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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
20 de Janeiro de 2023- Destaque da Semana – Gong Xi Fa Cai! Feliz Ano Novo Chinês! As festividades já começaram e se arrastam por toda a próxima semana. O ano do Coelho começa neste domingo, 22 de janeiro. O Ano Novo Lunar é comemorado também no Vietnã, Coreia do Sul, Singapura, Malásia, Tailândia, Japão, Filipinas e Indonésia, além de comunidades asiáticas espalhadas pelo mundo. - Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 83,39 U$c/lp (+1,65%). - Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 82,32 U$c/lp (+2,8%) e o Dez/24 a 78,96 (+3,22%) para a safra 2023/24. - Preços (19/01), o algodão brasileiro estava cotado a 100,00 U$c/lp (+50 pts) para embarque em Jan/Fev-23 (Middling 1-1/8"" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou também em 101,75 U$c/lp (+175 pts). - Altistas 1 - A reabertura da China ao mundo, após anos de fechamento de fronteiras e restrições internas, está trazendo ânimo ao mercado com a esperança de novo impulso na economia e no consumo. - Altistas 2 – A queda dólar americano em relação a uma cesta de moedas tem contribuído para um aumento de interesse dos compradores. A moeda caiu mais de 10% nos últimos 4 meses. - Altistas 3 – Analistas acreditam que o Banco Central dos EUA (Fed) pode reduzir o ritmo de aumento da taxa de juros (aumentando em 0,25% a taxa) na próxima reunião que acontece em 31/Jan e 01/Fev. Com isso, o dólar perde mais força. - Altistas 4 – Dólar mais baixo barateia o algodão no destino, aumenta demanda e ainda dá suporte para aumento nas cotações da commodity. - Baixistas 1 – Se o Fed, por outro lado, permanecer conservador e aumentar 0,5% a taxa de juros dos EUA, o resultado nas commodities tende a ser negativo. - Baixistas 2 – As baixas reservas em dólar em alguns países como Bangladesh e Paquistão têm dificultado a abertura de cartas de crédito por compradores destes países. - Baixistas 3 - Analistas acreditam que o número de consumo global de algodão em 2022/23 deverá ser mais próximo dos 23 mi/tons projetados pelo ICAC do que dos 24,1 mi/tons projetados pelo USDA no relatório deste mês. - China 1 - A fala do vice premiê da China, Liu He, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na terça (17) animou os mercados. Liu afirmou que o país está aberto ao mundo e confiante que a economia retornará à tendência normal de crescimento em 2023 e espera um aumento significativo das importações, investimentos e consumo. - China 2 - Por outro lado, o mundo está acompanhando com atenção a migração de centenas de milhões de pessoas que estão se deslocando para celebrar o Ano Novo Chinês. O movimento ocorre pela primeira vez desde 2019 e pode espalhar a Covid-19 por todo o país. - Egito 1 - Após anos de negociação, o Egito definiu as exigências fitossanitárias para liberar a importação da pluma brasileira. A indústria têxtil egípcia importa atualmente cerca de 120 mil toneladas por ano. - Egito 2 - As exigências sanitárias feitas pelo governo egípcio são usuais para o mercado brasileiro, como atestado de controle do bicudo do algodão e comprovação do tratamento de resíduos durante a produção. - Egito 3 – O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, diz que o Brasil tem condições de atender o volume que for necessário para o Egito. E ressalta a qualidade e a transparência na produção do algodão brasileiro. - Paquistão – A escassez de reservas cambiais do país causou um acúmulo de contêineres parados no porto de Karachi. A crise cambial está dificultando a abertura de cartas de crédito para o algodão, pois o governo está priorizando alimentos, suprimentos médicos e outros itens. - Exportações - De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil exportou 77,1 mil tons de algodão até a segunda semana janeiro/23. A média diária de embarque foi 18,8% inferior quando comparado com janeiro/22. - Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (19/01): Os estados BA, GO, MG, MS, PI, PR e SP já encerram o beneficamento. Ainda resta algodão para serem beneficiado no MT (1%) e MA (19%). - Semeadura 2022/23 - Até ontem (19/01): BA (81%); GO (80,38%); MA (73%), MG (83%), MS (96%); MT (25%); PI (100%); PR (100%), SP (86%). Total Brasil: 41% semeado. - Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
13 de Janeiro de 2023Destaque da Semana – Primeiro relatório deste ano traz os dados finais de exportação de algodão em 2022, além de números desta semana do USDA. - Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 82,04 U$c/lp (-0,65%). - Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 80,08 U$c/lp (-0,50%) e o Dez/24 a 76,50 (-0,56%) para a safra 2023/24. - Preços (12/01), o algodão brasileiro estava cotado a 99,50 U$c/lp (+200 pts) para embarque em Jan/Fev-23 (Middling 1-1/8"" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou em 100,00 U$c/lp (+275 pts). - Altistas 1 – Nos níveis atuais de preço, produtores americanos plantarão menos algodão nas áreas onde rotação com soja ou milho for possível. - Altistas 2 – A inflação nos EUA diminuiu em dezembro, dando esperança que o Fed poderá reduzir o ritmo de aumento da taxa de juros no país. - Baixistas 1 – Relatório de oferta e demanda do USDA divulgado esta semana reduziu em 184 mil toneladas a projeção de consumo de algodão em 22/23. - Baixistas 2 – Os novos números do USDA apontam para um superávit de 1 milhão de toneladas de algodão este ano (22/23): produção de 25,1 milhões de tons x consumo de 24,1. - Exportações 1 - Pelo quarto ano consecutivo, as exportações brasileiras de algodão batem recorde em receitas. Em 2022, as receitas com exportação de algodão totalizaram US$ 3,67 bilhões, aumento de 9% em relação aos US$ 3,4 bilhões de 2021. - Exportações 2 - O aumento de 21% no preço médio por tonelada de algodão exportado (de US$ 1,7 mil para US$ 2 mil) foi fundamental para o recorde em receitas. - Exportações 3 - Isto porque houve um decréscimo de 10,6% no volume exportado (de 2,0 para 1,8 milhão de toneladas) devido à redução da produção por problemas climáticos. - Exportações 4 - Com estes números de exportação, o algodão se consolida como 7ª maior cadeia exportadora do agronegócio brasileiro, atrás do complexo soja (1º), carnes (2º), produtos florestais (3º), açúcar e álcool (4º), milho (5º) e café (6º). - Exportações 5- Os maiores compradores externos em 2022 foram China (29%; 521 mil tons), Vietnã (15%; 269 mil tons), Paquistão (13%; 245 mil tons), Bangladesh (13%; 240 mil tons), Turquia (13%; 221 mil tons) e Indonésia (7,3%; 128 mil tons). - Balança Comercial- Em 2022, o Brasil importou somente US$ 8,3 milhões de algodão. Consequentemente, a balança comercial do setor foi positiva em US$ 3,66 bilhões em 2022, recorde histórico. - Cotton Brazil- Em 2022, o Cotton Brazil, da Abrapa, com apoio da Apex Brasil e ANEA, realizou quatro missões internacionais, além de eventos, projetos e ações focadas em nove países prioritários que representam 95% das nossas exportações de algodão. - China 1 – Depois de quase três anos fechadas, as fronteiras da China com o mundo foram reabertas esta semana. Passageiros que chegam no pais não precisam mais ficar isolados em quarentena. - China 2 – Este é mais um movimento após o abrupto fim da política de covid zero no país no final de 2022. O mundo todo está atendo aos resultados. A expectativa é para uma retomada da economia. - China 3 – Entretanto, o mundo também está de olho nos custos sociais da medida, uma vez que o país aparentemente não se preparou para esta abertura repentina em termos de vacinação (principalmente dos mais idosos) e estrutura hospitalar. - Banco Mundial - A perspectiva de crescimento da economia global em 2023 foi reduzida para 1,7% pelo Banco Mundial. A projeção anterior era de 3%. - Logística - Os custos globais de fretes marítimos estão voltando aos níveis pré-pandemia. Atualmente, o custo para enviar um contêiner da China para os EUA é em torno de US$ 1400, queda de 93% em relação ao pico de preço verificado em setembro de 2021 e quase o mesmo valor de 2020. - Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (12/01): BA (100%); GO (100%); MA (87%), MS (100%); MT (99%); MG (100%); SP (100%); PI (100%); PR (100%). Total Brasil: 99% beneficiado. - Semeadura 2022/23 - Até ontem (12/01): SP (82%), GO (77%), MS (96%), MT (13%), BA (80%), MG (78%),PI (100%), PR (90), MA (73). Total Brasil: 32% semeado. - Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
23 de Dezembro de 2022- Destaque da Semana – Impactadas por fatores macroeconômicos, as cotações subiram bem no início da semana, com Mar/23 chegando a quase 90 U$c/lp. Entretanto, a fraqueza na demanda voltou a pesar e ontem tivemos limite de baixa. Mesmo assim, o saldo foi positivo nos últimos 7 dias. - Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 84,30 U$c/lp (+4,04%). - Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 81,07 U$c/lp (+1,8%) e o Dez/24 a 77,08 (+0,26%) para a safra 2023/24. - Preços (22/12), o algodão brasileiro estava cotado a 105,25 U$c/lp (+675 pts) para embarque em Jan/Fev-23 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou também em 102,50 U$c/lp (+400 pts). - Altistas 1 – Dados divulgados esta semana mostram que a confiança do consumidor dos EUA está acima esperado para dezembro. Este resultado contribuiu para alta nos mercados financeiros e naturalmente deu suporte à alta do algodão. - Altistas 2 – A safra da Índia, maior produtor do mundo, está ficando cada vez menor. Esta semana, a Cotton Association of India (CAI) reduziu* sua previsão de produção para pouco menos de 5,78 milhões de toneladas, mas analistas acreditam que o número pode ser menor. - Baixistas 1 – O relatório de vendas dos EUA trouxe números decepcionantes esta semana. As vendas líquidas foram negativas, pois houve cancelamentos de 36 mil toneladas de vendas por empresas chinesas. - Baixistas 2 – Apesar anúncio do PIB dos EUA ter crescido a uma taxa anual de 3,2%, bem acima do nível esperado de 2,9%, o mercado interpretou de maneira negativa o número. As bolsas caíram porque a visão é que o Fed poderá ter que adotar remédios mais amargos contra inflação. - China 1 – Após a repentina mudança de rumos do governo em relação ao controle da doença no país, casos de Covid estão se espalhando por toda a China. O governo local estima que em torno de 248 milhões de pessoas (quase 1/5 da população) pegou o vírus somente este mês, no maior surto de Covid do mundo. - China 2 – A nova abordagem do governo em relação à Covid foi muito bem recebida pela indústria têxtil. No curto prazo, entretanto, o rápido avanço da doença preocupa. - China 3 – As ruas estão mais vazias que na época dos lockdowns, mas os hospitais estão cheios. O governo não tem divulgado o número de mortos, mas consultorias independentes estimam que em torno de 5 mil pessoas estejam perdendo a vida por dia. - China 4 – Voltando ao algodão, a colheita está praticamente concluída na China e beneficiamento no país já ultrapassou 60%, conforme relatado pela China National Cotton Exchange esta semana. - Intenção de Plantio – O contrato Dez/23 ultrapassou esta semana 80 U$c/lp e melhorou as expectativas de retorno ao produtor. Este número será monitorado de perto pelos produtores americanos que estão decidindo a área a ser plantada a partir de março. Lembrando que no início deste ano o contrato de dezembro de 2022 já havia ultrapassado a marca de 1 dólar por libra-peso. - Cotton BR 1 - O Cotton Brazil, da Abrapa, com apoio da Apex Brasil e ANEA, divulgou o resumo dos resultados no biênio 2021-2022. O programa objetiva a promoção do algodão brasileiro nos mercados globais, especialmente na Ásia. - Cotton BR 2 - Nos anos de 2021 e de 2022, o Cotton Brazil realizou quatro missões e 36 eventos internacionais, atingindo um público qualificado de mais de 4,4 mil pessoas. - Cotton BR 3 - O Brasil atualmente é o 2º maior exportador global de algodão, com US$ 3,2 bilhões de receitas e 1,7 milhão de toneladas exportadas no último ciclo. - Agenda - A bolsa de NY estará fechada na segunda-feira com o feriado de Natal. - Exportações - De acordo com dados do Ministério da Economia, o Brasil exportou 97,5 mil tons de algodão até a terceira semana dezembro/22. A média diária de embarque foi 30,9% inferior quando comparado com dezembro/21. - Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (22/12): BA (97%); GO (100%); MA (76%), MS (100%); MT (99%); MG (100%); SP (100%); PI (100%); PR (100%). Total Brasil: 98% beneficiado. - Semeadura 2022/23 - Até ontem (22/12): SP (74%), GO (76%), MS (49%), MT (3%), BA (70%), MG (70%),PI (27%), PR (85). Total Brasil: 20% semeado - Faremos uma pausa nas próximas duas semanas e nosso próximo boletim será 13/Jan/23 ? Boas Festas – Feliz Natal e um 2023 repleto de paz, saúde e realizações! - Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com
Abrapa é laureada pelo BB com troféu comemorativo aos R$ 300 bilhões alcançados pela instituição financeira em sua carteira de crédito rural
21 de Dezembro de 2022Banco do Brasil alcançou R$ 300 bilhões em sua carteira de crédito rural. O volume é considerado pela instituição uma marca histórica, e mostra o reposicionamento do banco perante o mercado. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, esteve presente na cerimônia e recebeu troféu alusivo às comemorações do BB pela meta alcançada. O evento foi em Brasília, nesta quarta-feira, 21. Os cotonicultores e o BB têm parceria de longa data. "Em dez anos, o BB passou de R$ 100 bilhões para R$ 200 bilhões sua carteira de crédito rural e, em 18 meses, alcançou R$ 300 bilhões. É uma marca impressionante e que se deve ao trabalho e dedicação do presidente da instituição, Fausto de Andrade Ribeiro, toda sua equipe e aos agricultores que fazem do BB um grande parceiro. Certamente, o algodão ajudou muito para que esse volume fosse alcançado em curto espaço de tempo", destacou Busato. A estratégia envolveu o relacionamento com a ampla rede de clientes da instituição, a criação de novos produtos, a digitalização dos processos e o atendimento especializado ao segmento agroindustrial. Isso sem perder participação entre os clientes pessoa física, que tem representatividade na carteira agro.
2033 o agro que irá prevalecer já está revelado em 2023
19 de Dezembro de 2022Qual revelação é esta? Assim me questionaram os alunos do mestrado internacional da Audencia, França/FecapE Brasil. Muito simples por uma ótica óbvia, se escaparmos da hipnose das distrações e generalizações podemos pegar, apalpar e ter evidências comprovadas dos agentes do sistema de agribusiness que já atuam em 2023 como se em 2033 estivéssemos. Daniel Goleman, criador da inteligência emocional nos aponta que cerca de 11% dos agentes humanos atuam engajados nas forças evolutivas da realidade. Portanto, legítimos antecipadores dos ciclos inexoráveis das mudanças. Na comemoração dos 40 anos da Embrapa Meio Ambiente em Jaguariúna em dezembro 2022, Marcelo Morandi, ex-chefe, e Paula Packer atual chefe dessa unidade, trataram dessa poderosa perspectiva da "competência antecipatória". Significa demonstrar que na história humana na terra sempre alguns viram antes e anteciparam o que muitos seguiriam tempos à frente. No campo da ciência e da tecnologia do universo agropecuário, o conhecimento disponível já vive no estado da arte desses agentes do antes, dentro e pós-porteira das fazendas, dos 11% que dominam a competência "antecipatória". Pesquisadores estudando a relação das plantas com os microbiomas sem dúvida irão antecipar o que uma vanguarda fará na gestão desse "deep ESG". Outros dois visionários enxergaram nos anos 1950 uma necessidade fundamental tratando o setor de alimentos como uma cadeia umbilicalmente conectada, batizada de "agribusiness". Foi em Harvard, professores John Davis e Ray Goldberg. No Brasil, outro gênio do talento antecipatório, Ney Bittencourt de Araújo, então presidente da Agroceres, foi estudar com Ray Goldberg e introduziu no Brasil o conceito de agronegócio. Nascia inspirada pelo Ney a Abag, e o Pensa/ FEA-USP, com dr. Décio Zylbersztajn, tudo isto na virada dos anos 1980 para os 1990. Então, da mesma forma, conseguimos visualizar hoje algumas cadeias produtivas avançadas na sua coordenação, quando comparamos com a maioria ainda em atritos, desarmonia e numa cacofonia dentro de si mesmas. Renovabio representa um plano inteligentíssimo reunindo a sociedade civil organizada com governo na orquestração da cadeia dos biocombustíveis. Também visualizo na Abrapa, no algodão, um salto positivo a ser seguido por todos nestes próximos 10 anos. A indústria brasileira de árvores, IBA, setor evoluído na sua orquestração também e com muito a contribuir para a imagem do País. Dessa forma, o que já podemos revelar que será o óbvio para a gigantesca maioria do agro que planeja chegar vivo e próspero em 2033? Vamos a sete pontos verificáveis e acessáveis já à disposição: 1- Gestão de cadeias produtivas, do a do abacate ao z do zebu, com objetivos de cada categoria integrando indústria, comércio, serviços e agropecuária numa sinfonia onde metas, meios, obstáculos e fatores críticos de sucesso estejam compreendidos, responsabilizados e administrados. Não esquecer o consumo per capita mensurado. Uma agroindústria como Caramuru entra com ousadia na logística dos trens e portos, por exemplo. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), com seu vice-presidente institucional e administrativo Marcio Milan, governa o Rama – rastreabilidade e monitoramento de alimentos ao lado da Paripassu com métricas que ligam consumidores finais a produtores rurais pela segurança e sanidade dos alimentos na hortifruticultura. O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos e Bebidas (Abia), João Dornellas, afirma que: "Seremos cada vez mais supermercado do mundo, além de celeiro". Quer dizer vamos produzir e vender muito mais valor agregado. Nutrientes para a Vida, outra iniciativa que vai ao futuro associando nutrição de plantas e solos a saúde humana, com a Anda. Missão de entidades representativas da sociedade civil organizada com agentes públicos. 2 – Capitalismo consciente das organizações empresariais, conforme as definições de Thomas Eckschmidt, Raj Sisodia e Timothy Henry estão escritas no livro "Capitalismo consciente – guia prático". Já constatamos ações realistas de corporações como a Bayer, num projeto de incluir na tecnologia contemporânea 100 milhões de pequenos agricultores no mundo. A UPL desenvolvendo o conceito pronutiva da saúde vegetal, a Biotrop, Koppert, Índigo, agrichem com bioinsumos, a Nutrien consolidando uma rede de distribuição e um conceito "UP" de extensão tecnológica, a DSM Tortuga numa jornada de capilaridade da saúde animal, a Jacto e sua fundação Shunji Nishimura de tecnologia em Pompeia. Agropalma, em Tailândia no Pará, um show vivo de responsabilidade social e ambiental. Líderes nos alimentos como Unilever definindo que irão incluir no seu suply chain milhares de pequenos agricultores. Pepsico trazendo e revelando produtoras e produtores de suas batatas para o consumidor final. Iniciativas de produtores rurais com agropecuária sustentável, a pantaneira como exemplo, a marsuriana nascendo agora em Naviraí, Mato Grosso do Sul; a Nestlé apoiando a instalação de biodigestores para produção de biometano nos seus fornecedores de leite; JBS maior do planeta em alimentos criando a campo forte, fertilizantes especiais. Idem BAT Souza Cruz valorizando seus integrados na faixa de 17 mil famílias. A Unesp Jaboticabal com prof. Paranhos em bem-estar animal e Carmen Peres, um símbolo exemplo nacional. Marise Porto também exemplo real do programa agricultura ABC, com ILPF. Esses são apenas alguns exemplos do que já temos em 2023 e que será regra em 2033. 3 – Cooperativismo crescente e abundante. As cooperativas significam a única fórmula realista para a prosperidade de 100% dos seus agentes. A lei dos 11% é dura e, se não houver gestão e pressão educadora, a maioria fica pelo caminho. E o cooperativismo tem como dever supremo não deixar gente pra trás. Pobreza, miséria e fome serão inaceitáveis cada vez mais e, se não forem de forma determinantemente combatidos, os governos serão inapelavelmente destituídos. Portanto, essa governança exigirá cooperativas como plano de Estado. E já as temos hoje? Sim. No mundo e aqui no Brasil à disposição. Reunidas formam o maior faturamento de um bloco empresarial do País, mais de 15 milhões de cooperados. E, onde tem uma cooperativa bem liderada, o IDH da região é superior. Assim como Marcio Lopes presidente da OCB diz: "Cooperativismo é prosperidade". Roberto Rodrigues, embaixador das cooperativas na FAO, acrescenta: "Onde tem cooperativa, tem riqueza; onde não tem cooperativa, tem pobreza". Em 2033 teremos obrigatoriamente a inclusão de milhões de brasileiros nesse sistema, abandonando programas assistencialistas que não emancipam seres humanos. O cooperativismo de crédito tenderá a ter uma participação ascensional no sistema financeiro nacional. 4 – Ciência intensiva aplicada e educada diminuindo desperdícios em todos os sentidos. Desde saber que plantar uma semente sob temperatura elevada representa desperdiçar parte considerável de seu potencial genético, até uma chegada enorme de nichos e segmentações de originações agrícolas a partir de engenharia genética já com um "design" voltado ao fim específico da transformação agroindustrial, ou nutricional do consumidor final incluindo "accountability" positivo ambiental, iremos ter menos utilização de terras com muita profundidade de consciência no rendimento científico de cada grão já com valor agregado embarcado desde sua concepção. Uma unidade da Cargill, em Bebedouro, produzindo pectina, evidencia o futuro já no presente das grandes tradings, além de containers e navios de 70 mil toneladas de commodities, passam a ser organizações de soluções de ingredientes agroindustriais em pequenas embalagens. Uma empresa de engenharia mecânica como MWM ao lado de uma cooperativa agroindustrial como Primato, numa intercooperação com demais cooperativas do Oeste paranaense criando uma cooperação agroenergética de biogás já é realidade em 2023. As impressoras 3D e as sínteses da ciência, com "nerd farmers" já existem e farão parte de 2033 que já se evidenciam em 2023. Na educação, a preparação global como a Esalq num acordo com a universidade da China, e nossa experiência com audiência de Nantes num hub agro planetário. Insper, Fia, D Cabral, já existem como exemplos e aqui estão. Exemplos dignos de menção e em nome deles não esquecer muitos funcionários do ministério da agricultura como Cléber Soares, como Fabiana Alves, sabem tudo o que precisamos fazer nessa rota de 2023 para 2033, assim como a Embrapa e institutos agronômicos. E o consumo consciente já hoje presente terá na educação dos consumidores uma grande transformação antidesperdício e saudabilidade com 90 mil pontos de vendas dos supermercados sendo transformados em pontos de educação. 5 – Consciência climática e restauração do paraíso natural. Podemos não concordar com a "guerra pelas percepções humanas" que o tema ambiental propicia, criando bandeiras e sentidos pelo qual "vale a pena viver" num burburinho "cacofônico". Porém, somos agraciados pelo destino e estamos no "cockpit" desse sonho, ou utopia, ou "metaverso" das imaginações humanas. Estamos simplesmente no Brasil, o único país com nome de árvore e com o maior patrimônio vivo do desejo da humanidade, se pudéssemos obter uma convergência de todas essas vozes. Na FGV Agro, no Observatório da Bioeconomia, Daniel Vargas me disse que o potencial de ativos ambientais no mundo somaria o equivalente a cerca de 50% do total do PIB do mundo hoje. Portanto, voltando aos 11% que possuem a competência antecipatória, Blairo Maggi numa entrevista que me concedeu afirmou: "Nosso negócio é atender nossos clientes. Já fizemos a moratória da soja, iniciativa tomada em 2012, não podemos nadar contra a corredeira, vamos atender clientes para vender e estar 100% com a lei, portanto quem tem a lei ao seu lado não deve temer". Marcello Brito, ex-presidente da Abag, hoje coordenador acadêmico do agro da fundação Dom Cabral, também participa das iniciativas de orquestrações de empresas conscientes ambientais e participa de uma startup de chocolate amazônico "Demendes". O embaixador Rubens Barbosa, presidente da Abitrigo, também considera vital uma inteligência diplomática brasileira como protagonista da questão mundial e não a reboque ou negando essa discussão. Em 2033 poderemos estar na condição dos "restauradores" desse paraíso, como Jorge Caldeira, Júlia Sekula e Luana Schabib tão bem descrevem no livro "Brasil Paraíso Restaurável". Para isso precisamos dos próximos dois pontos abaixo. 6 – Produtoras e produtores rurais numa nova dimensão de agentes da saúde. Conversando com Ray Goldberg, ele me disse: "Tejon, alimento agora é sinônimo de saúde, saúde do solo, da planta, animais, água, meio ambiente, pessoas, a saúde da humanidade nasce na originação dos alimentos, entramos num 'health system', um sistema de saúde". Não vamos chamar mais agricultores, somente de produtores, eles estão acima e além de "bushels" toneladas, arrobas, conteiners, commodities, são agentes essenciais de saúde em todos os sentidos. Um Food citizenship, seria uma "agrocidadania". Por isso, esses quase 600 milhões de agricultores no planeta terra, cerca de 6 milhões no Brasil, devem e precisam sim ser tratados com elevada consciência de justiça. Enfrentam riscos, fatores incontroláveis em todos os sentidos tanto climáticos, quanto doenças e pragas, fatores de mercados, políticas econômicas, um verdadeiro "festival" de incertezas. E agora mais do que nunca pressionados numa verdadeira "olimpíada" científica e tecnológica com digitalização exigente de sinal, sensores e moderníssima gestão, necessitados de educação, suporte, proteção, pois sabemos filosoficamente que a "tecnologia digital estará sempre a serviço de um mundo cada vez mais analógico", como explica o prof. dr. José Carlos de Souza Jr, do Instituto Mauá de Tecnologia: " Pois entre o 0, e o 0,1111 existe o infinito". Caberá sim a uma política de estado e a governança de todas as cadeias produtivas desenvolverem algo que já não é novo, porém fundamental, o "fair trade", comércio justo. Contratos que protejam agricultores, ou "agentes da saúde" para que do lado do setor mais arriscado dentre os demais elos do sistema de agronegócio, possam dedicar seu tempo, cérebro, coração e alma para o foco crítico de sucesso de todo complexo: a saúde da produção. E ao lado desta visão, também iremos ver como já vemos em programas excelentes do Sebrae, o desenvolvimento dos "terroir" nacionais, em arranjos produtivos locais, indicação de origem, gerando renda e distribuição de renda em cada município, acrescentando ainda a agricultura local em grandes megalópoles como na própria cidade de São Paulo. Novos entrantes urbanos adentrarão esse universo dos solos, águas, mares e ares do novo agro, numa legítima realidade de um país brasileiro potência agroalimentar, agroambiental, agroenergético, e potência agrohumana. 7 – Não existem países subdesenvolvidos existem países subadministrados (Peter Drucker) A questão de todas as questões sobre os seis aspectos anteriores reside exatamente na liderança e competência de administração. Significa mitigar os fatores incontroláveis ampliando consideravelmente o planejamento estratégico, efetivar uma "ecogovernança" ao invés de uma subdesenvolvida "egogovernança", a luta dos egos X egos. Segurança alimentar é fundamento de Estado. Temos exemplos de superação espetaculares no país onde cidades se organizaram através de agentes da sociedade civil, formularam uma coordenação para o desenvolvimento, contrataram consultorias internacionais, decidiram um plano, e ao lado do legislativo, executivo e judiciário conduzem seus municípios acima de todas as medianas nacionais de IDH e comparáveis às melhores cidades do planeta. Temos linhas mestras disponíveis para isso, por exemplo, numa imaginável orquestração das confederações nacionais empresariais, das federações, e nos municípios de suas representações. Ao contrário do jogo perde perde, de um segmento contra o outro, partimos para a convergência das decisões ganha ganha, onde o potencial existente é estupidamente maior do que a demanda corrente. Confederações, uni-vos. Então, para isso, precisamos dos demais 89% dos percentuais de Daniel Goleman mencionados no início deste artigo. 11% engajados e donos de capacidade antecipatória. Enxergam e atuam antes. Em seguida teríamos 19% que poderiam imitar e seguir esses 11%, entretanto os próximos 50% são acomodados como turistas passando tempo no planeta e os restantes 20% formam a legião dos "terroristas", falando mal de tudo e de todos. A liderança ecológica, a ecogovernança, para 2033 precisará atrair os indiferentes, e oferecer causas nobres para que a raiva dos detratores terroristas possa ser transmutada em lutas bravas e dignas pelo aperfeiçoamento das legítimas imperfeições. Igualmente, essas lideranças já existem, nós as temos, precisamos apenas de lhes dar muito mais visibilidade e poder de comunicação. Nesta próxima década, um fator específico decisivo para obtermos maior ou menor velocidade nesta jornada para o paraíso restaurável está sob responsabilidade da mídia ética e consciente de seu papel civilizatório. Enquanto escrevo este trigo, Pedro de Camargo Neto, um legítimo líder do agro brasileiro está ao lado de Ray Goldberg (96 anos), lá em Harvard participando do Papsac, uma reunião anual com a diversidade de líderes do sistema agroindustrial, incluindo seus críticos. E os temas sendo debatidos hoje na virada 2022/23 são: 1 – agricultores e a mudança climática; 2 – agricultores, comércio e regulações; 3 – preferência dos consumidores, nutrição e segurança dos alimentos. Tema este último com total aderência ao ITAL, instituto de tecnologia de alimentos, à disposição. Precisamos de liderança, aqui vai para o Instituto Pensar Agro (IPA), com Nilson Leitão, uma janela da boa esperança na rota 2023 para 2033. Idem para as mulheres do agro (CNMA) e a juventude (Yami). O PIB do país pode dobrar de tamanho. Para isso, o PIB do agro precisa também dobrar de tamanho. Relacionar e vincular uma coisa a outra é parte da responsabilidade de líderes se comprometerem e assumirem. Em junho de 2023, um grande evento acontecerá na cidade de São Paulo, a capital do capital do agronegócio nacional. Será o Brasil Agribusiness onde esses sete aspectos estarão evidenciados rumo a 2033. "Tudo seria fácil não fossem as dificuldades" (Barão de Itararé). Nunca foi. Mas as forças criadoras sempre vencem e superam as energias das entropias destruidoras. O agro 2033 já existe em parte aqui em 2023, questão de foco e seremos muito melhores, todos, não alguns. Não temos tempo a perder, o jogo é cada vez mais veloz. (Os exemplos mencionados neste artigo são apenas extratos que abrem pistas para os leitores investigarem o que já temos de realidade hoje que nos permite visualizar os próximos 10 anos. São abundantes as iniciativas inovadoras e sistêmicas de um "design thinking" já em andamento, com notáveis brasileiros responsáveis trabalhando. O presente é o resultado do futuro.) Leia mais: 2033 o agro que irá prevalecer já está revelado em 2023 - Canal Agro Estadão (estadao.com.br) Mídia: Canal Agro Estadão – 15/12/2022
Acordo de Cooperação Técnica entre Abrapa e Banco do Brasil é assinado
16 de Dezembro de 2022A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Banco do Brasil celebraram, na quinta-feira, 15, Acordo de Cooperação Técnica destinado a estreitar cooperação para o desenvolvimento de soluções voltadas a apoiar o crescimento sustentável da cadeia do algodão. A parceria foi formalizada mediante assinatura do acordo pelos presidentes do Banco do Brasil (BB), Fausto Ribeiro, e da Abrapa, Júlio Cézar Busato. A partir do compartilhamento de dados, informações e conhecimentos, as entidades buscarão estruturar e modelar condições diferenciadas e incentivos financeiros para contratação de financiamentos e geração de recursos para atendimento dos produtores com certificação e rastreabilidade da sua produção, fomentando o desenvolvimento das práticas ASG no campo. Busato destacou a importância da iniciativa que chancela a produção responsável do algodão brasileiro concedendo o benefício do crédito. "É importante o aceno do BB à cotonicultura e um reconhecimento do nosso trabalho. O ABR é o programa de sustentabilidade mais completo em nível mundial, pois para ter a certificação, o produtor tem de cumprir 100% do Código Florestal brasileiro – e atualmente só o Brasil possui este Código em vigor, além disso, cumpre com todas as determinações da legislação trabalhista brasileira e com as recomendações da OIT. Iniciamos o programa ABR há 10 anos e nos orgulhamos muito dele. Os frutos estão sendo colhidos com o reconhecimento da nossa fibra mundialmente", afirmou Busato. A Abrapa é reconhecida internacionalmente na promoção de iniciativas voltadas para a produção sustentável de algodão no Brasil, com destaque para as ações de certificação e rastreabilidade dos produtores e propriedades, em especial o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). O Banco do Brasil, maior financiador do agronegócio brasileiro e reconhecido como o banco mais sustentável do mundo, conta com uma carteira de R$ 286 bilhões atendendo toda a cadeia do agronegócio, desde o pequeno produtor familiar até as empresas que atuam antes e depois da porteira.
Busato reforça a necessidade de união do setor para que o Brasil alcance a liderança em exportações de algodão
16 de Dezembro de 2022A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) esteve presente na posse de Haroldo Rodrigues da Cunha, oficialmente designado presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão e do Instituto Goiano de Agricultura, para o biênio 2023-2024. O atual mandatário da Abrapa, Júlio Busato, e seu sucessor para o biênio 2023-2024, Alexandre Schenkel, prestigiaram a solenidade de posse que ocorreu durante o jantar de confraternização na quinta-feira, 15 de dezembro, em Goiânia. Em sua manifestação, Busato reforçou a necessidade de união entre os produtores, começando pelas associações estaduais e a Abrapa. "O que nos trouxe até aqui e fez do algodão brasileiro um sucesso mundial foi mostrar as vantagens da nossa produção, seja em qualidade ou sustentabilidade. Temos uma grande oportunidade pela frente, mas precisamos seguir trabalhando porque vale a pena lutar por aquilo que queremos conquistar. Muito em breve alcançaremos a liderança na exportação de algodão", salientou. Na ocasião, a Agopa evidenciou a recente conquista da ISO 17025, a certificação do Programa Nacional de Classificação de Algodão, ação de parceria da Abrapa com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos (Mapa) e os investimentos no laboratório de classificação da fibra, entre outras ações. Homenagens de despedida e declarações de boas-vindas compuseram o contexto solene. Ao discursar, Haroldo Rodrigues da Cunha destacou o trabalho feito por Carlos Alberto Moresco e os demais integrantes da diretoria, enaltecendo as ações que levaram o setor a crescer e conquistar cada vez mais mercados. Ele lembrou que, em 2004, quando foi presidente da Agopa, o Brasil consumia 700 mil toneladas de algodão/ano, montante que permanece até hoje. "Não fossem as iniciativas da Abrapa, em parceria com as estaduais e os produtores, para ganhar mercados, o setor estaria estagnado." O evento contou com a presença do secretário de Agricultura de Goiás, Tiago Mendonça e de políticos de Goiás, além de líderes de entidades representativas do agronegócio, produtores, traders, parceiros, equipes e convidados.
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
16 de Dezembro de 2022- Destaque da Semana – Esta semana o mercado terminou como começou, após digerir vários dados, incluindo relatório do USDA, redução no ritmo de aumento dos juros nos EUA e notícias de aumento de Covid na China. - Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 81,03 U$c/lp (+0,22%). - Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 79,64 U$c/lp (+2,06%) e o Dez/24 a 76,88 (+2,59%) para a safra 2023/24. - Preços (15/12), o algodão brasileiro estava cotado a 98,50 U$c/lp (-175 pts) para embarque em Dez/22-Jan/23 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou também em 98,50 U$c/lp (+50 pts). - Baixistas 1 – O USDA oficializou em seu último relatório a previsão de retração no consumo global de algodão no ciclo 2022/23. A projeção foi reduzida em 708 mil toneladas em comparação ao relatório no mês passado. A redução já era esperada e o consumo projetado para 22/23 agora é 24,3 milhões tons. - Baixistas 2 – Apesar do Banco Central dos EUA (Fed) ter reduzido o ritmo de alta de juros, elevando a taxa básica dos EUA esta semana em 0,5 ponto percentual (p.p.), contra altas de 0,75 p.p. nas últimas quatro reuniões, o Fed sinalizou que os aumentos devem continuar e prevê juros em 5,1% em 2023. - Baixistas 3 – A esperada recuperação na atividade econômica na China após flexibilização das políticas de combate à Covid no país está comprometida no curto prazo pois a doença se espalha rapidamente nas principais cidades do país. - Baixistas 4 – Na capital Pequim, por exemplo, onde a doença só chegou com força agora, o cenário no momento é de uma cidade fantasma, com lojas fechadas e restaurantes vazios. - Altistas 1 – O atual surto de Covid na China fez dois importantes bancos (UBS e ANZ) reduzirem suas previsões de crescimento da China de 3,1% para 2,7%. Por outro lado, para 2023 os bancos esperam que a economia volte a crescer em torno de 5% ao ano. - Altistas 2 – Com altos custos de insumos e preços mais baixos do algodão em relação aos preços das commodities concorrentes (soja e milho), é provável que haja uma área menor de algodão em 2023/24 no principal exportador mundial - EUA. - Paquistão - A atual safra de algodão do Paquistão, que foi afetada por fortes chuvas e inundações, continua surpreendendo negativamente. Nos primeiros quatro meses da safra, os números de entregas de algodão para beneficiamento caíram 40% em comparação com o mesmo período na temporada passada. - China - O Ministério da Agricultura da China reduziu sua perspectiva para o consumo de algodão para 22/23 em 200 mil toneladas, para 7,5 milhões de toneladas. A desaceleração do crescimento econômico global é vista como o principal fator na redução de demanda por têxteis. - ABR-Log 1 - Em 2023, a Abrapa lança oficialmente o ABR-Log, versão do protocolo ABR para terminais retro portuários brasileiros que estufam contêineres com algodão. - ABR-Log 2 - A meta é garantir que os fardos cheguem ao destino sem avarias, danos físicos ou sujeira, ao mesmo tempo em que critérios mínimos de respeito social e ambiental são cumpridos. O ABR-Log integra o programa Cotton Brazil. - Certificação 1 - Abrapa e Mapa pretendem levar a certificação oficial voluntária do algodão para todo o Brasil em 2023. A meta foi apresentada durante reunião da Câmara Setorial do Algodão ontem (15). - Certificação 2 - A certificação já teve projeto piloto aplicado em duas fazendas neste ano. O objetivo é implantar o padrão oficial de classificação, identidade, qualidade e amostragem do algodão. A classificação do algodão passará a ser oficial, uma importante demanda dos países importadores. - Safra 2022/23 - A Abrapa atualizou estimativas e prevê uma área plantada de algodão de 1,657 milhão de ha no próximo ciclo (aumento de 1,3%). A produção foi projetada em 2,94 milhões tons, 17,6% acima da safra 2021/22. - Exportações - De acordo com dados do Ministério da Economia, o Brasil exportou 55,6 mil tons de algodão nas duas primeiras semanas de dezembro/22. A média diária de embarque foi 32,5% inferior quando comparado com dezembro/21. - Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (15/12): BA (96%); GO (100%); MA (74%), MS (100%); MT (99%); MG (100%); SP (100%); PI (100%); PR (100%). Total Brasil: 98% beneficiado. - Semeadura 2022/23 - Até ontem (15/12): SP (70%), GO (69%), MS (49%), MT (1%), BA (58%), MG (70%),PI (27%), PR (85). Total Brasil: 16% semeado. - Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com