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Algodão deve continuar a crescer, segundo estimativa da Agroconsult
14 de Março de 2024Numa safra considerada das mais “complicadas” da história, o algodão deve crescer em área e produção, em sentido contrário ao desempenho da soja e do milho, que, junto com a fibra, formam a base da matriz produtiva do cerrado brasileiro. A estimativa é da Agroconsult, que apresentou os dados na 17ª Previsão de Safra Anec – Anea, na quarta-feira (13), em Brasília. De acordo com o presidente da consultoria, André Pessoa, o Brasil deverá colher 3,4 milhões de toneladas de pluma, em 2023/2024, um acréscimo de 5,9% ante o ciclo anterior. A área plantada deverá crescer 12,5%, alcançando 1,89 milhões de hectares, e a produtividade ficará em torno 121 arrobas de pluma e 298 arrobas de caroço de algodão, por hectare, o que representa cerca de 1845 quilos de algodão beneficiado por tonelada. A 17ª Previsão de Safra é um evento organizado pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). “A safra de algodão está indo muito bem. Precisa ainda de alguma chuva no início de abril, mas este tende a ser um ano muito positivo para o algodão, porque os custos de produção baixaram e os preços não caíram tanto. Aliás, até se recuperaram um pouco, nas últimas semanas, o que deixa uma margem bem razoável, que será muito importante para os produtores que perderam na safra de soja, para equilibrar as contas”, pondera Pessoa. No radar, ele vislumbra uma manutenção de rentabilidade “muito boa”, embora não haja uma tendência de preços mais altos. “A expectativa é que o algodão continue crescendo”, diz. O consultor acredita que o crescimento na área e produção do algodão deverá se manter, ainda que a produção de soja se recupere. “A rentabilidade da pluma está bem melhor do que a das lavouras alternativas”, diz. No famoso Rally da Safra, expedição promovida pela consultoria há 20 anos, Pessoa disse que foi constatada uma grande quantidade de produtores estreando na cultura, que, segundo ele, não é fácil para iniciantes, pois requer muitos investimentos na implantação. “Creio que muitos destes novos entrantes fizeram acordos, por exemplo, de colheita e beneficiamento com produtores já estabelecidos e a tendência é que, nos próximos anos, eles se tornem mais experientes, e se estabilizem dentro dessa área plantada”, observou. Desafios Os números a serem comemorados para o algodão, segundo a Agroconsult, trazem junto uma reflexão quanto ao escoamento e comercialização. “Será um enorme desafio. Precisamos continuar ampliando a nossa participação de mercado. Nos dois últimos anos, a quebra da safra dos Estados Unidos nos ajudou, mas isso não é garantido que sempre irá acontecer. Temos que estar preocupados com uma possível safra grande dos americanos, no ano que vem”, afirmou. A previsão apresentada para as exportações foi de 2,5 milhões de toneladas. 1,6 milhões das quais já foram embarcadas até fevereiro. Até então, o recorde brasileiro havia sido 2,4 milhões de toneladas de pluma enviadas ao mercado externo, em 2021. Soja e milho Altamente impactada pelo fenômeno climático El Nino, a produção brasileira de soja está estimada, pela Agroconsult, em 152,2 milhões de toneladas, em 2023/2024, uma queda de 4,7% em relação à safra anterior. Já a área plantada deve superar os 45,6 milhões de hectares, projetados anteriormente pela própria consultoria, que prevê alta na produção de 2,73% ante o ciclo passado. A produtividade da oleaginosa deverá cair 7,45%, ficando em 55,5 sacos de soja por hectare. As intempéries custaram à cultura um replantio de 2,9 milhões de hectares nesta safra. O milho deve somar, no total das primeira e da segunda safra, 123,4 milhões de toneladas. A área total plantada com o cereal deve recuar 5,9%, ficando em 21 milhões de hectares. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, afirma que a Agroconsult é uma empresa conhecida pela confiabilidade dos seus dados. “O que eles apresentaram nos deu até bastante alento, num ano em que as entidades oficiais públicas, dentro e fora do Brasil, e as empresas privadas não conseguiam se entender. Parabenizamos e agradecemos à Anea e à Anec por promover este evento, pela 17ª edição”, afirmou. Schenkel lembrou, ainda, que no próximo dia 27 de março, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados se reunirá e, nessa ocasião, os dados apresentados pela Agroconsult e também os da Conab serão discutidos e avaliados pelas nove associações estaduais dos produtores de algodão. Sustentabilidade e rastreabilidade A programação do evento teve ainda a participação do diretor geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, que apresentou os dados apurados via satélite sobre a ocupação, nas últimas décadas, da produção agrícola, áreas de preservação e de conservação, em comparação à produção obtida nas várias culturas, em menos de 10% do território nacional. “É preciso que o mundo entenda o que fazemos, mas somente os dados não estão sendo suficientes. Precisamos tocar no coração dessas pessoas”, afirmou. Já o diretor do Departamento de Produção Sustentável Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Bruno Brasil, abordou a rastreabilidade e qualificação da produção agropecuária brasileira, apresentando as funcionalidades da plataforma AgroBrasil que está sendo desenvolvida pelo Ministério da Agricultura em parceria com o Serpro, com o apoio da Embrapa, CNA e CNC. Esta iniciativa tem como um dos objetivos atender às regulamentações europeias, com destaque para a Lei da EUDR (Due Diligence Europeu). “Ela vai permitir integração e segurança dos dados por sistema blockchain, universalidade, abrangendo todos os produtores, com adesão voluntária e custo zero para agricultores e cooperativas, dentro do site Gov.Br”, antecipou.
Exportações brasileiras de algodão atingem volume recorde
13 de Março de 2024As exportações brasileiras de algodão alcançaram um volume recorde em fevereiro de 2024, de acordo com os dados da Secex. No total, foram enviadas 258,05 mil toneladas do produto para o exterior, representando um aumento de 3,11% em relação ao mês anterior, janeiro de 2024. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso, principal produtor de algodão do país, teve participação nesse resultado, contribuindo com 65,23% do total dos envios do Brasil no referido mês. As exportações do estado totalizaram 168,31 mil toneladas em fevereiro de 2024, ainda que tenham registrado uma redução de 1,86% em comparação com o mês anterior. Essa diminuição nos envios internacionais foi influenciada, principalmente, pelo enfraquecimento das importações da China e de Bangladesh, que são importantes compradores da fibra de algodão brasileira. Quanto aos principais destinos do algodão produzido em Mato Grosso, a China se destacou ao adquirir 85,91 mil toneladas, seguida pelo Vietnã, que importou 34,84 mil toneladas no mês analisado. Fonte: Associação Brasileira dos Produtores de Algodão
Brasil produz 36% do algodão sustentável consumido no mundo
13 de Março de 2024Todo mundo sabe que quando se trata de algodão, o Brasil tem qualidade, volume e produto para oferecer ao longo dos doze meses do ano. Mas é na sustentabilidade que a pluma nacional vem conquistando cada vez mais mercado, graças a um trabalho consistente e inovador, que tem feito do país o maior fornecedor mundial de algodão produzido em moldes responsáveis. Saiba mais na entrevista concedida pela diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, ao canal de TV Terra Viva. Clique aqui e assista!
Exportações brasileiras de algodão atingem volume recorde
12 de Março de 2024As exportações brasileiras de algodão alcançaram um volume recorde em fevereiro de 2024, de acordo com os dados da Secex. No total, foram enviadas 258,05 mil toneladas do produto para o exterior, representando um aumento de 3,11% em relação ao mês anterior, janeiro de 2024. Segundo informações divulgadas pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso, principal produtor de algodão do país, teve participação nesse resultado, contribuindo com 65,23% do total dos envios do Brasil no referido mês. As exportações do estado totalizaram 168,31 mil toneladas em fevereiro de 2024, ainda que tenham registrado uma redução de 1,86% em comparação com o mês anterior. Essa diminuição nos envios internacionais foi influenciada, principalmente, pelo enfraquecimento das importações da China e de Bangladesh, que são importantes compradores da fibra de algodão brasileira. Quanto aos principais destinos do algodão produzido em Mato Grosso, a China se destacou ao adquirir 85,91 mil toneladas, seguida pelo Vietnã, que importou 34,84 mil toneladas no mês analisado.
Estilista Guilherme Dutra relembra momentos no Desafio Sou de Algodão
11 de Março de 2024O Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores chega à terceira edição para apoiar os primeiros passos de jovens designers que se inserem no mercado da moda autoral. Neste ano, o concurso pagará um prêmio no valor de até R$ 30 mil ao vencedor, que também vai desfilar uma coleção no próximo evento da Casa de Criadores. A coluna conversou com o último grande ganhador da iniciativa, o estilista Guilherme Dutra, que compartilhou a própria experiência e dicas para os próximos concorrentes. O estilista vencedor Guilherme Dutra tinha 24 anos quando chegou ao Desafio Sou de Algodão, apresentando uma visão que ia além da moda. A coleção, batizada de Arô-Eu Saúdo, nasceu de um trabalho de conclusão de curso. O manifesto de resgate à ancestralidade do povo preto e de contemplação dos orixás africanos foi refletido nas roupas e fez de Guilherme o grande campeão da edição de 2022. Para o estilista, ter o próprio trabalho reconhecido e então ovacionado na Casa de Criadores foi a realização de um sonho. “O ápice do evento foi ver a plateia suspirando a cada entrada. Ali entendi que meu trabalho estava dialogando com as pessoas e que elas estavam admirando a narrativa contada no desfile”, relembra. O estilista sendo premiado pelo Sou de Algodão Você pode saber mais sobre o concurso e as regras das inscrições clicando aqui. Confira a entrevista com o estilista Guilherme Dutra: O que foi mais difícil na sua participação no Desafio Sou de Algodão, e como superou essa dificuldade? Acredito que o mais difícil tenha sido traduzir os meus croquis para o tridimensional, ter que representar o excesso, muitas cores, texturas e a estética maximalista que o tema demandava. Tínhamos algumas limitações em relação a tecidos, isso foi um grande desafio. Eu precisava de tecidos mais pesados e com texturas, para representar o tema que narrava a realeza e ancestralidade do povo preto. Ao decorrer da pesquisa, descobri que o uso da tapeçaria era muito presente e pertinente ao projeto, por esse motivo busquei tecidos no segmento da decoração, usados em estofados e cortinas, junto a técnicas manuais de estamparia e bordados que me ajudaram a chegar a um resultado estético imponente e não convencional. Ter participado e vencido o Desafio impulsionou a sua carreira na moda? Ter participado e, principalmente, ter vencido o Desafio Sou de Algodão impulsionou muito minha carreira. O prêmio contribui para várias realizações, como entrar para o lineup oficial da Casa de Criadores. Hoje, posso compartilhar a mesma passarela com grandes estilistas nacionais e mostrar o meu trabalho. Minha apresentação fez com que muitos stylists me procurassem para produzir e desenhar para artistas, como Pocah, Gkay, Linn da Quebrada, Eduardo Sterblitch, entre outros. Coleção vencedora de Guilherme Dutra Como o algodão pode ser explorado de maneiras que se destacam no desafio? O algodão pode ser explorado principalmente com beneficiamento têxtil. Técnicas manuais de estamparia, interferência de bordado e tingimentos naturais são sempre uma boa solução para bons resultados. O inesperado e o não convencional são apostas que devem ser feitas sem medo. É valido usar tecidos que são de algodão, mas que não são comuns no nicho da moda, o que ajuda muito na descoberta de novas possibilidades. E a sua experiência no desfile na Casa de Criadores, quais foram os destaques? Esse foi um dos maiores marcos na minha vida! Ter mostrado meu trabalho em um dos eventos mais importantes da moda nacional foi extraordinário. Toda a equipe ajudou a concretizar o meu projeto, torná-lo palpável. Destaque especial a equipe de hairstyle, que impulsionou o meu projeto, transformando os modelos em verdadeiras obras de arte. Os cabelos, que simbolicamente transformaram-se em coroas africanas, me renderam elogios até mesmo do Celso Kamura, que é uma referência nacional no segmento. O ápice do evento foi ver a plateia suspirando a cada entrada. Nesse momento, entendi que meu trabalho estava dialogando com as pessoas, e que elas estavam admirando a narrativa contada no desfile. Poucos minutos, mas memoráveis. Marcelo Soubhia/Agência FotositeDesfile na Casa de Criadores Marcelo Soubhia/Agência FotositeOrixás e ascendência negra inspiraram o estilista Marcelo Soubhia/Agência FotositeO designer era recém-formado quando conquistou o primeiro lugar Que dicas você pode dar para quem vai participar do 3º Desafio Sou de Algodão? Meu conselho é: não tenham medo de arriscar, ousem no que não é óbvio, testem mais de uma vez, olhem com carinho para todas as possibilidades. Que o desafio seja uma experiência única de desenvolvimento profissional e pessoal, absorvam e aproveitem cada minuto, cada palestra, cada orientação, pois esses momentos podem ajudar vocês na realização de seus sonhos. Os estudantes de moda podem se inscrever no Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores até o dia 30 de abril de 2024, por este link. O regulamento completo está disponível on-line; confira aqui.
USDA reduz para 12,10 mi de fardos safra 23/24 de algodão dos Estados Unidos; BR com 14,56 mi
11 de Março de 2024A safra 2023/24 de algodão dos Estados Unidos foi reduzida para 12,10 milhões de fardos, ante 12,43 milhões no reporte anterior. Os dados são do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, em inglês) que divulgou seu boletim de oferta e demanda nesta sexta-feira (08). Os estoques finais da fibra na nova safra do país são apontados em 2,50 milhões de fardos, sobre 2,80 milhões no último reporte. As exportações da pluma seguiram sendo projetadas no novo ciclo de produção em 12,30 milhões de fardos. BRASIL Já a safra 2023/24 de algodão do Brasil foi mantida em 14,56 milhões de fardos. Já os estoques tiveram leve reducação para 5,83 milhões de fardos. As exportações seguiram esperadas no novo ciclo em 11,20 milhões de fardos. MUNDO A produção mundial 2023/24 de algodão foi elevada para 112,96 milhões de fardos, sobre 112,82 milhões na estimativa anterior do USDA. Os estoques finais são projetados no novo ciclo de produção global em 83,34 milhões, sobre 83,70 milhões de fardos da estimativa anterior do USDA.
Primeira turma da Brazilian Cotton School finaliza etapa em Brasília e parte para São Paulo
08 de Março de 2024Depois de uma visita à Fazenda Pamplona, do Grupo SLC Agrícola, na quinta-feira, a programação da primeira semana de atividades da Brazilian Cotton School voltou a Brasília, novamente, tendo como base as instalações da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abapa). Com a conclusão da primeira etapa, na Capital Federal, restam duas semanas sequenciais de curso, que serão realizadas em São Paulo. A Brazilian Cotton School é iniciativa conjunta entre a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). Sua carga horária é de 120 horas, distribuídas em três semanas. “Nesta primeira semana, podemos dizer que a Brazilian Cotton School não só já é uma realidade como é um retumbante sucesso. Havia uma demanda reprimida e a prova disso é que, para as nossas 35 vagas, recebemos mais de 300 contatos de pessoas interessadas”, explica o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. Segundo ele, a Brazilian Cotton School é o antigo sonho de produtores, traders, indústria e corretores de ver replicado no próprio país esse modelo de formação intensiva no mundo do algodão, que era um sucesso lá fora e atraía muitos brasileiros para as iniciativas internacionais. Diversidade temática Os temas abordados nos módulos da primeira semana da escola do algodão na Capital Federal foram tão diversos quanto o público que ocupou todas as cadeiras durante as aulas, formado por representantes da produção agrícola, beneficiamento, indústria, comerciantes, consultores de mercado e do Governo Federal. Eles assistiram a palestras que iam desde a história da cotonicultura no Brasil até as fases de desenvolvimento das lavouras, qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade, ESG, legislação, descarbonização agrícola e plantio regenerativo, classificação, dentre outras. Vicenzo Masutti faz parte da terceira geração do Grupo Masutti, empresa agrícola com sede em Vilhena (RO) e é um dos integrantes da primeira turma da Brazilian Cotton School. Para ele, a experiência está sendo muito positiva. “Estou aprendendo muito com as aulas, principalmente, as de ESG e produção. Conviver com os colegas e fazer o networking também é fantástico. A cada conversa, a gente aprende”, diz. Para a gerente comercial do Grupo Itaquerê, de Primavera do Leste (MT), Mari Amaral de Pieri, a experiência foi surpreendente. “Pudemos até acompanhar a colheita numa fazenda, e eu imagino o quanto isso não é valioso para as pessoas que não trabalham nessa área. Eu sempre quis fazer a Cotton School em Memphis (EUA), mas era complicado. Com a versão brasileira, pude concretizar este desejo”, afirmou. Thiago Trintinalio também trabalha com comercialização, mas no estado de São Paulo, na Cooperativa Holambra Agroindustrial. Para ele, o resultado foi ainda melhor que o esperado. “Pude aprofundar meus conhecimentos em áreas como sustentabilidade e ESG e conhecer o que as empresas envolvidas neste curso – Abrapa, Anea, Abit e BBM – fazem pelo algodão brasileiro, divulgando nossa fibra dentro e fora do Brasil”, ressalta. Melhoria de percepção A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que é parceira da Abrapa e da Anea na iniciativa Cotton Brasil, de divulgação do algodão nacional no mercado externo, também participou da primeira semana da Brazilian Cotton School. A coordenadora de Agronegócio da entidade, Lilian Leão foi a palestrante. Na apresentação, ela destacou o trabalho do Programa de Acesso a Mercados do Agronegócio Brasileiro (PAM Agro), cujo objetivo é impulsionar as exportações a partir da melhoria da percepção de mercados internacionais estratégicos sobre os produtos do agronegócio brasileiro. “Falamos sobre o esforço concentrado de produção e disseminação de informações que destacam a sustentabilidade, segurança e a tecnologia dos produtos”, explicou. Em sua fala, ela mostrou os resultados de uma pesquisa de percepção do público europeu sobre agronegócio brasileiro. “O objetivo é que esse trabalho sirva de base para trabalhos de melhoria dessa percepção”, concluiu.
Abrapa participa de diálogo sobre mulheres no algodão e moda sustentável
08 de Março de 2024Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, a diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Silmara Ferraresi, participou de um webinar do projeto Mais Algodão, nesta sexta-feira, 8 de março. A iniciativa reuniu mulheres envolvidas na cadeia de valor da pluma de países da América Latina e Caribe para debater moda sustentável e produção artesanal. “Falar de algodão é falar do feminino, e levar essa informação para o consumidor final tornou-se nossa missão nos últimos anos. O objetivo não é apenas valorizar a matéria-prima em si, mas também destacar o quanto contribuímos com a sociedade brasileira. Não podemos ignorar o papel das mulheres nessa cadeia, que responde por 61% da mão de obra na indústria têxtil, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil, e 87% dos 1,3 milhão de profissionais que trabalham na costura, de acordo com a Abravest,Associação Brasileira de Vestuário”, destacou a diretora. Após a estruturação dos pilares de rastreabilidade, sustentabilidade e qualidade, a Abrapa lançou o movimento Sou de Algodão, com o objetivo de envolver toda a cadeia têxtil brasileira e destacar os atributos da fibra produzida no país. “Nosso objetivo foi engajar a cadeia como um todo, desde os produtores até os varejistas, e dar destaque para o trabalho coletivo. Esse incentivo já faz parte do nosso trabalho, inclusive pela diversidade e democracia da fibra que produzimos”, explicou Silmara. Além da representante da Abrapa, participaram do diálogo Ronaldo Silvestre, estilista e responsável pelo Instituto ITI, e Andrea Cesarman, cofundadora da Ensamble Artesano, do México. Mais Algodão Desenvolvido há 10 anos pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), o projeto Mais Algodão é uma iniciativa de cooperação em parceria com 7 países.