notícias
Sou de Algodão participa da Semana de Acolhimento da PUC-Campinas
18 de Agosto de 2025Entre os dias 12 e 15 de agosto, o Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), marcou presença na Semana de Acolhimento da PUC-Campinas, com uma programação especial voltada ao curso de Design de Moda, envolvendo estilistas parceiros, marcas autorais e um bate-papo sobre o lançamento da quarta edição do Desafio em parceria com a Casa de Criadores - concurso voltado a estudantes de moda. “Dentro do movimento, acreditamos que a moda é feita de histórias, conexões e oportunidades, e levar isso para jovens que estão começando a sua carreira é uma forma de inspirar e abrir horizontes”, afirma Manami Kawaguchi Torres, gestora de Relações Institucionais do movimento, responsável por comandar as palestras na universidade parceira. Webinar com Dendezeiro A abertura da participação do movimento na Semana de Acolhimento aconteceu com um webinar em parceria com a Dendezeiro, marca parceira do Sou de Algodão reconhecida por sua estética autoral e compromisso com a valorização da cultura afro-brasileira. O CEO e diretor criativo Hisan Silva contou em detalhes sua trajetória, desde o início do design de moda na Bahia, passando por desafios do mercado independente, até chegar ao reconhecimento nacional e às passarelas mais prestigiadas do país. Durante a conversa, ele destacou a relação da Dendezeiro com a expressão, já que muitas marcas a procuram para parcerias que trazem autenticidade à necessidade de apoiar a visibilidade de pessoas pretas. Para Hisan, as coleções apresentadas em semanas de moda precisam contar histórias, e, para isso, é necessário pesquisar, trazer verdade ao que se apresenta, como a leitura de fatos importantes para a sociedade. “Moda tem esse poder de nos fazer sonhar e criar conexões verdadeiras. É muito especial poder compartilhar a minha experiência com tantas pessoas potentes e inteligentes, trocando sonhos e construindo juntos esse desejo de florescer dentro do universo criativo”, declara Hisan. Palestra com Bold Strap O segundo encontro da programação trouxe para os estudantes de Moda da PUC-Campinas a Bold Strap, marca parceira que construiu uma narrativa única de representatividade e inclusão no mercado brasileiro. O estilista e diretor criativo Pedro Andrade compartilhou sua visão sobre a criação de peças com mensagens políticas e sociais, mostrando como a moda pode ser usada como ferramenta de transformação. Ele destacou a importância da autenticidade e da fidelidade ao propósito da marca, mesmo diante dos desafios de empreender, lembrando que já chegou a cancelar campanhas prontas por não estarem alinhadas com seus valores. Pedro também falou sobre a resiliência necessária no início da jornada, quando cuidava de todas as áreas do negócio, e aconselhou os alunos a estudarem sempre, buscarem oportunidades sem medo e valorizarem os relacionamentos. “É muito importante essa iniciativa do Sou de Algodão em levar profissionais para palestras e eventos em universidades parceiras, principalmente pensando na formação e no entendimento do mercado de trabalho dos estudantes. Moda é criação, é design, é arte, mas também é, acima de tudo, um negócio feito por diversas pessoas, como fornecedores, prestadores de serviços, costureiras, lojistas e compradores; por isso, é tão fundamental que os alunos tenham esse contato”, reitera Pedro. Lançamento do 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores Encerrando a participação na Semana de Acolhimento, o movimento apresentou oficialmente o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores. O momento contou com a presença de André Hidalgo, fundador e diretor da Casa de Criadores, que falou sobre a relevância do concurso como o caminho para a revelação de novos talentos na moda autoral brasileira. Durante a palestra de Manami e André, foram compartilhados exemplos de estilistas que participaram de edições anteriores e que hoje já possuem marcas consolidadas, como Guilherme Dutra, Rodrigo Evangelista, Dario Mittmann e outros. A nova edição mantém o propósito de incentivar a criatividade, promover o uso responsável do algodão brasileiro e aproximar estudantes das experiências reais do mercado de moda, com a possibilidade de integrar o line-up oficial da Casa de Criadores. André Hidalgo destaca a autenticidade e a diversidade para a 4ª edição do concurso. "A moda autoral no Brasil está cada vez mais diversa, livre e regional, ainda mais conectada com as raízes do nosso país. Com o Desafio, nós queremos mostrar que criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional, como o algodão, é essencial para quem está começando e quer fazer parte de uma moda mais responsável. A minha dica para os estudantes é criar como se ninguém tivesse feito a mesma coisa antes", afirma. “Acreditamos que encontros como esse ajudam a mostrar que há espaço para novas ideias e vozes na moda brasileira, especialmente quando o trabalho é feito com consciência e propósito. Estarmos presentes em um evento como esse, de uma universidade parceira, demonstra a importância de funcionarmos como uma ponte entre a cadeia produtiva e os futuros profissionais do setor”, diz Manami. “A parceria com o movimento Sou de Algodão trouxe para a Semana de Acolhimento protagonistas do cenário contemporâneo da moda, permitindo aos estudantes dialogar diretamente com profissionais de referência e impulsionando, por meio do Desafio com a Casa de Criadores, a inovação na moda brasileira”, afirma Rose Sathler, coordenadora do curso de Design de Moda da PUC-Campinas. “Foi uma semana extremamente inspiradora para alunos e professores, que iniciam o semestre motivados, com novas ideias e perspectivas para o futuro do curso. Somos profundamente gratos por essa colaboração”, finaliza. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_
Brasil, EUA e Austrália podem formar aliança para promover o algodão
18 de Agosto de 2025Entidades do setor privado de Brasil, Estados Unidos e Austrália sinalizaram estar dispostas a trabalharem juntas para promover o algodão pelo mundo. A ideia é “mudar a narrativa” para tentar emplacar que o uso da fibra natural é mais sustentável e seguro do que as fibras sintéticas. “Estamos iniciando tratativas com os americanos e com os australianos, para, juntos, começarmos um trabalho de divulgação e de promoção do algodão como fibra natural. Já temos sinal verde de sentarmos à mesa e desenharmos um programa de promoção da fibra natural de algodão”, destacou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Viganó Piccoli, em entrevista ao Agro Estadão. Além da Abrapa, a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), do Brasil, a American Cotton Shippers Association (ACSA), dos Estados Unidos, e Australian Cotton Shippers Association (ACSA), da Austrália, também devem participar da aliança. “Estamos iniciando um trabalho para convencermos a grande massa da população, para mostrarmos a narrativa correta da fibra natural versus fibra fóssil”, acrescentou Piccoli. A estratégia de levar o discurso para o consumidor final passa por demonstrar as diferenças entre o sintético e o natural. Como revela o presidente, o algodão tem perdido espaço no mercado e a intenção é apostar na sustentabilidade do produto nacional. Índia pode ser caminho de expansão A Abrapa vem promovendo viagens de imersão para compradores da pluma. Na última, estiveram no Brasil representantes de seis países — Turquia, Índia, China, Paquistão, Bangladesh e Vietnã. Juntos esses países correspondem a 84% das exportações de algodão do Brasil no ciclo 2024/2025. Piccoli afirma que a intenção é ampliar os negócios com todos, mas vê um potencial maior na Índia. “A Índia, por ser um país que tem uma população muito grande, a gente imagina que em algum momento eles possam direcionar as áreas que hoje são de algodão para produção de alimentos. E aí, como o algodão que produzimos é de excelente qualidade, com preços relativamente baixos, imaginamos que a gente possa aumentar a exportação para a Índia”, explicou o presidente da associação. De acordo com dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Índia foi o sétimo principal destino do algodão brasileiro em 2024. Foram mais de 100 mil toneladas vendidas a US$ 184,3 milhões. No comparativo com 2023, o volume exportado aumentou mais de oito vezes (+866%). Também no ano passado, o Brasil passou a liderar as exportações mundiais da pluma, ultrapassando os Estados Unidos. Foram mais de 2,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2025/2026, Piccoli estima que o país continue no topo e aumente esse montante embarcado para aproximadamente 3,2 milhões de toneladas. Preços apertados e produção em alta A safra de algodão do Brasil está nos momentos finais de colheita. O último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que o país deve ter uma safra recorde com 3,93 milhões de toneladas da pluma. Porém, o presidente da Abrapa aposta que esse resultado pode chegar às 4 milhões de toneladas. Já os preços da commodity não tem agradado o produtor. “Faz praticamente um ano que está o preço andando de lado, estamos falando algodão aí de 65 a 70 cento de dólar por libra peso. A esse preço, a margem fica muito estreita. Eu diria que em várias situações o produtor de algodão está sem margem. Isso é problema”. A solução estaria em reduzir os custos de produção já que hoje o mercado comprador de algodão está estagnado, ou seja, não há uma demanda crescente. Mesmo assim, com aumento de produtividade, a expectativa é de que o recorde seja batido na próxima safra. “Eu diria que a gente vai ter uma manutenção da área que tivemos nesta safra. Dificilmente teremos acréscimo de área, mas com certeza manteremos a área e tentaremos ser as mais eficientes em produtividade também”, pontuou o presidente da associação. A Conab estima que a área plantada de algodão na safra 2024/2025 é de 2,08 milhões de hectares.
Relatório Mensal de Estatística - Agosto de 2025
15 de Agosto de 2025Foi publicado nesta quinta-feira, 14/08, o Relatório Mensal de Estatística de agosto, do Cotton Brazil. Com informações atualizadas do USDA, o documento apresenta os dados comerciais dos maiores players do algodão no mundo. Produção - O Brasil segue ocupando o ranking de 3º maior produtor mundial de algodão no ano comercial 24/25. Exportações - A previsão é de que ocorra um aumento do volume exportado pelo país no ano comercial 25/26, atingindo 3,11 milhões de toneladas comercializadas. Liderança - A expectativa é de que o Brasil continue liderando o ranking global de exportações, aumentando a distância entre a sua posição e o segundo lugar, ocupado pelos Estados Unidos. EUA - Exportações dos Estados Unidos devem diminuir. No ano comercial 25/26, a expectativa é de que o país exporte 0,13 milhão de tonelada a menos, se comparado com 24/25. China - A China cai para o 4º lugar no raking de importação, mas continua sendo o maior consumidor de algodão no mundo. Importações - Bangladesh volta ao topo do ranking de importadores da pluma, acompanhado pelo Vietnã na 2ª posição e do Paquistão na 3ª. Mercado doméstico - A tendência é que o consumo interno da fibra se mantenha estável. Essas e outras informações você pode conferir no relatório completo, disponibilizado no link abaixo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Relatorio_de_Estatisticas_Mensais_CottonBrazil_Agosto.pdf
Abrapa leva algodão brasileiro à Expo Osaka 2025
15 de Agosto de 2025Na próxima semana, o Pavilhão do Brasil da Expo Osaka 2025, no Japão, abre espaço para a força do algodão brasileiro. De 18 a 23 de agosto, o Cotton Brazil, programa de promoção da pluma brasileira no exterior da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promove uma programação especial para mostrar a versatilidade, a qualidade e a sustentabilidade do produto brasileiro. A Expo, também conhecida como Exposição Universal, é realizada desde 1851, organizada pelo Bureau International des Expositions (BIE), e tem como objetivo promover o intercâmbio cultural e tecnológico entre países. A sua primeira edição ocorreu em Londres, e já passou pelo Brasil em 1922, na cidade do Rio de Janeiro, única realizada no país e na América Latina. Sua primeira edição em Osakaocorreu em 1970 e, em 2025, está sendo realizada de 13 de abril a 13 de outubro. Com o tema "Desenhando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”, a Expo Osaka recebeu até agora 15 milhões de visitantes e a previsão é chegar a 28 milhões de pessoas até outubro. “Queremos aproveitar essa grande vitrine para o mundo que é a Expo Osaka e mostrar que o algodão é a melhor alternativa para o nosso futuro, por se tratar de uma fibra têxtil natural, renovável e muito mais sustentável que as sintéticas”, explicou Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa. Destaque para o agro brasileiro Durante o mês de agosto, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) promove uma extensa programação focada no agronegócio brasileiro. Na semana de 18 a 23 de agosto, é a vez da Abrapa promover uma exposição multimídia, com painéis interativos, debates e ações de relacionamento com autoridades e empresários japoneses, brasileiros e internacionais. O poder da fibra natural A mostra Power of the Natural: From Cotton Fields to Fashion apresenta peças de vestuário que revelam diferentes usos e expressões culturais do algodão brasileiro. Entre elas, destaca-se o traje tradicional das baianas, símbolo histórico do uso do algodão no país, que pertence a Gilcilene, baiana de Salvador que trabalha com a venda de acarajé há mais de 22 anos em Luís Eduardo Magalhães. A mostra também contará com uma peça de alta costura, um vestido em renda renascença 100% algodão da grife Martha Medeiros, confeccionado artesanalmente por artesãs do Nordeste brasileiro. A marca faz parte do movimento Sou de Algodão e é conhecida pela técnica artesanal, símbolo da herança e tradição das rendeiras nordestinas no manuseio da fibra. Presenteado especialmente para a exposição, o judogi do medalhista mundial David Moura simboliza a conexão cultural entre Brasil e Japão. No judô, popularizado no Brasil pela influência da imigração japonesa, a veste é como uma extensão do corpo do atleta. Moura, um dos maiores atletas do judô brasileiro, é natural de Mato Grosso, o estado que mais produz algodão no Brasil. A mostra traz também peças confeccionadas com algodão rastreado, uma camiseta branca, uma calça e uma jaqueta jeans. Em cada etiqueta, um QR Code permite acompanhar toda a jornada do algodão, desde a fazenda onde foi cultivado até chegar à marca responsável pela criação da peça. Quem for na exposição poderá levar de brinde para casa um Furishiki. A peça tradicional da cultura japonesa, terá um toque de brasilidade por ser confeccionada no tecido Chita. Geralmente, os Furishikis são utilizados como embalagens reutilizáveis, e a depender das dobras feitas no seu tecido, podem servir como cestas, sacola e até mesmo como embrulhos para presentes mais especiais. Mulheres que tecem o futuro Como parte da programação dedicada ao algodão brasileiro na Expo Osaka 2025, o painel “Mulheres que tecem o futuro: da sustentabilidade à inovação”, acontece no dia 22 de agosto. No encontro, lideranças femininas debatem representatividade, rastreabilidade e práticas sustentáveis na cadeia do algodão. A diretora de Negócios da Apex Brasil, será a mediadora do painel que terá a participação da produtora rural e presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, e da superintendente de Projetos Estratégicos da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Lilian Kaddissi. A programação da Abrapa na Expo Osaka é realizada pelo Cotton Brazil, programa de promoção do algodão brasileiro em escala global. A iniciativa é uma parceria com a ApexBrasil e com apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 15/08/2025
15 de Agosto de 2025Destaque da Semana - Esta semana teve relatório mensal do USDA mostrando produção global menor e consequentemente menores estoques finais. Mercado ainda operando em um intervalo muito estreito (67–69 centavos) com as incertezas do cenário geopolítico global. Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 14/ago cotado a 67,68 U$c/lp (+1,9% vs. 07/ago). O contrato Dez/26 fechou em 69,47 U$c/lp (+1,2% vs. 07/ago). Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 702 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 14/ago/25. Altistas 1 - O relatório de oferta e demanda do USDA de agosto trouxe uma inesperada redução na projeção da safra dos EUA de 301 mil tons, para 2,88 milhões de tons. Altistas 2 - Clima adverso nos EUA: seca intensa e calor extremo, risco de queda de maçãs, reduzindo potencial produtivo. Além disso a temporada de furações é sempre uma ameaça. Altistas 3 - Oferta futura mais apertada: de mar/26 a jul/26, vendas “on call” mais que o dobro das compras, o que dá suporte aos preços nesse período. Altistas 4 - Apesar da leve alta recente, fiações seguem com estoques baixos e fixando contratos, o que indica interesse contínuo em assegurar algodão. Altistas 5 - EUA e China anunciaram esta semana que a “trégua” na guerra comercial será prorrogada até 10 de novembro. O comunicado indicou que as discussões até agora foram produtivas, mas ainda não houve acordo de como resolver a disputa. Baixistas 1 - Embora a prorrogação da “trégua” entre as duas potências tenha sido bem recebida pelo mercado por evitar o retorno imediato a tarifas proibitivas, a extensão fará com que a incerteza persista, podendo impactar os pedidos de Natal. Baixistas 2 - Grande pressão vendedora com a chegada de safra recorde do Brasil, ainda em boa parte não comercializada e de uma grande safra australiana sendo beneficiada. Baixistas 3 - Desequilíbrio nas posições on call (dez/25): compras “on call” (6,82 milhões de fardos) muito maiores que vendas (2,14 milhões), o que pode gerar fixações e pressão de baixa se os preços subirem. Compras “on call” são vendas de produtores ainda a fixar no mercado. Baixistas 4 - Cenário macroeconômico incerto com petróleo em queda, sinalizando possível desaquecimento econômico. Brazilian Cotton School 1 - As inscrições para a 3ª turma do Brazilian Cotton School estão abertas, com aulas de 9 a 27 de março de 2026. Pela primeira vez, a escola aceitará participantes internacionais, caso haja demanda significativa. Brazilian Cotton School 2 - A programação inclui 120h/aulas presenciais, divididas entre Brasília e São Paulo, com visitas técnicas a fazendas produtoras, ao CBRA e ao Porto de Santos. Interessados podem se inscrever até 30/out pelo site www.braziliancottonschool.com.br. China 1 - O Ministério do Comércio chinês anunciou em 11/ago a prorrogação até 10/nov da suspensão de tarifas elevadas sobre produtos comercializados entre China e EUA, permitindo novas negociações. China 2 - As tarifas vigentes permanecem em 30% sobre produtos chineses importados pelos EUA e 10% sobre mercadorias americanas importadas pela China. Vietnã 1 - Importações vietnamitas de algodão totalizaram 144,7 mil tons em julho (-9% vs junho, +31% vs 2024). EUA lideraram com 55% (79,3 mil tons), seguidos por Brasil (19% / 27,9 mil tons) e Austrália (13% / 19,2 mil tons). Vietnã 2 - No acumulado da safra 2024/25, as importações atingiram 1,74 milhão tons (+21% vs 2023/24). Os EUA lideraram com 37% do volume total, enquanto Brasil respondeu por 31% e Austrália por 15%. Austrália 1 - A colheita de algodão está praticamente concluída na Austrália, com 75% da safra já beneficiada. Previsão de conclusão até início de outubro. Austrália 2 - As exportações de algodão totalizaram 128.868 tons em junho (+220% vs maio, -9% vs jun/2024). China liderou como principal destino (23%), seguida por Índia (20%) e Vietnã (18%). Austrália 3 - No acumulado de 11 meses, as exportações australianas somaram 966.523 tons (-10% vs 2023/24). China absorveu 26% do volume, Vietnã 24%, enquanto a Índia elevou sua participação de 4% para 13%. Exportações 1 - O Brasil bateu novo recorde histórico nas exportações de algodão em 2024/25, com 2,83 milhões tons embarcadas (+6% vs 2023/24), mantendo o título de maior exportador mundial. Exportações 2 - Neste ciclo, o Vietnã liderou as importações (19%), seguido por Paquistão (17%) e China (16%). Destaque para o crescimento nas vendas para Índia (+1.777%), Egito (+332%) e Paquistão (+200%). Exportações 3 - Apesar da queda na importação para a China (de 3,26 milhões tons para 1,12 milhão tons), o Brasil manteve a liderança no fornecimento ao país - que absorveu 16% dos embarques, ficando em terceiro lugar entre os importadores. Exportações 4 - Nos portos, Santos segue absoluto com 94% dos embarques. No entanto, Salvador triplicou o volume e São Francisco do Sul aumentou em 4,5 vezes a movimentação no ano comercial. Exportações 5 - As exportações brasileiras de algodão somaram 17,2 mil tons nas duas primeiras semanas de agosto. A média diária de embarque foi 43,4% menor que no mesmo mês em 2024. Colheita 2024/25 - Até ontem (14), foram colhidos no estado da BA 57,9%, GO 74,55%, MA 70%, MG 70%, MS 89%, MT 40%, PI 86,9%, PR 95% e SP 95%. Total Brasil: 46,79% Beneficiamento 2024/25 - Até ontem (14), foram beneficiados nos estados da BA 34%, GO 30,55%, MA 14%, MG 35%, MS 33,4%, MT 8%, PI 35,2%, PR 90% e SP 91,5%. Total Brasil: 15,14% Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 14-08 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com
O uso da tecnologia blockchain na rastreabilidade do algodão brasileiro
15 de Agosto de 2025O algodão é a fibra têxtil vegetal mais comercializada no mundo, sendo o Brasil o terceiro maior produtor global, exportando essa matéria-prima para mais de 150 países. No cenário internacional, há uma crescente exigência por práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade social e ambiental. Nesse contexto, a BCI - Better Cotton Initiative surge como referência mundial de sustentabilidade no setor algodoeiro, com o objetivo de melhorar o algodão tanto para os agricultores quanto para todos os interessados em seu futuro. A iniciativa também promove o cultivo sustentável e busca padronizar os processos por meio da criação de normas, princípios e critérios. No Brasil, o setor é liderado pela ABRAPA - Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, que, entre seus pilares de atuação, destaca-se pela ênfase na rastreabilidade, permitindo traçar um mapa fiel da produção do algodão nacional, por meio de duas iniciativas: o SAI - Sistema Abrapa de Identificação e a SouABR - Algodão Brasileiro Responsável. Desse modo, o presente artigo discute como a tecnologia blockchain se consolida como instrumento jurídico e tecnológico fundamental para garantir a rastreabilidade segura da cadeia do algodão, respondendo às demandas globais por sustentabilidade e governança. A iniciativa SAI desenvolveu um sistema que, por meio de uma etiqueta de identificação semelhante ao "CPF", permite rastrear com exatidão o fardo: da fazenda onde foi colhido, à usina de beneficiamento, passando pelo laboratório responsável pela análise da qualidade da fibra. Entre suas vantagens, destacam-se o sistema único e confiável de identificação dos fardos, a agilidade na obtenção dos resultados de classificação pelos laboratórios e facilidade da comercialização nos mercados interno e externo. Já a iniciativa SouABR é a pioneira na rastreabilidade em larga escala da indústria têxtil brasileira por meio da tecnologia blockchain. A partir de um QR Code na etiqueta da peça de roupa, o consumidor consegue acompanhar toda a trajetória da peça, desde o plantio do algodão certificado até o produto final. Nesse ínterim, cabe esclarecer o conceito de blockchain; entretanto, é imprescindível explicar, antes mesmo, o que é o Bitcoin. O conceito de Bitcoin está apoiado em três grandes pilares: hardware, software e criptoativo. O hardware compreende o conjunto de dispositivos físicos que formam uma rede de computadores descentralizada que servem como mineradores ou validadores, enquanto o software refere-se à blockchain, ao gerador de pares de chave e às regras do protocolo. Por fim, o criptoativo é o pagamento do software para o hardware e desempenha a função de moeda em um sistema de pagamentos. Portanto, quando nos referimos a blockchain, tratamos de um componente do Bitcoin enquanto software. A blockchain é uma rede descentralizada e distribuída por computadores, que registram de forma imutável, transparente e segura dados, informações e operações. Sendo assim, uma tecnologia de registro distribuído, público, pseudônimo e auditável, que funciona como livro razão. O principal diferencial da blockchain é que não existe autoridade central ou intermediário, portanto, a confiança está exclusivamente na tecnologia. A partir da blockchain do Bitcoin, surgiram diversas redes blockchain que funcionam de maneiras diferentes. A iniciativa SouABR utiliza a blockchain da Polygon para fazer o registro da cadeia de suprimentos, essa rede é uma sidechain da blockchain Ethereum, ou seja, funciona de forma paralela à rede principal. A blockchain da Ethereum inovou implementando na sua estrutura a possibilidade de criar um código computacional executável, que seriam os smart contracts. O conceito de smart contracts, embora a expressão possa ser traduzida literalmente como "contratos inteligentes", esse não se enquadra como categoria contratual nos moldes do ordenamento jurídico brasileiro, em síntese, são cláusulas de execução automática. No caso da SouABR, utiliza-se um smart contract para registrar, na blockchain, todas as etapas da cadeia produtiva do algodão, desde o plantio até a chegada da peça de vestuário no varejista. A blockchain funciona como livro-razão, cuja versão original está em todos os nós da rede. As regras de funcionamento do protocolo garantem a execução, validando a ordem de inserção dos dados e operações com transparência. Dessa forma, qualquer interessado pode acessar essas informações de forma segura. Além disso, a própria estrutura descentralizada da rede torna praticamente inviável e extremamente onerosa qualquer tentativa de violação, o que garante elevados níveis de segurança e confiabilidade. Por fim, a integridade dos registros é preservada por meio do mecanismo de consenso entre os validadores, que atestam a autenticidade de cada bloco incluído na cadeia. Assim, a iniciativa utiliza a tecnologia fazendo o registro dos dados em blocos que juntos formam uma rede, cada bloco é autenticado, validado e colocado em sequência, de forma imutável e inviolável. Cada bloco na rede contém uma lista de transações com timestamp, indicando a data e hora exatas. Portanto, o registro se torna uma prova concreta e cabal resistente a adulteração. Diversos países já reconheceram a validade jurídica da tecnologia blockchain e regularam a matéria, contudo, há ainda um longo caminho a ser percorrido. No Brasil, a matéria ainda está em processo de regulação, sendo tema de diversas consultas públicas do BACEN - Banco Central e de resoluções da CVM - Comissão de Valores Mobiliários, além da sanção da lei 14.478/22 que dispõe sobre a regulamentação das prestadoras de serviços de ativos virtuais. De acordo com Freire (2021), a natureza jurídica da blockchain, considerando apenas o aspecto da tecnologia distribuída e descentralizada de registro eletrônico de dados deve ser definida juridicamente como "obra", pois trata-se de uma criação intelectual do domínio científico expressa por meio de código e da internet, nos termos do art. 1º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos. Quanto a natureza jurídica do smart contract, essa não é cristalina, segundo Leandro Gobbo (2023, v.22, p.25): "smart contracts são instrumentos cujo objetivo é viabilizar a realização de negócios diferidos no tempo, formalizados por meio de código de computador, escritos em linguagem formal e de exequibilidade automática." Além disso, o registro em blockchain consolida-se como prova digital dos atos jurídicos ao longo da cadeia de suprimentos, preservando as posições jurídicas envolvidas. Não obstante, o próprio CPC, no art. 369, permite o emprego de qualquer meio de prova para corroborar a verdade dos fatos. Por sua vez, a blockchain também garante a cadeia de custódia da prova, por conta das características intrínsecas da própria tecnologia que geram uma lista de transações por ordem cronológica, que são auditáveis, transparentes e seguras, atendendo aos critérios de cronologia, integridade, autenticidade e idoneidade da prova, previstos do art. 158-A e seguintes do CPP. A aplicação da tecnologia blockchain no rastreio do algodão brasileiro representa um marco na modernização da produção têxtil. As iniciativas SAI e SouABR demonstram como a inovação pode atender às crescentes demandas por sustentabilidade, confiabilidade e governança no mercado global. O uso da tecnologia blockchain como instrumento de registro da cadeia de suprimentos tem potencial para transformar as relações comerciais, fortalecendo os vínculos entre todos os agentes da atividade produtiva. A regulação ainda é uma incógnita, mas o potencial transformador dessa tecnologia em todas as áreas é imensurável, uma vez que o presente artigo tratou da tecnologia somente no viés do registro, cuja viabilidade jurídica foi demonstrada ao longo do texto. Portanto, é inevitável o uso da blockchain nas atividades produtivas, não sendo possível ignorá-la em detrimento do crescimento econômico. Assim, no futuro próximo, espera-se a integração entre a tecnologia e a regulação. Rafaela Montanari Aguiar Rey Lima Advogada, formada em Direito pelo UniCEUB, pós-graduada pela Residência Jurídica do Programa de Carreiras da OAB/DF e, atualmente, cursando MBA em Blockchain e Criptoativos pela Trevisan.
15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão já tem data e local definidos
14 de Agosto de 2025Na sua 15ª edição, o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que acontecerá na capital mineira, Belo Horizonte, já começou a ser organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Com data marcada para os dias 22 a 24 de setembro de 2026, o evento será sediado no Expominas BH, local que reflete a importância e a relevância do Congresso. Nesta edição, o CBA pretende alcançar o maior número de participantes e expositores dos últimos anos. Em 2024, o Congresso contou com a presença de 3.327 congressistas inscritos. Sucesso com recorde histórico Na 14ª edição, realizada em Fortaleza (CE), o CBA bateu recordes de patrocinadores, expositores e participantes, reunindo 4.200 visitantes, entre agricultores, executivos e pesquisadores. A programação incluiu 114 palestras, 6 plenárias e 19 hubs temáticos relacionados à cadeia produtiva do algodão. Além disso, foram apresentados 288 trabalhos científicos que trouxeram atualizações para o setor, abrangendo desde a semente até os diversos usos industriais do algodão. Tradição mineira em destaque Minas Gerais é um dos estados brasileiros mais reconhecidos pela produção têxtil. O Norte de Minas figura entre as maiores regiões produtoras de algodão do país, responsável por cerca de 65 mil toneladas de pluma, na safra 2023/2024. Com um número expressivo de indústrias e microempresas voltadas à confecção de roupas e acessórios de moda, as malhas produzidas no estado são importantes impulsionadoras do desenvolvimento econômico do Sul de Minas, consolidando a região como referência nacional no setor. Em Belo Horizonte, o comércio de roupas e tecidos é aquecido e recebe milhares de compradores e revendedores todos os anos. De acordo com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a produção algodoeira do estado é forte e inovadora. “A produção algodoeira do Norte de Minas se destaca no cenário nacional e garante ao estado o posto de terceiro maior produtor nacional. Esse desempenho é resultado da dedicação dos cotonicultores mineiros, que têm qualificação técnica e estão sempre em busca da melhoria contínua da qualidade da fibra”, ressaltou Piccoli. Segundo ele, “Minas Gerais é um estado estratégico para o algodão brasileiro, pois ele está envolvido em toda a sua cadeia produtiva, do cultivo ao comércio”. Comissão de experts do algodão Para a edição de 2026, a comissão organizadora do CBA será formada por profissionais experientes no setor. Com o objetivo de garantir a representatividade de toda a cadeia produtiva, a comissão contará com sete membros, entre produtores, lideranças e especialistas da pluma. A produtora rural e presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, será uma das duas mulheres que integrarão a comissão responsável pela 15ª edição do CBA. Para Zanotto, o Congresso é o maior ponto de encontro da cadeia do algodão no Brasil. Ela também destacou que, neste ano, o evento tende a ampliar seu alcance. “A cada edição, vemos avanços nas discussões sobre inovação, sustentabilidade, mercado e políticas públicas, reunindo produtores, pesquisadores, empresas e instituições em um mesmo propósito. Isso fortalece a competitividade do nosso algodão, amplia nossa visibilidade no cenário nacional e internacional e inspira novas gerações a se engajarem nessa cadeia que move a economia e gera impactos sociais positivos em todo o país”, afirmou. Como integrante da comissão organizadora, Zanotto disse estar otimista: “Tenho certeza de que a próxima edição vai superar expectativas e deixar um legado ainda mais forte para a cotonicultura brasileira”. Quem fará parte da comissão organizadora do CBA 2026? Gustavo Viganó Piccoli Produtor rural e pioneiro no cultivo de algodão no município de Sorriso (MT). Com 25 anos de atuação no agronegócio, cultiva algodão, soja e milho. Presidiu a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e integrou diretorias de cooperativas agrícolas como COOAMI e Coabra. Após dois mandatos como vice-presidente, assumiu em 2024 a presidência da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), comprometido em manter os padrões de confiança e sustentabilidade que consolidaram a entidade como referência no setor. Alessandra Zanotto Costa Produtora rural e sócia-diretora no Grupo Zanotto, tem fortalecido sua liderança no agro pautada no empoderamento feminino em posições de decisão. Integra os comitês Women in Cotton da International Cotton Association (ICA) e Forbes Mulher Agro, representando o Brasil. Em janeiro de 2025, tornou-se presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), após passagem como vice-presidente e como conselheira fiscal da Abrapa. Sob sua liderança no Grupo Zanotto, destaca-se a gestão com foco em sustentabilidade (econômica, ambiental e social) e governança. Carlos Alberto Moresco Administrador de empresas com trajetória consolidada em gestão e agricultura sustentável. Atua como diretor de carga da GM Agrícola e Algodoeira há 17 anos e já presidiu a Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e o Instituto Goiano de Agricultura (IGA) por seis anos. Atualmente é o 1º Secretário da Abrapa. Marcelo Duarte Mestre em Comércio Agrícola pela Lincoln University (Nova Zelândia), possui MBA pela FGV e foi pesquisador visitante na Universidade de Illinois, após graduar-se em Administração pela UFMT. Atualmente, exerce o cargo de diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e integra conselhos ligados ao agronegócio no Brasil e no exterior. Na função, coordena o escritório avançado da Abrapa em Singapura e lidera o Cotton Brazil, programa internacional de desenvolvimento de mercado do algodão brasileiro. Marcio Portocarrero Engenheiro agrônomo com mais de 45 anos de experiência. Pós-graduado pela OEA em Desenvolvimento Regional e pelo Instituto Histradut (Israel) em Agroindústria e Cooperativismo. Já foi Secretário Nacional de Desenvolvimento Agropecuário e Secretário de Meio Ambiente, Cultura e Turismo de MS. Desde 2011, é Diretor Executivo da Abrapa. Orcival Gouveia Guimarães Produtor rural, empresário agropecuário e sócio proprietário da Guimarães Agropecuária e Boa Esperança Agropecuária. É presidente da AMPA (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão), representando o setor em âmbito estadual e nacional, com ampla experiência em gestão agrícola. Silmara Ferraresi Bacharel em Letras pela Uneb, com MBA em Liderança, Inovação e Gestão 3.0, além de especialização em ESG e Reputação. É diretora de Relações Institucionais da Abrapa e, desde 2016, gestora do movimento Sou de Algodão. Para acompanhar todas as novidades sobre o CBA, siga a página oficial no Instagram: @congressodoalgodao
Haddad faz aceno ao setor algodoeiro durante o lançamento do Plano Brasil Soberano
14 de Agosto de 2025Na tarde desta quarta-feira,13/08, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um aceno ao setor algodoeiro, no seu discurso durante o lançamento do Plano Brasil Soberano. O plano, que oferece alternativas aos setores da economia que estão sendo diretamente afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, foi publicado como Medida Provisória que, além de garantir linhas de crédito, também traz outras propostas que podem mitigar, a curto e médio prazo, os problemas gerados pela reorganização da economia global. Dentre as propostas, o monitoramento dedicado, que reconhece a vulnerabilidade gerada pelo cenário econômico aos setores indiretamente afetados, pode incluir a cadeia do algodão nas medidas de contenção dos danos. Confira os principais pontos do plano: Acesso a linhas de crédito privilegiadas A MP libera R$ 30 bilhões para exportadores afetados, esses recursos são destinados ao Fundo Garantidor das Exportações e estarão disponíveis a custo reduzido, o que proporciona fôlego financeiro aos setores. Seguro-exportação fortalecido A criação de um sistema robusto de seguro para exportadores, com apoio de fundos garantidores, amplia a segurança frente aos riscos do comércio internacional. Isso é especialmente relevante para produtos sujeitos a oscilações de demanda e preços. Ampliação do Reintegra — incentivo tributário O programa Reintegra, que devolve parte dos tributos incidentes sobre exportações em forma de crédito tributário, será ampliado. Isso pode reduzir os custos totais de exportação. Compras governamentais e flexibilidade regional A MP autoriza que estados e municípios comprem produtos que originalmente seriam exportados, como perecíveis, ainda que o destaque tenha sido para esse tipo de alimento, o mecanismo pode, em tese, ser estendido ou adaptado para outros produtos estratégicos.