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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
16 de Fevereiro de 2024Destaque da Semana - Cotações de algodão atingem máxima desde Set/22. Primeiras estimativas da safra global 2024/25. China ainda celebra a chegada do seu ano novo. Algodão em NY - O contrato Jul/24 fechou nesta quinta 15/02 cotado a 94,38,10 U$c/lp (+5,0% na semana). O contrato Dez/24 fechou 84,50 U$c/lp (+1,9% na semana) e o Dez/25 a 78,50 U$c/lp (+0,6% na semana). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 852 pts para embarque Fev/Mar (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 15/fev/24). Altistas 1 - Estoques apertados nos EUA e compras ativas de fundos têm sustentado as recentes altas. Altistas 2 - Demanda sustenta exportações firmes em diversas origens como EUA, Brasil, Índia e Austrália. Baixistas 1 - As cotações atuais de algodão (Dez/24) estão favorecendo o plantio da pluma em detrimento de milho e soja onde as culturas competem por área. Baixistas 2 - Além disso, com a melhoria nos níveis de umidade no solo no oeste do Texas, a tendência é de recuperação na safra 24/25 dos EUA. Safra 2024/25 1 - O USDA realizou nesta semana a 100ª edição anual do Outlook Fórum trazendo os primeiros números da safra 24/25 de diversas commodities. Safra 2024/25 2 - A produção global foi projetada em 25,37 milhões tons (+3,3%) e consumo em 25,26 milhões tons (+3,1%). A relação estoque/uso ficou em 72,90% (menos que os 74,4% de 23/24). Safra 2024/25 3 - Tanto a importação como a exportação mundiais foram previstas em 9,86 milhões tons (+5,7%). Safra 2024/25 4 - O relatório considera que a produção de algodão cairá na China, Índia, Paquistão e Austrália, e terá volume recorde no Brasil. Safra 2024/25 5 - Nos EUA, a safra foi estimada em 3,48 milhões tons (+28,7%), o que não deve ser suficiente para melhorar muito a relação estoque uso (22,4%). Safra 2024/25 6 - Hoje à tarde (16/2), haverá uma sessão com mais detalhes sobre algodão. Índia 1 - A exportação de algodão da Índia em fevereiro pode alcançar o nível mais alto em 2 anos. A recente alta nas cotações em NY tornou o produto indiano atraente para compradores asiáticos, até então voltados para a pluma do Brasil e EUA. Índia 2 - O algodão indiano, reconhecidamente o mais barato do mundo, está sendo negociado 500 pontos abaixo do algodão do Brasil na Ásia. EUA 1 - A previsão do USDA é de que neste ano as indústrias têxteis norte-americanas beneficiem 381 mil tons de algodão. É o menor volume desde 1885, recorde histórico, e 15% abaixo do ciclo anterior. EUA 2 - Nos EUA, as exportações aumentaram 11% em relação à semana anterior e 6% em relação à média das quatro semanas anteriores. China - Apesar de não ter retornado do feriado prolongado, fontes no país mostram-se otimistas com os negócios no ano do Dragão. Indonésia - As atividades comerciais e industriais pararam na Indonésia devido à eleição presidencial na quarta (14). Estima-se que mais de 200 milhões de pessoas votaram, naquele que é o quarto mais populoso país do mundo. Bangladesh - Pressionado por entidades setoriais, o governo bengali alterou a regra de incentivos à exportação e manteve o benefício para cinco categorias de vestuário. Paquistão 1 - O plantio de algodão já começou no Paquistão, mesmo com o clima mais frio que o ideal. Preços firmes do algodão em caroço animaram os produtores a plantar cedo com intenção de abrir a colheita no final de maio. Paquistão 2 - Cautela continua guiando as fiações paquistanesas, pouco dispostas a comprar fios de algodão com preços altos. Os estoques estão apertados. Missão Indonésia-Bangladesh - O Cotton Brazil abre a agenda de trabalho de 2024 pela Indonésia e Bangladesh. De 25/fev a 1º/mar, produtores e exportadores brasileiros cumprem agendas de negócios com importadores e industriais locais. Exportações - O Brasil exportou 64,6 mil tons de algodão até a 2ª semana de fev/24. A média diária de embarque é 2,8 vezes maior em comparação com fev/24. Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 15/02: Os estados da BA, GO, MG, MS, PR, PI e SP encerraram o beneficiamento, restando apenas MA (89%) e MT (99,62%). Total Brasil: 99,52% beneficiado. Plantio 2023/24 - Até o dia 15/02: Os estados do MA, MS, MT, PI e PR encerraram o plantio, restando BA (96%), GO (79,45%), MG (95%) e SP (99%) Total Brasil: 98,83% semeado. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 15-02 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com
Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados pleiteia medidas especiais para amortizar o impacto dos problemas climáticos
16 de Fevereiro de 2024A Câmara Setorial do Algodão e Derivados (CSAD), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), presidida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), reuniu-se em caráter extraordinário na manhã desta quinta-feira (15/02). O objetivo foi consolidar e aprovar o texto de um documento a ser entregue, ainda esta semana, ao Governo Federal, tratando de soluções emergenciais para minorar os efeitos da quebra de safra da soja pelas adversidades climáticas, potencializadas pelo El Niño. Embora a soja tenha sido o cultivo mais afetado, seus reflexos sobre a fibra são diretos, já que, no Brasil, todo cotonicultor é necessariamente sojicultor. Atualmente, 62% da produção brasileira de algodão se dá em áreas de segunda safra, quando o algodão sucede imediatamente à soja. Aos reveses climáticos se soma a queda nos preços de algumas das principais commodities agrícolas brasileiras, que comprometem a remuneração do produtor rural. Pelo indicador Esalq/B3, desde o início do ano passado, soja, milho e algodão registraram queda, de, respectivamente, 28%, 24% e 25%. De acordo com o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, os produtores querem evitar a inadimplência e a consequente falta de acesso ao crédito para financiamento e custeio de suas lavouras. “As medidas também devem impedir que os impactos da crise cheguem ao consumidor final, não apenas de roupas como de alimentos, pois a soja está na base de diversas outras cadeias produtivas do agro”, argumentou, durante o encontro, que reuniu os elos mais importantes da cadeia produtiva, além de órgãos governamentais, como a Conab. Dentre os pontos elencados no documento, estão a disponibilização de uma linha de crédito emergencial que beneficie também o produtor de grande porte. “Do contrário, pode haver inadimplência nos compromissos já contratados. Da mesma forma, precisamos da prorrogação de operações de crédito, com prazo mínimo de um ano e taxas em linha com o praticado hoje no mercado, que estão menores do que na época em que alavancamos”, diz Schenkel. Os membros da Câmara lembraram que apesar dos pleitos ao governo, o grande financiador da produção é a iniciativa privada, e com esses também haverá conversas. A Câmara também alerta para a importância de dotação orçamentária para a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), para prover alguma estabilidade de renda para o produtor, e isso tornaria efetivas as soluções de subvenção, com os programas de PEP e Pepro. Outro ponto enfatizado foi o Seguro Rural, cuja abrangência tem diminuído, e o modelo, segundo os produtores, precisa ser reavaliado, como algo consistente e não apenas lembrado quando os problemas chegam. “Os recursos têm de ser elevados já para o Plano Safra 2024/2025, para dar conta do que o campo precisa neste momento, mas o seguro tem que ser uma ferramenta que de fato funcione para como um instrumento de política agrícola, e que seja, também, interessante para que as empresas do ramo possam criar produtos e ofertar apólices com este fim”, disse Schenkel. Acesso em: Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados pleiteia medidas... - Notícias Agrícolas (noticiasagricolas.com.br)
Câmara Setorial do Algodão pleiteia medidas para minimizar os impactos dos problemas climáticos
16 de Fevereiro de 2024A Câmara Setorial do Algodão e Derivados (CSAD), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), presidida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), reuniu-se em caráter extraordinário na manhã de hoje. O objetivo foi consolidar e aprovar o texto de um documento a ser entregue, ainda esta semana, ao Governo Federal, tratando de soluções emergenciais para minorar os efeitos da quebra de safra da soja pelas adversidades climáticas, potencializadas pelo El Niño. Embora a soja tenha sido o cultivo mais afetado, seus reflexos sobre a fibra são diretos, já que, no Brasil, todo cotonicultor é necessariamente sojicultor. Atualmente, 62% da produção brasileira de algodão se dá em áreas de segunda safra, quando o algodão sucede imediatamente à soja. Aos reveses climáticos se soma a queda nos preços de algumas das principais commodities agrícolas brasileiras, que comprometem a remuneração do produtor rural. Pelo indicador Esalq/B3, desde o início do ano passado, soja, milho e algodão registraram queda, de, respectivamente, 28%, 24% e 25%. De acordo com o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, os produtores querem evitar a inadimplência e a consequente falta de acesso ao crédito para financiamento e custeio de suas lavouras. “As medidas também devem impedir que os impactos da crise cheguem ao consumidor final, não apenas de roupas como de alimentos, pois a soja está na base de diversas outras cadeias produtivas do agro”, argumentou, durante o encontro, que reuniu os elos mais importantes da cadeia produtiva, além de órgãos governamentais, como a Conab. Dentre os pontos elencados no documento, estão a disponibilização de uma linha de crédito emergencial que beneficie também o produtor de grande porte. “Do contrário, pode haver inadimplência nos compromissos já contratados. Da mesma forma, precisamos da prorrogação de operações de crédito, com prazo mínimo de um ano e taxas em linha com o praticado hoje no mercado, que estão menores do que na época em que alavancamos”, diz Schenkel. Os membros da Câmara lembraram que apesar dos pleitos ao governo, o grande financiador da produção é a iniciativa privada, e com esses também haverá conversas. A Câmara também alerta para a importância de dotação orçamentária para a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), para prover alguma estabilidade de renda para o produtor, e isso tornaria efetivas as soluções de subvenção, com os programas de PEP e Pepro. Outro ponto enfatizado foi o Seguro Rural, cuja abrangência tem diminuído, e o modelo, segundo os produtores, precisa ser reavaliado, como algo consistente e não apenas lembrado quando os problemas chegam. “Os recursos têm de ser elevados já para o Plano Safra 2024/2025, para dar conta do que o campo precisa neste momento, mas o seguro tem que ser uma ferramenta que de fato funcione para como um instrumento de política agrícola, e que seja, também, interessante para que as empresas do ramo possam criar produtos e ofertar apólices com este fim”, disse Schenkel. Acesso em: Câmara Setorial do Algodão pleiteia medidas para minimizar os impactos dos problemas climáticos - Revista Cultivar
Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados pleiteia medidas especiais para amortizar o impacto dos problemas climáticos
16 de Fevereiro de 2024A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados (CSAD), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), presidida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), reuniu-se em caráter extraordinário na manhã desta quinta-feira (15/02). O objetivo foi consolidar e aprovar o texto de um documento a ser entregue, ainda esta semana, ao Governo Federal, tratando de soluções emergenciais para minorar os efeitos da quebra de safra da soja pelas adversidades climáticas, potencializadas pelo El Niño. Embora a soja tenha sido o cultivo mais afetado, seus reflexos sobre a fibra são diretos, já que, no Brasil, todo cotonicultor é necessariamente sojicultor. Atualmente, 62% da produção brasileira de algodão se dá em áreas de segunda safra, quando o algodão sucede imediatamente a soja. Aos reveses climáticos se soma a queda nos preços de algumas das principaiscommodities agrícolas brasileiras, que comprometem a remuneração do produtor rural. Pelo indicador Esalq/B3, desde o início do ano passado, soja, milho e algodão registraram queda, de, respectivamente, 28%, 24% e 25%. De acordo com o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, os produtores querem evitar a inadimplência e a consequente falta de acesso ao crédito para financiamento e custeio de suas lavouras. “As medidas também devem impedir que os impactos da crise cheguem ao consumidor final, não apenas de roupas como de alimentos, pois a soja está na base de diversas outras cadeias produtivas do agro”, argumentou, durante o encontro, que reuniu os elos mais importantes da cadeia produtiva, além de órgãos governamentais, como a Conab. Dentre os pontos elencados no documento, estão a disponibilização de uma linha de crédito emergencial que beneficie também o produtor de grande porte. “Do contrário, pode haver inadimplência nos compromissos já contratados. Da mesma forma, precisamos da prorrogação de operações de crédito, com prazo mínimo de um ano e taxas em linha com o praticado hoje no mercado, que estão menores do que na época em que alavancamos”, diz Schenkel. Os membros da Câmara lembraram que apesar dos pleitos ao governo, o grande financiador da produção é a iniciativa privada, e com esses também haverá conversas. A Câmara também alerta para a importância de dotação orçamentária para a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), para prover alguma estabilidade de renda para o produtor, e isso tornaria efetivas as soluções de subvenção, com os programas de PEP e Pepro. Outro ponto enfatizado foi o Seguro Rural, cuja abrangência tem diminuído, e o modelo, segundo os produtores, precisa ser reavaliado, como algo consistente e não apenas lembrado quando os problemas chegam. “Os recursos têm de ser elevados já para o Plano Safra 2024/2025, para dar conta do que o campo precisa neste momento, mas o seguro tem que ser uma ferramenta que de fato funcione para como um instrumento de política agrícola, e que seja, também, interessante para que as empresas do ramo possam criar produtos e ofertar apólices com este fim”, disse Schenkel. 15.02.2024 Imprensa Abrapa Catarina Guedes – Assessora de Imprensa (71) 9 8881 – 8064 Monise Centurion – Jornalista Assistente (17) 99611-8019
Semeadura do algodão avança em ritmo acelerado
15 de Fevereiro de 2024O recente Boletim Semanal de Progresso de Safra, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que o plantio do algodão vem caminhando para a reta final, com 95% da área total já plantada. Mato Grosso lidera o ranking com 98,4% da área semeada, seguido por Mato Grosso do Sul e Maranhão, ambos com 100%. No estado de Mato Grosso , a semeadura do algodão está se encerrando, marcando o fim de uma das etapas cruciais do ciclo produtivo. As lavouras neste estado estão exibindo um bom desenvolvimento, um sinal promissor para a safra atual. Na Bahia , outro estado chave para a produção de algodão, as lavouras também estão mostrando um bom desenvolvimento. Além disso, o plantio das áreas irrigadas continua avançando. Em Mato Grosso do Sul , as lavouras de algodão estão demonstrando um excelente desenvolvimento, com uma notável uniformidade entre as plantas. Fator é crucial para a colheita, pois influencia diretamente na eficiência e nos custos de produção. No Maranhão , as condições das lavouras de algodão são descritas como boas, indicando um ambiente favorável ao crescimento e desenvolvimento das plantas. Em Goiás, o clima tem sido favorável ao desenvolvimento das lavouras de algodão, com menção específica às áreas de safrinha que ainda estão sendo semeadas. Esse período é crítico, pois as condições climáticas durante a semeadura e o desenvolvimento inicial podem afetar o rendimento e a qualidade da safra. Minas Gerais e São Paulo também reportam boas condições para as lavouras de algodão. Em SP, especificamente, as lavouras estão em fase de formação de maçãs, um estágio importante que precede a fase de florescimento e subsequente formação das cápsulas de algodão. No Piauí , as lavouras seguem se desenvolvendo em boas condições. Pelo menos 2/3 da safra do algodão está em desenvolvimento vegetativo, ainda que 18,3% ainda estão em emergência, sobretudo naquelas lavouras plantadas mais tardiamente, como na Bahia, Goiás e Minas Gerais, onde as operações de plantio estão atrasadas em relação à safra anterior. Além disso, os 1,7% em Formação de Maçãs acontecem principalmente no estado de São Paulo. Maranhão: Concluiu o plantio nesta semana, alcançando 100% (avanço de 10% em relação à semana passada), mantendo-se alinhado à safra anterior. Piauí: Mantém 100% do plantio, sem variações na semana (sem mudança em relação à semana passada), igualmente alinhado à safra anterior. Bahia: O plantio avançou para 83,3% (aumento de 2% em relação à semana passada), porém ainda está abaixo da safra anterior em 14,7 pontos percentuais. Mato Grosso: O plantio atingiu 98,4% (crescimento de 8,1% em relação à semana passada), superando o mesmo período da safra anterior em 8,4 pontos percentuais. Mato Grosso do Sul: Plantio em 100%, sem alterações nesta semana (estável em relação à semana passada), em paridade com a safra anterior. Goiás: O plantio aumentou para 90% (crescimento de 5% em relação à semana passada), porém está ligeiramente abaixo da safra anterior em 10 pontos percentuais. Minas Gerais: Plantio avançou para 95% (aumento de 5% em relação à semana passada), ficando 4 pontos percentuais abaixo em comparação com a safra anterior. Confira a matéria completa: https://www.agrolink.com.br/noticias/algodao---semeadura-avanca-em-ritmo-acelerado_488178.html
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
09 de Fevereiro de 2024Destaque da Semana - Relatório do USDA divulgado ontem (8/2) trouxe viés altista, principalmente porque os números de produção dos EUA da última safra podem cair ainda mais, segundo o mercado. Amanhã (10/2) começa oficialmente o ano novo chinês. O gigante Asiático (que já vinha em ritmo lento) paralisa totalmente até 19/2 para celebrar a chegada do ano do Dragão. Algodão em NY - O contrato Mar/24 fechou nesta quinta 08/02 cotado a 89,10 U$c/lp (+3,0% na semana). O contrato Jul/24 fechou 89,92 U$c/lp (+1,9% na semana) e o Dez/24 a 82,94 U$c/lp (+1,3% na semana). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 828 pts para embarque Jan/Fev (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 08/fev/24). Altistas 1 - O relatório de oferta e demanda do USDA reduziu os estoques finais dos EUA em 22 mil tons, chegando a 610 mil tons, o menor desde 2016/17. A relação estoque/uso caiu para 19,9%, a menor desde 2020/21. Altistas 2 - Além disso, especula-se que o tamanho da safra 2023/24 seja ainda menor que os 2,7 milhões tons estimados pelo USDA, baseado em números de classificação e beneficiamento até aqui. Altistas 3 - No cenário global, a produção 2023/24 foi reduzida para 24,57 milhões tons (-77 mil tons), o consumo ficou praticamente inalterado em 24,49 milhões tons e os estoques finais foram reduzidos em 149 mil toneladas. Baixistas 1 - Nas cotações atuais, a relação de preços entre algodão e milho e algodão e soja continua favorecendo aumento de área de algodão nos EUA. Baixistas 2 - A demanda continua preocupando. As fiações continuam tendo muita dificuldade de aferir margens com a atual relação de preços algodão/fio. Baixistas 3 - A China entra em feriado hoje rodeada de incertezas. O país passa por uma turbulência na sua economia e na bolsa de valores. A deflação é tão grave que os preços ao consumidor registraram a taxa de redução mais rápida desde a crise financeira global. EUA - A primeira informação de área plantada 2024/25 dos EUA será divulgada durante o USDA Agricultural Outlook Forum, que ocorre 15 e 16/fev. No domingo (18/2), o National Cotton Council dos EUA (NCC) apresenta suas estimativas de safra. Austrália - Em meio a um clima seco e quente, a Austrália vê suas lavouras se desenvolverem bem. A projeção de safra com 1 milhão tons de algodão tem se fortalecido. China 1 - A safra 2024/25 na China foi estimada pelo Beijing Cotton Outlook (BCO) em 5,86 milhões tons – 146 mil tons abaixo do registrado em 2023/24. De forma geral, o cenário é de queda em relação ao ciclo anterior. China 2 - As importações chinesas foram projetadas em 1,9 milhão tons e o consumo em 8,05 milhões tons. Caso a estimativa de 20 mil tons exportadas se confirme, os estoques finais em ago/2025 chegarão a 5,44 milhões tons. China 3 - Também de acordo com a BCO, cerca de 40% das fiações chinesas utilizaram 90% de sua capacidade ou mais em jan/24. Além disso, 58% dos industriais relataram que o número de pedidos de fios aumentou em janeiro. Indonésia - Fiações na Indonésia estão em busca de matérias-primas mais acessíveis, já que têm dificuldade de aumentar o preço de venda dos fios. Bangladesh - Setor de roupas prontas de Bangladesh em alta. Em jan/23, a exportação movimentou US$ 4,97 bilhões – 9% superior a dez/23 e 12,5% a jan/23. É o valor mensal mais alto da história. Paquistão - Sétimo maior produtor mundial de algodão, o Paquistão começa a preparar as áreas para o plantio da safra 2024. O aumento nos preços locais é um incentivo à safra. Índia - A proximidade e os preços atrativos têm contribuído para intensificar o comércio entre Índia e Bangladesh. Logística - O pior já passou: de acordo com a Morgan Stanley, a tendência é de que o frete marítimo caia a partir de agora, após a alta de mais de 236% na rota Ásia/Europa. Qualidade - A Abrapa liberou o Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro de janeiro. Em destaque, o indicador de resistência da fibra e o índice de fibras curtas. Confira na íntegra: https://bit.ly/abrapa-rqabjan23 Safra 2023/24 - No boletim de safra de 08/dez, a Conab elevou a estimativa da nova safra de algodão para 3,28 milhões tons (3,6% acima da safra 2022/23). A área plantada foi estimada em 1,87 milhão de ha, crescimento de 12,8%. Exportações 1 - O Brasil exportou 250,3 mil tons de algodão em jan/24. O volume foi 101,8% maior que o total embarcado em janeiro de 2023. Exportações 2 - No acumulado de ago/23 a jan/24 (primeiro semestre do ano comercial), as exportações somaram 1,37 milhão tons, alta de 27,4% com relação ao mesmo período da temporada passada. Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 08/02: Os estados da BA, GO, MG, MS, PR, PI e SP já encerraram o beneficiamento, restando apenas os estados do MA (88%) e MT (99,52%). Total Brasil: 99,43% beneficiado. Plantio 2023/24 - Até o dia 08/02, foram cultivados: BA (90,4%), GO (75,45%), MA (99%), MG (90%), MS (100%), MT (99%), PI (100%), PR (100%) e SP (97%). Total Brasil: 96,92%. Preços - Consulte tabela abaixo Quadro de cotações para 01-02 (1)
Abrapa avalia as condições das lavouras brasileiras de algodão
09 de Fevereiro de 2024O andamento da safra 2023/2024, na reta final do plantio e a expectativa do produtor para os próximos meses foram o tema da entrevista do diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, ao canal Band Agromais, no dia 08 de fevereiro. Clique no link e confira: https://www.youtube.com/watch?v=LbYygIsdSOI
Área cultivada de algodão deve aumentar em 2024
09 de Fevereiro de 2024A área de cultivo do algodão deve aumentar, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA). No último levantamento da Conab, a expectativa é de que haja um aumento de 6,2% em relação à safra 2022/2023. Já a representante dos produtores é mais otimista, com perspectiva de crescimento em 11,9%. A explicação apresentada pelas entidades é que devido às incertezas com a soja, muitos produtores têm optado por antecipar o plantio da pluma ou até mesmo substituir outras culturas de 2º safra, como o milho. “Tivemos problemas na área de soja o que tem levado a uma reorganização no plantio”, destaca o presidente da ABRAPA, Alexandre Schenkel, em entrevista para o Agro Estadão. Ele explica que os agricultores têm observado uma “janela melhor para o algodão” com relação ao plantio de soja em algumas regiões. Cultivo de algodão no Mato Grosso e Piauí O estado de Mato Grosso apresenta a maior parte dessas mudanças de cultura. É o caso do produtor Eswalter Zanetti Junior, de Campo Verde-MT. Ele tinha o planejamento de começar o plantio do algodão verão em meados de dezembro e do algodão safrinha ao final de janeiro, após colher a soja. Acabou antecipando tudo para o início de dezembro. “As chuvas foram escassas entre outubro e novembro, então a área que seria de soja e depois algodão safrinha passou a ser tudo algodão verão. E pelas condições climáticas está caminhando para a chuva cortar em abril”, diz o produtor. Zanetti diz ainda que essa mudança de rumo nos plantios aconteceu em boa parte das propriedades do município. Ele estima que entre 30% e 35% da área de soja tenha diminuído na região. No entanto, nem toda a área foi substituída por algodão, muitos também optaram pelo milho. Outro destaque que o presidente Schenkel reforça é o estado do Piauí. Por lá, a expectativa é de que haja um aumento de 30% da área plantada, saindo de cerca de 17 mil hectares para 22 a 23 mil hectares. Fonte: Estadão https://agro.estadao.com.br/economia/area-cultivada-de-algodao-deve-aumentar-em-2024