. Os estudantes de hoje serão os profissionais que ditarão o rumo da moda no futuro, e por isso é tão importante que estejam preparados para esse mercado”, destaca. Ela acrescenta que a troca entre academia e indústria é essencial para criar caminhos mais sustentáveis para o setor. “Cada encontro é uma oportunidade de inspirar novas gerações a fomentar um setor mais inovador, responsável e colaborativo”, finaliza. Abrace este movimento:  Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_

Relatório Mensal de Estatística - Setembro de 2025
17 de Setembro de 2025

Na última terça-feira, 16/09, foi publicado o Relatório Mensal de Estatística de setembro levantado pelo Cotton Brazil.O resultado documento traz dados de oferta e demanda globais do USDA. Para a produção brasileira, as fontes são da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) e IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). Produção global: No mundo, a produção de 2025, foi revisada em setembro pelo USDA, e subiu 229,7 mil toneladas, se comparado ao mês anterior. Líderes: China e Brasil são os únicos países da lista dos 10 maiores produtores mundiais a aumentarem o volume de algodão em 2024/2025. Mais algodão: O consumo global também aumentou em 184 mil toneladas, na atualização do USDA, entre agosto e setembro de 2025. Brasil: De acordo com a Conab, a produção da safra 2024/2025, que está sendo colhida, foi revisada em setembro para 4,06 milhões de toneladas, em agosto a produção era projetada em 3.94 milhões. Essas e outras informações você pode conferir no relatório completo, disponibilizado no link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Relatorio_WASDE_USDA_IMEA_Setembro-Novo.pdf

Abrapa participa de encontro internacional de pesquisadores de algodão na Argentina
15 de Setembro de 2025

Com o objetivo de desenvolver uma agenda de trabalho conjunta entre os países produtores de algodão, o ICAC International Cotton Advisory Committee, através da Rede Latino-Americana de Pesquisa e Desenvolvimento do Algodão (Alida) e em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA), realizou, de 9 a 11 de setembro, o XV Encontro Regional de Pesquisadores de Algodão da América Latina e Caribe. O evento ocorreu na Estação Experimental Agropecuária de Reconquista, na Argentina, e teve a participação do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, e de representantes do setor algodoeiro de nove países incluindo Paraguai, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, México e Chile. Desde 1986, o ICAC apoia a organização da Alida e promove edições do encontro a cada dois anos. Em 2025, o tema central foi “Horizontes produtivos do algodão na América Latina e Caribe”. Foram três dias de palestras e atividades voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da região, por meio da colaboração e do intercâmbio de conhecimentos entre os participantes. O algodão na América Latina O cultivo de algodão na América Latina é uma prática tradicional da região, que impulsiona a economia e conecta comunidades as suas culturas ancestrais. O Brasil, que é líder regional de produção, nos últimos anos se tornou uma referência atual em termos de rastreabilidade, de sustentabilidade e qualidade. A Argentina e o Paraguai são outros grandes produtores do continente, que tendem a ampliar a área plantada com a pluma nos próximos anos. O Peru ganhou notoriedade durante o encontro pelo cultivo do algodão Pima, que apesar de ser produzido em pequena quantidade, tem um alto valor agregado e conquistou mercados internacionais de nicho. Nos demais países, como o Equador e a Bolívia, a cotonicultura é desenvolvida por comunidades indígenas e pequenos agricultores, não tendo grandes produções voltadas à exportação, mas ao uso tradicional e consumo interno, portanto não tendem ao aumento expressivo da produção. Apesar das diferenças, os países participantes enfrentam problemas em comum, como a estagnação da demanda mundial a falta de tecnologias disponíveis para a melhoria da qualidade e o controle de pragas. Fatores que também foram pautas do evento por elevarem os custos de produção e diminuírem a margem de lucro dos produtores. Organização e valor agregado do algodão brasileiro Na primeira apresentação, detalhou o modelo associativo da Abrapa, que reúne 11 associações estaduais responsáveis por 99% da produção nacional de algodão. “Enquanto associação, a Abrapa assume o papel de elevar os padrões da cadeia produtiva brasileira, oferecendo às filiadas programas de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade. Esses três pilares, em conjunto, ajudaram o país a alcançar o patamar de maior exportador global de algodão”, destacou. Na segunda fala, o diretor apresentou os avanços em rastreabilidade, qualidade da fibra e comercialização da pluma brasileira. Ele explicou que os programas da Abrapa garantem transparência sobre a origem e a qualidade do algodão, desde a fazenda até o consumidor final. Segundo Portocarrero, “ao longo dos anos, o sistema de rastreabilidade foi ampliado com informações socioambientais, sistemas de georreferenciamento e certificações”. Ele também mencionou o movimento Sou de Algodão e o programa Cotton Brazil, ressaltando a importância de cada iniciativa na promoção da fibra brasileira. “Em 2016, nasceu o movimento Sou de Algodão, que fortaleceu o mercado interno e uniu milhares de marcas em prol da fibra natural e sustentável. Para ampliar a presença internacional, especialmente na Ásia, o programa Cotton Brazil foi fundamental para consolidar o país na liderança das exportações globais”, afirmou. Portocarrero reforçou ainda que o grande objetivo atual da Abrapa é assegurar excelência e padronização da qualidade da pluma brasileira, de modo a fidelizar clientes e expandir mercados. Bandeira global Além da produção, beneficiamento e comercialização da fibra, o encontro abordou o combate ao avanço das fibras sintéticas em detrimento das naturais no setor têxtil. Houve consenso sobre a necessidade de ações conjuntas, inclusive com produtores australianos e americanos, para conscientizar sobre os impactos ambientais e à saúde dos derivados de petróleo. Resultados do encontro O encontro promovido pelo ICAC, INTA e Alida reuniu pesquisadores e técnicos da cadeia do algodão latino-americano para trocar experiências e gerar conhecimentos que contribuam para o crescimento sustentável da produção e da área cultivada na região, além de abrir novas oportunidades de desenvolvimento.

Conexão Denim promove diálogos sobre moda responsável no Denim City
12 de Setembro de 2025

O Denim City, em São Paulo, foi palco na última quarta-feira (10) do Conexão Denim, encontro promovido em ação conjunta pelo movimento Sou de Algodão, a Covolan Denim e o Senac SP. O evento faz parte das iniciativas do projeto Talentos Senac, que aproxima a academia da indústria têxtil e da criação autoral, oferecendo aos estudantes a oportunidade de vivenciar processos reais da moda brasileira. O Talentos Senac é um projeto anual do Senac SP, que seleciona alunos por meio de edital. Nesta edição, 15 estudantes foram escolhidos para desenvolver dois looks cada, totalizando 30 criações, que serão apresentados na Casa de Criadores, em dezembro. A coordenação criativa é do estilista João Pimenta, consultor criativo da instituição e parceiro do movimento. No encontro, mediado por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do Sou de Algodão, foram apresentados cases e reflexões sobre como conectar iniciativas responsáveis a um futuro mais positivo para a moda brasileira. Manami destacou o avanço da rastreabilidade do algodão promovida pela Abrapa, que já soma quase meio milhão de peças rastreadas em parceria com grandes varejistas.  Carolina Ferraz, diretora de projetos da Covolan, compartilhou as práticas de sustentabilidade da empresa, que incluem a preservação de recursos hídricos e o investimento em certificações internacionais. “Foi um momento muito especial, todos ficaram profundamente envolvidos e com vontade de levar essa conversa para outros espaços. Quando falamos diretamente com alunos, o impacto é ainda maior, porque refletir sobre ética e sustentabilidade no início da carreira torna mais fácil se posicionar no mercado, enquanto produto e marca, a partir dessa filosofia”, afirma Carolina. Já João Pimenta trouxe a sua experiência como criador, ressaltando que a escassez sempre foi um motor de inspiração em sua carreira, levando-o a reaproveitar tecidos e valorizar matérias-primas responsáveis. “O encontro mostrou o comprometimento do movimento em fazer com que a moda brasileira cresça e evolua. A junção entre academia, alunos e indústria é fundamental para formar novos talentos preparados para o mercado. Foi muito estimulante perceber como a sustentabilidade foi abordada de forma clara e objetiva, e ver a indústria interessada nos futuros criadores e marcas. Esse tipo de experiência faz toda a diferença para que os estudantes entendam o que está acontecendo no mercado e possam construir um futuro mais consciente para a moda”, reitera o estilista.  “Participar deste talk foi uma experiência incrível. Como coordenadora, é gratificante poder proporcionar aos alunos esse tipo de interação entre produtores, indústria e criadores de marca. Foi uma conversa rica, e que certamente impactou os estudantes de forma positiva”, destaca Ana Paula Mendonça Alves, coordenadora do Bacharelado em Design de Moda do Senac São Paulo. Para Manami, a conexão entre academia, indústria e criação é fundamental para transformar o setor. “Nosso objetivo com o Conexão Denim foi justamente criar esse espaço de diálogo entre diferentes elos da cadeia da moda, do campo à indústria, passando pela academia e a criação autoral. Quando aproximamos diversos pontos de vista, conseguimos enxergar de forma mais clara como cada iniciativa contribui para um futuro mais responsável e conectado”, diz. O Conexão Denim também contou com a presença de estudantes do Senac e de jornalistas do trade têxtil, ampliando os diálogos sobre transparência, colaboração, pessoas e conexões - pontos centrais para a construção de uma moda que respeita o meio-ambiente, valoriza pessoas e fortalece a cadeia produtiva nacional.

Quais são as 10 cidades com maior valor de produção agrícola no Brasil?
12 de Setembro de 2025

A cidade de Sorriso, no Mato Grosso, consolidou-se mais uma vez como a capital do agronegócio brasileiro. Pelo sexto ano consecutivo, o município liderou o ranking nacional em valor de produção agrícola, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM 2024), divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, Sorriso registrou valor de produção de R$ 7,2 bilhões, o que corresponde a 0,9% do total nacional. O município também se destacou em diferentes culturas: foi o 3º maior em soja (R$ 3,3 bilhões), o 1º em milho (R$ 2,4 bilhões), o 6º em algodão (R$ 1,3 bilhão) e o 4º em feijão (R$ 195,7 milhões). Bahia e Mato Grosso dividem posições de destaque Na sequência do ranking, São Desidério (BA) aparece com R$ 6,6 bilhões, seguido por Sapezal (MT), com R$ 5,9 bilhões. Ambos os municípios têm forte participação na produção de soja e algodão. No total, os 10 maiores municípios em valor de produção agrícola somaram R$ 52,4 bilhões, o que representa 6,7% do valor nacional.

Primeira viagem da Transnordestina será em outubro, diz ANTT
12 de Setembro de 2025

Após 10 anos de obras, a ferrovia Transnordestina fará sua primeira viagem no próximo mês. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 10, pelo o superintendente de transporte ferroviário da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alessandro Baumgartner. “Já temos 680 quilômetros prontos e estamos concluindo a verificação técnica para autorizar a primeira viagem em outubro. A Transnordestina é um divisor de águas para o escoamento da produção agrícola do Nordeste e vai oferecer uma alternativa logística muito mais eficiente para os produtores”, destacou Baumgartner durante o  Fórum Geopolítica e Logística. O trecho mencionado liga Eliseu Martins (PI) até o início do Ceará. Quando estiver concluída, a Transnordestina terá 1,2 mil quilômetros de extensão, ligando o Piauí ao porto de Pecém no Ceará. Para efeito de comparação, a ferrovia terá a mesma dimensão da ligação ferroviária entre Lisboa e Paris, atravessando Portugal e boa parte da França. “É importante ter noção do tamanho do Brasil. Uma ferrovia como a Transnordestina tem a mesma escala de obras que unem países inteiros na Europa. Esse é o desafio da logística brasileira e também a oportunidade de transformar nossa matriz de transporte”, observou o superintendente. Em julho deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o incremento de mais R$ 1,4 bilhão para a finalização da ferrovia. Ao todo, já foram investidos R$ 8,2 bilhões, e o orçamento total da obra é de R$ 15 bilhões. Ferrogrão Além da Transnordestina, Baumgartner destacou outros projetos estruturantes, como a Ferrogrão, que terá leilão previsto para 2026 e deve ligar o Mato Grosso a Miritituba (PA). A ferrovia deve encurtar distâncias e reduzir custos para o transporte de grãos do Centro-Oeste. “Hoje, o produtor brasileiro enfrenta uma média de 1,2 a 1,5 mil quilômetros até chegar ao porto. Na Argentina, essa distância é de 300 a 400 quilômetros. Precisamos mudar essa realidade, e a Ferrogrão é uma resposta concreta a esse desafio”, afirmou. De acordo com o superintendente, a visão da área jurídica da ANTT é de que as questões que travavam o projeto já foram superadas. Conforme noticiou o Agro Estadão, o projeto está parado no Supremo Tribunal Federal há três anos. “Muito se falou sobre o licenciamento da Ferrogrão, mas, com a mudança de traçado e ajustes ambientais, não há mais impedimentos para que o processo avance. O próximo passo é manter o cronograma para que o leilão ocorra no prazo previsto”, disse. Custo logístico da soja Durante o evento, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Maurício Buffon, reforçou a urgência de destravar os gargalos logísticos do país. Ele reforçou que a falta de infraestrutura encarece significativamente a competitividade brasileira frente aos concorrentes. “Pagamos um preço alto por uma série de atrasos que encarecem demais o chamado custo Brasil. Para se ter uma ideia, os Estados Unidos gastam cerca de 40% do que nós gastamos em logística de soja, enquanto a Argentina chega a 60%. Ou seja, já partimos com um deságio de quase 50% só no frete”, destacou Buffon. O dirigente lembrou ainda que aproximadamente 30% do custo total da soja no Brasil está relacionado ao transporte. “É um peso enorme para o produtor, que reduz nossa competitividade global. Se tivéssemos feito o dever de casa em infraestrutura há anos, não estaríamos enfrentando os mesmos entraves hoje. Precisamos avançar, porque o setor produtivo não aguenta mais carregar essa ineficiência”, completou. O primeiro Fórum Geopolítica e Logística é realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com a Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), e a Aprosoja Brasil.

País tem safra recorde com 350, 2 mi de toneladas de grãos no ciclo 2024/2025
12 de Setembro de 2025

A produção nacional de grãos bateu novo recorde histórico, com 350,2 milhões de toneladas produzidas no ciclo 2024/25. O volume supera o da temporada 2022/23, quando foram colhidas 324,36 milhões de toneladas -a alta foi de 16,3%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), estatal vinculada ao MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), responsável por executar a política agrícola e de abastecimento de alimentos do país. O evento feito em Brasília teve a presença do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), os ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e o presidente da Conab, Edegar Preto. “Os três últimos anos foram recordes no Plano Safra 2023,2024 e 2025, além de recordes de exportação. O Brasil saiu do mapa da fome, e hoje temos deflação de alimentos” disse Carlos Fávaro. Os dados do 12o Levantamento da Safra 2024/2025 apontam que a soja teve produção recorde, estimada em 171,5 milhões de toneladas, alta de 20,2 milhões de toneladas sobre a safra passada. A maior produtividade ficou com Goiás, com 4.183 kg/ha, e a menor no Rio Grande do Sul, com 2.342 kg/ha, onde as regiões produtoras passaram por altas temperaturas e chuvas irregulares. A safra sempre envolve dois anos porque o plantio acontece em um ano e a colheita, no seguinte. A soja, por exemplo, que foi plantada no segundo semestre de 2024 (setembro a novembro), só foi colhida no primeiro semestre de 2025 (janeiro a abril). Houve produtividade recorde na média nacional nas lavouras de milho, considerando as três safras do grão, estimada em 6.391 quilos por hectare no atual ciclo. Com isso, espera-se produção total de 139,7 milhões de toneladas na safra 2024/25, alta de 20,9% em relação a 2023/24 e a maior do produto registrada pela estatal. Na primeira safra, a produção foi estimada em 24,9 milhões de toneladas, alta de 8,6% sobre a anterior. Na segunda, com 97% da área colhida e 3% em maturação, estima-se alta de 24,4% na produção, prevista em 112 milhões de toneladas. Para a terceira safra, com as lavouras em desenvolvimento, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas. É esperado, ainda, um recorde para o algodão, com a produção da pluma estimada em 4,1 milhões de toneladas. O resultado traz alta de 9,7% sobre a safra anterior e é sustentado pelo aumento de 7,3% na área semeada e pelo clima favorável. Para o arroz, que já tem colheita encerrada, a produção alcançou 12,8 milhões de toneladas, alta de 20,6% sobre 2023/24 e a 4a maior já registrada. O aumento reflete a expansão de 9,8% na área semeada e as condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. No caso do feijão, a estimativa traz uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas, o que garante o abastecimento interno do país. Das culturas de inverno, o trigo teve redução de 19,9% na área destinada ao grão ante a safra passada, totalizando 2,4 milhões de hectares. Já a produtividade deve ter recuperação, saindo de 2.579 quilos por hectare em 2024 para 3.077 kg/ha neste ano. A produção está estimada em 7,5 milhões de toneladas nesta safra, 4,5% menos que a safra passada. O ministro Teixeira afirmou que, a despeito do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as vendas aos americanos seguem fortes. “O impressionante é que eu tenho ouvido dos produtores brasileiros que os americanos não estão abrindo mão dos produtos brasileiros, apesar do tarifário. Eles continuam comprando carne, comprando frutas, comprando os nossos produtos que são fundamentais para a economia americana. E eu espero que, a partir dessa semana, eles comecem a abaixar o tarifácio porque estão prejudicando muito o consumidor americano”, disse. Fávaro criticou a gestão de Jair Bolsonaro, lembrando que se chegou a cogitar fechar a Conab. Alckmin citou o papel da estatal na regulação de preços, evitando efeitos de sazonalidade que impactam o bolso dos consumidores. “Tem momentos que a safra é recorde e o preço cai. É a hora de comprar e a hora de fazer estoque. Lá na frente, isso é cíclico. A safra desaba e o preço dispara. É a hora de colocar produto para ter uma regularidade de preços e evitar que o povo, que o consumidor fique sempre perdendo.” Preto afirmou que a Conab voltou a fazer estoques de alimentos, ajudando a controlar a inflação. “Voltamos a fazer estoques públicos depois de 11 anos que não tínhamos estoque de arroz. Fazia 14 anos que não havia estoque de trigo. Agora temos estoque de trigo. Temos estoque de milho. Estamos comprando mais milho para reformular os nossos estoques, estamos fazendo subvenção para o feijão”, declarou. O governo vai liberar R$ 12 bilhões para renegociar dívidas de produtores perderam safra por adversidades climáticas. Barcaças carregadas com soja cruzam o rio Tapajós, em Itaituba (PA) Soja cai em 2024, mas ainda gera um terço do valor O valor da produção de soja no Brasil foi de R$ 260,2 bilhões em 2024, queda de 25,4% ante 2023 (R$348,7 bilhões), segundo 0 IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O órgão associou a redução a impactos de problemas climáticos e baixa nos preços da commodity. Mas o grão ainda respondeu por 33,2% do valor total da produção agrícola do país no ano passado.