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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa
21 de Junho de 2024

Destaque da Semana - Em semana de feriados nos EUA e em países muçulmanos, o contrato Dez/24 atingiu a mínima de 20 meses, mas depois voltou a subir, fechando a semana em alta. Algodão em NY - Jul/24 fechou nesta quinta 20/06 cotado a 70,85 U$c/lp (-0,8% na semana). Dez/24 fechou 72,62 U$c/lp (+1,1% na semana) e o Dez/25 a 72,84 U$c/lp (-0,8% na semana). Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 774 pts para Out/Nov-24 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 20/jun/24). Altistas 1 - No oeste do Texas, algumas áreas ainda precisam de chuva. Além disso, tempestade tropical pode atingir lavouras dos EUA nos próximos dias. Altistas 2 - Os preços de algodão ofertado na Ásia esta semana aumentaram, indicando recuperação nos níveis de “basis”. Baixistas 1 - As recentes quedas de preços devem-se em grande parte à venda dos fundos, que tem mantido uma posição vendida historicamente alta. Baixistas 2 - Os preços na plataforma de futuros de Zhengzhou da China caíram 1,8% esta semana. Baixistas 3 - As fiações em vários países enfrentam uma demanda fraca por fios e preços sob pressão. Aliança: Durante evento da American Cotton Shippers Association esta semana, foi formalizada aliança entre as associações de exportadores de algodão do Brasil (Anea), Austrália (ACSA) e EUA (ACSA) para promover o consumo algodão globalmente. China 1 - A importação de algodão pela China em maio foi de 260 mil tons - 24% a menos que em abril, mas bem acima do registrado em mai/23. China 2 - No ano, a soma é de 2,9 milhões tons, contra 1,05 milhão tons em 2023. É o maior volume de importação de algodão feita pela China em uma década. EUA 1 - Em 16/jun, 90% da área foi plantada nos EUA, contra 87% na mesma época de 2023 e 91% da média de cinco anos. A previsão é de que o plantio seja concluído na próxima semana. EUA 2 - Novamente, a condição das lavouras diminuiu nesta semana. Plantas em estado “bom a excelente” somaram 54% da área (-2 pp), enquanto as classificadas como “ruins a muito ruins” abrangeram 33% (+5 pp). Índia 1 - O governo indiano definiu preços mínimos para a safra de verão do algodão. O valor do algodão de fibra média aumentou 7,2% - sendo o sexto maior desde a temporada 2005/06 e o terceiro mais alto na última década. Índia 2 - Preços mínimos mais altos na Índia significam menos exportação, já que o governo oferece melhores condições para a formação dos estoques reguladores. Índia 3 - Os novos números da Cotton Association of India (CAI) mostram que a produção de algodão no país será de 5,4 milhões tons em 2023/24 (-1,2% em relação à marca de 5,42 milhões tons de 2022/23). Índia 4 - A demanda doméstica na Índia foi estimada em 5,38 milhões tons em 2023/24 (+6% no ano). Eid al-Adha 1 - Em Bangladesh, Paquistão e Turquia, a semana toda foi de celebrações do Eid-al-Adha. Eid al-Adha 2 - "Eid" é uma palavra árabe que se traduz como "festival". Os dois principais Eids, Eid al-Fitr e Eid al-Adha, marcam eventos religiosos significativos e são momentos para os muçulmanos se reunirem em adoração, reflexão e celebração. Paquistão - Confirmando-se o clima quente e seco, o Paquistão conclui o plantio nos próximos dias. Austrália - Com projeção de 75% da safra colhida, a estimativa é de que a colheita na Austrália termine nas próximas semanas. A previsão oficial é de uma safra de cerca de 1,1 milhão tons. Better Cotton Conference - Cotton Brazil e Abrapa voltam a apoiar a conferência anual da Better Cotton, que neste ano será em Istambul (Turquia) em 26-27/jun. XIX ANEA Cotton Dinner 1 - Durante o evento anual da Anea, haverá um simpósio online no dia 29/06 às 9h (BRT). O tema “Rethinking Raw Materials” será debatido por Varun Vaid, consultor da Wazir Advisors. XIX ANEA Cotton Dinner 2 - Será possível acompanhar o simpósio online. Para isso, basta se cadastrar no link: https://bit.ly/cottonbrazilJA. ABR-Log - Reunião do programa ABR-Log em Santos lotou a Associação Comercial de Santos (ACSantos) nesta semana. O ABR-Log é uma certificação da Abrapa e Anea voltada para logística de exportação de algodão. Exportações - O Brasil exportou 84 mil tons de algodão até a segunda semana de jun/24. A média diária de embarque é 2,9 vezes maior em relação a jun/23. Colheita 2023/24 - Até ontem (20/06), foram colhidos no estado da BA 7%; MG 17%; MS 11,7%; MT 0,6%; PI 4,83%; PR 100%; SP 66%. A colheita no MA começou nesta semana. Total Brasil: 2,67%. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 20_06 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

14º CBA enfatiza conhecimento da fisiologia do algodoeiro como estratégia para solucionar as grandes demandas da cotonicultura
20 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro – sua “fisiologia” – e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro próximo, em Fortaleza/CE. O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia. De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz. Mudanças climáticas Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde de a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas.  “São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica. Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas. Eixos temáticos Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara. “O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui Silmara.

Fisiologia do algodoeiro é tema central do 14º Congresso Brasileiro do Algodão
18 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro, em Fortaleza (CE). O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia. De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz. Mudanças climáticas Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde de a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas. “São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica. Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas. Eixos temáticos Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara. “O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui.

14º CBA enfatiza fisiologia do algodoeiro como estratégia para solucionar as grandes demandas da cotonicultura
18 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro – sua “fisiologia” – e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro próximo, em Fortaleza/CE. O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia. De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz. Mudanças climáticas Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas.  “São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica. Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas. Eixos temáticos Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara. “O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui Silmara.

Associações globais assinam acordo para fortalecer a indústria de algodão
18 de Junho de 2024

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), juntamente com a Associação Americana de Exportadores de Algodão (ACSA) e com a Associação Australiana de Exportadores de Algodão (ACSA), acaba de assinar um acordo histórico. O documento visa contribuições positivas para toda a cadeia produtiva e de abastecimento da fibra e o seu desenvolvimento econômico global. O acordo foi assinado na Convenção Anual da American Cotton Shippers Association, em Scottsdale, no Arizona, em 14 de junho. Por meio dele, as entidades participantes têm o propósito de garantir principalmente a sustentabilidade econômica e social de longo prazo da indústria da cotonicultura dos países envolvidos, com uma abordagem colaborativa em importantes temas globais. Assim, elas pretendem intensificar o diálogo para identificar questões de interesse comum, fortalecer as relações e gerar oportunidades para a troca informações. Na ocasião, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores Algodão (Anea), Miguel Faus, afirmou estar entusiasmado com o compromisso firmado. "Estamos contentes com esse acordo, que visa promover o algodão e conscientizar os países compradores sobre os impactos positivos da produção e do consumo da fibra nos mercados globais”, destacou. Ao assinar o acordo, o presidente e CEO da Associação Americana dos Exportadores de Algodão, Buddy Allen, destacou que as associações envolvidas representam os competidores mais vorazes deste mercado, mas que também produzem o algodão com a melhor qualidade do mundo. ”Nos unimos para que o algodão continue a ser a fibra universal preferida”, afirmou. Tony Geitz, presidente da Associação Australiana dos Exportadores de Algodão, acrescentou que, por meio do acordo, as maiores indústrias algodoeiras acolhem com satisfação a oportunidade de trabalhar como uma só. “Nosso objetivo é liderar discussões sobre a elaboração de estratégias para garantir que a demanda por algodão continue em alta”, disse. Sustentabilidade, saúde e conforto  Os impactos ambientais causados pela indústria têxtil dependem do tipo de fibra produzida. Ao contrário das fibras sintéticas, por ser natural, o algodão oferece benefícios incomparáveis quando se fala em meio ambiente e saúde, representando uma escolha sustentável e consciente. Os benefícios do algodão, incluindo a sua sustentabilidade ambiental, vantagens para a saúde, conforto, versatilidade e impacto econômico, fazem desta fibra natural uma opção superior em comparação com as fibras sintéticas. As Associações envolvidas esperam que os seus esforços conjuntos tenham um impacto positivo na conscientização global sobre o uso da fibra.

14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA): entomologia, muito além do “bicudo”.
18 de Junho de 2024

A entomologia, ramo da biologia que estuda os insetos, será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA). Mesmo quem não é do ramo, mas conhece alguma coisa sobre a cultura, sabe que o grande inimigo das lavouras de algodão no Brasil é justamente um inseto, o besouro conhecido como bicudo do algodoeiro, que chegou por aqui em meados dos anos de 1983, e, de lá para cá, tem sido controlado, mas jamais erradicado. Mas o bicudo não atormenta sozinho a vida do cotonicultor, por isso o congresso deu lugar de destaque para essa e outras pragas, que atentam contra a produtividade do produtor, em palestras, salas temáticas e workshops com grandes nomes do setor. O 14º CBA é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e será sediado entre os dias 03 e 05 de setembro de 2024, na cidade de Fortaleza/CE. De acordo com a pesquisadora da Fundação MT, Lúcia Vivan, a entomologia desempenha um papel crucial no cultivo do algodão, e está na base de muitas decisões que o cotonicultor faz em seu dia a dia, na estratégia de Manejo Integrado de Pragas (MIP). “No caso do bicudo, isso passa pela definição do número de aplicações de defensivos, pelo uso das ferramentas digitais, pela destruição das soqueiras e tigueras e cumprimento do vazio sanitário, além da gestão de resistência e muitos outros fatores”, diz a pesquisadora. Dra. Lúcia antecipa que uma das grandes expectativas para o 14º CBA é o controle biológico contra o bicudo. “Trata-se de algo muito desafiador, porque o que desponta como uma possível nova arma é, exatamente, um inseto. Como fazê-lo sobreviver em campo, mesmo com as aplicações que o controle do bicudo demanda? São respostas que estão sendo buscadas e o congresso é o cenário ideal para essas discussões”, adianta. Sob o guarda-chuva da entomologia também estão as lagartas que, ao contrário do besouro, são um problema para todo o sistema de produção. “Os lepidópteros estão presentes também na cultura do milho e da soja. O mesmo vale em relação à mosca branca e ao tripes. Em alguns estados produtores do país, a paisagem traz todos esses quase simultaneamente. Por isso, no 14ºCBA, especificamos uma sala para a ‘entomofauna’ no sistema”, explica. Ainda de acordo com a pesquisadora, o produtor e suas equipes, que participarem do 14º CBA, terão acesso a informações importantes para o manejo da cultura.   Foto: Bruna Diniz Tripode - Embrapa

Relatório de Safra – junho de 2024
17 de Junho de 2024

Junho chegou, e com ele trouxe boas notícias: a primeira é que a colheita de algodão já começa a tomar fôlego no Brasil e a expectativa oficial da Conab é de crescimento expressivo, tanto na área quanto no volume produzido. Por aqui, a gente fica esperando os dados da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, que serão consolidados no próximo dia 28. A outra, dentre as muitas boas novas que chegam da lavoura, é que o nosso Relatório de Safra está de volta, com os principais números relativos à cultura da fibra no Brasil e no mundo. Acesse o documento completo e tome decisões muito mais acertadas! https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Relatorio-de-Safra-Jun-2024.pdf 

14º CBA enfatiza fisiologia do algodoeiro como estratégia para solucionar as grandes demandas da cotonicultura
17 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro – sua “fisiologia” – e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro próximo, em Fortaleza/CE. O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia. De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz. Mudanças climáticas Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas.  “São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica. Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas.   Eixos temáticos Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara. “O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui Silmara.