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Por que as fibras naturais devem ser protagonistas do movimento Plastic Free July  
11 de Julho de 2025

Criado na Austrália em 2011, o movimento Plastic Free July tornou o mês de julho um período de alerta sobre o uso excessivo de plásticos no cotidiano. Mas o que a conscientização sobre a poluição por plásticos tem a ver com o algodão e a moda? Com a expansão da indústria têxtil, os tecidos plásticos, feitos de polímeros derivados do petróleo, como o poliéster, conquistaram mais espaço nas fábricas pelo seu baixo custo de produção e aumentaram a sua presença nos guarda-roupas de todo o mundo. Em defesa das fibras naturais Para a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Free Plastic July é um mês de conscientização para todos os malefícios causados pelas fibras plásticas utilizadas na moda. De acordo com o estudo publicado em 2016 pelo "Marine Pollution Bulletin", se estimou que em cada lavagem em uma máquina pequena, de 6 kg, mais de 700 mil fibras de microplástico podem ser liberadas na água. A ingestão de plástico é hoje um dos principais problemas para a conservação das espécies marinhas, que confundem microplásticos com alimentos. É o que acontece comtartarugas, por exemplo, que ficam impedidas de comer e realizar outras funções fisiológicas por causa da ingestão fibras sintéticas, levando-as a sofrimento pode se prolongar até a morte. O avanço dos tecidos sintéticos na moda global pode ser traduzido em números. De 2020 para cá, o índice de participação do algodão no consumo global de fibras caiu de 23,9% para os atuais 22,2%, de acordo com o International Cotton Advisory Committee (ICAC). Além disso, a presença das fibras sintéticas cresce em um ritmo de mais de 5% ao ano, enquanto o algodão fica em torno de 1% ao ano. “Quando defendemos uma presença maior do algodão na matriz têxtil mundial, estamos defendendo uma fibra vegetal, natural, biodegradável e com uma pegada de carbono bem menor que a das fibras sintéticas, que são produzidas a partir de derivados fósseis”, explica Gustavo Piccoli, presidente da associação. Por um mundo menos plástico Com a defesa do algodão no eixo central das ações do Cotton Brazil e do movimento Sou de Algodão, iniciativas da Abrapa para a promoção da pluma brasileira, a associação tem se posicionado como uma nova voz no mercado. Além de ter se tornado o maior exportador mundial de algodão, o País se destaca por ter 80% da safra nacional com certificação socioambiental e usar irrigação em apenas 8% da área plantada. “Optar por produtos e roupas de algodão é principalmente uma questão de responsabilidade e preocupação com o nosso futuro. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com o impacto do que compram tanto para sua saúde quanto para o planeta. Ninguém quer usar roupas feitas com tecidos fósseis”, argumenta Piccoli. Para além da poluição ambiental por plásticos, um artigo publicado em 2024, por pesquisadores da Universidade do Novo México, na revista Nature Medicine, há presença de microplásticos também no organismo humano – incluindo órgãos vitais como o cérebro. Biodegradável, renovável e produzido com responsabilidade, o algodão é aliado de quem quer viver com mais leveza e consciência.

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 11/07/2025
11 de Julho de 2025

Destaque da Semana 1 - O Brasil foi incluído nesta semana no centro da crise do “Tarifaço”. Inicialmente poupado pelos EUA, agora o Brasil virou um dos maiores afetados pela política de tarifas adicionais do Presidente Trump. O impacto para o algodão por enquanto é indireto, pois afeta a indústria têxtil nacional. Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 10/jul cotado a 67,73 U$c/lp (-1,1% vs. 03/jul). O contrato Dez/26 fechou em 69,50 U$c/lp (-0,1% vs. 03/jul). Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 914 pts para embarque Jul/Ago-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 10/jul/25). Altistas 1 - Com o aumento dos preços mínimos nos EUA, de U$c/lp 52 para 55, a tendência é que os produtores estejam menos propensos a vender com ICE abaixo de U$c/lp 68-69. Mas mudança só vale a partir de 2026/27. Altistas 2 - Na China, apesar de desafios, a demanda doméstica por algodão está resiliente e segue firme, apoiada por estímulos do governo. Isso sustentou os preços futuros em Zhengzhou próximos aos maiores níveis do ano. Baixistas 1 - Mesmo com a queda nos preços do algodão em pluma, a demanda global ainda está fraca e as fiações não aumentaram significativamente as compras, especialmente no Paquistão e no Vietnã. Baixistas 2 - A incerteza permanece nas relações comerciais dos EUA. As negociações comerciais com vários países avançaram pouco, e novas tarifas (de até 50% para o Brasil, por exemplo) entram em vigor em 01/08, imprimindo mais insegurança no mercado. Tarifas 1 - Em 07/07, os EUA anunciaram alíquota adicional de 50% para produtos brasileiros a partir de 01/08. A medida ainda pode ser negociada, mas já preocupa alguns setores. Tarifas 2 - Em 2024, os EUA foram o 4º maior mercado para os têxteis brasileiros, com US$ 68,1 milhões em exportações. As tarifas ameaçam esse mercado estratégico para o setor. Tarifas 3 - Em nota, a Abrapa alertou que as novas tarifas podem prejudicar a indústria têxtil brasileira, mesmo sem afetar diretamente as exportações de algodão. A entidade pede ação diplomática para proteger o setor. Leia na íntegra: https://bit.ly/abrapa250711. Tarifas 4 – Além do Brasil, os EUA também definiram tarifas elevadas para outros países, mantendo taxas entre 25% e 36% para nações como Bangladesh, Tailândia e Coreia do Sul, patamar igual ou superior ao de 04/25. Large Farm Week 1 - Teve início em 07/07, em Brasília, o Large Farm Week 2025, organizado pela Better Cotton, reunindo grandes produtores de algodão para debater sustentabilidade e desafios do setor. É a primeira edição realizada no Brasil. Large Farm Week 2 - Participantes da Austrália, Grécia, Israel, Paquistão, Turquia, Estados Unidos e Uzbequistão reuniram-se com a Abrapa para entender a cadeia produtiva do algodão no Brasil, do cultivo à exportação, e participaram de um workshop. Large Farm Week 3 - As discussões destacaram a necessidade de promover o uso da fibra natural do algodão frente ao poliéster, valorizar a certificação e incentivar pesquisas para encontrar alternativas aos pesticidas químicos. Large Farm Week 4 - Na quarta (09/07), os cotonicultores visitaram a Agopa e uma fazenda da GMS Group em Goiás, seguindo depois para Cuiabá para conhecer unidades produtoras em Mato Grosso com a Ampa. EUA 1 - Em 4/jul, o presidente dos EUA sancionou a lei de reconciliação orçamentária (One Big Beautiful Bill Act), que atualiza programas agrícolas, incluindo mudanças importantes na política agrícola para o algodão. EUA 2 - A American Cotton Shippers Association confirmou que a nova legislação inclui: * Aumento do preço de referência do algodão em caroço, usado para calcular os pagamentos do seguro agrícola, de U$c/lp 37 para 42 a partir de 1º de agosto de 2025. * Para a safra 2026/27, o valor do Marketing Assistance Loan para o algodão Upland sobe de U$c/lp 52 para 55. China1 - As importações chinesas de algodão somaram apenas 34,5 mil tons em mai/25, o menor volume mensal em mais de 20 anos, segundo a CCF Group. O recuo reflete o fraco consumo interno, estoques elevados e a crescente preferência da indústria local por fibras sintéticas mais baratas. China 2 - No acumulado da safra 2024/25, a China importou cerca de 1,2 milhão de tons, o menor patamar em 8 anos, conforme dados do USDA. A menor dependência externa decorre da maior produção doméstica e desaceleração do setor têxtil. Índia – Até 04/07, a área plantada com algodão na Índia atingiu 7,954 milhões ha, um aumento de 96 mil ha em relação ao mesmo período de 2024, segundo o Departamento de Agricultura. A área total a ser plantada nesta safra deve ultrapassar 12 milhões ha, conforme a média registrada nas últimas cinco temporadas. Paquistão - Fábricas paquistanesas demonstraram recentemente interesse no algodão importado, mas a disponibilidade de estoques locais tem mantido o foco em compras domésticas. A possível taxação de 18% sobre algodão e fios importados também desencoraja compras externas. Tailândia 1 - As importações tailandesas de algodão mantiveram-se em 10.049 tons em maio (+33% ante mai/2023). Os EUA lideraram as entregas (68%), seguidos por Brasil (11%) e Austrália (10%). Tailândia 2 - Já nos primeiros 10 meses da temporada 2024/25, a Tailândia importou 86.952 tons de algodão, (+20% ante 2023/24), mas ainda abaixo de anos anteriores. EUA lideraram (41%), seguidos por Austrália (27%) e Brasil (22%). Vietnã 1 - O Vietnã importou 158.787 tons de algodão em junho, queda de 3% ante maio, mas alta expressiva de 82% frente a jun/2024. EUA lideraram (65%), seguidos por Brasil (20%) e Austrália (4%). Vietnã 2 - No acumulado de 11 meses da temporada 2024/25, o Vietnã importou 1,59 milhão tons de algodão, 20% acima do mesmo período em 2023/24 (1,32 milhão tons). EUA lideram (35%), seguidos de perto pelo Brasil (33%) e Austrália (15%). Austrália - A colheita do algodão australiano está 95% concluída, com o beneficiamento em 55% e a classificação das fibras na metade do processo, segundo a Associação de Exportadores. Egito - O tempo seco acelerou a colheita de algodão no Egito, que atingiu 65% da área, mas ainda está atrás do ritmo habitual (80% em 2024). O beneficiamento está próximo de 50%. Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 14,5 mil tons na primeira semana de julho. A média diária de embarque é 50,3% menor que no mesmo mês em 2024. Colheita 2024/25 - Até ontem (10/07), foram colhidos no estado da BA (28%), GO (29,38%), MA, (20%), MG (39%), MS (9,5%), MT(2%), PI (37,15%), PR (95%) e SP (87%). Total Brasil: 9,48%. Beneficiamento 2024/25 - Até ontem (10/07), foram beneficiados nos estados de GO (6,6%), MG (10%),MS (9,5%), PI (15,29%) PR (80%) e SP (65%). Total Brasil: 1,20%. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 10-07 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

Abrapa manifesta preocupação com aumento de tarifas dos EUA e possíveis impactos no mercado global do algodão
10 de Julho de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) acompanha com atenção o recente anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos sobre o aumento das tarifas para a importação de produtos brasileiros. Embora o mercado estadunidense não seja destino da pluma de algodão brasileira, a medida gera apreensão quanto aos possíveis desdobramentos econômicos e comerciais no setor. O mercado global do algodão é altamente sensível a fatores climáticos, econômicos e políticos. Nesse cenário, qualquer mudança no fluxo de comércio internacional tende a provocar repercussões amplas e complexas. A indústria têxtil brasileira é o mercado mais importante para o algodão nacional. Os Estados Unidos estão entre os maiores clientes dessa indústria, o que indica que os efeitos das novas tarifas poderão alterar dinâmicas da cadeia produtiva do algodão no Brasil. Diante desse contexto, a Abrapa reforça seu compromisso com regras de mercado claras, estáveis e justas, e com a defesa dos interesses dos produtores brasileiros de algodão. Recomendamos que o governo brasileiro busque as vias da diplomacia para ampliar o diálogo institucional, revertendo as recentes medidas do governo dos Estados Unidos e mitigando impactos adversos ao setor produtivo brasileiro.

Ministério da Agricultura e Pecuária publica portaria que define o preço mínimo do algodão
09 de Julho de 2025

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na manhã desta quarta-feira, 09/07, no Diário Oficial da União, a portaria que define os preços mínimos do algodão para a safra 2025/2026. Contrariando as expectativas do setor algodoeiro, os valores divulgados permaneceram inalterados em relação à safra anterior, mantendo-se em R$ 114,58 por arroba da pluma. Também não houve alteração nos preços do algodão em caroço (R$ 45,83 por arroba) e do caroço de algodão (R$ 6,73 por arroba). Abrapa e Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados Em carta enviada ao ministro Carlos Fávaro, do Mapa, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados, Gustavo Piccoli, sugeriu o reajuste do preço mínimo da pluma para R$ 125,00 por arroba, um aumento de apenas 9,1% em relação ao valor atual. A justificativa apresentada por Piccoli levou em conta, entre outros fatores, o aumento dos custos com insumos agrícolas, como fertilizantes, além do preço dos combustíveis. No entanto, o pleito não foi atendido pela área econômica do governo federal. Na carta, Piccoli também apontou que a elevação do salário-mínimo, o aumento no custo da energia elétrica e a desvalorização do real contribuíram significativamente para o encarecimento da produção algodoeira. “A atual conjuntura global levou à queda nos preços do algodão e ao retorno da alta nos preços de matérias-primas essenciais à produção nacional. O reflexo tem sido sentido pelos produtores na elevação dos custos de produção, o que exige mais capital para o financiamento da safra e amplia o risco da atividade”, justificou o presidente. Cenário econômico para o produtor No mercado interno, o aumento dos juros nas linhas de crédito do Plano Safra 2025/2026 limita o acesso dos produtores à modernização de equipamentos, à expansão de áreas irrigadas e à adoção de inovações tecnológicas — aspectos fundamentais para o desenvolvimento da cotonicultura. Outros fatores também contribuem para o cenário de insegurança do setor, como o possível aumento do IOF e a taxação da LCA, o que demanda maior cautela por parte dos produtores na hora de investir. A dependência da importação de fertilizantes tende a encarecer ainda mais os custos de produção, especialmente em contextos de conflitos geopolíticos que impactam diretamente a cotonicultura brasileira. Atualmente, os fertilizantes representam, em média, 17% do custo operacional efetivo da produção de algodão. No cenário internacional, a disputa tarifária entre China e Estados Unidos é apontada como o principal fator de instabilidade no mercado algodoeiro. O setor é volátil e altamente sensível a condições climáticas e geopolíticas. Apesar da liderança brasileira nas exportações, as cotações da pluma apresentam viés de queda, o que pode comprometer o ritmo de desenvolvimento da atividade.

Produtores já podem participar do Programa Algodão Brasileiro Responsável para Unidades de Beneficiamento de Algodão (ABR-UBA) na Safra 2024/2025
09 de Julho de 2025

Com um protocolo específico para a padronização da rotina e funcionamento das Unidades de Beneficiamento do Algodão, o Programa ABR-UBA está com as inscrições abertas para a Safra 2024/25. As algodoeiras poderão aderir ao programa no início do período de beneficiamento do algodão. O Programa ABR-UBA foi lançado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2020, para que as algodoeiras também fossem avaliadas e certificadas de acordo com os parâmetros exigidos pelas melhores práticas socioambientais. Somente em 2023, 99 algodoeiras passaram por auditoria independente e foram certificadas pela iniciativa. Certificação O ABR-UBA realiza a verificação de rotinas, processos e práticas operacionais, visando aprimorar a eficiência dos equipamentos e a atuação dos profissionais nas unidades de beneficiamento de algodão. Assim como o Algodão Brasileiro Responsável, o ABR, o protocolo tem 170 requisitos e, no caso das algodoeiras, 90% deles são voltados para a segurança do trabalho. A forma como os requisitos serão aplicados, varia de acordo como porte de cada unidade. De acordo com o Gerente de Sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, a estrutura normativa utilizada pelo programa serve, principalmente, para dar mais segurança aos trabalhadores das UBAs. “As normas regulamentadoras adotadas pela certificação foram emitidas pelo Ministério do Trabalho e têm como principal finalidade garantir a segurança e saúde dos funcionários das usinas ao operarem as máquinas e equipamentos, que devem funcionar de acordo com as regras definidas para minimizarem o risco de acidentes e problemas ocupacionais”, explicou. Entre as normativas mais conhecidas estão a NR 10, que verifica problemas elétricos, a NR 23, que faz a prevenção de incêndios e a NR 24, que cuida do bem-estar do trabalhador. Práticas de gestão eficiente e padronização de processos também são abordadas pelo protocolo, que apesar de não serem obrigatórias como as normativas oficiais, melhoram o fluxo do funcionamento e checagem dos fardos do algodão já beneficiado.  “Os itens que tratam sobre os cuidados e integridade dos fardos, por exemplo, visam evitar qualquer tipo de contaminação e os requisitos relacionados a padronização das amostras que serão encaminhadas para a análise de HVI”, afirmou Carneiro. Melhorias para quem trabalha Valmir dos Santos é gerente técnico na Unidade de Beneficiamento de uma fazenda localizada em Campo Verde, no Mato Grosso. Ele trabalha há 29 anos em algodoeiras e relatou que o certificado ABR-UBA contribui para a segurança do trabalho na usina que lidera. “O certificado funciona muito bem para as algodoeiras porque, além de fazer a prevenção dos riscos de acidente, a unidade apresenta melhorias na saúde e bem-estar do trabalhador. Para quem está na unidade, é uma segurança a mais. É uma responsabilidade muito grande gerir as equipes e entregar o algodão com qualidade e o certificado ajuda com esses processos”, afirmou Valmir. Adesão Poderão aderir ao Programa de certificação sustentável ABR-UBA todas as Unidades de Beneficiamento de Algodão que sejam participantes do Sistema Abrapa de Identificação (SAI) e beneficiem algodão brasileiro produzido por produtores associados às Associações Estaduais de Produtores de Algodão, filiadas à Abrapa. O responsável pela usina deve garantir que a sua UBA atende aos princípios fundamentais da produção e do beneficiamento sustentável do algodão, em especial, os relativos à regularidade das relações trabalhistas, como: - A proibição da utilização de trabalho estrangeiro irregular e ao cumprimento das normas de segurança do trabalho; - A proibição da utilização de mão de obra infantil e da prática de trabalho forçado ou análogo à escravidão, ou de trabalho degradante ou indigno; - A proibição de discriminação de pessoas por qualquer motivo; - A liberdade de sindicalização e apoio à negociação coletiva entre os sindicatos laborais e patronais; - A proteção legal e preservação do meio ambiente; e - A aplicação das boas práticas industriais no beneficiamento do algodão brasileiro. Para participar do programa, o responsável deve ler o regulamento, estar de acordo com as Listas de Verificação de Conformidade e preencher e assinar o Termo de Adesão ao ABR-UBA. Os documentos estão disponíveis nos seguintes links: Regulamento Lista de Verificação para Diagnóstico Lista de Verificação para Certificação Termo de Adesão

No primeiro dia do Large Farm Week, produtores discutem os desafios e oportunidades da cotonicultura
07 de Julho de 2025

Começou nesta segunda-feira, 07/07, na sede da Abrapa, em Brasília, o Large Farm Week 2025. Produzido anualmente pela Better Cotton, desde 2021, o evento internacional reúne grandes produtores de algodão para discutir práticas de sustentabilidade, oportunidades e os maiores desafios enfrentados pela cotonicultura nos países que lideram a produção de algodão no mundo. Esta é a primeira vez que ele ocorre no Brasil. Large Farm Week 2025 Com o objetivo de compartilhar ideias e práticas entre os membros Better Cotton, o Large Farm Week foi criado para fortalecer a comunidade internacional de cotonicultores e desenvolver conhecimentos sobre o algodão. Nesta edição o evento contou com participantes da Austrália, Grécia, Israel, Paquistão, Turquia, Estados Unidos e Uzbequistão. Promoção e incentivos Na parte da manhã, produtores, consultores e pesquisadores se reuniram com a diretoria da Abrapa e conheceram mais sobre todo o funcionamento da cadeia do algodão no Brasil, desde o cultivo até a exportação. Durante a tarde eles participaram de um workshop. Através da formação de grupos de trabalho, os participantes buscaram soluções viáveis para os problemas que atuais que atingem o setor globalmente. Os temas discutidos pelos grupos foram: - Promoção e Market Share - Engajamento do produtor - Pesticidas Como resultado das discursões foi definido que é necessário melhorar a promoção do uso da fibra natural do algodão frente ao poliéster, valorizar o algodão que é certificado por critérios de sustentabilidade e incentivar pesquisas para encontrar alternativas aos pesticidas químicos. Além de Brasília Nesta quarta os cotonicultores irão ao Goiás para visitar a sede da Associação Goiana dos Produtores de algodão (Agopa) e uma fazenda da GMS GROUP. Após a visita, eles seguirão para Cuiabá, onde iniciaram uma jornada pelos municípios e unidades produtoras do estado, acompanhados por membros da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

Sou de Algodão participa do IV Encontro Women in Cotton Brazil
07 de Julho de 2025

Na última segunda-feira (30), a Abrapa, por meio do movimento Sou de Algodão, esteve presente no IV Encontro Women in Cotton Brazil, realizado na Bisutti Casa Itaim, em São Paulo (SP). O evento, promovido pelo braço brasileiro do Comitê Women In Cotton - grupo fundado pela International Cotton Association (ICA) -, reuniu importantes nomes ligados à moda, ao agronegócio e à sustentabilidade para discutir os desafios e as oportunidades da comunicação e da presença feminina em toda a cadeia produtiva do algodão. Como parte da programação, Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão, foi a mediadora do painel “A comunicação resolve problemas complexos: como aplicar na cadeia do algodão”. A conversa contou com a participação de nomes como Paulo Borges, idealizador e diretor criativo da São Paulo Fashion Week (SPFW), Camila Toledo, diretora da Style.W, e Cyntia Kasai, gerente de sustentabilidade da C&A Brasil. O painel debateu como estratégias de comunicação bem estruturadas podem promover maior integração entre os elos da cadeia, desde o produtor até o consumidor final, além de fortalecer a imagem do algodão brasileiro como uma fibra natural, rastreável e essencial. Durante sua mediação, Silmara destacou o papel fundamental da comunicação para aproximar o campo dos consumidores, além de gerar engajamento e pertencimento. “Estamos falando de uma cadeia que envolve milhares de pessoas, histórias e territórios. Comunicar com clareza e propósito é o que permite que o consumidor enxergue valor em cada etapa do processo e se conecte de fato com o que veste”, afirmou. Ela também ressaltou a importância de acompanhar as discussões que vão para além do setor, e que acompanham as mudanças socioambientais. “Nós temos que pensar em como o algodão pode se posicionar não só em relação às próximas gerações, mas aos atributos e ao valor agregado. Esse é o grande diferencial; refletir sobre o futuro e qual o nosso lugar junto aos consumidores que têm propósitos, que consideram a compra de uma maneira diferente , que enxergam o mundo de outra forma, mais diversa e com mais equidade”, reitera. Com o tema central voltado à comunicação e à sustentabilidade, o IV Encontro Women in Cotton Brazil reforça o compromisso com uma cadeia do algodão mais transparente, inclusiva e conectada com as demandas da sociedade. A participação do Sou de Algodão no evento reforça a missão do movimento de promover uma moda feita no Brasil, com responsabilidade, identidade e valorização da fibra nacional desde a origem. Abrace este movimento:  Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_  

Apaece ingressa na ABRAPA para fortalecer a nova era do algodão cearense
04 de Julho de 2025

A Associação dos Produtores de Algodão do Estado do Ceará (Apaece) acaba de se tornar a mais nova integrante da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A entrada marca um passo decisivo na consolidação do algodão cearense como uma força emergente no cenário nacional, após décadas de retração dessa cultura no estado que já foi o terceiro maior produtor do país. Fundada em 2020 e com sede em Quixeramobim, no sertão central cearense, a Apaece nasceu com a clara missão de recuperar a cotonicultura no estado de forma estruturada, inclusiva e sustentável. Hoje, já colhe os primeiros frutos de um trabalho técnico e coletivo que une pequenos, médios e grandes produtores, universidades, governos e entidades do setor produtivo. Segundo a direção da entidade, o ingresso na Abrapa é um marco estratégico. “Precisávamos de um padrinho forte, com experiência, respaldo institucional e voz ativa no setor. Ninguém melhor que a Abrapa para nos oferecer esse guarda-chuva qualificado e nos ajudar a encurtar caminhos”, afirmou o Presidente da Apaece, Marcos Montenegro. “Fomos analisados, testados e, agora, acolhidos. Honraremos essa confiança com trabalho e resultados”. Um trabalho coletivo que se fortalece A Apaece é uma associação mista, com a participação de produtores, pessoas físicas e também entidades jurídicas, como associações regionais localizadas nas regiões do Cariri e de Tauá. Ao todo, a organização atua em sete regiões do estado, com um sistema descentralizado de gestão, produção e comercialização. Desde o início, a produção foi pensada de forma estratégica. A primeira safra, em 2020, teve caráter experimental, focada na agricultura familiar e com forte apoio técnico. Hoje, o Ceará já conta com entre 2 mil e 2,5 mil hectares cultivados, divididos entre produtores convencionais, agroecológicos e orgânicos. Três pilares que sustentam o futuro A atuação da Apaece se estrutura sobre três pilares: sustentabilidade, tecnologia e qualidade. Os três caminham juntos e com igual importância. Dentro deles, estão iniciativas ligadas a boas práticas agrícolas, uso racional de recursos, integração de novas tecnologias adaptadas ao semiárido e compromisso com a rastreabilidade e a excelência da fibra. O algodão agroecológico e orgânico produzido por agricultores familiares já começou a romper fronteiras, e hoje, parte dessa produção é exportada para a França, em um nicho de mercado que valoriza a origem sustentável e o impacto social da produção. Com a Abrapa, de olho no mundo Ao ingressar na Abrapa, a Apaece pretende acelerar sua curva de desenvolvimento. A associação vê na troca de conhecimento, na inserção em programas nacionais e no acesso a padrões técnicos mais avançados uma ponte para elevar o patamar do algodão cearense. A filiação também fortalece o discurso institucional da entidade junto a órgãos públicos, investidores e organismos internacionais. “A Abrapa é referência mundial. Estar ao lado dela nos ajuda a planejar melhor, evitar erros já cometidos em outros estados e a levar nosso algodão para onde ele merece: o mundo”, diz o presidente da Apaece. Entre os próximos passos da entidade está a construção de um centro de referência do algodão, e um laboratório de análise de fibras com tecnologia HVI, padrão internacional para medição da qualidade da pluma Além disso, a Apaece quer expandir os programas de capacitação técnica, ampliar o acesso a insumos, consolidar o Fundo de Apoio à Cotonicultura e, sobretudo, reocupar o lugar histórico que o algodão cearense já teve na economia nacional. O ouro branco do século XXI A vocação histórica do Ceará para o algodão está sendo resgatada com estratégia, ciência e visão de futuro. “Nossa visão futura é criar uma cadeia do algodão estruturada, atendendo o nosso mercado local, gerando emprego, gerando renda, fazer do algodão o nosso ouro branco novamente, sendo mais uma opção de receita para o nosso estado, para que ele volte a protagonizar esse espaço que sempre foi dele.”, afirmou o vice-presidente da Apaece, Airton Carneiro. Montenegro ressaltou que Ceará tem aptidão para a cultura do algodão e que é parte da missão da Apaece fazer a cotonicultura voltar a prosperar no estado, “Devido a pujança que o algodão já propiciou no passado, o terceiro estado de maior produção no Brasil, essa cultura faz parte de nossa história. Estamos no rumo certo e preparados para tal missão.” Com o apoio da Abrapa, a Apaece se une as outras 10 associações de produtores, que juntas representam 99% de todo algodão produzido no Brasil.